20 julho 2006

PARABÉNS NOTICAS DE OURÉM



73 anos ao serviço da população oureense, é obra, ou melhor … é muita notícia. O Noticias de Ourém comemora esta semana a bela idade de 73 primaveras, ou melhor … 73 verões. PARABÉNS.
A Direcção da Academia de Música Banda de Ourém, não pode deixar passar em branco a comemoração do aniversário do N.O., principalmente porque sempre esteve ao serviço dos oureenses. Embora não possamos testemunhar as primeiras décadas da sua existência, por a nossa idade não nos permitir tal facto, o certo é que os nossos antepassados e os que ainda estão entre nós, sempre passaram essa mensagem – ao serviço da população e do concelho de Ourém. Os mais novos podem continuar a verificar essa máxima, porque o N.O. pugna por uma informação isenta, quer ela seja política, desportiva, cultural, económica, social ou de actualidade.
Tão importante como o seu carácter informativo, é a sua função social. O Noticias de Ourém é pertença dos pobres da freguesia, onde se insere e a eles presta tributo. Não é um jornal qualquer, que tem como fim último, o lucro (embora nestas coisas da imprensa local e regional, poucos são os que dão lucro). Daí a sua ISENÇÃO. Embora, claro está, tenha de garantir a sua subsistência e continuidade em termos económicos.
Nós sabemos o quanto isso é difícil. Deixamos desde já um apelo a todos, particulares, comerciantes, empresários, associações e poder autárquico, que colaborem a todos os níveis, até económico, com o N.O. Ele é dos pobres desta freguesia e de todas as outras, atrevemo-nos a dizer.
Ainda na função social realçamos, as parcerias que o N.O. sempre possibilitou: estamos a falar do "Repórter", com a Escola Profissional de Ourém, dos "Sinais" com a Escola Secundária de Ourém e de suplementos que por vezes edita, como foi o caso do suplemento que noticiou a ida do Coral Infantil de Ourém a Barcelona e dos suplementos alusivos às idas do "Chorus Auris" à Madeira e da Orquestra Típica as Açores. Bem hajam!
Bem hajam por se associarem ao movimento que possibilitou a compra do Lar/Residência do CRIO e por se associarem ao movimento que possibilitou o campo relvado do Atlético Ouriense e bem hajam por ter dado o devido destaque ao Juventude Ouriense pelo seu desempenho e recente subida à I divisão e muitos outros que também foram notícia. È disto que todos nós precisamos. OBRIGADO E PARABÉNS.
Os 75 anos da AMBO
Também a nossa associação - AMBO, Academia de Música Banda de Ourém, se encontra na tenra idade dos 75 anos. Estamos a comemorá-los desde Julho de 2005 e terminamos em Agosto de 2006.
Muitas foram as actividades, grande parte divulgadas pelo N.O. outras nem por isso, mas é mesmo assim - a liberdade de imprensa. Liberdade que alguns não entendem e pretendem fazer prevalecer com grande aparato, as suas iniciativas culturais ou outras, mesmo que tenham apenas meia dúzia de pessoas em termos de público, mesmo que sejam apenas associações de fachada onde os seus dirigentes são remunerados sobre a capa de directores técnicos ou professores.
Nós não fazemos pressões, nem consideramos o N.O pressionável e é bom que entendamos isso. Tem a liberdade de publicar apenas o que entende como verdadeira notícia, e ponto final.
No N.O tal como na AMBO, as direcções trabalham voluntariamente por uma causa, com sacrifícios familiares em termos de tempo e por vezes até económicos, mas vale a pena.
Só assim se chega aos 73 e 75 anos (N.O. e AMBO).
Hélder Santos - Membro da Direcção da Academia de Música Banda de Ourém

Notícias de Ourém com 73 anos



O Notícias de Ourém sempre entrou em minha casa, desde que me lembro. Ao longo do tempo, foi como uma janela para os acontecimentos da nossa região. Muito agradável quando trás notícias boas, triste quando estas retractam desgraças. Por vezes revoltante quando articulistas usam as suas páginas para lavar roupa suja.
Na qualidade de presidente da Liga dos Amigos da Secção dos Bombeiros de Freixianda, encontrei no Notícias de Ourém um aliado das causas públicas pois, sempre que necessário, as suas páginas estiveram ao dispor para divulgar as várias actividades.
Foi ainda num momento de grande emoção, enquanto as nossas florestas (e algumas casas) ardiam, que vi o jornalismo confundir-se, muitas vezes, com altruísmo, ajuda e parceria.
Para este jornal bem adulto com os seus 73 anos, vão os meus mais sinceros parabéns e votos de longevidade.
Odete Piedade - Presidente da Liga dos Amigos da Secção dos Bombeiros de Freixianda

Santuário proporciona tempo de descanso às famílias com filhos deficientes

O Santuário de Fátima proporciona às famílias com filhos deficientes um período de algum descanso e repouso.
Assim, aquelas que têm filhos deficientes, com mais de 14 14 anos, podem vir de 20 a 25 de Agosto. As que têm filhos deficientes, com idades compreendidas entre os 7 e os 14 anos, inclusive, podem vir de 25 a 31 de Agosto.
As mães poderão ficar estes dias com os filhos ou deixá-los , em Fátima, onde estarão com outras crianças deficientes.
As interessadas devem inscrever-se no Movimento da Mensagem de Fátima, até ao dia 10 de Agosto. O Santuário paga todas as despesas.

Atouguia em chamas



Um incêndio de grandes dimensões, cuja área não foi ainda apurada, mas que se estima seja de cerca de 150 hectares, deflagrou na passada segunda-feira, na freguesia de Atouguia. Ameaçou as povoações de Casal Novo, Alvega e Figueirais tendo ardido uma casa de primeira habitação e dois barracões. A casa ardida era de um idoso de 91 anos, que aí não se encontrava. Num dos barracões ardidos havia o gado, ovelhas, cabras, galinhas e coelhos e alfaias agrícolas. Estiveram envolvidos no combate a este incêndio que se iniciou pelas 13h50, 29 corpos de bombeiros, 51 viaturas, 195 homens, dois aviões e um helicóptero.O comandante dos bombeiros de Ourém não deixa de valorizar o desempenho dos bombeiros que considera terem feito um bom trabalho dada a dificuldade de acessos, a dimensão do incêndio e as difíceis condições atmosféricas.Naturalmente que as causas do incêndio estão ainda a ser investigadas mas não falta quem acredite, uma vez mais, em mão criminosa. É que, exactamente à mesma hora, os bombeiros recebem comunicações em simultâneo de fogos em Vilar dos Prazeres, Lagoa do Furadouro e Moinhos, Casal da Pena. Havia claramente uma intenção de despistar meios. Enquanto se resolviam estas situações, surge informação de mais uma deflagração no Outeiro das Gameiras. Mais, há quem afirme ter visto, no início do fogo da Atouguia, no local onde este deflagrou, Figueirais, uma camisola encharcada em combustível. Se todas as situações referidas foram controladas, o problema surge na Atouguia com o incêndio a encaminhar-se para a serra. Houve um momento, quando o vento o empurra para o lado de Alvega, que ele esteve praticamente controlado. O vento porém resolve mudar de direcção e a situação complica-se. É aí que se encaminha para Casal Novo onde arderiam os tais barracões. A casa, a bem da verdade, não pode dizer-se que tenha ardido senão parcialmente já que o fogo chegou ao telhado e aí foi combatido. Foi aliás a força da água que fez com que este desse de si, acabando por destruir, inundando, o interior.O fogo foi dado por extinto às 19h33 mas, na terça-feira, aquando do fecho desta edição, decorriam ainda trabalhos de rescaldo e vigilância.Este foi, até agora, o maior fogo no concelho e uma vez mais fica os bombeiros deixam o apelo às pessoas para que limpem os matos cinquenta metros à volta das suas casas. A nova legislação a isso obriga, mas mais que cumprir a lei é importante que as pessoas se responsabilizem pelos seus bens e os protejam. É preciso prevenir para que não seja tarde remediar.

Folclore junta dezenas



Dezenas de pessoas assistiram à edição deste ano do festival de folclore promovido pela Casa do Povo de Fátima e realizado a 15 de Julho, no espaço exterior junto ao salão paroquial de Fátima. Participaram o Rancho infantil da Casa do Povo de Fátima, Rancho folclórico da Casa do Povo de Fátima, Rancho folclórico e etnográfico de Refúgio – Covilhã, Rancho folclórico "Os hortelões da Ercidreira" – Mafra, Rancho folclórico de Santa Crstina do Couto – Baixo Minho, Rancho folclórico de Alcácer do Sal – Estremadura Sul - Alentejo, Rancho folclórico e etnográfico de Arzila – Coimbra e Rancho folclórico e etnográfico de Alviobeira – Tomar.

Bispo considera “natural”saldo negativo

É "natural" o valor apurado, na contabilidade referente ao ano de 2005, considera o bispo da diocese de Leiria-Fátima, D. António Marto.
Aos jornalistas, no final da peregrinação internacional aniversária de 13 de Julho, a que presidiu pela primeira vez como bispo diocesano, o prelado desvalorizou o saldo negativo de 3,7 milhões de euros.
"Não é nada catastrófico", afirmou. Este valor fica a dever-se ao grande investimento efectuado, durante o último ano, nas obras da igreja da Santíssima Trindade cujo custo está estimado em 55 milhões de euros. O total dos investimentos é de 12,4 milhões de euros.
Quanto a receitas, o Santuário de Fátima registou a entrada de 9,3 milhões de euros em ofertas, mais 127.874 euros que em 2004. As outras receitas também sobem de quase 3,1 milhões de euros para 4,5 milhões de euros. As actividades comerciais renderam ao Santuário 1.065.953 euros.
Mas, no total os proveitos do serviço de administração diminuem, em relação ao ano anterior e, fixam-se nos 15.633.097 euros. No ano de 2005 houve mais proveitos do Serviço de Pastoral Litúrgica ( 51.990 euros), do Serviço de peregrinos (133.662 euros) e do serviço de doentes (14.663 euros). Mas na contabilidade geral, os proveitos atingem 17,2 milhões de euros ficando atrás dos 19 milhões de euros registados nas contas de 2004.
Quanto a custos, eles são de 8,5 milhões de euros, a maior parte respeitantes ao serviço de administração e ao alojamento de peregrinos.
Com a assinatura da Concordata, o Santuário passou a pagar impostos sobre os lucros de actividades comerciais, para as quais contribuem três casas de alojamento, duas livrarias e duas lojas de artigos religiosos.

Passeio de antigos junta 44 carros



Fernando Silva, 70 anos, vem, pela terceira vez, com a esposa, ao passeio organizado pelo grupo de Ourém. Vem da Amadora e percorreu 170 quilómetros com o seu mini até chegar ao local de partida para este passeio pelo concelho, tendo demorado duas horas e meia para cá chegar.
Veio, porque, assim que leu que havia este passeio, resolveu inscrever-se. Ele que é associado do clube mini tem participado em quase todos os passeios organizados por este clube tendo já percorrido o país e até em Espanha.
Fernando Silva veio pelo "convívio" e pela "confraternização". "Tudo isto é aventura", comenta, pelo facto de "ter acendido o vermelho no Castelo e, tive de ir buscar água".
44 carros de diferentes marcas, duas motos e 84 pessoas participaram na terceira edição deste passeio de automóveis e motos antigas que percorreu o concelho para mostrar as paisagens naturais. Os participantes vieram de Alcanena, Tomar, Amadora, Torres Novas, Carregado, Albergaria dos Doze, Entroncamento, além dos muitos participantes do concelho.
Ao Notícias de Ourém, o grupo organizador do passeio manifestou-se satisfeito com a adesão de tantos participantes tendo em conta o calor abrasador que se fez sentir a 16 de Julho. As viaturas acabaram por suportar as elevadas temperaturas não sendo necessário rebocar sem utilizar serviços de mecânica para nenhuma das viaturas. A maioria dos carros participantes é dos anos 70, encontrando-se um jaguar, vários citroen e Mercedes entre outras marcas, disseram elementos da organização. Esta equipa de cinco elementos diz que pretende agora formar um clube de automóveis e motos antigas.

Coleccionador também participa



Raul do Espírito Santo conduzia o seu automóvel de 1930, um NASH, azul-escuro com rails de madeira, feito à mão, o carro mais antigo deste terceiro passeio de automóveis e motos antigas realizado a 16 de Julho.
"Estamos a fazer um grupo de coleccionadores de carros antigo", disse ao Notícias de Ourém. Ele é um participante assíduo deste tipo de convívios: Odivelas, Santiago de Litém, Pedras d’El Rei, Lisboa e até mesmo ao Algarve."Já percorri 18 vezes Figueira da Foz a Pedras d’El Rei!" Há já 20 anos que é sócio do clube português de automóveis antigos.
Raul Espírito Santo recorda que Ourém tem uma tradição de automóveis antigos e gostaria que esta não se perdesse."Ourém, merece", salienta, recordando que ajudou na fundação de clubes de automóveis antigos de Alcobaça e Leiria.
No seu carro já se sentaram figuras como o D. Duarte e o cantor Emanuel.
Ele próprio tem um museu particular com 15 automóveis e stock de peças antigas para automóveis. Ao seu carro antigo dedica muito tempo. "É como um bebezito, são carros que andavam muito devagarinho e se desligavam na descida" com os quais é preciso ter um cuidado especial.
Agora está a restaurar um automóvel que foi estreado em 1937, pelo padre Moreira, em Ourém. No livrete do Ford – comenta- ainda se encontra o nome dos vários proprietários. Um carro que foi dispensado ao médico de Ourém, naquela altura. Raul Espírito Santo acabou por adquirir o carro, já este danificado, na Corredoura, "para tirar as rodas".

História de Ourém desfila no palco



Lotação esgotada para assistir à encenação das músicas da Orquestra Típica da Academia de Música Banda de Ourém, no passado sábado à noite, junto à Casa dos Magistrados.
O calor estival propiciava as saídas nocturnas e a população acorreu para assistir a um espectáculo diferente que envolveu a Orquestra Típica, o grupo de teatro Apolo e o rancho folclórico Lírios do Nabão. Tratou-se da encenação de quadros da história oureense, ao mesmo tempo que, como diria Vítor Frazão em nome da Câmara de Ourém, ali se escrevia também uma página de história.
Tudo começa com D. Maria Almeida (Dora Conde) que à varanda daquela que foi a sua casa, apresenta retractos vivos dos costumes e ofícios das gentes de Ourém no início do século. No palco a história faz-se através das músicas da Orquestra Típica conduzidas pelo maestro José António Santos, ele que foi o primeiro ideólogo do espectáculo.
É José António que nos conta como a ideia terá surgido, no ano passado, durante a deslocação do grupo aos Açores. «Estivemos 7 ou 8 dias todos juntos e, em conversas ao final da noite, entre um copo e um cigarro, surgiu a ideia. Fomos falando e, quando chegamos cá, pensamos que era engraçado fazer-se isto».
Mas porque não basta ter ideias, é preciso saber concretizá-las, José António diz que, depois, «através do Gonçalo que é uma pessoa extremamente organizada, fizemos uim roteiro que apresentamos ao grupo de tatro, convidamos o rancho e tentamos fazer um intercâmbio de ideias».
E foi um sucesso a avaliar pela reacção do público, apesar do pouco tempo e do pouco conhecimento que os elementos dos três grupos tinham uns dos outros. A orquestra tem vindo a fazer recolha de músicas junto dos ranchos da região com vista à produção de um CD no próximo ano. Por isso, como refere o maestro, «nós tínhamos o nosso trabalho feito». Depois «foi apresentar propostas, definir ideias, definir, em cada quadro, o que é que se integrava e o que é que se pretendia». Por isso os ensaios foram parciais tendo decorrido apenas na véspera do espectáculo um ensaio geral.
Mas para José António Santos, o que é importante, é que este espectáculo pode ter marcado o início de um novo ciclo pautado pelas parcerias entre as colectividades. «As associações passam a vida voltadas de costas umas para as outras e eu acho que, de uma vez por todas, as pessoas devem pensar que podem colaborar em vez de virar costas. É ridículo estarmos todos a trabalhar para um bem comum, o da comunidade em que nos inserimos e fazê-lo de costas voltadas uns para os outros. Só de mãos dadas poderemos fazer mais e melhor».
Talvez por isso, José António, depois deste espectáculo, acredita que pode fazer-se mais e que um dia ainda podemos ver desfilar pelo palco não apenas quadros do início do século mas sim um pouco de toda a história de Ourém. «A semente está lançada, a partir de agora, basta que as pessoas queiram…».
Dora Conde, para além de interpretar o papel de D. Maria Almeida, narrador omnipresente do espectáculo, foi a sua encenadora. Recorda o convite feito pela Orquestra Típica onde o desafio passava por recriar quadros que ilustrassem as suas músicas, muito ligadas a Ourém e à sua história. «A partir daí construiu-se todo um guião», refere. «Foi-nos apresentada uma primeira versão que acabou por ser toda alterada tendo por base o espectáculo teatral». Para além disso foi feita investigação histórica onde «o grupo de teatro procurou inteirar-se dos costumes e tradições de Ourém no início do século».
A ideia de ter como narradora D. Maria Almeida, explica-nos Dora Conde, advém do facto «desta ser a casa dos magistrados e ela, como esposa de um magistrado, vive aqui. Daí que surja na janela de sua casa onde vai narrando a história. Ela é, no fundo, o fio condutor que liga os diferentes quadros. Estamos em 1920, com as tradições e os costumes da época mas procurámos também recuar de modo a falar das origens de Ourém com a lenda de Oureana. Até porque as músicas da orquestra típica são muito nesse sentido».
Quanto a avançar para um desafio maior, o tal de percorrer de forma mais vasta temporalmente a história de Ourém, Dora Conde diz ter essa ambição.
Em relação a este espectáculo diz que «quando a proposta nos foi lançada, efectivamente não sabíamos bem no que é que isto ia dar porque afinal trata-se de três grupos onde quase ninguém se conhece e cujo trabalho foi desenvolvido em muito pouco tempo». Porém, «trata-se de uma parceria importante, na medida em que acreditamos que assim é sempre possível fazer-se um bocadinho mais, aliando a dança ao teatro e à música, no fundo três formas de arte que se tocam muito de perto».
Para além de José António Santos e Dora Conde, houve outro elemento considerado como essencial na produção deste trabalho. Trata-se de Gonçalo Cardoso. Ao Notícias de Ourém refere a ideia de José António que «eu passei para o papel. Fiz logo um projecto», afirma, «com o que era necessário e fiz a sequência histórica. No fundo criei o tronco. Mas quem fez os ramos, as flores e os frutos, foi a Dora, com a sua experiência em teatro».
Também para Gonçalo Cardoso, fica provada a importância das parcerias, até porque «correu muito bem e todos acabámos por nos enriquecer. Partilhámos experiência e todos nós aprendemos muito com a encenação, o trabalho de actores. Ficamos admirados e percebemos a gestão de toda aquela orgânica. Do rancho recebemos o testemunho de algumas tradições e hábitos que não conhecíamos…».
Quanto a ir mais longe, alargando temporalmente o espectáculo, Gonçalo Cardoso acredita que «tudo se pode fazer através de parcerias. Nós continuamos a fazer a nossa investigação junto dos ranchos e à medida que avançamos vão surgindo novas histórias e tradições que, certamente, um dia iremos mostrar ao público porque é para a comunidade que trabalhamos».
No final do espectáculo, o vice-presidente da Câmara fez questão de agradecer aos três grupos o trabalho desenvolvido, considerando tratar-se de um «grande espectáculo» a «merecer que se repita». Frazão repete a ideia deixada por Dora Conde ainda no papel de D. Maria que, do alto da varanda, deixava expresso o desejo de que as novas gerações possam perceber assim um pouco da história da sua terra e das suas gentes. O vereador considerou ainda que acabara de ser «rubricada uma página importante da cultura deste concelho».
Também o presidente da Academia de Música Banda de Ourém quis deixar os agradecimentos pelo trabalho por todos desenvolvido, salientando o de Gonçalo Cardoso, Dora Conde e José António Santos.

Lançamento do CD - APOLLINIS

É já no dia 21 de Julho às 21.30h na sede da AMBO, que se realizará o lançamento do CD comemorativo dos 75 anos da colectividade - Apollinis. Apareça, está convidado!
Poderá assistir a um pequeno filme, à interpretação de algumas peças por um trio de piano, flauta e clarinete e a uma pequena actuação do Chorus Auris.
E claro, ouvir o CD Apollinis e comprá-lo se assim o desejar.
Apollinis, foi o nome que o compositor Jorge Salgueiro escolheu para obra para Coro e Banda encomendada pela AMBO por ocasião do seu 75.º aniversário. Evoca o deus Apolo, que para os Gregos reflecte o génio artístico do seu país, o ideal da juventude, da beleza e do progresso.
Apollinis, interpretado pelo "Chorus Auris" e pela Banda Juvenil/Orquestra de Sopros é o tema de abertura deste CD e foi escolhido para título do mesmo, por forma a vincar a associação deste CD aos 75 anos da AMBO.
Depois de todos os grupos que compõem a AMBO terem gravado um CD (Orquestra Típica, Coral Infantil, Banda Juvenil, "Chorus Auris" e Romeiros) surgiu a ideia de gravação de um disco com todos os grupos musicais (a Escola de Dança, não participou neste trabalho, por motivos óbvios), como forma de registo para as gerações vindouras, pela comemoração das "bodas de diamante", mas também de estimular a criação de elos de ligação e de parcerias no seio da associação.
Trata-se de um trabalho que reúne estilos musicais muito díspares e por esse facto carecendo de uma certa identidade temática, assumindo, no entanto, uma importância grande para a AMBO por permitir uma amostragem geral do trabalho de todos os integrantes dos nossos agrupamentos, que dia após dia, semana após semana, de forma empenhada se valorizam culturalmente e socialmente no espaço AMBO.

“metamorfoses


Pela época estival e revivendo os ciclos das estações e alternância dos equinócios e solstícios. Jorge Melo inaugura na Domus’Art, dia 27, pelas 15h00, uma exposição cujo tema é "metamorfoses de um equinócio", quadros em tons quentes, nus, figurativos e abstractos.

13 julho 2006

Notícias de Ourém 14 de Julho de 2006

PSP recebe mais meios para o trânsito



Fátima
Paulo Faria, comandante da esquadra de Fátima está bastante satisfeito com estes dois novos veículos motorizados, agora ao serviço da esquadra fatimense. A alegria é maior porque esta esquadra não tinha nenhum motociclo e recorreu mesmo ao empréstimo de um de uma outra sub-unidade para assegurar um bom serviço. Aliás, o subcomissário "já tinha aflorado o problema na reunião de comandos". Agora, "no verão, dá muito jeito" assegura.
Quanto a veículos automóveis, a esquadra que Paulo Faria comanda, não recebeu nenhum veículo novo. Nem está previsto que receba, a curto prazo uma viatura usada. Este responsável adianta que a esquadra possuiu três veículos de patrulha, um carro da escola segura além do reboque e de um outro veículo de serviço. E por isso, em relação a outras esquadras, salienta, a necessidade não é tão grande.
Ourém
A cidade de Ourém recebe um motociclo com motor nesta distribuição de meios. A comandante da esquadra da Polícia de Segurança Pública de Ourém, Marta Miguel adianta que a scooter vai ser muito útil pois "temos situações em que precisamos das facilidades que este tipo de veículo nos vai trazer".
Apesar da esquadra de Ourém não ter sido privilegiada com um veículo automóvel novo, em breve, terá um outro carro ao seu dispor. A comandante da esquadra adianta que já lhe foi dada a confirmação de uma viatura usada para Ourém que deverá chegar num prazo máximo de 15 dias. "Não é dos mais recentes mas dá sempre jeito". E tem a garantis que "está em boas condições".

O que dizem os comandantes das esquadras

Fátima
Paulo Faria, comandante da esquadra de Fátima está bastante satisfeito com estes dois novos veículos motorizados, agora ao serviço da esquadra fatimense. A alegria é maior porque esta esquadra não tinha nenhum motociclo e recorreu mesmo ao empréstimo de um de uma outra sub-unidade para assegurar um bom serviço. Aliás, o subcomissário "já tinha aflorado o problema na reunião de comandos". Agora, "no verão, dá muito jeito" assegura.
Quanto a veículos automóveis, a esquadra que Paulo Faria comanda, não recebeu nenhum veículo novo. Nem está previsto que receba, a curto prazo uma viatura usada. Este responsável adianta que a esquadra possuiu três veículos de patrulha, um carro da escola segura além do reboque e de um outro veículo de serviço. E por isso, em relação a outras esquadras, salienta, a necessidade não é tão grande.
Ourém
A cidade de Ourém recebe um motociclo com motor nesta distribuição de meios. A comandante da esquadra da Polícia de Segurança Pública de Ourém, Marta Miguel adianta que a scooter vai ser muito útil pois "temos situações em que precisamos das facilidades que este tipo de veículo nos vai trazer".
Apesar da esquadra de Ourém não ter sido privilegiada com um veículo automóvel novo, em breve, terá um outro carro ao seu dispor. A comandante da esquadra adianta que já lhe foi dada a confirmação de uma viatura usada para Ourém que deverá chegar num prazo máximo de 15 dias. "Não é dos mais recentes mas dá sempre jeito". E tem a garantis que "está em boas condições".

Casos de polícia

Uma pessoa ficou ferida sem gravidade, na sequência de um despiste de um veículo ligeiro, em Boleiros, a 3 de Julho. De um despiste registado no Olival, acabaram por resultar danos.
Já numa colisão entre dois ligeiros, em Atouguia, resultaram apenas danos materiais.
De um despiste de um veículo ligeiro em Olival, a 4 de Julho, resultou um ferido leve.
Três viaturas ligeiras colidiram a 6 de Julho, em Painel, Seiça, Tendo-se registado um ferido ligeiro.
Uma colisão, em Boleiros, entre dois ligeiros, a 7 de Julho, provocou danos materiais.
Um incêndio em Soutaria, a 8 de Julho, Olival consumiu 100 m2 de carvalhos. As causas e os prejuízos são desconhecidos. No mesmo dia, um outro incêndio em Cavadinha, Caxarias consumiu 50 m2 de erva seca.
O despiste de um motocultivador em Lagoa do Furadouro, Nossa Senhora das Misericórdias provocou um ferido leve. No mesmo dia um animal de raça canina foi atropelado no Bairro. Registaram-se danos materiais e ferimentos no cão.
No Agroal, a 9 de Julho ocorreu uma colisão entre duas viaturas ligeiras o que provocou danos materiais. Já no Ninho de Água, o choque entre um veículo ligeiro e um pesado originou danos materiais. Um incêndio em Vale Grande, Cercal consumiu 1500 m2 de área. As causas e os prejuízos são desconhecidos.
Um incêndio em Gondemaria, a 10 de Julho, consumiu 50 m2 de mato e pinheiros. As causas e prejuízos são desconhecidos.
Uma colisão entre três ligeiros, em Seiça, resultou em danos enquanto que de uma registada em Fátima entre um veículo ligeiro e um pesado, também só resultaram danos.
As chamas consumiram a loja de uma casa desabitada em Freixianda onde arderam 20 quilos de palha seca e uma arca de madeira além dos 300m2 de mato e oliveira. As causas e os valores do prejuízo são desconhecidos.
Desaparecimento
Ana Margarida Teixeira está desaparecida desde a noite de 23 de Junho de 2006. Tem 13 ou 14 anos e é de Porto Carro (Freixianda). É favor contactar os seguintes números caso seja reconhecida: 914000757, 914166903, 918107904

Solitário condenado a mais 20 meses de prisão

O maior assaltante de bancos, português, conhecido como o "Solitário" foi condenado a vinte meses de prisão efectiva pelo crime de evasão do Estabelecimento Prisional de Coimbra. Esta pena junta-se à de 11 anos que ainda falta cumprir, por assalto. Em dois anos assaltos, sozinho 28 instituições bancárias, na região Centro do País, entre Junho de 1998 e Agosto de 2000.
Manuel Simões, natural de Carvalhal do meio, Rio de Couros, de 56 anos, cumpria 15 anos no estabelecimento prisional de Coimbra quando se evadiu, em Março de 2005.
O ‘Solitário’ fugiu quando colocava um contentor do lixo no exterior da cadeia, acompanhado por outro presidiário e um guarda. Surgiu uma viatura com dois ocupantes, tendo um deles ameaçado com uma caçadeira o guarda e o outro recluso, enquanto Manuel Simões entrava na viatura, que arrancou de imediato. O fugitivo foi capturado em Setembro de 2005, em Viseu.

"Águas de Ourém" garante qualidade da água

A Compagnie Générale des Eaux, S.A – Águas de Ourém garante que a água que corre nas torneiras do concelho.
Em comunicado, a empresa esclarece que a água "é de boa qualidade e segura para consumo humano sendo devidamente controlada e analisada".
Em causa estão denúncias apresentadas por populares, especialmente das localidades de Maxieira e Bairro, que teriam sido contactados por uma empresa que propõe a marcação de uma visita para a realização de análises de água. Posteriormente anuncia o resultado e propõe a venda de equipamento purificador de água.
Perante estas situações, a Águas de Ourém adianta que "não é necessário qualquer tipo de equipamento, nas habitações, para tratamento adicional da água". Mais, a empresa "não vende qualquer tipo de equipamento para instalação no interior das habitações".

Urqueira com fim de semana gastronómico e cultural



A gastronomia e os trabalhos artesanais foram o chamariz para mais uma edição da IV Festa cultural e gastronómica de Urqueira que se realizou de 7 a 9 de Julho.
Mais de 800 pessoas terão passado pelo parque de merendas da Amieira onde a animação musical e dois ecrans para ver os últimos jogos do Mundial de 2006, trouxeram muitos ao local.
Além dos diversos pratos confeccionados e servidos ali no parque de merendas, esta festa teve uma vertente cultural com a exposição de pintura, bordados e outros trabalhos de artesãos e artistas da terra.
Na noite de sábado, a música ficou a cargo de duas bandas da freguesia: os "B4" e "N&S". No domingo, um passeio de bicicleta juntou participantes que pedalaram até ao Agroal, tendo a tarde sido animada pelo rancho folclórico "Moleiros da Ribeira", do Olival.
Participaram nesta festa, com tasquinhas: A Associação Cultural e Recreativa da Urqueira; a secção de pétanca da Associação Cultural e Recreativa da Urqueira; a Associação de pais da escola e jardim de infância de Urqueira (só com doces); a Associação escola da Amieira; a Associação de pais da escola de Urqueira Norte e Associação Bem Estar de Urqueira.
Na abertura das tasquinhas, na sexta-feira, o presidente da Junta, António Neves expressava o desejo que as pessoas fossem bem recebidas salientando a presença de seis associações da freguesia. Vítor Frazão, por seu turno destacou a preocupação da Junta de Freguesia no campo da cultura e da educação. "A Junta de freguesia da Urqueira esta a dar a ideia de que é importante que reivindiquemos infra-estruturas mas que olhe também pela parte cultural, associativa e desportiva", afirmou.
O vice-presidente referiu-se ainda ao parque infantil, ali existente e inaugurado recentemente.
Por seu turno, a presidente da Assembleia Municipal, Deolinda Simões frisou que "o espírito associativo do nosso concelho está de boa saúde". Fez uma referência particular à Associação de Bem Estar porque "está a pensar naquelas pessoas que, pela contingência da vida, vão avançando e se não tiverem apoio são fragilizadas, abandonadas". A associação encontra-se a iniciar um projecto de apoio aos idosos.
"É difícil concretizar o vosso sonho mas a pouco e pouco, paulatinamente, vocês estão a conseguir e vão conseguir de certeza", apontou Deolinda Simões.

Maior articulação com outras secções

Avelino Subtil explica que esta entrada de um novo maestro significa uma aposta num modelo de formação. Na prática significa colocar em funcionamento a escola de música com os escalões de iniciação, passagem pela banda juvenil e integração na orquestra de sopros, já num terceiro nível.
"Depois, os que pretenderem, poderão complementar a formação na Ourearte", salienta.
É também objectivo da direcção da AMBO que "o maestro articule a escola de música com a nossa banda"refere Avelino Subtil ciente que o novo maestro "está habituado a trabalhar nesta área".
Para este responsável, José Pedro Vasconcelos ficará ainda responsável por uma maior articulação entre as diferentes secções que compõem a AMBO. "Vamos procurar fazer mais coisas, em comum, com mais frequência".
Avelino Subtil salienta já conhecer o trabalho do maestro de cursos e de actuações, ele é maestro da banda do Loureiro, que faz parte conjuntamente com a de Ourém, da Plataforma de bandas.
"O maestro já conhecia alguns elementos da direcção, sabe como é que nos funcionamos, sabe a nossa filosofia de trabalho, penso que se coaduna com a forma de estar", diz o responsável.

Banda juvenil/Orquestra de sopros com novo maestro




"Pareceu-me um bom desafio e eu gosto de desafios novos", afirma.
José Pedro Figueiredo é o novo maestro da Banda juvenil/Orquestra de sopros da Academia de Música Banda de Ourém. Sucede ao maestro Mortágua que, durante vinte anos foi o responsável por esta secção da Academia.
Desde Junho, o novo maestro ensaia, aos sábados, com o grupo que compõem a Banda juvenil/Orquestra de sopros. "Os métodos poderão ser diferentes" salienta o maestro mas, o certo é que "a média de idades é baixa e os jovens reagem com muita facilidade quando lhes peço alguma coisa".
Além de sentir uma boa adaptação por parte dos executantes ao seu modo de dirigir, manifesta alguma satisfação pelo regresso de alguns elementos.
Formação é prioridade
José Pedro Vasconcelos gostaria de ter tido tempo para elaborar um plano de trabalho. A sua entrada como regente esteve inicialmente prevista para Setembro mas foi antecipada para Junho. Assim, "ainda estou a conhecer como as coisas funcionam" e " estou já a fazer plano para reestruturação da escola de música".
Em termos de formação, o objectivo seria permitir aos jovens executantes integrarem a Ourearte, para terem uma" formação mais completa", os que pretenderem seguir na carreira.
Numa linha de trabalho, "vou tentar contar com a ajuda de alguns elementos que já cá estavam (na banda) para me ajudar a dar formação". Ou seja, futuramente, o maestro gostaria que executantes ensinem outros alunos, num instrumento e não que o regente ensinasse todas os instrumentos.
Um dos objectivos que possui é "fazer é espectáculos conjuntos com as outras secções da casa".
A grande meta do maestro é "ter uma boa escola de música a funcionar e fazer com que a banda toque o melhor possível", o que significa conseguir "fazer ensaios com casa cheia", ou seja, "que as pessoas se sintam motivadas a vir ao ensaio e que não seja qualquer coisa que as demova".
Banda entusiasta
"Encontrei pessoas jovens entusiasmadas com espírito muito aberto. Há gente a tocar muito bem. Há qualidade nos músicos da banda", salienta o novo maestro.
Certo que "a banda terá os seus problemas técnicos", José Pedro Vasconcelos está muito satisfeito com o facto de eles reagirem bem ao que lhes é pedido, em termos musicais.
A prioridade da banda/orquestra é agora ensaiar para o cortejo das festas da paróquia de Nossa Senhora da Piedade. Nesta altura será apresentada uma peça nova.
Depois de Outubro, o maestro gostaria de realizar concertos regulares, tendo vontade de estrear reportório, também, regularmente.
José Pedro Vasconcelos é licenciado em Fagote, pela Escola Superior de Música do Porto.Fez vários cursos de direcção com o maestro Robert Houlihan.
Já dirigiu vários grupos, é maestro da Banda de música do Loureiro e professor do Conservatório de música de Coimbra, o que acumula com a direcção da Banda juvenil/Orquestra de sopros.

Termina primeira semana de férias desportivas




Terminou na passada semana a primeira edição deste ano das Férias desportivas, que juntou 23 jovens num conjunto de actividades desportivas e lúdicas, desenvolvidas um pouco por todo o concelho.
A próxima edição das Férias decorrerá na semana entre 17 e 22 de Julho, envolvendo espeleologia, karting, escalada, slide, canoagem, tiro com arco, jogos pré-desportivos, passeios pedestres, ida à praia e acampamento dos jovens no Parque de Aventura do Agroal.
O sucesso da actividade é tal que as inscrições para o segundo período da actividade ficaram rapidamente preenchidas.
Nas palavras dos miúdos, "o melhor é a animação e o convívio entre todos", e o facto de estarem "sempre ocupados com actividades engraçadas".
As férias são dirigidas a jovens entre 10 e 16 anos.

Família de Betty já tem casa

Faltam apenas mil euros para concluir o pagamento da casa de Betty. A campanha de solidariedade, levada a cabo pelos alunos e professores do ensino nocturno do Centro de Estudos de Fátima, para ajudar uma colega, obteve resultados positivos, isto é, o sonho tornou-se realidade.
Para o pagamento integral da habitação, no que diz respeito ao equipamento e restante construção faltavam vinte mil euros. Actualmente falta apenas mil euros, havendo já, boas vontades para suportar esta quantia.
José Lourenço, um dos elementos desta equipa solidária manifestou ao Notícias de Ourém o seu contentamento por este desfecho. "Há muita gente envolvida", salienta lembrando os muitos apoios que foram chegando para apoiar na construção e recheio da habitação da Betty.
Esta senhora tem quatro filhos, todos estudantes. Ela trabalha em Fátima e estuda também, no ensino nocturno, no CEF. Foi aí que os colegas de turma se começaram a aperceber que ela precisava de ajuda. Desde então, um grupo de alunos e professores tem levado a cabo uma campanha de solidariedade. A última destas acções ocorreu no final de Junho, com a realização de uma Noite de fados, em Moimento. Neste jantar conseguiram mais 500 euros, para a Betty.
Mas, a campanha não acaba aqui. Além da casa, há outro tipo de apoio que as pessoas podem dar, assinala José Lourenço. E a ajuda que é necessária, nesta fase, é social: nomeadamente roupas, comida e auxílio monetário.
Quem quiser colaborar deve fazer chegar o seu donativo ao professor Manuel Neves que pode ser contactado através do telem:919091867 ou ao professor José Lourenço através do telem: 917339412.

População envolvida nas actividades



Logotipo
Desde que a comissão organizadora iniciou o trabalho, uma das primeiras tarefas foi a de convidar algumas pessoas para apresentarem trabalhos referentes ao logótipo a adoptar nestas comemorações. Dos cinco trabalhos, apresentados por três autores, a escolha recaiu sobre o de Horácio Borralho Santos, um artista da terra.

Página na net
Até final de Julho, estará on line a página comemorativa dos 400 anos. Em www.boleiros400anos.com o visitante poderá encontrar indicações das comemorações, com explicação das mesmas, o seu calendário e o respectivo programa. O design da página é de João Gonçalo Oliveira.
O que se pretende é que a página seja um pontapé de saída para uma ligação entre a comunidade, via Internet, em que todos podem participar enviando informação que complemente a história da comunidade.
Para apoiar na divulgação de Boleiros, da comunidade e do quarto centenário da capela, haverá na coordenação, um computador à disposição do visitante para que este possa ficar a conhecer mais.
Haverá, também, exposições de trajes, fotos, utensílios de toda a espécie, documentários em vídeo além de outro espólio cultural desta comunidade.
As equipas
Desde 12 de Dezembro de 2005, data da primeira reunião de coordenação que, um conjunto de 80 pessoas divididas por oito equipas, estão a levar a cabo todos os preparativos. A festa ainda que, seja, em primeiro lugar de e para a comunidade, salienta Nuno Oliveira, também se pretende alargada a visitantes.
Celebrações religiosas: coordenada pelo capelão, padre Rodrigo Carvalho;
Montagens/Logística/Segurança: Manuel Prazeres Santos
Decoração/Arrumação/Limpeza: Amélia Castanheira e Madalena Reis
Gastronomia/bares: Henrique Reis
Espectáculos/publicações/reportagem: Natálio Lopes e Pedro Oliveira
Recolha cultural/exposições: António Castanheira e Manuel Oliveira
Assistência/acolhimento: Isabel Carreira
Secretariado/Gestão administrativa: Nuno Oliveira
Actividades
Início das comemorações: 01/01/07
Matança do porco: 17/02/07
Mostra artesanal: 24 e 25/03/07
Via Sacra: 06/04/07
Caminhada: 22/04/07
Convívio Barreiro (Valinhos): 01/05/07 (incluído nas comemorações)
Feira antiga: 19 e 20/05/07
Atletismo: 26/05/07
Festa da Baluga: 27/05/07
Sardinhada: 23/06/07, acompanhada de marchas populares
Descamisada: 22/07/07
Teatro Gil Vicente: 15/08/07
Festejos religiosos: 18, 19 e 20/08/07
Casamento à antiga: 23/09/07
Bolinho: 01/11/07
Encerramento das comemorações – Dia de Santa Bárbara: 04/12/07

Comunidade de Boleiros comemora quatro séculos da capela

Quatro séculos de história. A comunidade de Boleiros comemorará, em 2007, quatrocentos anos da sua capela dedicada ao orago de Santa Bárbara e de Nossa Senhora do Livramento (mais recentemente).
E com uma data destas a comemorar, a iniciativa não vai passar em branco. Desde final de 2005, um grupo de habitantes conjuntamente com o capelão, padre Rodrigo Carvalho, pôs mãos ao trabalho e constituiu uma comissão organizadora.
"As comemorações são para a comunidade, é a comunidade que está a comemorar" e "a ideia é fazê-la viver isso mesmo", adianta ao Notícias de Ourém, o porta-voz da comissão organizadora, Nuno Oliveira.
O programa já esta definido e as equipas já estão a trabalhar. A equipa de coordenação pretende levar a cabo uma iniciativa por mês, de Janeiro a Dezembro de 2007. Em alguns meses, estas iniciativas acabam por duplicar, tendo também em atenção o calendário litúrgico a celebrar.
Simbolicamente as comemorações iniciar-se-ão a 1 de Janeiro de 2007, logo após a eucaristia de Ano novo.
Equipas no terreno
A equipa de recolha cultural (vestuário, costumes, nomes, arquivo fotográfico e recolha de tradição oral) é a que, até este momento, tem o trabalho, mais adiantado, salienta Nuno Oliveira. As recolhas têm vindo a ser feitas sobretudo aos fins-de-semana, junto dos mais idosos, sob a coordenação de Poças das Neves e Neves Martins e trabalho, no terreno da equipa de António Castanheira.
Com esta retrospectiva, o objectivo é compilar os dados numa monografia, que deve ser editada por altura das comemorações. Um dos objectivos para o futuro da localidade é a construção de um centro cultural em Boleiros. O projecto ainda não passa de uma ideia mas, o objectivo é que seja construído um edifício de raiz para albergar o espólio histórico e cultural. Deverá ser este centro, o dinamizador de iniciativas culturais na localidade.
Outra das equipas que também já está a adiantar trabalho é a de decoração: as senhoras, na sua maioria, que a compõem estão a tecer um longo cordão com flores de papel, "para enfeitar as ruas, como se fazia antigamente", salienta o porta-voz da comissão organizadora.
As mantas nas janelas e o alecrim à frente da porta também deverão fazer parte dos acessórios que as casas terão, a partir de Maio, sinal de festa.
Durante as comemorações haverá tasquinhas com gastronomia tradicional. Não só receitas actuais como também irão ser recuperadas receitas e momentos gastronómicos de há 50, 60 anos atrás.

Concerto etnográfico em Ourém

No próximo dia 15 de Julho, sábado, pelas 21h30, na Praça Mouzinho de Albuquerque, em Ourém, irá realizar-se o concerto etnográfico «Memórias».
A Orquestra Típica de Ourém, da Academia de Música Banda de Ourém, irá apresentar temas tradicionais recolhidos junto de vários grupos etnográficos do concelho. Serão recreados vários momentos, tais como: descamisadas, vindimas, festividades, entre outros, ao som dos diversos temas musicais executados pela Orquestra Típica. As encenações serão da responsabilidade do grupo de Teatro Apollo (Peras Ruivas) e do Rancho Folclórico Lírios do Nabão – S. Jorge (Freixianda). Estarão em cena mais de uma centena de participantes, entre músicos, actores, dançarinos e figurantes!
Este espectáculo inédito em Ourém, que pretende reavivar a memória das várias tradições e costumes do concelho, é consequência do contacto directo entre a Orquestra Típica e vários ranchos folclóricos a fim de recolher temas tradicionais do concelho para o novo trabalho discográfico da Orquestra Típica "Músicas de Ourém" a ser editado para o ano, inserido nas comemorações dos seus 25 anos de existência.
Os bilhetes para assistir a este evento que conta com o apoio da Câmara Municipal e da Ourearte, poderão ser adquiridos/reservados na sede da Academia de Música Banda de Ourém (telf. 249 544 510) ou na Ourearte (telf. 249 541 539).

Dia dos Avós no museu

Inseridas nas comemorações do Dia dos Avós, o Museu de Arte Sacra e Etnologia de Fátima, irá promover diversas actividades para avós e netos que visitem juntos o Museu no dia 26 de Julho, quarta-feira.
Assim, os avós e netos que visitarem juntos o Museu de Arte Sacra e Etnologia, poderão assistir à visualização de um filme animado sobre a história de Santa Ana e S. Joaquim (avós de Jesus Cristo), realizar um trabalho nas Oficinas de Pintura, aprender jogos tradicionais, participar numa quermesse e muitas outras surpresas.
Às Instituições Sociais que se dedicam à 3.ª Idade é lançada esta proposta na tentativa dos diversos utentes trazerem consigo os seus netos a estas comemorações. Às Instituições destinadas às crianças procurar-se-á que estas tragam consigo os respectivos avós. Será certamente um momento diferente e uma forma de convívio entre avós e netos que, infelizmente, não acontece com a frequência devida.
Para grupos superiores a 15 pessoas será necessária marcação prévia (Tel. 249 539 470). As instituições de idosos que possuam grupos musicais ou de mostras de artesanato poderão propor ao museu a sua participação na tentativa de as fazer mostrar às gerações mais jovens.
Por ser um dia especial, o preço de entrada para o Museu será livre para todos os avós que se façam acompanhar dos seus respectivos netos.
Os visitantes poderão participar nas actividades no período das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00.

Governo reforça papel da Rede Social

o do Trabalho e da Solidariedade, Vieira da Silva, anunciou em Santarém, a 11 de Julho, o reforço do papel da Rede Social na distribuição e localização dos novos equipamentos do sector, como lares de idosos e centros de apoio a deficientes.
Durante o Terceiro Encontro Nacional da Rede Social, Vieira da Silva explicou que caberá a esta estrutura dar pareceres sobre a instalação de novos equipamentos sociais, programando a sua área de actuação ao nível supra-municipal.
Os elementos que integram a Rede Social terão de dar um parecer para definir uma melhor distribuição de novos equipamentos, que podem servir mais do que um concelho.
Em Junho foi publicado um decreto-lei que reforça o papel da Rede Social em Portugal, cabendo-lhe a partir de agora "pareceres sobre a localização de novos equipamentos sociais", explicou o ministro.
"Esse é um parecer que conta", até porque "há uma dimensão de articulação das redes a nível nacional que é importante" para dar resposta a questões de "dimensão supra-municipal".
Lares de idosos, ATL ou centros de apoio a deficientes são alguns dos novos equipamentos cuja aprovação terá de ser sujeita à apreciação prévia da Rede Social, nomeadamente nos casos em que são servidas populações em mais do que um concelho.
A Rede Social é uma parceria ao nível municipal que articula "três dimensões importantes para a eficácia das medidas sociais", o Estado, autarquias e instituições de solidariedade, explicou Vieira da Silva.
Em cada concelho, a Rede Social reúne representantes de organismos públicos, autárquicos e instituições de solidariedade locais para definir acções concretas que visam a inclusão social dos desfavorecidos.
O trabalho destas estruturas permite estabelecer "estratégias locais" de combate à exclusão e à pobreza, envolvendo todas as instituições de cada concelho que lidam com esta matéria, sustentou o ministro.
Actualmente, existem 276 concelhos com Rede Social activa e em 206 municípios já foi elaborado um Diagnóstico Social que avalia os problemas de exclusão, estando ainda previsto um plano municipal de actuação em 164 casos.
A rede é uma "experiência social que nos cabe a nós todos reforçar", possibilitando uma "melhor resposta aos problemas" de exclusão existentes em Portugal, considerou o ministro.

Ourearte tem infomail

Semibreve é o nome do boletim informativo da Ourearte cujo primeiro número saiu em Junho. A publicação é de quatro páginas, em tamanho A4 e a cores, não tem, por enquanto, uma periodicidade definida.
O Semibreve pretende "dar a conhecer os conteúdos programáticos, os instrumentos leccionados, o calendário de aulas e, ainda divulgar actividades" que levam a efeito, pode ler-se no editorial.
Nesta primeira edição é dada a conhecer a história da Ourearte bem como o seu percurso e os seus objectivos. São apresentadas algumas fotos de actividades realizadas ao longo deste ano lectivo.

Matrículas
A partir do ano lectivo de 2006/2007 a Ourearte disponibiliza formação em bandolim, fagote, oboé, percussão, trombone, tuba e violino.
Actualmente a escola possui formação em piano, guitarra, trompete, clarinete, trompa, saxofone e flauta.
As matrículas de novos alunos decorrem até 21 de Julho, nesta primeira fase e de 01 a 15 de Setembro, numa segunda fase. As inscrições podem ser efectuadas de terça a sexta, das 16h às 19h e aos sábados, das 14h às 17h30.
Concerto "Notas soltas"
Nesta sexta-feira, 14 de Julho, os professores da Ourearte vão proporcionar à comunidade um espectáculo musical. "Notas soltas" vai juntar no palco do Cine-teatro municipal de Ourém, às 21h30, os docentes num concerto único. Esta iniciativa está inserida no Musicarte, o primeiro ciclo de música a artes de Ourém, instituído pela Ourearte durante este ano lectivo.
A entrada é gratuita. A venda do programa deste espectáculo reverte a favor da campanha de solidariedade para com a escola de Oé-Kussi, em Timor.

C.C.R. Olival faz 31º Anos

O Centro Cultural e Recreativo do Olival comemora durante este mês de Julho o seu 31.º aniversário com a realização de várias actividades.
Nos dois primeiros fins-de-semana a associação organizou um passeio de bicicletas do Olival até S. Pedro de Moel no qual participaram cerca de 100 pessoas, um passeio nocturno na zona do Olival e uma exposição de artes plásticas com artistas locais.
No programa das actividades está agendado as seguintes actividades:
14 de Julho
21 horas - sede do CCRO - Festa da Cerveja com música ao vivo.
15 de Julho
15 horas - Parque de Lazer do Olival – Corrida de Carros de Rolamentos
21 horas - sede do CCRO – Festival de Acordeão
22 de Julho
22 horas - sede do CCRO – Festival de Bandas de Garagem
23 de Julho
9 horas - sede do CCRO – Passeio Pedestre pelos Trilhos da Freguesia
29 de Julho
12 horas – ringue do Olival – Torneio de Futsal
30 de Julho
16 horas – Campo de Futebol do Olival – Festa do Futebol - Solteiros – Casados e Solteiras – Casadas

Bestomontanha inaugura sede



A Associação de cicloturismo - Bestomontanha inaugurou a sua sede a 2 de Julho. Trata-se de uma obra, construída de raiz e iniciada há seis anos.
Uma casa que "é fruto de muitas horas de sacrifício e trabalho desinteressado de muitos sócios e amigos", afirmou o presidente da colectividade que explicou o percurso efectuado pela associação para conseguir concretizar a obra.
O responsável da associação salientou em particular a colaboração a Junta de Freguesia que "nos facilitou a vida e nos ajudou a encaminhar os papeis e tratar de muitos assuntos" bem como o apoio da autarquia que "muito contribuiu para esta obra dando-nos sempre além do subsidio normal mais algum dinheiro para nos ajudar nas obras e na compra do terreno".
Esta obra teve ainda um apoio do governo traduzido na verba de 45 mil euros.
A sede contempla um edifício de cave e rés-do-chão equipado com bar, balneários e sanitários. Na cave, o bar está aberto diariamente enquanto que o espaço de bar é utilizado nos grandes eventos.

Fomentar a prática desportiva nos mais jovens

A 16 de Julho, realiza-se o Troféu nacional de motociclismo velocidade - kartódromos 2006. Trata-se e uma prova promovida pela Federação Nacional de Motociclismo com o objectivo de fomentar a prática da velocidade, em veículos de duas rodas em jovens; dos infantis aos juvenis.
A organização está a cargo do Natureza Motor Clube, a pedido da Federação que pretende assim fomentar a prática desportiva nas camadas mais jovens.
A prova será apadrinhada pelo campeão nacional de velocidade, Alexandre Laranjeiro. Na pista do Funpark estarão pilotos com mais de oito anos.
O troféu será disputado nas categorias :
Troféu nacional 50 CC
Troféu nacional 85 CC
Troféu mini GP
Troféu minimoto juvenis
Troféu minimotos open
A par deste troféu disputa-se também o troféu vespa, nas suas diversas categorias.
São admitidos 30 concorrentes em treino e os titulares dos vinte melhores tempos participam na competição da tarde. Os treinos iniciam-se às 8h30. A prova decorre a partir das 14h.
Apenas pode participar titulares de licença desportiva actualizada, isto pilotos de competição.

Desfile de Reciclagem




Partindo do principio que "reciclar pode ser criar" o Grupo Desportivo Sandoeirense (GDS) levou à "passerelle" crianças e jovens, a 2 de Julho.
Desfilaram 26 fatos diferentes, elaborados com plástico, papel, embalagens, garrafas, envelopes, selos, rolhas e rótulos.
O júri elegeu o fato mais colorido, mais original e premiou quem melhor desfilou. Até os prémios foram entregues em sacos feitos com embalagens de cereais.
O espectáculo continuou com a interpretação de alegres canções e danças por
jovens desta associação já que há aulas de dança, gratuitas, no clube.
Esta actividade visa promover o desporto, pretende desenvolver junto da população, diversas actividades culturais e de animação aproveitando as excelentes condições existentes na sede do clube. O presidente do GDS referiu que está em curso uma obra de ampliação da
cozinha, estando neste momento a direcção empenhada em reunir fundos para a continuação da mesma. Aquele responsável destacou ainda um outro projecto: a criação de uma Ludoteca.
A próxima actividade desta associação é já no dia 23 de Julho, no Agroal, onde se realizará uma canoagem.

Ministério do Ambiente interdita praias da região

O Ministério do Ambiente interditou zonas de utilização frequente em 15 praias, incluindo caminhos, acessos e habitações, na sequência de um relatório que apontava para a possibilidade de derrocada das arribas no troço de costa entre a Marinha Grande e Alcobaça.
No relatório indicam-se três grupos de medidas que vão da simples reposição de sinais vandalizados à interdição de sectores de risco em zonas de utilização frequente.
A equipa que está a acompanhar a estabilidade das arribas nestes troço do litoral, identificou outras zonas de risco que levaram a vários tipos de interdições nas praias do Farol (Marinha Grande), São Pedro de Moel (Marinha Grande), Água de Madeiros (Alcobaça), Sítio da Nazaré e Forte de São Miguel (Nazaré), São Bernardino (Peniche) além de outras em Caldas da Rainha, Lourinhã, Torres Vedras e Mafra.
Na praia de Vale Furado (Alcobaça) e praia da Consolação (Peniche) foram identificadas habitações em risco. O relatório prevê também a substituição e colocação de avisos em mais 129 locais, juntando-se às 79 placas já existentes.

06 julho 2006

Notícias de Ourém 07 de Julho de 2006

Um caso de (des)humanidade: Casal de deficientes vive em pânico à espera da chuva




Fernando Reis Marques é tetraplégico e vive, com a mulher, também ela com uma «incapacidade permanente parcial de 66%».
Ambos sofreram acidentes que provocaram as deficiências. Ele um acidente de trabalho que, em 1999, lhe lesou a coluna, ela um acidente de viação que a levou a um quadro clínico caracterizado por problemas ósseos e musculares, por um lado e mentais, por outro.
Em 2003, ano a que remonta as queixas, este após vários momentos em que esteve internado no Centro de Medicina de Reabilitação do Alcoitão, viu-se obrigado a fazer obras em casa, de acordo com projecto apresentado por este centro. Foi também num destes momentos que um seu vizinho, aproveitando a sua ausência e as incapacidades psíquicas da mulher, resolveu fazer obras. A casa encontra-se num terreno em declive, logo à entrada da Gondemaria e o vizinho aterrou parte da sua propriedade, vindo mesmo a ocupar uma serventia de Fernando Marques e destruindo uma fonte que ali existia e que o queixoso afirma ter sido pública. Sobre o aterro foi construído um muro sendo que a casa de Fernando Marques acabou ficando numa cota inferior, suportando as terras e o respectivo muro. Por baixo foi feito o aterro das condutas de uma linha de água que ali passava (alimentando o tal fontanário que refere como tendo sido publico) com colocação de manilhas. A casa de Fernando Marques não suportou o peso e abriu grandes rachas. Agora, sempre que chove, o casal deficiente vê a sua casa inundada e é obrigado a recorrer aos bombeiros para que os retirem do lar e aos vizinhos para que estes os acolham.
É com lágrimas nos olhos de ambos que nos contam que isso mesmo sucedeu aquando da última enxurrada, há cerca de três semanas. «Só queria morrer», recorda Fernando. «A água, no quarto do casal, chegava-nos até aqui», afirma uma vizinha que os socorreu apontando o meio da perna.
Com 54 anos, Fernando Marques vive naquela casa há 34 e diz que nunca, antes da construção do muro, tinha tido qualquer problema com infiltrações. Hoje, para além das fendas nas paredes, são visíveis, um pouco por toda a casa os tacos do soalho levantados, apodrecidos.
Mas não se pense que Fernando Marques não se tem esforçado para resolver a situação. Apesar da sua deficiência tem procurado ajuda por todo o lado e sem conseguir resposta, em particular da Câmara que acusa de ter licenciado o muro, apesar de depois acabar por remeter o assunto para posterior decisão.
Chega agora aos tribunais em busca de justiça, interpondo uma acção no Tribunal Administrativo e Fiscal de Leiria contra a Câmara de Ourém, pedindo o indeferimento do licenciamento.
Fernando Marques diz que não quer saber da terra que o vizinho lhe ocupou. «Terra tenho eu a mais para aquilo que posso fazer», afirma.
Fernando Marques chega aos tribunais depois de ter tentado tudo o mais. Apresenta-nos documentos médicos comprovativos da sua doença e da da sua mulher, pareceres médicos, resultados de vistorias da Câmara e do Delegado de Saúde concelhio.
Veja-se, por exemplo, parte do que é referido no relatório de visita da delegação de saúde, efectuada em 2004 e que terá sido remetido à Câmara: «em 2002/2003, o vizinho construiu um muro encostado à sua habitação e aterrou com terra o respectivo muro até uma altura de mais de um metro, ficando assim a habitação do Sr. Fernando a uma cota inferior. Para desviar a linha de água que habitualmente passava por este local, o vizinho colocou manilhas.
Como o muro não se encontra totalmente rebocado, mas apenas a partir do que se encontra a descoberto, somos de parecer que a água se infiltra na parte do muro não rebocado causando infiltrações na habitação do Sr. Fernando.
Na parte mais antiga da habitação os quartos apresentam os tacos levantados e podres e as paredes possuem humidade e muitas fendas.
Na zona ampliada também já se encontram fendas e tinta descascada devido à humidade».
Exposta a situação, a delegação de saúde de Ourém emite o parecer de que «a solução do problema passa por desaterrar junto ao muro efectuado pelo vizinho até atingir a base da habitação do Sr. Fernando, rebocar convenientemente o resto do muro, impermeabilizá-lo e efectuar drenos para escorrência de água». Acrescenta ainda este relatório que «por prevenção, a zona superior do muro deveria possuir inclinação para que a água não se acumulasse, podendo infiltrar-se entre o muro e a habitação».
A esta, segue-se uma outra vistoria, pela mesma entidade e a pedido de Fernando Marques, em 2005. Mais uma vez o resultado é comunicado à Câmara e em resposta ao pedido de vistoria conjunta esta responde que o processo se encontrava arquivado «até resolução do processo judicial em curso». Por isso a delegação de saúde contacta um dos herdeiros da propriedade vizinha já que o vizinho responsável pela obra, entretanto falecera. Terá sido uma sua herdeira que terá respondido à delegação de saúde que «não efectuaria obras até resolução do processo judicial e que se o Sr. Fernando pretendesse efectuar por conta dele, autorizaria, mas com a presença de um funcionário da Câmara»
E este parece ser um imbróglio difícil de resolver. Naturalmente que a Câmara não vai enviar um funcionário para fiscalizar obras num equipamento que se encontra em processo judicial e que, ainda por cima, não está legalizado. A morosidade dos tribunais é o que se sabe e, enquanto isso, o casal Marques aguarda assustado a passagem do Verão, certo de que, com as primeiras chuvas, chegarão, outra vez, os seus problemas: a casa inundada e os bombeiros a retirá-los para os encaminhar para casa de algum vizinho que os acolha.

E Ourém ?

Ourém é, como dizia Tavares Lopes na Assembleia Municipal, um dos concelhos servidos pelo Centro Hospitalar do Médio Tejo e são muitos os habitantes do concelho que se dirigem todos os dias a um dos seus hospitais quer às urgências a Tomar ou a Torres Novas, sobretudo, quer às consultas externas dos três. Mas o facto de não pertencer à Comunidade Urbana do Médio Tejo acaba por afastar o concelho de reuniões como esta de que damos conta, com os prejuízos que daí podem advir para a população. O que fazer? Não nos cabe encontrar respostas para problemas de índole política mas que alguém terá que fazer algo e depressa, parece não restarem dúvidas. Ourém tem que ter também uma palavra neste assunto, não podendo ficar de fora de uma discussão onde se trata, literalmente, da saúde do concelho.

PSD toma posição

A distrital de Santarém também assumiu posição, no passado fim-de-semana, relativamente a este assunto. Em comunicado, o PSD distrital decidiu chamar a atenção «do Ministro da Saúde e da Administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) – que agrega as unidades hospitalares de Abrantes, Tomar e Torres Novas – para as graves deficiências de informação que presentemente aí ocorrem, designadamente no que diz respeito à distribuição das suas valências e especialidades. A complementaridade destas unidades só é possível com o diálogo institucional entre responsáveis do sector e os autarcas do Médio Tejo. A AD/PSD exigiu que o Ministério da Saúde e a Administração do CHMT prestassem esclarecimentos urgentes sobre a actual estratégia de complementaridade, considerando que o diálogo é o factor essencial para a solidariedade dos autarcas e das populações».

Assembleia do Médio Tejo: Fragilidades do Centro Hospitalar

No sábado passado, em Tomar, as questões relacionadas com os três hospitais foram debatidas na presença do Presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo. Os resultados dessa reunião aqui apresentados resultam de uma parceria do NO com o jornal nabantino «O Templário».

Foram quase quatro horas de debate sobre o Centro Hospitalar do Médio Tejo. Na Assembleia da Comunidade Urbana do Médio Tejo realizada no Sábado, dia 1, em Tomar, foram muitas as perguntas apresentadas, tendo algumas delas ficado sem respostas.
Gomes Branco, Presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, era o convidado da reunião e foi o interlocutor dos deputados e do público.
Aquele responsável recusou-se a adiantar algumas das decisões que estão a ser tomadas a nível ministerial, mas deixou no ar que estão previstas profundas mudanças no sector da saúde, nomeadamente em relação às contratações dos médicos e à sua mobilidade.
Referiu-se ainda a problemas de administração a nível intermédio no Centro Hospitalar, deixando no ar a ideia de que brevemente haverá mudanças.
Nestas questões Gomes Branco argumentou com a necessidade de reservar informação.
A falta de recursos humanos no Centro Hospitalar do Médio Tejo e a necessidade de rentabilização de recursos nas três unidades hospitalares (Tomar, Torres Novas e Abrantes) foram aspectos sublinhados por vários intervenientes ao longo da reunião.
Para começar Gomes Branco começou por fazer um historial do processo de construção dos três hospitais, a criação do Centro Hospitalar, a transformação em empresa pública e a aplicação do programa funcional aprovado em 1998.
A ideia inicial, lembrou aquele responsável, era que a urgência fosse centralizada em Abrantes, ficando Torres Novas com as especialidades médicas e Tomar com as especialidades cirúrgicas.
Gomes Branco reconhece que, de 2003 a 2005, foram feitas grandes melhorias na articulação entre os três hospitais, a nível informático, contabilístico e de comunicação, mas houve uma estagnação nos planos de complementaridade.
Faltam recursos humanos
O processo "tem sido desenvolvido com alguns ajustes" mas "não tem sido fácil" devido sobretudo à falta de recursos humanos e aos constrangimentos legais na contratação e mobilidade de médicos. Com a reforma da administração pública tais obstáculos jurídicos vão desaparecer, sendo possível o mesmo médico trabalhar em qualquer um dos hospitais, de acordo com as necessidades.
O deputado Anacleto Baptista (PSD), do Sardoal, denunciou a "realidade triste" que é para quem vive nesta vila ter de visitar um doente em Torres Novas ou em Tomar dado que não há transportes públicos. Questionou sobre a eventual saída da neonatologia do hospital de Abrantes, informação que Gomes Branco desmentiu.
Em relação ao investimento que foi feito na área da urologia em Abrantes, especialidade que agora funciona em Tomar, Gomes Branco referiu que o equipamento é facilmente adaptável em qualquer hospital.
Na perspectiva deste responsável "os três hospitais devem funcionar como se de um se tratasse", mas para tal é necessária uma melhoria no transporte de doentes, reconhece.
José Vaz Teixeira (CDU), médico de profissão, e João Simões (Independentes) elencaram várias perguntas sobre o funcionamento do centro hospitalar e a distribuição de valências.
António Mor (PS), de Abrantes, questionou sobre o porque de não se fazerem partos sem dor na maternidade abrantina facto que poderá estar na origem da redução do número de partos, com a deslocação de parturientes para Leiria e Coimbra.
Para Gomes Branco "em Abrantes há uma maternidade excelente", mas "há uns anos havia 17 obstetras, neste momento há 11 e daqui a uns meses provavelmente só terá nove"
Aliás a falta de recursos humanos em várias especialidades foi a principal lamentação de Gomes Branco, que fez questão de separar a sua opinião pessoal com a sua opinião enquanto presidente da ARS.
Na sua opinião a turbulência, a falta de serenidade na comunidade atrasa os processos de complementaridade, dificultando a implementação de medidas.
Nelson Baltazar (PS) também questionou acerca da quebra do número de partos no Médio Tejo e reconheceu uma melhoria na qualidade dos serviços de saúde na região comparativamente há 30 ou 15 anos trás.
António Paiva, presidente da Comunidade Urbana do Médio Tejo perguntou directamente ao presidente da ARS se têm sido difíceis de implementar as mudanças a nível interno, facto que Gomes branco confirmou.
Destruir os três hospitais e construir um novo
Rui Picciochi (PS), de Vila Nova da Barquinha agitou a discussão quando perguntou à Assembleia sobre a hipótese de se "deitar abaixo os três hospitais e construir um novo".
A este propósito, Gomes Branco recordou que, em meados dos anos 90, quando reuniu com a ex-Ministra da Saúde Maria de Belém para definir a construção dos hospitais de Torres Novas e Tomar, assumiu que "as duas obras não deviam ser feitas".
Em entrevista ao Jornal "O Templário", o presidente da ARS reconhece haver "grande dificuldade quer em recursos humanos quer financeiros".
Esta situação vai implicar que, por exemplo, em relação à pediatria "é muito provável que o internamento e a urgência sejam, centralizados no mesmo local", ou seja, em Abrantes, onde funciona a maternidade. As previsões apontam para a necessidade de transferência de uma a duas crianças por noite para Abrantes.
Na parte final da reunião da Comunidade Urbana do Médio Tejo, intervieram alguns cidadãos no período reservado ao público. Duas mães de Tomar questionaram Gomes Branco sobre o encerramento da urgência pediátrica e do internamento no hospital de Tomar.
Uma médica pediatra de Torres Novas e o presidente da Comissão de Utentes da Saúde colocaram outras questões designadamente sobre o impacto das medidas que estão a ser tomadas.
Manuel José Soares, daquela comissão, vai mais longe e propõe que, tal como é obrigatório para qualquer empreendimento imobiliário um estudo de impacte ambiental, também no campo do saúde, deveria haver estudos de impacte social quando houvessem alterações nos serviços dos hospitais.
Mudanças na administração do Centro Hospitalar
"O Templário" confirmou junto de Gomes Branco que se avizinham mudanças na administração do Centro Hospitalar, mas sublinha que "não está em causa o presidente", Silvino Alcaravela. Ou seja, as alterações deverão passar pelos vogais do conselho de administração e pelos directores dos hospitais.
Quanto a prazos, Gomes Branco afirma que a reestruturação da Administração do CHMT deve ser feita "o mais depressa possível". "Tenho esperanças que seja feita ainda em Julho", acrescenta.
José Gaio

A saúde em discussão

O encerramento da urgência pediátrica em Tomar e em Torres Novas e as reestruturações que se esperam no Centro Hospital do Médio Tejo que envolve os Hospitais de Tomar, Torres Novas e Abrantes, que também servem o concelho de Ourém, têm motivado diversas movimentações de populares quer em Tomar quer em Torres Novas.
Este assunto foi agora levado à Assembleia Municipal de Ourém por Tavares Lopes. O deputado Municipal do PSD é o representante de Ourém no conselho consultivo do Hospital de Torres Novas. O objectivo da sua participação neste órgão é o de discutir, como parte interessada nas questões da saúde, os problemas do concelho de Ourém.
Na informação prestada à AM, afirma Tavares Lopes que «todos sabemos que o nosso concelho será dos mais prejudicados do distrito nesta matéria, nomeadamente, pelas deslocações que os seus munícipes têm de fazer para serem curados dos seus males, ora para Tomar, ora para Torres Novas, Abrantes ou Leiria».
O autarca refere posições que têm vindo a ser tomadas noutros concelhos e questiona sobre a posição de Ourém nesta matéria, enquanto parte interessada na discussão.
Afirma que as suas preocupações são grandes e diz pensar que «ao ser eleito seria a voz desta Assembleia e, por conseguinte, deste concelho no dito Conselho Consultivo que, afinal, não terá mais que o nome, já que até ao momento nunca fui convocado para qualquer reunião, ou consultado para dar a mais simples das opiniões». Por isso e porque «não quero ser acusado amanhã» por «não querer saber da situação», o deputado solicita à presidente da AM que «junto dos responsáveis, procure saber as verdadeiras razões porque não nos chegou, até ao momento, qualquer convocatória».
Parlamento vai ouvir
administração hospitalar
O deputado do Bloco de Esquerda (BE), João Semedo, apresentou, no passado dia 20 de Junho, uma proposta no sentido de que sejam ouvidos pela Comissão Parlamentar de Saúde da Assembleia da República, os responsáveis hospitalares do Médio Tejo.
"Está em curso uma reestruturação do Centro Hospitalar do Médio Tejo, instituição que integra os hospitais de Abrantes, Tomar e Torres Novas. Segundo os seus responsáveis, este processo procura estabelecer uma adequada articulação entre aqueles hospitais, através de um melhor aproveitamento dos recursos e meios disponíveis em cada uma daquelas unidades" – argumentava o deputado do BE no documento apresentado e que também fez chegar às redacções dos jornais. "Não se duvida da complexidade do problema, tanto mais que na origem da construção daquelas unidades estão sucessivos erros de planeamento quanto à missão, programação e dimensão de cada uma delas. É um processo que se arrasta, multiplicando-se as indefinições quanto ao modelo de funcionamento do Centro Hospitalar e ao papel a desempenhar por cada um daqueles três hospitais, nomeadamente, quanto às especialidades a manter, desactivar ou criar em cada um deles; ao número, natureza, valências e localização dos serviços de urgência; ao sistema de circulação e transporte dos doentes; e, também, quanto à sua articulação com a rede dos centros de saúde", acrescenta o mesmo documento
João Semedo acrescentava ainda que em todo este processo tem havido falta de informação, com os responsáveis hospitalares a dizerem que estão a aguardar decisões superiores.
"Neste contexto, é natural que cresçam, entre a população, sentimentos de insegurança e intranquilidade quanto ao futuro do Centro Hospitalar, ambiente que explica as múltiplas movimentações de utentes daqueles concelhos em defesa do acesso e da qualidade dos serviços públicos" – afirma o deputado do BE que concluiu requerendo uma audição pela comissão parlamentar de Saúde dos presidentes da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo e do conselho de administração do Centro Hospitalar.
Aguarda-se agora a marcação desta reunião na esperança que a situação possa ser clarificada e as populações esclarecidas.
O loby abrantino
Na semana passada, em reunião da Assembleia Municipal de Tomar, os deputados daquela cidade debateram acaloradamente, durante duas horas as questões hospitalares, em particular as que se prendem com o encerramento da pediatria em Tomar e com uma vigília que a população havia organizado dias antes, junto àquele hospital. Um dos momentos quentes da discussão foi quando o deputado Luís Ferreira (PS), deu a entender existir em Abrantes um «loby» forte, recordando que Silvino Alcaravela, presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo e o secretário de Estado da Saúde são de Abrantes.
Enquanto isso, o presidente da Câmara de Tomar defendia a manutenção de todo o tipo de urgências no hospital da cidade e que as caras das três cidades onde existem os hospitais e o Ministério da Saúde devem procurar uma solução para o transporte gratuito de doentes, incluindo os que vão às consultas externas e os familiares dos doentes internados quando os visitam. Defende António Paiva que a solução passaria pela criação de um transporte, do tipo urbano que passaria de hora a hora pelos três hospitais.

Assembleia a meio gás

Por momentos temeu-se falta de quórum na reunião da AM da passada sexta-feira. Mas aos poucos os deputados municipais lá foram chegando. Até o presidente da Câmara chegou atrasado. Na sua habitual informação, David Catarino começou por referir o trabalho que a Câmara está a desenvolver no sentido de que todas as actividades de enriquecimento curricular possam funcionar já no próximo ano. Ainda na educação o presidente informou que foram já celebrados protocolos com algumas IPSS para o fornecimento de refeições às crianças do 1º ciclo.
O Pavilhão Municipal e o hóquei
António Gameiro (PS) quis saber em que pé estavam as negociações com o Juventude Ouriense com vista à remodelação do Pavilhão Municipal, tendo em conta a subida do clube à 1ª Divisão Nacional.
Recordando o discurso do presidente no dia da cidade, Gameiro concordou com a afirmação de que «a Câmara não joga hóquei». Mas, rematou, «também não joga golfe…».
No mesmo tom, Catarino responde que Gameiro acabara de lhe apresentar um argumento para avançar com o campo de golpe: «se já tínhamos construído um pavilhão para hóquei, porque não criar um espaço para golfe?»
E continua o presidente da Câmara: «o pavilhão é da Câmara, os próprios jogadores dizem gostar muito dele. Está a ser feito um estudo por um colaborador do JO. Logo que o tenhamos, iremos conseguir financiar as obras que deverão ser de ampliação para o lado do parque de estacionamento». Estas obras, explica, deverão acontecer por via de um protocolo a celebrar com o clube. Entretanto «o pavilhão do Pinheiro tem financiamento aprovado e falta pouco para a conclusão das obras», pelo que este poderá ser utilizado, «se necessário, para os primeiros jogos».
O Giro
Desta vez foi a bancada do PP que levou o assunto à AM. Querem saber quais os encargos trazidos para o município com o autocarro e o número de passageiros que o tem utilizado.
Catarino voltou a referir-se a este transporte como ajuda para fazer face à privação dos lugares de estacionamento que existiam por trás do edifício dos Paços do Concelho. A mesma preocupação que levou à improvisação de um parque de estacionamento em frente ao centro de saúde, também este desaproveitado. Catarino diz que «parece que não foi preciso nem parque nem transporte, porque as pessoas arranjaram alternativas».
E para responder às questões que tem sido levantadas em torno desta situação, recorda a história do velho, do rapaz e do burro, para dizer que «desta vez metemos o burro no bolso e fica assim».

Presidente da ASAE justifica operação aos empresários da restauração

Ainda a fiscalização a 9 e10 de Maio, em Fátima



António Nunes, presidente da Agência Portuguesa Segurança Alimentar - ASAE foi o orador mais esperado do painel. Defendeu que a acção da ASAE é complementar à dos empresários da restauração. "Quando chegamos a um estabelecimento e perguntamos se está munido de uma licença, alguém falhou antes de nós. Não nos saquem essa responsabilidade".
Durante a sua apresentação mostrou imagens recolhidas na inspecção efectuada aos 388 estabelecimentos fiscalizados, dos quais 203 sofreram processos de contra ordenação, durante a operação levada a cabo a 9 e 10 de Maio.
Uma operação de fiscalização que justificada pelo facto de haver um elevado número de consumidores. "Não viemos só naquele dia. Vamos vir mais vezes, sempre que, numa zona exista elevado número de pessoas". A operação foi justificada com base em quatro indícios – explicou aquele responsável: A compra de produtos na data limite e que seriam vendidos nesta altura, a alteração das regras de mercado (o preço não sobe mas a qualidade desce), o aumento do preço e o ambiente propício.
Entre as ilegalidades verificadas encontram-se 39 casos de ausência de livro de reclamações, o que motivou o comentário de António Nunes: "Eu não acredito que não saibam que é preciso". As brigadas encontraram ainda 29 estabelecimentos sem preços fixados e instauraram 39 processos por falta de condições higieno-sanitárias. Foram ainda detectados 67 casos em que os princípios do HCPP (Análise de perigos e pontos críticos de controlo) não foram respeitados. Dados fornecidos para questionar: "Se não tínhamos razão para cá vir, então quando viríamos?". E concluiu: "Os senhores não podem culpar ninguém, só se podem auto-flagelar".
Competitividade
"Segurança Alimentar – Mais que uma Obrigação, um Pilar da Competitividade". A frase que norteou toda a comunicação do presidente da Associação empresarial Ourém- Fátima, Carlos Baptista apontou a qualidade como palavra de ordem no sector da restauração.
O responsável defendeu que a sessão de esclarecimento do sector de restauração se tornou mais importante tendo em conta que há um novo diploma publicado.
Por outro lado lembrou que, da fiscalização realizada a 9 e 10 de Maio, "uma parte significativa das mesmas se ficaram a dever à falta de formação na área alimentar e à deficiente demonstração e documentação pelos agentes económicos inspeccionados das condições e mecanismos de controlo a que sujeitavam os seus estabelecimentos".
Baptista referiu também que, muitos dos que foram notificados, depois da "Operação Fátima" "demonstraram aos inspectores possuir e manter, com entidades privadas, contractos de acompanhamento, no âmbito da higiene e segurança alimentar".
O modo
O presidente da Câmara referiu-se em particular ao encerramento do estabelecimento hoteleiro, tendo na altura o vice-presidente insurgido contra esta decisão. David Catarino, ausente nessa altura, vem agora assinalar que a questão de encerramento "era administrativa, não de higiene".
O autarca apontou que a decisão tomada pela Câmara de pedir o não encerramento da unidade "não foi uma decisão fácil mas, não podíamos ter, de repente, as pessoas com as malas penduradas na mão, cá na rua".
A discordância naquela operação tem que ver – salientou David Catarino – com o modo como a mesma foi feita. "Já desde Outubro ou Novembro se sabia que aquela unidade tinha problemas. Isto não invalida que, a lei é para ser cumprida por todos", afiançou.
O presidente da Câmara aproveitou a oportunidade para sensibilizar os operadores de restauração a terem preocupações ambientais
"Quantas vezes não vão deitar óleo no ecoponto, deixam os passeios imundos?", questionou.

Crianças fecham ano com challenger




De bandeira portuguesa pintada no rosto, outros com desenhos e pinturas mais abstractas, os 250 alunos de estabelecimentos do pré-escolar e primeiro ciclo do ensino básico do Olival festejaram o final do ano lectivo com um mini-challenger, a 28 de Junho.
O parque de lazer, na sede da freguesia teve uma vida e um colorido diferente ao espaço. Numa das provas os alunos tentavam adivinhar os sabores de alguns alimentos. Noutra das provas tentavam derrubar latas e noutra acertar em argolas colocadas na baliza. Durante a prova, os grupos tiveram a oportunidade de conhecer a zona circundante ao parque e sede do agrupamento. Os meninos do jardim-de-infância visitaram também a sede dos Moleiros da Ribeira.
Os meninos tiveram ainda oportunidade de ver um filme de desenhos animados e, claro, receberam o correspondente diploma de participação nas actividades lúdicas e desportivas.

Nos 50 anos à frente da paróquia de Fátima: Ortiga tem rua com nome do prior

Uma das ruas de acesso ao Santuário de Nossa Senhora da Ortiga, em calçada, foi baptizada de rua padre António Henriques, a 2 de Julho. O descerramento da lápide da rua, ocorreu durante a festa anual de Nossa Senhora da Ortiga onde foi também comemorado o jubileu de ouro, do padre Manuel António Henriques, à frente da paróquia de Fátima.
Este ano, a celebração eucarística da festa foi presidida pelo novo bispo da diocese de Leiria-Fátima, D. António Marto. Foi a primeira deslocação do prelado à paróquia de Fátima, desde que tomou posse como bispo diocesano, a 25 de Junho. Acompanharam-no nesta celebração e procissão, onze sacerdotes, além dos muitos fiéis. Os festejos religiosos terminaram na terça-feira, 4 de Julho.
Comemorações até Setembro
As comemorações do jubileu de ouro, do padre Manuel António Henriques à frente da paróquia de Fátima iniciaram-se a 1 de Julho e terminam a 17 de Setembro. Para assinalar a data, o Conselho Pastoral Paroquial e a Comissão da Fábrica da Igreja da Paróquia de Fátima tem já preparado um programa de iniciativas alusivas."Não só pela efeméride, mas, sobretudo, porque ao longo de 50 anos, o padre Manuel Henriques fez muito pela paróquia de Fátima, não só em termos religiosos, como também ao nível civil, tornando-se num verdadeiro amigo das gentes da terra", esclarece a comissão.
Um ponto alto ocorrerá a 17 de Setembro, com a sessão solene. Outro momento realizar-se-á a 6 de Agosto com a inauguração de um monumento ao povo de Fátima.
Para a realização destas iniciativas, em especial para a construção do "monumento ao povo da Fátima", os juízes das capelas e suas equipas visitarão cada família, entregando informação e recebendo o contributo financeiro que as pessoas queiram partilhar.

SEF detém imigrantes ilegais

O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras detectou imigrantes ilegais num estabelecimento de restauração, em Fátima. Na operação levada a cabo, a 27 de Junho, em Fátima e Marinha Grande, foram fiscalizados sete estabelecimentos ligados à restauração (cafés, restaurantes, pizzarias e pontos de hambúrgueres) e três ligados ao comércio (uma loja de utilidades, um pronto a vestir e uma loja de roupa).
Foram identificados oito cidadãos estrangeiros em situação irregular, a trabalhar: As entidades empregadoras são responsáveis pelo pagamento das coimas previstas por lei.

Esclarecimento: Concerto 250 anos de Mozart

O dia da cidade, 20 de Junho, recaiu este ano sobre uma terça-feira que, como é sabido, é dia de fecho da nossa edição. Apesar disso, procurámos acompanhar as cerimónias oficiais para delas dar conta aos nossos leitores ainda nessa edição. À noite, porém, foi-nos impossível estar presentes no concerto de Mozart, promovido pela Câmara, que teve lugar no cine-teatro municipal. Pedimos, porém, ao um colaborador que nos fizesse uma foto do mesmo para que, mesmo sem estarmos presentes, pudéssemos assinalar o momento. Na passada edição recebemos do Conservatório de Música de Ourém alusivo ao evento e, na nossa boa fé, fizemos a publicação do mesmo, aproveitando a tal imagem que havia sido captada pelo nosso colaborador, para ilustrar o texto. Acontece que a informação do Conservatório estava incompleta. Aí não se fazia referência à primeira parte do espectáculo, produzida pelas classes da Ourearte. Primeira parte a que respeita também a foto publicada. Trata-se de uma das professoras da Ourearte, Valentina Ene. Para além desta participaram no concerto a professora Maribel, a classe de preparatório da escola orientada pelo professor José António, o coro da Ourearte, havendo peças de piano, flauta e voz. Só a segunda parte do concerto é da responsabilidade do Conservatório. Explicado o lapso, à Ourearte e aos seus músicos, as nossas desculpas pela falha.

Região de turismo Leiria-Fátima no Sabores

A Região de Turismo Leiria/Fátima apoiou a visita da equipa do programa Sabores que decorreu dias 19 e 20 de Junho, na Região para preparar uma emissão dedicada a Leiria/Fátima.
O programa Sabores apresentado por Amílcar Malhó, é emitido semanalmente aos domingos, pelas 12h00, no canal 2 da RTP, repetindo na RTP Internacional. Esta emissão dedicada à Região de Turismo Leiria/Fátima vai ser transmitida no próximo dia 9 de Julho.
A gastronomia, os vinhos e os produtos regionais alimentares constituem o destaque da abordagem deste programa que tem por base a importância da gastronomia como produto turístico. O Sabores propõe-se dar a conhecer os produtos e pratos regionais mais representativos bem como, os métodos de fabrico, as características dos vinhos da região mas também as paisagens, as gentes, o artesanato, o folclore, a arquitectura e o património. Através de uma abordagem informativa, este programa vai relacionar os produtos e a sua confecção, no contexto sócio-cultural da região.

Com turnos de 26 de Junho a 8 de Setembro: ATL de Verão no Jardim Zoológico

Sob o lema "Aprender a Brincar" os programas de animação dos tempos livres do JZ são uma excelente oportunidade para descobrir a natureza e algumas das suas maravilhas. Crianças dos 6 aos 15 anos podem inscrever-se para umas férias bem divertidas. O ATL funciona entre as 09h00 e as 18h00.
O ATL do Jardim Zoológico é o local ideal para fazer novos amigos, conhecer de perto algumas espécies de animais raros, explorar um mundo exótico, conhecer os bastidores do Jardim e uma forma única de passar umas férias bem divertidas e inesquecíveis!
No ATL são realizados percursos temáticos onde as crianças ficam a conhecer os vários grupos de animais, os répteis, os mamíferos e as aves, e sobretudo as espécies ameaçadas e em vias de extinção.
Os mais pequenos aprendem ainda a conhecer as diferentes espécies através de diversas actividades de animação, jogos de pistas e de exploração, caças ao tesouro, peddy-papers e expressão plástica e artística.
As acções mais apreciadas são os diversos encontros com os tratadores, treinadores e técnicos do Jardim Zoológico. Estes são momentos verdadeiramente pedagógicos, na medida em que as crianças aprendem um pouco do trabalho que envolve cuidar dos animais ao longo do dia e ficam a conhecer um pouco dos bastidores do parque.
O Verão é a época de maior animação no JZ! Todas as crianças e jovens que gostam da vida animal e têm espírito de aventura podem inscrever-se num dos 11 turnos do ATL de Verão e aprender como podem contribuir para transformar o nosso planeta num sítio melhor para viver. O primeiro turno de Verão está já a começar!
As inscrições podem ser efectuadas todos os dias úteis, no Gabinete do Apoio ao Visitante, no Centro Pedagógico ou enviadas por carta. O primeiro turno do ATL começa no dia 26 de Junho.

Desporto aos domingos

Decorreu no passado domingo o primeiro "Domingo Activo", uma iniciativa da autarquia oureense que coloca à disposição de todos, na zona verde da cidade, técnicos credenciados que, durante toda a manhã, apoiam e monitorizam a prática de Body Combat, Step, e GAP – modalidade específica de fortalecimento dos Glúteos, Abdominais e Pernas.
Este domingo foram cerca de meia centena os participantes.
O próximo "Domingo Activo" terá lugar a 16 de Julho, com entradas gratuitas.
Gab.Imp.CMO

Jovens com Férias em Movimento

Férias em Movimento é um programa do Instituto Português da Juventude que pretende ajudar os jovens a ocupar o tempo no período de férias, possibilitando-lhes conhecer o País e em simultâneo divertirem-se fazendo actividades como BTT, escalada, montanhismo, futebol, informática, fotografia, ateliês, natação, entre outras.
As actividades desenvolvidas nos campos de férias estão inseridas em áreas como: Desporto; Ambiente; Cultura; Património Histórico e Cultural; Multimédia e outras.
No distrito de Santarém serão este Verão 4 as entidades promotoras, num total de 13 projectos, que envolverão mais de 300 jovens durante os meses de Julho e Agosto.
Os jovens interessados em participar podem efectuar a sua inscrição até 7 dias antes do início do campo, podendo obter mais informações ou efectuar inscrição através do site: http://fm.juventude.gov.pt

Assembleia Municipal

Central de biomassa

Segundo o presidente da Câmara, renasce a esperança de criação de uma central de biomassa no concelho. Diz Catarino que «há uma empresa disposta a fazer uma central de dois megawats no concelho» e que a Câmara terá manifestado a sua disponibilidade.
CDU insatisfeita
No período dedicado às declarações de política geral, o deputado municipal da CDU, Sérgio Ribeiro, embora ressalvando a sua satisfação por voltar a fazer parte da AM, manifestou-se insatisfeito com o trabalho ali desenvolvido. É que, para o deputado, ela tem vindo a esvaziar-se de competências e Sérgio Ribeiro diz que se sente «a participar num órgão predominantemente burocrático de "tomada de conhecimento"».
E exemplifica. «Na última sessão, depois de termos apreciado e votado uma proposta de alteração aos estatutos da SRU – Sociedade de Reabilitação Urbana de Cova da Iria, EM, tomámos conhecimento dos relatórios de gestão e contas da MeciaGolfe SA, da SimLis Sa, da Valorlis SA, da TagusGás SA, da Ribacarne SA da AmbiOurém EM, da VerOurém EM e hoje temos – para tomar conhecimento – os relatórios de gestão e contas da FátimaParques SA, da EPO SA e da Enerdura SA.
Acrescenta o deputado que «preenchida parte substancial do tempo com a informação do senhor presidente da Câmara e com alguma polémica levantada por frases que possam ter saído na comunicação social e ferido susceptibilidades mais sensíveis, pouco mais resta de tempo e de assunto para que este órgão se possa continuar a considerar, como é – ou deveria ser – deliberativo e a expressão mais significativa da democraticidade da vida social oureense».
Porque está contra tal estado de coisas, Sérgio Ribeiro denuncia-o acreditando estar assim «a defender a democratização que representa a criação do poder local, o que há quem apregoe amiúde e na prática a contrarie com teimosias.
Louvor a Luandino
A proposta partiu de Poças das Neves que nesta reunião substituía o autarca de Fátima Natálio Reis. O deputado recorda a origem oureense do escritor e faz uma biografia de Luandino Vieira que na Lagoa do Furadouro nasceu em 4 de Maio de 1935, com o nome de José Vieira Mateus da Graça, cedo partindo para Angola, ficando conhecido pela sua intervenção política e pelos seus livros. E porque as raízes do escritor estão em Ourém, diz Poças das Neves que «ficaria mal a esta Assembleia não saudar um homem que durante toda a sua vida lutou dignamente por ideais, por um sentido para a vida, que pode não ser o que defendemos, mas tal como dizia Virgílio Ferreira, "um homem que, contra a corrente, defende com firmeza e coerência, onde quer que esteja, os valores e os princípios em que acredita tem de merecer respeito, esteja-se ou não de acordo com eles"».
A esse homem, que este ano ganhou o prémio Camões, o maior prémio literário de língua portuguesa mas que o recusou, a Assembleia Municipal de Ourém aprovou um voto de louvor.
O presidente da Câmara informou, em relação a isto que o seu nome chegou a ser apontado para atribuição de um galardão no dia da cidade mas que o facto dele ter recusado o prémio Camões acabou por dissuadir a Câmara desse propósito.

SRU em funções

A Sociedade de Reabilitação Urbana da Cova da Iria, instituída pela autarquia com o objectivo de requalificar urbanisticamente a zona entre as avenidas Papa João XXIII e D. José Alves Correia da Silva, iniciou funções no passado sábado.
A intervenção da SRU será nos termos que o Plano de Pormenor em elaboração definir, sendo já certo e público a intenção de tornar exclusivos a peões muitos dos espaços existentes, a criação de amplos parques de estacionamento e a redução do número de faixas da avenida D. José Alves Correia da Silva. O PP irá definir ainda o tipo de ocupação de espaços na área, cabendo depois o licenciamento a esta entidade.
Nas intervenções públicas de David Catarino, Presidente da Câmara, tem sido notório o interesse da autarquia em avançar, no mais breve espaço de tempo possível, com a construção do túnel que desnivelará a avenida na zona da Igreja da Santíssima Trindade.
A SRU poderá, de acordo com os seus estatutos, licenciar e autorizar operações urbanísticas, expropriar, proceder a operações de realojamento, elaborar estudos e projectos, seleccionar investidores, celebrar contratos, acompanhar obras, criar infra-estruturas e implementar procedimentos que visem a redução de prazos tendo em vista a celeridade dos trabalhos.
Com um capital social de um milhão de euros, o Conselho de Administração é composto por Francisco Vieira (presidente), e por Luís Niza e Alexandre Marto, ambos vogais não executivos. A Assembleia-geral será presidida por Eugénio Lucas. Luís Perfeito será o vice-presidente e Orlando Cavaco o secretário. A SRU poderá ainda ocupar-se de outras áreas críticas de intervenção.
Gab.Imp.CMO

Arte Caffé comemora 1.º aniversário



No dia 30 de Junho o Arte Caffé assinalou o seu primeiro aniversário com uma festa diferente daquilo que é habitual no nosso meio.
Se alguém pensou que estava nalgum bar das docas de Lisboa, enganou-se… era mesmo em Ourém.
Toda a decoração (interior e exterior) estava excelente. Da animação prevista para a noite comemorativa salientaram-se os bailarinos "Ritmos Urbanos" com excelentes coreografias, os músicos "Corvos", o Johny Boy com musica celta (vestido com o tradicional kit) e os DJ´s de serviço.
Saliente-se ainda a presença de vários colunáveis do nosso país nomeadamente, Fátima Preto, Francisco Mendes, Pedro Reis, Rita Egídio, Rita Pereira, Fiona, entre outros, que confessaram não estarem à espera de um ambiente tão cativante.
Questionados sobre o ano decorrido, a gerência destacou a importância de empreender acções que inovassem e dinamizassem a oferta existente, procurando criar novas expectativas nos seus clientes.
Estão assim de parabéns o Amadis, Cláudio e Paulo Assis, assim como todos os que trabalham naquele espaço que, cada vez mais, é uma referência na zona centro do país.

Casos de Polícia

FÁTIMA
Em 29-06-2006, foi apresentada denúncia contra desconhecidos que, através de chave falsa, entraram no num estabelecimento comercial de onde furtaram um envelope com 70 euros e outros valores não quantificados.
Em 02-07-2006, foi apreendida uma arma de defesa em virtude do seu proprietário a ter usado indevidamente como ameaça a um outro indivíduo, seu amigo, tendo inclusive disparado um tiro para o chão.