09 novembro 2006

Homenagem ao Maestro envolta em criticas à Banda



A ideia partiu de um grupo de mães de alunos da Academia de Música Banda de Ourém que organizaram, na passada sexta-feira, um jantar de homenagem ao maestro Mortágua, no restaurante Ponto de Encontro e a que compareceu cerca de uma centena de pessoas.
Raquel Ferreira, Isabel Vieira, Maria Silva e Ana Silva, afirmam ter esperado que a Academia tivesse tomada a iniciativa de ter avançado com um jantar de despedida mas, afirmam, como tal não sucedeu, decidiram avançar.
A motivação para esta homenagem, dizem ser «a dedicação do maestro aos jovens de Ourém», e recordam que «foi ele que deu início à banda de Ourém. Apontam a «paciência» e o «carinho» que o maestro sempre terá dedicado «às crianças», entregando-se «de corpo e alma ao que fazia». Acrescentam que «ele sozinho dava conta do recado» e que «agora estão lá vários e a desorganização parece ser grande», de acordo com «os lamentos dos miúdos».
Por isso, estas mães, lamentam que a Academia tenha «mandado embora» o maestro, «sem lhe fazer uma homenagem» que, «como oureenses», não quiseram deixar de lhe prestar. Acusam a direcção dizendo que lhe «ficou mal mandar embora o maestro sem comunicar aos pais e restantes membros da banda».
Quanto ao maestro, afirma uma «alegria enorme» que «excedeu as minhas expectativas». Isto porque, afirma, pensava tratar-se de um jantar com menos gente e diz que também não contava com a presença institucional da Câmara, Assembleia Municipal e Junta de Freguesia.
Os presidentes destes três órgãos afirmaram estar ali «para agradecer o trabalho desenvolvido pelo maestro» ao longo de todos os anos, tendo ajudado, assim, «a nossa juventude a criar o gosto pela música. Para Deolinda Simões, «se hoje há boas escolas de música em Ourém, isso acontece porque um dia houve quem incutiu nos jovens o gosto pela música e o maestro Mortágua foi uma dessas pessoas».
O maestro afirma-se comovido com esta iniciativa de pais, dizendo que ela competiria à própria Banda que «não está aqui» afirma, acrescentando que «também não faz falta», deixando evidente o mau-estar existente. Isso mesmo é confirmado logo a seguir com o maestro a referir a «muita mágoa pela forma como fui empurrado da Academia de Música. Fui posto fora de casa», afirma, «por excesso de zelo», diz. A razão que lhe terá sido apresentada prendia-se com a aposta na renovação e o maestro entendeu-o como um modo de lhe dizer «estás velho, vai-te embora». Mas considera que «ainda tinha muito para dar à Banda» e afirma que a atitude da direcção terá sido «um golpe também para os jovens, a quem foi difícil aceitar o modo como as coisas correram».
O maestro vai mais longe e diz que, embora reconhecendo o poder da direcção para tomar a decisão de o destituir, «julgo que se devia ocultar o grupo de trabalho e nada disto foi feito. Suponham que a maioria ou até todos os executantes tomavam a atitude que alguns dos mais velhos tomaram e demitiam-se. Ou a Banda acabava ou a direcção teria de se demitir…» e, acrescenta «sem querer ser amigo da onça, gostava que isto acontecesse». Porque, afirma, «seria uma lição para quem toma decisões destas».
Em relação à entrega dos instrumentos por parte de alguns executantes, quando confrontado com o facto destes terem acabado por regressar, o maestro diz que tal só sucedeu «porque o senhor presidente andou atrás deles e, após muitos pedidos, e porque gostam muito de música, voltaram».
Diz ainda que não entende esta atitude porque «tudo estava a correr bem e a banda tinha prestígio». A única razão que afirma encontrar para o seu afastamento «é a má formação das pessoas que falam com mau modo e de forma arrogante, quer para mim quer para os miúdos», acusa, referindo-se ao presidente da colectividade, a quem aponta o dedo dizendo que mesmo «sem conhecimentos de música, a direcção queria escolher os temas e a situação foi-se deteriorando».
Para Ourém, o maestro deixa a mensagem de que «as pessoas de Ourém são maravilhosas. Aqui encontrei uma juventude que, sem ser diferente das outras, para mim não há igual. E sinto que todos gostam de mim». Considera ainda que «o grupo de trabalho estava a funcionar bem. Só quem não gostava do maestro era a direcção, em particular o seu presidente».
Por isso afirma desejar que «a música continue a prestigiar o concelho de Ourém», já que «não gostaria de ouvir dizer que as coisas morrem porque há aqui muito trabalho, de muitos anos».
Defende, por isso, a necessidade de maior envolvimento dos sócios, sobretudo em períodos eleitorais porque, diz, quando é chegado o momento de eleger, «são sempre os mesmos que se auto-substituem e que acabam por vir depois a tomar decisões sem ouvir o grupo de trabalho» e deixa o apelo «par que todos os sócios se empenhem mais na vida das colectividades e saibam dizer não a determinado tipo de situações, para bem do bom funcionamento de um grupo de trabalho dentro de uma colectividade. É que, conclui, «o inimigo do aperfeiçoamento, do sucesso, do bom nome de uma terra e da sua gente, é o comodismo».
Face às acusações directas à direcção da associação em geral e ao seu presidente em particular, o Notícias de Ourém ouviu Avelino Subtil eu começou por dizer que «há questões que a direcção prefere deixar passar para não ter que discutir em público questiúnculas privadas».
No entanto esclarece que «a direcção presta contas dos seus actos aos seus associados em assembleia geral e não aos pais em particular». E no que toca ao funcionamento interno, diz que «cada grupo, nos termos do regulamento interno, elege um representante que é ouvido em reunião de direcção, o que aconteceu neste caso também».
Sem por em causa o trabalho desenvolvido pelo maestro Mortágua ao longo dos anos, Subtil considera a evolução dos tempos para dizer «ele teve um trabalho positivo e meritório mas as coisas mudam, evoluem, e a formação hoje tem outras exigências. Este ano havia alterações maiores devido aos novos horários escolares». Por isso, afirma, «falámos com o maestro, explicando-lhe que face à concorrência que hoje existe, há que adequar a oferta, acompanhando os tempos». Diz que «propusemos-lhe sir de forma honrosa, com uma festa de homenagem», mas «ele não aceitou».
Avelino Subtil não aceita que se diga ter-se tratado de uma posição pessoal e considera isso como um insulto para os restantes elementos da direcção como se «eles fossem pessoas incapazes de tomar decisões». O presidente da colectividade diz que de facto a situação havia sido devidamente discutida e a decisão assumida por todos mas sempre de forma cuidadosa face ao melindre de que se revestia. Segundo Subtil, o maestro não entendia a nova realidade e a necessidade de «dar um salto» do ponto de vista formativo. E diz que a partir do momento em que o maestro recusa sair de forma airosa, com homenagem, «havia que tomar uma atitude». E se há mágoa por parte do maestro face a esta atitude, também a há por parte da direcção que não entende que, na véspera do dia em que lhe ia ser feito o pagamento, o maestro se tenha dirigido à Banda e« com a sua chave, escolheu e levou o material que quis», o que considera «um abuso de confiança». Diz ainda o presidente da colectividade que «não fica bem a alguém que é pago para fazer um serviço, desafiar os executantes a abandonarem a associação e vir falar em prepotência».
Quanto a intromissões na escolha de reportório, Avelino Subtil garante que apenas uma vez terá havido um desaguisado, aquando da gravação do CD comemorativo dos 75 anos da Banda. Explica que este CD contava com participação dos cinco grupos da Academia, sendo que a cada um foram atribuídos 12 minutos no CD. Assim foi pedido aos maestros que escolhessem temas tendo em conta o tempo de que dispunham. Só o maestro Mortágua terá dito que o tempo não lhe chegava para a peça que queria gravar e que se não lhe dessem mais se limitaria a gravar uma marcha.
Subtil diz que acabou por haver negociações e apesar da direcção ainda ter posto a hipótese de lhe impor reportório, as coisas acabaram por se resolver a contento do maestro Mortágua mas para tal houve outros grupos que saíram prejudicados e ficaram com menos tempo de gravação. E apesar de ter cedido, Avelino Subtil fez saber ao maestro que a direcção não gostou que tal imposição tivesse sido feita, até porque, afirma, «é preciso ter espírito de abertura e saber reconhecer também o trabalho dos outros».

"Apontamentos para monstroários"

"Não trocamos as nossas tradições (o "dia do bolinho", o "dia de S. Martinho"…) por umas "coisas importadas" que metem abóboras e bruxas. Preferimos os nossos fantasmas e os nossos monstros.
Essa também é (será?) a opinião do sr. constantino corbain (heterónimo do "nosso" sr. Sérgio Faria), que resolveu publicar uns apontamentos para monstroários" que serão apresentado ao público a 11 de Novembro, pelas 17h, na Som da Tinta.

"Meta a menina para dentro" no Castelo

O Grupo de Teatro Apollo leva a cena amanhã, 11 de Novembro a peça de teatro "Meta a menina para dentro". O espectáculo tem a duração de 90 minutos divididos em duas partes com almoço no intervalo. Às 18h06 na Sala do Torreão, no Castelo. O bilhete custa cinco euros e inclui jantar volante. Pode ser adquirido antes,, no próprio local ou reservando na Divisão de Educação Desporto e Cultura. O espectáculo repete-se a 18 e 25 de Novembro. No dia 12 de Novembro, o grupo estará em Carregueiros, Tomar, com a peça "Leandro, Rei de Helíria", no âmbito de um Festival de Teatro, às 21h.
Blog
Desde o início de Novembro que o Grupo de teatro Apollo, de Peras Ruivas tem um blog. Em http://gteatroapollo.blogspot.com, o visitante poderá encontrar todas as novidades de agenda deste grupo de teatro, os espectáculos bem como notas sobre o grupo, os elementos que o compõem e outras novidades.

Fundação Dr. Agostinho Albano de Almeida: 3ª Idade em acção

A Fundação Dr. Agostinho Albano de Almeida, Instituição Particular de Solidariedade Social, com sede em Ourém, continua a pôr em marcha o projecto que visa a animação e o enriquecimento cultural e recreativo dos idosos, promovendo e realizando actividades variadas dentro e fora de portas.
Em Junho, utentes participaram num convívio à moda antiga na Mata Municipal de Ourém, junto à Escola Secundária, celebrando o Dia Mundial do Ambiente. Não faltou a merenda ao jeito de outros tempos, revivendo-se bons hábitos e costumes e matando-se um pouco as saudades de outrora. Ainda nesse mês, teve lugar a Colónia de Férias no Pedrógão, onde houve oportunidade para apanhar os ares retemperantes do mar, num ambiente diferente do habitual.
Os Santos Populares também não foram esquecidos e não faltou a popular cantora Lélita que animou a festa. Cumpriu-se a tradição com sardinha na broa e vinho da terra a acompanhar. Estas festividades registaram um excelente intercâmbio entre gerações, com os menos novos a conviverem com as crianças da Casa Dr. Alves, lar de crianças também gerido pela Fundação.
No mês seguinte, foi a área envolvente do Castelo de Ourém a receber mais um convívio. Do alto do morro, as vistas perdiam-se com a beleza da paisagem e o difícil foi mesmo o ter de regressar à base. A Administração está já a trabalhar numa outra visita, tal foi o sucesso da iniciativa.
Em Agosto, organizou-se uma viagem cheia de entusiasmo. É que muitos dos idosos só conheciam da televisão e da rádio os hipermercados. Cheios de vontade, aí foram eles conhecer com os próprios olhos uma grande superfície comercial, na circunstância, o Continente de Leiria. A diferença para a pequena mercearia a que estavam habituados, que não tinha sequer máquina registadora, era realmente abismal e foi uma oportunidade simples mas muito eficaz de contactarem com um mundo novo repleto de novidades.
Em Setembro, o Agroal fez parte da rota de actividades. Muitos nunca tinham visitado o local e quiseram mesmo molhar os pés nas águas com propriedades curandeiras de que tinham ouvido falar ao longo dos anos.
Já no final do mês, registou-se a participação no Dia do Idoso, actividade promovida pela Câmara Municipal.
O Conselho de Administração da Fundação aproveita a oportunidade para agradecer à empresa Aquino & Rodrigues a colaboração com a cedência de chapéus bem vistosos que permitem aos monitores e funcionárias identificar mais facilmente os participantes nos vários eventos exteriores.

Casos de polícia

A 30 de Outubro, um incêndio num veículo pesado, tractor, em Nossa Senhora de Misericórdias provocou danos materiais.
Uma colisão em Freixianda, entre dois ligeiros, provocou dois feridos leves.
Uma pessoa ficou ferida na sequência de um despiste de veículo ligeiro, em Atouguia, a 1 de Novembro. Uma pessoa ficou também ferida num acidente, no Cercal, depois da colisão entre um veículo ligeiro e um velocípede sem motor (bicicleta). No choque entre dois ligeiros, em Fátima, resultaram danos materiais.
Em Fátima, uma pessoa ficou levemente ferida, a 2 de Novembro, na sequência de um despiste de um ciclomotor em Fátima.
A 3 de Novembro, um despiste de um motociclo em Nossa Senhora da Piedade provocou um ferido leve. Em Espite, um choque entre um veículo ligeiro e um tractor agrícola provocou danos.
O atropelamento de um animal em Atouguia, a 4 de Novembro, provocou danos no automóvel. Um despiste em Fátima, de um ligeiro culminou em danos materiais. A 5 de Novembro, uma colisão entre dois ligeiros, em Caxarias, provocou três feridos leves.

FÁTIMA
Em 03NOV2006, apresentado indivíduo de 36 anos de idade por segurança de estaleiro de obras de construção civil por ter agredido outro, que lhe provocou cortes num braço e na anca, com objecto cortante de lâminas. O indivíduo ferido foi assistido no local e conduzido para o Hospital distrital de Leiria, desconhecendo-se o seu estado actual.

02 novembro 2006

Crianças fazem bolinho com avós

Mãos na massa, farinha já na cara e os 55 miúdos da escola do primeiro ciclo do ensino básico de Atouguia estiveram a fazer bolinhos, na manhã de 30 de Outubro.
O Miguel, e o Cristiano eram os primeiros da fila de dois, no primeiro grupo, de 18, que foram a casa da dona Ermelinda. No forno já estava a primeira fornada de bolos.
À saída da escola, a dona Rosa, uma dos cinco idosos que acompanhou o grupo, comentava: "Isto é bonito". É "bonito de ver" como se faz, repetia enquanto acrescentava que "eles não querem bolinho, querem dinheiro".
Os bolos iam ganhando cor no forno da dona Ermelinda, de 70 anos, ajudada por uma voluntária e uma funcionária do Centro de dia. Noz, frutos secos, aguardante e a massa bem amassada fazem parte do segredo dos bolos que levam por cima gema de ovo e uma pitadinha de acuçar.
Durante o dia foram cozidos 55 quilos de massa que, transformados em bolinhos foram depois entregues aos idosos, às crianças da escola, às entidades locais como a junta de freguesia e a farmácia local.
Também a dona Ermelinda diz que hoje "dá-se mais dinheiro". Para o bolinho, juntam-se os casais amigos, conhecidos que provam e vão buscar o bolinho.
Esta iniciativa que junta meninos e idosos do centro de dia já vem de há alguns anos. A professora, Piedade Frazão salienta que este é mais um dos momentos em que os meninos da escola se juntam com os mais velhos. No caso do bolinho, já chegou a ser cozido no forno do fogão da escola mas depois, foi aproveitada a oportunidade para fazer com a associação. Depois de estarem com "a mão na massa", os meninos voltaram para a sala de aula onde a temática dos trabalhos foi "o Dia do bolinho".

Deputado padrinho conhece problemas da população

O deputado do CDS-PP, José Paulo Carvalho visitou o concelho de Ourém para ouvir as populações e seus problemas. Numa visita em que esteve acompanhado pelo secretário-geral do partido, Martim Borges de Freitas tiveram oportunidade de reunir com os responsáveis da Sociedade de Reabilitação Urbana e conhecer o problema da população de Caxarias e que diz respeito às barreiras de supressão de som e passagem para peões na linha da REFER.
"Vou dar encaminhamento", diz o deputado referindo-se às 760 assinaturas conseguidas num baixo assinado que a população de Caxarias conseguiu. Este número de assinaturas "significa que o problema tem grande relevância", refere. O deputado deverá apresentar requerimentos junto das autoridades competentes".
Na reunião com a SRU, o deputado ficou a par do trabalho desenvolvido e dos projectos da mesma sociedade.
"Fátima tem desafio pela frente" e este é "de transformar Fátima num pólo de atracção turístico completo". O que significa fazer com que aqueles que visitam o Santuário permaneçam mais tempo no concelho e visitem outros locais como o castelo de Ourém que "tem uma potencialidade turística fantástica".
Em 2009, "em Ourém, o CDS pode voltar a ser poder nas próximas autárquicas. Não tenho dúvidas", afirmou Martim Borges de Freitas perante duas dezenas de militantes e simpatizantes.
O secretário do CDS considera que é preciso começar já a preparar as próximas autárquicas. No caso de Ourém, um vereador "seria importante". "Se este trabalho for estruturado, o CDS terá um vereador aqui".
E a nível distrital "perdemos um deputado e não vejo razões para não ter" nas próximas legislativas.
José Paulo Carvalho veio a Ourém como deputado padrinho do distrito de Santarém, numa "lógica de desenvolver políticas de proximidade". "É fundamental que estejamos a par de tudo porque onde estão os problemas das populações, é onde nós devemos estar a dar respostas", frisou.
Também a vereadora do CDS-PP na Câmara de Leiria, Isabel Gonçalves, bem como a responsável da concelhia do CDS, Sandra Nunes manifestaram a disponibilidade para estar e ouvir as populações.
Foi apresentado o blog da concelhia de Ourém, em www.cds-ourem. blogspot.com que terá notícias, actualização permanente sendo também um espaço de diálogo com os militantes e simpatizantes.

Atlético em Balanço

Como está a correr este ano a época ao Atlético?
Para aquilo que tínhamos projectado, está a decorrer dentro da normalidade. O único senão foi o jogo em casa com o Mação. A nossa ideia era ganhar todos os jogos em casa, no entanto já cá perdemos 4 pontos. Tirando isso está tudo dentro das linhas que tínhamos pensado.
Quais são essas linhas? Ficar nos 6 primeiros lugares?
É ficar nos 6 primeiros nesta 1.ª fase e depois na 2.ª fase, com a 1.ª divisão assegurada, tentar o melhor possível.
Subir está fora de hipótese?
Isso não! Isso só para loucos! A terceira divisão é completamente diferente. A cidade, a indústria e tudo o que poderá dar apoio não gere verbas suficientes para investir no futebol e assim é impossível. O objectivo deste ano é ficar na 1.ª divisão porque é sempre uma boa panorâmica que dá e alguma visibilidade ao clube. Só há uma série de anos é que estivemos dois anos seguidos na 1.ª divisão e era bom que nos conseguíssemos manter.
A prioridade são as infra-estruturas. Estamos à espera que saia a parte do apoio financeiro para continuar na construção do balneário de apoio ao campo de futebol de 7.
Nesse balneário vamos construir um 1.º andar que irá ter 1 auditório, 1 ginásio de manutenção e outro de recuperação. Hoje é imprescindível, e a nível distrital não temos nada.
Essas infra-estruturas irão ficar somente ao serviço do clube ou vão abrir a outros clubes?
A ideia é abrirmos a outros clubes. O massagista do clube e uma pessoa de Leiria estão disponíveis a aceder a esse projecto, que passa por darmos apoio a outras colectividades envolventes, não só do concelho de Ourém. Quem quiser usufruir daquele espaço terá que pagar o aluguer. Neste momento recorremos a um pessoa em Fátima que leva muito dinheiro por cada tratamento. A fazermos um protocolo com a pessoa que lá vai trabalhar, é evidente que essa pessoa irá dar apoio a todas as camadas do clube, das pessoas fora do clube irá ele receber o dinheiro que entender de forma a compensar o usufruto que dá ao clube. Neste momento estamos com um universo de cerca de 300 atletas o que é muita gente.
Quantas equipas praticantes o clube tem?
Neste momento são onze: 2 de escolas, 2 de infantis, 2 de iniciados, 1 de juvenis, 1 de juniores, 1 de seniores, 1 de veteranos e 1 de futebol feminino, sendo que de futebol feminino tem elementos suficientes para fazer duas equipas.
Quando começa a competição do futebol feminino?
Começa já a 11 de Novembro. O crescimento que houve da época passada para esta, foi a introdução de uma equipa das escolas (Escola B) que são os mais novinhos, uma segunda equipa de iniciados e é uma equipa feminina. Passámos de 8 equipas para 11.
Só em deslocações exige muita ginástica.
Muita. É um malabarismo, tem que haver colaboração dos pais que é fundamental neste capítulo. Por exemplo a segunda equipa de iniciados entra em competição com o compromisso dos pais colaborarem activamente.
Quantas carrinhas o clube possui?
Temos 3 carrinhas e 1 carro: O carro serve para os seniores virem de Leiria, outra carrinha está com os atletas de Mira de Aire e Fátima, as outras duas servem as camadas jovens. Há fins-de-semana em que vão 3 equipas ao domingo de manhã jogar fora.
Como é que resolvem esse problema?
Temos utilizado as carrinhas da APDAF e do Jardim Infantil.
Quanto é que o clube gasta mensalmente com as deslocações?
Na época anterior só em gasóleo gastávamos em média 500 Euros, este ano, no primeiro mês, passou para 650.
Em relação aos apoios, referenciou que no nosso concelho os apoios por parte das empresas são escassos. E a nível do poder autárquico, está satisfeito?
Satisfeito, nunca se pode estar. Sabemos das dificuldades que a autarquia atravessa, assim como todas as autarquias a nível nacional. Agora, olhando para o universo de atletas que temos e o de outras associações do concelho, estamos a ser mal vistos. Existe a argumentação por parte da autarquia de não nos dar os mesmos valores que dá a outras instituições o facto de terem investido no campo.
Portanto, não concorda com os critérios de avaliação?
Os critérios de avaliação não serão os mais ajustados. Porque se analisarmos, o que gastaram no Campo da Caridade, gastaram no campo de Vilar dos Prazeres. Nós, com a mesma verba que foi dada ao Vilarense e que foi dada ao Atlético, conseguimos fazer um segundo campo de futebol, neste caso futebol de 7.
Qual foi o valor dessa verba?
400 mil euros para investirmos no campo de futebol de 11 e nós fizemos também o de futebol de 7 para a formação e iniciamos a construção dos balneários. Houve uma grande ajuda da Tecnorém, mas houve também um grande malabarismo em termos de conseguirmos materiais de construção, mão-de-obra de algumas empresas da construção civil do concelho…
Houve também a campanha de venda do metro quadrado…
Sim, mas ficou um pouco aquém daquilo que se esperava. Alguns pensavam que aquilo se vendia que nem água, mas só não foram os primeiros a abandonar, porque nem sequer entraram! Portanto, deu uma grande ajuda para a época passada, sem dúvida nenhuma, porque nos 3 anos que estou à frente do clube, adquiriram-se duas carrinhas novas…
A Junta de Freguesia tem colaborado com alguma coisa?
A Junta de Freguesia colabora naquilo que pode. Penso que poderia colaborar muito mais, mas cada um é que sabe da sua casa. Houve um compromisso do actual presidente em oferecer um equipamento e depois voltou com a palavra atrás. Ou não sabia a realidade da Junta ou então deu o dito por não dito. Agora, o que é necessário em termos de máquinas ou de homens para ajudar nalguma coisa, têm estado sempre dispostos a ajudar e a colaborar, isso é um facto.
A vertente económica é que é mais complicado, dão-nos um apoio de mil euros.
É notório que, com esta direcção, assim como a anterior que no fundo são praticamente as mesmas pessoas, houve uma grande melhoria nas infra-estruturas do clube assim como no equipamento de apoio.
Foi o primeiro grande objectivo ou foi o saneamento das contas?
Em relação às contas do clube, não era muito o valor que estava em dívida. Havia questões bastante atrasadas, que nunca foram resolvidas, resolveu-se com permutas, compromissos de logo que possível saldar as dívidas (neste momento estão todas saldadas), adquiriu-se uma segunda carrinha numa base de confiança do concessionário. Neste momento, ainda só pagamos as jantes e os pneus! Não há papéis assinados a comprometer quem quer que seja, mas há a palavra e sempre a ser cumprido. Deram-nos dois anos para pagar o carro.
A curto prazo o objectivo é comprarmos um mini autocarro e já estamos a trabalhar nesse sentido, só que neste momento devido à minha situação profissional, fui obrigado a abrandar um pouco e as coisas estão a entrar um pouco em derrapagem. Houve assuntos em que declinei nalgumas pessoas, mas as coisas não se estão a resolver e em termos financeiros estamos com um sufoco muito grande, porque também chegou a altura das inscrições dos atletas na associação…
A inscrição de atletas na formação também tem custos?
Também tem, além disso, todos os nossos treinadores têm curso de treinador que foi uma exigência nossa, que tivessem o curso ou que fossem professores de Educação Física e são remunerados para esse efeito. Nos jogos em casa, estamos a procurar ter sempre presente uma pessoa para dar apoio de massagista, o que não abunda aqui no concelho e temos pessoas com formação na área da enfermagem a quem estamos a pagar e tudo isto são muitos custos. Temos miúdos desde a zona da Atouguia até para lá da Ribeira do Fárrio, o que é uma distância muito grande.
Para acarretar com todas estas despesas, têm que recorrer à organização de festas e de outros eventos.
Têm alguma actividade agendada neste momento?
Temos agendado para este sábado dia 4 de Novembro uma Noite de Fados no salão ao lado da Capela do Alqueidão. Para essa noite temos um bom elenco em termos de fadistas. São indivíduos que andam na noite do fado em Lisboa, são 2 homens e 2 mulheres. Vamos tentar com eventos desta natureza conseguir fundos para as despesas. Dentro de uma semana vamos começar a vender umas rifas a favor da compra de uma carrinha, que neste caso será para ajudar a liquidar a que temos. Dividindo as rifas por todos os atletas do clube e alguns directores e havendo a responsabilidade de terem que vender os blocos que lhes damos, penso que será fácil venderem-se. Sabemos perfeitamente que a actual conjuntura económica é deveras má.
Não têm tido apoio das empresas do concelho?
As empresas estão todas a cortar as despesas e tentar prorrogar as despesas o mais possível. Já devia ter entrado dinheiro relativo a publicidade da época passada e não entrou o que torna as coisas ainda mais complicadas.
Quando referiu que por motivos profissionais teve que abrandar um pouco a dedicação ao clube, as coisas entraram um pouco em derrapagem. Quer dizer que o trabalho em equipa não está a funcionar?
Neste caso não está porque o clube vive da carolice de 2 ou 3 pessoas, há outras que colaboram dentro das suas possibilidades, mas é muito pouco o tempo que dão em prol do clube. Outros estão ali quase como uma forma decorativa! Algumas pessoas que pertencem à direcção, e que deviam procurar arranjar algum dinheiro, não vão e as coisas não funcionam se não for a trabalhar em equipa. Já distribuímos algumas tarefas mas depois quem acaba por ter que fazer as coisas sou eu, e o tempo é pouco.
Isso revela algum cansaço. É o último mandato?
Iniciei um projecto do qual já se concluiu a primeira fase, que era a colocação do relvado sintético e a melhoria das condições de trabalho. Há uma segunda fase que é a conclusão das obras dos balneários do campo de 7 e dos ginásios de recuperação e outro de manutenção onde todas as pessoas possam queimar algumas calorias e aliviar o stress do dia a dia…
Quer dizer que só no fim dessas obras concluídas, é que pensa se vai ou não continuar à frente da direcção?
O mandato acaba em Junho do próximo ano, há aí outro projecto para arrancar (e já se está a trabalhar nele), e que consta da recuperação dos balneários antigos com a construção de um 1.º andar onde irá ter uma lavandaria. Contamos apresentar o projecto até Março do ano que vem, para concorrer a umas verbas do IDP.
As instalações são vossas?
As instalações não são nossas, mas para nos podermos candidatar a esse projecto era necessário termos o compromisso da Câmara (porque são os donos daquela área), em nos cederem as instalações por um período de pelo menos 20 anos e nós temos a promessa do Presidente da Câmara que disse que não havia problema nenhum, tanto que a parte de dinheiros e candidaturas para a construção do complexo desportivo no Carregal está completamente posto de parte. Na minha opinião não é nos próximos 10 anos que se faça lá alguma coisa a não ser movimento de terras. Portanto, nós estamos numa zona envolvente bastante engraçada.
Ou seja, a Câmara comprou o terreno e cedeu-o ao Atlético?
Sim, até que eles venham a ter outras instalações aquilo é nosso. A manutenção da área envolvente fica ao encargo da Câmara, assim como o custo de electricidade, etc. somos nós que pagamos, isso fará parte de um protocolo que ainda não foi assinado.
O património do clube, além do campo que é cedido pela câmara, é a sede?
É a sede que funciona na Rua António Pereira Afonso com uma boa área: duas lojas e uma cave ampla. Em relação ao campo, posso dizer que só saímos dali quando a Câmara nos arranjar outro espaço condigno e equiparado ao espaço que lá temos, porque as obras que lá se fizeram e o Presidente da Câmara diz que com o dinheiro que nos deu fizemos uma coisa que se fosse a Câmara a fazer não conseguiam… é evidente que há ali muita coisa oferecida por muita gente e carolice de várias pessoas.
Fizemos uma coisa que no estádio de Fátima não fizeram. pusemos um som fixo que não é alugado para os jogos conforme o Desportivo de Fátima tem que fazer. Ou seja, foi uma coisa feita com cabeça, tronco e membros. Há ali muito dinheiro nosso investido e a Câmara também já disse que não nos vai ressarcir aqueles valores, portanto quando sairmos dali têm que nos dar um espaço com as mesmas condições. Como eu vejo que não é nestes próximos anos que isso vai acontecer, o ideal é tentar-se investir ali a pensar num futuro a médio prazo, porque se fosse a longo prazo o que tinha sido bem feito era ter demolido aquelas bancadas e construir-se umas como deve ser.
Quais são as fontes de receita do clube?
A publicidade, o bar é muito pouco, a bilheteira está a dar para as despesas do jogo sem contar com a taxa do jogo que é muito grande.
E a loja?
Zero! As pessoas que continuam a ir ao futebol, por muito que me custa dizer, são as mesmas que iam antigamente. Vão mais meia dúzia do que iam.
E a formação?
A formação paga os custos que temos com ela e paga a luz.
Em relação à quotização dos sócios. As pessoas têm aderido?
A quotização tem sido muito pouco. Temos cerca de 1300 sócios, mas não temos mais de 400 que pagam as quotas, o que é muito pouco para o número de habitantes que Ourém tem. Agora, tudo isso nós sabemos que passa pelas pessoas que estão à frente dessa área e no incremento que dão. Ando há dois anos para fazer uma coisa mas sem ninguém que me ajude, é humanamente impossível. Trata-se de se passar por uma reestruturação em termos de numeração dos sócios, eliminarem-se aqueles que já faleceram, outros que desistiram, outros que mudaram de terra e deixaram de pagar e actualizar a numeração de associado e actualizar também o valor das quotas, porque 10 euros anuais sobra pouco mais que o custo do cartão de sócio.
A Câmara tem dito que é difícil acudir a todas as solicitações das associações e colectividades do concelho por serem muitas. Viria com bons olhos, uma possível junção do Atlético com outras colectividades da freguesia como o Juventude Ouriense, Alqueidão, Pinheiro, etc.?
Eu veria com bons olhos, mas é um bocado complicado…
Por outras palavras, dois clubes como o Atlético e o Juventude Ouriense "cabem" numa cidade como Ourém?
Muito sinceramente tanto o Juventude como o Atlético estão os dois bem dentro da cidade e acho devia de continuar assim, porque nós não sabemos se formos os dois pedir à mesma pessoa, se ele "divide o mal pelas aldeias" ou se formos só um, se ele daria o mesmo que dava aos dois.
Se alguma vez houvesse uma junção entre o Atlético e o Juventude, penso que seria benéfico, mas com alguma autonomia em termos de gestão de cada modalidade. Por exemplo, o Juventude tem a natação, o Atlético só está na área da formação enquanto que o Juventude além da formação tem a competição, aí seria uma grande vantagem para ambos.
Não sei qual será a vontade dos associados de ambas as colectividade.
Acha que, para resolver esse problema do excesso de colectividades, a iniciativa teria que vir do poder autárquico?
Outros clubes que estão aqui na freguesia e noutras freguesias vizinhas, por exemplo o Vilarense que é um clube que só tem duas equipas (seniores e juvenis por ser a condição necessária para estarem na 1.ª divisão), têm muita dificuldade em encontrar miúdos para constituir essas equipas. O Atlético sempre trabalhou na formação e cada vez trabalha melhor…
Um sinal disso mesmo foi a recente chamada de um jogador da formação do Atlético à selecção nacional sub-16 e depois a sua contratação para o Sporting. As contrapartidas para o Atlético foram boas?
As contrapartidas foram as possíveis, poderia ter sido mais, mas o jogador está numa instituição de solidariedade e sabíamos que iria morar para Lisboa. Foi para um clube que trabalha muito bem na área da formação e na parte humana, onde o Benfica trabalha muito mal.
Ainda dentro da formação, algum júnior da época passada passou a integrar o plantel sénior do Atlético desta época?
Subiram quatro mas enquanto que dois têm feito parte do grupo de trabalho os outros dois, um pelos estudos e outro por lesão ainda não participaram este ano.
Qual é o orçamento global do Atlético para este ano?
O orçamento total do clube é de cerca de cem mil euros.
Desse valor, quanto é o do futebol sénior?
No início apontamos para 20 mil euros, mas é mais um bocado. Não contamos algumas coisas que foram um pouco inflacionadas, mas é de cerca de 25 mil euros.
Esse valor está muito aquém dos vossos adversários.
Sim, de longe. É dos mais baixos da 1.ª distrital.
Os resultados são muito positivos olhando para o vosso orçamento.
Sim, se os resultados forem melhores vai aumentar estes valores porque nós temos o prémio de jogo que é condicionado em função dos resultados. As receitas também subirão o que é normal. Em termos de patrocinadores, não consigo manobrar mais, com este prolongar da minha actividade profissional.
O salto foi muito grande, quem não vai à Caridade há dois anos nota uma diferença abismal.
Com as condições que foram oferecidas tem vindo muita gente de fora para aqui, só que a massa humana para ajudar não acompanhou o crescimento.
Existe parcerias com outros clubes que estão em divisões acima do Atlético, como o Desportivo de Fátima ou o União de Leiria?
Não. Jogadores que subiram a seniores e que não fazem parte do nosso plantel, indicamos para jogarem noutros clubes, nós teríamos a opção de jogarem ou não as duas primeiras épocas e abdicamos disso. Estão a jogar em clubes como o Caxarias e Seiça.
Mas não acha que poderia haver uma parceria com um clube de divisão superior?
É um pouco complicado porque, por exemplo, um clube que está à frente de nós, por ter uma equipa no nacional, é o Fátima. Na área da formação nós trabalhamos melhor do que eles. Temos muito mais miúdos, embora quantidade não seja sinónimo de qualidade, mas eles para virem é porque alguma coisa tem de melhor. Pelo menos não andamos como o Fátima anda com a casa às costas. Hoje estão a utilizar mais o Estádio João Paulo II, mas de qualquer maneira utilizam o campo de S. Mamede ou de Vale Porto. Nesse capítulo vamos uns furos bem acima deles.
Na época passada, nos infantis estavam a trabalhar bem, fomos campeões de infantis de 2.º nível. Esta equipa, por muito pouco não passou ao nível 1.

Foi como um rio...

As cheias que na semana passada assolaram o país também não pouparam Ourém.
Na noite de terça para quarta-feira viveram-se alguns momentos complicados no concelho em geral e nas cidades em particular. Nesta, a lagoa de Seiça saltou do seu leito, nalguns casos criando desvios e levando na sua torrente tudo o que encontrava pela frente. Na avenida dos bombeiros, por exemplo, a força das águas rebentou com uma tampa de esgotos, saltando para a rua e abrindo um enorme buraco onde cairia, mesmo, um carro de bombeiros que havia vindo de Torres Novas para ajudar Ourém. Várias casas particulares ficaram alagadas, caíram muros e a corrente levou consigo estaleiros de obras que se encontravam perto das margens da ribeira. Houve animais arrastados na corrente e outros que ficaram isolados acabando por não comer durante vários dias porque não era possível chegar aos seus currais.
Fora do concelho, no Agroal repetiram-se imagens já vistas com o primeiro piso dos estabelecimentos ali existentes a ficarem completamente submersos. Mas para além desta localidade há a referir a queda da ponte do Cercal numa das estradas mais movimentadas do concelho, ligando-o Leiria. A situação teve que ser acudida de imediato e foi um empresário oureense que ali mandou colocar uma ponte de madeira provisória. Estavam previstas iniciar-se as obras naquele local na terça-feira, já depois do fecho desta edição, esperando-se que elas fiquem prontas hoje, sexta-feira e o trânsito normalizado.
Mas voltemos à noite 24 para 25. As coisas começam a complicar-se por volta da 1h00 da madrugada, quando chega o primeiro pedido de socorro aos bombeiros e, a partir daí, tudo de precipita.
Na Ponte dos Namorados, a raiz da grande tília que ali se encontra entope canos e passagens de água, obrigando a ribeira a mudar o seu curso. O caudal desloca-se para o passadiço ao lado e derruba o muro. Segundo o vereador com o pelouro das obras municipais, João Moura, «as coisas só funcionaram porque andaram 40 pessoas da Câmara, para além dos bombeiros e outros membros da protecção civil, toda a noite a tentar fazer com que elas funcionassem».
Na avenida dos Bombeiros, como já referimos, abateu um colector de águas pluviais, dando origem a um enorme buraco que a água tornava invisível e que por isso levou a que um carro de bombeiros de Torres Novas lá caísse, acabando o condutor por ser transportado ao Centro de Saúde.
Naquele local, foram muitos os que sentiram a água entrar-lhes pelas casas adentro, deixando um rasto de destruição. É que mais do que a água, a lama que fica depois, destrói tudo. Foi o caso de Rui Cancela que viu a água da ribeira invadir-lhe as terras, levar-lhe duas ovelhas, galgar o muro e entrar em casa. Mais abaixo, foi a vacaria de José Sotero que ficou completamente isolada com o desvio do leito da ribeira que criou um lago junto à vacaria impedindo a passagem, pelo que os animais acabaram por ficar vários dias sem poderem serem alimentados.
Do outro lado da estrada, a Casa Adão sentiu também a força da intempérie com a água a entrar armazém adentro, destruindo tudo o que se encontrava no rés-do-chão. Segundo Américo Adão, já não é a primeira vez que a água de cheias lhes invade o armazém, «mas nunca como desta vez», com água até 1,5m de altura.
Mais abaixo, junto à ponte do Carregal, um estaleiro da Batipor foi levado pelas águas. Também aí, e uma vez mais, o rio saiu do seu leito, criando um novo leito na margem direita. Na margem esquerda, o parque linear ficou submerso, tendo desaparecido tudo quanto eram tampas de rega e aspersores. As causas dos desvios do leito eram evidentes: as grandes árvores, nas margens, estendiam as suas raízes, desnudas, impedindo a livre passagem da corrente que era obrigada a desviar-se. Daí que ainda na ponte do Carregal fosse visível um buraco que, feito pela natureza tinha características visuais de verdadeira obra de arte.
Agora é tempo de deitar mãos à obra e arranjar o que a água destruiu. A avenida dos Bombeiros, uma das estradas da cidade a necessitar de intervenção, vê as obras precipitarem-se. É que, como explica o vereador responsável, já que é preciso furar, então, arranja-se tudo. Por isso, logo após a cheia, João Moura reuniu com responsáveis pelas diversas infra-estruturas: água, electricidade, gás, etc. para que, numa acção concertada, sejam deitadas mãos à obra e arranjada aquela estrada ficando já com todas as infra-estruturas necessárias.

Santa Casa vai abrir lar em 2007

A Santa Casa da Misericórdia de Fátima-Ourém estreou uma nova viatura para apoio domiciliário na comemoração do primeiro aniversário, a 27 de Outubro.
Trata-se de uma viatura oferecida pela filha de José Justino das Neves e Maria Rosa Henriques das Neves, Natália Neves e António Viera que "quiseram assim homenagear os seus pais e sogros", assinala o presidente da Santa Casa, Vítor Frazão.
Em Janeiro de 2007, a Santa Casa terá a funcionar o lar residencial, para 26 pessoas, num espaço arrendado, em Fátima. "Era uma residencial e nós depois de muitas tentativas conseguimos que ela reunisse condições. Neste instante, temos parecer da segurança social, bombeiros e centro de saúde que aprovaram o projecto", refere Vítor Frazão. A sede e lar transitória da Santa Casa Fátima-Ourém funcionará na Estrada de Leiria, junto à rotunda norte.
Ali funcionará também a cozinha do serviço de apoio ao domicílio, para os 15 utentes que, nesta primeira fase, a Santa Casa irá apoiar. "Vamos começar um projecto: Viver saúde", salienta ainda Vítor Frazão. "São projectos marcantes para uma Santa casa que se esforçou por mostrar obra", refere o responsável.
Esta sede é arrendada. "Vamos arrendar por 10 anos, renováveis por períodos de cinco. Pensamos que é um tempo suficiente para encontrarmos um terreno para a sede exacta da Santa Casa".
Ainda em início de actividade, a direcção da Santa casa já está a efectuar o levantamento topográfico de vários terrenos, estudando assim a possibilidade de iniciar a construção da sua sede social e também um espaço para serviços e lar.
Para a valência de lar, os responsáveis estão a receber inscrições de munícipes de todo o concelho. " O serviço ao domicílio, vamos começar, nesta fase, com utentes de Fátima porque as outras freguesias estão servidas pelos centros de dia e apoio domiciliário", explica Frazão. O responsável salienta também que "não vamos criar concorrência" referindo-se à outra instituição, em Fátima a fazer este trabalho, o Centro de dia e apoio domiciliário de Fátima. "Nós vamos satisfazer a pretensão de muita gente", refere.
Durante a eucaristia que antecedeu a bênção da nova viatura, o padre Rui Marto salientou o caminho que a Santa casa deve seguir, no serviço aos "mais pobres, mais humildes, mais sozinhos".

CRIF festeja 30 anos

O Centro de Recuperação Infantil de Fátima (CRIF) celebrou o trigésimo aniversário numa festa em que os protagonistas foram os meninos da instituição.
O lar residencial é a principal prioridade do CRIF, particularmente para alunos carenciados, afirmou o presidente da instituição, padre António Pereira. "Estamos confiantes que vai arrancar", frisou.
"Celebrar 30 anos é uma data muito importante para nós", salientou o responsável salientando que "temos mais projectos".
Hoje, "o CRIF orgulha-se do seu património mas orgulha-se do seu maior património que são os alunos".
Desde 2001 que o Centro de Recuperação Infantil de Fátima se encontra nas novas instalações, no Moimento, construídas com apoio estatal e privado. O padre António Pereira fez ainda um pequeno historial da instituição, de como nasceu e cresceu.
Num espectáculo subordinado ao tema "Os meninos dançam?", os utentes do CRIF mostraram algumas das actividades que realizam, aos pais, familiares e amigos.
A dança da reciclagem, uma demonstração de ginástica, a dança do rancho folclórico foram alguns dos momentos do serão que decorreu no espaço Fatimae. Desde a abertura daquele espaço que o CRIF tem lá patente uma exposição-venda dos trabalhos realizados pelos utentes.

Simone no aniversário da Quinta da Ramila

Simone foi a convidada especial no jantar do quarto aniversário da Quinta da Ramila onde distribuiu autógrafos no seu livro "Eu Simone, me confesso", declamou poemas e cantou com a sua voz e marcou presença de forma que não será esquecida.
Quase a completar cinquenta anos de carreira, a actriz de uma novela, cantora "vou gravar um disco" e que pretende fazer um espectáculo por este percurso nas artes e espectáculos designou-se como "uma mulher igual às outras".
"Quero continuar a ter as rugas que tenho e a saber envelhecer tentando não fazer disparates sobretudo não fazendo operações plásticas". Às suas palavras seguiu-se uma salva de palmas. Diz entender as operações plásticas por motivos de saúde, já não entende que raparigas "desatem a cortar-se. Não ficam mais bonitas, não ficam melhor", salienta.
Tem orgulho nas rugas que possui porque "se eu as tirasse, olhava para mim e não encontrava a minha vida, as minhas gargalhadas enormes, as lágrimas e as coisas magníficas que me aconteceram. Tirava de mim a minha história e, eu quero ver se consigo de pé, como as árvores, mas com uma bengala com bastão de prata, morrer".
Lembrou o ano de 1969 em que cantou a "Desfolhada" de José Carlos Ary dos Santos e música de Nuno Nazareth Fernandes, em que por não se lembrar da letra cantou que "quem faz um filho, fá-lo por gosto". O que lhe valeu insultos, além de outras situações menos delicadas. Simone de Oliveira não esqueceu Varela Silva, os filhos, os netos com quem gosta de jogar bowling, de ter tempo "para os meus amigos que são muito poucos" e de viver sozinha, na sua "solidão controlada".
A actriz, cantora, declamadora de poemas e que também escreve textos onde põe o "estado de alma" lembrou ainda que "os artistas portugueses são mal amados. Gostamos muito mais do que vem de fora. Gostava que soubessem que pintar a cara, estar sempre em exposição, pronta para responder às perguntas que fazem, às que não fazem e às coisas que dizem de nós em casa, sobretudo quando não são verdade, às vezes, pesa", salientou.
"À gente mais nova, eu digo vamos devagar, de degrau em degrau, nada de começar a casa pelo telhado. As fotografias das jornais são bonitas, as grandes manchetes, os romances de amor que as vezes saltam de um lado para o outro as vezes são feios … Mas se não se tiver humildade, se não se quiser fazer uma profissão com respeito próprio e com respeito pelo público, nada acontece", o conselho ficou dado aos potenciais artistas.
À quinta aniversariante
Confessou estar ali por amizade para com o amigo Jorge. Mas considerou o espaço "deslumbrante" e "magnífico". Ao longo da noite de aniversário desfilaram no palco, Ana Catarina Mendes, danças sevilhanas, a própria Simone e ainda houve espaço para uma homenagem à empresária Maria Lurdes Pedrosa, proprietária do espaço. Nas palavras que dirigiu aos 170 convidados: empresários, políticos e outras personalidades do concelho, região e do país.
"Adoro esta terra", salientou lembrando que veio de Lisboa para se instalar ali. Assinalou o trabalho e a luta nestes quatro anos e expressou o desejo que todos se sentissem em casa. "Ter sucesso exige uma grande confiança nos outros. Ninguém pode ter sucesso sozinho. Os outros são os mil braços que ajudam a a construir a vida de cada um. Acreditar é vencer", esta é uma parte do lema da Quinta da Ramila, restaurante e local de eventos.
À jovem artista
Sobre a jovem Ana Catarina Mendes que conquistou o segundo lugar no escalão da Grande noite do fado, no Porto, Simone de Oliveira que a havia ouvido ensaiar sublinhou a "voz bonita". A ela expressou votos de "tudo de bom, humildade, tranquilidade, serenidade e muitos bons cachets para comprar um automóvel".
Ela, Simone de Oliveira disse nunca ter tido essa possibilidade e acabou por "entrevistar" a jovem sobre a sua participação nesta gala de jovens talentos.
"Sorte e que nada lhe suba à cabeça", acabou por desejar à jovem fadista.
Simone de Oliveira (Lisboa, 11 de Fevereiro de 1938) é uma cantora, actriz de teatro e de televisão portuguesa.
Começou a cantar, ainda na escola secundária, tendo entrado para o centro de Preparação da Rádio que tinha como objectivo lançar novas vozes através da antiga Emissora Nacional.
Simone de Oliveira começa a destacar-se no final da década de 1950 e o auge da sua carreira atingiu com a interpretação em 1969 da canção Desfolhada portuguesa (1969), com letra de José Carlos Ary dos Santos e música de Nuno Nazareth Fernandes. Esta canção teve um enorme êxito nessa época, com uma letra que tocou os portugueses e participou no Festival Eurovisão da Canção, em Madrid. Apesar do sucesso interno, na Eurovisão não teve frutos (obtendo apenas quatro votos e um penúltimo lugar, apenas à frente da canção norueguesa).

Serenata para o Lar

O Alburitel Cultural encerrou no sábado com chave de ouro. Um jantar a reverter a favor do Centro de Dia da freguesia que encheu o salão paroquial.
A acompanhá-lo uma serenata de Coimbra pelo grupo de fados da velha academia «Verdes Anos» que puseram a sala a cantar alguns dos temas mais conhecidos da canção coimbrã, imortalizados pelos grandes nomes sua época de ouro. Fez-se magia com a sala a cantar em coro ‘quase’afinado a «Trova do vento que passa», ou a «Samaritana». Um serão diferente que satisfez não apenas pelo jantar e pelo espectáculo em si mas por proporcionar o encontro de muitos que um dia estudaram em Coimbra e ali se reuniram na saudade que aqueles fados tão bem ilustram.
Um momento também para o presidente da Junta de Freguesia, visivelmente satisfeito, fazer os seus agradecimentos aos muitos que, de algum modo, ajudaram a tornar possíveis todas as realizações do mês.
Elias Silva referiu os seus receios iniciais ao retomar uma iniciativa que havia tido um interregno de quatro anos mas que, no final acabou por cumprir os objectivos a que se proponha: fazer com que a freguesia fosse falada no concelho e fora dele. «Sinto-me feliz pela realização deste Alburitel Cultural», afirmou o autarca que deixou a promessa de que outros voltarão.
No final, antigos estudantes de Coimbra foram chamados a cantar a balada da despedida.
Presente no jantar o presidente do concelho directivo da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, o oureense Carlos André também não se furtou ao chamamento

«Gestos Esquecidos»

«Gestos Esquecidos» é o nome do novo livro de Fernando José Rodrigues, apresentado no sábado, na Som da Tinta.
Trata-se de um romance que retrata o Portugal da pós revolução e que, como afirmava Vítor Quelhas, no Jornal Expresso, «fala de sequelas ainda não cicatrizadas no pós 25 de Abril, sob a forma de uma bela e impressionante viagem ao mundo da solidão, da esperança e da partilha».
A apresentação da obra, no sábado, foi feita em moldes diferentes do habitual com o próprio autor a ler passagens da obra, acompanhado musicalmente por três jovens que se constituíram como grupo (re-versos) para este projecto que conta ainda com a participação da pintora Sílvia Patrício que ali expôs quadros inspirados no romance, que também inspirou os temas musicais que acompanharam a apresentação activa da obra.
Sinopse
Portugal, anos 80. Virgílio é militante operacional das Forças Populares - 25 de Abril (FP 25). Numa das acções revolucionárias em que participa mata José Trinan, empresário do norte, e fere gravemente uma das filhas. João Pedro, filho de Virgílio, só aos 18 anos toma conhecimento, pela voz de um juiz, das actividades do pai.
Mais tarde, quando decide partir em busca das suas raízes, o seu caminho cruza-se com Dulce, filha de José Trinan. Depois de viverem dias de paixão intensa, João Pedro decide contar-lhe toda a verdade. E tudo muda a partir daí.

EP insiste em não fazer Avaliação de Impacte Ambiental:

As obras do IC9 – troço Alburitel-Tomar, sublanço Carregueiros/Tomar (IC3), promovidas ilegalmente pela Estradas de Portugal, Entidade Pública Empresarial (E.P. E.P.E.), finalmente estão a parar, dado o Itinerário Complementar n.º 9 atravessar um Sítio classificado da Rede Natura, o qual é reconhecido pela União Europeia como Sítio de Importância Comunitária – PTCON 0045 - Sicó-Alvaiázere.
Os habitats naturais existentes apresentam um elevado interesse para conservação, conforme reconhecimento da União Europeia, encontrando-se os azinhais e sobreirais também protegidos pela legislação nacional.
Governo promove avanço ilegal da obra
No entanto, o Secretário de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades, João Manuel Machado Ferrão e o Secretário de Estado Adjunto das Obras Públicas e das Comunicações, Paulo Jorge Oliveira Ribeiro de Campos, declararam no Despacho n.º 21 452/2006 de 23 de Outubro o reconhecimento do interesse público para ocupação dos solos integrados na Reserva Ecológica Nacional, com vista a permitirem o avanço da obra numa área afecta cumulativamente à Rede Natura.
E.P. insiste em não efectuar Avaliação de Impacte Ambiental
Apesar de toda a regulamentação nacional e comunitária obrigar a que esta obra seja sujeita a Avaliação de Impacte Ambiental (AIA), a Estradas de Portugal continua a não promover o procedimento de AIA configurando uma actuação dolosa para o Estado português. Esta obra prevê a destruição do melhor azinhal da região, assim como uma mata de carvalhal-português e sobreiral sem que tenham sido avaliadas alternativas de localização.
Processos continuam nos Tribunais Administrativos
A QUERCUS antes do início da obra e no final de Janeiro último interpôs diversas providências cautelares no Tribunal Administrativo e Fiscal de Leiria (TAFL) para a suspensão da referida obra, por estar em causa a destruição de habitats protegidos e a integridade do Sítio de Importância Comunitária. No entanto, nunca existiu uma postura da Estradas de Portugal conforme com o cumprimento da legalidade à qual está obrigada.
Alertamos que existem recursos no Tribunal Central Administrativo Sul, também para a intimação dos ministros a não emitirem a Declaração de Imprescindível Utilidade Pública do empreendimento por manifesta violação da legalidade. No entanto, o Governo continua a avançar com o processo violando o princípio da legalidade estabelecido na Constituição da Republica Portuguesa e atentando contra o primado do Direito Comunitário da União Europeia.
Parecer do Ministério Público dá razão à QUERCUS
O Ministério Público emitiu parecer sobre o recurso jurisdicional aos Exmos. Senhores Desembargadores do Tribunal Central Administrativo Sul, no qual vem dar razão à QUERCUS no processo administrativo contra a Estradas de Portugal, Governo e OPCA.
O referido parecer reconhece diversas nulidades administrativas no processo de aprovação da obra do IC9, chegando mesmo a referir que a Sr.ª Juíza da primeira instância violou, por omissão, o art. 668 n.1 al. d) do Código de Processo Civil, visto não ter apreciado as questões relativas às nulidades invocadas.
Comissão Europeia regista queixa contra o Estado português
A Comissão Europeia registou como queixa a informação remetida pela QUERCUS sobre a aprovação e execução ilegal da obra do IC9 por atravessar o Sítio da Rede Natura sem ter sido efectuada Avaliação de Impacte Ambiental, com chamada de atenção e um pedido de esclarecimentos às autoridades portuguesas.
Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias pode condenar novamente Portugal
Para além do decorrer dos processos nos Tribunais Administrativos portugueses, a queixa na Comissão Europeia poderá acabar no Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias, com consequências para o Estado português e para o erário público.
A QUERCUS espera que o Governo português e a Administração das Estradas de Portugal cumpram a legalidade para que Portugal não seja novamente confrontado com mais uma condenação, conforme ocorreu na passada semana no processo da A2, pelo dono da obra, a Estradas de Portugal, não ter avaliado alternativas de localização do traçado de forma a não afectar a Zona de Protecção Especial de Castro Verde.
Lisboa, 30 de Outubro de 2006
A Direcção Nacional da QUERCUS

Explosão faz três feridos

Uma explosão numa pedreira em Giesteira, freguesia de Fátima, causou ferimentos em três operários, a 27 de Outubro.
Dois dos operários ficaram feridos com gravidade e foram transportados para o hospital pelos bombeiros de Fátima. De acordo com o CDOS, dois dos operários estavam a executar uma soldadura quando ocorreu a explosão, cerca das 19h00, cuja origem ainda não foi esclarecida pelas autoridades.
No local estiveram quatro viaturas e 11 elementos dos bombeiros de Fátima e uma equipa do Instituto Nacional de Emergência Médica.

Casos de polícia

Área da GNR
Dia 25, o despiste de um ligeiro, no Estreito, Urqueira, causou danos materiais. O mesmo resultou de uma colisão entre dois ligeiros, na Amieira, também freguesia de Urqueira. Na rua do Poço de Lameira, Fátima, deflagrou um incêndio numa habitação, de causas e prejuízos desconhecidos mas que se encontrava coberta pelo seguro.
Dia 26, de uma colisão entre 3 ligeiros, na Freixianda, resultou um ferido leve.
Dia 27, o despiste de um ligeiro na estrada de Alvega, causou danos materiais; uma colisão entre dois ligeiros em Andrés, Caxarias, provocou um ferido leve; o despiste de um ciclomotor em Areias, Gondemaria causou, também, num ferido leve. O mesmo resultou de uma colisão em Parcerias, Freixianda, entre um ligeiro e um ciclomotor.
Dia 29 deflagrou um incêndio florestal, de causas desconhecidas, no Ameal, N. S. da Piedade, tendo ardido cerca de 2 mil m2.
Área da PSP - Fátima
Em 20OUT2006 detido um homem de nacionalidade brasileira, 34 anos por Mandado de Detenção do Tribunal Judicial de Albufeira

EPO participa em projecto europeu

Um dos principais objectivos do eTwininng, é promover parcerias entre escolas europeias utilizando as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) no processo ensino-aprendizagem.
Deste modo a EPO, inscreveu-se neste projecto e seleccionou uma escola da cidade de Opole, na Polónia - "STRONA GAÓWNA" - (http://www.gzowski.opole.pl) para esta geminação, sendo um dos objectivos proporcionar aos professores e alunos uma oportunidade de aprenderem, com pessoas de outro país, outra cultura escolar e de, simultaneamente, exercitarem as suas competências em TIC utilizando o Inglês como língua de comunicação.
As escolas geminadas utilizam o portal eTwinning, (http://www.etwinning.net) que está disponível em 20 línguas, como forma de promover a parceria, através de fóruns e de conferências utilizando o "Skype" e o Messenger. Este projecto denominado "New job opportunities in the European Labour Market", visa a troca de informação entre os alunos de ambas as escolas, sobre as diferentes oportunidades de emprego existentes nos dois Países.
As duas escolas geminadas vão interagir por um período de tempo consideravelmente longo. No caso desta Escola prevêem-se cerca de 2 anos lectivos. Estão envolvidas neste projecto várias disciplinas, criando um espírito de interdisciplinaridade e troca de conceitos.
As turmas que actualmente estão envolvidas no projecto são o 2.º ano do Curso Técnico de Gestão de Equipamento Informático e o 2.º ano do Curso Técnico de Gestão.
Pretende-se, desta forma, motivar os alunos para desenvolver uma actividade diferente, inovadora e motivadora; demonstrar-lhes a importância da troca de experiências a partir de diferentes comunidades educativas e de diferentes culturas, alcançando-se assim uma consciência multicultural; enriquecer o conhecimento acerca da Europa; utilizar as vantagens das TIC diminuindo as distâncias e permitindo aos alunos e professores, alcançar as zonas mais recônditas da Europa, o que de outra forma seria impossível; aprender acerca dos diferentes sistemas de Ensino e diferentes mercados de trabalho existentes nos países Europeus (neste caso Portugal e Polónia).

26 outubro 2006

Cheias afectam concelho


As fortes chuvas que cairam na noite de terça-feira para quarta-feira, 25 de Outubro provocaram estragos no concelho. A par da queda de uma parte da Ponte dos namorados, das águas terem transbordado no parque linear, a situação atingiu proporções mais dramáticas no Valinho de Fátima, com a hospitalização de uma senhora, com queimaduras, devido à explosão ocrrida na sua garagem.
São apenas consequências que a fúria das águas provocou e que afectou um pouco, todo o concelho. O Notícias de Ourém dará destaque a esta situação, na próxima edição, que chegará aos leitores a 3 de Novembro.
Esta fotografia foi captada pela objectiva de Nuno Abreu. O desafio que lançamos aos nossos leitores é que nos façam chegar as suas fotografias e comentários a propósito dos estragos causados pelas cheias. Aguardamos pelo envio das fotos que serão, depois de selecionadas, publicadas na próxima edição do NO. Devem ser enviadas por mail, redaccao.no@mail.telepac.pt, até segunda-feira, 30 de Outubro. Quem quiser enviar comentários deve fazê-lo através deste mail ou ainda via fax: 249 541287.

Central FM entrega troféus "Comunicação"




Uma plateia de ilustres convidados. Um conjunto de ilustres artistas passaram pelo palco para festejar a 14ª Gala da central FM, realizada em Fátima, 20 de Outubro.
Rui Represas foi o último a actuar e levou o público ao rubro, com temas conhecidos e que foram acompanhados pelos presentes.
Antes, outros sons e outras personalidades foram galardoadas por esta rádio que emite a partir de Leiria, em 93.0 FM, numa gala apresentada pelo rosto da estação, Emília Pinto.
O presidente da Câmara de Ourém, David Catarino entregou, quase no início do espectáculo, o galardão revelação do ano. Á banda que estreou naquele palco o tema "A vida é bela demais" e que faz parte da banda sonora de uma novela que estreou na terça, 24 de Outubro. O autarca manifestou a satisfação deste aniversário apontando que "Fátima acolhe também este tipo de realizações".
A ex-primeira dama, Maria José Rita entregou o galardão ao "amigo" salientando as suas características de "excelente".
Marina Mota, conhecida artista do público da televisão, apresentou dois temas deste último trabalho "Estados de alma". Na conversa com a apresentadora salientou que a ausência da televisão se deve à falta de convites por parte dos responsáveis das mesmas, salientando a sua vontade de ter uma produção própria, de teatro.
A actriz Filomena Gonçalves recebeu o troféu "Prestígio Leiria-Fátima": além da surpresa dedicou o prémio "à parte da família que é do Soutocico".
Carlos Pinto Coelho entregou o troféu a Rodrigo Guedes de Carvalho, pivô da SIC, do Jornal da noite. Por seu lado, este sublinhou o "reconhecimento é sempre acto de carinho, que gostam de mim e me apreciam".
O prémio foi dedicado aos outros pivots, e à redacção da SIC.
Troféus
Tocándar – Troféu melhor grupo de percussão
Lydie Gouveia – Troféu Revelação local
Carlos Matos – Troféu liderança/Nova geração
Maria Ana Bobone – Troféu melhor nova voz do fado
Luiz e a Lata – Troféu revelação do ano
Dina Rodrigues – Troféu comunidades
Victor Faria – Troféu mérito cultural
Marina Mota – Troféu versatilidade e talento
Pólo Norte – Troféu melhores espectáculos ao vivo
Nayma – Troféu modelo do ano
Joel Xavier – Troféu melhor guitarrista do ano
Filomena Gonçalves – Troféu Leiria-Fátima
Júlio Isidro – Troféu carreira/prestígio
Rita Guerra – Troféu mérito artístico
Rodrigo Guedes de Carvalho – Troféu melhor comunicador do ano
Luís Represas – Troféu carreira/prestígio