16 novembro 2006

Ginjinha servida em espaço melhorado


A garagem foi transformada em espaço comercial e assim, a Loja típica da ginjinha ganhou mais um espaço, sendo agora três as salas em que se pode apreciar a ginjinha típica de Ourém.
O segredo que tem passado de geração em geração pertence agora a Augusto Gonçalves. O negócio da família, é mantido hoje com a ajuda da matriarca da família. O estabelecimento tem agora 68 lugares sentados e encontra-se aberto diariamente até às 2h da manhã.
O responsável pelo estabelecimento comercial, Augusto Gonçalves manifestou a satisfação pelas melhorias implementadas no estabelecimento. As obras de restauro começaram em Outubro de 2004 e terminaram em Julho de 2006. Foram feitas por fases, adiantou Augusto Gonçalves, para evitar de encerrar o estabelecimento ao público.
Na abertura oficial da Loja da ginjinha, depois destas obras, a 9 de Novembro, o presidente da Câmara, David Catarino referiu-se à história desta casa, do Joaquim da Vila. Depois "com impulso e novas dinâmicas", a casa obteve mais sucesso.
O autarca referiu-se ainda ao "alojamento nas Louçãs", que foi apoiado com fundos comunitários mas que acabou por fechar. "Não são todos casos de sucesso mas o que se passou é importante", salientou.
David Catarino referiu-se ainda a outras potencialidades que podem ser exploradas: os produtos locais aproveitando também a estrada real e o caminho do norte, dos caminhos de Fátima, além de alguns monumentos do concelho.
O restauro da Loja da Ginjinha fez parte de um projecto do Leader + tendo contado com o apoio do programa Leader I, no que diz respeito a ampliação e melhoria das condições das instalações que se encontravam degradadas.
O objectivo primordial foi a valorização e melhoria das condições físicas e funcionais da mesma e promoção e divulgação dos produtos regionais.
Estão previstas vinte apresentações de 100 projectos que foram apoiados com verbas comunitárias. Esta apresentação foi a quarta num conjunto de outros projectos apoiados em Ourém, Alcanena, Ferreira do Zêzere, Tomar, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha.
Durante estas apresentações, que, de algum modo servem para "validar o projecto" servem também para "colher opiniões", salienta Jorge Rodrigues, responsável da ADIRN.




Sinalética
A sinalética do Centro histórico de Ourém foi um dos projectos apoiados ao abrigo do programa Leader II bem como a recuperação do posto de Turismo. No entanto, em virtude do mau tempo e de alguns outros estragos já foi necessário que a autarquia a substituísse.
Percurso áudio
Ainda não está executada mas foi aprovada a candidatura que visa a colocação de um percurso áudio no centro histórico de Ourém. O objectivo é permitir ao visitante ter uma visita guiada sem para isso necessitar de um guia. Assim, o visitante recolherá, no posto de turismo mediante a apresentação de um documento de identificação, os phones. Ao visitar o espaço histórico, aproximando-se de um monumento de interesse, automaticamente irá ouvir-se uma gravação com dados sobre o que está a visualizar. Depois de
Este projecto deverá ser executado até Setembro de 2008. O presidente da Câmara salientou que falta a adquirir o sistema informático que permite colocar em funcionamento esta visita virtual.
Ucharia do conde
A antiga cadeia vai entrar em obras de adaptação para instalar ali a "Ucharia do conde", (Dispensa do conde) isto é o projecto que já teve a denominação de "Solar do baco" e que pretende ser um espaço de divulgação enóloga, cultural e gastronómica do concelho.
Queijos, enchidos, mel, vinho, "está a sair o primeiro vinho certificado" serão alguns dos produtos que aqui poderão ser adquiridos.
"Temos que valorizar as coisas que são o nosso património", assinalou o presidente da autarquia.
As obras estão estimadas em oito mil euros.

PS/Ourém em convenção autárquica

O PS/Ourém organiza a I Convenção Autárquica do PS, amanhã, dia 18 de Novembro, a partir das 14h30m, em Alburitel, na sede da ACRA.
Esta iniciativa decorre da candidatura apresentada em 2005 e que os socialistas de Ourém consideram ser uma «honra». Para além disso, referem em comunicado, esta Convenção realiza-se «em nome da esperança que representamos para o futuro do Concelho de Ourém, hoje estagnado, sem rumo e sem uma gestão à altura das circunstâncias e da importância e da dignidade do Concelho de Ourém».
Por isso, acrescentam que «é a trabalhar para o futuro do Concelho que sentimos que a contribuição dos nossos autarcas é decisiva, porque queremos ouvir as pessoas e vir a governar junto das populações e para todos».
Acrescentam ainda que «este é um tempo decisivo para o futuro do Concelho de Ourém. Depois deste tempo à frente dos destinos do nosso Município por parte do actual executivo no poder (21 anos seguidos), eis que temos todas as condições para lançar uma candidatura ganhadora à Câmara Municipal».
Assim, «é necessário que todos os autarcas dêem o seu contributo para que esta conquista se alcance: não só em nome do PS mas, fundamentalmente em nome do futuro da nossa terra».
Termina o comunicado defendendo a necessidade de «que falemos da necessidade de mudança de políticos e, sobretudo, das políticas na Câmara Municipal de Ourém, pois há já um vasto sentimento de descrédito e desilusão quanto aos actuais autarcas do PSD».
Por isso na Convenção Autárquica «usarão da palavra todos os autarcas e eleitos nas listas do PS, António Gameiro, Paulo Fonseca, Silvino Sequeira e Ascenso Simões».

Gameiro na Comissão Nacional do PS
Mais de 1.800 delegados de todo o País, do Continente às Ilhas e das Secções da Europa, estiveram reunidos em Santarém no p+assado fim-de-semana, no Congresso Nacional do Partido Socialista.
A Federação de Santarém do PS viu reforçada a sua participação nos órgãos nacionais do partido.
Foram eleitos para a Comissão Nacional os militantes do Distrito:Idália Moniz (Santarém), Rosa do Céu (Alpiarça), António Gameiro (Ourém), Jorge Lacão (Abrantes), Anabela Freitas (Tomar), Fernando Pratas (Chamusca), João Sequeira (Rio Maior) e Sandra Vitorino (Santarém).
Juntam-se a estes, como inerentes com voto, António Rodrigues (Presidente da Federação - T.Novas) e Hugo Cristóvão (Representante da JS - Tomar).Foi ainda eleita para a Comissão Nacional de Jurisdição Fernanda Asseiceira (Alcanena).
Entre outros suplentes, com fortes possibilidades de assumirem a sua participação, na Comissão Nacional, Pedro
Magalhães Ribeiro (Cartaxo) e na Comissão de Jurisdição Fernando Vasco (Sardoal).
Esta é a maior representação de sempre da Federação de Santarém nos órgãos nacionais do Partido Socialista.

PS/Ourém em convenção autárquica

O PS/Ourém organiza a I Convenção Autárquica do PS, amanhã, dia 18 de Novembro, a partir das 14h30m, em Alburitel, na sede da ACRA.
Esta iniciativa decorre da candidatura apresentada em 2005 e que os socialistas de Ourém consideram ser uma «honra». Para além disso, referem em comunicado, esta Convenção realiza-se «em nome da esperança que representamos para o futuro do Concelho de Ourém, hoje estagnado, sem rumo e sem uma gestão à altura das circunstâncias e da importância e da dignidade do Concelho de Ourém».
Por isso, acrescentam que «é a trabalhar para o futuro do Concelho que sentimos que a contribuição dos nossos autarcas é decisiva, porque queremos ouvir as pessoas e vir a governar junto das populações e para todos».
Acrescentam ainda que «este é um tempo decisivo para o futuro do Concelho de Ourém. Depois deste tempo à frente dos destinos do nosso Município por parte do actual executivo no poder (21 anos seguidos), eis que temos todas as condições para lançar uma candidatura ganhadora à Câmara Municipal».
Assim, «é necessário que todos os autarcas dêem o seu contributo para que esta conquista se alcance: não só em nome do PS mas, fundamentalmente em nome do futuro da nossa terra».
Termina o comunicado defendendo a necessidade de «que falemos da necessidade de mudança de políticos e, sobretudo, das políticas na Câmara Municipal de Ourém, pois há já um vasto sentimento de descrédito e desilusão quanto aos actuais autarcas do PSD».
Por isso na Convenção Autárquica «usarão da palavra todos os autarcas e eleitos nas listas do PS, António Gameiro, Paulo Fonseca, Silvino Sequeira e Ascenso Simões».

Gameiro na Comissão Nacional do PS
Mais de 1.800 delegados de todo o País, do Continente às Ilhas e das Secções da Europa, estiveram reunidos em Santarém no p+assado fim-de-semana, no Congresso Nacional do Partido Socialista.
A Federação de Santarém do PS viu reforçada a sua participação nos órgãos nacionais do partido.
Foram eleitos para a Comissão Nacional os militantes do Distrito:Idália Moniz (Santarém), Rosa do Céu (Alpiarça), António Gameiro (Ourém), Jorge Lacão (Abrantes), Anabela Freitas (Tomar), Fernando Pratas (Chamusca), João Sequeira (Rio Maior) e Sandra Vitorino (Santarém).
Juntam-se a estes, como inerentes com voto, António Rodrigues (Presidente da Federação - T.Novas) e Hugo Cristóvão (Representante da JS - Tomar).Foi ainda eleita para a Comissão Nacional de Jurisdição Fernanda Asseiceira (Alcanena).
Entre outros suplentes, com fortes possibilidades de assumirem a sua participação, na Comissão Nacional, Pedro
Magalhães Ribeiro (Cartaxo) e na Comissão de Jurisdição Fernando Vasco (Sardoal).
Esta é a maior representação de sempre da Federação de Santarém nos órgãos nacionais do Partido Socialista.

Restaurante da EPO já serve refeições, neste ano lectivo


"Devo ter capacidade e gosto de cozinhar da mesma forma que o pintor tem de pintar", afirmou o chefe de cozinha José Luís Lavrador, durante o almoço que marcou a reabertura do restaurante de aplicação da Escola Profissional de Ourém, a 7 de Novembro. O conselho deixado aos alunos: "cultivar o gosto pela cozinha" porque esta é "património, uma forma de identidade".
O cozinheiro – defendeu – José Luís Lavrador tem então uma responsabilidade de "alimentar corpo e mente". E aconselhou os jovens alunos a "transportarem a alma para aquilo que fazem".
O paladar é "determinante para fazer com que uma refeição seja de boa qualidade", frisou o cozinheiro assinalando que "os paladares portugueses são de origem rural. São os melhores".
Para um bom trabalho, ou seja, para apresentar um bom prato é importante que haja uma boa matéria-prima, para cozinhar. A boa apresentação é também importante, assinalou, defendendo que tal "não é pôr no prato coisas que não se comem. A cozinha tem de ser genuína, pura". Apontou ainda que "devemos recriar e inovar".
Dirigindo particularmente aos convidados entre os quais se incluíam, na sua maioria, responsáveis de hotéis de Fátima, lembrou que é necessário a um cozinheiro ter condições na cozinha. A higiene e a segurança alimentar são algo "essencial" e "ninguém pode fugir a esta realidade".
"As cozinhas são laboratórios, são ateliers de arte. Têm de estar em condições para os cozinheiros estarem lá 8, 9 horas", considerou, também.
E "hoje em dia um cozinheiro tem de cozinhar bem e com higiene", referiu ainda. Além da higiene pessoal, da qualidade das matérias primas, este cozinheiro salientou ainda o relacionamento humano.
A presidente da direcção da EPO – Associação promotora de Ensino profissional, Purificação Reis falou da importância desta experiência para os alunos, em contexto de trabalho. Formação prática esta que visa esbater o hiato entre a teoria e a prática, numa cozinha ou restaurante, durante o almoço preparado pela turma do 2º ano de Cozinha de 24 alunos, sob a orientação do chefe Luís Bicho. O almoço foi servido por um grupo de nove alunos do 2º ano de Hotelaria, Restauração Organização e Controlo, sob orientação do chefe de sala, José do Vale.
O restaurante da EPO funcionará às terças e quintas-feiras, durante o período lectivo, sendo o custo de cada refeição de 6,50 euros. As reservas devem ser efectuadas junto da escola através do telef: 249 530 630.

Monstros na Som da Tinta



Constantino corbain é uma personagem criada pelo imaginário de Sérgio Faria, responsável por uma colectânea de pequenos textos de índole filosófica, reunidos em caderno, a que deu o nome de «apontamentos para monstroário» e que foram apresentados no passado sábado, no Som da Tinta.
Estes «apontamentos» começaram por ser ditos no programa, realizado pela associação "Auren", «ossos do ouvido», na ABC Rádio.
Segundo o seu autor trata-se de «ensaios de reacção e correspondência a um estímulo musical, modo legenda que parasita uma canção ou música».
A sua reprodução escrita acaba por surgir de forma casuística numa altura em que foi sentida necessidade de realizar algum dinheiro para a associação, após a realização do Animeet que trouxe o Japão a Ourém, no Verão passado. Como recorda Ségio Faria, a associação «quis fazer bem» e isso implicou pagar seguros e tudo o mais que era necessário...
Quanto a este caderno, explica que o seu aspecto rústico, com capa em papel pardo e um cordel central, não remete apenas para a literatura de cordel, como pretende dar a ideia daquilo que se fazia antigamente e com poucos recursos. No entanto não deixa de lado a sua preocupação ambientalista, já que as suas páginas são em papel reciclado. A edição foi toda composta por Sérgio Faria, sendo que apenas a capa, com ilustrações de Filipe Saraiva, foi feita e aparada na tipografia Oureense. A única fotografia da obra está na antecontracapa e é de Nuno Abreu. Foram produzidos 200 exemplares, editados pela Som da Tinta, onde são vendidos pela módica quantia de dois euros e meio.

Festival de concertinas junta 2500



Mais de duas mil e quinhentas pessoas passaram pelo festival nacional de concertinas que assinalou o segundo aniversário da associação Amigos da Farra, a 11 de Novembro.
Pelo palco passaram mais de cem artistas, tocadores de concertina e outros instrumentos tradicionais vindos de diversos pontos do país, desde Viana do Castelo, Barcelos, Lousã, Coimbra, Barrenta até Lisboa.
António Ferreira, mais conhecido por António Lagarinho, manifestou ao Notícias de Ourém a sua satisfação pela adesão que a festa granjeou. "Foi bom", salienta.
No próximo aniversário, este responsável pretende alargar o encontro e transformá-lo em internacional com a presença de tocadores de concertina de França e Suiça. A estes juntar-se-ão outros vindos do Alentejo.
Espera ainda este responsável fazer melhor que este ano e duplicar o número de apreciadores deste tipo de espectáculo musical e vindos do concelho, e de toda a região: Tomar, Ferreira do Zêzere, Mira, Minde, Caranguejeira e Lisboa.
A partir de Janeiro de 2007, a Associação Amigos da farra vai proporcionar aulas de aprendizagem de concertina, aos sábados. Todos os interessados, a partir dos seis anos devem contactar a organização através do telm: 917889328. As aulas serão leccionadas pelo professor Daniel dos Santos, do Zambujal com apoio de Joaquim Ruivo.

ADLEI promove congresso regional

A ADLEI - Associação para o Desenvolvimento de Leiria organiza, em Abril de 2007, o IV Congresso Regional, que pretende debater os problemas e desafios que se colocam ao futuro da região.
Oito anos depois do último congresso, a ADLEI assume ser o actual um momento «de grande relevância para a nossa região, em termos de competitividade territorial, bem como da respectiva coesão social e regional, num contexto nacional de acelerada mudança», refere o presidente da Associação, Acácio de Sousa.

OTO no Algarve

A Orquestra Típica de Ourém irá realizar o seu 3.º Retiro Musical em Albufeira – Algarve, de 1 a 3 de Dezembro. Este fim-de-semana tem por objectivo "o aperfeiçoamento da execução musical e a preparação de novos temas", pode ler-se no blog da OTO.
O programa é composto por ensaios intensivos, contemplando também momentos de convívio entre os músicos.A Orquestra ficará hospedada no "Hotel da Aldeia" onde, no sábado dia 2, pelas 21h30, realizará um "concerto intimista" para os hóspedes ali alojados.

Empresas portuguesas desafiadas à exportação



"O sector da exportação é vital" referiu o orador principal deste jantar de empresários, o director da rede de gabinetes de empresas do IAPMEI.
Perante uma plateia de 350 empresários no XI encontro de empresários promovido pela ACISO a 9 de Novembro.
A necessidade de ajustamento, isto é, os sectores que se irão modernizar ainda mais: banca, seguros e energia. "A competição internacional vai aumentar e vai afectar todos os sectores", frisou André Março na conferência "Desenvolvimento económico, dinâmicas empresariais e financiamento das PME".
"A própria banca portuguesa, para crescer, tem de ser no exterior", referiu apontando, também, a necessidade das empresas passarem a encarar o mercado como global e "passarem a exportar", alterando da actividade turística centralizada em "sol e praia".
Na Roménia - assinalou - há 140 empresas portuguesas a operar, sugerindo este responsável que Portugal possa servir com "plataforma, placa giratória de pessoas".
É ainda necessário "atrair investimento directo estrangeiro porque permite consolidar as PME portuguesas".
E as pequenas e médias empresas portuguesas "estão carenciadas de gestão" havendo a necessidade de "apostar na formação de recursos humanos " bem como a "promoção no acesso a mercados externos".
Em matéria de incentivos à modernização, André Março apresentou algumas soluções financeiras que passam pelo micro-crédiito e pelo financiamento por parte dos bancos pelas linhas de capital de risco.
Valorizar o diferente
"Temos capacidade diferentes e temos que valorizar o diferente", afirmou o governador civil do distrito de Santarém, Paulo Fonseca durante o jantar de empresários.
Este responsável assinalou a necessidade de uma "reforma das mentalidades" e uma "nova adaptação a novos conceitos que temos de ter presentes" para se ser competitivo a nível mundial.
Fonseca referiu-se às três grandes reformas em curso: PRACE, PROT e CREN para frisar a necessidade de adaptação das empresas aos desafios. No caso do PROT, assinalou o facto do concelho de Ourém estar inserido na região de Lisboa e Vale do Tejo e que comporta "a jóia da coroa, Fátima e também o aeroporto da Ota" que deve ser aproveitado. "Estima-se que a única região do país que terá mais habitantes, no futuro, é esta", salientou.
O governador civil realçou a importância dos empresários do concelho responderem positivamente em matéria de competitividade, qualificação dos recursos humanos e coesão territorial porque "não tenhamos ilusões, como não temos fronteiras, os nossos parceiros europeus virão fazer o trabalho por nós.
Desafios de futuro
Os "tempos não são fáceis. Os desafios do futuro também não são fáceis", afirmou o presidente de Câmara que apontou como uma solução para fazer face a estes desafios, as parcerias. A formação e a especialização são as outras duas tónicas importantes para o autarca, a par das acções de divulgação adequadas.
David Catarino justificou a baixa taxa de desemprego existente no concelho pela actividade empresarial existente, pequenas e médias empresas. "Se formos inteligentes saberemos enfrentar o futuro", frisou.

ACISO homenageia associados


A Aquino & Rodrigues foi galardoada com o troféu "Empresa/empresário do ano" tendo o galardão sido entregue ao fundador Vítor Félix Aquino durante o jantar do XI encontro de empresários, promovido pela ACISO e realizado a 8 de Novembro.
Foram ainda homenageados 11 empresários e associados da ACISO – Associação empresarial Ourém-Fátima pelo reconhecimento do trabalho desenvolvido.
No ano de 2006, a ACISO registou a filiação de 96 associados (até 7 de Novembro). Os números indicam 3 915 atendimentos (associados e não associados) e o desenvolvimento de 7 projectos de Criação de emprego para desempregados beneficiários das
prestações de desemprego; 1 projecto de apoio à contratação e 2 planos de negócio.
Contam-se ainda, no ano de 2006, 3 candidaturas ao programa" Estágios profissionais"; 2 candidaturas ao PROREST – Programa de Apoio à Requalificação e Modernização de Estabelecimentos de Restauração e Bebidas; 3 acompanhamentos a iniciativas locais de emprego submetidas pela ACISO junto do Centro de Emprego de Tomar, no ano 2005; 5 candidaturas aprovadas ao ModCom – Sistema de Incentivos à Modernização do Comércio, 3 das quais em benefício de associados e os 2 restantes Projectos de intervenção e dinamização dos centros urbanos de Ourém e Fátima.
Os homenageados:
José Borralho Silva Martins; Trapos – Transformação de madeiras de pinho, Lda; José Oliveira Eugénio; Joaquim Verdasca Júnior & Herdeiros, Lda; Maria Graça Vieira Sapata; Fernando Rodrigues, Lda; Diamantina Jesus Mendes Vieira; Isalina Ferreira Dias; Mariano Pereira Henriques; Maria Augusta Reis Neves e Carlos Alberto Oliveira Buraca

Vice campeão de perícia


Natural da Freixianda, onde vive, Paulo Marques é vice-campeão nacional de Perícia Automóvel.
Para o desportista este foi um ano normal, com cerca de 30 provas que decorreram de norte a sul do país, havendo meses em que elas se disputavam durante todos os fins-de-semana. Quanto aos adversários que encontrou, Paulo Marques diz que «na zona centro e sul até foi fácil». Já no norte «a concorrência é muito forte e os carros estão muito bem preparados, com excelentes pilotos».
Para o piloto oureense, as provas mais fáceis «são as mais rápidas» onde, afirma «a força do carro é importante». Como exemplo refere as provas de Alcobaça e da Exponor, no Porto. As mais lentas «são mais complicadas porque não posso tirar tanto proveito do carro».
Arrancado um honroso segundo lugar no podium, Paulo Marques espera continuar no próximo ano «se os patrocinadores continuarem a apoiar». Aproveita para fazer os seus agradecimentos aos que o patrocinaram este ano porque, afirma «sem eles eu não poderia concretizar estes objectivos».
Quanto ao carro afirma que vai continuar a concorrer com o mesmo depois de lhe melhorar a direcção e de lhe instalar novas suspensões. Trata-se de um Toyota com motor de Opel Calibra que «está muito perto dos 200 cv.

O Crio foi ao bolinho...


Foi com poemas, lengalengas e canções alusivas ao dia do bolinho que as crianças e professores da E.B.1 e Jardim de Infância do Alqueidão receberam um grupo de alunos do Crio na tarde de 30 de Outubro.
Neste dia dedicado ao convívio desenvolveram-se jogos colectivos e danças em que alunos e professores participaram entusiasticamente.
Depois do lanche, em que os tradicionais bolinhos adornavam as mesas, as crianças do Alqueidão ofereceram as suas lembranças aos visitantes. Os meninos do Crio agradeceram o convite e os doces que trouxeram nas suas sacas.
Numa tarde em que reinou a boa disposição, as duas escolas despediram-se e manifestaram vontade repetir outras actividades deste âmbito assim que possível.

Incêndio em Alburitel

O Incêndia em Alburitel que anunciamos na passada semana e que ocorreu aquando do fecho da edição, numa empresa de construção civil, mais concretamente, de perfis de plástico, atingiu as áreas de produção e armazenagem, disse fonte do Centro Distrital de Operações de Socorro de Santarém.
O incêndio não provocou danos pessoais e também não é conhecido o montante dos prejuízos.
No local estiveram 33 bombeiros, das corporações de voluntários de Ourém, Caxarias e Tomar, apoiados por onze viaturas.

BREVES

Vigília vocacional em Caxarias
A 17 de Novembro, a partir das 21h, realiza-se na Igreja de Caxarias a vigília vicarial de Ourém de oração vocacional. A vigília será presidida pelo bispo da diocese de Leiria-Fátima, D. António Marto

Área de repouso encerrada
A área de repouso de Fátima na A1 que liga Lisboa ao Porto está temporariamente encerrada. A Brisa - Auto-estradas de Portugal informa que até 30 de Novembro, a área de repouso de Fátima, situada no sublanço Torres Novas – Fátima, ficará encerrada em face da necessidade de se proceder à instalação de uma nova rede "pública" de distribuição de água.



Chícharos da Serra em S. Catarina
Para celebrar o aniversário da sua criação, a 25 de Novembro de 1549, a freguesia de Santa Catarina da Serra promove nos dias 24, 24 e 26 de Novembro, um evento gastronómico denominado «o chícharo da serra». A par dos pratos à base desta leguminosa, preparados por associações da freguesia, haverá manifestações de índole cultural. Naturalmente que, para os menos amantes do chícharo, haverá outros pratos tradicionais da região.
O evento decorre no parque Desportivo da União Desportiva da Serra. Dia 24, pelas 17h00 dá-se a abertura do certame, havendo ainda acordeão, com cantigas à desgarrada e a actuação do grupo musical NKZ.
Sábado, dia 25, o espaço reabre pelas 12h00 e às 15 há a recepção às entidades oficiais. Pelas 16h30 celebra-se uma missa em honra da padroeira, Santa Catarina, com a actuação de coros e reconhecimento de cidadãos. Após a visita ao local pelas entidades oficiais, há jazz e actuam ainda a Tuna Académica Templários e o grupo musical Revolution. Pelas 24h00 é sorteado um Citroen 2 cavalos, a favor do Clube de Automóveis Antigos de Santa Catarina da Serra.
No domingologo pelas 8h00 da manhã inicia-se um passeio BTT com concentração junto à Casa do Povo e o certame reabre às 12h00. A animação desta tarde está a cargo de ranchos folclóricos e dos grupos musicais «Granizés» e «Laranja Mania».


AMAE pede apoios para prejuízos de cheias
A Associação de Municípios da Alta Estremadura (AMAE), apelou ao governo para que crie mecanismos de apoio excepcionais às autarquias para a recuperação das infra-estruturas públicas afectadas pelo mau tempo das últimas semanas.
De acordo com o comunicado, os concelhos que pertencem àquela associação, "foram violentamente atingidos pelos estragos" provocados pelo mau tempo.
No entanto, o ministro da Administração interna, António Costa já afirmou publicamente que os apoios existentes eram suficientes e desta forma, não eram necessárias "medidas extraordinárias" para financiar a recuperação de equipamentos públicos e imóveis privados.


Identidade(s) e Diversidade(s)
O projecto de investigação Identidade(s) e Diversidade(s) e a Direcção do Curso de Turismo da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Leiria levam a cabo nos dias 29 e 30 de Novembro, quarta e quinta-feira, o Congresso Turismo Cultural, Territórios e Identidades, a decorrer nos auditórios da ESE. Um encontro onde é possível debater as marcas do Turismo Cultural, nas suas diferentes facetas.
Informações detalhadas e inscrições em: www.turismo2006.esel.ipleiria.pt.
RTLF em Espanha
A Região de Turismo Leiria/Fátima marca presença nos workshops que vão ter lugar nas cidades espanholas de La Coruña, Santiago de Compostela e Vigo, nos próximos dias 14, 15 e 16 de Novembro respectivamente e que se realizam no âmbito do PAE - Plano de Acção Específica Multiprodutos Lisboa Região.
Trata-se de uma acção orientada para o reforço da promoção do segmento Touring em Espanha, nomeadamente da região da Galiza, explorando as potencialidades deste mercado de proximidade.
Essencialmente direccionadas aos agentes de viagens, operadores turísticos e comunicação social daquelas cidades estas acções constituem uma oportunidade de excelência para promover contactos, estreitar relações entre profissionais, promover os produtos turísticos e sobretudo aprofundar conhecimentos a nível da oferta e procura no mercado em causa. A RTL/F está presente nestes wokshops em parceria com vários hoteleiros da Região. A iniciativa conta com a colaboração da delegação do ICEP em Madrid.

OK Trupe anima noite no ArteCaffé

Paulo Serafim, Luís Portugal e Vítor Fernandes formam a OK Trupe, grupo que vai actuar hoje à noite, no ArteCaffé. "Ri, Rádio, Interferência" é o espectáculo que junta notas de humor com música e sketches característicos do melhor teatro burlesco. Eis os condimentos de uma hora e meia de actuação que culmina com a famosa banda sonora da série televisiva Bonanza.
O espectáculo conta também com convidados, ou seja, figuras que os artistas vão encarnando. De alma e coração, no regresso aos bons espíritos do café-teatro.
Do trio, Luis Portugal é aquele que tem a carreira mais longa, tendo ficado mais conhecido como vocalista do grupo Jafumega. Paulo Serafim passou pelos palcos de "A Barraca", onde foi dirigido e contracenou, entre outros, com Maria do Céu Guerra e Hélder Costa. Em Ourém foi maestro na Academia de Música. Passou depois pela SIC, onde era professor na série "Zero em Comportamento". Vitor Fernandes é um instrumentista de grandes recursos e responsável da sonoplastia.

09 novembro 2006

Incêndio em Alburitel



Na noite de terça para quarta-feira, à hora de fecho desta edição, deflagrou um violento incêndio numa empresa de construção civil, em Alburitel.
Passava da 1h00 da manhã quando a equipa de reportagem do NO se deslocou ao local, onde se encontravam já oito viaturas dos bombeiros de Ourém, uma de Caxarias e outra de Tomar, aguardando-se mais reforços. O incêndio estava então a ser combatido por cerca de duas dezenas de bombeiros. A GNR fazia controle do tráfego enquanto uma equipa da PT cortava a electricidade, numa noite que se adivinhava complicada, até porque ao lado havia outras empresas que era necessário salvaguardar.
As labaredas era visíveis da estrada e o fumo provavelmente proveniente de materiais tóxicos, dificultava a respiração.
Na próxima edição, o NO irá procurar fornecer mais informações sobre esta ocorrência.

Voltaram as cheias



No passado fim-de-semana as cheias voltaram a assolar o país. O distrito de Santarém voltou a ser um dos mais flagelados e o concelho de Ourém não foi poupado à força das águas que desta vez atacaram mais o norte do concelho, com a freguesia de Seiça a ser a mais sacrificada. Mas Nossa Senhora das Misericórdias, sobretudo em Vilar dos Prazeres e Lagoa do Furadouro, também sofreram inundações e tiveram estradas com trânsito condicionado.
Mas foi em Seiça, na Valada, que as coisas estiveram mais complicadas. A povoação ficou completamente cercada pelas águas e houve que derrubar muros. Uns caíram com a enxurrada e outros tiveram que ser derrubados para fazer o escoamento das águas que entrou pelas habitações adentro, levando tudo o que encontrava à passagem. Foi lá que um carro ficou completamente destruído ao ser retirado da ribeira. Mas não foram apenas habitações particulares que sentiram a desolação entrar portas adentro. Ainda não havia sido feita a recuperação da semana anterior e eis que mais estradas, pontes, barreiras, taludes caem, ou ficam em vias disso, obrigando a autarquia a deitar mãos à obra, um pouco por todo o concelho.
Também a freguesia de Formigais ficou mais uma vez assolada. Sensivelmente desde a zona da Junta de Freguesia até ao Agroal, era praticamente impossível passar de carro. No Agroal, segundo informações do CDOS, as águas subiram até 4, 99 metros, muito mais que na semana anterior
Os bombeiros de Ourém receberam, no dia 4, duas dezenas de pedidos de socorro, sobretudo para habitações em Seiça e no norte do concelho. No entanto, segundo informações do seu comandante, a meio da tarde deste dia, a situação estaria controlada, apesar de também terem tido que acorrer à estação ferroviária de Vale dos Ovos onde, como foi largamente noticiado pelas televisões, a linha do norte esteve interrompida e foram necessárias várias intervenções.
Já a Câmara viu-se obrigada a colocar na rua tudo quanto era maquinaria pesada para fazer face à situação.
Sessenta pedidos de ajuda em Fátima
Também a freguesia de Fátima viveu momentos difíceis, sobretudo na semana passada, o que levou a Associação Humanitária dos Bombeiros de Fátima a emitir um comunicado onde dão conta do ocorrido. «O concelho de Ourém e em particular a freguesia de Fátima», lê-se no comunicado, «foi assolada na madrugada do dia 25 de Outubro, por uma tempestade de água que causou graves prejuízos, nomeadamente devido a inundações em caves e garagens de edifícios e casas particulares.
Os bombeiros de Fátima mobilizaram todos os seus meios materiais e humanos para socorrer os muitos pedidos de ajuda que não pararam de chegar durante toda a madrugada e ainda ao longo do dia.
Devido à dimensão da tragédia, foi solicitada colaboração a outras corporações de bombeiros, que vieram de Ferreira do Zêzere, Caxarias, Ourém, Pernes, Minde, Chamusca e Constância. Estiveram envolvidos na operação dezasseis veículos e méis centena de bombeiros.
Tendo chegado ao conhecimento dos bombeiros de Fátima algum descontentamento de pessoas afectadas pela tragédia e que não foram prontamente socorridas pelos bombeiros, vem a direcção e comando esclarecer que foram registados, no quartel, sessenta pedidos de ajuda. Logo, seria humanamente impossível socorrer todos ao mesmo tempo.
Deu-se prioridade ao socorro de pessoas e também ao salvamento de bens. Naturalmente que a bombagem de água provocada pelas inundações não teria muita lógica fazer-se durante as enxurradas, já que não haveria, na maior parte dos casos para onde a bombear. Tudo estava inundado.
Os bombeiros procuraram minimizar os prejuízos e empenharam-se voluntariamente na operação ao longo da madrugada do dia 25 e durante todo o dia. A operação só terminou por volta das dez horas da noite. Mais não lhes podia ser exigido.
O seu trabalho acaba por ser reconhecido pela Junta de Freguesia de Fátima que, em ofício assinado pelo seu presidente, fez chegar à Direcção o seguinte agradecimento: "no rescaldo da intempérie ocorrida na noite de 24 para 25 e após ter constatado presencialmente em alguns sítios o desempenho rápido, corajoso e altruísta de todos os bombeiros, vimos prestar o devido reconhecimento em nome da Junta de Freguesia e de toda a população de Fátima, por todo o empenho dispendido"». O comunicado é assinado pelo Comando e Direcção.

As «Feiras dos Pobres»



A tradição das Feiras dos Pobres, que podemos considerar como a componente social do Jornal Notícias de Ourém, nasceu há já mais de meio século e, como tudo na vida, foi evoluindo.
Sendo pertença, por legado, do Património dos Pobres da Freguesia de Nossa Senhora da Piedade, o Notícias de Ourém iniciou esta, hoje considerada, sua vocação social, pagando nas farmácias os medicamentos dos mais desfavorecidos. Depois passaram a ser distribuídos, por alturas da Feira de Santa Iria, cobertores e outros agasalhos, aos mais desprotegidos. Aliás, deste tempo lhe vem a designação que ainda hoje mantém de "Feiras dos Pobres".
Dos cobertores, passou-se à roupa e calçado. Mais tarde entenderam os administradores convocar os carenciados e oferecer-lhes um lanche farto. Em tempos mais recentes pensou-se que, em vez do lanche, melhor seria distribuir mercearias que trouxessem algum aconchego aos lares, na noite da consoada. Manteve-se contudo a distribuição de roupas, trazidas por quantos querem participar.
Há 5 anos entendeu-se que o "cabaz" poderia ser um pouco mais farto se, ao esforço económico do Jornal, se juntassem os empresários e outras entidades concelhias. Feito o apelo, ele obteve resposta e de tal forma que, no ano seguinte, a iniciativa saiu de Nª. Sra. da Piedade, estendendo-se às outras freguesias do concelho de Ourém (porque, afinal, o jornal é de todo o concelho). Para fazer o levantamento dos casos com maiores necessidades, o Jornal contou com o apoio dos presidentes das Junta de Freguesia e das assistentes sociais do concelho, com o aval do Centro Distrital de Segurança Social. Os dados recolhidos são, obviamente confidenciais e, de tal forma que, se na freguesia de Nª Sra. da Piedade a distribuição se faz como sempre se fez, através de inscrição, e com as pessoas a levantarem os "cabazes", nas freguesias eles são entregues pelos presidentes de Junta e pelas assistentes sociais. Nos últimos anos ultrapassaram-se os 150 cabazes. Em cada um, para além do bacalhau para a consoada vão as mais diversas mercearias: leite, arroz, massas, açúcar, farinha, azeite, óleo, bolachas... enfim, o básico acrescido daquilo que é oferecido. Para além dos produtos de primeira necessidade foram acrescidos alguns outros a pensar, sobretudo, nas crianças.
Algumas entidades mais têm vindo a associar-se a esta iniciativa que deixámos de considerar do Notícias de Ourém para passar a ser de todos quantos a nós se têm juntado. De entre estes destacamos o Lions Clube de Ourém que tem vindo a organizar uma loja/ venda de Natal e apoia-nos também logisticamente.
Para além disso tem vindo a decorrer iniciativas com a finalidade de conseguir meios para rechear os cabazes.
Para este ano está a ser organizado um grande espectáculo. A ideia partiu de dois artistas nacionais: Toy e Chiquita. Os dois cantores, ao saberem do trabalho desenvolvido, de imediato se ofereceram para se nos associarem, o que muito nos deixa sensibilizados.
Com o seu apoio, avançámos então para a realização de um espectáculo de variedades que terá lugar no próximo dia 19 de Novembro, no Centro de Negócios de Ourém e onde estarão presente muitos artistas do nosso concelho, mas não só, e que culminará com a actuação de Toy e Chiquita.
As entradas terão um preço simbólico apenas para os gastos com a causa a que se destinam. Por isso, cada pessoa dará um euro e um quilo (1 kg de massa ou de arroz, ou de açúcar, ou de farinha, etc., ou um litro, que pode ser de leite, ou de óleo…). Com os euros compraremos os bens que ficarem a faltar.
Quanto mais recebermos mais teremos para dar e maiores serão os cabazes dos mais necessitados. Entretanto estamos já a cruzar dados com a Segurança Social, com as Juntas de Freguesia e com Assistentes Sociais, para que, chegados ao dia das entregas, esteja tudo a postos.
Até lá, quem quiser colaborar poderá fazê-lo dirigindo-se à secretaria do Notícias de Ourém, na travessa da Bela Vista nº 4 ou através de carta com donativo para Notícias de Ourém, Trav. da Bela Vista nº 4, 2490-569 Ourém. Não nos esqueceremos de ninguém quando chegar a hora de fazer os agradecimentos através das nossas páginas.
Desde já os primeiros agradecimentos a quantos se dispuseram a colaborar connosco na realização deste espectáculo, começando pela Sónia Mendes que criou o cartaz pelo nosso colega Rui Melo que, mais uma vez, ofereceu a sua impressão na Tipografia oureense.
Nest edição iniciamos a apresentação dos participantes no espectáculo.

Homenagem ao Maestro envolta em criticas à Banda



A ideia partiu de um grupo de mães de alunos da Academia de Música Banda de Ourém que organizaram, na passada sexta-feira, um jantar de homenagem ao maestro Mortágua, no restaurante Ponto de Encontro e a que compareceu cerca de uma centena de pessoas.
Raquel Ferreira, Isabel Vieira, Maria Silva e Ana Silva, afirmam ter esperado que a Academia tivesse tomada a iniciativa de ter avançado com um jantar de despedida mas, afirmam, como tal não sucedeu, decidiram avançar.
A motivação para esta homenagem, dizem ser «a dedicação do maestro aos jovens de Ourém», e recordam que «foi ele que deu início à banda de Ourém. Apontam a «paciência» e o «carinho» que o maestro sempre terá dedicado «às crianças», entregando-se «de corpo e alma ao que fazia». Acrescentam que «ele sozinho dava conta do recado» e que «agora estão lá vários e a desorganização parece ser grande», de acordo com «os lamentos dos miúdos».
Por isso, estas mães, lamentam que a Academia tenha «mandado embora» o maestro, «sem lhe fazer uma homenagem» que, «como oureenses», não quiseram deixar de lhe prestar. Acusam a direcção dizendo que lhe «ficou mal mandar embora o maestro sem comunicar aos pais e restantes membros da banda».
Quanto ao maestro, afirma uma «alegria enorme» que «excedeu as minhas expectativas». Isto porque, afirma, pensava tratar-se de um jantar com menos gente e diz que também não contava com a presença institucional da Câmara, Assembleia Municipal e Junta de Freguesia.
Os presidentes destes três órgãos afirmaram estar ali «para agradecer o trabalho desenvolvido pelo maestro» ao longo de todos os anos, tendo ajudado, assim, «a nossa juventude a criar o gosto pela música. Para Deolinda Simões, «se hoje há boas escolas de música em Ourém, isso acontece porque um dia houve quem incutiu nos jovens o gosto pela música e o maestro Mortágua foi uma dessas pessoas».
O maestro afirma-se comovido com esta iniciativa de pais, dizendo que ela competiria à própria Banda que «não está aqui» afirma, acrescentando que «também não faz falta», deixando evidente o mau-estar existente. Isso mesmo é confirmado logo a seguir com o maestro a referir a «muita mágoa pela forma como fui empurrado da Academia de Música. Fui posto fora de casa», afirma, «por excesso de zelo», diz. A razão que lhe terá sido apresentada prendia-se com a aposta na renovação e o maestro entendeu-o como um modo de lhe dizer «estás velho, vai-te embora». Mas considera que «ainda tinha muito para dar à Banda» e afirma que a atitude da direcção terá sido «um golpe também para os jovens, a quem foi difícil aceitar o modo como as coisas correram».
O maestro vai mais longe e diz que, embora reconhecendo o poder da direcção para tomar a decisão de o destituir, «julgo que se devia ocultar o grupo de trabalho e nada disto foi feito. Suponham que a maioria ou até todos os executantes tomavam a atitude que alguns dos mais velhos tomaram e demitiam-se. Ou a Banda acabava ou a direcção teria de se demitir…» e, acrescenta «sem querer ser amigo da onça, gostava que isto acontecesse». Porque, afirma, «seria uma lição para quem toma decisões destas».
Em relação à entrega dos instrumentos por parte de alguns executantes, quando confrontado com o facto destes terem acabado por regressar, o maestro diz que tal só sucedeu «porque o senhor presidente andou atrás deles e, após muitos pedidos, e porque gostam muito de música, voltaram».
Diz ainda que não entende esta atitude porque «tudo estava a correr bem e a banda tinha prestígio». A única razão que afirma encontrar para o seu afastamento «é a má formação das pessoas que falam com mau modo e de forma arrogante, quer para mim quer para os miúdos», acusa, referindo-se ao presidente da colectividade, a quem aponta o dedo dizendo que mesmo «sem conhecimentos de música, a direcção queria escolher os temas e a situação foi-se deteriorando».
Para Ourém, o maestro deixa a mensagem de que «as pessoas de Ourém são maravilhosas. Aqui encontrei uma juventude que, sem ser diferente das outras, para mim não há igual. E sinto que todos gostam de mim». Considera ainda que «o grupo de trabalho estava a funcionar bem. Só quem não gostava do maestro era a direcção, em particular o seu presidente».
Por isso afirma desejar que «a música continue a prestigiar o concelho de Ourém», já que «não gostaria de ouvir dizer que as coisas morrem porque há aqui muito trabalho, de muitos anos».
Defende, por isso, a necessidade de maior envolvimento dos sócios, sobretudo em períodos eleitorais porque, diz, quando é chegado o momento de eleger, «são sempre os mesmos que se auto-substituem e que acabam por vir depois a tomar decisões sem ouvir o grupo de trabalho» e deixa o apelo «par que todos os sócios se empenhem mais na vida das colectividades e saibam dizer não a determinado tipo de situações, para bem do bom funcionamento de um grupo de trabalho dentro de uma colectividade. É que, conclui, «o inimigo do aperfeiçoamento, do sucesso, do bom nome de uma terra e da sua gente, é o comodismo».
Face às acusações directas à direcção da associação em geral e ao seu presidente em particular, o Notícias de Ourém ouviu Avelino Subtil eu começou por dizer que «há questões que a direcção prefere deixar passar para não ter que discutir em público questiúnculas privadas».
No entanto esclarece que «a direcção presta contas dos seus actos aos seus associados em assembleia geral e não aos pais em particular». E no que toca ao funcionamento interno, diz que «cada grupo, nos termos do regulamento interno, elege um representante que é ouvido em reunião de direcção, o que aconteceu neste caso também».
Sem por em causa o trabalho desenvolvido pelo maestro Mortágua ao longo dos anos, Subtil considera a evolução dos tempos para dizer «ele teve um trabalho positivo e meritório mas as coisas mudam, evoluem, e a formação hoje tem outras exigências. Este ano havia alterações maiores devido aos novos horários escolares». Por isso, afirma, «falámos com o maestro, explicando-lhe que face à concorrência que hoje existe, há que adequar a oferta, acompanhando os tempos». Diz que «propusemos-lhe sir de forma honrosa, com uma festa de homenagem», mas «ele não aceitou».
Avelino Subtil não aceita que se diga ter-se tratado de uma posição pessoal e considera isso como um insulto para os restantes elementos da direcção como se «eles fossem pessoas incapazes de tomar decisões». O presidente da colectividade diz que de facto a situação havia sido devidamente discutida e a decisão assumida por todos mas sempre de forma cuidadosa face ao melindre de que se revestia. Segundo Subtil, o maestro não entendia a nova realidade e a necessidade de «dar um salto» do ponto de vista formativo. E diz que a partir do momento em que o maestro recusa sair de forma airosa, com homenagem, «havia que tomar uma atitude». E se há mágoa por parte do maestro face a esta atitude, também a há por parte da direcção que não entende que, na véspera do dia em que lhe ia ser feito o pagamento, o maestro se tenha dirigido à Banda e« com a sua chave, escolheu e levou o material que quis», o que considera «um abuso de confiança». Diz ainda o presidente da colectividade que «não fica bem a alguém que é pago para fazer um serviço, desafiar os executantes a abandonarem a associação e vir falar em prepotência».
Quanto a intromissões na escolha de reportório, Avelino Subtil garante que apenas uma vez terá havido um desaguisado, aquando da gravação do CD comemorativo dos 75 anos da Banda. Explica que este CD contava com participação dos cinco grupos da Academia, sendo que a cada um foram atribuídos 12 minutos no CD. Assim foi pedido aos maestros que escolhessem temas tendo em conta o tempo de que dispunham. Só o maestro Mortágua terá dito que o tempo não lhe chegava para a peça que queria gravar e que se não lhe dessem mais se limitaria a gravar uma marcha.
Subtil diz que acabou por haver negociações e apesar da direcção ainda ter posto a hipótese de lhe impor reportório, as coisas acabaram por se resolver a contento do maestro Mortágua mas para tal houve outros grupos que saíram prejudicados e ficaram com menos tempo de gravação. E apesar de ter cedido, Avelino Subtil fez saber ao maestro que a direcção não gostou que tal imposição tivesse sido feita, até porque, afirma, «é preciso ter espírito de abertura e saber reconhecer também o trabalho dos outros».

"Apontamentos para monstroários"

"Não trocamos as nossas tradições (o "dia do bolinho", o "dia de S. Martinho"…) por umas "coisas importadas" que metem abóboras e bruxas. Preferimos os nossos fantasmas e os nossos monstros.
Essa também é (será?) a opinião do sr. constantino corbain (heterónimo do "nosso" sr. Sérgio Faria), que resolveu publicar uns apontamentos para monstroários" que serão apresentado ao público a 11 de Novembro, pelas 17h, na Som da Tinta.

"Meta a menina para dentro" no Castelo

O Grupo de Teatro Apollo leva a cena amanhã, 11 de Novembro a peça de teatro "Meta a menina para dentro". O espectáculo tem a duração de 90 minutos divididos em duas partes com almoço no intervalo. Às 18h06 na Sala do Torreão, no Castelo. O bilhete custa cinco euros e inclui jantar volante. Pode ser adquirido antes,, no próprio local ou reservando na Divisão de Educação Desporto e Cultura. O espectáculo repete-se a 18 e 25 de Novembro. No dia 12 de Novembro, o grupo estará em Carregueiros, Tomar, com a peça "Leandro, Rei de Helíria", no âmbito de um Festival de Teatro, às 21h.
Blog
Desde o início de Novembro que o Grupo de teatro Apollo, de Peras Ruivas tem um blog. Em http://gteatroapollo.blogspot.com, o visitante poderá encontrar todas as novidades de agenda deste grupo de teatro, os espectáculos bem como notas sobre o grupo, os elementos que o compõem e outras novidades.

Fundação Dr. Agostinho Albano de Almeida: 3ª Idade em acção

A Fundação Dr. Agostinho Albano de Almeida, Instituição Particular de Solidariedade Social, com sede em Ourém, continua a pôr em marcha o projecto que visa a animação e o enriquecimento cultural e recreativo dos idosos, promovendo e realizando actividades variadas dentro e fora de portas.
Em Junho, utentes participaram num convívio à moda antiga na Mata Municipal de Ourém, junto à Escola Secundária, celebrando o Dia Mundial do Ambiente. Não faltou a merenda ao jeito de outros tempos, revivendo-se bons hábitos e costumes e matando-se um pouco as saudades de outrora. Ainda nesse mês, teve lugar a Colónia de Férias no Pedrógão, onde houve oportunidade para apanhar os ares retemperantes do mar, num ambiente diferente do habitual.
Os Santos Populares também não foram esquecidos e não faltou a popular cantora Lélita que animou a festa. Cumpriu-se a tradição com sardinha na broa e vinho da terra a acompanhar. Estas festividades registaram um excelente intercâmbio entre gerações, com os menos novos a conviverem com as crianças da Casa Dr. Alves, lar de crianças também gerido pela Fundação.
No mês seguinte, foi a área envolvente do Castelo de Ourém a receber mais um convívio. Do alto do morro, as vistas perdiam-se com a beleza da paisagem e o difícil foi mesmo o ter de regressar à base. A Administração está já a trabalhar numa outra visita, tal foi o sucesso da iniciativa.
Em Agosto, organizou-se uma viagem cheia de entusiasmo. É que muitos dos idosos só conheciam da televisão e da rádio os hipermercados. Cheios de vontade, aí foram eles conhecer com os próprios olhos uma grande superfície comercial, na circunstância, o Continente de Leiria. A diferença para a pequena mercearia a que estavam habituados, que não tinha sequer máquina registadora, era realmente abismal e foi uma oportunidade simples mas muito eficaz de contactarem com um mundo novo repleto de novidades.
Em Setembro, o Agroal fez parte da rota de actividades. Muitos nunca tinham visitado o local e quiseram mesmo molhar os pés nas águas com propriedades curandeiras de que tinham ouvido falar ao longo dos anos.
Já no final do mês, registou-se a participação no Dia do Idoso, actividade promovida pela Câmara Municipal.
O Conselho de Administração da Fundação aproveita a oportunidade para agradecer à empresa Aquino & Rodrigues a colaboração com a cedência de chapéus bem vistosos que permitem aos monitores e funcionárias identificar mais facilmente os participantes nos vários eventos exteriores.

Casos de polícia

A 30 de Outubro, um incêndio num veículo pesado, tractor, em Nossa Senhora de Misericórdias provocou danos materiais.
Uma colisão em Freixianda, entre dois ligeiros, provocou dois feridos leves.
Uma pessoa ficou ferida na sequência de um despiste de veículo ligeiro, em Atouguia, a 1 de Novembro. Uma pessoa ficou também ferida num acidente, no Cercal, depois da colisão entre um veículo ligeiro e um velocípede sem motor (bicicleta). No choque entre dois ligeiros, em Fátima, resultaram danos materiais.
Em Fátima, uma pessoa ficou levemente ferida, a 2 de Novembro, na sequência de um despiste de um ciclomotor em Fátima.
A 3 de Novembro, um despiste de um motociclo em Nossa Senhora da Piedade provocou um ferido leve. Em Espite, um choque entre um veículo ligeiro e um tractor agrícola provocou danos.
O atropelamento de um animal em Atouguia, a 4 de Novembro, provocou danos no automóvel. Um despiste em Fátima, de um ligeiro culminou em danos materiais. A 5 de Novembro, uma colisão entre dois ligeiros, em Caxarias, provocou três feridos leves.

FÁTIMA
Em 03NOV2006, apresentado indivíduo de 36 anos de idade por segurança de estaleiro de obras de construção civil por ter agredido outro, que lhe provocou cortes num braço e na anca, com objecto cortante de lâminas. O indivíduo ferido foi assistido no local e conduzido para o Hospital distrital de Leiria, desconhecendo-se o seu estado actual.

02 novembro 2006

Crianças fazem bolinho com avós

Mãos na massa, farinha já na cara e os 55 miúdos da escola do primeiro ciclo do ensino básico de Atouguia estiveram a fazer bolinhos, na manhã de 30 de Outubro.
O Miguel, e o Cristiano eram os primeiros da fila de dois, no primeiro grupo, de 18, que foram a casa da dona Ermelinda. No forno já estava a primeira fornada de bolos.
À saída da escola, a dona Rosa, uma dos cinco idosos que acompanhou o grupo, comentava: "Isto é bonito". É "bonito de ver" como se faz, repetia enquanto acrescentava que "eles não querem bolinho, querem dinheiro".
Os bolos iam ganhando cor no forno da dona Ermelinda, de 70 anos, ajudada por uma voluntária e uma funcionária do Centro de dia. Noz, frutos secos, aguardante e a massa bem amassada fazem parte do segredo dos bolos que levam por cima gema de ovo e uma pitadinha de acuçar.
Durante o dia foram cozidos 55 quilos de massa que, transformados em bolinhos foram depois entregues aos idosos, às crianças da escola, às entidades locais como a junta de freguesia e a farmácia local.
Também a dona Ermelinda diz que hoje "dá-se mais dinheiro". Para o bolinho, juntam-se os casais amigos, conhecidos que provam e vão buscar o bolinho.
Esta iniciativa que junta meninos e idosos do centro de dia já vem de há alguns anos. A professora, Piedade Frazão salienta que este é mais um dos momentos em que os meninos da escola se juntam com os mais velhos. No caso do bolinho, já chegou a ser cozido no forno do fogão da escola mas depois, foi aproveitada a oportunidade para fazer com a associação. Depois de estarem com "a mão na massa", os meninos voltaram para a sala de aula onde a temática dos trabalhos foi "o Dia do bolinho".

Deputado padrinho conhece problemas da população

O deputado do CDS-PP, José Paulo Carvalho visitou o concelho de Ourém para ouvir as populações e seus problemas. Numa visita em que esteve acompanhado pelo secretário-geral do partido, Martim Borges de Freitas tiveram oportunidade de reunir com os responsáveis da Sociedade de Reabilitação Urbana e conhecer o problema da população de Caxarias e que diz respeito às barreiras de supressão de som e passagem para peões na linha da REFER.
"Vou dar encaminhamento", diz o deputado referindo-se às 760 assinaturas conseguidas num baixo assinado que a população de Caxarias conseguiu. Este número de assinaturas "significa que o problema tem grande relevância", refere. O deputado deverá apresentar requerimentos junto das autoridades competentes".
Na reunião com a SRU, o deputado ficou a par do trabalho desenvolvido e dos projectos da mesma sociedade.
"Fátima tem desafio pela frente" e este é "de transformar Fátima num pólo de atracção turístico completo". O que significa fazer com que aqueles que visitam o Santuário permaneçam mais tempo no concelho e visitem outros locais como o castelo de Ourém que "tem uma potencialidade turística fantástica".
Em 2009, "em Ourém, o CDS pode voltar a ser poder nas próximas autárquicas. Não tenho dúvidas", afirmou Martim Borges de Freitas perante duas dezenas de militantes e simpatizantes.
O secretário do CDS considera que é preciso começar já a preparar as próximas autárquicas. No caso de Ourém, um vereador "seria importante". "Se este trabalho for estruturado, o CDS terá um vereador aqui".
E a nível distrital "perdemos um deputado e não vejo razões para não ter" nas próximas legislativas.
José Paulo Carvalho veio a Ourém como deputado padrinho do distrito de Santarém, numa "lógica de desenvolver políticas de proximidade". "É fundamental que estejamos a par de tudo porque onde estão os problemas das populações, é onde nós devemos estar a dar respostas", frisou.
Também a vereadora do CDS-PP na Câmara de Leiria, Isabel Gonçalves, bem como a responsável da concelhia do CDS, Sandra Nunes manifestaram a disponibilidade para estar e ouvir as populações.
Foi apresentado o blog da concelhia de Ourém, em www.cds-ourem. blogspot.com que terá notícias, actualização permanente sendo também um espaço de diálogo com os militantes e simpatizantes.

Atlético em Balanço

Como está a correr este ano a época ao Atlético?
Para aquilo que tínhamos projectado, está a decorrer dentro da normalidade. O único senão foi o jogo em casa com o Mação. A nossa ideia era ganhar todos os jogos em casa, no entanto já cá perdemos 4 pontos. Tirando isso está tudo dentro das linhas que tínhamos pensado.
Quais são essas linhas? Ficar nos 6 primeiros lugares?
É ficar nos 6 primeiros nesta 1.ª fase e depois na 2.ª fase, com a 1.ª divisão assegurada, tentar o melhor possível.
Subir está fora de hipótese?
Isso não! Isso só para loucos! A terceira divisão é completamente diferente. A cidade, a indústria e tudo o que poderá dar apoio não gere verbas suficientes para investir no futebol e assim é impossível. O objectivo deste ano é ficar na 1.ª divisão porque é sempre uma boa panorâmica que dá e alguma visibilidade ao clube. Só há uma série de anos é que estivemos dois anos seguidos na 1.ª divisão e era bom que nos conseguíssemos manter.
A prioridade são as infra-estruturas. Estamos à espera que saia a parte do apoio financeiro para continuar na construção do balneário de apoio ao campo de futebol de 7.
Nesse balneário vamos construir um 1.º andar que irá ter 1 auditório, 1 ginásio de manutenção e outro de recuperação. Hoje é imprescindível, e a nível distrital não temos nada.
Essas infra-estruturas irão ficar somente ao serviço do clube ou vão abrir a outros clubes?
A ideia é abrirmos a outros clubes. O massagista do clube e uma pessoa de Leiria estão disponíveis a aceder a esse projecto, que passa por darmos apoio a outras colectividades envolventes, não só do concelho de Ourém. Quem quiser usufruir daquele espaço terá que pagar o aluguer. Neste momento recorremos a um pessoa em Fátima que leva muito dinheiro por cada tratamento. A fazermos um protocolo com a pessoa que lá vai trabalhar, é evidente que essa pessoa irá dar apoio a todas as camadas do clube, das pessoas fora do clube irá ele receber o dinheiro que entender de forma a compensar o usufruto que dá ao clube. Neste momento estamos com um universo de cerca de 300 atletas o que é muita gente.
Quantas equipas praticantes o clube tem?
Neste momento são onze: 2 de escolas, 2 de infantis, 2 de iniciados, 1 de juvenis, 1 de juniores, 1 de seniores, 1 de veteranos e 1 de futebol feminino, sendo que de futebol feminino tem elementos suficientes para fazer duas equipas.
Quando começa a competição do futebol feminino?
Começa já a 11 de Novembro. O crescimento que houve da época passada para esta, foi a introdução de uma equipa das escolas (Escola B) que são os mais novinhos, uma segunda equipa de iniciados e é uma equipa feminina. Passámos de 8 equipas para 11.
Só em deslocações exige muita ginástica.
Muita. É um malabarismo, tem que haver colaboração dos pais que é fundamental neste capítulo. Por exemplo a segunda equipa de iniciados entra em competição com o compromisso dos pais colaborarem activamente.
Quantas carrinhas o clube possui?
Temos 3 carrinhas e 1 carro: O carro serve para os seniores virem de Leiria, outra carrinha está com os atletas de Mira de Aire e Fátima, as outras duas servem as camadas jovens. Há fins-de-semana em que vão 3 equipas ao domingo de manhã jogar fora.
Como é que resolvem esse problema?
Temos utilizado as carrinhas da APDAF e do Jardim Infantil.
Quanto é que o clube gasta mensalmente com as deslocações?
Na época anterior só em gasóleo gastávamos em média 500 Euros, este ano, no primeiro mês, passou para 650.
Em relação aos apoios, referenciou que no nosso concelho os apoios por parte das empresas são escassos. E a nível do poder autárquico, está satisfeito?
Satisfeito, nunca se pode estar. Sabemos das dificuldades que a autarquia atravessa, assim como todas as autarquias a nível nacional. Agora, olhando para o universo de atletas que temos e o de outras associações do concelho, estamos a ser mal vistos. Existe a argumentação por parte da autarquia de não nos dar os mesmos valores que dá a outras instituições o facto de terem investido no campo.
Portanto, não concorda com os critérios de avaliação?
Os critérios de avaliação não serão os mais ajustados. Porque se analisarmos, o que gastaram no Campo da Caridade, gastaram no campo de Vilar dos Prazeres. Nós, com a mesma verba que foi dada ao Vilarense e que foi dada ao Atlético, conseguimos fazer um segundo campo de futebol, neste caso futebol de 7.
Qual foi o valor dessa verba?
400 mil euros para investirmos no campo de futebol de 11 e nós fizemos também o de futebol de 7 para a formação e iniciamos a construção dos balneários. Houve uma grande ajuda da Tecnorém, mas houve também um grande malabarismo em termos de conseguirmos materiais de construção, mão-de-obra de algumas empresas da construção civil do concelho…
Houve também a campanha de venda do metro quadrado…
Sim, mas ficou um pouco aquém daquilo que se esperava. Alguns pensavam que aquilo se vendia que nem água, mas só não foram os primeiros a abandonar, porque nem sequer entraram! Portanto, deu uma grande ajuda para a época passada, sem dúvida nenhuma, porque nos 3 anos que estou à frente do clube, adquiriram-se duas carrinhas novas…
A Junta de Freguesia tem colaborado com alguma coisa?
A Junta de Freguesia colabora naquilo que pode. Penso que poderia colaborar muito mais, mas cada um é que sabe da sua casa. Houve um compromisso do actual presidente em oferecer um equipamento e depois voltou com a palavra atrás. Ou não sabia a realidade da Junta ou então deu o dito por não dito. Agora, o que é necessário em termos de máquinas ou de homens para ajudar nalguma coisa, têm estado sempre dispostos a ajudar e a colaborar, isso é um facto.
A vertente económica é que é mais complicado, dão-nos um apoio de mil euros.
É notório que, com esta direcção, assim como a anterior que no fundo são praticamente as mesmas pessoas, houve uma grande melhoria nas infra-estruturas do clube assim como no equipamento de apoio.
Foi o primeiro grande objectivo ou foi o saneamento das contas?
Em relação às contas do clube, não era muito o valor que estava em dívida. Havia questões bastante atrasadas, que nunca foram resolvidas, resolveu-se com permutas, compromissos de logo que possível saldar as dívidas (neste momento estão todas saldadas), adquiriu-se uma segunda carrinha numa base de confiança do concessionário. Neste momento, ainda só pagamos as jantes e os pneus! Não há papéis assinados a comprometer quem quer que seja, mas há a palavra e sempre a ser cumprido. Deram-nos dois anos para pagar o carro.
A curto prazo o objectivo é comprarmos um mini autocarro e já estamos a trabalhar nesse sentido, só que neste momento devido à minha situação profissional, fui obrigado a abrandar um pouco e as coisas estão a entrar um pouco em derrapagem. Houve assuntos em que declinei nalgumas pessoas, mas as coisas não se estão a resolver e em termos financeiros estamos com um sufoco muito grande, porque também chegou a altura das inscrições dos atletas na associação…
A inscrição de atletas na formação também tem custos?
Também tem, além disso, todos os nossos treinadores têm curso de treinador que foi uma exigência nossa, que tivessem o curso ou que fossem professores de Educação Física e são remunerados para esse efeito. Nos jogos em casa, estamos a procurar ter sempre presente uma pessoa para dar apoio de massagista, o que não abunda aqui no concelho e temos pessoas com formação na área da enfermagem a quem estamos a pagar e tudo isto são muitos custos. Temos miúdos desde a zona da Atouguia até para lá da Ribeira do Fárrio, o que é uma distância muito grande.
Para acarretar com todas estas despesas, têm que recorrer à organização de festas e de outros eventos.
Têm alguma actividade agendada neste momento?
Temos agendado para este sábado dia 4 de Novembro uma Noite de Fados no salão ao lado da Capela do Alqueidão. Para essa noite temos um bom elenco em termos de fadistas. São indivíduos que andam na noite do fado em Lisboa, são 2 homens e 2 mulheres. Vamos tentar com eventos desta natureza conseguir fundos para as despesas. Dentro de uma semana vamos começar a vender umas rifas a favor da compra de uma carrinha, que neste caso será para ajudar a liquidar a que temos. Dividindo as rifas por todos os atletas do clube e alguns directores e havendo a responsabilidade de terem que vender os blocos que lhes damos, penso que será fácil venderem-se. Sabemos perfeitamente que a actual conjuntura económica é deveras má.
Não têm tido apoio das empresas do concelho?
As empresas estão todas a cortar as despesas e tentar prorrogar as despesas o mais possível. Já devia ter entrado dinheiro relativo a publicidade da época passada e não entrou o que torna as coisas ainda mais complicadas.
Quando referiu que por motivos profissionais teve que abrandar um pouco a dedicação ao clube, as coisas entraram um pouco em derrapagem. Quer dizer que o trabalho em equipa não está a funcionar?
Neste caso não está porque o clube vive da carolice de 2 ou 3 pessoas, há outras que colaboram dentro das suas possibilidades, mas é muito pouco o tempo que dão em prol do clube. Outros estão ali quase como uma forma decorativa! Algumas pessoas que pertencem à direcção, e que deviam procurar arranjar algum dinheiro, não vão e as coisas não funcionam se não for a trabalhar em equipa. Já distribuímos algumas tarefas mas depois quem acaba por ter que fazer as coisas sou eu, e o tempo é pouco.
Isso revela algum cansaço. É o último mandato?
Iniciei um projecto do qual já se concluiu a primeira fase, que era a colocação do relvado sintético e a melhoria das condições de trabalho. Há uma segunda fase que é a conclusão das obras dos balneários do campo de 7 e dos ginásios de recuperação e outro de manutenção onde todas as pessoas possam queimar algumas calorias e aliviar o stress do dia a dia…
Quer dizer que só no fim dessas obras concluídas, é que pensa se vai ou não continuar à frente da direcção?
O mandato acaba em Junho do próximo ano, há aí outro projecto para arrancar (e já se está a trabalhar nele), e que consta da recuperação dos balneários antigos com a construção de um 1.º andar onde irá ter uma lavandaria. Contamos apresentar o projecto até Março do ano que vem, para concorrer a umas verbas do IDP.
As instalações são vossas?
As instalações não são nossas, mas para nos podermos candidatar a esse projecto era necessário termos o compromisso da Câmara (porque são os donos daquela área), em nos cederem as instalações por um período de pelo menos 20 anos e nós temos a promessa do Presidente da Câmara que disse que não havia problema nenhum, tanto que a parte de dinheiros e candidaturas para a construção do complexo desportivo no Carregal está completamente posto de parte. Na minha opinião não é nos próximos 10 anos que se faça lá alguma coisa a não ser movimento de terras. Portanto, nós estamos numa zona envolvente bastante engraçada.
Ou seja, a Câmara comprou o terreno e cedeu-o ao Atlético?
Sim, até que eles venham a ter outras instalações aquilo é nosso. A manutenção da área envolvente fica ao encargo da Câmara, assim como o custo de electricidade, etc. somos nós que pagamos, isso fará parte de um protocolo que ainda não foi assinado.
O património do clube, além do campo que é cedido pela câmara, é a sede?
É a sede que funciona na Rua António Pereira Afonso com uma boa área: duas lojas e uma cave ampla. Em relação ao campo, posso dizer que só saímos dali quando a Câmara nos arranjar outro espaço condigno e equiparado ao espaço que lá temos, porque as obras que lá se fizeram e o Presidente da Câmara diz que com o dinheiro que nos deu fizemos uma coisa que se fosse a Câmara a fazer não conseguiam… é evidente que há ali muita coisa oferecida por muita gente e carolice de várias pessoas.
Fizemos uma coisa que no estádio de Fátima não fizeram. pusemos um som fixo que não é alugado para os jogos conforme o Desportivo de Fátima tem que fazer. Ou seja, foi uma coisa feita com cabeça, tronco e membros. Há ali muito dinheiro nosso investido e a Câmara também já disse que não nos vai ressarcir aqueles valores, portanto quando sairmos dali têm que nos dar um espaço com as mesmas condições. Como eu vejo que não é nestes próximos anos que isso vai acontecer, o ideal é tentar-se investir ali a pensar num futuro a médio prazo, porque se fosse a longo prazo o que tinha sido bem feito era ter demolido aquelas bancadas e construir-se umas como deve ser.
Quais são as fontes de receita do clube?
A publicidade, o bar é muito pouco, a bilheteira está a dar para as despesas do jogo sem contar com a taxa do jogo que é muito grande.
E a loja?
Zero! As pessoas que continuam a ir ao futebol, por muito que me custa dizer, são as mesmas que iam antigamente. Vão mais meia dúzia do que iam.
E a formação?
A formação paga os custos que temos com ela e paga a luz.
Em relação à quotização dos sócios. As pessoas têm aderido?
A quotização tem sido muito pouco. Temos cerca de 1300 sócios, mas não temos mais de 400 que pagam as quotas, o que é muito pouco para o número de habitantes que Ourém tem. Agora, tudo isso nós sabemos que passa pelas pessoas que estão à frente dessa área e no incremento que dão. Ando há dois anos para fazer uma coisa mas sem ninguém que me ajude, é humanamente impossível. Trata-se de se passar por uma reestruturação em termos de numeração dos sócios, eliminarem-se aqueles que já faleceram, outros que desistiram, outros que mudaram de terra e deixaram de pagar e actualizar a numeração de associado e actualizar também o valor das quotas, porque 10 euros anuais sobra pouco mais que o custo do cartão de sócio.
A Câmara tem dito que é difícil acudir a todas as solicitações das associações e colectividades do concelho por serem muitas. Viria com bons olhos, uma possível junção do Atlético com outras colectividades da freguesia como o Juventude Ouriense, Alqueidão, Pinheiro, etc.?
Eu veria com bons olhos, mas é um bocado complicado…
Por outras palavras, dois clubes como o Atlético e o Juventude Ouriense "cabem" numa cidade como Ourém?
Muito sinceramente tanto o Juventude como o Atlético estão os dois bem dentro da cidade e acho devia de continuar assim, porque nós não sabemos se formos os dois pedir à mesma pessoa, se ele "divide o mal pelas aldeias" ou se formos só um, se ele daria o mesmo que dava aos dois.
Se alguma vez houvesse uma junção entre o Atlético e o Juventude, penso que seria benéfico, mas com alguma autonomia em termos de gestão de cada modalidade. Por exemplo, o Juventude tem a natação, o Atlético só está na área da formação enquanto que o Juventude além da formação tem a competição, aí seria uma grande vantagem para ambos.
Não sei qual será a vontade dos associados de ambas as colectividade.
Acha que, para resolver esse problema do excesso de colectividades, a iniciativa teria que vir do poder autárquico?
Outros clubes que estão aqui na freguesia e noutras freguesias vizinhas, por exemplo o Vilarense que é um clube que só tem duas equipas (seniores e juvenis por ser a condição necessária para estarem na 1.ª divisão), têm muita dificuldade em encontrar miúdos para constituir essas equipas. O Atlético sempre trabalhou na formação e cada vez trabalha melhor…
Um sinal disso mesmo foi a recente chamada de um jogador da formação do Atlético à selecção nacional sub-16 e depois a sua contratação para o Sporting. As contrapartidas para o Atlético foram boas?
As contrapartidas foram as possíveis, poderia ter sido mais, mas o jogador está numa instituição de solidariedade e sabíamos que iria morar para Lisboa. Foi para um clube que trabalha muito bem na área da formação e na parte humana, onde o Benfica trabalha muito mal.
Ainda dentro da formação, algum júnior da época passada passou a integrar o plantel sénior do Atlético desta época?
Subiram quatro mas enquanto que dois têm feito parte do grupo de trabalho os outros dois, um pelos estudos e outro por lesão ainda não participaram este ano.
Qual é o orçamento global do Atlético para este ano?
O orçamento total do clube é de cerca de cem mil euros.
Desse valor, quanto é o do futebol sénior?
No início apontamos para 20 mil euros, mas é mais um bocado. Não contamos algumas coisas que foram um pouco inflacionadas, mas é de cerca de 25 mil euros.
Esse valor está muito aquém dos vossos adversários.
Sim, de longe. É dos mais baixos da 1.ª distrital.
Os resultados são muito positivos olhando para o vosso orçamento.
Sim, se os resultados forem melhores vai aumentar estes valores porque nós temos o prémio de jogo que é condicionado em função dos resultados. As receitas também subirão o que é normal. Em termos de patrocinadores, não consigo manobrar mais, com este prolongar da minha actividade profissional.
O salto foi muito grande, quem não vai à Caridade há dois anos nota uma diferença abismal.
Com as condições que foram oferecidas tem vindo muita gente de fora para aqui, só que a massa humana para ajudar não acompanhou o crescimento.
Existe parcerias com outros clubes que estão em divisões acima do Atlético, como o Desportivo de Fátima ou o União de Leiria?
Não. Jogadores que subiram a seniores e que não fazem parte do nosso plantel, indicamos para jogarem noutros clubes, nós teríamos a opção de jogarem ou não as duas primeiras épocas e abdicamos disso. Estão a jogar em clubes como o Caxarias e Seiça.
Mas não acha que poderia haver uma parceria com um clube de divisão superior?
É um pouco complicado porque, por exemplo, um clube que está à frente de nós, por ter uma equipa no nacional, é o Fátima. Na área da formação nós trabalhamos melhor do que eles. Temos muito mais miúdos, embora quantidade não seja sinónimo de qualidade, mas eles para virem é porque alguma coisa tem de melhor. Pelo menos não andamos como o Fátima anda com a casa às costas. Hoje estão a utilizar mais o Estádio João Paulo II, mas de qualquer maneira utilizam o campo de S. Mamede ou de Vale Porto. Nesse capítulo vamos uns furos bem acima deles.
Na época passada, nos infantis estavam a trabalhar bem, fomos campeões de infantis de 2.º nível. Esta equipa, por muito pouco não passou ao nível 1.

Foi como um rio...

As cheias que na semana passada assolaram o país também não pouparam Ourém.
Na noite de terça para quarta-feira viveram-se alguns momentos complicados no concelho em geral e nas cidades em particular. Nesta, a lagoa de Seiça saltou do seu leito, nalguns casos criando desvios e levando na sua torrente tudo o que encontrava pela frente. Na avenida dos bombeiros, por exemplo, a força das águas rebentou com uma tampa de esgotos, saltando para a rua e abrindo um enorme buraco onde cairia, mesmo, um carro de bombeiros que havia vindo de Torres Novas para ajudar Ourém. Várias casas particulares ficaram alagadas, caíram muros e a corrente levou consigo estaleiros de obras que se encontravam perto das margens da ribeira. Houve animais arrastados na corrente e outros que ficaram isolados acabando por não comer durante vários dias porque não era possível chegar aos seus currais.
Fora do concelho, no Agroal repetiram-se imagens já vistas com o primeiro piso dos estabelecimentos ali existentes a ficarem completamente submersos. Mas para além desta localidade há a referir a queda da ponte do Cercal numa das estradas mais movimentadas do concelho, ligando-o Leiria. A situação teve que ser acudida de imediato e foi um empresário oureense que ali mandou colocar uma ponte de madeira provisória. Estavam previstas iniciar-se as obras naquele local na terça-feira, já depois do fecho desta edição, esperando-se que elas fiquem prontas hoje, sexta-feira e o trânsito normalizado.
Mas voltemos à noite 24 para 25. As coisas começam a complicar-se por volta da 1h00 da madrugada, quando chega o primeiro pedido de socorro aos bombeiros e, a partir daí, tudo de precipita.
Na Ponte dos Namorados, a raiz da grande tília que ali se encontra entope canos e passagens de água, obrigando a ribeira a mudar o seu curso. O caudal desloca-se para o passadiço ao lado e derruba o muro. Segundo o vereador com o pelouro das obras municipais, João Moura, «as coisas só funcionaram porque andaram 40 pessoas da Câmara, para além dos bombeiros e outros membros da protecção civil, toda a noite a tentar fazer com que elas funcionassem».
Na avenida dos Bombeiros, como já referimos, abateu um colector de águas pluviais, dando origem a um enorme buraco que a água tornava invisível e que por isso levou a que um carro de bombeiros de Torres Novas lá caísse, acabando o condutor por ser transportado ao Centro de Saúde.
Naquele local, foram muitos os que sentiram a água entrar-lhes pelas casas adentro, deixando um rasto de destruição. É que mais do que a água, a lama que fica depois, destrói tudo. Foi o caso de Rui Cancela que viu a água da ribeira invadir-lhe as terras, levar-lhe duas ovelhas, galgar o muro e entrar em casa. Mais abaixo, foi a vacaria de José Sotero que ficou completamente isolada com o desvio do leito da ribeira que criou um lago junto à vacaria impedindo a passagem, pelo que os animais acabaram por ficar vários dias sem poderem serem alimentados.
Do outro lado da estrada, a Casa Adão sentiu também a força da intempérie com a água a entrar armazém adentro, destruindo tudo o que se encontrava no rés-do-chão. Segundo Américo Adão, já não é a primeira vez que a água de cheias lhes invade o armazém, «mas nunca como desta vez», com água até 1,5m de altura.
Mais abaixo, junto à ponte do Carregal, um estaleiro da Batipor foi levado pelas águas. Também aí, e uma vez mais, o rio saiu do seu leito, criando um novo leito na margem direita. Na margem esquerda, o parque linear ficou submerso, tendo desaparecido tudo quanto eram tampas de rega e aspersores. As causas dos desvios do leito eram evidentes: as grandes árvores, nas margens, estendiam as suas raízes, desnudas, impedindo a livre passagem da corrente que era obrigada a desviar-se. Daí que ainda na ponte do Carregal fosse visível um buraco que, feito pela natureza tinha características visuais de verdadeira obra de arte.
Agora é tempo de deitar mãos à obra e arranjar o que a água destruiu. A avenida dos Bombeiros, uma das estradas da cidade a necessitar de intervenção, vê as obras precipitarem-se. É que, como explica o vereador responsável, já que é preciso furar, então, arranja-se tudo. Por isso, logo após a cheia, João Moura reuniu com responsáveis pelas diversas infra-estruturas: água, electricidade, gás, etc. para que, numa acção concertada, sejam deitadas mãos à obra e arranjada aquela estrada ficando já com todas as infra-estruturas necessárias.

Santa Casa vai abrir lar em 2007

A Santa Casa da Misericórdia de Fátima-Ourém estreou uma nova viatura para apoio domiciliário na comemoração do primeiro aniversário, a 27 de Outubro.
Trata-se de uma viatura oferecida pela filha de José Justino das Neves e Maria Rosa Henriques das Neves, Natália Neves e António Viera que "quiseram assim homenagear os seus pais e sogros", assinala o presidente da Santa Casa, Vítor Frazão.
Em Janeiro de 2007, a Santa Casa terá a funcionar o lar residencial, para 26 pessoas, num espaço arrendado, em Fátima. "Era uma residencial e nós depois de muitas tentativas conseguimos que ela reunisse condições. Neste instante, temos parecer da segurança social, bombeiros e centro de saúde que aprovaram o projecto", refere Vítor Frazão. A sede e lar transitória da Santa Casa Fátima-Ourém funcionará na Estrada de Leiria, junto à rotunda norte.
Ali funcionará também a cozinha do serviço de apoio ao domicílio, para os 15 utentes que, nesta primeira fase, a Santa Casa irá apoiar. "Vamos começar um projecto: Viver saúde", salienta ainda Vítor Frazão. "São projectos marcantes para uma Santa casa que se esforçou por mostrar obra", refere o responsável.
Esta sede é arrendada. "Vamos arrendar por 10 anos, renováveis por períodos de cinco. Pensamos que é um tempo suficiente para encontrarmos um terreno para a sede exacta da Santa Casa".
Ainda em início de actividade, a direcção da Santa casa já está a efectuar o levantamento topográfico de vários terrenos, estudando assim a possibilidade de iniciar a construção da sua sede social e também um espaço para serviços e lar.
Para a valência de lar, os responsáveis estão a receber inscrições de munícipes de todo o concelho. " O serviço ao domicílio, vamos começar, nesta fase, com utentes de Fátima porque as outras freguesias estão servidas pelos centros de dia e apoio domiciliário", explica Frazão. O responsável salienta também que "não vamos criar concorrência" referindo-se à outra instituição, em Fátima a fazer este trabalho, o Centro de dia e apoio domiciliário de Fátima. "Nós vamos satisfazer a pretensão de muita gente", refere.
Durante a eucaristia que antecedeu a bênção da nova viatura, o padre Rui Marto salientou o caminho que a Santa casa deve seguir, no serviço aos "mais pobres, mais humildes, mais sozinhos".

CRIF festeja 30 anos

O Centro de Recuperação Infantil de Fátima (CRIF) celebrou o trigésimo aniversário numa festa em que os protagonistas foram os meninos da instituição.
O lar residencial é a principal prioridade do CRIF, particularmente para alunos carenciados, afirmou o presidente da instituição, padre António Pereira. "Estamos confiantes que vai arrancar", frisou.
"Celebrar 30 anos é uma data muito importante para nós", salientou o responsável salientando que "temos mais projectos".
Hoje, "o CRIF orgulha-se do seu património mas orgulha-se do seu maior património que são os alunos".
Desde 2001 que o Centro de Recuperação Infantil de Fátima se encontra nas novas instalações, no Moimento, construídas com apoio estatal e privado. O padre António Pereira fez ainda um pequeno historial da instituição, de como nasceu e cresceu.
Num espectáculo subordinado ao tema "Os meninos dançam?", os utentes do CRIF mostraram algumas das actividades que realizam, aos pais, familiares e amigos.
A dança da reciclagem, uma demonstração de ginástica, a dança do rancho folclórico foram alguns dos momentos do serão que decorreu no espaço Fatimae. Desde a abertura daquele espaço que o CRIF tem lá patente uma exposição-venda dos trabalhos realizados pelos utentes.

Simone no aniversário da Quinta da Ramila

Simone foi a convidada especial no jantar do quarto aniversário da Quinta da Ramila onde distribuiu autógrafos no seu livro "Eu Simone, me confesso", declamou poemas e cantou com a sua voz e marcou presença de forma que não será esquecida.
Quase a completar cinquenta anos de carreira, a actriz de uma novela, cantora "vou gravar um disco" e que pretende fazer um espectáculo por este percurso nas artes e espectáculos designou-se como "uma mulher igual às outras".
"Quero continuar a ter as rugas que tenho e a saber envelhecer tentando não fazer disparates sobretudo não fazendo operações plásticas". Às suas palavras seguiu-se uma salva de palmas. Diz entender as operações plásticas por motivos de saúde, já não entende que raparigas "desatem a cortar-se. Não ficam mais bonitas, não ficam melhor", salienta.
Tem orgulho nas rugas que possui porque "se eu as tirasse, olhava para mim e não encontrava a minha vida, as minhas gargalhadas enormes, as lágrimas e as coisas magníficas que me aconteceram. Tirava de mim a minha história e, eu quero ver se consigo de pé, como as árvores, mas com uma bengala com bastão de prata, morrer".
Lembrou o ano de 1969 em que cantou a "Desfolhada" de José Carlos Ary dos Santos e música de Nuno Nazareth Fernandes, em que por não se lembrar da letra cantou que "quem faz um filho, fá-lo por gosto". O que lhe valeu insultos, além de outras situações menos delicadas. Simone de Oliveira não esqueceu Varela Silva, os filhos, os netos com quem gosta de jogar bowling, de ter tempo "para os meus amigos que são muito poucos" e de viver sozinha, na sua "solidão controlada".
A actriz, cantora, declamadora de poemas e que também escreve textos onde põe o "estado de alma" lembrou ainda que "os artistas portugueses são mal amados. Gostamos muito mais do que vem de fora. Gostava que soubessem que pintar a cara, estar sempre em exposição, pronta para responder às perguntas que fazem, às que não fazem e às coisas que dizem de nós em casa, sobretudo quando não são verdade, às vezes, pesa", salientou.
"À gente mais nova, eu digo vamos devagar, de degrau em degrau, nada de começar a casa pelo telhado. As fotografias das jornais são bonitas, as grandes manchetes, os romances de amor que as vezes saltam de um lado para o outro as vezes são feios … Mas se não se tiver humildade, se não se quiser fazer uma profissão com respeito próprio e com respeito pelo público, nada acontece", o conselho ficou dado aos potenciais artistas.
À quinta aniversariante
Confessou estar ali por amizade para com o amigo Jorge. Mas considerou o espaço "deslumbrante" e "magnífico". Ao longo da noite de aniversário desfilaram no palco, Ana Catarina Mendes, danças sevilhanas, a própria Simone e ainda houve espaço para uma homenagem à empresária Maria Lurdes Pedrosa, proprietária do espaço. Nas palavras que dirigiu aos 170 convidados: empresários, políticos e outras personalidades do concelho, região e do país.
"Adoro esta terra", salientou lembrando que veio de Lisboa para se instalar ali. Assinalou o trabalho e a luta nestes quatro anos e expressou o desejo que todos se sentissem em casa. "Ter sucesso exige uma grande confiança nos outros. Ninguém pode ter sucesso sozinho. Os outros são os mil braços que ajudam a a construir a vida de cada um. Acreditar é vencer", esta é uma parte do lema da Quinta da Ramila, restaurante e local de eventos.
À jovem artista
Sobre a jovem Ana Catarina Mendes que conquistou o segundo lugar no escalão da Grande noite do fado, no Porto, Simone de Oliveira que a havia ouvido ensaiar sublinhou a "voz bonita". A ela expressou votos de "tudo de bom, humildade, tranquilidade, serenidade e muitos bons cachets para comprar um automóvel".
Ela, Simone de Oliveira disse nunca ter tido essa possibilidade e acabou por "entrevistar" a jovem sobre a sua participação nesta gala de jovens talentos.
"Sorte e que nada lhe suba à cabeça", acabou por desejar à jovem fadista.
Simone de Oliveira (Lisboa, 11 de Fevereiro de 1938) é uma cantora, actriz de teatro e de televisão portuguesa.
Começou a cantar, ainda na escola secundária, tendo entrado para o centro de Preparação da Rádio que tinha como objectivo lançar novas vozes através da antiga Emissora Nacional.
Simone de Oliveira começa a destacar-se no final da década de 1950 e o auge da sua carreira atingiu com a interpretação em 1969 da canção Desfolhada portuguesa (1969), com letra de José Carlos Ary dos Santos e música de Nuno Nazareth Fernandes. Esta canção teve um enorme êxito nessa época, com uma letra que tocou os portugueses e participou no Festival Eurovisão da Canção, em Madrid. Apesar do sucesso interno, na Eurovisão não teve frutos (obtendo apenas quatro votos e um penúltimo lugar, apenas à frente da canção norueguesa).

Serenata para o Lar

O Alburitel Cultural encerrou no sábado com chave de ouro. Um jantar a reverter a favor do Centro de Dia da freguesia que encheu o salão paroquial.
A acompanhá-lo uma serenata de Coimbra pelo grupo de fados da velha academia «Verdes Anos» que puseram a sala a cantar alguns dos temas mais conhecidos da canção coimbrã, imortalizados pelos grandes nomes sua época de ouro. Fez-se magia com a sala a cantar em coro ‘quase’afinado a «Trova do vento que passa», ou a «Samaritana». Um serão diferente que satisfez não apenas pelo jantar e pelo espectáculo em si mas por proporcionar o encontro de muitos que um dia estudaram em Coimbra e ali se reuniram na saudade que aqueles fados tão bem ilustram.
Um momento também para o presidente da Junta de Freguesia, visivelmente satisfeito, fazer os seus agradecimentos aos muitos que, de algum modo, ajudaram a tornar possíveis todas as realizações do mês.
Elias Silva referiu os seus receios iniciais ao retomar uma iniciativa que havia tido um interregno de quatro anos mas que, no final acabou por cumprir os objectivos a que se proponha: fazer com que a freguesia fosse falada no concelho e fora dele. «Sinto-me feliz pela realização deste Alburitel Cultural», afirmou o autarca que deixou a promessa de que outros voltarão.
No final, antigos estudantes de Coimbra foram chamados a cantar a balada da despedida.
Presente no jantar o presidente do concelho directivo da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, o oureense Carlos André também não se furtou ao chamamento

«Gestos Esquecidos»

«Gestos Esquecidos» é o nome do novo livro de Fernando José Rodrigues, apresentado no sábado, na Som da Tinta.
Trata-se de um romance que retrata o Portugal da pós revolução e que, como afirmava Vítor Quelhas, no Jornal Expresso, «fala de sequelas ainda não cicatrizadas no pós 25 de Abril, sob a forma de uma bela e impressionante viagem ao mundo da solidão, da esperança e da partilha».
A apresentação da obra, no sábado, foi feita em moldes diferentes do habitual com o próprio autor a ler passagens da obra, acompanhado musicalmente por três jovens que se constituíram como grupo (re-versos) para este projecto que conta ainda com a participação da pintora Sílvia Patrício que ali expôs quadros inspirados no romance, que também inspirou os temas musicais que acompanharam a apresentação activa da obra.
Sinopse
Portugal, anos 80. Virgílio é militante operacional das Forças Populares - 25 de Abril (FP 25). Numa das acções revolucionárias em que participa mata José Trinan, empresário do norte, e fere gravemente uma das filhas. João Pedro, filho de Virgílio, só aos 18 anos toma conhecimento, pela voz de um juiz, das actividades do pai.
Mais tarde, quando decide partir em busca das suas raízes, o seu caminho cruza-se com Dulce, filha de José Trinan. Depois de viverem dias de paixão intensa, João Pedro decide contar-lhe toda a verdade. E tudo muda a partir daí.

EP insiste em não fazer Avaliação de Impacte Ambiental:

As obras do IC9 – troço Alburitel-Tomar, sublanço Carregueiros/Tomar (IC3), promovidas ilegalmente pela Estradas de Portugal, Entidade Pública Empresarial (E.P. E.P.E.), finalmente estão a parar, dado o Itinerário Complementar n.º 9 atravessar um Sítio classificado da Rede Natura, o qual é reconhecido pela União Europeia como Sítio de Importância Comunitária – PTCON 0045 - Sicó-Alvaiázere.
Os habitats naturais existentes apresentam um elevado interesse para conservação, conforme reconhecimento da União Europeia, encontrando-se os azinhais e sobreirais também protegidos pela legislação nacional.
Governo promove avanço ilegal da obra
No entanto, o Secretário de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades, João Manuel Machado Ferrão e o Secretário de Estado Adjunto das Obras Públicas e das Comunicações, Paulo Jorge Oliveira Ribeiro de Campos, declararam no Despacho n.º 21 452/2006 de 23 de Outubro o reconhecimento do interesse público para ocupação dos solos integrados na Reserva Ecológica Nacional, com vista a permitirem o avanço da obra numa área afecta cumulativamente à Rede Natura.
E.P. insiste em não efectuar Avaliação de Impacte Ambiental
Apesar de toda a regulamentação nacional e comunitária obrigar a que esta obra seja sujeita a Avaliação de Impacte Ambiental (AIA), a Estradas de Portugal continua a não promover o procedimento de AIA configurando uma actuação dolosa para o Estado português. Esta obra prevê a destruição do melhor azinhal da região, assim como uma mata de carvalhal-português e sobreiral sem que tenham sido avaliadas alternativas de localização.
Processos continuam nos Tribunais Administrativos
A QUERCUS antes do início da obra e no final de Janeiro último interpôs diversas providências cautelares no Tribunal Administrativo e Fiscal de Leiria (TAFL) para a suspensão da referida obra, por estar em causa a destruição de habitats protegidos e a integridade do Sítio de Importância Comunitária. No entanto, nunca existiu uma postura da Estradas de Portugal conforme com o cumprimento da legalidade à qual está obrigada.
Alertamos que existem recursos no Tribunal Central Administrativo Sul, também para a intimação dos ministros a não emitirem a Declaração de Imprescindível Utilidade Pública do empreendimento por manifesta violação da legalidade. No entanto, o Governo continua a avançar com o processo violando o princípio da legalidade estabelecido na Constituição da Republica Portuguesa e atentando contra o primado do Direito Comunitário da União Europeia.
Parecer do Ministério Público dá razão à QUERCUS
O Ministério Público emitiu parecer sobre o recurso jurisdicional aos Exmos. Senhores Desembargadores do Tribunal Central Administrativo Sul, no qual vem dar razão à QUERCUS no processo administrativo contra a Estradas de Portugal, Governo e OPCA.
O referido parecer reconhece diversas nulidades administrativas no processo de aprovação da obra do IC9, chegando mesmo a referir que a Sr.ª Juíza da primeira instância violou, por omissão, o art. 668 n.1 al. d) do Código de Processo Civil, visto não ter apreciado as questões relativas às nulidades invocadas.
Comissão Europeia regista queixa contra o Estado português
A Comissão Europeia registou como queixa a informação remetida pela QUERCUS sobre a aprovação e execução ilegal da obra do IC9 por atravessar o Sítio da Rede Natura sem ter sido efectuada Avaliação de Impacte Ambiental, com chamada de atenção e um pedido de esclarecimentos às autoridades portuguesas.
Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias pode condenar novamente Portugal
Para além do decorrer dos processos nos Tribunais Administrativos portugueses, a queixa na Comissão Europeia poderá acabar no Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias, com consequências para o Estado português e para o erário público.
A QUERCUS espera que o Governo português e a Administração das Estradas de Portugal cumpram a legalidade para que Portugal não seja novamente confrontado com mais uma condenação, conforme ocorreu na passada semana no processo da A2, pelo dono da obra, a Estradas de Portugal, não ter avaliado alternativas de localização do traçado de forma a não afectar a Zona de Protecção Especial de Castro Verde.
Lisboa, 30 de Outubro de 2006
A Direcção Nacional da QUERCUS

Explosão faz três feridos

Uma explosão numa pedreira em Giesteira, freguesia de Fátima, causou ferimentos em três operários, a 27 de Outubro.
Dois dos operários ficaram feridos com gravidade e foram transportados para o hospital pelos bombeiros de Fátima. De acordo com o CDOS, dois dos operários estavam a executar uma soldadura quando ocorreu a explosão, cerca das 19h00, cuja origem ainda não foi esclarecida pelas autoridades.
No local estiveram quatro viaturas e 11 elementos dos bombeiros de Fátima e uma equipa do Instituto Nacional de Emergência Médica.

Casos de polícia

Área da GNR
Dia 25, o despiste de um ligeiro, no Estreito, Urqueira, causou danos materiais. O mesmo resultou de uma colisão entre dois ligeiros, na Amieira, também freguesia de Urqueira. Na rua do Poço de Lameira, Fátima, deflagrou um incêndio numa habitação, de causas e prejuízos desconhecidos mas que se encontrava coberta pelo seguro.
Dia 26, de uma colisão entre 3 ligeiros, na Freixianda, resultou um ferido leve.
Dia 27, o despiste de um ligeiro na estrada de Alvega, causou danos materiais; uma colisão entre dois ligeiros em Andrés, Caxarias, provocou um ferido leve; o despiste de um ciclomotor em Areias, Gondemaria causou, também, num ferido leve. O mesmo resultou de uma colisão em Parcerias, Freixianda, entre um ligeiro e um ciclomotor.
Dia 29 deflagrou um incêndio florestal, de causas desconhecidas, no Ameal, N. S. da Piedade, tendo ardido cerca de 2 mil m2.
Área da PSP - Fátima
Em 20OUT2006 detido um homem de nacionalidade brasileira, 34 anos por Mandado de Detenção do Tribunal Judicial de Albufeira

EPO participa em projecto europeu

Um dos principais objectivos do eTwininng, é promover parcerias entre escolas europeias utilizando as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) no processo ensino-aprendizagem.
Deste modo a EPO, inscreveu-se neste projecto e seleccionou uma escola da cidade de Opole, na Polónia - "STRONA GAÓWNA" - (http://www.gzowski.opole.pl) para esta geminação, sendo um dos objectivos proporcionar aos professores e alunos uma oportunidade de aprenderem, com pessoas de outro país, outra cultura escolar e de, simultaneamente, exercitarem as suas competências em TIC utilizando o Inglês como língua de comunicação.
As escolas geminadas utilizam o portal eTwinning, (http://www.etwinning.net) que está disponível em 20 línguas, como forma de promover a parceria, através de fóruns e de conferências utilizando o "Skype" e o Messenger. Este projecto denominado "New job opportunities in the European Labour Market", visa a troca de informação entre os alunos de ambas as escolas, sobre as diferentes oportunidades de emprego existentes nos dois Países.
As duas escolas geminadas vão interagir por um período de tempo consideravelmente longo. No caso desta Escola prevêem-se cerca de 2 anos lectivos. Estão envolvidas neste projecto várias disciplinas, criando um espírito de interdisciplinaridade e troca de conceitos.
As turmas que actualmente estão envolvidas no projecto são o 2.º ano do Curso Técnico de Gestão de Equipamento Informático e o 2.º ano do Curso Técnico de Gestão.
Pretende-se, desta forma, motivar os alunos para desenvolver uma actividade diferente, inovadora e motivadora; demonstrar-lhes a importância da troca de experiências a partir de diferentes comunidades educativas e de diferentes culturas, alcançando-se assim uma consciência multicultural; enriquecer o conhecimento acerca da Europa; utilizar as vantagens das TIC diminuindo as distâncias e permitindo aos alunos e professores, alcançar as zonas mais recônditas da Europa, o que de outra forma seria impossível; aprender acerca dos diferentes sistemas de Ensino e diferentes mercados de trabalho existentes nos países Europeus (neste caso Portugal e Polónia).