Teatro
No próximo dia 14 de Outubro, a peça "Leandro, Rei de Helíria" voltará a cena, pelas 19h04, no Castelo de Ourém. A peça, com jantar volante incluído sobe a palco pelo Grupo de Teatro Apollo - Centro Cultural e Recreativo de Pêras Ruivas.
12 outubro 2006
Breves
Jantar dos Amigos da farra
A Associação cultural e recreativa "Os amigos da farra" realizam um jantar convívio a 21 de Outubro, às 19h30, no restaurante Ponto de encontro, em Ourém.
Neste jantar, os sócios com as quotas em dia terão um desconto de 25 por cento no preço da refeição e as crianças até aos 10 anos só pagam metade.
As inscrições estão abertas até ao dia 15 de Outubro, pelos seguintes números de telefone: 917889328, 249543654, 249566424, 919668352.
O convívio inclui animação com os "Amigos da farra", Lélita entre outros artistas.
Festival de concertinas
No próximo dia 12 de Novembro, realiza-se um festival de concertinas, no centro de negócios. À semelhança do que aconteceu em 2005, os Amigos da farra prometem uma tarde com muita animação e música, ao som das concertinas. A tarde musical servirá também para festejar mais um aniversário dos "Amigos da farra".
Astronomia no CEF
O Centro de Estudos de Fátima dispõe dos equipamentos de astronomia que pertenciam ao NACO – Núcleo de astronomia do concelho de Ourém, entretanto desactivado.
A autarquia oureense vai assinar um protocolo com aquele estabelecimento de ensino de modo a que, através de marcação prévia, o professor José Lourenço, docente naquela escola ou outro técnico, possam fazer com os alunos das escolas do primeiro ciclo, sessões de astronomia.
Sede na escola
O edifício da antiga escola do 1.º Ciclo de Ensino Básico de Lavradio passa a ser a sede da Associação Desportiva, Cultural e de Solidariedade Social do
Lavradio – Matas.
O protocolo de cedência das instalações será assinado entre a autarquia e a a direcção do clube bem como com a Junta de freguesia, por um período de dez anos.
Furto no complexo escolar de Urqueira norte
A autarquia oureense vai substituir equipamento do complexo escolar de Urqueira Norte onde funciona o Jardim-de-infância a escola do 1.º Ciclo do Ensino Básico de Urqueira – Sector Norte. Isto porque as instalações foram assaltadas tendo o Agrupamento de Escolas Cónego Dr. Manuel Lopes Perdigão - Caxarias, indicado que o valor total do equipamento a substituir é de 970,00 euros.
O computador será substituído por um outro, proveniente de uma escola encerrada.
Gondemaria sem pista
A Câmara municipal de Ourém já não tem interesse no projecto de pista de autocross/motocross em Uchas, Gondemaria. A medida foi aprovada, por unanimidade, tendo em conta a existência de um projecto privado, " em fase de licenciamento uma pista para desportos motorizados".
A autarquia já comunicou à Junta de Freguesia que "não reivindica a cedência dos terrenos porque se alteraram os pressupostos iniciais e também deixou de ter interesse na construção da pista de auto-cross que poderá interessar à empresa que se prepara para operar na zona".
A Câmara que havia efectuado um projecto para o espaço vai oferecê-lo à Junta de freguesia de Gondemaria.
Vencedores de festival vão à Galiza
Os vencedores do X festival de música inter-escolas do concelho de Ourém, realizado em Abril de 2006 visitarão a Galiza. A viagem que é o prémio deste concurso realizar-se-á de 2 a 5 de Novembro.
A decisão do local de destino, prende-se com uma sugestão do presidente da Fundação Luso- Galaica, António Regera Repiso.
Este responsável manifestou disponibilidade para receber os 9 jovens propondo ainda que durante a estadia destes na Galiza, pudessem visitar Vigo, Pontevedra e Santiago de Compostela, pernoitando em cada uma destas cidades.
A Associação cultural e recreativa "Os amigos da farra" realizam um jantar convívio a 21 de Outubro, às 19h30, no restaurante Ponto de encontro, em Ourém.
Neste jantar, os sócios com as quotas em dia terão um desconto de 25 por cento no preço da refeição e as crianças até aos 10 anos só pagam metade.
As inscrições estão abertas até ao dia 15 de Outubro, pelos seguintes números de telefone: 917889328, 249543654, 249566424, 919668352.
O convívio inclui animação com os "Amigos da farra", Lélita entre outros artistas.
Festival de concertinas
No próximo dia 12 de Novembro, realiza-se um festival de concertinas, no centro de negócios. À semelhança do que aconteceu em 2005, os Amigos da farra prometem uma tarde com muita animação e música, ao som das concertinas. A tarde musical servirá também para festejar mais um aniversário dos "Amigos da farra".
Astronomia no CEF
O Centro de Estudos de Fátima dispõe dos equipamentos de astronomia que pertenciam ao NACO – Núcleo de astronomia do concelho de Ourém, entretanto desactivado.
A autarquia oureense vai assinar um protocolo com aquele estabelecimento de ensino de modo a que, através de marcação prévia, o professor José Lourenço, docente naquela escola ou outro técnico, possam fazer com os alunos das escolas do primeiro ciclo, sessões de astronomia.
Sede na escola
O edifício da antiga escola do 1.º Ciclo de Ensino Básico de Lavradio passa a ser a sede da Associação Desportiva, Cultural e de Solidariedade Social do
Lavradio – Matas.
O protocolo de cedência das instalações será assinado entre a autarquia e a a direcção do clube bem como com a Junta de freguesia, por um período de dez anos.
Furto no complexo escolar de Urqueira norte
A autarquia oureense vai substituir equipamento do complexo escolar de Urqueira Norte onde funciona o Jardim-de-infância a escola do 1.º Ciclo do Ensino Básico de Urqueira – Sector Norte. Isto porque as instalações foram assaltadas tendo o Agrupamento de Escolas Cónego Dr. Manuel Lopes Perdigão - Caxarias, indicado que o valor total do equipamento a substituir é de 970,00 euros.
O computador será substituído por um outro, proveniente de uma escola encerrada.
Gondemaria sem pista
A Câmara municipal de Ourém já não tem interesse no projecto de pista de autocross/motocross em Uchas, Gondemaria. A medida foi aprovada, por unanimidade, tendo em conta a existência de um projecto privado, " em fase de licenciamento uma pista para desportos motorizados".
A autarquia já comunicou à Junta de Freguesia que "não reivindica a cedência dos terrenos porque se alteraram os pressupostos iniciais e também deixou de ter interesse na construção da pista de auto-cross que poderá interessar à empresa que se prepara para operar na zona".
A Câmara que havia efectuado um projecto para o espaço vai oferecê-lo à Junta de freguesia de Gondemaria.
Vencedores de festival vão à Galiza
Os vencedores do X festival de música inter-escolas do concelho de Ourém, realizado em Abril de 2006 visitarão a Galiza. A viagem que é o prémio deste concurso realizar-se-á de 2 a 5 de Novembro.
A decisão do local de destino, prende-se com uma sugestão do presidente da Fundação Luso- Galaica, António Regera Repiso.
Este responsável manifestou disponibilidade para receber os 9 jovens propondo ainda que durante a estadia destes na Galiza, pudessem visitar Vigo, Pontevedra e Santiago de Compostela, pernoitando em cada uma destas cidades.
Mães reivindicam novas mesas para escola
Um grupo de mães reclamou, na última reunião pública da Câmara Municipal de Ourém melhores condições para a escola do primeiro ciclo de vale Travesso.
A 2 de Outubro, sete mães com filhos naquele estabelecimento de ensino reivindicaram outras carteiras onde os filhos possam escrever. Relata uma mãe, Ao Notícias de Ourém que as mesas têm "pelo menos 29 anos".
Há casos em que as mães que agora reclamam outras mesas para os filhos aprenderem as letras e fazerem as contas, lembram ter sido nas mesmas que aprenderam, também, o bê-a-bê da língua portuguesa e da matemática. Mas "há quem diga que, quando foram ali colocadas já não eram novas", adianta.
São de "tabuapã que já levantou", e que "enrolado", não deixa escrever, explica a mãe.
Para que as 28 crianças possam escrever, a professora optou por colocar uma cartolina em cada mesa.
No início do ano lectivo, as mães trouxeram ainda outras preocupações ao executivo autárquico: uma rede para separar o recreio da estrada. Diz esta mãe que o "gradeamento é baixo" e que perto da escola está uma estrada que é muito transitada. A rede impedira que as bolas pudessem voar para fora do recinto da escola.
Nem o recreio está nas melhores condições, dizem. Isto porque, o pó que está no pão, empoeira as crianças, no Verão e transforma-se em lama, no Inverno, mal chove. E quando chove não há lugar para todos, debaixo do alpendre, acrescenta.
A estrada está muito próxima obriga a mais cuidados por parte dos educadores que apontam a inexistência de lombas, como um perigo. A mãe que o Notícias de Ourém contactou referiu que houve obras recentes, na estrada e que depois não foi pintada a passadeira.
"A escola tem estado ao abandono", diz esta encarregada de educação que defende que "para uma educação de qualidade é preciso ter condições".
Uma das questões que não foi levantada na reunião mas que preocupa as encarregadas de educação é, também, a existência de um poço, no recreio.
Às mães foi dito que a questão iria ser averiguada, eventualmente com a colocação de mobiliário de escolas desactivadas. As encarregadas de educação esperam que no prazo de um mês, o assunto seja resolvido. Se não, voltarão à reunião pública da autarquia para reivindicar de novo, melhores condições para a escola dos filhos.
Contactado pelo Notícias de Ourém, o presidente da Câmara adiantou que "o mobiliário está mau", o que significa que irá substituído. A autarquia está a averiguar se o material de substituição será o existente em escolas que foram encerradas ou se será necessário adquirir mobiliário novo.
"Não são valores muito elevados", esclarece o autarca. Este responsável adianta ainda que foi equacionada a substituição global do mobiliário nas escolas do concelho, em 2005, tendo sido pensada a abertura de um concurso público para tal, que acabou por não se concretizar.
A substituição destas mesas, garantiu, será efectuada "rapidamente".
Quanto à rede para o local, a Câmara está a averiguar a situação, Já quanto à passadeira e lombas, o presidente da Câmara não quis comentar o assunto.
A 2 de Outubro, sete mães com filhos naquele estabelecimento de ensino reivindicaram outras carteiras onde os filhos possam escrever. Relata uma mãe, Ao Notícias de Ourém que as mesas têm "pelo menos 29 anos".
Há casos em que as mães que agora reclamam outras mesas para os filhos aprenderem as letras e fazerem as contas, lembram ter sido nas mesmas que aprenderam, também, o bê-a-bê da língua portuguesa e da matemática. Mas "há quem diga que, quando foram ali colocadas já não eram novas", adianta.
São de "tabuapã que já levantou", e que "enrolado", não deixa escrever, explica a mãe.
Para que as 28 crianças possam escrever, a professora optou por colocar uma cartolina em cada mesa.
No início do ano lectivo, as mães trouxeram ainda outras preocupações ao executivo autárquico: uma rede para separar o recreio da estrada. Diz esta mãe que o "gradeamento é baixo" e que perto da escola está uma estrada que é muito transitada. A rede impedira que as bolas pudessem voar para fora do recinto da escola.
Nem o recreio está nas melhores condições, dizem. Isto porque, o pó que está no pão, empoeira as crianças, no Verão e transforma-se em lama, no Inverno, mal chove. E quando chove não há lugar para todos, debaixo do alpendre, acrescenta.
A estrada está muito próxima obriga a mais cuidados por parte dos educadores que apontam a inexistência de lombas, como um perigo. A mãe que o Notícias de Ourém contactou referiu que houve obras recentes, na estrada e que depois não foi pintada a passadeira.
"A escola tem estado ao abandono", diz esta encarregada de educação que defende que "para uma educação de qualidade é preciso ter condições".
Uma das questões que não foi levantada na reunião mas que preocupa as encarregadas de educação é, também, a existência de um poço, no recreio.
Às mães foi dito que a questão iria ser averiguada, eventualmente com a colocação de mobiliário de escolas desactivadas. As encarregadas de educação esperam que no prazo de um mês, o assunto seja resolvido. Se não, voltarão à reunião pública da autarquia para reivindicar de novo, melhores condições para a escola dos filhos.
Contactado pelo Notícias de Ourém, o presidente da Câmara adiantou que "o mobiliário está mau", o que significa que irá substituído. A autarquia está a averiguar se o material de substituição será o existente em escolas que foram encerradas ou se será necessário adquirir mobiliário novo.
"Não são valores muito elevados", esclarece o autarca. Este responsável adianta ainda que foi equacionada a substituição global do mobiliário nas escolas do concelho, em 2005, tendo sido pensada a abertura de um concurso público para tal, que acabou por não se concretizar.
A substituição destas mesas, garantiu, será efectuada "rapidamente".
Quanto à rede para o local, a Câmara está a averiguar a situação, Já quanto à passadeira e lombas, o presidente da Câmara não quis comentar o assunto.
Jovem fadista oureense conquista segundo lugar

Ana Catarina Mendes, a jovem fadista oureense que participou na 11ª Grande Noite do fado que se realizou a 4 de Outubro, na Casa da Música, no Porto, arrebatou o segundo lugar, no escalão de juvenis.
Foi "muito estimulante" este segundo lugar, revela a mãe, Fernanda Mendes tanto mais que a jovem começa a dar os primeiros passos no mundo do fado.
A jovem contou com um grupo de família e amigos que a apoiou nesta Grande noite do fado. A jovem agradece em especial ao Clube Desportivo Vilarense e à Câmara de Ourém por terem disponibilizado um autocarro que permitiu levar 27 pessoas que vieram a assistir a este evento.
“Outono em Fátima” encerra
Três restaurantes fechados, temporariamente, por falta de higiene e encerramento de quartos não licenciados (o número de quartos do hotel foi aumentado sem licença ) são o balanço do primeiro dia da acção de fiscalização da Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica (ASAE), a 9 de Outubro, em Fátima.
Também um empresário foi detido em flagrante com comida imprópria para consumo.
"Esta cozinha está uma desarrumação total. São batatas e cebolas misturadas com detergentes, são peças de roupa junto à comida, enfim, é tudo ao monte", desabafava um inspector, após demorada visita à cozinha de um restaurante que, para além de cozinha, servia de copa, de armazém e ainda de vestiário.
As arcas e os frigoríficos foram inspeccionados e os ingredientes, apesar de todos ensacados, não estavam devidamente separados; as frigideiras, fogões, tachos e panelas também foram alvo de fiscalização e o restaurante foi encerrado por falta de higiene.
A operação "Outono em Fátima", antes da grande peregrinação de 12 e 13 de Outubro, levou ainda a vinte contra-ordenações e foi coordenada por Lurdes Gonçalves, directora regional de Lisboa e Vale do Tejo da ASAE. Foi levada a cabo por 36 brigadas que, fiscalizaram dezenas de estabelecimentos, em três sectores da cidade.
Uma situação que poderá levar à instauração de um processo-crime e eventual detenção do proprietário do estabelecimento está ainda a ser avaliada por técnicos da ASAE, prendendo-se com a provável existência de produtos alimentares impróprios para consumo.
Aos jornalistas, esta responsável adiantou a acção teve como objectivo "verificar se estão cumpridas [pelos operadores económicos] todas as normas de higiene, se o consumidor pode ter segurança quanto ao consumo de alimentos em Fátima, se os preços estão marcados devidamente".
Lurdes Gonçalves adiantou ainda que alguns dos estabelecimentos inspeccionados já o haviam sido em Maio. "Somos muito exigentes em termos de higiene".
Cinco meses depois de ter sido alvo de inspecção pela primeira vez, uma unidade hoteleira, com restaurante passou no teste levado a cabo pela equipa da IGAE.
"Fiz aqui obras ‘de alto a baixo’", explicou o empresário, obras estas no valor de um milhão e 200 mil euros. Estava tudo conforme.
Na operação levada a cabo em Fátima, estiveram ainda na mira dos inspectores, a parte económica, nomeadamente "ver se os preços estão marcados, se o livro de reclamações existe, que tipo de reclamações é que são feitas, se há contrafacção de marcas e usurpação de direitos de autor em dvd’ e cd’s".
Também as garrafeiras foram ‘visitadas’ pela ASAE e, pelo menos numa delas, algumas garrafas foram apreendidas devido a problemas de rotulagem.
Também um empresário foi detido em flagrante com comida imprópria para consumo.
"Esta cozinha está uma desarrumação total. São batatas e cebolas misturadas com detergentes, são peças de roupa junto à comida, enfim, é tudo ao monte", desabafava um inspector, após demorada visita à cozinha de um restaurante que, para além de cozinha, servia de copa, de armazém e ainda de vestiário.
As arcas e os frigoríficos foram inspeccionados e os ingredientes, apesar de todos ensacados, não estavam devidamente separados; as frigideiras, fogões, tachos e panelas também foram alvo de fiscalização e o restaurante foi encerrado por falta de higiene.
A operação "Outono em Fátima", antes da grande peregrinação de 12 e 13 de Outubro, levou ainda a vinte contra-ordenações e foi coordenada por Lurdes Gonçalves, directora regional de Lisboa e Vale do Tejo da ASAE. Foi levada a cabo por 36 brigadas que, fiscalizaram dezenas de estabelecimentos, em três sectores da cidade.
Uma situação que poderá levar à instauração de um processo-crime e eventual detenção do proprietário do estabelecimento está ainda a ser avaliada por técnicos da ASAE, prendendo-se com a provável existência de produtos alimentares impróprios para consumo.
Aos jornalistas, esta responsável adiantou a acção teve como objectivo "verificar se estão cumpridas [pelos operadores económicos] todas as normas de higiene, se o consumidor pode ter segurança quanto ao consumo de alimentos em Fátima, se os preços estão marcados devidamente".
Lurdes Gonçalves adiantou ainda que alguns dos estabelecimentos inspeccionados já o haviam sido em Maio. "Somos muito exigentes em termos de higiene".
Cinco meses depois de ter sido alvo de inspecção pela primeira vez, uma unidade hoteleira, com restaurante passou no teste levado a cabo pela equipa da IGAE.
"Fiz aqui obras ‘de alto a baixo’", explicou o empresário, obras estas no valor de um milhão e 200 mil euros. Estava tudo conforme.
Na operação levada a cabo em Fátima, estiveram ainda na mira dos inspectores, a parte económica, nomeadamente "ver se os preços estão marcados, se o livro de reclamações existe, que tipo de reclamações é que são feitas, se há contrafacção de marcas e usurpação de direitos de autor em dvd’ e cd’s".
Também as garrafeiras foram ‘visitadas’ pela ASAE e, pelo menos numa delas, algumas garrafas foram apreendidas devido a problemas de rotulagem.
Câmara entrega últimas casas

"Juntos fizemos tudo; sozinhos não fazíamos nada". Foi com estas palavras que David Catarino, Presidente da Câmara Municipal de Ourém, se dirigiu aos presidentes da Cáritas e do Instituto Nacional da Habitação e à representante da Fundação Gulbenkian, entidades que participaram na recuperação das oito habitações através da entrega de fundos para a sua reconstrução.
As três habitações entregues hoje situaram-se nas freguesias de Urqueira e de Freixianda, duas das freguesias mais devastadas pelos incêndios de 2005.
No total foram oito as habitações entregues, com um custo total próximo dos 615 mil euros, distribuídas por quatro das 18 freguesias do concelho. Todas as habitações edificadas resultam de uma análise à situação sócio-económica das famílias e são habitações primárias.
Figura do Anjo em exposição e congresso

Anjos mensageiros, anjos protectores e anjos adoradores são as três secções da exposição Sou o Anjo da Paz",, um 24 obras de pintura, escultura, azulejo e vitrais, patente até 1 de Abril de 2007, no Museu de Arte Sacra e Etnologia de Fátima, dos missionários da Consolata.
" A figura do Anjo dirige-se, sempre a pessoas e situações concretas. Capta também os desejos e inquietações profundas, nostalgias profundas que estão no coração e na alma do ser humano", frisou o bispo da diocese de Leiria-Fátima, António Marto.
O prelado assinalou também que para traduzir a linguagem dos Anjos, "só a linguagem da beleza", concretamente a linguagem da arte.
"Como pessoas que aceitamos a mensagem de Deus, através dos anjos, vamos transportar esta mensagem. Os anjos não ficar no museu, vão andar por aí, vão transportar esta mensagem de Deus a toda a humanidade", referiu o superior dos missionários da Consolata, Noberto Louro.
Na exposição "quisemos criar um modelo pedagógico, com algumas citações bíblicas, com algumas representações desta área, juntando-o com o valor artístico, muito diferente", afirmou o padre Armindo Janeiro, da Comissão técnico-científica.
Congresso dos Anjos
Na abertura do congresso "Figuras do Anjo revisitadas", o reitor do Santuário de Fátima, monsenhor Luciano Guerra "O tema dos Anjos é um tema original de todos os tempos, é o tema do substrato da humanidade". "Não podemos prescindir desta temática que Fátima veio renovar de maneira poderosa", afirmou.
João Duque considera que a angelologia trata "de uma área teológica actualmente bastante desprezada. O que não será propriamente de estranhar, dada a sua dificuldade e os problemas que levanta. Já muitos padres da Igreja assumiam essa dificuldade", refere o presidente da Comissão Científica do congresso.
António Marto, bispo de Leiria-Fátima, também se congratulou com a realização do congresso, com um tema "interessante, por aprofundar tudo aquilo que aconteceu aqui em Fátima", "um aprofundamento da mensagem que daqui ecoou e ressoou para todo o mundo".
CREF abre no Fárrio
O Centro de Recursos do Fárrio (CREF) será hoje, 13 de Outubro, inaugurado, pelas 17h30.
Trata-se de um espaço multidisciplinar, situado na sede da junta de freguesia, e que visa apoiar toda a população, particularmente os jovens em idade escolar.
Estará aberto de segunda a sábado, das 14h às 19h e a sua utilização é gratuita. "Estamos abertos e receptivos a donativos para aquisição de alguns equipamentos, tais como uma televisão maior e uma fotocopiadora para a sala de estudo", adianta a coordenadora do CREF, professora Emília Simões.
Neste espaço funciona a Ludoteca, Sala de Estudo, Biblioteca, Núcleo informático com ligação à internet (a ser instalada até final de 2006) e um Núcleo audiovisual que dispõe de um sistema de som e de televisão por satélite com vista ao visionamento de programas educativos e de entretenimento.
Amigos precisam-se
"Vai ser constituída uma "Sociedade dos Amigos do CREF" formada por todos aqueles que queiram colaborar com um donativo em dinheiro com vista a assegurar a manutenção e optimização do mesmo", adianta Emília Simões
Os sócios poderão contribuir com um mínimo de um euro por mês, ainda que sejam aceites quotas mais elevadas e a sua inscrição na sociedade poderá ser feita localmente, por correio ou no domicílio através de uma comissão de jovens frequentadores do CREF.
"Esta iniciativa tem como objectivo não sobrecarregar a Junta de Freguesia, já que a Câmara nos informou que não dispõe de qualquer verba para apoiar o nosso projecto", refere.
Trata-se de um espaço multidisciplinar, situado na sede da junta de freguesia, e que visa apoiar toda a população, particularmente os jovens em idade escolar.
Estará aberto de segunda a sábado, das 14h às 19h e a sua utilização é gratuita. "Estamos abertos e receptivos a donativos para aquisição de alguns equipamentos, tais como uma televisão maior e uma fotocopiadora para a sala de estudo", adianta a coordenadora do CREF, professora Emília Simões.
Neste espaço funciona a Ludoteca, Sala de Estudo, Biblioteca, Núcleo informático com ligação à internet (a ser instalada até final de 2006) e um Núcleo audiovisual que dispõe de um sistema de som e de televisão por satélite com vista ao visionamento de programas educativos e de entretenimento.
Amigos precisam-se
"Vai ser constituída uma "Sociedade dos Amigos do CREF" formada por todos aqueles que queiram colaborar com um donativo em dinheiro com vista a assegurar a manutenção e optimização do mesmo", adianta Emília Simões
Os sócios poderão contribuir com um mínimo de um euro por mês, ainda que sejam aceites quotas mais elevadas e a sua inscrição na sociedade poderá ser feita localmente, por correio ou no domicílio através de uma comissão de jovens frequentadores do CREF.
"Esta iniciativa tem como objectivo não sobrecarregar a Junta de Freguesia, já que a Câmara nos informou que não dispõe de qualquer verba para apoiar o nosso projecto", refere.
O seu a seu dono
Na anterior edição, ao dar conta das tomadas de posição na Assembleia Municipal de Ourém sobre a "Carta Europeia da Igualdade de Mulheres e Homens na Vida Local", o Notícias de Ourém cometeu um lapso ao atribuir a Deolinda Simões (PSD) uma proposta que, de facto, pertencia ao grupo municipal do PS e que foi apresentada por Joana Figueiredo.
O erro ocorreu nos dois últimos parágrafos do texto subordinado ao tema «Igualdade de Mulheres e Homens na Vida Local».
Assim, não foi Deolinda Simões mas sim Joana Figueiredo quem usou da palavra para sublinhar o facto do documento não se limitar «a afirmar um conjunto de princípios e orientações fundamentais sobre a igualdade entre homens e mulheres», mas antes implicar «um compromisso, originando, em prazo definido e segundo parâmetros de administração participada e responsável à definição de plano de acção e respectiva concretização nas mais diversas dimensões, desde o envolvimento e a participação no plano político até à protecção e segurança das pessoas, passando pela denúncia dos estereótipos e das representações tradicionais dos papéis do homem e da mulher».
Joana Figueiredo terminou a considerar que «não obstante a evolução positiva que o caso português tem conhecido, muito há ainda a fazer». Por isso, a deputada socialista defendeu que, para além da aprovação, se crie uma comissão, que deverá ser aprovada na próxima reunião da AM, «que acompanhe o processo e o ritmo da sua implementação».
Feitas as correcções cumpre-nos apresentar as nossas desculpas às visadas e em particular à deputada municipal Joana Figueiredo.
Também no que se refere à presença feminina no poder local, de recordar que o executivo conta com uma vereadora, Leonilde Madeira.
O erro ocorreu nos dois últimos parágrafos do texto subordinado ao tema «Igualdade de Mulheres e Homens na Vida Local».
Assim, não foi Deolinda Simões mas sim Joana Figueiredo quem usou da palavra para sublinhar o facto do documento não se limitar «a afirmar um conjunto de princípios e orientações fundamentais sobre a igualdade entre homens e mulheres», mas antes implicar «um compromisso, originando, em prazo definido e segundo parâmetros de administração participada e responsável à definição de plano de acção e respectiva concretização nas mais diversas dimensões, desde o envolvimento e a participação no plano político até à protecção e segurança das pessoas, passando pela denúncia dos estereótipos e das representações tradicionais dos papéis do homem e da mulher».
Joana Figueiredo terminou a considerar que «não obstante a evolução positiva que o caso português tem conhecido, muito há ainda a fazer». Por isso, a deputada socialista defendeu que, para além da aprovação, se crie uma comissão, que deverá ser aprovada na próxima reunião da AM, «que acompanhe o processo e o ritmo da sua implementação».
Feitas as correcções cumpre-nos apresentar as nossas desculpas às visadas e em particular à deputada municipal Joana Figueiredo.
Também no que se refere à presença feminina no poder local, de recordar que o executivo conta com uma vereadora, Leonilde Madeira.
“IGUALDADE DE MULHERES E HOMENS NA VIDA LOCAL”
ESCLARECIMENTO
A propósito da notícia publicada no último número do V. jornal com o título em epígrafe, cabe-nos esclarecer:
1º Ao contrário do que se diz na notícia, há de facto uma mulher no Executivo Municipal, eleita nas listas do PS, a Dr.ª Leonilde Madeira, que ocupava o seu lugar no espaço reservado aos vereadores quando esta proposta foi discutida na Assembleia Municipal.
2º A proposta para a constituição de uma comissão no seio da Assembleia que dê sequência aos objectivos da Carta para a Igualdade, foi primeiramente apresentada pela Dª Joana Figueiredo deputada municipal eleita pelo PS que fez a sua intervenção no sentido de dar concretização a um plano de acção concreto que promova uma maior participação das mulheres na vida local. Na vossa notícia não é feita qualquer referência à intervenção desta deputada municipal.
3º Saudamos a aprovação da Carta Europeia para a Igualdade na Assembleia Municipal pelo que representa de compromisso dos vários grupos políticos ali representados no aprofundamento de uma democracia mais participada e do reconhecimento da necessária implicação das mulheres no desenvolvimento e concretização das políticas locais a todos os níveis. Por isso o PS se congratula por ter conseguido aumentar significativamente o número de mulheres nas listas que apresentou nas últimas eleições autárquicas.
O Secretariado do PS
A propósito da notícia publicada no último número do V. jornal com o título em epígrafe, cabe-nos esclarecer:
1º Ao contrário do que se diz na notícia, há de facto uma mulher no Executivo Municipal, eleita nas listas do PS, a Dr.ª Leonilde Madeira, que ocupava o seu lugar no espaço reservado aos vereadores quando esta proposta foi discutida na Assembleia Municipal.
2º A proposta para a constituição de uma comissão no seio da Assembleia que dê sequência aos objectivos da Carta para a Igualdade, foi primeiramente apresentada pela Dª Joana Figueiredo deputada municipal eleita pelo PS que fez a sua intervenção no sentido de dar concretização a um plano de acção concreto que promova uma maior participação das mulheres na vida local. Na vossa notícia não é feita qualquer referência à intervenção desta deputada municipal.
3º Saudamos a aprovação da Carta Europeia para a Igualdade na Assembleia Municipal pelo que representa de compromisso dos vários grupos políticos ali representados no aprofundamento de uma democracia mais participada e do reconhecimento da necessária implicação das mulheres no desenvolvimento e concretização das políticas locais a todos os níveis. Por isso o PS se congratula por ter conseguido aumentar significativamente o número de mulheres nas listas que apresentou nas últimas eleições autárquicas.
O Secretariado do PS
06 outubro 2006
Conhecer para prevenir

Notícias de Ourém: Que projecto é este?
José Maria Pereira Coutinho: O projecto chama-se "Causas de ignição humana para os incêndios florestais" . O projecto é uma parceria entre o Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do ISCTE (onde sou investigador) e a Direcção Geral dos Recursos Florestais, uma entidade que tem a gestão florestal.
Em 2005, a Direcção Geral dos Recursos florestais pediu a uma entidade que já foi extinta para elaborar um plano nacional de defesa da floresta, contra os incêndios. Este plano tinha como objectivos estratégicos a melhoria do conhecimento dos fogos florestais.
É um projecto de âmbito nacional. Esta a ser efectuado em seis concelhos: Arcos de Valdevez – distrito de Viana do Castelo, Paredes – distrito do Porto, Gouveia – distrito da Guarda, Penela – distrito de Coimbra, Ourém – Distrito de Santarém e Proença-a-nova – distrito de Castelo Branco.
NO: E porquê Ourém?
JC: Tem a ver com uma realidade que aconteceu este ano, um incêndio grande no Parque Natural da Serra d’Aire e Candeeiros. Não vamos estudar só esse incêndio, vamos estudar a realidade, principalmente de 2001 a 2006. Os últimos seis anos porque, se o padrão dos incêndios, dos últimos anos, é determinado então a probabilidade de esse padrão se repetir é maior que estudando um padrão de há dez ou quinze anos.
NO: Não tem a haver com os incêndios do ano passado?
JC: Não, mas nós vamos estudar as causas mais recentes que, vão repetir-se (esperamos que não mas vão repetir-se), a probabilidade de se repetirem será maior, nestes últimos anos que em anos mais anteriores.
O nosso estudo tem como objectivo conhecer, compreender, explicar as causas dos incêndios florestais, as causas de ignição humana; sabemos que 75 por cento são ignições de origem humana, as restantes são de origem natural. O que está por detrás destas causas é o que vamos estudar: as variáveis de acção (comportamento e motivações do homem) e as variáveis de estrutura (tudo o que condiciona a acção desse mesmo homem) e tentar quantificar essas variáveis.
NO: Como é que vão desenvolver o trabalho?
JC: Há várias variáveis de acção futura: camadas agrícolas, renovação de pastagens, incendiarismo que pode ter várias motivações (piromania mental, motivações financeiras, vingança e retaliação). Nós vamos usar uma série de técnicas: entrevistas, conversas com as populações, análise de cartografia, revisão da base de dados das ocorrências porque essa base de dados tem graves lacunas; sendo também essa uma das razões principais pela qual estamos aqui: há lacunas na investigação nas causas.
NO: Quando começaram?
JC: Começámos na terça-feira, dia 18 de Setembro e vamos terminar no dia 25 de Outubro.
NO: Quantas entrevistas vão realizar?
JC: Vamos entrevistar os membros da Comissão municipal que são 15 e esses mesmos membros vão designar outras pessoas que acham pertinente que nós abordemos principalmente para averiguar as causas.
Estamos a trabalhar com informantes, os chamados interlocutores privilegiados, as pessoas da comissão municipal são aquelas que, à partida estão mais por dentro do assunto. Por outro lado há as populações, de maneira geral, que nós também vamos abordar tanto numa conversa mais aprofundada como em inquérito.
NO: Como é que vai ser feita a investigação?
JC: A investigadora está cá, Inês Oliveira e vai percorrer principalmente uma freguesia que nós escolhemos, a de Fátima.
NO: Porquê Fátima?
JC: Porque na reunião da Comissão municipal, nós apresentámos o projecto (na segunda-feira, 17 de Setembro) e um dos objectivos dessa reunião era escolher a freguesia para estudar em mais profundidade. Como só temos um mês e uma semana para fazer este estudo, temos que escolher uma freguesia que, por um lado, tente representar o concelho na sua variedade em termos de espécies florestais: pinheiro, azinheira, eucalipto, na sua biodiversidade como também tenha bastantes ocorrências, uma área ardida significativa e o valor dessa floresta que ainda existe na freguesia seja elevado, ou seja, significativo.
NO: Há outras freguesias que têm mais floresta, Espite, Freixianda, por exemplo. Porque não uma destas freguesias? Como é que Fátima representa melhor o concelho de Ourém?
JC: Temos que escolher uma freguesia que tenha ocorrências, elevado número de área ardida. Fátima é aquela que regista maior número de ocorrências.
NO: Na mesma semana que houve um grande incêndio em Seiça, houve também um em Fátima. E em Seiça consumiu mais mata…
JC: Temos que utilizar uma série de critérios ao mesmo tempo. Foi escolhida pela Comissão e a Comissão é composta por pessoas que conhecem bem o concelho.
NO: Os investigadores já cá tinham estado?
JC: Não.
Da reunião de segunda-feira, houve uma série de freguesias que foram abordadas: Seiça, Nossa Senhora das Misericórdias, Freixianda. Mas, depois de discutir o critério das ocorrências, da área ardida, do valor da floresta, da diversidade e da representatividade da freguesia em relação à totalidade do concelho chegou-se à conclusão – não fomos nós, foram os membros da Comissão – que Fátima seria a freguesia mais interessante para estudar. Depois, curiosamente, porque Fátima é uma freguesia universalmente conhecida, acho que isso também ajudou. Mas, principalmente, porque havia fortes razões para escolher Fátima.
NO: Quantas entrevistas serão feitas?
JC: Trinta. Conversas com as populações, sobretudo.
NO: Na zona rural ou urbana?
JC: As duas. Vamos fazer inquéritos tanto na cidade de Fátima como nas localidades mais rurais para vermos a diferença nas atitudes e motivações das pessoas em relação ao fogo e à floresta, comparar o urbano com a parte rural, estudar uma série de fenómenos.
NO: Depois de 25 de Outubro, que se passa de seguida, nesta investigação?
JC: Temos mais duas semanas em gabinete, no CIES para fazer o enquadramento sociológico, antropológico destes seis concelhos.
NO: Este estudo será apresentado publicamente?
JC: Será apresentado ao público, jornais, rádios, conferências no meio académico, conferências mais generalistas.
NO: No caso de Ourém, é suposto haver uma apresentação pública à população?
JC: A ideia é essa. Apresentação pública à Comissão municipal e também uma sessão pública com a população.
NO: E depois? Este estudo visa exactamente o quê?
JC: É um estudo piloto. Deste género e com esta metodologia é a primeira vez que se faz, em Portugal e no mundo.
NO: Este estudo será um trabalho académico ou será transposto para a prática?
JC: É um estudo piloto, preparatório, de preparação para próximos estudos porque a ideia é esta parceria, entre o CIES e a DGRF, ser renovada todos os anos, isto passando para outros concelhos. Estes foram os concelhos escolhidos este ano, continuando, serão escolhidos novos concelhos, no próximo ano.
Por outro lado, na prática, o objectivo deste estudo é ajudar a encontrar as causas mas, a meta deste estudo é (o estudo foi pedido pela DGRF não para saber as causas) uma investigação aplicada. O chavão deste estudo é conhecer para prevenir. A ideia é utilizar este conhecimento para ajudar a sensibilizar, na educação das populações, sempre documentadas, tanto por concelhos como nos vários concelhos, os vários tipos de segmentos populacionais.
NO: Mas na teoria não sabemos já como é que isto se passa tudo (incêndios)?
JC: Não. Sabemos que são causas humanas. Não sabemos se são queimadas, por exemplo. Não sabemos que tipo de causas.
Há um corpo que faz parte da GNR, o SEPNA que tem como competências fazer investigação das causas dos incêndios florestais. Só que, até ao momento, e, durante estes anos, o número de causas investigadas tem sido pequeno e, mesmo aquelas que são investigadas, grande parte delas são indeterminadas. Esta é a razão principal pela qual nós estamos aqui a fazer este estudo. O conhecimento das causas é diminuto. As pessoas sabem mas, nós conversamos e as pessoas não sabem, sabem muito pouco. Quem sabe são as pessoas da Comissão. Só que esta informação, de certa forma, está dispersa. Por um lado, estamos a reunir a informação dispersa pelas várias pessoas do concelho que possam ter uma informação fiável e, vamos, também, buscar informação às cartas topográficas, além dos contactos com os bombeiros, GNR, entre outras entidades.
NO: A ideia do "Conhecer para prevenir", será já para aplicar no próximo ano?
JC: A ideia é utilizar o conhecimento já no próximo ano.
NO: Há pouco falava na revisão da base de dados, que possui algumas lacunas. Que lacunas?
JC: A base das ocorrências da DGRF, baseada nos dados que os bombeiros. O que se passa é que o número de causas investigadas é pequeno. Se vir o concelho de Ourém há muitas ocorrências nas 18 freguesias. Se multiplicar por cem, dão quase duas mil ocorrências. Só trinta ou quarenta é que são investigadas. Mesmo dentro dessas só parte delas é que se sabe a causa correcta da ocorrência. Vamos fazer a articulação com os bombeiros e GNR porque, à partida, são as autoridades que têm mais informação em termos de causas. Pode haver casos, nalguns concelhos que não tenham base de dados fica mais incompleta depende muito de cada concelho.
Temos como objectivos secundários compreender atitudes, comportamentos, costumes das populações em relação à floresta.
NO: É preciso fazer uma revolução de mentalidades por exemplo, quanto às queimadas?
JC: Já se está a fazer. É um trabalho de gerações.
NO: A que conclusões têm chegado, nos estudos dos outros concelhos?
JC: O interessante deste trabalho é perceber que as causas mudam de concelho para concelho. Mas há um tipo de causas que são comuns. A DGRF tem uma lista delas, pelo menos 30 a 40: ou passa pelo incendiarismo; ou pelas camadas de resíduos agrícolas, de lixo ou de indústria; por renovação da pastagem, se for zona de pastoreio; conflitos de caça; negligência de menores…
Nós queremos que os entrevistados tentem qualificar, percentualmente, as causas dos incêndios. Obter os dados, ano a ano, de preferência de forma sazonal e por freguesia.
NO: Vamos imaginar que obtém como dados: 70% é incendiarismo e 30% distribuídos por queimadas e, eventualmente, conflitos de caça. Que conclusão se tira, na prática?
JC: Imagine 70% por cento incendiarismo, 30% caça. Aí temos que trabalhar, por um lado, os caçadores. 70% de incendiarismo, estamos a falar de Polícia Judiciária, aí temos que tentar articular um trabalho em conjunto.
NO: Mas não teme que o estudo possa ficar na gaveta?
JC: Queremos mesmo que os resultados sejam aplicados na prática, no próximo ano. Há financiamento, o estudo é financiado e há financiamento do estado português e europeu para a educação ambiental.
NO: Quais têm sido as dificuldades com que se têm deparado?
JC: As pessoas quando não conhecem o estudo ficam reticentes em dar a informação. Isso não se passa neste concelho porque o estudo foi apresentado, agora noutro concelho onde ele não pôde ser apresentado, houve algum problema em as pessoas darem a informação.
As populações têm um discurso feito à base da comunicação social. Põe exemplo, se perguntar qual é a causa, dizem é o incendiarismo. Mas se formos a espremer a informação, não aprofundamos e percebemos que a fonte de informação é a mesma. Vão beber à opinião pública que poderá ser construída por jornais.
NO: A culpa é da comunicação social?
JC: Não, é o facto do incendiarismo estar muito divulgado. É importante o incendiarismo mas, isso de certa forma condiciona o conhecimento de populações que estão mais ligadas à ruralidade e aos incêndios florestais.
Medieval: um ponto da situação

Em tempo de vindimas, quando o Medieval de Ourém dá os primeiros passos, Luís Sousa e André Gomes Pereira, da VitiOurém, falaram com o NO.
NO - Como está a decorrer a campanha deste ano?
- A campanha de 2006 fica marcada por uma quebra de 20 a 40% em volume de produção. Houve problemas com míldio e oídio para os agricultores menos atentos às variáveis meteorológicas e que descuraram os tratamentos na altura certa. As vagas de calor, que surgiram muito rapidamente e que atingiram valores muito elevados, desidrataram e "queimaram" muitos cachos. Por outro lado, a chuva que tem caído nas últimas semanas, poderá em alguns casos, diminuir a qualidade de alguns vinhos.
Em termos de qualidade, preferimos não dar importância ao grau do vinho, por não consideramos este como factor preponderante quando analisado isoladamente. Preferimos destacar o equilíbrio da maioria dos mostos nas suas várias componentes, como o açúcar, acidez ou matéria corante, entre outros, que irão sem dúvida, produzir muito bons vinhos.
NO - Já há muitos produtores a aderir às normas legais do Medieval?
- Neste momento existem cerca 23 vinhas cadastradas e 11 produtores inscritos na Comissão Vitivinícola Regional da Estremadura (CVRE) aptos à produção de vinhos com direito à utilização da designação "Medieval de Ourém". Da colheita de 2005 foram aprovados, pelas entidades competentes, 5 dos 9 vinhos propostos à câmara de provadores da CVRE.
No - Sei que alguns manifestaram essa vontade mas viram os seus vinhos reprovados sem lhes ser apontada a razão para tal. O que a VitiOurém está a fazer nesse sentido.
Para se produzir o vinho Medieval de Ourém não basta manifestar vontade de o fazer. É necessário estar inscrito nas entidades competentes e reguladoras do sector, como o Instituto da Vinha e do Vinho (IVV) e a CVRE. O vinho tem de ser produzido a partir de uvas do nosso concelho e provenientes de vinhas devidamente cadastradas. As regras de vinificação estão também bem definidas em portaria e é necessário cumpri-las. Finalmente é necessário submeter o vinho à aprovação pela CVRE. Esta aprovação passa essencialmente pela análise química do vinho, para garantir que cumpre e respeita os valores estipulados em lei, e por uma prova organoléptica. Esta prova não é mais do que uma prova sensorial feita por uma câmara de provadores pertencente à CVRE, de forma anónima (prova cega), onde são apreciados e classificados vários pontos como o aspecto visual do vinho, os seus aromas e a forma como se comporta na boca. O Medieval de Ourém, como todos os vinhos de topo, só pode obter essa classificação se de facto forem vinhos de muito boa qualidade.
A câmara de provadores, da colheita de 2005, considerou que havia vinhos que não reuniam todas as condições necessárias à sua aprovação. Para diminuir o número de reprovações, a Vitiourém tentou identificar a origem desses problemas de forma a eliminá-los no futuro. A CVRE mostrou já uma abertura total para a explicação de algumas reprovações. A VitiOurém fará tudo o que estiver ao seu alcance para ajudar os agricultores nas várias etapas do processo, desde a vinha ao vinho, passando pelos papeis, para que haja um maior número de vinhos Medieval no mercado.
NO - O que está ser feito, e onde, em termos de divulgação do Medieval?
No imediato e de forma conjunta foi já dado a conhecer o vinho a alguns restaurantes e garrafeiras. Note-se que não será a VitiOurém a comercializar os vinhos, terão de ser os produtores a "fechar" negócios. O trabalho da VitiOurém passa pela criação de pontes entre produtores e consumidores, desenvolvendo uma relação de proximidade e confiança. Neste sentido estão já a ser pensada no seio da direcção novas formas de promoção conjunta dos vinhos Medieval. Se pensarmos num horizonte mais alargado, está a ser trabalhada uma imagem a ser utilizada em conjunto, potenciando o bom relacionamento entre os produtores e os consumidores. Como a produção da colheita de 2005 foi reduzida não podemos planear grandes acções de promoção sob pena de não podermos satisfazer as encomendas.
NO - Quais os primeiros mercados alvo?
Será feita uma aposta em nichos de mercado conhecedores e que denotam interesse pelo produto em si. Normalmente pessoas informadas, com algum poder de compra, que preferem produtos verdadeiros e genuínos. As pequenas produções que se esperam nas próximas colheitas não permitirão ir muito para além dos mercados de Ourém, Lisboa e Porto. Foi com grande satisfação que tivemos conhecimento do interesse de bastantes imigrantes no vinho Medieval, aquando da sua visita nos meses de verão. Queriam saber se o vinho já estava em comercialização e onde o podiam adquirir. Pensamos que pequenos nichos no exterior, sobretudo em França, serão também uma possibilidade de comercialização dos vinhos Medieval de Ourém.
NO - Há alguma ideia de produção média deste vinho, na sua totalidade e da dos vinhos já aprovados?
No ano passado foram produzidos cerca de 8.000 litros de vinho candidato a denominação Medieval de Ourém. Foram aprovados cerca de 2.700 litros, resultando daí cerca de 3500 garrafas. Este ano, pelas informações que estamos a recolher, serão produzidos cerca de 10.000 litros candidatos a ostentarem no rótulo a menção Medieval de Ourém. Somente no final do processo de aprovações se saberá quantas garrafas da colheita de 2006 sairão para o mercado.
NO - Como é que a VitiOurém vê a nova empresa anunciada pelo presidente da Câmara?
- A VitiOurém considera positivas todas as boas medidas tomadas para a estruturação do sector no nosso concelho. Esperamos que a nova empresa seja de facto um benefício para os viticultores de Ourém e que tenha sucesso na venda dos vinhos feitos com uvas da nossa região.
NO - O que podem esperar dela os vitinivicultores?
A VitiOurém não pode responder a esta questão. Deverá ser a nova empresa a responder. Mesmo que tivéssemos acesso a toda a informação do que se passa, não poderíamos falar pela empresa. Só ela poderá falar sobre os projectos que tem para o futuro e quais os objectivos que quer atingirem.
Picadeiro da Associação Equestre inaugurado

A Associação Equestre de Fátima inaugurou, a 30 de Setembro, o seu picadeiro. Este equipamento assume o nome de Joaquim Prazeres, em homenagem aum homem que apoiou esta associação, ao longo dos anos.
Joaquim Prazeres salientou que «esta obra não é nada minha. O senhor Domingos é que teve a ideia». O homenageado recordou que, enquanto desempenhava funções de vereador, numa edição da Feirourém. «Eu até nem encorajei muito» recorda.
Depois, quando assumiu a colaboração com esta associação recorda que foram muitos os particulares e empresas de Fátima e da região que apoiaram a construção do centro equestre desde o esboço do projecto, uma oferta do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros aos apoios, também da ADAE e da autarquia oureense. "Só este picadeiro custou mais de 50 mil contos".
Trabalho dedicado
Nas breves palavras que dirigiu aos presentes, entre amigos e praticantes da equitação, o presidente da Junta de Freguesia de Fátima, Natálio Reis salientou o apoio que esta associação merece já que "explora mais a vertente desportiva que a vertente exploração de bar". "Aqui está um bom exemplo" de "trabalho bem feito e dedicado".
O autarca deixou também uma palavra de "estima, amizade e apreço" também pelo trabalho desenvolvido por Domingos, um homem que foi fundador desta associação já que "começou com um pequeno picadeiro", frisou o presidente da Junta de Freguesia de Fátima.
A cerimónia contou com a bênção do picadeiro pelo padre António Pereira que salientou a enorme importância da infra-estrutura onde os alunos do CRIF – Centro de Recuperação Infantil de Fátima têm aulas de hipoterapia. Também os do CRIO – Centro de Recuperação Infantil de Ourém recorrem ao centro equestre com o mesmo objectivo.
Apoio monetário
Vítor Frazão entregou um cheque no valor de 7 500 euros à presidente da Associação Equestre Regional de Fátima, Denise Mendes, um valor que faz parte do apoio anual àquela associação. Esta responsável retribuiu com um «Obrigado» emocionado, assinalando a importância que aquela verba tem para equilibrar as finanças da colectividade.
«Não é favor, é obrigação», referiu, assinalando que «sei que atravessam dificuldades» e comprometendo-se «num futuro próximo ter em atenção (essas mesmas dificuldades) e aumentar o subsídio».
O vice-presidente da Câmara apontou o «excelente trabalho» desenvolvido «ao nível da deficiência» referiu ainda que a autarquia tem dado atenção especial a «idosos, crianças e pessoas com deficiência».
Sobre o homenageado, salientou que a lembrança feliz, em vida, do mesmo. «O que se escreve são as nossas obras e o senhor será reconhecido em Fátima», referiu.
Mais que em Fátima, «Ourém está grata por toda a dedicação ao longo dos anos», afirmou Deolinda Simões, presidente da Assembleia Municipal de Ourém. Referiu que, o tema da deficiência, é-lhe muito grato e agradeceu aos que dedicam tempo da sua vida para proporcionar «a estes jovens que também vêm a esta casa para obter melhoras na sua vida». Aos outros que praticam equitação, por desporto, incentivou-os a continuar.
Eugénio Lucas referiu a colaboração do agraciado «pela sua disponibilidade, pela ajuda e apoio financeiro».
Jovem oureense na Grande Noite do Fado

É uma revelação no fado, a nível nacional. Ana Catarina Mendes é uma jovem fadista que participou na "Grande Noite do Fado do Porto 2006", a 4 de Outubro. Ela foi uma dos cinco concorrentes juvenis desta gala de fado. Aos 15 anos, esta estudante do 10º ano, no curso de económico-social, no Centro de Estudos de Fátima reparte o seu tempo entre o fado, os estudos, uma banda, aulas de canto e muita música.
Foi vencedora do Festival Inter-escolas do concelho de Ourém de 2005 e isso abriu-lhe as portas para cantar no Festival europeu, realizado na Polónia, onde venceu a cantar o fado. Em particular, interpretar Mariza dá-lhe um gosto especial. "Ó gente da minha terra", um tema do CD "Fado em mim", editado em Novembro de 2001; um fado pelo qual se apaixonou, logo ao ouvi-lo, pela primeira vez.
A paixão pelo fado começou cedo, aos 10 anos. Se bem que lá em casa, cedo o fado foi entrando no ouvido e na vida desta jovem.
"No início, comecei por ouvir alguns temas de Dulce Pontes, Mariza". Depois "é que me fui apercebendo que estava a entrar no mundo do fado". É neste mundo que pretende investir, no futuro. Dar o seu melhor é o objectivo em todos os espectáculos e concursos em que participa.
Em palco, a jovem fadista fecha os olhos e diz para si própria: "Ana, estás em tua casa". Ou seja, "mentalizo-me que estou ali para dar o meu melhor". Depois tudo depende do fado que está a interpretar. Se for um fado "triste", ou em que o tema seja saudade, "até dá para chorar", afinal "um conjunto de emoções que não sei traduzir", revela.
Admiradora de fadistas
É admiradora de Mariza, Dulce Pontes, Cátia Guerreiro e com elas se identifica mais. Sem esquecer a grande Amália. No lado masculino assinala Camané como um dos fadistas que ouve.
Além do fado, a música que sempre povoou e povoa o seu dia a dia reparte-se por outros géneros: hip hop, música portuguesa e jazz.
Desde o ano passado que tem aulas de canto, no Conservatório, na área da música lírica. Isto porque "aqui não há aulas de fado ". Apesar de ser diferente, o canto lírico "ajuda na forma de respirar". Actualmente, depois da pré-selecção para esta gala de fadistas amadores, ela teve aulas e ensaios numa escola de fado, em Lisboa, o que obrigou a idas à capital, uma vez por semana. Ali ensaia com guitarras e "é muito diferente".
Ela que sempre tinha cantado com recurso ao CD diz que "é diferente. Estamos ali ao vivo, a cores; é mesmo viver o fado, é diferente. E mesmo as guitarras portuguesas, não tem nada a ver com o CD", completa.
Esta ligação é para continuar. Em futuros festivais, esta escola integrá-la-á como aluna e dar-lhe apoio. Ana Catarina Mendes sabe que "tenho muito para a aprender" quando fala dos outros quatro concorrentes, no seu escalão. Nunca aspira a primeiros prémios, nem cria grandes expectativas. Acima de tudo o amor e gosto pelo fado o que a leva a participar. É certo que sabe da responsabilidade e da pressão que é cantar ao vivo .
E depois desta "Grande noite do fado", "há que continuar e prosseguir, investir nisto", revela. "Se não forem os jovens a investir no fado e em tantas outras coisas", salienta.
Os amigos dizem que o Fado "é para velhos" mas respeitam o seu gosto. Tanto que a acompanharam nesta "Grande noite do fado", na Casa da Música. Ela explica: "Acho que é bom estar a cultivar nos meus colegas este gosto. (O fado) É uma coisa portuguesa, não tem nada a haver com o estrangeiro. E se não formos nós a cultivar esse gosto, quem é que vai ser?", questiona a jovem.
Vocalista de banda
Além do fado, dos estudos, a música ganha outras proporções na sua vida. "Formei uma banda", que conta com elementos como Sérgio Poupado, os três filhos, além de um outro elemento que entrou recentemente. O grupo está a fazer os primeiros concertos, pela região, em algumas festas. Música brasileira, música tradicional portuguesa, "um pouco de tudo" faz parte da banda Pentágno. É também, uma outra experiência, para a jovem.
Conciliar tudo não é tarefa fácil, reconhece. "É preciso organizar por prioridades, senão é bastante difícil". Ensaia um bocadinho, todos os dias, uma hora por dia. Depois "tenho ensaio da banda" e "tenho que estudar". Nos tempos livres, opta por ler e gosta de sair com os amigos, para conviver.
Carta Europeia da Igualdade de Mulheres e Homens na Vida Local
"A Assembleia Municipal de Ourém, realizada no passado dia 22 de Setembro, decidiu subscrever a "Carta Europeia da Igualdade de Mulheres e Homens na Vida Local", que convida as instituições locais a fazer uso dos seus poderes e parcerias em prol de uma maior igualdade para todas e todos. A carta foi elaborada e promovida pelo Conselho dos Municípios e Regiões da Europa e seus parceiros, tendo a sua apresentação sido feita no último dia dos trabalhos dos XXIII Estados-Gerais do Conselho de Municípios e Regiões da Europa, que decorreu em Innsbruck, Áustria, entre os dias 10 e 12 de Maio de 2006.
O Município de Ourém, aderiu assim, e comprometeu-se, com os princípios da Carta da Igualdade, enquanto instrumento politico de orientação estratégica da Administração Local, na promoção efectiva da Igualdade de Género.
A "Carta Europeia da Igualdade de Mulheres e Homens na Vida Local" pode ser consultada no sítio Web http://www.ccre.org/docs/charte_egalite_pt.doc.
A difusão desta carta foi proposta à ANMP – Associação Nacional de Municípios Portugueses, que a editou no âmbito das celebrações dos 30 Anos de Poder Local Democrático.
Na apresentação da mesma, a ANMP considera que «a igualdade das mulheres e dos homens é, sem questão, um direito fundamental, que constitui um valor capital para a democracia. Contudo, e para ser completamente conseguido, não é suficiente que ele esteja legalmente reconhecido, é antes necessário o seu efectivo exercício em todos os aspectos da vida: políticos, económicos, sociais e culturais».
Reconhece que «apesar da existência de numerosos exemplos de um reconhecimento formal e dos progressos alcançados, a igualdade entre as mulheres e os homens não é ainda uma realidade já que, na prática, não beneficiam, ambos, dos mesmos direitos, subsistindo dificuldades diversas, de que as disparidades salariais e a sub representação em termos de política são, apenas, paradigmas».
Por isso, «sendo as autoridades locais e regionais as mais próximas da população, e representando elas os meios de intervenção melhor colocados para combater a persistência e a reprodução das desigualdades e para promover uma sociedade verdadeiramente igualitária, aquelas colectividades territoriais podem, no seu campo de competências, e em cooperação com o conjunto dos actores locais, empreender acções concretas visando a igualdade entre mulheres e homens».
Defende-se que a democracia local e regional permita «que sejam efectuadas as escolhas que melhor se adeqúem aos aspectos mais concretos da vida quotidiana como a habitação, a segurança, os transportes públicos, o mundo do trabalho, ou a saúde, pelo que, deste modo, a total implicação das mulheres no desenvolvimento e na implementação de políticas locais e regionais vai permitir que a sua vivência experimental, o seu saber fazer, e a sua criatividade sejam devidamente tomados em consideração».
Assim, «para se alcançar a instauração de uma sociedade baseada na igualdade, é fundamental que as colectividades locais e regionais integrem plenamente a dimensão do género nas suas políticas, organização e práticas, na certeza de que no mundo de hoje e de amanhã, uma verdadeira igualdade entre as mulheres e os homens constitui, sem dúvida, a chave do sucesso económico e social, não só ao nível europeu ou nacional, mas também das nossas regiões, cidades ou municípios».
Na sessão da AM de Ourém, Carina João fez um breve historial dos prcessos de emancipação feminina, a nível nacional e internacional, recordando que «neste século, apenas 28 mulheres foram eleitas chefes de Estado ou de Governo»; que «só em1995 existiu o primeiro país com um governo formado por um número igual de mulheres e de homens» (na Suécia) e que «em mais de 100 países, não há qualquer mulher no Parlamento».
A líder da bancada social-democrata aponta depois o caso da AM de Ourém que conta, como recorda depois Sérgio Ribeiro (CDU), com apenas 6 mulheres em 33 membros.
Assim, após a aprovação, a AM de Ourém deverá trabalhar em parcerias para «promover a igualdade, combater os estereótipos, corrigir todo e qualquer desequilíbrio de modo a garantir uma representação equilibrada a todos os níveis», defende Carina João em nome do PSD, questionando a situação do concelho em termos de remunerações, carreiras profissionais, nível de qualificações, mas também, acerca dos números de violência doméstica e dos sistemas de apoio à família já que no que toca à representação política, a situação é a que se conhece: nenhuma mulher no executivo e 6 num universo de 33 na Assembleia. Já agora acrescentem-se as duas presidentes de Junta de Freguesia (Caxarias e Gondemaria, num universo de 18 freguesias.
Face a esta situação onde, como afirma Carina João «ainda se acha normal não haver uma única mulher nos bombeiros da sede do concelho» a deputada municipal deixou o apelo, não só de aprovação da carta, o que sucederia, como a recomendação para que «o Plano de Acção deste concelho seja elaborado com a brevidade possível, que se faça um retrato falado, com números concretos decorrentes de levantamento exaustivo de todas as questões de relevância para esta matéria».
Também a presidente da Assembleia Municipal, Deolinda Simões, usou da palavra sublinhar o facto do documento não se limitar «a afirmar um conjunto de princípios e orientações fundamentais sobre a igualdade entre homens e mulheres», mas antes implicar «um compromisso, originando, em prazo definido e segundo parâmetros de administração participada e responsável à definição de plano de acção e respectiva concretização nas mais diversas dimensões, desde o envolvimento e a participação no plano político até à protecção e segurança das pessoas, passando pela denúncia dos estereótipos e das representações tradicionais dos papéis do homem e da mulher».
Deolinda Simões terminou a considerar que «não obstante a evolução positiva que o caso português tem, conhecido, muito há ainda a fazer». Por isso, a presidente da Assembleia Municipal pretendeu ir mais longe e, para além da aprovação da carta, propôs a criação de uma comissão, que deverá ser aprovada na próxima reunião da AM, «que acompanhe o processo e o ritmo da sua implementação».
O Município de Ourém, aderiu assim, e comprometeu-se, com os princípios da Carta da Igualdade, enquanto instrumento politico de orientação estratégica da Administração Local, na promoção efectiva da Igualdade de Género.
A "Carta Europeia da Igualdade de Mulheres e Homens na Vida Local" pode ser consultada no sítio Web http://www.ccre.org/docs/charte_egalite_pt.doc.
A difusão desta carta foi proposta à ANMP – Associação Nacional de Municípios Portugueses, que a editou no âmbito das celebrações dos 30 Anos de Poder Local Democrático.
Na apresentação da mesma, a ANMP considera que «a igualdade das mulheres e dos homens é, sem questão, um direito fundamental, que constitui um valor capital para a democracia. Contudo, e para ser completamente conseguido, não é suficiente que ele esteja legalmente reconhecido, é antes necessário o seu efectivo exercício em todos os aspectos da vida: políticos, económicos, sociais e culturais».
Reconhece que «apesar da existência de numerosos exemplos de um reconhecimento formal e dos progressos alcançados, a igualdade entre as mulheres e os homens não é ainda uma realidade já que, na prática, não beneficiam, ambos, dos mesmos direitos, subsistindo dificuldades diversas, de que as disparidades salariais e a sub representação em termos de política são, apenas, paradigmas».
Por isso, «sendo as autoridades locais e regionais as mais próximas da população, e representando elas os meios de intervenção melhor colocados para combater a persistência e a reprodução das desigualdades e para promover uma sociedade verdadeiramente igualitária, aquelas colectividades territoriais podem, no seu campo de competências, e em cooperação com o conjunto dos actores locais, empreender acções concretas visando a igualdade entre mulheres e homens».
Defende-se que a democracia local e regional permita «que sejam efectuadas as escolhas que melhor se adeqúem aos aspectos mais concretos da vida quotidiana como a habitação, a segurança, os transportes públicos, o mundo do trabalho, ou a saúde, pelo que, deste modo, a total implicação das mulheres no desenvolvimento e na implementação de políticas locais e regionais vai permitir que a sua vivência experimental, o seu saber fazer, e a sua criatividade sejam devidamente tomados em consideração».
Assim, «para se alcançar a instauração de uma sociedade baseada na igualdade, é fundamental que as colectividades locais e regionais integrem plenamente a dimensão do género nas suas políticas, organização e práticas, na certeza de que no mundo de hoje e de amanhã, uma verdadeira igualdade entre as mulheres e os homens constitui, sem dúvida, a chave do sucesso económico e social, não só ao nível europeu ou nacional, mas também das nossas regiões, cidades ou municípios».
Na sessão da AM de Ourém, Carina João fez um breve historial dos prcessos de emancipação feminina, a nível nacional e internacional, recordando que «neste século, apenas 28 mulheres foram eleitas chefes de Estado ou de Governo»; que «só em1995 existiu o primeiro país com um governo formado por um número igual de mulheres e de homens» (na Suécia) e que «em mais de 100 países, não há qualquer mulher no Parlamento».
A líder da bancada social-democrata aponta depois o caso da AM de Ourém que conta, como recorda depois Sérgio Ribeiro (CDU), com apenas 6 mulheres em 33 membros.
Assim, após a aprovação, a AM de Ourém deverá trabalhar em parcerias para «promover a igualdade, combater os estereótipos, corrigir todo e qualquer desequilíbrio de modo a garantir uma representação equilibrada a todos os níveis», defende Carina João em nome do PSD, questionando a situação do concelho em termos de remunerações, carreiras profissionais, nível de qualificações, mas também, acerca dos números de violência doméstica e dos sistemas de apoio à família já que no que toca à representação política, a situação é a que se conhece: nenhuma mulher no executivo e 6 num universo de 33 na Assembleia. Já agora acrescentem-se as duas presidentes de Junta de Freguesia (Caxarias e Gondemaria, num universo de 18 freguesias.
Face a esta situação onde, como afirma Carina João «ainda se acha normal não haver uma única mulher nos bombeiros da sede do concelho» a deputada municipal deixou o apelo, não só de aprovação da carta, o que sucederia, como a recomendação para que «o Plano de Acção deste concelho seja elaborado com a brevidade possível, que se faça um retrato falado, com números concretos decorrentes de levantamento exaustivo de todas as questões de relevância para esta matéria».
Também a presidente da Assembleia Municipal, Deolinda Simões, usou da palavra sublinhar o facto do documento não se limitar «a afirmar um conjunto de princípios e orientações fundamentais sobre a igualdade entre homens e mulheres», mas antes implicar «um compromisso, originando, em prazo definido e segundo parâmetros de administração participada e responsável à definição de plano de acção e respectiva concretização nas mais diversas dimensões, desde o envolvimento e a participação no plano político até à protecção e segurança das pessoas, passando pela denúncia dos estereótipos e das representações tradicionais dos papéis do homem e da mulher».
Deolinda Simões terminou a considerar que «não obstante a evolução positiva que o caso português tem, conhecido, muito há ainda a fazer». Por isso, a presidente da Assembleia Municipal pretendeu ir mais longe e, para além da aprovação da carta, propôs a criação de uma comissão, que deverá ser aprovada na próxima reunião da AM, «que acompanhe o processo e o ritmo da sua implementação».
Nossa Senhora da Piedade: Animação, desporto e convívio em fim-de-semana cultural

A freguesia de Nossa Senhora da Piedade viveu mais um fim-de-semana cultural. A iniciativa da Junta de freguesia local foi realizada, este ano, no Pinheiro. Este tipo de realizaçãoprosseguirá nos próximos anos em localidades como o Alqueidão e Vale Travesso: O objectivo é dinamizar as colectividades e a população da freguesia, além de proporcionar o convívio, explica o presidente da Junta de Freguesia.
José Vieira manifesta a sua satisfação pela forma como decorreu esta iniciativa. "Correu bem", afirma. "Tentámos levar o que há na freguesia". À música aliou-se a cultura e o desporto proporcionando o II passeio de BTT em que participaram 117 ciclistas e o II Festival de água-pé, o que permitiu provar a água-pé e degustar petiscos e pratos tradicionais.
Paralelamente, a Junta de Freguesia expôs os vários trabalhos sobre o brasão da freguesia, resultado do concurso que a autarquia promoveu por ocasião dos 175 anos. Cartazes com fotografias, de obra feita, nas diversas localidades também estiveram em exposição bem como artesanato.
O folclore marcou a animação do domingo, com a realização do X Festival de Folclore, promovido pelo Rancho Folclórico de Pinheiro e Cabiçalva.
Para onde vai o dinheiro?
Os deputados Miguel Relvas, Mário Albuquerque, Vasco e Hermínio Loureiro, face à falta de resposta do Governo, solicitaram ao presidente a Assembleia da República para que este «diligencie junto do executivo para que, com carácter de urgência», forneça informações sobre as «transferências de verbas para as autarquias locais, ao abrigo de contratos-programa, auxílios financeiros, protocolos ou formas similares, no quadro da Lei do Orçamento do Estado para 2006».
Em causa está um requerimento que os deputados apresentaram, dia 22 de Junho, a vários ministérios e sobre o qual não obtiveram resposta.
Pretendiam então os deputados, saber quantos e quais os contratos-programa e outros auxílios financeiros que foram celebrados até agora com as autarquias; quais as verbas afectadas e com que autarquias, bem como os critérios de atribuição.
Num momento em que o Governo se prepara para apresentar uma proposta de lei sobre finanças locais que muito tem vindo a ser criticada, Relvas considera que a recusa do Governo em dar informações acerca da aplicação dos 200 milhões de euros destinados as referidos apoios a autarquias, «suscita sérias dúvidas de que o executivo pode pretender, neste quadro de fortes restrições orçamentais, utilizar tais verbas de forma selectiva» nas autarquias «que lhe sejam politicamente próximas».
Em causa está um requerimento que os deputados apresentaram, dia 22 de Junho, a vários ministérios e sobre o qual não obtiveram resposta.
Pretendiam então os deputados, saber quantos e quais os contratos-programa e outros auxílios financeiros que foram celebrados até agora com as autarquias; quais as verbas afectadas e com que autarquias, bem como os critérios de atribuição.
Num momento em que o Governo se prepara para apresentar uma proposta de lei sobre finanças locais que muito tem vindo a ser criticada, Relvas considera que a recusa do Governo em dar informações acerca da aplicação dos 200 milhões de euros destinados as referidos apoios a autarquias, «suscita sérias dúvidas de que o executivo pode pretender, neste quadro de fortes restrições orçamentais, utilizar tais verbas de forma selectiva» nas autarquias «que lhe sejam politicamente próximas».
Socialistas querem informação técnica antes de decidir sobre obras municipais
Os problemas que têm vindo a verificar-se nos projectos de obras da autarquia, suscitaram uma proposta que os vereadores socialistas apresentaram na reunião de Câmara da passada segunda-feira.
Os socialistas não entendem o porquê de receberem informação prévia sobre assuntos de pouca complexidade enquanto que os processos de obras são «muitas vezes apresentados de forma confusa e de difícil interpretação».
Embora reconhecendo «que não é praticável alargar o tempo dedicado a esse ponto da ordem de trabalho de modo a podermos estudar melhor cada um dos processos», consideram que «não é aceitável sermos semanalmente expostos ao risco duma qualquer decisão menos fundamentada ou até irregular».
Por isso e «no sentido de conferir maior rigor e segurança na nossa tomada de decisão vimos propor que, a partir desta reunião, os processos de obras apresentados à deliberação desta Câmara Municipal sejam suportados por uma breve sinopse técnica apresentada a todos os elementos da vereação juntamente com os outros documentos de suporte dos outros pontos da ordem de trabalhos».
Depois de discutida, a decisão sobre esta proposta foi remetida para próxima reunião.
Os socialistas não entendem o porquê de receberem informação prévia sobre assuntos de pouca complexidade enquanto que os processos de obras são «muitas vezes apresentados de forma confusa e de difícil interpretação».
Embora reconhecendo «que não é praticável alargar o tempo dedicado a esse ponto da ordem de trabalho de modo a podermos estudar melhor cada um dos processos», consideram que «não é aceitável sermos semanalmente expostos ao risco duma qualquer decisão menos fundamentada ou até irregular».
Por isso e «no sentido de conferir maior rigor e segurança na nossa tomada de decisão vimos propor que, a partir desta reunião, os processos de obras apresentados à deliberação desta Câmara Municipal sejam suportados por uma breve sinopse técnica apresentada a todos os elementos da vereação juntamente com os outros documentos de suporte dos outros pontos da ordem de trabalhos».
Depois de discutida, a decisão sobre esta proposta foi remetida para próxima reunião.
Aulas no centro de dia
A Câmara vai assinar, por mais um ano, um protocolo com a Associação do Centro de Dia da freguesia de Fátima para a utilização de uma sala, referente à cedência de espaço para a 3.ª sala da Escola do 1.º Ciclo do Ensino Básico de Boleiros, com efeitos a 01 de Setembro de 2005 e com validade para o ano lectivo 2005/2006 (renovável por períodos de um ano escolar).
Com a entrada em vigor deste protocolo, a Associação do Centro de Dia da Freguesia de Fátima é responsável pela cedência de instalações destinadas ao funcionamento da 3.ª sala da escola do 1º CEB de Boleiros, bem como pelo pagamento da água e da electricidade. Como contrapartida a Câmara Municipal de Ourém assume o compromisso de atribuir um subsídio mensal no valor de 150,00 euros para fazer face às despesas de manutenção de instalações.
Com a entrada em vigor deste protocolo, a Associação do Centro de Dia da Freguesia de Fátima é responsável pela cedência de instalações destinadas ao funcionamento da 3.ª sala da escola do 1º CEB de Boleiros, bem como pelo pagamento da água e da electricidade. Como contrapartida a Câmara Municipal de Ourém assume o compromisso de atribuir um subsídio mensal no valor de 150,00 euros para fazer face às despesas de manutenção de instalações.
Chícharos em Alvaiázere
No próximo fim-de-semana decorre no concelho de Alvaiázere o Festival do chícharo. No Mercado vão estar os pequenos produtores a vender, dar a provar e explicar como se produz com um puro cariz biológico estes produtos.
O Festival não se fica só pela "mesa" nas tasquinhas e restaurantes aderentes. Tem um vasto programa cultural em que se destaca a presença da Brigada Vítor Jara, Diabo a Sete, Teatro ao Largo, Tocadores de Pedrinhas do Alandroal, entre outros, a par de passeios de burro e carroça, oficinas, animação, fantoches, 13 exposições um colóquio, artesanato ao vivo, entre muitas mais actividades gratuitas.
Durante os 4 dias vai ser possível participar sempre gratuitamente em provas de produtos regionais, lançamento de livros, oficinas, animação de rua, visitas guiadas em jeep, passeios nas ruas da vila, em burro e em carroça, e ainda visitar e contactar os produtores locais no Mercado, ver 10 Exposições em vários locais da vila, artesanato ao vivo, um mercado do Livro e a Feira com a presença de associações e artesãos.
O Festival não se fica só pela "mesa" nas tasquinhas e restaurantes aderentes. Tem um vasto programa cultural em que se destaca a presença da Brigada Vítor Jara, Diabo a Sete, Teatro ao Largo, Tocadores de Pedrinhas do Alandroal, entre outros, a par de passeios de burro e carroça, oficinas, animação, fantoches, 13 exposições um colóquio, artesanato ao vivo, entre muitas mais actividades gratuitas.
Durante os 4 dias vai ser possível participar sempre gratuitamente em provas de produtos regionais, lançamento de livros, oficinas, animação de rua, visitas guiadas em jeep, passeios nas ruas da vila, em burro e em carroça, e ainda visitar e contactar os produtores locais no Mercado, ver 10 Exposições em vários locais da vila, artesanato ao vivo, um mercado do Livro e a Feira com a presença de associações e artesãos.
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