17 agosto 2006

histórias de vida: Enfermeira em luta



"Em Portugal conheci pesssoas maravilhosas que me ajudaram muito." Foi há cinco anos que a cubana Maivis Borga deixou a sua terra natal e rumou em direcção a Portugal. Casada com um empresário da região, com um filho de três anos, Maivis sente-se totalmente integrada no nosso país.
Mas nem tudo foi fácil. Produtora musical e enfermeira licenciada, esta cubana de 30 anos luta ainda pela possibilidade de exercer enfermagem em Portugal. Apesar das carências do nosso país na área da saúde, Maivis viu-se impossibilitada de exercer a sua profissão, sendo-lhe exigida uma equivalência. "Há muita burocracia. Neste momento ainda estou à espera de uma certidão da Ordem dos Enfermeiros e sem ela ninguém me dá trabalho." Mesmo depois de conseguir o estatuto de cidadã portuguesa, Maivis, deparou-se com alguns entraves e viu frustradas todas as tentativas de encontrar trabalho. Maivis Borga lamenta também o facto de não poder trabalhar como produtora musical no nosso país. "A produção musical é mais um hobbie mas, de qualquer forma, em Portugal também é complicado conseguir este tipo de trabalho."
Até mesmo para abrir uma conta bancária a cubana esbarrou nos entraves da burocracia. "Eu tinha a documentação toda mas disseram-me que tinha de ir a Cuba pedir uma declaração que garantisse a minha imigração para Portugal. As restrições são imensas!"
No início, Maivis sentiu também algumas dificuldades no que diz respeito à língua portuguesa. "Quando cheguei a Portugal, não conseguia entender o que as pessoas diziam. Agora já dá para compreender mas falar ainda é complicado."
A imigrante, proveniente da cidade de Havana, notou ainda diferenças substanciais na personalidade da população portuguesa em comparação com a cubana. Ao contrário dos cubanos, os portugueses são mais introvertidos. "As pessoas aqui são mais fechadas do que lá. Não é que sejam antipáticas mas os cubanos são mais amigos uns dos outros, não há diferenças no tratamento entre as pessoas. Depois eu acho que os cubanos primam mais pela simplicidade do que os portugueses." A produtora destaca igualmente "uma maior humildade por parte do povo cubano" e o facto destes partilharem mais as suas vidas. "Em Portugal é preciso conhecer muito bem uma pessoa para ganhar a sua confiança. Aqui cada um vive a sua vida, não há uma partilha tão grande", lamenta a imigrante.
No que diz respeito ao clima, as diferenças são abismais. E esta foi mais uma adversidade sentida por Maivis. "Em Cuba está sempre imenso calor. Quando cheguei a Portugal, em Novembro de 2000, estava muito frio, nem me atrevia a sair de casa!"
Filipa Ferreira

Agroal: “Há muita falta de limpeza”



"Este local não está bem aproveitado, há muita falta de limpeza e a água está muito suja". Esta é a opinião de António Soares (nome fictício) acerca de um dos locais mais emblemáticos da nossa região: o agroal. Visitante do local há mais de 30 anos, António, residente no concelho de Pombal, faz duras críticas ao aproveitamento deste espaço. "Acho que deveriam existir passeios nas margens, não temos sequer condições de estender uma toalha", referiu. "A ponte de madeira também não oferece solidez nenhuma, até faz uns ruídos estranhos!"
O visitante de 66 anos não deixa de criticar a falta de civismo das pessoas que desfrutam do Agroal tal como ausência de investimento por parte das Câmaras Municipais. " As pessoas não têm o mínimo de cuidado, sujam tudo, deitam papéis para o chão e até para o rio. E os governantes deveriam investir mais nisto, serem um pouco mais caprichosos. Fazer um parque de merendas, por exemplo, seria genial!" Quanto às vantagens de um melhor aproveitamento do agroal, António Soares não tem dúvidas. "Se houvesse um maior investimento por parte dos responsáveis, viriam muitas mais pessoas! Há muita gente que não vem por causa da falta de higiene."
Apesar das críticas no que se refere ao aproveitamento do espaço, António Soares não pretende deixar de desfrutar das qualidades únicas que o local proporciona a quem o visita. "Venho sobretudo por ser um sítio único aqui na região. Pela qualidade da água que vem da nascente, pela beleza do local, pela presença da natureza." E são estes os atributos que vão, certamente, continuar a atrair milhares de visitantes ao Agroal.
Também Irene comerciante no Agroal há mais de 20 anos, reitera as críticas à falta de aproveitamento do espaço. A comerciante diz ser inaceitável a inexistência de uma casa-de-banho num espaço tão frequentado. " Deveria, pelo menos, existir uma casa-de-banho, isso é indispensável, é uma condição mínima", refere. Segundo Irene, o facto do sítio sofrer de falta de higiene e não existirem balneários acaba por afastar muita gente do local. "Porque é que não colocam por aí pelo menos mais uns caioxotes do lixo?" questiona a vendedora.
Irene critica igualmente a falta de condições de segurança do agroal. "Ainda ontem caiu um senhor ali no tanque. As pessoas escorregam frequentemente, deveria existir um corrimão ou outro tipo de coisas que garantisse a segurança a quem cá vem", alertou a negociante. Irene criticou também a ausência de outro tipo de segurança. " Aqui no agroal há assaltos quase todos os dias. Ainda na semana passada quase todos os carros foram assaltados, há muita falta de policiamento."
A inexistência de um parque de estacionamento foi outra das críticas feitas pela comerciante que espera, um dia, conhecer um "novo" Agroal.
Filipa Ferreira

“Não tenho palavras”



Outra das habitações foi cedida a Maria da Graça Gomes, 81 anos e residente em Lagoa de Santa Catarina, Freixianda.
A casa ficou totalmente destruída após o incêndio do passado Verão. Mas não foi apenas a casa que se perdeu. " Fiquei sem nada, o tractor, o carro dos animais…Não se aproveitou nada, só a roupa que usava naquela altura", afirmou Maria da Graça. Nem mesmo os animais que possuía conseguiram escapar às chamas. "Das galinhas que tinha poucas escaparam, morreram quase todas". A proprietária e os filhos conseguiram apenas salvar o barracão, anexo à casa. "O meu ouro e os papéis importantes que estavam dentro de casa ficou tudo destruído. Tive de tratar de tudo novamente."
Nos dias que se seguiram à tragédia, Maria da Graça foi levada para o estrangeiro pelos familiares. "A minha filha levou-me para a França, estive lá uma semana para sair um pouco deste ambiente".
No que diz respeito à nova casa, Maria da Graça mostra-se muito animada e rejuvenescida. "Não tenho palavras. Estou muito contente com esta nova habitação", revelou, visivelmente satisfeita.

"Devia ter morrido no incêndio"




Uma das novas habitações foi entregue à família de António Pereira e Manuela Simões, residente em Valongo, Casal dos Bernardos.
O casal que perdeu a casa no fogo de 5 de Agosto do ano passado mostrou-se satisfeito com a nova moradia mas não consegue tirar da memória o que se passou. "Eu gosto da casa mas da velha é que não me esqueço", referiu Manuela. A proprietária mostrou-se ainda bastante abalada e triste com a tragédia que no ano passado lhe bateu à porta. "Eu devia ter morrido com o fogo, pelo menos não via a miséria", lamentou. "Nessa noite fui ao Centro de Saúde e dormi nos bombeiros de Caxarias. Quando vi o estado em que ficou a minha casa fiquei em choque", declarou Manuela Simões.
Desde o dia do incêndio até à entrega da nova habitação, o casal viveu em casa de uma das filhas. António Pereira que ficou ferido aquando do incêndio mostrou-se muito grato com todas as pessoas que lhes ofereceram ajuda. " Só fiquei com a roupa que tinha no corpo e mais nada. As pessoas ajudaram-me muito. Até pessoas de longe vieram trazer-me roupa, azeite, batatas…"
A maioria dos animais pertencentes ao casal morreu também no incêndio. "Perdi tudo, morreu tudo queimado: galinhas, pombos, ovelhas, um porco e até as minhas duas cadelas" declarou António Pereira visivelmente abalado.
Filipa Ferreira

Entregues mais quatro casas a vítimas dos incêndios




Na passada sexta-feira, 11 de Agosto, foram entregues mais quatro casas às vítimas dos incêndios do último Verão. Uma das habitações foi entregue a uma família de Valongo, Casal dos Bernardos, e as restantes três em Lagoa de Santa Catarina e Fonte Fria freguesia da Freixianda.
A entrega das novas habitações só foi possível graças a uma parceria entre a Cáritas e a Câmara Municipal de Ourém com o objectivo de resolver os casos mais dramáticos resultantes da destruição da primeira habitação nos incêndios do verão passado.
O presidente da Câmara Municipal de Ourém, David Catarino, agradeceu o apoio por parte das várias entidades envolvidas neste projecto. "Quero agradecer à Caritas, ao Banco Espírito Santo e à Gulbenkian pelo apoio prestado." O presidente lamentou ainda o atraso na entrega das habitações mas salientou que a espera "valeu a pena". "Há um ano a desgraça bateu às vossas portas mas fica aqui a ajuda possível." Catarino não quis deixar de alertar a população portuguesa para a necessidade de permanecer "atenta e vigilante" afim de evitar "tragédias deste tipo".
O presidente da Cáritas portuguesa, Eugénio da Fonseca, fez questão de salientar o espírito solidário da população portuguesa que "levantou este monumento". O presidente agradeceu a ajuda dos construtores da região, do BES e das irmãs dominicanas que no seu colégio juntaram cerca de seis mil euros. Eugénio da Fonseca salientou o carácter solidário do poder local, dizendo que sozinho ninguém consegue fazer nada. "As boas condições desta nova habitação não vão, no entanto, atenuar a dor psicológica que estas pessoas sentem" referiu Eugénio da Fonseca. Este responsável lamentou ainda o facto de ser natural em Portugal a chegada da época de incêndios. "No nosso país já se tornou banal a abertura da época de fogos quase como a época balnear, isto é lamentável".
Além da presença destes responsáveis destaca-se ainda a presença dos presidentes das juntas de freguesia afectadas e dos respectivos párocos que benzeram as novas habitações.
Filipa Ferreira

Imigração ucraniana está a criar "orfãos virtuais"




O alerta é dado pelo bispo auxiliar do arcebispo de Kiev e Halytch e responsável pela pastoral das comunidades ucranianas no exterior, D. Dionísio Lachovicz. "Está a surgir a realidade do órfão virtual: os meninos de rua abastecidos com o dinheiro enviado pelos pais. Meninos de rua diferentes, com dinheiro no bolso, mas sem o calor e a ternura da família".
O bispo referiu-se à actual situação de muitos miúdos ucranianos que ficaram no país natal enquanto os pais imigraram para outros países, nomeadamente para o pai para Portugal, a mãe para Itália.
"A rua traz a droga e o sexo fácil".
Na homilia, o prelado referiu-se à queda do muro de Berlim e à real situação das pessoas e sociedade soviética." A falência do sistema soviético gerou novas estruturas da morte". "A Rússia e a Ucrânia têm hoje o maior índice de abortos, no mundo. Surge a indústria do sexo, a exploração e o tráfico de mulheres".
Alterar a situação é possível, frisou o bispo responsável pela pastoral das comunidades ucranianas no exterior. "Acredito que o milagre da "dança do Sol" poderá repetir-se, apesar das tempestades morais do contexto actual. Nossa Senhora pede-nos conversão! É preciso converter-se da dimensão horizontal, das mazelas humanas, erguer os olhos rumo ao alto, recuperar diálogo singelo com Deus, a simplicidade da oração do rosário, e lá se descobrirá a fonte da justiça, fidelidade e vida".
E Fátima é um sítio especial para este encontro/reencontro com Deus. "Aqui podeis reencontrar a vossa fé, a luz para a vossa vida de migrantes, a solução dos vossos problemas pessoais e familiares e o conforto da Igreja que vos ama com uma mãe", concluiu.
Rito latino e bizantino
A consagração eucarística e invocação do Espírito Santo foram feitas em rito bizantino, numa celebração de rito latino, na eucaristia da peregrinação do migrante, a 13 de Agosto.
Foi a a primeira vez que tal aconteceu no Santuário de Fátima. Um grupo de jovens da diocese de Kiev cantou a anáfora da consagração, a epiclese ou invocação do Espírito Santo, em ucraniano.
Oferta de trigo
A peregrinação nacional do migrante é marcada pela oferta de trigo, feita pelos peregrinos durante o ofertório, ao Santuário de Fátima. O cereal vem em sacos maiores ou méis pequenos, transportado à cabeça ou nos braços, sendo depois na escadaria do recinto, colocado em sacos do Santuário. Destina-se depois à confecção de hóstias.
Em 13 de Agosto de 2005, foram oferecidos ao Santuário cinco mil quilos deste cereal. Desde então e, até o dia 1 de Agosto de 2006, já foram oferecidos 1 697 quilos de trigo.
No Santuário de Fátima, no ano passado foram confeccionadas 178 795 hóstias e 8 149 737 partículas. Destas, quase um milhão e quintas mil partículas e mais de 21 mil hóstias foram tomadas nas eucaristias celebradas no Santuário. Seis milhões e trezentas e quatro mil partículas e quase 140 mil hóstias foram vendidas enquanto que 315 927 partículas e 17.691 hóstias foram oferecidas às comunidades religiosas de Fátima.
A oferta de trigo é já uma tradição antiga da peregrinação de Agosto. A 13 de Agosto de 1040, um grupo de jovens da Juventude Agrária Católica, da diocese de Leiria ofereceu 30 alqueires de trigo para confecção de hóstias.

Nova lei da imigração é "um passo em frente"

A nova lei da imigração é "um passo em frente" de uma situação de "indefinição para uma situação mais definida" no que respeita ao acolhimento e integração dos imigrantes em Portugal, afirmou D. António Vitalino, presidente da Comissão Episcopal da Mobilidade Humana.
Referindo-se à nova lei, aprovada a 10 de Agosto, o bispo de Beja considerou que "acabou-se com alguma burocracia" bem como a ideia de que qualquer imigrante "é um malfeitor", antes, uma pessoa que "procura viver melhor".
Mas "não resolve cabalmente o problema". "Claro que o problema da legalização nos ultrapassa", adiantou também o mesmo responsável referindo ainda que se trata de uma questão que envolver muitas sensibilidades: sindicatos, associações de emigrantes e governo.
"Os portugueses não se podem queixar que não têm emprego por causa da imigração", considerou o bispo, pretendendo desta forma esclarecer a opinião pública. "Não estamos a roubar nada a ninguém, estamos a lutar pela vida", explicitou questionado sobre a ideia que os imigrantes estão a ocupar empregos dos portugueses.
"Há muitos que a juventude portuguesa já não quer", afirmou D. António Vitalino falando dos trabalhos na agricultura. Os portugueses estão a emigrar para Espanha onde "pode ganhar o dobro ou triplo".

Bispo natural de Alburitel sepultado na terra natal



D. Américo Henriques, bispo emérito de Nova Lisboa, agora Huambo (Angola) foi sepultado no cemitério de Alburitel, na última quarta-feira, 16 de Agosto.
O prelado de 82 anos residia na Casa Diocesana do Clero de Leiria-Fátima, em Fátima. Nasceu a 6 de Outubro de 1923.
Ordenado presbítero a 19 de Julho de 1947 em Roma, recebeu a nomeação episcopal a 5 de Julho de 1966, como bispo titular de Tisili e Auxiliar do bispo de Lamego, sendo ordenado bispo em Fátima a 11 de Outubro de 1966.
Em 17 de Abril de 1967 foi nomeado Coadjutor da diocese de Lamego, com direito a sucessão, tendo passado a Bispo Residencial de Lamego em 2 de Fevereiro de 1971. A 12 de Fevereiro de 1972 foi nomeado Bispo de Nova Lisboa (Huambo). Passou a Bispo Emérito em 13 de Abril de 1976.
Após o regresso a Portugal residiu durante muitos anos no Seminário Diocesano de Leiria, onde leccionou diversas cadeiras de Teologia aos alunos do Seminário Maior.
As cerimónias fúnebres realizaram-se na Sé de Leiria e na igreja paroquial de Alburitel.

Bispo de Viseu preside a próxima peregrinação

O bispo de Viseu, D. Ilídio Leandro presidirá à peregrinação internacional aniversária de 12 e 13 de Setembro. O anúncio foi feito pelo bispo da diocese de Leiria-Fátima, em conferência de imprensa, a 12 de Agosto.
Trata-se da peregrinação internacional aniversária da quinta aparição de Nossa Senhora, sob o tema "Não cometerás adultério".
Será a primeira vez que o novo bispo de Viseu (foi ordenado a 23 de Julho) presidirá a uma peregrinação neste santuário mariano. Recorde-se que ele sucedeu ao bispo António Marto à frente da diocese viseense, à frente da de Leiria-Fátima desde 25 de Junho de 2006.
A 12 e 13 de Outubro, o bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto presidirá à peregrinação internacional aniversária sob o tema "Nem eu te condeno. Vai e, não tornes a pecar". Será a segunda vez que o prelado preside a uma peregrinação aniversária depois de o ter feito a 13 de Julho de 2006.
Aos jornalistas, o bispo adiantou que, a partir de Setembro, altura do novo ano pastoral, os convites aos bispos para presidirem às peregrinações internacionais aniversarias são da sua responsabilidade.

Actividades radicais no fim-de-semana da juventude




Marta Louro foi uma das participantes do fim de semana da Juventude que decorreu no Parque Aventura do Agroal nos últimos dias 11, 12 e 13. Aos 12 anos, a jovem, natural de Santa Margarida da Coutada, Constância, revela ter "gostado muito desta experiência essencialmente pelo convívio, pelo desporto e pela natureza."
Marta revela ter tido conhecimento das actividades através da avó, uma visitante assídua do Agroal. Quanto às actividades, a jovem não tem preferências. "Já experimentei muitas e gostei de todas!"
Esta iniciativa foi uma parceria entre a Câmara Municipal de Ourém, o Instituto Português da Juventude e as Associações Juvenis do Distrito de Santarém.
De entre os diversos desportos que faziam as delícias de miúdos e graúdos, as filas maiores verificaram-se no slide, no tiro com arco e na canoagem, actividades com grande adesão. Para além destas, os visitantes do parque tinham ainda à sua disposição a tirolesa, as paralelas ou os matraquilhos humanos.
O colóquio Prevenção da Natureza e Poluição Ambiental, marcado para as 15 horas de Domingo, acabou por não se realizar devido à falta de quórum.
Filipa Ferreira

Romeiros na festa do Avante

O grupo de música popular portuguesa "Os Romeiros", da Academia de Música Banda de Ourém participa na edição de 2006 da Festa do Avante. O concerto realizar-se-á a 3 de Setembro, pelas 21h.
A 30ª Festa do Avante, realiza-se a 1,2 e 3 de Setembro, na Quinta da Atalaia, Seixal. Além dos concertos, colóquios, exposições, gastronomia, debates, desporto, teatro e artes, festa do livro e do disco, a edição de 2006 assinala os 85 anos do PCP – Partido Comunista Português e dos 75 anos do jornal Avante. Terá ainda uma homenagem particular a Lopes Graça, "maestro de Abril e militante comunista".
A EP – entrada permanente é um cartão de acesso aos três dias de festa e tem um custo de 17,50 euros. Nos dias da festa custa 25 euros.
Programa e informações várias da festa em http://www.pcp.pt/index.php?
option=com_content&task=
view&id=6246&Itemid=225.

Sons do Alentejo na Som da Tinta

É um programa cheio e variado aquele que a Som da Tinta promove, amanhã, 19 de Agosto. Trata-se de uma tarde cultural dedicada ao Alentejo.
Assim, às 15h30 haverá cante e desfile pelo Grupo coral e etnográfico de Ferreira do Alentejo, no Centro cívico. Uma hora depois, no espaço da Som da Tinta será inaugurada a exposição de fotografias "A sul gentes adentro" de António Lains Galamba.
Segue-se a apresentação do livro "Minhas senhoras e meus senhores – vida, fome e morte nos campos de Beja durante o salazarismo", de Paulo Lima.
Haverá "Conversa aberta – resistência ao sul", com intervenientes vários, entre os quais João Honrado, José Casanova e Sérgio Ribeiro.
A tarde cultural terminará com a actuação do grupo coral.

A fantasia e a imortalidade nas Pegadas até 27 de Agosto

A questão da imortalidade, a relação do homem com a vida e com a morte são o âmago da história contada na peça "As pegadas dos dragões" que estreou a 15 de Agosto.
Na noite do ensaio geral, cerca de três centenas de pessoas assistiram a um espectáculo que mistura uma realidade fantasiosa e fantástica onde os dragões convivem com os homens, a magia é quotidiana e os reis são aconselhados por homens sábios.
O príncipe, personagem interpretado por Filipe Seixas é acompanhado ao longo desta caminhada pelo arquimestre, interpretado por Carlos Carvalheiro.
Durante quase duas horas, o público foi conduzido às várias cenas que compõem a peça. Num encontro entre princípe e arquimestre, ladeados por motos de um lado e vespas do outro.
No jardim jurássico, onde se vendem as ilusões, onde quem as comprou padece por isso.
Na laje onde o personagem principal se encontra com a feiticeira enquanto descem de rappel, outros figurantes, numa simbologia dos diferentes pontos de vista.
Depois desta cena, o público janta adquirindo, nas diferentes barracas e tendas montadas pelos escuteiros do concelho, alguns petiscos, fruta e bebidas. Não houve fogo pirotécnico na noite do ensaio geral, tendo em conta alguma preocupação manifestada devido aos recentes incêndios. No dia marcado para estreia, também não houve fogo de artifício mas, ao que o Notícias de Ourém conseguiu apurar, se as condições climatérias o permitirem, haverá, nos dois fins-de-semana de espectáculo.
De regresso à cena, o público é encaminhado para ver uma cena de luta interior, interpretada com a ajuda das motos, que iluminam os personagens principais, culminando a peça perto do jardim jurássico. Ao "encontrar o lugar da promessa de se tornar imortal", o arquimestre decreta que seja fechado. O príncipe separa-se do arquimestre, o primeiro volta ao seu reino, o segundo à floresta.
Cenário natural
Inspirada na obra de Úrsula le Guin, a peça utiliza o cenário natural da pedreira, nas Pegadas dos dinossáurios, no bairro para relatar a acção, que junta ainda motas e pirotecnia.
Segundo o encenador, Carlos Carvalheiro, esta obra mistura "a temática antiga e fantasiosa dos dragões" com outras "matérias mais modernas", sempre relacionadas com a "questão da imortalidade" e a "relação do homem com a vida e com a morte".
"O local é absolutamente espantoso" e foi por causa do sítio que "surgi u o conceito do espectáculo", explicou o encenador do Fatias de Cá, uma companhia de Tomar que se celebrizou por encenar peças no Convento de Cristo, espaços abertos ou no rio Tejo.
"A produção envolve cerca de cem pessoas". Os espectáculos realizam-se a 18, 19 e 20, 25, 26 e 27 de Agosto. O bilhete custa 18 euros, a peça está marcada para as 18h18. É conveniente levar agasalho e calçado adequado, já que a cena se passa toda ao ar livre.
O projecto conta com o apoio do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, que tutela o monumento natural, um dos mais importantes registos fósseis do jurássico.

Família Neto em convívio

São Neto de nome. Mas já são mais que netos. São netos, primos, tios, bisnetos, irmãos e encontraram-se a 14 de Agosto, na Conceição.
José Esteves tentou reunir, toda a família descendente de António da Fonseca Neto, que nasceu em 1859 e faleceu com 83 anos, natural de Carcavelos de Baixo, freguesia do Olival.
"Ao fazermos a festa no largo da capela podemos dizer que o patriarca também está presente", diz José Esteves, um dos cinco organizadores da iniciativa, frisando, com orgulho, que este "1.º Encontro da Família Neto reuniu quase 200 netos, bisnetos, trinetos e quatranetos".
"No total somos 239, mais os que se juntaram, casando com netos e netas, seremos nesta altura 322", pode ler-se no livro com a árvore genealógica da família, que foi distribuído durante a festa.
Vieram de longe, muitos são emigrantes no Canadá, Luxemburgo, França, Brasil e até no Bahrain.participaram na eucaristia celebrada na capela da Conceição e realizaram o convívio no largo da capela. Ali, ao lado, no cemitério está sepultado o patriarca da família: António da Fonseca Neto.
Há dois anos que José Esteves prepra este encontro realizando, por isso pesquisa sobre a família. Com ele, os primos Adelino Fonseca, Manuel Lopes, Manuel Ferreira e Carlos Rodrigues colaboraram na organização deste primeiro evento que pretende realizar-se mais vezes, futuramente.
Para melhorar a comunicação entre a família, José Esteves está a pensar fazer um ‘site’ na internet, que terá a história da família e servirá para as novas gerações comunicarem e trocarem ideias. Por isso, o próximo encontro poderá ser marcado ‘on-line’ e todos saberão ao mesmo tempo, onde quer que estejam a visualizar a página.

Detido presumível incendiário

O presumível incendiário detido a 9 de Agosto, pela Polícia Judiciária de Leiria, ficou em prisão domiciliária. O jovem de 20 anos é suspeito de ter ateado vários fogos na região de Ourém nos últimos três anos.
Presume-se que o detido, operário da construção civil, seja responsável por vários incêndios ocorridos em Julho.

Casos de polícia

No dia 8 de Agosto, ocorreu um incêndio florestal em Favacal com área e causas desconhecidas, não coberto pelo seguro em zona de caça livre.
Um outro incêndio em Cerejeiras, Matas, consumiu 4000m2 em zona de caça associativa. No mesmo dia um incêndio em Matas, Ourém, deflagrou em zona de caça associativa e as causas são desconhecidas.
Um despiste de um ligeiro na Rua Principal em Rio de Couros provocou danos materiais.
Na quarta-feira, dia 9, de uma colisão em Painel, Seiça, resultaram danos materiais.
Neste mesmo dia ocorreu ainda um incêndio florestal de causas desconhecidas que consumiu 300m2 em zona de caça associativa.
No dia 10, em Vale de Oliveira, Olival, uma colisão entre um semi-reboque e um ciclomotor causou danos. No que diz respeito a incêndios neste mesmo dia deflagrou um de causas desconhecidas em Toucinhos, Alburitel, que consumiu 50m2 em zona de caça associativa. Em Montelo, Fátima, um fogo destruiu 500m2 e em Matas um outro incêndio consumiu 3000m2 em zona de caça associativa.
Na sexta-feira, dia 11 de Agosto, uma colisão entre dois veículos ligeiros provocou 2 feridos leves na localidade de Abadia, Caxarias. Um outro acidente, provocado por um despiste, em Cavadinha, Urqueira, causou um ferido leve.
Quanto a incêndios, deflagrou um, em Pinhal Manso, Gondemaria, de causas desconhecidas e que consumiu 10000 m2 , em zona de caça associativa. Suspeita-se ter sido fogo posto o incêndio de Casal de Baixo, em zona de caça associativa e e que consumiu 100m2. No mesmo dia um fogo em Calçada freguesia da Gondemaria devastou 30m2 enquanto um outro incêndio em Fátima tem área e causas ainda por apurar.
No dia 12, um acidente entre um veículo ligeiro e um ciclomotor provocou um ferido leve em Ribeira do Fárrio. Na mesma localidade deflagrou um incêndio de causas desconhecidas que consumiu 2000m2. Um outro fogo em Cordes, Espite, consumiu 2500 m2 em zona de caça municipal.
No domingo 13 de Agosto dois incêndios em Areias, Gondemaria, consumiram 500m2 em zona de caça associativa, sendo as causas desconhecidas. De um despiste de um ligeiro em Alvega, Fátima, resultaram danos materiais.

“Tira a ferrugem” na Gondemaria



Realizou-se na passada terça-feira, dia 15, mais uma edição do "Tira a ferrugem", no âmbito da comemoração do dia do emigrante, na Gondemaria. Este evento caracteriza-se por uma concentração de motorizadas antigas, sendo algumas delas autênticas relíquias.
Daniel Vieira, membro da organização do evento, explica a finalidade desta iniciativa. " Esta prova é já característica do dia do emigrante e tem o objectivo de reunir as motorizadas antigas que as pessoas foram pondo de lado." O circuito teve início por volta das 11h da manhã, com direito a lanche a meio do percurso e almoço servido no pavilhão da União Desportiva da Gondemaria.
Fernando Oliveira, natural da Gondemaria, participa pela segunda vez na concentração do "tira a ferrugem". "Venho essencialmente pelo convívio com as pessoas e também para ajudar o clube que bem precisa" refere o participante. "Este evento destina-se mesmo às motas antigas. É mesmo para tirar a ferrugem, literalmente! A minha é uma casal turbina do ano de 1966 mas só a comprei no ano passado a um tio meu", afirmou Fernando Oliveira.
A festa do emigrante comemora-se anualmente na Gondemaria, no dia 15 de Agosto, há já mais de duas décadas, sendo uma forma de dar as boas-vindas aos seus emigrantes. Armando Roque Vieira está emigrado em França há 37 anos mas não se esquece da sua terra. " Todos os anos venho a Portugal, à minha aldeia." No que diz respeito aos festejos, o emigrante realça a importância de reunir a população da terra. " A festa do emigrante é uma forma de convívio com as outras pessoas que já não vemos há bastante tempo. Iniciativas deste género até deveriam ser mais frequentes." Quanto a participar nos divertimentos à disposição, Armando Roque é mais cauteloso. " Não devo participar em nenhum desporto, prefiro ficar a apreciar!"
Ainda no âmbito das comemorações do dia do emigrante, à tarde realizou-se um torneio de futebol e os já habituais comes e bebes marcaram também presença.
Filipa Ferreira

"Não está em execução qualquer trabalho" no tribunal de Ourém

"Não está em execução qualquer trabalho" no tribunal de Ourém, afirma o Gabinete de imprensa do Ministério da Justiça.
Questionado sobre o investimento de 13 milhões de euros em 31 tribunais portugueses, o Ministério da Justiça adianta que não estão a decorrer obras de melhoramento no tribunal oureense, nomeadamente de sistema digital de gravação, para a sala de audiências.
"No entanto, o Ministério da Justiça pode afirmar que o Tribunal de Ourém está inserido no programa de concretização de trabalhos e instalação de novas salas de audiência", refere o gabinete de imprensa do ministério.
Sobre a criação do terceiro Juízo em Ourém, "este Ministério nada pode adiantar de momento, somente quando for concretizada a discussão no âmbito da revisão do mapa judiciário, que está a decorrer".

Desportivo de Fátima apresenta plantel a 19 de Agosto

O Centro Desportivo de Fátima vai apresentar o plantel aos sócios e simpatizantes a 19 de Agosto, num jogo em que defrontará o União de Leiria. O jogo está marcado para as 17h, no estádio municipal de Fátima.
A equipa do Centro Desportivo de Fátima realiza, durante o mês de Agosto, jogos de preparação, para a próxima época. Assim, estão ainda calendarizados: a 23 de Agosto, às 18h30, o jogo com o Torrense, no estádio municipal de Fátima. A 26 de Agosto, também em casa, o Fátima recebe o Rio Maior, pelas 17h.
O Desportivo de Fátima estreia-se no Campeonato Nacional da II Divisão Zona C, a 3 de Setembro. Joga no seu estádio com o Pampilhosa. As duas equipas do distrito de Santarém (a outra é o Abrantes), só se encontram à 15ª jornada, em Abrantes.
O sorteio ditou que na segunda jornada, a 10 de Setembro, o Fátima se desloque aos Açôres para defrontar o Operário enquanto o Abrantes vai a Oliveira do Bairro.
Plantel quase fechado
Para a época de 2006/2007, o plantel do Desportivo de Fátima conta com:
Treinador: Rui Vitória
Treinador –adjunto: Arnaldo Teixeira
Guarda-redes
Pedro Duarte – CDF
Batalha – CDF
Semião – Ex-junior CDF
Defesas
Índio – CDF
Samuel – CDF
Paulo Filipe – CDF
Pedro Roldão – Abrantes
João Morais - Nelas
João Fonseca – júnior Benfica
Médios
Hugo Carvalho - Murtal
Joel - espinho
Morgado – CDF
Jorge Neves –U. Leiria
Miguel Neves
Dércio – CDF
Marinho – Olivais e Moscavide
Avançados
Ricki – CDF
Pimenta – CDF
Nino – CDF
Devigor – CDF
Carlos Manuel - Espinho

Quem é quem na Associação

Assembleia-Geral
Presidente, Mário Albuquerque; Vice-Presidente, Pedro Ribeiro; Secretários; Carlos Arsénio, António Gomes, José Rosendo e António Maia;
Direcção
Presidente, Rui Manhoso; vice-presidentes (área administrativa), Alexandre Ferreira, (área financeira), Agnelo Alexadre, (área desportiva), José Portugal; tesoureiro, Daniel Santos; Directores, Joaquim Dias, Nuno Pedro, Francisco Jerónimo, Marco Cardoso, Amadeu Bernardes e Abel Silva; Suplentes, Tiago Leite, Luís Boavida, Hugo Ribeiro, João Santos e Sousa;
Conselho Fiscal
Presidente, João Careca; Vice-Presidente, Mário Soares, Vogais, José Suspiro, António Nunes e Paulo Lopes; Suplentes, Eduardo Inês e Nuno Ventura.
Conselho de Justiça
Presidente, Victor Batista; Vice-Presidente, António Mendes, Vogais, Sebastião Ribeiro, Luís Valente, Luís Carrapato, Francisco Pedrógão e Rogério Rodrigues; Suplentes, Vítor Sousa, Manuel da Silva e José Xavier.
Conselho de Disciplina
Presidente, Orlando Mendes; Vice-Presidente, Teresa Ferreira; Vogais, João Filipe, António Rosa, António Benavente, Sandra Faro e Sérgio Lopes; Suplentes, Manuel Soares, Filipe Dionísio e Paulo Barbosa.
Conselho de Arbitragem
Presidente, Domingos Tarouco, vice-presidente, Carlos Rodrigues, Secretário, António Maia, Tesoureiro, Joaquim Simplício, Vogais, Augusto Abreu, Hélder Dourado, Vítor Correia, António Santos e Joaquim Rodrigues; Suplentes, Mário Rodrigues, António Neves e José Trindade.