15 junho 2007

O ciclo do pão em Fontaínhas


O ciclo do pão nas Fontaínhas foi motivo de festa nas Fontaínhas de Seiça, no fim-de-semanade 2 e 3 de Junho.
Exposições, tasquinhas, teatro, desporto e muita animação marcaram este evento organizado pela Associação Social e Cultural de Fontaínhas, que pretendeu, para além do convívio entre gerações, reavivar as etapas mais importantes do ciclo do pão, desde que este é cereal, até chegar às nossas mesas.
No sábado, aquando da inauguração do evento, estiveram presentes vários responsáveis políticos concelhios que visitaram a exposição, ficando a saber que esta seria visitada na segunda-feira seguinte, por alunos da freguesia.
A presidente da associação, Raquel Faria começou por agradecer os apoios a esta iniciativa de que, afirmou, «me orgulho muito». E acredita tratar-se de um trabalho «que deve deixar todos orgulhosos», dado o envolvimento que afirma ter existido por parte da comunidade.
Para o presidente da Junta de Freguesia, esta foi uma iniciativa «que deu muito trabalho» e para a qual «foi necessária muita união». Por isso, também a Junta de Freguesia «ajudou como pode», afirmou José Custódio que apontando as dificuldades económicas da Junta, considerou tratar-se de um trabalho «que merece ser apoiado». Por isso deixa a garantia a todas as colectividades da terra de que também elas serão apoiadas desde que «organizem eventos desta natureza».
Deixa ainda um agradecimento particular a João Rodrigues a quem chama de «João ideias» por já há muito defender a realização de um evento deste tipo.
Vítor Frazão começou por dizer ser aquele um evento «em que me apetece falar». Isto porque o vice-presidente da Câmara considera tratar-se de «uma lição que deveria ser aproveitada pelas escolas». E por isso deixa a promessa: a direcção que providencie pela filmagem do evento que a Câmara pagará a execução de um filme, desde que este possa ser revisado para ter uma função pedagógica e possa chegar às escolas. Isto por considerar tratar-se de «um trabalho digno de ser visto» porque faz a história de um povo, sendo testemunho do seu passado.
E, diz o vice-presidente da Câmara «Fontaínhas de Seiça tem primado pelas ideias» pelo que «estão de parabéns «todos os que trabalham quer idealizando quer concretizando».
E Frazão chama a atenção para o envolvimento da comunidade, exemplificando com uma cena composta por quatro bonecos, dois representando duas personagens humanas vestidas à moda antiga e dois burros, feitos por um casal da terra. Aliás para Frazão isto é demonstrativo da capacidade da associação em mobilizar as gentes da terra para participar nas suas realizações.
Afirmando-se contra aquilo que chama de «subsídio-dependência» o autarca recorda a disponibilidade da colectividade para estar sempre presente em organizações da Câmara e diz, em relação a esta iniciativa que «não se encontram muitas actividades som este carácter pedagógico, pelo que deixa o desafio para que ela se prolongue, noutros anos, e debruçando-se sobre outros ciclos de actividades representativos da economia local.
Também a presidente da Assembleia Municipal fez alusão ao carácter pedagógico da iniciativa recordando que se trata de retratar actividades que os mais novos já não conheceram mas que fazem parte das tradições do nosso povo. É esta, diz Deolinda Simões, «uma forma de construir o futuro respeitando as memórias do passado» e por isso insiste na ideia do filme e na disponibilidade da Câmara para que este fique como documento no futuro.
Ao NO Raquel Faria disse que esta era uma ideia que vinha já da anterior direcção e surgira na sequência de uma exposição etnográfica que a associação realizou na escola da terra, e que, já na altura, contou com a participação da comunidade aquando da recolha de objectos para nela figurarem.
A actual direcção, eleita em Janeiro passado traçou um Plano de Actividades que procura cumprir. Foi assim que já este ano celebrou o Carnaval, comemorou o seu 7º aniversário e organizou uma excursão, que este ano foi ao Porto.
Agora, o ciclo do pão, é um evento que esperam continuar em anos futuros, mas com diferentes ciclos: o vinho, o azeite, a água, etc.
Mas, ainda para este ano estão agendadas várias actividades. A mais próxima terá lugar já na noite de S. Pedro quando os jovens da freguesia se mobilizam na recolha de lenha para fazer uma grande fogueira. Esta é também uma realização centenária cuja memória se perde no tempo e que antes, nos tempos da tropa, eram feita pelos jovens mancebos antes de aí ingressarem. A obrigatoriedade da tropa acabou mas os jovens mantém acesa a chama de uma fogueira que chega a atingir muitos metros de altura.
Segundo a presidente da colectividade, o cumprimento do calendário a que esta se propõe só é possível com muitas horas de trabalho voluntário, fora dos horários dos empregos de cada um. «Todos os dias aqui ficamos até às duas ou três da manhã» afirma. Mas acredita ser esta a única forma para que não haja desistências e as pessoas se mantenham ligadas aos objectivos que as prendem. Isto, afirma, e «muito bairrismo». Raquel Faria acredita também que é o forte bairrismo das gentes de Fontaínhas que as une em torno das iniciativas o que, por sua vez, motiva a associação. Por outro lado, refere a «sorte de ter gente com muita habilidade». E aponta o moinho, a picota e os bonecos que ali testemunham o engenho das gentes das Fontaínhas.
De referir ainda que este «ciclo do pão» contou com um concurso de fotografias alusivo ao tema.

Tasquinhas na Urqueira



No passado fim-de-semana houve tasquinhas no parque de lazer da Amieira. A sua inauguração foi na sexta-feira ao fim da tarde e contou com a presença, para além dos representantes políticos da freguesia, dos presidentes da Câmara e Assembleia Municipal, do vereador João Moura, do deputado António Gameiro, natural da freguesia de Urqueira e do Governador Civil.
Coube ao presidente da Junta de Freguesia de Urqueira dar as boas vindas aos convidados e agradecer os apoios das associações que colaboraram na festa. «É um gosto ter associações que trabalham para si, mas também para o bem da sua terra», afirmou o autarca.
Quanto a outras intervenções, apenas usou da palavra o presidente da Câmara, já que quer a presidente da AM, quer o Governador Civil, nele delegaram a tarefa de dar «uma palavrinha» aos presentes. David Catarino saudou a população presente, ainda pouca àquela hora, referindo a excelência do local para a realização de convívios apontando as suas excelentes condições naturais acrescidas com as que foram criadas pela Junta de Freguesia, tendo destacado o parque Infantil que também sofreu melhoramentos recentemente, com a colocação de um novo pavimento.
Catarino enalteceu os valores da amizade através do convívio porque «é isso que dá sabor à vida», considerou o autarca.

Quatro anos de bombeiros em Fátima

A 25 de Junho, os bombeiros de Fátima completam quatro anos da sua autonomia como corporação de bombeiros voluntários. O aniversário será assinalado no domingo seguinte dia um de Julho com uma cerimónia simples entre bombeiros e corpos sociais.
Para aquele dia, além do almoço de confraternização, está agendada a promoção dos onze aspirantes a bombeiros de terceira classe que acabaram recentemente a formação conjunta com as corporações de Ourém e Caxarias. No mesmo dia serão também promovidos catorze bombeiros de terceira a bombeiros de segunda e um outro de segunda a bombeiro de primeira classe.
A corporação de Fátima tem no seu efectivo setenta bombeiros, todos com formação de desencarceramento e TAT tripulante de ambulância de transporte, sendo que a instituição conta ainda no seu quadro com quatro TAS tripulante de ambulância de socorro, para além de dois médicos e dois enfermeiros. De realçar o facto de no seu efectivo o corpo de bombeiros de Fátima contabilizar vinte e duas mulheres.
O reforço do corpo de bombeiros com a integração de mais onze elementos é um dado muito importante revela José Gonçalves presidente da direcção porque têm vindo a aumentar consideravelmente o número de pedidos de emergência e de serviços para consultas. Só este ano, os bombeiros de Fátima transportaram mais de duas mil e quinhentas pessoas.
A braços com a falta de meios de transporte, a direcção projecta adquirir mais uma ambulância. Muitas das vezes temos de pedir ajuda a corporações vizinhas, que nem sempre têm meios disponíveis para atender os pedidos de Fátima o que nos cria alguns constrangimentos, pois gostaríamos de atender prontamente quem nos solicita, disse José Gonçalves.
É com esse objectivo que os bombeiros vão organizar um arraial com música popular previsto para o dia vinte e um Julho, para angariar receitas destinadas à aquisição da viatura de custo avaliado em cinquenta mil euros dado tratar-se de uma ambulância de socorro.
Para a compra da ambulância já está contabilizada a verba de vinte e três mil dólares provenientes da angariação de fundos promovida pela comunidade portuguesa de Long Brach USA, estando prevista a deslocação a Fátima de representantes daquela comunidade para efectuar a entrega do valor angariado que ocorrerá durante o arraial de Julho.
O programa do arraial será lançado brevemente e nessa altura será feito um apelo à população para participar no arraial e ao mesmo tempo apoiar a instituição para que esta possa conseguir as verbas necessárias para a compra da ambulância.

«Vós sois a ternura do mundo»


A Peregrinação das Crianças congregou namanhã de 10 de Junho, no Santuário de Fátima, vinte e cinco mil meninos e meninas vindos de todo o Portugal. Pela primeira vez, um grupo estrangeiro de crianças, neste caso da Áustria, participou nesta peregrinação que contou com um total de 130 mil participantes (crianças e adultos).
Presidiu a este encontro o Bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto. Concelebraram o Bispo Emérito da Diocese de Leiria-Fátima, D. Serafim Ferreira e Silva, e vários sacerdotes, incluindo o Reitor do Santuário de Fátima.
Ainda que no início das celebrações a chuva obrigasse as crianças a resguardarem-se nas Colunatas, no momento da celebração da Eucaristia a chuva parou e as crianças puderam ocupar o lugar que lhes estava especialmente reservado, a escadaria do Recinto.
Muitos outros meninos e meninas, alguns ainda bebés, estiveram junto dos seus familiares na grande massa humana que quase encheu o Recinto de Oração.
No momento final foi oferecida a todas as crianças a tradicional "surpresa", que este ano foi o livro "A Visita da Senhora do Rosário", editado propositadamente para esta iniciativa.
Esta peregrinação marca a diferença relativamente às outras realizadas no Santuário, uma vez que todos os aspectos são preparados e vividos a pensar nas crianças. Também a homilia foi totalmente dedicada aos mais novos. Nela, D. António Marto recordou as aparições em 1917 e, com o exemplo de vida dos Pastorinhos videntes, convidou as crianças a serem colaboradoras de Deus.
Crianças: colaboradores de Deus
"Notai bem que as crianças são muito importantes para Deus. (…) Quero que graveis na memória e no coração: Vós sois muito importantes. Deus conta convosco e espera muito de vós. Quer que sejais colaboradores dele para tornar o mundo melhor: mais belo, mais fraterno, mais justo, mais santo e, por isso, cheio de paz, onde não haja divisões entre os homens e os povos. Vós sois a ternura do mundo", afirmou o bispo interagindo com as crianças, que espontaneamente batiam as palmas.
D. António explicou às crianças que o "SIM a Deus e aos Irmãos" representa o "SIM ao amor" e que esse "Sim" deve significar, na actuação dos mais novos, "o respeito pelos outros, na família e na escola", e implica "ajudar todos os que precisam de nós, em qualquer circunstância ao longo da vida" e "ser capaz de partilhar com os outros as nossas alegrias e as nossas tristezas, (…) repartir com os outros, em especial com os que têm menos".
"O amor é o mais belo presente de Deus, que poderemos oferecer aos outros todos os dias da nossa vida", conclui o prelado.
Foi neste espírito que, no momento da oração dos fiéis, pela voz de algumas crianças, todos rezaram por todas as famílias e povos do mundo, pelos casais que não se entendem para que descubram a paz, pelo fim da guerra e pelo amor nos corações, pelos doentes e abandonados e pelas crianças que gostariam de poder participar na Peregrinação a Fátima e que o não tinham podido fazer.
Na Peregrinação deste ano as crianças trouxeram elas próprias presentes para Nossa Senhora, colocados no momento da apresentação dos dons junto de uma grande cruz, defronte do altar da peregrinação. Assim, de todo o país, foram entregues no Santuário dezenas de Rosários, de todas as cores e de variadíssimos materiais. Sementes, pão, lã, tecido, massa alimentícia, búzios, conchas, madeira, cartão, papel, pedra, cera e bolas de pingue-pongue foram alguns dos materiais criativamente usados pelas crianças para a elaboração dos Rosários.
Mas não foram só Rosários que foram oferecidos a Nossa Senhora. Em resposta ao apelo do Santuário, as crianças entregaram radiografias velhas e tinteiros já usados, que serão objecto de solidariedade para com crianças necessitadas.
Peregrinação teve hino inédito
Para a Peregrinação das Crianças deste ano, no 90º Aniversário das Aparições de Nossa Senhora em Fátima, foi criado um hino a partir das palavras proferidas pela Virgem: "Sou do Céu…a Senhora do Rosário", tema geral da peregrinação.
A letra inédita do hino "Sou do Céu" recorda as aparições de Nossa Senhora do Rosário aos três Pastorinhos. Foi escrita pela Irmã Maria Isolinda, responsável pela secção "Fátima dos Pequeninos" no jornal oficial do Santuário de Fátima "Voz da Fátima" e membro da Comissão da Peregrinação das Crianças.
A música é da autoria de Cristiana Francisco.
Ainda em termos musicais, o coro infantil do Santuário de Fátima "Schola Cantorum Os Pastorinhos de Fátima" voltou a ser o grande animador musical da celebração eucarística.
"A Visita da Senhora do Rosário"
"A Visita da Senhora do Rosário" foi o livrinho oferecido a todas as crianças que estiveram em Fátima a participar na Peregrinação Nacional das Crianças.
A prenda-surpresa que o Santuário ofereceu publica os desenhos e os textos vencedores do concurso nacional dirigido a todos os alunos do 1.º ciclo e que contou com a participação de cerca de 2500 crianças, de estabelecimentos de ensino de todo o país.
Na abertura do livro, D. António Marto escreveu: "Hoje sois vós, meninos e meninas, e todos nós, afinal, que devemos dar a conhecer os recados que Nossa Senhora deixou em Fátima, recados de Deus, nosso pai e tão nosso amigo! Se fizermos o que Ele manda, seremos amigos d’Ele e amigos uns dos outros".
Para além do livro, distribuído no final das cerimónias da peregrinação, as crianças receberam, logo à chegada ao Santuário, uma pulseira em tecido, distribuída em várias cores com as palavras "90 Anos das Aparições de Fátima".

Desenhos das crianças colocados no Santuário
Mais de uma dezena de painéis com alguns dos melhores desenhos do Concurso Nacional foram colocados como cartazes nas alamedas laterais do Recinto do Santuário.
Na obra "A Visita da Senhora do Rosário", a presidente do Júri do Concurso, Emília Nadal, escreve sobre a generalidade dos trabalhos recebidos: "A expressão das crianças é simples e alheia a artifícios, reduzindo-se ao essencial; isso não excluiu, antes supõe, a afectividade que envolve a percepção das realidades que representam e evocam nos seus desenhos, nas expressões dos diferentes grupos etários. Nessa perspectiva, o júri do Concurso distinguiu alguns trabalhos que, sendo fiéis ao tema das Aparições de Nossa Senhora, o interpretaram com particular espontaneidade, beleza e criatividade".

Escuteiros organizam casamento à moda antiga



Com o objectivo de angariar fundos, o Agrupamento 1263, da Ribeira do Fárrio, organizou, no passado dia 2 de Junho, um serão bem diferente. À mesa juntaram familiares e amigos num jantar de convívio e, ao mesmo tempo, o grupo de Teatro de Seiça representava a peça «O casamento». No fundo um entrecruzar da acção, onde a assistência era também actora, desempenhando o papel dos convidados na boda. Claro que se tratava da encenação de um casamento «à moda antiga» e por isso o repasto servido remetia também para o tempo dos avós, onde não faltou a canja de galinha caseira, as sopas do verde, tradicional à época, nos casamentos realizados na região, seguido do catrepe, prato também típico, de carne de cabra e do frango assado. Foi, assim, a recreação de uma tradição onde até a marcha nupcial foi tocada pelo acordeão.
Participaram neste evento cerca de duas centenas de pessoas.

Green party assinala 15 anos da Topeca



Uma lagoa, o pôr-do-sol, a envolvente natural a servir de cenário a uma festa para a Topeca comemorar o 15º aniversário, a 2 de Junho.
Com uma responsabilidade social e ambiental bastante acentuada, a "green party" serviu para proporcionar aos mais de 500 convidados momentos de convívio e de espectáculo. Espectáculo de rua, fogo de artíficio e animação multimédia foram conjugados com a apresentação das novidades da empresa.
O site institucional, www.topeca.com, apresenta-se totalmente remodelado e com novas funcionalidades. Tem o Catálogo Técnico completo com toda a informação essencial para a correcta aplicação dos produtos e ainda um pequeno filme exemplificativo do modo de utilização. Tem ainda uma área reservada especialmente pensada para engenheiros, arquitectos e projectistas onde podem encontrar informações várias.
Na noite de glamour foi ainda lançado um novo site, www.topecaonline.pt, vocacionado para a vertente comercial e que estará on line a partir de 18 de Junho. Será uma ferramenta de trabalho para os clientes que poderão efectuar encomendas on-line, ver o estado da encomenda, ver a conta corrente, a tabela de preços entre outras funcionalidades. Foram ainda apresentadas as novas embalagens com um novo design, diferenciador, moderno, e futurista.
"Iremos lutar, sei que o futuro continuará a sorrir", afirmou um dos responsáveis da mesma, no final das apresentações.
Aposta ganha
Mário Albuquerque, agora deputado e que na data de fundação, 1992, era presidente de Câmara de Ourém referiu-se ao percurso efectuado por Francisco Nunes ao longo dos últimos 15 anos. "Tudo foi feito no sentido de viabilizar o sonho", recorda.
Frisou ainda a preserverança e aposta concretizada por esta empresa, mesmo na actual situação económica e, salientou que a Topeca se tornou numa referência.
O vice-presidente da autarquia, Vítor Frazão apontou a "arte e engenho" com que a família Nunes impulsionou a empresa. "honram o concelho e o país".
Durante a noite, a Topeca entregou quatro distinções: Fornecedor mais antigo, cliente mais antigo, maior cliente em 2006 e maior cliente internacional.
Ganhar mercado
A empresa sedeada em Cercal-Ourém dedica-se ao fabrico de argamassas secas, tais como rebocos, cimento-cola, argamassas de acabamento, acabamentos
para pavimentos, argamassas epoxy, betonilhas, argamassas coloridas e outras argamassas técnicas.
Investigação e desenvolvimento são duas palavras de ordem na empresa que além do mercado nacional aposta nos mercados externos: Espanha, França, Angola, Moçambique, Cabo Verde e Guiné Bissau. A exportação para estes países "já pesou mais de 5% da facturação em 2006", revelam os responsáveis da empresa.
A Topeca "tem continuado a ganhar quota de mercado e é hoje um líder de mercado". Actualmente emprega hoje 18 pessoas e factura mais de seis milhões de euros.
Os objectivos para 2007 são a facturação de 6 500 000 euros, aumento da exportação sobre o volume de vendas para cerca de 10% e uma nova unidade de produção que irá duplicar a produção.
Desde 2003 que a empresa possui certificação de qualidade tendo sido "a primeira empresa do sector" com esta distinção. ‘’Produzimos muitos produtos para a área da renovação e a crise tem-nos passado ao lado. Apostamos muito na identidade e na imagem de marca, queremos estar sempre à frente", salienta César Nunes, em nome da empresa.
Empresa familiar
Em 1992, vindo de França onde esteve emigrado, Francisco Nunes enveredou pela decoração e pintura. Mas ostrabalhos de decoração e acabamentos e conservação do património não eram uma prioridade.
Enveredou então para a construção civil, onde se destacou rapidamente, também a nível de acabamentos. Com o grande número de encomendas de argamassas abandonou o negócio da construção civil e dedicou-se à Topeca.

«Há magia nos números»



Notícias de Ourém (NO): Este livro resulta de uma tese de mestrado. Porquê a escolha deste tema?
Eunice Neves (EN): Este livro é uma adaptação da dissertação que realizei para o Mestrado em Matemática Para o Ensino, entre 2002 e 2005, no Departamento de Matemática da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, cuja orientadora foi a doutora Isabel Serra. O tema escolhido para a dissertação (e já antes disso para a cadeira de Seminário), História da Matemática, é um tema que sempre me interessou, mas principalmente desde que foi introduzida a reforma do Ensino da Matemática, poucos anos depois de ter começado a dar aulas. Nela se dá mais importância ao enquadramento histórico dos temas leccionados como forma de humanizar a disciplina, evidenciando o seu desenvolvimento construtivo, que contrasta com a ideia de uma disciplina imutável; através da História, podem levar-se os alunos a dar valor à evolução que esta ciência sofreu ao longo do tempo e aos métodos de resolução de problemas que hoje coloca ao nosso dispor.
O meu projecto de dissertação constituiu-se, essencialmente, como um trabalho experimental: depois de analisado todo o currículo da disciplina de Matemática (1º, 2º, 3º ciclos e secundário), foram seleccionadas unidades temáticas por ano para as quais fiz um estudo do ponto de vista histórico e elaborei episódios de fácil leitura, bem como um suporte de slides animados (powerpoint) e actividades de aplicação imediata. Com este trabalho realizei "Acções de Formação" para alunos do 3º ao 12º ano nas escolas da sede do concelho (EB1 nº1, EB 2/3 D. Afonso, IV Conde de Ourém e Secundária de Ourém), em diversas ocasiões, o que permitiu aperfeiçoamentos sucessivos até chegar ao trabalho que é apresentado no livro (que inclui um CD Rom com as apresentações).
NO: Matemática e História. Aliados ou meramente compatíveis?
EN: Bons aliados desde que bem relacionados (com sentido de oportunidade e de uma forma bem planificada).

NO: Qual a importância da História da Matemática na aprendizagem da Matemática?
EN: Além de contribuir para mostrar que a Matemática é obra de homens e mulheres comuns (embora com algumas características importantes como a persistência e a capacidade de trabalho, por exemplo), o ensino, ainda que formativo, da História da Matemática pode contribuir para motivar os alunos, nomeadamente os que têm menos apetência ou gosto pela disciplina, por ser possível fazer uma abordagem interessante com um grau de dificuldade acessível a todos.
NO: Na introdução pode ler-se que há uma "necessidade de formação contínua dos docentes". É muito sentida? Como colmatar, fora dos grandes centros esta necessidade?
EN: Eu penso que essa necessidade é sentida - eu senti, por isso mesmo fui fazer o Mestrado! Colmatar esta necessidade fora dos grandes centros não é muito fácil pois é neles que trabalha quem tem mais condições para dar formação específica de cada área.
NO: Lê-se ainda que "os manuais escolares abordam alguns temas de forma sucinta". Isso obriga a uma maior pesquisa e preparação por parte dos docentes?
EN: Não é possível a um professor abordar a História da Matemática na sala de aula recorrendo exclusivamente à informação fornecida no manual (quando a tem...); para se fazer uma abordagem histórica consistente de qualquer tema é necessário estudar o contexto sócio-cultural e averiguar qual a fase do desenvolvimento da Matemática em que se insere.

NO: O uso da matemática é um acto muito antigo. Hoje em dia, quase não se fazem "contas de cabeça" e permite-se a utilização das máquinas de calcular na sala de aula. Como se explica isso?
EN: O recurso às calculadoras é tão importante hoje como o recurso ao ábaco o foi na antiguidade. Se o objectivo da aula é ensinar a calcular, obviamente não se usa a calculadora; mas se o que se pretende é que o aluno aprenda a interpretar e relacionar factos, resolver problemas, investigar, então o uso da calculadora, do computador ou qualquer outro instrumento que permita a concretização de uma aula de carácter experimental, quer no ensino básico quer no secundário, é imprescindível.
NO: Há magia nos números? Como se cativam os alunos para a Matemática?
EN: Há magia nos números! Pelo menos, assim acreditavam Pitágoras e os seus discípulos... os números têm propriedades muito interessantes e curiosas, de tal forma que pareceu, a quem as "descobriu", ser difícil que se tratassem de coincidências, o que os levou a atribuir a certos números um significado místico. A magia hoje é conseguir transmitir aos alunos que, mesmo que não seja místico é, no mínimo, muito interessante redescobrir todas as propriedades curiosíssimas que os números têm.
NO: Qual é o truque para ensinar esta disciplina?
EN: Gostar mesmo muito do que se faz, da muidagem, da disciplina e da inovação. Entergar-se à profissão por vocação. Idealizar cada aula com o mesmo entusiasamo da primeira. Ter uma boa preparação científico-pedagógica, inclusivamente nas áreas interdisciplinares.
NO: O livro convida à leitura da primeira à última página como se de uma história se tratasse. Houve esta preocupação?
EN: Sim. Ao escolher os temas a abordar em cada ano tive a preocupação de escolher um tema que fosse relevante nesse ano (pelo peso curricular ou por ser a "novidade" do ano) e que, na medida do possível, permitisse uma certa sequência no texto.
NO: O objectivo desta obra é proporcionar alternativas aos conteúdosdos manuais escolares?
EN: O objectivo desta obra facultar aos professores a possibilidade de prepararem/concretizarem uma aula/sessão de História da Matemática bem enquadrada nos temas que estiverem a leccionar sem que necessitem (obrigatoriamente) de consultar outros materiais. Não constitui, de forma alguma, uma alternativa aos manuais escolares: apenas um complemento para quem quiser experimentar os benefícios da introdução/abordagem histórica dos temas da Matemática.
NO: É um livro para ajudar professores ou também pode ser lido por outros interessados na matemática e na história desta?
EN: Este livro tem como público-alvo mais directo os professores dos diversos ciclos de ensino e, no caso do 1º Ciclo, também os professores/monitores de ATL, pois as actividades podem perfeitamente realizar-se num contexto extra-curricular. No entanto, qualquer pessoa (alunos inclusive) que tenha gosto pelas coisas da Matemática pode ler o livro e tentar fazer algumas das actividades: estou certa de que podrão mesmo divertir-se com algumas delas!
NO: A apresentação do livro decorreu em Lisboa. Em que iniciativa foi inserido o lançamento?
EN: O livro foi lançado na "Grande Feira da Matemática" que inaugurou o Clube de Matemática da Sociedade Portuguesa de Matemática no Museu da Ciência, em Lisboa, no passado dia 1 de Junho. Foi apresentado ao público (professores e alunos de diversas escolas, entre outros convidados) pelo Professor Doutor Miguel Ramos, que era o presidente do Departamento de Matemática no ano em que defendi a Tese de Mestrado e pela Doutora Isabel Serra. Este livro foi escrito sob proposta do Departamento, que se mostrou disponível para custear a edição. No entanto, foi possível à faculdade propor ao programa "Ciência Viva" o financiamento deste projecto, que respondeu afirmativamente. Assim, o livro não é comercializável: a sua distribuição é gratuita (nesta edição, de 2000 exemplares) por se destinar à promoção de actividades pedagógicas no ensino básico e secundário.
NO: Quando será lançado em Ourém, nas escolas?
EN: Ainda não há nada previsto para um "lançamento" em Ourém. Eu própria entregarei o livro nas escolas da sede do concelho onde continuo a realizar as Acções de Formação para alunos, que este ano foram financiadas pelo "Concurso Ciência Viva VI" mediante um projecto que elaborei e com o qual concorri. Penso que o Departamento de Matemática da FCUL está a providenciar para que os livros sejam distribuídos pelas escolas assim que possível.
Quanto às livrarias, como o livro não é comercializável, o mais que podem fazer é divulgá-lo... O que já é bom. Quem estiver interessado em adquiri-lo, apenas tem que contactar o Departamento de Matemática da FCUL, que lho enviará.

Mais dinheiro para a estrada 349

Segundo informação emitida pelo secretariado do Partido Socialista de Ourém, este «regozija-se pelo facto da Estradas de Portugal ter reforçado o orçamento para a recuperação da estrada 349, entre Ourém e a Memória». São mais 54 mil euros destinados à construção de passeios, ao longo desta estrada, na freguesia de Espite. Para além destes, segundo o PS vêm mais 60 mil euros do Governo para a construção de muros e taludes ao longo desta estrada.
Termina o comunicado do PS a «sublinhar o especial empenho do deputado António Gameiro, junto das entidades governamentais, no sentido de alcançar estas soluções».

Triplo prémio para o Agrupamento do Olival

O CEPAE (Centro de Estudos e Património da Alta Estremadura) e o IPL (Instituto Politácnico de Leiria), lançaram a terceira edição do concurso Brigadas do Património, cujo tema foi «Histórias de Mulheres com História».
As escolas de Alqueidão, Olival e Pinheiro, orientadas pelo coordenador das TIC, Sebastião Santos, concorreram com quatro grupos compostos por alunos de várias idades e turmas.
Foi com satisfação que receberam a notícia que as escolas de Pinheiro e de Alqueidão tinham ganho os prémios destinados ao 1º ciclo, (respectivamente 1º e 2º lugar) e o prémio «Governo Civil de Leiria» que foi ganho também pela EB1 de Pinheiro.
Dia 19 de Junho, os vencedores deslocam-se à batalha a fim de receber os prémios, partindo em seguida para as Caldas da Rainha onde vão participar em actividades lúdico-pedagógicas.

Presidente das Filipinas visita Santuário


Na tarde 4 de Junho, a presidente das Filipinas, Glória Arroyo foi recebida pelo Reitor do Santuário de Fátima que saudou a chefe de Estado em seu nome e em nome do bispo de Leiria-Fátima recordando a as suas três visitas realizadas às Filipinas. "É uma grande honra estar em Fátima. Vimos numa peregrinação para agradecer a Nossa Senhora pelas orações e continuar a rezar pela sua intercessão", escreveu a presidente das Filipinas no livro de honra do Santuário de Fátima, na visita que ali efectuou a 4 de Junho.
Depois de ter colocado uma vela a arder, a comitiva dirigiu-se à Capelinha das Aparições, onde participou na eucaristia celebrada em língua inglesa e presidida pelo director do Serviço de Peregrinos, padre Virgílio Antunes. "Que a vossa peregrinação constitua um momento de aprofundamento da fé e de fortalecimento espiritual. Nesta eucaristia e neste lugar de grande significado espiritual para muitos milhões de pessoas, rezaremos pelo vosso país, as Filipinas, para que seja sempre uma terra de fraternidade e de paz. Rezaremos pelo mundo em que vivemos, entregando-o nas mãos de Deus através da intercessão de Nossa Senhora do Rosário de Fátima", frisou o sacerdote.
Além da visita aos espaços sagrados do Santuário, Valinhos e Aljustrel, Glória Arroyo recebeu o presidente da Câmara de Sabrosa, que lhe apresentou o projecto de criação de um Centro de Interpretação na terra natal de Fernão de Magalhães (primeiro ocidental a chegar às Filipinas), com vista ao estabelecimento futuro de parcerias e protocolos inter-culturais entre a autarquia portuguesa e as Filipinas.

08 junho 2007

Eleições no Fárrio a 5 de Agosto

O Governador Civil do Distrito de Santarém, Paulo Fonseca, marcou para dia 5 de Agosto as eleições na Freguesia da Ribeira do Fárrio, na sequência do pedido de demissão da sua Assembleia de Freguesia e da consequente impossibilidade de funcionamento deste órgão.
Enquanto isto, na freguesia foi posto a circular um abaixo-assinado para desmentir a existência anterior de um muro junto à ponte. Recorde-se que a Câmara alegou não se tratar de construção mas sim de reconstrução de um muro que ali existiu mas cuja existência anterior sempre foi negada pela Junta demissionária.
Por outro lado, corre na Freguesia da Ribeira do Fárrio a possibilidade de boicote às eleições enquanto o muro ali se mantiver. Contactado pelo Notícias de Ourém, Filipe Janeiro garante que o processo seguirá os trâmites normais mas a decisão de ir votar ou não no dia aprazado, competirá ao povo.
Quanto à possibilidade dos membros dos órgãos agora demissionários virem a formar lista e se apresentarem de novo a sufrágio, Filipe Janeiro diz apenas que «eu não sei o dia de amanhã». Afirmando que as decisões cabem aos partidos políticos garante que «eu estou pronto a defender a minha terra e fá-lo-ei de dia e de noite, se for necessário».
Marcadas que estão as eleições, é tempo agora de fazer listas porque o tempo urge. É que os prazos legais do processo eleitoral quando se trata de intercalares reduzem em 25%. Por isso os prazos para entrega de listas que, normalmente teriam que ser entregues até ao 55º dia anterior à data do acto eleitoral, passam agora para 42 dias. Ou seja, têm que ser entregues no tribunal até dia 24 de Junho. Também o tempo de campanha é reduzido passando de 12 para 9 dias, devendo assim iniciar-se dia 27 de Julho.
À hora do fecho desta edição, dois principais partidos políticos do concelho ainda não haviam tomado qualquer decisão. O presidente da concelhia do PSD, Vítor Frazão garante que o seu partido apresentará lista mas diz que «antes de avançarmos, a direcção da concelhia decidiu falar com Filipe Janeiro». Embora refira a existência de contactos pessoais e telefónicos, Frazão diz que só depois deste encontro, marcado para hoje, sexta-feira, poderá haver decisões. Garante ainda que Filipe Janeiro não é uma ‘carta fora do baralho’, pelo que todos os cenários serão possíveis.
Mas face à posição assumida pelo presidente demissionário, tudo leva a crer que não será fácil negociar, visto este exigir a demolição do muro.
Daí que possa colocar-se um outro cenário de que se vêm ouvindo rumores e que passa por aparecer uma lista de independentes candidata à freguesia liderada ou apoiada pelo próprio Filipe Janeiro.
Afinal nem seria assim tão difícil já que, de acordo com a lei e face ao número de eleitores do Fárrio, bastam 50 assinaturas a proporem tal lista.
Entretanto, por parte do PS, nada garante que haja ou não lista candidata. Como recorda o presidente da concelhia, António Gameiro, o partido apenas garante que apresentará sempre lista à Câmara. No que respeita às freguesias tudo depende das decisões da concelhia que tem reunião marcada também para hoje, sexta-feira.
Isto quer dizer que na próxima semana deverá haver desenvolvimentos de que daremos notícia na próxima edição.

Um desenho, uma mensagem no Dia da Criança


Um desenho, uma mensagem. O desafio foi lançado às crianças no dia que lhes é especialmente dedicado, 1 de Junho.
Frases como "Todos os meninos do mundo sejam felizes", de Samanta Crespim ou "Vou ajudar as crianças de todo o mundo", Mariana Castelo ou outra ainda "Todos diferentes, todos iguais"de Vânia Domingues foram escritas pelos mais novos. Além da frase muitos optaram ainda por desenhar um sorriso ou a sua mão. A iniciativa pretendia levar os meninos a partilhar com os outros meninos do mundo inteiro uma mensagem. Os desenhos e as frases podem ser visualizados na página da Internet da Apajefátima em www.apajefatima.pt, entidade organizadora do evento.
Ao longo da tarde foram muitos os jogos, brincadeiras e divertimento que fizeram a alegria dos mais de 200 miúdos que passaram pelo ATL "Palmo e meio". Tudo começou muito antes, já à hora do almoço com um menu especial, ao gosto dos mais pequenos.
Depois, já na rua, a animação foi grande, de jogo em jogo: o da farinha, a dança do limão, sacos e andas, pinturas faciais e outros, como o futebol. O convite foi feito a toda a comunidade escolar do primeiro ciclo do ensino básico.
O objectivo da Apajefátima foi não só proporcionar momentos de descontracção e diversão aos mais pequenos mas também "mostrar à freguesia o que fazemos aqui", salienta Manuel Neves.
A 12 de Junho decorrem as Olimpíadas actividades físico-motoras, mais um actividade promovida pela Associação de pais e encarregados de educação dos alunos do Agrupamento de jardins-de-infância e escolas de Fátima. Entre as 10h e as 12h, no campo João Paulo II, os meninos com idades compreendidas entre os três e os seis anos vão poder efectuar várias actividades e exercícios ao ar livre.

Hugo Santos é pentacampeão


A última jornada do Campeonato Open de Motocross realizou-se na pista Acel Sport do Escandarão no Domingo 3 de Junho. Paulo Gonçalves venceu as mangas MX1 e Elite mas Hugo Santos sagrou-se Pentacampeão em ambas as classes. Nuno Gonçalves venceu a manga MX2 mas foi Sandro Marcos quem arrecadou o título.

A tarde de corridas começou de forma auspiciosa e não desiludiu. Nuno Gonçalves (MX KTM HRT) arrancou na frente do pelotão MX2, superiorizou-se à concorrência e venceu com cerca de 15’ sobre o segundo classificado. O jovem de Condeixa brilhou na pista Acel Sport do Escandarão e averbou a primeira vitória de uma manga MX2 na sua carreira. Sandro Marcos (Motogomes Suzuki Cepsa) foi o segundo melhor (após uma recuperação da quarta posição) e anexou mais um título ao seu longo palmarés. Luís Ferreira (Bianchi Prata Vodafone) "regressou" ao motocross após várias lesões e demonstrou uma vez mais o seu talento. O piloto da Yamaha chegou a ocupar a segunda posição e defendeu-se dos ataques de Sandro Marcos mas baixou um lugar. Na quarta posição ficou Hugo Basaúla (Motogomes Suzuki Cepsa) que começou também de forma destemida. "Basa" arrancou na segunda posição e insistiu na defesa mas não conseguiu manter a classificação inicial. Nelson Silva (Bianchi Prata Vodafone) fechou o quinteto maravilha. O "lesionado" Paulo Alberto (8.º) competiu apenas para pontuar e garantiu o vice-título MX2.
A manga MX1 foi bem mais calma. Paulo Gonçalves (Repsol Honda Motogarrano) passou para a liderança ainda na primeira volta e não mais largou o comando. "Speedy" Gonçalves liderou com grande à vontade e terminou com uma vantagem de 50’ sobre Hugo Santos (LF Sport Yamaha). O "Touro de Chaves" recuperou da terceira para a segunda posição, lugar que manteve até ao final da prova. Henrique Venda (Team HVM Kawasaki Cepsa) foi o autor do "holeshot" mas cedo perdeu a liderança. Venda sofreu uma queda a meio da prova e perdeu mais uma posição, terminando em terceiro. Rui Rodrigues (APB Sport Racing Team) fez uma prova notória, recuperando de 30.º até 4.º após uma violenta queda no arranque. Paulo Santos terminou em quinto.
A prova Elite foi a mais esperada do dia e garantiu emoções fortes até ao final. Paulo Gonçalves realizou mais uma manga isenta de erros e venceu destacado a última jornada da temporada de motocross 2007. Henrique Venda (2.º) ainda se aproximou do vencedor mas alguns erros afastaram-no da luta pelo título Elite. Hugo Santos rodou entre o top10 durante as primeiras voltas mas cedo consolidou o terceiro lugar. Esta posição bastou, para que o "Touro de Chaves" se sagrasse Pentacampeão de Motocross MX1 e Elite, uma vez que esta manga "pontua" para ambos os campeonatos. Henrique Venda até garantiu um empate técnico no Elite mas o número de vitórias ao longo da temporada decidiram Hugo Santos como campeão. Sandro Marcos não arrancou da melhor forma mas recuperou e terminou em quarto, ao mesmo tempo que conquistou a melhor posição das máquinas MX2. Da mesma classe e a fechar o top5 ficou Nuno Gonçalves. A "surpresa" desta jornada "saiu" da grelha de partida em segundo mas perdeu três posições para os mais fortes da temporada Elite.
O evento promovido pelo NATUREZA MOTOR CLUB contou ainda com a realização da quinta jornada Iniciados. Ivo Fernandes (MX KTM HRT) "comandou" destacado o pelotão das 85c.c. em ambas as mangas e ascendeu à liderança do campeonato. Duarte Claro foi segundo e Daniel Pinto (MX KTM HRT) o terceiro. Ausente na competição esteve o campeão em título João Nuno (Motogomes Suzuki Cepsa) que se encontra a recuperar de uma lesão.
O "nacional" de motocross terminou mas uma nova temporada está prestes a começar. O Supercross está mesmo "à porta" e inicia as rondas na pista Acel Sport do Escandarão, já no sábado 23 de Junho. A jornada extra-campeonato está a cargo do NATUREZA MOTOR CLUB e promete ser animada... Não perca!

JO com nova equipa técnica

O Juventude Ouriense vai entrar na próxima temporada com uma nova equipa técnica, formada por jogadores do plantel.
O novo treinador principal será o Jorge Godinho coadjuvado por Manel. O número 9 da turma ourie-nse, Jorge Godinho, há dois anos que era o treinador da equipa júnior do JO, conseguindo este ano o título de Campeão Distrital e Regional de Júniores sem qualquer derrota no campeonato.
A nova dupla técnica contará ainda com a colaboração do Prof. Francisco Mendes como preparador físico.

Gonçalo Favinha deixa Juventude Ouriense

Gonçalo Favinha depois de quatro anos no Juventude Ouriense, ruma para Braga onde vai defender na próxima época as cores do Hóquei Clube de Braga.
Favinha nasceu para o hóquei no Parede. Ainda júnior foi para o Salesianos e já como sénior representou o Benfica, Turquel, Sporting de Tomar e Juventude Ouriense.
O camisola 7 do JO, é muito acarinhado pela massa associativa do clube, principalmente pelos mais jovens. Para isso terá contribuído a sua maneira de ser - sociável, simpático, mas também a forma como joga hóquei.
Com o seu stick a servir de "varinha mágica", vimo-lo fazer "magias", jogadas de encher o olho e habituou-nos a marcar golos. Muitos golos. Em representação do Juventude Ouriense, marcou 270 golos. Foi sempre o melhor marcador dos campeonatos nacionais que participou. Este ano não foi excepção, marcou 49 golos e conquistou o 1.º lugar na lista dos melhores marcadores do campeonato nacional da 1.ª divisão.

NO: Que balanço fazes destes quatro anos de Juventude Ouriense?
GF: Penso que o balanço é extremamente positivo, pois vim para este clube quando ele estava para acabar, e em quatro anos estamos na primeira divisão. É lógico que nem tudo foram rosas pois não foi fácil andar a jogar numa 3.ª divisão onde o hóquei praticado não é dos mais agradáveis de se ver nem jogar. Chegávamos a ter 2 e 3 pessoas a verem os jogos em certos pavilhões, não foi fácil, e ao longo dos anos foi um clube que foi ganhando o respeito dos grandes emblemas nacionais, isto tudo com muito trabalho. Felizmente conseguimos atingir a 1.ª divisão na época passada, feito inédito para este grande clube. Este ano conseguimos manter a equi-pa sénior na 1.ª divisão, foi mais uma festa que tive ao serviço deste clube que aprendi a gostar muito.
NO: Quais as razões que te levaram a trocar o JO pelo Hóquei de Braga?
GF: Várias razoes, mas a principal foi a proposta do Braga que foi bastante boa para mim em todos os aspectos. Claro que saio com alguma tristeza porque este já é o meu clube, penso que já faço parte dele e ele de mim, mas a vida tem destas coisas. A vida continua para ambos e que seja de muito sucesso. Desde já quero aqui publicamente desejar muitas felicidades ao Jorge Godinho e ao Manel, que vão ser as duas pessoas que vão orientar a equipa na próxima época. Que tudo lhes corra bem.
NO: O contrato é de quantos anos?
GF: O contrato que me foi apresentado é por dois anos, mas como sou apolo-gista dos contratos de um ano, em principio será de uma época.
Como vai ser jogar contra o Juventude Ouriense?
GF: Logicamente que não vai ser fácil, pois tenho aqui muitos amigos onde fui sem-pre bem tratado, tanto a nível directivo como de associados. E esta foi a minha segunda casa durante 4 anos. Vai ser bastante estranho, mas tenho de defender as cores do clube onde estou, mesmo que me custe.
NO: Os ourienses podem contar com o teu regresso?
GF: Quem sabe? Não sei o que o futuro me reserva mas logicamente que deixo as portas abertas onde sempre me trataram muito bem. Não depende só de mim, mas claro que gostaria de voltar, as pessoas sabem o meu gosto pelo clu-be.
NO: Queres deixar alguma mensagem aos teus colegas e aos sócios do Juventude Ouriense?
GF: Sim, quero. Quero a-gradecer em especial a uma pessoa que me ajudou imen-so no meu início de Juventude Ouriense. Uma pessoa por quem tenho grande estima, esteja onde estiver, essa pessoa é a professora Mada-lena. Obrigado por tudo.
Em relação aos meus co-legas queria-lhes dizer um obrigado a todos por me ajudarem em todos os aspectos, e que eles tenham sucesso tanto desportivo como pessoal, porque vão todos no meu coração. Lógico de que uns mais que outros, devido ao facto de ter passado momentos muito bons, refiro-me ao Jorge Godinho, ao Manel e ao Hélder Ferreira, com quem passei momentos únicos.
Uma palavra de agradecimento aos directores, seccionistas esses que "atu-ram" os atletas. Em relação aos sócios um muito obrigado pelo carinho que sempre me deram em ringue e fora dele e que continuem a encher o pavilhão como o fazem sempre, e que continuem a apoiar a equipa como o têm feito. Um muito obrigado às gentes de Ourém, vocês são fantásticos.
Não digo um adeus mas sim um ate já. Felicidades para todos os ourienses.

De Moçambique para a Urqueira


O parque de merendas da Amieira, na Urqueira, recebeu, no sábado à tarde, o 8º encontro de militares da Companhia de Caçadores 4541 de 1974, em Moçambique. Compareceram cerca de uma centena de pessoas, entre ex-militares e familiares. A organização esteve a cargo de José Nascimento, militar que foi também nesta companhia.

Saúde até à meia-noite

No início do mês de Março, o deputado Mário Albuquerque havia apresentado um requerimento na Assembleia da República, questionando sobre o encerramento do SAP de Ourém.
Agora, na resposta emitida pelo gabinete do ministro dos Assuntos Parlamentares, é-lhe dito que «a procura de cuidados de saúde no SAP do Centro de Saúde de Ourém, se verifica em situações que, na sua generalidade, podem ser resolvidas pelos médicos de família do mesmo Centro de Saúde, no âmbito da consulta dos utentes dos seus ficheiros ou por inter-substituição».
Refere ainda o documento que os casos urgentes são encaminhados para os hospitais do Médio Tejo com, afirma, «acessibilidade garantida pela proximidade geográfica, aliada à disponibilidade dos serviços do CHMT, bem como dos serviços de transporte de doentes urgentes pelo INEM, Bombeiros e outras entidades competentes».
Esclarece que as medidas tomadas «visam uma melhor qualidade nos cuidados a prestar e uma maior racionalidade na distribuição dos recursos humanos e materiais».
O documento refere ainda o estudo do movimento do SAP entre 2004 e 2006, para decidir a hora do encerramento 22 ou 24h00. Este estudo concluiu que a procura de cuidados de saúde se manteve elevada entre as 22 e as 24h00, que os dias de peregrinação não influenciaram a procura e que nos meses de Verão houve um aumento de afluência dos utentes esporádicos.
Com base nesta avaliação a decisão foi a de manter aberto o serviço até às 24h00. Pelo menos para já, porque em Outubro a situação voltará a ser avaliada, com base na monitorização realizada pela directora do Centro de Saúde de Ourém.

Tasquinhas nos castelos




No passado fim-de-semana houve tasquinhas nos castelos.
A inauguração do fim-de-semana cultural das Misericórdias decorreu na sexta-feira ao fim da tarde e contou com a presença do Governador Civil do distrito, do vice-presidente da Câmara e vereadores do PS e da presidente da Assembleia Municipal. Na hora dos discursos, todos subiram para cima do palco onde pouco depois actuaria a Banda da Sociedade Filarmónica Oureense. Mas, para espanto de todos, inclusive de alguns dos que o acompanharam, eis que o presidente da Junta de Freguesia usa da palavra e começa por falar da singeleza destas festas «sem grande confusão» mas onde «há comida à bruta», e quando se esperava que Joaquim Gonçalves começasse a passar a palavra aos convidados, ele próprio diz, em tom jocoso, e provocando gargalhadas quer na pouca assistência que ali estava ainda, quer aos que com ele subiram ao palco, que «era para dar a palavra, mas como o presidente da Junta de Freguesia aqui é o maior, é o alcaide do castelo, não dou a palavra a ninguém».
E assim acabam os discursos, mesmo antes de ter começado e eis que todos, felizes, se dirigem às tasquinhas para fazer as tradicionais provas de abertura, não sem antes receber como lembrança um pratinho em loiça, comemorativo do evento.

Apajefátima não desiste de falar com ministra

A direcção da Apajefátima não conseguiu ser recebida pela ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues por esta se encontrar ausente, em Bruxelas. Por quatro vezes consecutivas, via fax, os pais sugeriram uma reunião e frisaram que iriam estar presentes a 25 de Maio, sendo portadores do abaixo–assinado. Encaminhados posteriormente para serem recebidos na Secretaria de Estado da Educação por um dos assessores, o grupo de Fátima acabou por voltar ao Ministério onde foi entregue a registada a entrada das 3332 assinaturas recolhidas e que defendem a existência do agrupamento horizontal Ajefátima.
"Temos direito a ser ouvidos", afirma Manuel Neves referindo-se ao esforço para que os responsáveis da Apajefátima sejam recebidos pela ministra.
Manuel Neves recorda que, da primeira tentativa efectuada para manifestarem o seu descontentamento junto das autoridades competentes, a resposta só chegou quando firmaram o propósito de ir à DREL – Direcção Regional de Educação de Lisboa. "Dá a impressão que estão a protelar para ver se nós desistimos", comenta o responsável salientando que "nós não desistimos".
Os pais de Fátima querem "razões válidas" para aceitar a verticalização ou que o Ministério reconheça que este agrupamento é uma excepção, facto este que na DREL já é reconhecido, aponta Manuel Neves.
"Não faz sentido dizer que a verticalização só traz vantagens" comenta este pai que denuncia que "as escolas vão ser prejudicadas" já que se vai perder a "simbiose" existente neste agrupamento bem como a especial ligação aos outros estabelecimentos de ensino de Fátima.
"a nossa meta é sermos recebidos pela ministra" e por isso estas tentativas de diálogo, refere. Se esta via falhar, outras "demarches" poderão concretizar-se, algo que a associação de pais não pretende. Mas não estão postas de parte se forem necessárias para que "nos tornemos mais notórios e nos recebam".
Carta "errada"
A aprovação da carta educativa, na última Assembleia municipal tornou-se uma "dificuldade acrescida" para os propósitos dos pais fatimenses, reconhece Manuel Neves. No entanto, "continuaremos a lutar até perder as esperanças que seja irreversível".
A concretizar-se a verticalização e sem prazo legal para a apresentação de listas candidatas à liderança do Agrupamento, Manuel Neves espera que seja nomeada uma comissão instaladora onde um dos nomes fatimenses é incontornável: Leonel Marques.
Este responsável espera que o professor e presidente do Ajefátima faça parte da equipa inicial representando Fátima. A representatividade deste agrupamento que detém 25 por cento dos alunos de todo o concelho do pré-escolar e também semelhante percentagem a nível do primeiro ciclo e secundário. Razões mais que suficientes para que Fátima esteja representada e bem representada, segundo Manuel Neves, por um profissional que já vem da Delegação escolar e que tem uma larga experiência e conhecimento de legislação escolar.
Certo é que "a Carta educativa está errada". Agora que foi aprovada depois de uma série de episódios, Manuel Neves espera que "os fundos comunitários esperados revertam para o parque escolar de Fátima que está muito necessitado". Segundo este responsável "a aprovação da carta foi para não inviabilizar obras planeadas" nas escolas e que espera que sejam efectuadas "rapidamente".
Matrículas sem alterações
Na defesa da excepção do caso de Fátima, Manuel Neves considera que a verticalização dos agrupamentos "não belisca em nada a associação de pais". Para este responsável faz todo o sentido que "continuemos a existir" com as várias valências de serviço que prestam à comunidade educativa e escolar.
Como ainda não se sabe sequer se haverá um gabinete em Fátima do Território Educativo ao qual Fátima ficará ligado e que será o de Ourém, e como este vai funcionar (se com ou sem autonomia, com ou sem funcionários e responsáveis), as matrículas em Fátima, nos jardins e escolas de primeiro ciclo já foram efectuadas com toda a normalidade isto é, como se o agrupamento de Fátima se vá manter, tal como está, no futuro.

Escola «comvida»



O Agrupamento de Escolas de Caxarias realizou entre os dias 29 de Maio e 4 de Junho, a sua primeira semana de Prevenção e Cultura.
Congregando numa semana muitas das actividades que iam decorrendo ao longo do ano, o agrupamento levou à sua sede, na escola E.B. 2,3 de Caxarias, perto de mil alunos, orientados por uma centena de professores e auxiliares educativos.
Embora as actividades tenham decorrido em vários dias, elas tiveram o seu ponto alto na sexta-feira, dia da Criança.
Durante a manhã, os alunos do agrupamento encheram por completo as bancadas do campo para assistirem a demonstrações da GNR com equipas com cavalos e com cães, que fizeram as delícias dos meninos.
Foi também durante esta manhã que decorreu a cerimónia oficial de inauguração destas actividades, embora na prática elas se tenham iniciado antes.
A esta cerimónia estiveram presentes, o Governador Civil do distrito, a chefe de Gabinete do presidente da Câmara em representação deste, e os presidentes das Juntas de Freguesia de Caxarias, Urqueira e Casal dos Bernardos.
Ramiro Arquimedes, presidente do Agrupamento, fez a apresentação dos convidados, bem como das actividades. Nos vários agradecimentos destacou a oferta do espectáculo de magia por parte do Governo Civil de Santarém.
A presidente da Junta de Freguesia de Caxarias referiu a importância de «aprender, brincando» e destacou o trabalho desenvolvido pelo agrupamento envolvendo a autarquia e as famílias dos alunos.
Ângela Marques, representação da Câmara de Ourém recordou os motivos porque se comemora, desde 1950, um dia da Criança. Explicou às crianças ali presentes que este dia nasceu «para lembrar as crianças que não tema as mesmas oportunidades» e cujos direitos são tantas vezes ignorados.
«É muito bom ser criança», afirmou o Governador Civil do distrito. Mas para Paulo Fonseca importante é também «querer aprender para se tornarem, amanhã, mulheres e homens melhores do que nós».
Formação integral
Para o presidente do Agrupamento, os objectivos destas realizações prendem-se com a formação integral e cultural que a escola defende. «Tudo faz parte de uma filosofia, de um projecto educativo». Também esta filosofia que faz com que «todos os trabalhadores do Agrupamento, docentes ou não, participem nestas actividades». Isto porque, defende Ramiro Arquimedes, «uma iniciativa destas necessita do empenho de todos», mas, por outro lado, considera, «é importante que todos possam testemunhar o fruto do trabalho que desenvolvem, aquilo que oferecem e que é a aposta de todos».
A parte da tarde, na sexta-feira, contou com um simulacro de acidente, contando a escola com a participação dos bombeiros de Caxarias. Este não foi aliás, o único simulacro, já no dia anterior havia sido feito um evacuamento da escola. Daí que o presidente do Agrupamento não deixe de salientar o apoio recebido quer pelos bombeiros da terra quer pela GNR, já quer uma força quer a outra, apoiaram estas iniciativas desde a primeira hora. Aliás, afirma, que foi o acarinhar da iniciativa por parte destas forças e do Governo Civil que motivaram o alargamento das actividades. Isto porque inicialmente pretendeu-se apenas aliar o Dia da Criança à obrigatoriedade anual de fazer um simulacro já que a escola tem já aprovado o seu Plano de Prevenção. A isto juntaram-se as comemorações do dia do Agrupamento, tendo resultado num conjunto de actividades que se pretende venham a repetir-se em anos vindouros.
Isto porque, insiste o presidente do Agrupamento, «a formação integral do indivíduo tornou-se vital». Defende a necessidade de «formar cidadãos prontos para os desafios da mais diversa natureza que vão surgindo ao longo das suas vidas».
Mas muitas outras actividades decorreram nestes dias. Ainda na sexta-feira pudemos assistir a uma das sessões de marionetas, para os mais pequenotes do Agrupamento, apresentada pelo enfermeiro Eduardo Santos que contou a história do dentinho onde, a brincar e em perfeita interacção com os pequenitos que participavam activamente, ora respondendo a questões ora denunciando situações incorrectas, foi defendendo a necessidade e a importância da higiene oral alertando para os perigos que advém da falta desta.
Enquanto assistíamos a estas actividades, outras iam decorrendo: magia oferecida pelo Governo Civil, várias exposições de trabalhos de alunos, um stand de alimentação biológica onde não faltava um forno solar, um atelier de arte, onde cada um desafiava a sua própria criatividade, em especial pintando os próprios bonés, grupos de dança, etc.
Para sábado estava agendado rastreio cardiovascular gratuito e para a comunidade em geral estavam marcados colóquios, à noite, sobre prevenção e saúde.