08 março 2007

SAP encerra dia 16


Foi o tema da saúde e o encerramento do SAP - Serviço de Atendimento Permanente, de Ourém que registou maior descontentamento no decorrer da Assembleia Municipal do passado dia 28.
Fernando Afoito, coordenador da Sub-Região de Saúde de Santarém, foi o último dos convidados a intervir e confirmou os receios da população e dos deputados municipais. Afirmando que "não se irá efectuar nenhum encerramento do Centro de Saúde, mas sim um reajuste de horários que levará a um reforço das equipas diurnas e ao encerramento nocturno entre as 22 e as 8 da manhã". As palavras do responsável levantaram uma onda de burburinho na sala e levaram à indignação de David Catarino, que estranhou "a ausência de qualquer diálogo com a autarquia ou com a população sobre esta medida", sublinhando que "ainda hoje, telefonicamente me afirmaram que não havia nenhum encerramento". Perante a onda de indignação visível na sala Catarino terminou a sua intervenção referindo "não esperem que acatemos esta decisão calados e quietos".
A indignação continuou e a presidente da AM fez questão de apresentar também o seu protesto. Afirmando não ser «adepta de arruadas», Deolinda Simões diz ter convidado o coordenador «para ouvir a voz do povo». Por isso recorda a grandeza populacional e territorial do concelho, que o colocam como o 2º maior concelho do distrito, logo a seguir à sua capital, Santarém. É por isso que a presidente da Assembleia Municipal pergunta «como é possível que, a um concelho com um crescimento demográfico crescente, ao contrário de outros, nossos vizinhos, lhe seja ordenado o fecho, durante a noite, do único recurso a nível da Saúde?». Refere as dificuldades de acesso aos hospitais da região, dadas as más acessibilidades existentes e recorda que Ourém não é apenas a cidade, mas todo o concelho, que, dada a sua dispersão, obriga a que sejam feitos muitos quilómetros para chegar aos hospitais. Isto numa altura, recorda, em que «ainda não se sabe bem onde estão localizadas as várias valências» no que toca ao Centro hospitalar do Médio Tejo, distribuídas por Tomar, Torres Novas e Abrantes. «Já pensaram bem, o que acontecerá a cada um de nós, quando às três ou quatro da manhã tivermos que socorrer uma criança, sem sabermos ao certo para onde ir?», pergunta-se a presidente da Assembleia que considera que isso «será simplesmente desesperante senão diabólico». Por outro lado, refere os fluxos turísticos que trazem ao concelho milhões de pessoas anualmente que acabam por se traduzir em mais dormidas que aquelas que são exigidas para manter uma urgência aberta. A isto acresce-se a população emigrante que vem regularmente no Verão mas também noutras épocas do ano. Deolinda Simões reconhece, porém, as dificuldades vividas no Centro de Saúde de Ourém devido não só aos poucos médicos mas também ao seu envelhecimento. Daí que defenda a necessidade de serem encontradas soluções, através do diálogo e da concertação, em vez de «continuar a tomar decisões baseadas numa política economicista, unicamente fundamentadas em relatórios técnicos e médias aritméticas, sem descer ao terreno e ouvir as partes intervenientes».
Um dos momentos mais intensos aconteceu quando a deputada municipal, presidente da Junta de Freguesia de Gondemaria mas também médica no Centro de Saúde de Ourém, usou da palavra. Ana Abreu começou por atribuir culpas à direcção do Centro de Saúde de Ourém, considerando que não se tentaram encontrar as melhores soluções para o encerramento nocturno. Isto porque, em reunião recente com os médicos, o coordenador terá sugerido que o encerramento ocorresse às 24 e não às 22 horas. Mas «por acordo de todos nós – eu estava presente e não me vou descartar, embora não me tivesse manifestado – foi decidido encerrar às 22h00». Também a direcção do Centro de Saúde se insurge contra as acusações feitas na AM. A sua directora diz que «a pessoa que fez essas acusações esteve na reunião e não tomou a posição que defendeu depois na Assembleia Municipal». Quanto ao encerramento poder acontecer apenas à meia-noite, esta responsável diz que não lhe pareceu que houvesse essa possibilidade e que também os médicos não se manifestaram nesse sentido. Aliás, recorda que apenas um médico do Centro tem menos de 50 anos.
A melhor solução, para Cândida Alvarenga, passaria pela contratação de mais três médicos. E a coordenação regional até aceitaria, porém não há médicos para serem contratados. Recorda que quando se abre concurso, ninguém concorre e quando se consegue alguma contratação, os médicos em tal situação acabam por ficar cá pouco tempo. É que, segundo a médica, o Centro de Saúde a funcionar durante 24h00 acaba por retirar condições de trabalho aos médicos que, dadas as características do serviço, acabam por se sentir desapoiados, preferindo trabalhar em hospitais, inseridos em equipas.
«Uma palhaçada»
Mas é o modo de funcionamento do SAP que mais deixa indignada a médica, afirmando mesmo que «da maneira que está a ser implementado, o atendimento complementar é uma palhaçada». E explica. «De manhã vai funcionar com um médico que terá que dar resposta aos utentes todos que vêm dos postos onde há médico a funcionar mas que, por motivos de marcações prévias, só atendem quatro ou cinco vagas». Mas este médico terá ainda que atender «os utentes dos médicos do resto do concelho que estão em formação, em congressos ou de férias». Esse médico, de serviço entre as «8 e as 14h00 vai juntar lá uma "catrefada" de doentes. Eu sou testemunha porque faço isso à segunda-feira e quando saio às 14h00, ainda deixo lá doentes das 9h30 da manhã». Quanto à tarde, «vão funcionar, tal como eu costumo dizer, não dois médicos mas médico e meio». Isto porque «somos só quatro que vamos fazer o atendimento complementar e um médico contratado, que vai fazer todos os dias, e acompanhar esses médicos do quadro». Só que, continua a médica, «esse médico contratado nunca vem a horas, só trabalha quando lhe apetece e as pessoas, muitas vezes, recusam-se a ser atendidas por ele». Por tudo isto, Ana Abreu diz que «eu não sei trabalhar num serviço assim. Sou médica há 27 anos. Estou farta de trabalhar neste Centro de Saúde. Dou o meu melhor, faço o melhor que posso, mas não gosto de ser gozada nem gosto de ver a população que eu estou a servir, ser gozada». Diz ainda que «no meu ambulatório, faço o melhor que posso, com toda a gente. Não faço marcações prévias e não há reclamações». Por isso, «não admito que os meus colegas o façam e que os serviços de saúde estejam no estado em que estão, neste concelho».
À indignação da médica, o coordenador regional respondeu, também indignadamente, dizendo-lhe que deveria ter manifestado a sua posição na referida reunião.
À espera de certezas
Entretanto, ao NO chegou a informação de que as indicações que entretanto haviam sido transmitidas aos serviços administrativos, a cumprirem-se, poderiam complicar ainda mais a vida aos utentes. É que, às 20 horas, deveriam ser contados os utentes que estivessem na sala, sendo que entre as 20 e as 22h00 apenas deveriam ser atendidos 16 utentes, ou seja, 8 por cada médico de serviço. Isto é, os que chegassem depois das 20h00 e ultrapassassem o tal número 16, já não seriam atendidos.
Mas a directora do Centro de Saúde desmente categoricamente estas informações. Garante que «ninguém se atreveria a dar uma ordem dessas» que poria em causa «os direitos dos utentes e os nossos deveres». Afirma que «os médicos têm que atender todas as pessoas que estão na sala e encaminhá-las, se for caso disso». Mais, garante que ainda não foram dadas quaisquer ordens e nem sequer se fez escala para depois do dia 16, temendo que até lá possa haver alterações que obrigariam a refazer tudo.


Factos e números
- Ourém tem uma área de 416,6 Km2; 18 freguesias e é o maior concelho do distrito de Santarém.
- Nos censos de 2001, a população residente era de 46.216 habitantes, admitindo-se um aumento significativo nestes últimos seis anos, já que a variação da população do senso de 1991 a 2001, foi de 15%, acrescida da imigração que foi significativa no concelho, sobretudo dos países do leste europeu e do Brasil.
- A população inscrita no Centro de Saúde de Ourém é de 37.478 utentes, no de Fátima é de 11.974, o que perfaz um somatório de 49.452 utentes inscritos, não falando nos utentes esporádicos (ex.: emigrantes regressados e que não estão inscritos no C. Saúde).
- Existe fluxo sazonal de utentes nos meses de Verão, e nas épocas da Páscoa e Natal, dada a grande taxa de emigração do concelho.
- Grande afluência de turistas/ peregrinos a Fátima, sobretudo nos dias 12 e 13 de Maio e de Outubro, bem como todos os fins-de-semana.
- Fátima tem Centro de Saúde mas este não dispõe de capacidade para o atendimento dos utentes inscritos, que são enviados, sistematicamente, para o SAP do C. Saúde de Ourém.
- Fátima, como zona turística, não dispõe de alternativas no que respeita à saúde para os seus visitantes, recorrendo, estes também, ao SAP de Ourém.
- Na sede do Centro de Saúde de Ourém, existem 5223 utentes em lista de espera.
- O C. Saúde de Ourém conta com 18 médicos no quadro (12 em regime de exclusividade e 6 em regime de não exclusividade).
- Num total de 22 médicos, 21 têm idade superior a 50 anos.
- O C. Saúde de Fátima conta com 5 médicos, sendo que 3 têm idade superior a 50 anos.
- As instalações do C. Saúde de Ourém dispõem de:
- aparelho RX;
- ECG;
- Laboratório de análises, embora desactivado;
- Higienista oral;
- Equipamento de reanimação com desfribilhador, ventilador e carro de emergência;
- SO com 3 camas para internamentos de curta duração;
- Sala de aerossóis;
- Sala para tratamentos, pequena cirurgia e pensos;
- consultórios médicos.
O número de atendimentos médios entre as 8 e as 24 horas é de 116,2.
O número de atendimentos médios nocturnos, entre as 0 e as 8h00, é de 8,2.
Situações clínicas que ocorrem no SAP de Ourém
- consultas;
- acidentes de trabalho industriais; construção civil, madeiras e hotelaria);
- pequenos acidentes de viação e domésticos;
- situações de doenças súbitas de carácter urgente(crises hipertensicas; EHP (Estenose hipertrófica do piloro); AVC (acidente vascular cerebral); precordialgias; descompressões diabéticas, intoxicações; SDR (síndrome do desconforto respiratório), etc.
Todas estas situações têm sido atendidas no SAP, tendo, na maior parte delas, sido aí resolvidas, sem recorrer aos hospitais.
Feitas as estatísticas dos atendimentos entre Março de 2006 e Janeiro de 2007, conclui-se que, de todos os atendimentos, apenas uma média de 7% foi encaminhada para hospitais.
Alguns números
Em Janeiro deste ano foram atendidos, no Centro de Saúde de Ourém, um total de 4131 utentes, com a seguinte distribuição:
- das 0 às 8h00 – 306 utentes
- das 8 às 12h00 – 807 utentes
- das 12 às 16h00 – 970 utentes
- das 16 às 20h00 – 1165 utentes
- das 0 às 24h00 – 886 utentes
Destes, apenas 278 foram encaminhados para o hospital, o que equivale a 6,7%, enquanto os restantes 93,3%, foram situações resolvidas no C. Saúde.
Mas recuemos e vejamos o que se passa no Verão, com os dados referentes a Agosto do ano passado. Neste mês foram atendidos 4441 utentes, distribuídos do seguinte modo:
- das 0 às 8h00 – 345 utentes
- das 8 às 12h00 – 1015 utentes
- das 12 às 16h00 – 1048 utentes
- das 16 às 20h00 – 1108 utentes
- das 20 às 24h00 – 925 utentes
Destes, apenas 408 tiveram encaminhamento hospitalar, ou seja 9,1%, sendo que 90,9% dos casos foram resolvidos em Ourém.

Protesto

O presidente da Câmara de Ourém enviou já ao ministro uma carta a pedir uma reunião de urgência. Como os prazos são muito curtos (não esqueçamos que a decisão de encerramento entra em vigor já no próximo dia 16), caso o ministro não conceda esta audiência entretanto, o autarca deslocar-se-à a Lisboa para fazer a entrega em mãos. Nessa altura, um movimento de cidadãos está a organizar-se para acompanhar Catarino em acção de protesto. Se isso chegar a acontecer, a deslocação far-se-à por auto-estrada, a 45 km à hora e este movimento apela ao empenho da população para acompanhar esta viagem.
Também devido a prazos, o mais natural é que quando a edição da próxima semana chegar às bancas, os acontecimentos serão passado. Por isso, apelamos aos nossos leitores para que estejam atentos ao nosso blog. Sempre que haja novidades, dá-la-emos através do endereço, na Internet: http://www.noticiasourem.blogspot.com.

Assembleia animada


Foi uma reunião diferente, a da Assembleia Municipal e Ourém que teve lugar na quarta-feira, dia 28 de Fevereiro. Três convidados marcaram o início da sessão para virem falar de assuntos que estão a afectar a realidade oureense e responder a algumas questões dos deputados.
Outra diferença importante e, por isso digna de ser salientada, foi a presença invulgar de muito público na assistência. Tratava-se, na maioria de professores que ali foram para assistir à discussão da carta educativa do concelho. Tratava-se do ponto agendado que prometia maior controvérsia mas que foi retirado da ordem de trabalhos. Na base desta decisão está o facto da mesma não ser consensual com as directrizes apontadas pela Direcção Geral de Educação. Coube ao presidente da Câmara explicar as razões porque este ponto acabaria por ser remetido para uma outra reunião, extraordinária, a realizar a curto prazo.
O mesmo acabaria por acontecer com outro ponto da ordem de trabalhos: a aprovação de um empréstimo a contrair pela Câmara. Aqui a razão do adiamento deveu-se a uma falha na preparação da reunião, acabando por faltar documentação necessária para que os deputados pudessem perceber a situação no seu todo para poderem decidir.
A carta educativa
Tendo sido adiada a discussão deste assunto, importa compreender o que está em causa. Essa explicação foi dada pelo presidente da Câmara. Diz Catarino que «no passado, tomamos posição, defendendo a manutenção dos agrupamentos horizontais, em reconhecimento pelo seu bom trabalho». Agora, «é-nos dito que as orientações são para verticalizar», explica o autarca que diz também que «Fátima poderá ser a excepção». Ora, esta é uma situação que «não merece o nosso acordo» e «a proposta de carta educativa tem que trazer uma solução porque vai à Direcção Geral e, se não é aprovada, estamos a perder tempo».
Ainda a propósito deste assunto, interviu o presidente da Junta de Freguesia do Olival, «a propósito dos rumores de encerramento do Agrupamento do Olival», para defender o reconhecido trabalho que este agrupamento tem vindo a desenvolver. Recordou o apoio que a Junta lhe tem vindo a dar «para permitir o seu funcionamento em boas condições». Diz José Maria Sousa que «temos a consciência, e é reconhecido por todos o trabalho desenvolvido pelo agrupamento ao longo dos anos». Tempo durante o qual «trouxe ao Olival grandes nomes do ensino, promoveu múltiplas parcerias internacionais, levando longe o nome do Olival e do concelho». Por isso, o presidente da Junta de Freguesia considera que «isto é uma vergonha» quando «se sabe que o ensino é uma das grandes lacunas do país e, afinal, querem aniquilar uma unidade de desenvolvimento formativo que tão bem tem funcionado».
Fátima e o turismo
da região
Mas, o primeiro a intervir nesta Assembleia foi Miguel Sousinha, presidente da RTL/F. Debruçando-se sobre a fusão das regiões de turismo, Sousinha disse que tudo faria para que o nome "Fátima" fizesse parte da designação da nova entidade. Até porque, afirmou, "num estudo do ICEP chegou-se à conclusão que Fátima era, no mercado Americano, mais conhecida que Portugal". Sobre o PENT - Plano Estratégico Nacional do Turismo e sobre a polémica da exclusão do turismo religioso como um dos produtos estratégicos a promover pelo Governo, Sousinha referiu "tudo ter feito para a alteração do documento orientador", o que não veio a acontecer, surgindo o turismo religioso como um sub-produto do turismo cultural. Depois de ouvir as intervenções, contestatárias, de alguns deputados, o presidente da Região de Turismo defendeu-se afirmando que as regiões de turismo mais não fazem que cumprir e, na actual lei-quadro, estas tem apenas a seu cargo a promoção interna, embora devendo colaborar na promoção externa das suas regiões. Discordou das acusações que lhe foram feitas de que Ourém não estava a ser promovido no seio da região, considerando que, em 2006, Fátima foi a principal marca da região, tendo-lhe sido atribuídos 300 mil euros. Agora, diz, os operadores que visitam Fátima são também levados a conhecer o resto da região. Para confirmar a aposta que é feita em Fátima refere que »a partir de amanhã», ou seja, desde sexta-feira passada, circulam em Roma 40 autocarros com imagens de promoção de Fátima.
No entanto reconhece que, embora nada esteja absolutamente definido no novo decreto-lei, «Fátima tem sido um bocadinho mal tratada institucionalmente.
Para os deputados Pedro Pereira (PP) e Natálio Reis (PSD), a questão, porém, que se coloca é a de saber qual o futuro, face ao panorama pouco animador. Miguel Mangas (PP) quis saber, afinal qual vai ser a futura denominação da região. Já para Sérgio Ribeiro (CDU) é o concelho de Ourém que tem que ser valorizado, já que este não é apenas Fátima e tem mais para oferecer que apenas o turismo religioso.
Em resposta Sousinha diz que «tudo o que fazemos é evidenciar quatro grandes produtos turísticos da região: religioso, património edificado, património natural e praias. Quanto à anunciada fusão da RTLF com a região de Turismo dos Templárioa, Sousinha diz que «dentro de uma má solução, não me faz nenhuma confusão esta fusão». Quanto ao futuro, diz que a região tem vindo a sensibilizar para a internacionalização da marca, pelo que não faz sentido retirá-la do Plano Nacional». Por isso, garante: «podem ter a certeza que iremos contestar até que as forças nos faltem para que a região e o nome de Fátima não desapareçam».
O presidente da Câmara também usou da palavra para defender que «estando aprovada uma estratégia nacional para o turismo, temos é que nos chegar à frente e tirar o máximo partido. Diz que apesar das lutas e interrogações populares, o Governo «tem alguma dificuldade em ouvir mas temos que procurar fazer com que isso aconteça».

Fórum das associações

Realiza-se de 16 a 18 de Março a primeira edição do Fórum Associações, que vai trazer ao Centro de Negócios de Ourém 45 associações das mais diversas actividades, desde desportivas a culturais e recreativas.
Durante todo o evento, e conforme a sua actividade, as associações participantes mostrarão e comercializarão produtos em stands próprios.
Todas as actividades são gratuitamente abertas à população, mediante inscrição, da Divisão de Educação, Desporto e Cultura da autarquia.As entradas são gratuitas.
SEXTA-FEIRA (DIA 16)
19h30- Inauguração Oficial do Certame
Tasquinhas
Expositores
20h00- Concerto de Banda da Sociedade Filarmónica Oureense
24h00- Encerramento do certame
SÁBADO (DIA 17)
10h00- Torneio de Tiro aos Pratos (olival)
12h00- Abertura do certame
Tasquinhas
Expositores
14h30- Concentração de vespas e motas
Prova de Orientação CACO
Torneio de Pétanca/chinquilho/sueca
Jogos Tradicionais
Tiro com Arco
Demonstração da escolinha de Atletismo
Exposição de Motas e Jipes Todo-o-terreno
16h00- Colóquio "Fiscalidade nas Associações e Associações na hora" (Salão Nobre)
Jogo o "Golo Certeiro"
17h00- Demonstração de Karaté
Demonstração de Tai Chi Chuan
18h00- Demonstração de Ballet
19h00- WorKshop "Comunidade Wireless em Ourém"
20h00- Concerto de Música do Conservatório de Ourém (Salão Nobre)
21h00- Concertos Bandas "B4 e Contramão"
24h00- Encerramento do certame
DOMINGO (DIA 18)
09h00- Realização do Passeio Pedestre
Realização de um passeio de BTT
12h00-Abertura do certame
Tasquinhas
Expositores
Tiro com Arco
15h00- Demonstração Equestre
Demonstração de Ultraleves
Exposição de Motas e Jipes Todo-o-terreno
16h00-Desfile pela cidade dos Grupos Etnográficos
Desfile Equestre
17h00- Actuação de Ranchos
19h00- Desfile de moda " Fatos Recicláveis"
21h00- Actuação Orquesta Típica da Ambo
22h00- Actuação dos "Amigos da Farra"
24h00- Encerramento do certame

PSP em Ourém, GNR em Fátima


Quanto ao que foi dito pelo responsável do Comando Distrital de Santarém da PSP, superintendente Levy Correia, os desenvolvimentos que se seguiram vieram tirar actualidade às suas palavras. As incertezas tornaram-se certezas na passada sexta-feira, quando ficou a saber-se que, afinal a PSP vai ficar em Ourém, saindo de Fátima que ficará sob a jurisdição da GNR. Esta é a novidade que vem levantar muitas dúvidas.
A GNR continua sediada em Ourém?
O que acontece à esquadra de Fátima?
A PSP de Ourém continua nas mesmas instalações sem o mínimo de condições?
A área de acção da PSP de Ourém mantém-se como actualmente ou vai haver a tal alteração de que se falava, aumentando a sua área de intervenção?
E o que acontece aos agentes de Fátima? Vêm reforçar Ourém, caso aumente a sua área de intervenção? Se assim for, serão «encafuados» nas actuais instalações?
E a GNR, vai manter o número de efectivos ou vão ser aumentados?
Para já parece não haver respostas. Sabe-se apenas que o comando nacional tem um prazo de cerca de um mês para apresentar a proposta de dispositivo. A esperança, em Ourém, reside na possibilidade de o concelho vir a contar com um destacamento sediado em Ourém e com um posto em Fátima que funcionaria nas instalações da actual PSP. Mas tudo isto não passa de suposições e, sobretudo, de esperança. O NO tentou contactar os responsáveis da GNR. O comandante do destacamento encontra-se de férias e ainda não tem conhecimento oficial do que está a passar-se. Do comando distrital dizem-nos que neste momento não há certezas e que é preciso aguardar pela proposta que deverá surgir, sensivelmente dentro de 30 a 40 dias.
Mas é de lá que nos apelam também à única certeza que afirmam ter: seja qual for a força da ordem que fique em seja qualquer que seja a área, as populações estarão sempre salvaguardadas.
A Resolução do Conselho de Ministros
O NO teve acesso à resolução do Conselho de Ministros da passada quinta-feira, dia 1, que, em anexo, coloca a freguesia de Fátima, na sua totalidade, na área de intervenção da GNR.
Esta Resolução aprova as opções fundamentais do sistema integrado de segurança interna e nela o Governo vem estabelecer as orientações para a reforma do Sistema de Segurança Interna, tendo como base um conceito estratégico de segurança que é considerado «o mais adequado ao tempo actual, capaz de integrar, por um lado, a acção de prevenção e a resposta necessária e, por outro lado, enfrentar os riscos resultantes da criminalidade e da nova ameaça do terrorismo internacional, bem como dos riscos naturais, tecnológicos ou de outra natureza que também impendem sobre a sociedade portuguesa».
O SISI
Nos termos desta reforma, será criado um Sistema Integrado de Segurança Interna (SISI), que visa «optimizar e projectar, de forma planeada, as capacidades operacionais dos vários sistemas, entidades, órgãos e serviços cuja a actividade seja relevante para garantir a ordem, a segurança e a tranquilidade públicas».
Pretende-se, assim, «criar uma arquitectura adequada à prevenção, contenção e resposta ao espectro actual de ameaças e riscos, assente num conceito interdisciplinar de segurança interna, que abrange a participação das regiões autónomas, das autarquias locais e da sociedade com vista a alcançar a coesão nacional para segurança da República Portuguesa».
O SISI «continuará a assentar na manutenção de uma força de segurança de natureza militar, uma força de segurança de natureza civil, uma polícia judiciária centrada na criminalidade mais complexa e, dada a relevância crescente do fenómeno migratório, um serviço especializado de imigração e fronteiras».
Será liderado por um Secretário-Geral, que coordenará a acção das forças e serviços de segurança e que poderá assumir, em determinadas situações, a direcção, o comando e o controlo dessas forças tendo também responsabilidades executivas na organização de serviços comuns, como é o caso do Sistema Integrado de Redes de Emergências e Segurança de Portugal (SIRESP) e da Central de Emergências 112.
Esta Resolução determina ainda a criação de um Conselho Superior de Investigação Criminal, presidido pelo Primeiro-Ministro, do qual fazem parte os Ministros da Justiça e da Administração Interna, o Procurador-Geral da República e os responsáveis máximos de todos os órgãos de polícia criminal.
Esta Resolução aprova igualmente as opções fundamentais da reforma da Guarda Nacional Republicana e da Polícia de Segurança Pública
A reforma preconizada nesta Resolução tem como objectivos: «a adequada articulação das áreas de responsabilidade da GNR e da PSP; a racionalização das Forças de Segurança, e o aumento do investimento nas instalações e equipamentos das Forças de Segurança, estabelecendo uma programação de base plurianual».
Pretende-se, assim, «combater as ambiguidades e sobreposições na definição de responsabilidades, bem como racionalizar a estrutura e a gestão dos meios necessários ao exercício de funções destas forças de segurança».
Deste modo, visa-se «melhorar a acessibilidade e proximidade das forças de segurança aos cidadãos, garantindo a sua presença nos locais onde são mais requeridas, reforçando a visibilidade e valorizando o seu potencial de prevenção e de combate à criminalidade».
Noutra vertente, pretende-se «melhorar as condições de funcionamento das forças de segurança, reparando ou reinstalando as subunidades policiais degradadas e reforçando a sua capacidade de intervenção, através de mais e melhores meios e equipamentos e do recurso sistemático a novas tecnologias de informação e comunicação».

Festa do Vinho Novo com mais

Foram mais de 5.000 os visitantes que, de sexta-feira a domingo passado, visitaram a terceira edição da Festa do Vinho Novo que decorreu em Ourém, no Centro de Negócios. De acordo com a organização, a afluência foi de tal forma que a meio da tarde de sábado se atingiu o número estimado de visitantes para os três dias do certame.
Um dos pontos altos foia actuação do artista popular Quinzinho de Portugal, que pôs o pavilhão ao rubro com os seus temas mais populares.
Foram ainda divulgados os vencedores do concurso de vinhos. Com o primeiro lugar em Vinhos Palhetes ficaram quatro produtores: Adriano Marques, de Olival, Manuel Neves, de Urqueira, Carlos Sousa, de N.ª Sr.ª da Piedade –também vencedor do primeiro lugar em Vinhos Brancos- e Fernando Santos, de Seiça. Em Vinhos Tintos foi a Quinta do Montalto a vencedora arrecadando também o primeiro lugar, a par da Agro-Quinta de S. Gens, na categoria de Vinhos Tintos Velhos.

Na abertura da festa do vinho novo, o presidente da Câmara garantiu que o Tribunal de Contas deu parecer positivo à entrada da autarquia na estrutura empresarial - Divinis - que vai gerir a produção de vinho no concelho. A solução encontrada, salienta David Catarino «não é porque tem vocação para produzir vinhos» mas porque o precioso néctar tem «importância social e cultural».
Assim, as instalações da cooperativa deverão servir para produzir o vinho de «centenas de produtores que não têm dimensão para ter uma estrutura própria». Mais tarde, refere o autarca «a Câmara venderá as instalações e cederá a sua posição» quando a Cooperativa ultrapassar esta situação financeira difícil.
David Catarino salientou ainda que este tipo de evento, faz sentido quando se faz "com as partes interessadas" e exortou a que, no futuro, a Vitiourém possa ter no espaço do Centro de negócios uma pessoa para «um serviço mais eficaz de apoio aos pequenos produtores».
A presidente da Assembleia municipal agradeceu o empenho do presidente da Câmara neste assunto lamentando que "todas as instalações de trabalho ficassem ao Deus dará", reforçando o desejo que "não haja erros como no passado".


Saudações e críticas no encerramento de mais uma edição da Festa do Vinho Novo

Decorreu no último fim-de-semana, no Centro de Negócios de Ourém, mais uma edição da Festa do Vinho Novo. Pela terceira vez consecutiva, a produtora de vinhos, Deolinda Nunes Courela, marcou presença, expondo o vinho Palhete, característico desta região.
No final do evento e comparativamente ao ano passado, a produtora fez questão de destacar, não só a menor afluência por parte do público mas também a diminuição do número de expositores. "Este ano a Festa está mais fraca, há menos expositores, sobretudo porque agora temos que pagar o espaço ocupado", declarou. Se esta situação e estes resultados se mantiverem, Deolinda Courela pondera a hipótese de não participar em futuras edições da Festa.
Segundo Feliciano Courela, marido da produtora, a Câmara Municipal está de parabéns pela organização deste tipo de eventos que são fundamentais para dinamizar e publicitar os vinhos produzidos no concelho. Este não deixa, no entanto, de lamentar a fraca aposta na divulgação da Festa do Vinho Novo de Ourém. "Deveria apostar-se mais na publicidade do evento, isso é fundamental. A divulgação continua a falhar já que ainda não consegue atrair gente de fora do concelho."
No que diz respeito ao processo de certificação do vinho que produz, o casal confessa que tudo decorreu com normalidade graças, sobretudo, à colaboração da Vitiourém que disponibilizou toda a ajuda necessária.
Segundo Deolinda Courela que tem conseguido exportar o seu vinho para diversos países europeus como França, Inglaterra, Suíça ou Itália, "o ideal seria que esta Festa se realizasse lá para Maio, quando os dias são maiores e está menos frio, o que chamaria mais gente ao local."
A produtora alburitelense fez também questão de sugerir a realização de uma mostra exclusiva de vinho Medieval. "Num futuro próximo seria igualmente interessante pensar-se numa exposição constituída apenas por vinho Medieval da região."
Filipa Ferreira

FESTAMBO começa a 10

É a terceira edição do Festival de música e dança de Ourém, e decorre ao longo do mês de Março. Pontos altos desta edição serão o espectáculo da CeDeCe - Companhia de dança contemporânea, a 23 de Março e o recital do tenor italiano Giovanni d’Amore, a 16 de Março.
Será a primeira vez que, em Ourém, uma companhia de dança profissional actuará. Antes do espectáculo, a escola de dança da Academia apresentará um mini-espectáculo. Quanto ao tenor italiano está a fazer uma tournée pelo país, para apresentar o seu novo trabalho. No espectáculo em Ourém apresentará variados temas e composições de estilos diferentes. O próprio Chorus Auris irá acompanhá-lo em dois temas.
Avelino Subtil manifesta a sua satisfação e agrado pelo facto de artistas profissionais e de renome terem-se disponibilizado a que grupos da AMBO mostrassem o seu trabalho nos espectáculos em que são vedetas de cartaz.
Propostas culturais
O programa mantém a mesma filosofia que é de procurar «de forma organizada que os grupos (da AMBO) se mostrem à população de Ourém». O festival serve também para «oferecer outras propostas culturais» ao concelho, salienta o presidente da Academia, Avelino Subtil.
Nesta terceira edição, o programa apresenta-se mais compactado, ao longo de três fins-de-semana. No último dia de Festambo, repetir-se-á o concerto de Reis que juntou a Banda de música do Loureiro e a Orquestra de sopros de Ourém numa actuação conjunta sob a regência do maestro José Pedro Figueiredo.
O festival, pensado de forma descentralizada irá ter uma iniciativa em Fátima, um concerto coral. Foi ainda pensada um concertp de música popular na Freixianda mas acabou por não se concretizar, revela Subtil defendendo que o objectivo do Festambo é «que se estenda a outros locais do concelho» para além da sede.
Música e dança
Durante o Festambo será comemorado o 25º aniversário da Orquestra Típica de Ourém. O momento será assinalado a 11 de Março, com a eucaristia às 15h, na Igreja paroquial de Nossa Senhora da Piedade. Segue-se o concerto festivo no cine-teatro com a participação dos antigos maestros. Haverá ainda uma pequena resenha histórica da vida da OTO, apresentada pelo grupo de teatro Apollo.
O Festambo tem um orçamento no valor de sete mil euros, sem contabilizar com os custos das salas e que conta com o apoio da autarquia e da paróquia de Fátima na cedência de instalações.
O seu objectivo, ainda que com despesas, enquanto associação sem fins lucrativos é «proporcionar ofertas culturais, de forma acessível, para que as pessoas não deixem de ir por causa do preço».
Numa iniciativa que visa o "estímulo e reconhecimento pela dedicação " dos executantes, cada um receberá um bilhete para assistir ao concerto musical e ao espectáculo de dança.
Apenas os espectáculos de Giovanni D’Amore e da CeDeCe - companhia de dança contemporânea serão pagos, sendo o custo do bilhete de cinco euros, no primeiro caso e de dois euros, no segundo. Um preço «simbólico» tendo em conta a qualidade dos espectáculos.
Os bilhetes estão à venda na sede da AMBO, da Ourearte ou ainda pelos telefones 249 544 510, 249 541 539 e pelo telemóvel 912 560 103.
A abertura do Festambo realiza-se a 10 de Março, pelas 21h30, na sede da AMBO.
Historial
A CeDeCe, é uma companhia de reportório, fundada em Abril de 1992 e dirigida artisticamente por Maria Bessa e António Rodrigues desde a sua fundação em Setúbal. É parte integrante do Centro de Artes de Espectáculo de Alcobaça e Óbidos desde Abril de 2004.

População quer centro de negócios do outro lado da A1

Esclarecer, elucidar as pessoas foi o objectivo de uma sessão de esclarecimentos sobre o projecto do centro de negócios levada a cabo a 23 de Fevereiro. Três centenas de moradores de Boleiros, Maxieira e arredores participaram nesta reunião depois de, na assembleia de freguesia, 25 pessoas terem pedido alguns esclarecimentos sobre o mesmo na sequência de cartes-convite para a venda de terrenos pelo preço de quatro euros e alguns cêntimos por metro quadrado.
Aos moradores e proprietários, foram apresentadas as características de "projecto amigo do ambiente", gerador de emprego e de desenvolvimento económico bem como um espaço de recreio e lazer, serviços e centros comerciais, postos de abastecimento, restauração, hotel/residencial, creches, quiosques, serviços bancários, além de serviços comuns de segurança e espaços verdes.
Durante a apresentação do projecto David Catarino assinalou "não vale a pena pensar que se vai mexer em tudo ao mesmo tempo porque era um rio de dinheiro" estando o projecto definido em quatro fases desconhecendo-se o timing de cada uma, bem como a data apontada para conclusão do investimento.
No projecto definido para esta zona paralela à auto-estrada e que vai ficar a 1,5 quilómetros da povoação, será respeitado o licenciamento de armazéns, já efectuado em menos de dez casos, para aquela zona. "Houve um esforço para não colidir (os licenciamentos) com as ruas previstas", referiu o autarca.
David Catarino salientou que esta primeira fase envolve 70 proprietários, no total são perto de 200. "Não é uma operação fácil quando a propriedade é tão dividida", salientando o "interesse público" do projecto "já definido em PDM". Depois de haver plano de pormenor, "o ideal é que avance em concordância com as pessoas", salientou o autarca.
Aos proprietários assinalou que "podem vender ou entrar na sociedade". Quando "não houver acordo possível não pode ser por um que não concorde que o projecto cai" e é nessa altura que a expropriação se efectuará, "em nome do interesse público".
O parque a instalar em 175,4 hectares prevê a criação de 1922 postos de trabalho, num investimento global de 556 milhões de euros de investimento previsional, 86 milhões correspondem à parcela de investimento da sociedade gestora na infra-estruturação dos parques, e 470 milhões de euros à construção de pavilhões e edifícios edificados em parte pela própria sociedade gestora e pelas empresas a instalar.
Este projecto é uma iniciativa da Nersant – Associação Empresarial da Região de Santarém, do Grupo Lena e do Grupo Imocom, em parceria com as cinco câmaras municipais dos concelhos envolvidos no projecto.
Proximidade das populações
José Neves Martins foi o primeiro elemento do público a usar da palavra para assinalar que "se isto (projecto) é conceito de progresso, preferia continuar a viver na idade da pedra" por considerar que "vai desvirtuar o meio natural" e entendendo que "está a ser-nos impingindo um projecto megalómano".
Várias vozes se levantaram protestando e discordando não do projecto mas da localização do mesmo, pedindo a deslocalização para o outro lado da auto-estrada.
Muitos frisaram a pouca distância entre as localidades e o centro de negócios, meio quilómetroe tiveram a garantia de pouco ruído dada pelo presidente de Câmara, já que o trânsito se fará por uma circular, a construir fora do perímetro urbano com ligação a Boleiros, ao complexo desportivo na Eira da Pedra, à rotunda de ligação entre Fátima, na estrada para Torres Novas.
Sobre a localização do centro de negócios, "o PDM definiu este lado" em que a indústria prevista – defendeu Catarino – não é poluente, contemplando ainda "ruas largas, espaços verdes. È uma zona que temos que ter cuidado pois estamos junto a Fátima".
Luís André, por seu lado referiu que "a população de Boleiros não foi inicialmente consultada" e que a Câmara "projectos nos terrenos dos outros" frisando ainda que "a população de Boleiros vai ficar prejudicada pelo tráfego, pela vida".
Catarino argumentou que "não faz sentido pensar isto do outro lado", quer devido ao desnível do terreno, quer porque, no futuro "esperamos ter regularizada aquela situação da pista de aeródromo de Fátima".
Defesa do projecto
No final do debate, Natálio Reis defendeu que "a Junta de Freguesia apoia este projecto", uma "ideia arrojada" que "Deus queira que se torne realidade" e no qual "se joga o futuro desta terra e desta região".
Para o autarca além da criação de empregos, o facto de criar postos de trabalho de nível médio e superiores, bem como a taxa de ocupação ser apenas de 30 por cento salvaguardando que "há muita zona verde". Aos receios de proximidade da localidade, reage com o facto de próximo ser a zona comercial e dos armazéns ficarem mais perto da auto-estrada. Em relação ao possível ruído, "já ouviram o barulho da A1? Talvez provoque mais".
Para o presidente da Assembleia de Freguesia, uma das questões que havia motivado essa sessão de esclarecimentos, a questão do preço, não foi aflorado. Quanto ao projecto, apelidado de megalómano "temos a maior praça do país, a maior construção com a nova igreja, porque não ter o maior parque de negócios?".
Depois da reunião, na rua, os populares voltaram a defender a localização do parque do outro lado da auto-estrada. Até os que dizem ter terrenos de um lado e de outro, prefeririam que ficasse instalado do outro lado da A1.
Recorde-se que na Assembleia de freguesia de Fátima, em Dezembro de 2006, que estiveram presentes mais de vinte proprietários e que foi pedida esta reunião de esclarecimento, o presidente da Junta de Freguesia de Fátima havia levado o assunto à Assembleia Municipal de Ourém onde frisou não ter obtido grandes esclarecimentos sobre o assunto por parte do presidente da Câmara.

O abaixo-assinado

Quinhentos moradores da localidade de Boleiros, Maxieira, valinho de Fátima e Chã fizeram chegar às mãos do presidente da Câmara, em 30 de Setembro de 2005, um abaixo assinado onde expressam as "preocupações que sentem e apresentam algumas sugestões para tentar minorar os inconvenientes da ocupação das suas propriedades agrícolas e florestais, bem como da impossibilidade de crescimento dos lugares onde habitam".
Este abaixo assinado ao qual aludiu um dos moradores para mostrar o descontentamento do povo, não obteve nenhuma reacção por parte do presidente de Câmara, no período de debate.
Na carta enviada com as assinaturas é lembrado que " ficaremos sem espaço para a agricultura, sem floresta e sem local para eventuais construções". A Associação de moradores de Boleiros apela ainda "bom senso" para "aceitar a deslocalização da dita zona industrial de Fátima, afastando-a para o mais alto ponto da serra e desta forma passando para o outro lado da auto-estrada onde já existem certas empresas instaladas. Esta opção seria, de facto, a melhor para todos".
No site da Fatiparques, onde estão incluídos os outros centros de negócios do distrito de Santarém e que contempla pólos em Torres Novas, Rio Maior, Cartaxo e Santarém.
Além de informações sobre a localização e planta do projecto e executar salienta-se que "o projecto Parque de Negócios de Ourém/Fátima, contempla a criação de infra-estruturas, num terreno, de modo a poder receber e servir tecnicamente um loteamento de superior qualidade urbanística".
Em relação ao plano de pormenor para esta zona, este encontra-se na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, a aguardar a emissão de parecer, onde, segundo consta "foi entregue, no passado dia 20 de Junho, o estudo de avaliação acústica". Esta Comissão deu início "de imediato às consultas internas, com vista à emissão de parecer relativo a esta versão".

EPO assina protocolos de cooperação

O protocolo de cooperação entre a Escola Profissional de Ourém e as empresas Segurcontrol e Segurmet visa potenciar o desenvolvimento de acções de formação direccionadas para o sector da hotelaria e da restauração, com a primeira empresa. Com a segunda, o objectivo é reforçar a oferta formativa na área da higiene, segurança e medicina no trabalho.
Durante a assinatura destes protocolos, Domingos Neves salientou a importância de ter princípios da higiene e segurança no trabalho assimilados pelos trabalhadores.
Este protocolo revela ainda, segundo este responsável que "a Câmara municipal de Ourém apoia incondicionalmente este serviço". Vítor Frazão salientou o bom trabalho feito pela Escola Profissional nas áreas do turismo, restauração e recepção defendendo que «temos que viver cada vez mais em parceria».
A parceria que agora ficou firmada já estava a funcionar com a preparação de acções de formação. Segundo este protocolo, as duas empresas verificam as necessidades sentidas de formação enquanto que a entidade formadora, a EPO fornece o Hnow how, para atender às necessidades das empresas da região, salienta Purificação Reis.
Novos cursos
A Escola profissional de Ourém está a preparar candidaturas para a leccionação de dois cursos de formação profissional de nível 3.
Um curso abrange a área do auto-controlo alimentar e um outro na área das energias alternativas. «São duas áreas que estão com grande potencial de desenvolvimento, há já escassez de técnicos formados nestas áreas», salienta Purificação Reis.
O objectivo é começar a lançar no mercado de trabalho, daqui a três ou quatro anos técnicos nestas áreas, estando em concretização a candidatura ao Ministério da Educação, não sendo plausível pensar na abertura dos mesmos já no próximo ano lectivo, refere a directora da EPO.

Secundária entrega diplomas a finalistas


Dezassete alunos da Escola Secundária de Ourém receberam os seus diplomas do Curso Tecnológico de Administração, a 2 de Março.
Numa pequena cerimónia em que participaram também os responsáveis das empresas que proporcionaram os estágios, o vereador responsável pela pasta da Educação e da Cultura salientou que o diploma recebido "é que é o vosso chapéu para o mundo lá fora, cheio de desafios maus e bons". Humberto Piedade salientou ainda que "quanto mais armado com conhecimentos, melhor".
Os estágios decorreram entre 1 de Julho e 30 de Novembro de 2006, coordenados pela professora Leonor Courela e orientados também pelos professores Avelino Subtil e Helena Pires.
Nesta experiência pelo mercado de trabalho, a Escola Secundária proporcionou formação sobre "Higiene e segurança no trabalho", "Estrutura organizacional da empresa" e "Relações humanas na empresa", além da formação específica de carácter técnico ministrada de acordo com as realidades empresariais envolvidas.
Proporcionaram estágios empresas do concelho nas áreas de contabilidade e gestão, mobiliário, transportes, materiais de construção, entre outras.
Os formandos desempenharam actividades de expediente geral, facturação, contabilidade, atendimento telefónico e ao público, apoio informático, marketing e publicidade, por exemplo. Entre o Bom e o Muito Bom, foi a classificação final obtida pelos formandos.
Trinta por cento dos alunos que fizeram estágio encontram-se a trabalhar, "uma percentagem bastante acima da estimativa projectada".
Ingressaram no ensino superior três alunos, ficaram empregados na empresa onde estagiaram dois jovens e três encontram-se a trabalhar noutra empresa.

Novo Intermarché abre portas


Depois de muito se ter falado e de muita tinta se ter gasto, eis que abre finalmente as portas o novo Intermarché de Ourém. É já amanhã, dia 10, embora apenas para convidados já que a abertura ao público terá lugar apenas dia 14.
Um novo Centro Comercial que tem já concessionadas 20 das 22 lojas que possui.
Para lhe dar uma ideia do que ali vai encontrar, o NO fez, na semana passada, um visita guiada pelo próprio promotor, António Figueira.
Voltado para a ribeira, a primeira impressão é a da beleza do espaço que tem como fundo uma vista esplêndida dos castelos. Mas começamos a visita pelas traseiras, ou seja, pela parte que está voltada para a estrada e por onde entrarão os carros. A azáfama era muita e própria dos momentos em que é preciso aprontar tudo o que ainda falta. Na entrada, então, começamos pelo Stationmarché. As oficinas dos mosqueteiros que vão fazer reparações rápidas, mudanças de óleo, etc. e com capacidade para receber cinco carros, em simultâneo. Logo ao lado está a loja onde vão poder encontra-se todos os produtos necessários para os automóveis e outros veículos motorizados. A nossa visita prossegue agra pela entrada lateral com uma galeria que desemboca no restaurante. No momento em que ali estivemos havia ainda algumas dúvidas se este estaria pronto para o dia da abertura, já que alguns atrasos na cozinha faziam temer que tal possa não vir a suceder. Trata-se de um espaço amplo que vai servir pratos do dia, grelhados, comidas rápidas mas sem ser fastfood. Cá fora terá uma esplanada voltada para o parque de estacionamento e para a ribeira com os castelos em pano de fundo. Continuamos por uma galeria com mais de 100 metros. De um lado as lojas do grupo, do outro, os lojistas, concessionários do espaço. Entramos depois no espaço do supermercado. A área é sensivelmente a mesma do actual Intermarché. O que altera é o conceito. Trata-se do «último grito» no que toca à distribuição moderna. A charcutaria é muito maior; a peixaria apresenta melhores condições e é também maior. Todos os produtos de frio entram directamente dos transportes para câmaras frigoríficas e todas estas têm ligação directa à respectiva secção, não sofrendo, por isso, alterações de temperatura, o que se traduz num produto final que oferece muito maiores garantias de qualidade.
Quanto à carne, esta é, também, transferida, através de uma manga, do transporte para a Câmara frigorífica, sem que haja contacto físico nem alteração de temperatura.
Outra novidade é que a padaria/ pastelaria passa a estar dentro do espaço do próprio supermercado, evitando a passagem por mais caixas e aqui é acrescentado um serviço de churrasqueira e comida feita para quem quiser levar as refeições prontas.
Saídos do supermercado continuamos pela galeria. De referir que centro comercial vai ter três entradas principais, uma lateral e duas frontais. Na ponta oposta ao restaurante vai existir mais um café.
Entramos no Bricomarché que será o único da região. Com um espaço de 1300 m2, ali pode ser encontrado um pouco de tudo na área da bricolagee da decoração, sem esquecer o espaço destinado aos jardins.
E chegamos a mais uma loja da marca, o Vetimarché. Neste os consumidores vão encontrar roupas de marcas conhecidas mas também as marcas próprias do grupo o que promete «preços interessantes» em roupa de criança, homem e senhora.
Cá fora, o estacionamento tem 600 lugares.
No final da visita, António Figueira reconhece que a criação deste espaço foi «um processo complicado que acarretou muitos custos com alterações de projecto, paragens e tribunais, que não estavam previstos, o que acabou por duplicar o valor da obra
Inicialmente previa-se um custo a rondar os cinco milhões de euros e no final resultaram gastos do dobro. Mas António Figueira não se mostra arrependido. «Vamos levar mais tempo a amortizar», diz, «mas não me arrependo». É que «vivo em Ourém e gosto desta terra. Não investi aqui apenas por motivos económicos. Sinto que Ourém já merecia e precisava de algo assim».
O shopping vai funcionar das 9 às 21h00, podendo este horário vir a ser alargado no Verão pelo que a população de Ourém vai deixar de necessitar de sair do concelho para fazer as suas compras em concelhos vizinhos, particularmente aos fins-de-semana, já que ali encontrará um pouco de tudo.
O NO foi convidado para a abertura oficial pelo que prometemos reportagem alargada na próxima edição. Até porque se trata do empreendimento mais badalado no último ano e promete ser, por isso mesmo, um acontecimento a que poucos estarão indiferentes.


As lojas do Vila Shopping
4 Insígnias do Grupo os Mosqueteiros:
- Intermarché
- Bricomarché
- Stationmarché
- Vetimarché

Outras lojas
- Artigos de desporto - Ourem Sport
- Perfumaria - Balvera
- Parafarmácia - Ourem Saúde
- Telecomunicações - Osfone
- Cabeleireiro - Coiff & Co (Isidore)
- Sapataria - Inês Ferreira
- Cafetaria - DAC
- Florista - O Bouquet
- Reparação de calçado e chaves - Chav’e Sola
- Agência de viagens - Templar
- Electrodomésticos - Elourem
- Restaurante - Sabores da Ponte
- Ourivesaria - Dona Jóia
- Lavandaria - 5 à Sec
- Prendas e mimos - Prendas e Mimos
- Decoração da casa - A Olaria

Solidariedade com o CRIO

A Quinta da Ramila, na Ortiga - Fátima promove um jantar de amizade e solidariedade a favor do Centro de Recuperação Infantil de Ourém – CRIO. A iniciativa, que contará com uma noite de fados, realiza-se a 23 de Março, a partir das 19h30.
As reservas e aquisição de bilhetes podem ser feitos no CRIO, na secretaria do Notícias de Ourém ou através do telemóvel 914105769. O bilhete custa 25 euros.

Alunos do Ajefátima aprendem importância dos afectos




Duzentas e sessenta crianças de 11 salas de sete jardins de infância assistiram e participaram na história «Um milhão de beijinhos» contada por duas educadoras ao abrigo da iniciativa «Eu hoje visitei a biblioteca pública de Fátima» uma iniciativa do Agrupamento de jardins e escolas de Fátima integrada no âmbito do projecto educativo, «Eu cidadão, nós e os livros» do Plano nacional de leitura.
«Não se pode fazer barulho» na biblioteca explicava a professora aposentada, Teresa enquanto recebia os 17 alunos da sala nº 2 do jardim-de-infância da Cova da Iria na biblioteca, a 2 de Março.
Olhares atentos às explicações ouvidas sobre os cuidados a ter com os livros, o que se pode fazer na biblioteca como a requisição de livros, a leitura de jornais e revistas, visionamento de vídeos, serviço de fotocópias e utilização da internet.
«As histórias que vocês gostam de ouvir estão lá dentro (dos livros)», salientou a professora incentivando os meninos a «dizer ao pai, aos manos grandes para virem à biblioteca» requisitar um livro. E «até pode, ler-vos uma história».
«Vir à biblioteca e não mexer num livro não tem muito jeito, pois não? questionava a professora que encaminhou os meninos para o cantinho da leitura onde puderem assistir à dramatização do conto «Um milhão de beijinhos» baseado no livro, com o mesmo nome, de Elsa Lé.
Desde a última terça-feira que a história é outra. Chama-se "A menina do mar" e será contada também pelas educadoras Margarida Pereira e Cristina Gomes, desta feita aos meninos do primeiro ciclo do ensino básico. No total, até 26 de Março, último dia em que será contada esta história, passarão por aquele espaço 639 crianças de 35 salas de 13 estabelecimentos do primeiro ciclo.
Um milhão de beijinhos
A história saiu de uma caixa de fósforos gigante e revela um episódio da vida de Maria, uma menina que tinha tudo. Ate que um dia, perde tudo mas, a sua maior tristeza era o pai que era «muito duro». Apenas consegue mudar isso quando lhe oferece uma caixa de fósforos embrulhada num papel brilhante. Aparentemente vazia guardava um milhão de beijinhos colocados lá pela Maria.
Todos os meninos receberam uma pequena caixa de fósforos, com beijos para entregar aos pais. A cada menino foi ainda entregue um folheto com indicações sobre a biblioteca e um teste de leitor, para os pais.
Expectativas superadas
As expectativas do Agrupamento de Fátima foram superadas, salienta um elemento do Conselho Executivo, Maria José.
O "entusiasmo e a motivação" dos miúdos a viverem a emoção da história é visível nos desenhos que cada um faz desta visita à biblioteca.
Esta animação é temporária mas a docente salienta que "era óptimo ter a biblioteca escolar, animada, ao longo do ano".
Marcadores de livros
Os desenhos e frases a propósito do concurso "Eu leio. E você’", já chegaram ao Agrupamento devendo agora o júri reunir-se para escolher os cinco melhores trabalhos do pré-escolar e os dez melhores do primeiro ciclo.
Os melhores trabalhos serão editados em marcador de livro que serão distribuídos numa campanha de rua, na comemoração do Dia mundial do livro, 23 de Abril. Cada marcador terá um desenho e uma frase.

Profilaxia preventiva aplicada na creche

Trinta crianças e seis funcionárias da creche do Apajefátima foram medicadas com profilaxia preventiva perante a suspeita, não confirmada, de um caso de meningite meningocócita, a 5 de Março.
Ao Notícias de Ourém, o delegado de saúde, José Martins adiantou que um especialista em pediatria do hospital de Leiria o avisou da suspeita de meningite de uma criança de cinco meses, hospitalizada com um quadro clínico de febre ainda que não muito alto. Só depois da punção lombar, se soube que "tinha aparecido células que indicava meningite a bactérias". A certeza sobre a confirmação ou não confirmação já deve ter chegado depois do fecho desta edição.
No entanto, perante a suspeita, o delegado de saúde actuou como se o quadro pior se pudesse concretizar. Assim, uma equipa médica dirigiu-se à creche onde todas as crianças foram consultadas e todas iniciaram uma profilaxia preventiva bem como as funcionárias da mesma. Também a família foi aconselhada a fazer o mesmo tratamento. A profilaxia iniciada às 13h de segunda-feira terminou na madrugada de quarta-feira.
Joaquim Martins salienta que, devido ao facto de se tratarem de crianças de tenra idade e de terem um contacto físico próximo umas com as outras, causava uma preocupação maior o que levou a este tratamento preventivo.
No entanto, adianta, "o risco de aparecer um novo caso é baixo e, depois da profilaxia é quase nulo".
Para sossegar os pais e acalmá-los, respondendo a todas as questões levantadas, esteve o delegado de saúde, numa reunião com os encarregados de educação ao final do dia.
De qualquer modo, este responsável aconselha os pais destas crianças a estarem atentas ao seu estado de saúde por um período de dez dias. Em caso de sintoma febril e num quadro clínico que indique prostração por parte das crianças, os pais devem deslocar-se à urgência e alertar o médico para esta situação.

Casos de Polícia

Casos de Polícia
Uma pessoa ficou ferida na sequência de uma colisão entre um veículo ligeiro e um ciclomotor, em Freixianda, a 28 de Março.
Uma pessoa ficou ferida na sequência do despiste da viatura ligeira em que seguia em Casal do Touro, Seiça.
Uma pessoa ficou ferida, vítima de atropelamento por um veículo ligeiro, em Seiça, a 1 de Março. No mesmo dia um despiste de um ligeiro acabou apenas com danos materiais.
A 2 de Março, a colisão entre dois veículos ligeiros, em Olival, provocou danos materiais. De um despiste de um ligeiro, na Atouguia, só resultaram danos.
Danos é o balanço de duas colisões e um despiste ocorridas a 3 de Março. No choque entre um ligeiro e um pesado, no Escandarão, Atouguia bem como no choque que envolveu três ligeiros em Casal dos Crespos, ninguém ficou ferido. No despiste de uma viatura ligeira em Fonte Nova, Fátima, também só resultaram danos.
A 4 de Março, um despiste de um veículo ligeiro, em Areias, Gondemaria, só provocou danos. Já do despiste ocorrido em Vale, Nossa Senhora da Piedade, resultaram dois feridos leves.
Três pessoas ficam feridas, ainda que de modo ligeiro, depois do veículo em que seguiam se ter despistado em Alvega. Do despiste de um ligeiro, em Moimento, só resultaram danos materiais.

Área de descanso vigiada

Área de descanso vigiada
A área de descanso da A1, em Fátima, continua a ser local de engate de homossexuais, embora "com menos frequência".
Uma fonte do Diário de Leiria, frequentador da zona, explicou ao jornal que a colocação de seguranças no local foi "uma óptima solução, porque, de facto, havia homossexuais que não respeitavam nada nem ninguém". E Era frequente, segundo adianta, "ver homossexuais - sempre homens - a praticaram actos sexuais dentro dos carros e nas casas de banho, e muitas vezes sem sequer terem o cuidado de fechar as portas".
A abordagem a outros condutores, por parte de alguns homossexuais, acabou por terminar em alguns casos em agressões.
O assessor de imprensa da BRISA, Franco Caruso explica que a área de descanso de Fátima sofreu, obras de renovação, de forma a "devolver as condições adequadas" para todos os condutores que escolhem aquele local para repousar.
para garantir a segurança dos que ali param para descansar foi "introduzido um patamar de segurança" que passou a contar com um efectivo de segurança, 24 horas por dia.
Sem nunca confirmar a existência de actos de atentado ao pudor naquela área de descanso, Franco Caruso explicou que foram renovadas diversas infra-estruturas existentes no local, nomeadamente nos sanitários, parque infantil e mesas que podem ser utilizados para piqueniques.

01 março 2007

Notícias de Ourém, 02 de Março de 2007

«Contratem médicos para fazer as urgências»

A JS emitiu o comunicado que transcrevemos:
Em Outubro do ano passado, a JS Concelhia tomou posição face à “Proposta de Rede de Urgências”, que indica o Hospital de Abrantes como o detentor da Urgência Médico-Cirúrgica a servir as populações, que actualmente se dividem pelos Hospitais de Tomar, Abrantes e Torres Novas. Manifestámo-nos contra!
No mesmo texto salientámos o esforço que tem sido desenvolvido pelos profissionais de saúde do concelho de Ourém, no Serviço de Atendimento Permanente, durante a noite.
Abordámos a questão do eventual encerramento do mesmo face à falta de médicos para a manutenção do SAP depois da meia-noite.
Desde Outubro, temos estranhado o silêncio reinante, só interrompido por algumas personalidades do concelho, em artigos de opinião publicados na imprensa concelhia.
Posições políticas dos partidos e restantes estruturas de juventude partidárias, não são conhecidas. A que se deve este silêncio político?
Agora que se coloca a questão do encerramento do SAP depois das 22h e até às 8h, voltamos a reiterar o nosso apoio aos médicos e profissionais de saúde que ao longo dos anos, no Centro de Saúde de Ourém, no Centro de Saúde de Fátima e nas extensões pelas freguesias, dão o seu melhor.
Voltamos a referir a necessidade de elucidar os responsáveis do Ministério da Saúde, das especificidades do Concelho de Ourém, face ao número de habitantes, dispersidade geográfica e população flutuante que Ourém enfrenta.
Estamos contra o encerramento do SAP entre as 22 e as 8h. Se os médicos de Ourém não podem fazer urgências, o Ministério da Saúde deve contratar médicos de outros hospitais, para fazerem as urgências nocturnas do nosso concelho.
Não precisamos de outros argumentos, ou soluções.
Contratem médicos para fazer as urgências, pelos superiores interesses e necessidades das populações do Concelho de Ourém.
Secretariado Concelhio da JS

Festa do Vinho Novo com novidades

Na sua essência, a Festa do vinho Novo 2007, é semelhante à do ano passado. Contudo há algumas novidades. A primeira é que este ano já lá vai beber-se vinho Medieval devidamente certificado. Esta é pois, também, uma forma de o promover. Também pela primeira vez, vai haver um jantar do Medieval. Será no Centro de Negócios, na sexta-feira à noite, sujeito a inscrição prévia pelo valor de 12,5 euros. Este jantar terá acompanhamento musical pelo grupo de música medieval do Conservatório e pelo grupo de música da Ourearte. A ideia é a de degustar, para além do vinho medieval certificado, gastronomia tradicional da região, servida pelos restaurantes Paço do Conde (à boa maneira do Xico de Santo Amaro) e a Lousa do Coelho. Ainda durante este jantar está anunciada uma surpresa pelo Grupo de Teatro Apollo, de Peras Ruivas e termina com um baile ao som de um duo de acordeão e saxofone.
No sábado, a organização optou por manter «aquilo que tem corrido bem». Trata-se do passeio por vinhas e adegas, com visita turística ao concelho com paragem em algumas adegas. A novidade, aqui, este ano, é que os carros ficam estacionados e os seus condutores passam a ser conduzidos em autocarro. As razões para esta alteração são óbvias. Também para este passeio é necessário fazer inscrição prévia e o passeio termina junto ao Centro de Negócios onde funcionará o serviço de almoços dos dois restaurantes ali presentes.
Durante a Festa deste ano e à semelhança das anteriores, o preço de ingresso será a aquisição do copo para fazer as provas.
Quanto ao programa musical, mais uma vez se conta, sobretudo, com «prata da casa» e no sábado, previsto como o dia de maior afluência, a organização traz um nome nacional, Quinzinho de Portugal.
No domingo de manhã decorrem duas actividades em simultâneo. A prova de BTT «rota do vinho» que é organizada pelas associações dedicadas a esta modalidade e o 1º passeio do Medieval de Ourém em automóveis clássicos, organizado pela ClassicOurém – associação de automóveis e motos antigos e clássicos. Estes dois passeios visitam quintas para terminar depois também no Centro de Negócios, em almoço de confraternização.
Tal como nas edições anteriores, haverá um colóquio e entrega de diplomas vencedores do concurso de vinhos realizado no passado sábado. O final da tarde será preenchido com folclore com ranchos concelhios e a festa encerra com «Os Amigos da Farra».
De salientar ainda que este ano a Festa do Vinho Novo conta com uma organização diferente. Deixando de ser organizada directamente pela Câmara passa a sê-lo por uma comissão liderada pela Câmara sob a alçada do vereador Vítor Frazão. Integram ainda esta comissão, a DEDC - Divisão de Educação Desporto e Cultura, o Centro de Negócios, a Aciso e a Nersant.
Talvez por isso, a outra novidade deste ano é que os expositores pagam o espaço que ocupam. Isto porque, segundo a organização, o objectivo é o de que «estes eventos deixem de constituir um peso financeiro para a autarquia, passando a suportar-se a si mesmos».

Gondemaria prova 43 vinhos


Quarenta e três vinhos, 29 tintos, nove brancos e cinco abafados estiveram em prova durante o II concurso de vinhos da Gondemaria, realizado a 25 de Fevereiro.
Dez novos produtores disponibilizaram os seus néctares que foram degustados por 18 provadores, a maioria eles próprios produtores da freguesia.
Ao longo de duas horas foram-se somando as análises ao vinho, o olho sério ao líquido no copo, a prova e depois a cotação.
A iniciativa do jornal da freguesia, ligado ao clube da terra “correu bem”, adianta Daniel Vieira.
Mas o objectivo é proporcionar às pessoas a possibilidade de “fazer uma actividade que só se vê na TV”, refere.
A organização aponta o “muito trabalho” que a iniciativa dá, desde a divulgação, sensibilização e recolha dos vinhos a concurso bem como o convite aos provadores.
Entre os produtores, com vinhos a concurso, quatro são grandes produtores e metade dos concorrentes tem a produção já vendida. Oitenta por cento destes tem mais de 60 anos.
António Baptista foi um dos elementos do júri e também ele um dos concorrentes. Participou pela primeira vez com um vinho tinto e um branco.
“São mais saborosos e mais aromáticos” os vinhos deste ano em relação ao concurso de 2006, aponta este produtor. Os seus vinhos também estiveram em prova, no concurso organizado pela Vitiourém e cujos resultados serão divulgados em breve. Em edições anteriores já angariou um primeiro, um segundo e uma menção honrosa.


Classificações


Abafadinho (5 Abafados)

1º Lugar-n.º 41 Joaquim Sousa Vieira (Areias) com 16,67 pts
2º Lugar-n.º 40 Luís de Sousa Vieira (Arneiros) com 16,55 pts
3º Lugar-nº 38 Carlos Silva Miguel (Areias) com 16,14 pts


Vinho Branco (9 Vinhos)

1º Lugar-n.º 37 Zé Martins (Gondemaria) com 16,14 pts
2º Lugar-n.º 35 António Baptista Vieira (Cardeais) com 15,50 pts
3º Lugar-nº 30 Manuel Marques dos Reis (Fartaria) com 15,41 pts


Vinho Tinto (19 vinhos)

1º Lugar-n.º 26 José Maria Sousa Francisco (Casal da Bica) com 15,95 pts
2º Lugar-n.º 27 Fernando de Oliveira Pereira (Cardeais) com 15,63 pts
3º Lugar-nº 28 António Cruz Lopes (Calçada) com 15,33 pts

Manuel Pereira Henriques, produtor de vinho medieval


Produtor de vinhos desde 1965, Manuel Pereira Henriques é um dos produtores de vinho medieval que está presente na Festa do vinho novo que decorre este fim-de-semana.
A presença com um stand faz-se pela segunda vez, para “divulgar mais os vinhos que tenho” considerando este produtor que todos deviam estar presentes.
Ele possui uma marca própria e homologação do vinho que comercializa e espera que esta concretização lhe traga mais clientes. Ainda assim, lembra que “o processo foi complicado” devido à burocracia, ao esforço e ao tempo gasto neste processo.
O seu vinho, medieval de designação, mais conhecido por palhete é feito de forma artesanal por si e pelo filho com a ajuda de pessoas contratadas em determinados momentos como a poda, a vindima.
Manuel Pereira Henriques adianta ainda que há muitos produtores do concelho que estão a deixar de produzir este tipo de vinho já tem alguma dificuldade de o escoar. “O consumidor aprecia mais vinhos corados”, assinala.

No rescaldo eleitoral

Aproveitando a conversa com David Catarino, colocámos-lhe também algumas questões sobre conversas de bastidores que se ouvem por Ourém, a propósito das recentes eleições no PSD
NO – Depois das eleições no PSD, correm rumores de reestruturação ao nível dos pelouros, na autarquia, face a algumas pressões que estarão a ser exercidas sobre o presidente da Câmara. Há alguma verdade nisto?
DC – O presidente da Câmara não vai, nem iria nunca, em pressões desse tipo.

NO – Isso quer dizer que elas existem?
DC – Não as conheço.
Eu fui eleito com uma equipa de pessoas, numa lista partidária. Portanto, devo ser leal aos órgãos eleitos do partido pelo qual concorri. É a relação normal a não ser que houvesse uma situação de ruptura, o que não me parece ser o caso.
Depois, acontece que houve esta disputa partidária e, a certa altura, fiz um esforço, como se sabe, para que houvesse alguma solução de outro tipo. Tinha desvantagens mas também tinha vantagens. As pessoas entenderam outro modelo. Houve uma disputa eleitoral e, depois disso, eu reuni com os membros da equipa e disse: - meus senhores, as decisões do PSD são as decisões do PSD, a equipa da Câmara é uma equipa composta por pessoas que, em cada reunião de câmara fazem parte de um órgão que é composto por sete, que somos nós todos e em que todos temos igualdade de voto. Tirando isso, o desempenho de vereadores em regime de permanência é feito por designação do presidente da Câmara, mediante confiança dele e por duração de competências. Portanto, os senhores vereadores que estiveram envolvidos nestes actos eleitorais partidários, continuam a ser, neste momento, os membros da minha equipa. Estamos todos em funções. Funções que até obrigam à exclusividade. Fazemos todos parte de uma equipa, leais uns para os outros e é com essa equipa que eu conto.
NO – Isso quer dizer que não haverá qualquer mexida e que tudo se mantém na mesma?
DC – Sim. Esta equipa, eleita por um partido político, tem uma obrigação: desempenhar o mandato para o qual foi eleita, da melhor forma.
Nos desempenhos partidários disse-se também que o PSD estava em baixo, enfim… O melhor desempenho que pode ter o partido que está no poder, é o adequado exercício desse poder. Neste momento, com o PS no Governo, o melhor desempenho que pode ter para o partido é que o Governo governe bem.
O mesmo se passa com a Câmara.
Se nós tivermos um bom desempenho, essa é a melhor forma de ajudarmos o PSD para as decisões que os órgãos do partido tomarem, num sentido ou noutro, mas nas quais eu não me meto.

NO – O facto de ter ficado de fora desta disputa, torna definitiva a sua não recandidatura à Câmara?
DC – Sim. É conhecido que não pretendo voltar a ser candidato. Creio que estamos no tempo certo para a transição.

NO – Assim, o candidato natural do PSD nas próximas autárquica, é Vítor Frazão.
Mas em relação a isso parece haver por aí alguns engulhos. Uns porque não aceitam bem ver um fatimense a decidir sobre os destinos do concelho, outros porque não acreditam nas suas capacidades para dar continuidade ao projecto, pelo menos nos moldes em que tem vindo a acontecer.
DC – As decisões que o PSD venha a tomar, são decisões do PSD. Não me cabe a mim antecipá-las nem condicioná-las.
Depois, não há ninguém insubstituível.
Eu também o não sou.
E os trabalhos numa autarquia, mais que trabalhos individuais, devem ser trabalhos de uma equipa constituída de forma adequada.
Sejam quais forem as decisões, o importante é que haja uma equipa que funcione.
Por outro lado, se eu acho sempre que o primeiro ou segundo não têm que ser de Fátima, Fátima também não pode ficar inibida de ter o primeiro ou o segundo. Ou seja, não deve ter o direito exclusivo ao primeiro ou ao segundo lugar mas, na verdade, Fátima é a maior freguesia do concelho, com um grande peso. Penso que quem assume funções de responsabilidade na autarquia, não terá uma visão de que esta só terá que actuar num determinado local ou numa determinada freguesia. Isso nunca aconteceu até aqui. Tem havido um desenvolvimento equilibrado. Mas, naturalmente, quando se distribui por todo o concelho os benefícios do progresso, todos têm mais coisas mas também todos têm menos coisas. Se fosse tudo concentrado num único local, os outros estariam todos na selva e aquele local estaria melhor. Mas penso que se tem conseguido um desenvolvimento integrado do concelho e quem, hoje, assume certas funções, necessariamente, tem que ter uma visão global.
Não quero comentar quais sejam as futuras escolhas do PSD, mas também não me parece que Fátima possa ser inibidora.

NO – Fala em trabalho de equipa. Mas hoje o que se diz é que o presidente da Câmara é centralizador. Reconhece-se que conhece bem os dossiers mas que centraliza em si as decisões e por isso se teme que Frazão não possua os conhecimentos necessários e a capacidade para abarcar tudo…
DC – Eu não quero falar de mim e muito menos dos outros. O PSD há-de tomar as suas decisões. Nós somos todos diferentes e temos coisas em que somos melhores e outras em que somos piores.

NO – Sei que lhe estou a colocar questões difíceis, mas face a isso tudo e como alguém que trabalha há muito tempo com Vítor Frazão, que o tem como seu número dois, acredita que ele tem capacidade para desempenhar o cargo de presidente da Câmara de Ourém?
DC – Julgo que sim. O que não quer dizer que eu esteja a dizer que essa será a escolha do PSD.

Tem a palavra o presidente


Na festa do Vinho Novo deste ano, mais uma vez estará presente uma representação da cooperativa agrícola.
Num momento em que muito se fala mas pouco se sabe, de facto, sobre o que poderá ser o futuro desta, falámos com David Catarino para tentarmos esclarecer-nos sobre a situação. E porque, como diz o povo, «as conversas são como as cerejas», a «talhe de foice», a conversa acabou por se estender. O presidente da Câmara falou do «encerramento» dos serviços de agricultura, da Saúde, da PSP…
NO – Em que pé se encontra o processo da cooperativa agrícola de Ourém?
DC – O concelho vitivinícola no concelho de Ourém é para nós muito importante, por razões culturais, económicas, paisagísticas, ambientais e a todos os títulos.
O projecto da cooperativa, devido às crescentes e acumuladas dificuldades económicas, levou a uma acção de insolvência, recentemente. Sabe-se que estas dificuldades, devido a grandes passivos acumulados, eram qualquer coisa de praticamente intransponível. Assim sendo, a nossa preocupação tem sido ver se conseguimos fazer a transição deste modelo cooperativo para uma outra estrutura, de tipo empresarial. Isto levou à criação de uma empresa em que a Câmara participa mas apenas por agora. O objectivo é, a prazo, a Câmara libertar-se dessa participação, cedendo-a.
Assim, criou-se a Divinis – Agroprodutos de Ourém, empresa que já pagou as uvas da última colheita.
Fazia parte da estratégia da Câmara adquirir os passivos do credor hipotecário maioritário, que é a caixa agrícola de Leiria. Estão definidos os termos desse negócio mas, como é sabido, estamos dependentes do visto prévio do Tribunal de Contas e a nova lei das finanças locais veio criar um quadro que é pouco favorável a esta situação. De qualquer modo, estamos a aguardar esse visto e se ele for emitido, o negócio concretiza-se e a Câmara, na qualidade de credor maioritário e com garantias reais sobre as instalações, vai procurar fazer transitar as instalações para a empresa Divinis, mediante arrendamento e, mais tarde, mediante venda. Os objectivos desta empresa não passam apenas pelo vinho. São mais amplos e passam por outros produtos locais, daí a denominação de Agroprodutos. Isto porque temos a ideia que há outros produtos no concelho, como o azeite, o mel e outros que se venham a julgar adequados, que passem a ser comercializados por esta empresa.

NO – Há alguma estimativa, em termos de tempo, para que isso se concretize?
DC – Todos estes processos são morosos, mas há uma acção de insolvência em tribunal e, portanto, definitivamente, vai haver uma solução. No caso de ser recusado o visto do tribunal de contas, devido à nova lei das finanças locais que entretanto entrou em vigor, teremos que encontrar outras soluções.

NO – Que soluções?
DC – Se for declarada a insolvência, as instalações serão vendidas em praça. Pode haver uma entidade, até a empresa, interessada e que aparecerá em praça a comprar as instalações. Claro que a solução que propusemos e que está no tribunal de contas levaria a que os restantes credores pudessem receber alguma coisa. Se for declarada a insolvência, no fim de contas, as instalações vão ser vendidas em praça e todos os credores perdem tudo. A solução que a Câmara queria era mais favorável aos restantes credores.
Era importante que este contrato fosse visado porque a empresa foi criada com um capital de 500 mil euros. Recebendo as instalações mediante arrendamento, seria uma empresa a iniciar a sua actividade de forma desafogada economicamente e com capital para pagar as uvas aos produtores. Uma das chaves mestras da credibilidade é de se conseguir que os pequenos produtores voltem a acreditar. E eu acho que, num tempo de crise, e isto é uma profecia que vou fazer: no tempo de crise que está aí, as pessoas vão ter que voltar a olhar para a terra. Porque nós abandonámos tudo, enquanto outros países mais ricos continuam a cultivar, mesmo a pequena propriedade. Nós não devemos ser um concelho agrícola como principal actividade mas sim como complemento de actividade. Temos todo o interesse em continuar, e vamos ter que agarra de novo a terra para, a partir daí, tirar produtos de qualidade e valorizá-los. Penso que esta empresa poderá ajudar a valorizar produtos como o azeite, o vinho…

Escola profissional de agricultura na Casa da Criança do Olival
NO – Uma aposta em produtos biológicos que estão cada vez mais em voga?
DC – Vamos tentar adquirir as instalações dos padres dominicanos da Aldeia Nova e a nossa ideia era propor à escola profissional que ali instalasse uma escola profissional de agricultura biológica.

NO – E o que vai acontecer à Casa da Criança do Olival, enquanto tal? Encerra? E o que acontece aos miúdos que ali estão?
DC – Os miúdos devem sair de lá para outras soluções. Está a tratar-se disso. No entanto, se ali houver uma escola com uma actividade, alguns deles e outros, poderão vir a ser escolarizados numa actividade que pode, profissionalmente, ser interessante.

NO – E essa saída está para breve?
DC – A obra do Frei Gil tem um prazo. Creio que ainda de mais dois anos. Mas se conseguíssemos adquirir aquelas instalações, a questão do prazo poderia deixar de se colocar.

NO – Estando a falar de questões de agricultura, que se passa com os serviços de agricultura? Estão mesmo em vias de encerrar?
Recebi ontem (sexta-feira), o representante da Direcção Regional de Agricultura do Ribatejo e Oeste e há uma intenção de alterar a situação. Penso que é necessário, de facto, mexer nas coisas. Não vale a pena estarmos a agarrar-nos a figuras do passado e entrarmos em guerras com o Governo, que não conduzem a nada. Temos é que, naquilo que acreditamos, juntarmo-nos aos objectivos do Governo e procurarmos melhorar as coisas. Conforme combinado com o seu representante, eu vou propor ao director regional de agricultura que, no Centro de Negócios, passe a funcionar, em protocolo da Direcção Regional de Agricultura, Câmara Municipal, VitiOurém e Associação de Agricultores e Produtores Florestais, um gabinete de apoio ao desenvolvimento rural que tanto apoie a agricultura em geral, como a floresta, o vinho, etc. Podemos ter ali um ou dois técnicos que ajudem os nossos pequenos produtores, dando-lhes informação sobre os apoios do azeite, do QREN que aí vem, etc., ajudá-los a recorrer aos apoios que existem para valorizar as suas produções.
Sinto, e penso que a festa do vinho mostra isso, que a VitiOurém nasceu como uma associação de pessoas de boa vontade que se empenham, mas à custa do seu tempo livre. E tem que dar o salto. Ou o dá ou morre. O salto para uma estrutura minimamente profissionalizada, de apoio aos produtores, passando a ter uma ou duas pessoas incluídas neste gabinete, fixas, a trabalhar. Os dirigentes apoiarão, com certeza, mas o projecto do Medieval exige que haja um mínimo de profissionalização. Há que encontrar novas formas de resolver as coisas e de optimizar os meios e, neste caso, se calhar mesmo sem contratar mais pessoas que as que já se têm, isto é possível. É que se tenho ali um gabinete de apoio ao consumidor com uma técnica apenas a meio tempo, posso passar a tê-la a tempo inteiro, apoiando nestas questões, desde que a Direcção Geral de Agricultura envie informação, diga quais os diferentes instrumentos, tenha alguém que possa vir aqui, mensalmente, prestar apoio… Talvez possa, assim, ser mais eficaz no apoio aos produtores do que actualmente.

NO – É que isto dos encerramentos em Ourém começa a ser uma constante. É as urgências; é a PSP…
DC – A certa altura é preciso analisar assunto a assunto e, neste momento, a impressão é a de termos um Governo que quer fechar tudo. Eu acho que se está a esquecer que Governo, autarquias, todos nós existimos para servir os cidadãos.
O que dissemos para o sr. Ministro da Saúde foi que, relativamente aos serviços de urgência, quando tivermos o IC9 a servir Ourém, se calhar fará sentido que, em termos de urgências, rapidamente se chegue a Leiria ou a Tomar.

«Se há farmácias de serviço, porque é que não há-de haver médico de serviço?»
Agora, um serviço que atende cinco ou seis pessoas por noite… se calhar temos que pensar se está a ser eficaz. E depois, há cada vez menos profissionais de saúde para o fazer funcionar. O que eu acho é que não está a ser feito o que devia, que era falar connosco, com os responsáveis locais, e dizer «como é que nós resolvemos isto?». Se há farmácias de serviço, porque é que não há-de haver médico de serviço? Muitas vezes, o que falta é que as pessoas se sentem para resolver os problemas e aquilo que eu francamente defendo é que o Governo delegue nas Câmaras, a gestão dos Centros de Saúde, naturalmente com os meios para isso. E nós julgaremos se precisamos de ter atendimento toda a noite ou não. Porque acho que temos um sector privado, associado à medicina, no concelho de Ourém (temos várias clínicas em Ourém e Fátima), temos aqui gente suficiente para fazer funcionar um serviço em condições de atender as pessoas.
Hoje as pessoas são mal servidas nas extensões do centro de saúde. Muitas vezes estão semanas inteiras sem médico. Quando se diz que todos os médicos têm que vir prestar serviço nocturno, aquilo que é o prejuízo de dia, se calhar, é maior que o valor da noite. Porque as pessoas vão, umas para Tomar, outras para Torres Novas, outras para Leiria. Quando há um acidente, os bombeiros levam directamente para os hospitais, até porque os cuidados aqui são mínimos e não vale a pena estarmos aqui a defender coisas insustentáveis só por bairrismo. O que acho que é pena que não se procure resolver a situação. Então, uma pessoa com uma dor de ouvidos tem que ir para Leiria? Se calhar podia haver outro modelo. E se isto fosse transferido para a Câmara, eu estou seguro que arranjaríamos forma de fazer funcionar este atendimento, em qualquer altura, fazendo acordo com quem já está aí no sector privado da medicina.

Policiamento rural
«é a brincar»
NO – Parece-me clara a posição em relação à Saúde. E em relação à PSP?
DC – Nós já comunicámos, em certa altura, por escrito, a nossa preocupação. Mais uma vez dá a impressão que se fala em fechar e não se fala em como é que se presta o serviço e melhor.
Nós temos um serviço, na parte rural do concelho, que é a brincar. Os meios que a GNR tem, pela sua extensa área, a segurança da estrada e das pessoas e bens… deviam ser protegidas sobretudo pela dissuasão, através da presença. O «passar» é dissuasor da transgressão. Isto na parte rural.
Na parte urbana, Ourém/ Fátima, tenho manifestado algum descontentamento no que respeita a Fátima…

NO – Descontentamento que, por si, tem levantado outros descontentamentos. Quer explicar a que se deve o seu descontentamento?
DC – Já o tinha manifestado antes, sem vir para os jornais, e não resultou em nada. E agora, os srs. Agentes dirigem-se às pessoas e quando estas reagem, o que é natural porque estão a ser multadas, dizem-lhes: «vão lá ter com o vosso presidente». Lamento que assim seja porque há razões para o meu descontentamento.

Agentes
«mal formados»
Por exemplo: pedem-me um lugar em frente à loja da Jacinta para um carro da PSP. Por azar, um dia eu passo e o carro está naquele local. Mas os agentes estão na tasca. E os agentes, não é para estarem na tasca, como eu também lá não vou. Devem ter uma atitude dissuasora. Não é depois, quando o presidente da Câmara se queixa, virem dizer que quem mandou foi o presidente. Isto é falta de cultura. Estes agentes são mal formados. São agentes da autoridade, devem ser serenos, devem ser firmes e não têm que andar a perseguir as pessoas em nome seja de quem for. Porque eles são agentes do Estado que somos todos nós, cidadãos, que queremos que o deficiente, ou não, possa andar pelo passeio sem que aí estejam carros a estorvar. Ainda ontem assisti a imagens na televisão onde um deficiente tem que sair com a cadeira de rodas para o meio da estrada porque está um carro a tapar-lhe o passeio.
E nós vemos isto em Ourém. Em Fátima vemos disso aos montes. Do mesmo modo vemos, em Fátima, aquela praga dos vendedores de pão, com as carrinhas. Passamos ao lado delas e vemo-las de porta aberta. E as pessoas vêm dizer-me que «isto está tudo controlado». Eu não quero ir a esse ponto de dizer que está tudo controlado, que há ali conluio. Não quero acreditar. Agora, penso que os meios que têm em Fátima permitem fazer melhor. Em Ourém tenho visto um esforço maior. Mesmo assim, ao nível do trânsito, as coisas nem sempre correm como deviam. Mas, de facto, tenho visto um esforço maior, uma dedicação das pessoas, com nível na intervenção. E um agente tem que ser uma pessoa que intervém com nível.

Aprender a brincar


A LIXOTECA andou, durante o mês de Fevereiro, pelas Escolas de 1º Ciclo de Ensino Básico de Ourém
Suportada numa viatura de grandes dimensões decorada e transformada em Unidade Móvel de Sensibilização, este projecto possibilita “ O Glorioso Percurso à Lixoteca ”, sensibilizando e educando para a preservação do Meio Ambiente, e incentivando as crianças a uma postura de participação cívica. O seu interior repleto de suportes multimédia e actividades de exploração sensorial, que têm como objectivo captar atenções e provocar o envolvimento dos destinatários, permite a apreensão de conceitos e rotinas quotidianas do bom cidadão ecológico através da experimentação.
A abordagem a temáticas como a triagem na origem, a política dos 5 R’s (reduzir, reutilizar, reciclar, respeitar e responsabilizar), a recolha de resíduos volumosos (Monstros) e o acondicionamento e deposição de pequenos lixos e a ligação que se estabelece com os conteúdos curriculares associados às competências de Cidadania, proporciona momentos de verdadeira “realidade virtual” aos seus visitantes. Transmitindo a ideia base do projecto, ser um “bom produtor” de lixo é apenas uma das vertentes de aprendizagem das competências individuais que se pretende veicular através de uma acção pedagógica que remete para a exploração das práticas de Cidadania Activa e da auto e hetero-fiscalização, quer no plano Ambiental, quer nos planos da Prevenção Rodoviária e de aquisição de regras de comportamento social.
O projecto LIXOTECA foi desenvolvido pelo Grupo SUMA e conta já com cinco anos de actividade e itinerância por todo o território nacional, tendo visitado mais de 50 Municípios e proporcionado a 200 mil passageiros o contacto com os bons procedimentos cívicos e ambientais.
No interior da viatura, enquanto umas crianças desenvolvem jogos didácticos onde vão assimilando as boas práticas a ter com os lixos, outras enviam mensagens por e-mail ao presidente da Câmara alertando para algumas situações. São as eco-mensagens.
Às crianças é explicada a razão porque hoje há tantos lixo que não havia noutros tempos: a invenção do plástico e o seu uso intenso, na actualidade, é a grande causa.
No final, os pequenos recebem como missão para este ano, a de serem «polícias do ambiente», procurando alertar para as más práticas com que se forem deparando e sendo eles próprios, exemplos das boas práticas.

«Ourém prepara-se para viver um período particularmente difícil»

Os vereadores socialistas na Câmara de Ourém apresentaram, na reunião da passada segunda-feira, uma declaração/ requerimento onde questionam a maioria sobre o que está a ser feito em relação a diversos assuntos que tem vindo a preocuupar o concelho, como os encerramentos do SAP e da PSP
Face às notícias que correm, Ourém prepara-se para viver um período particularmente difícil: o eventual encerramento da esquadra da PSP, o anunciado fecho das urgências do Centro de Saúde no período nocturno e o reordenamento da rede escolar à revelia da Carta Educativa aprovada nesta Câmara e sem auscultação das Escolas/Agrupamentos.
Cada uma destas matérias merecia só por si uma reflexão séria e uma tomada de posição urgente porque nos parece que a concretizar-se, representa um golpe profundo no prestígio que é devido a um concelho que apesar do crescimento populacional registado, tem perdido peso em toda a linha, quando comparado com os concelhos vizinhos.
Somos dos que pensamos que muitas das medidas deste Governo eram absolutamente necessárias e não tememos as mudanças. Sabemos que a situação herdada não possibilita sempre as melhores opções no presente, como é o caso da existência de três hospitais no Médio Tejo, por exemplo. Mas julgamos que temos o dever de questionar quem de direito quanto às respostas que são devidas a uma população de 46 mil pessoas, que recebe na cidade de Fátima milhares de visitantes, que tem aldeias muito dispersas e transportes públicos muito limitados.
Quanto à esquadra da PSP de Ourém aprovámos todos uma proposta do Sr. Presidente a solicitar audiência ao Sr. Ministro da Administração Interna. Gostaríamos de perguntar se já há alguma novidade e se a hipótese noticiada de repartição de território com a GNR tem fundamento e viabilidade.
Quanto ao SAP no Centro de Saúde que tipo de informação tem a Câmara e que diligências foram efectuadas? Confirma-se o fecho às 22horas? Há alguma possibilidade de o poder manter até às 24 horas? A proposta de contratualizar este serviço nocturno com privados já foi colocado ao Ministério da Saúde?
Finalmente, quanto à Carta Educativa, que proposta vai ser levada à Assembleia Municipal? De quem é a responsabilidade da falta de articulação entre a Câmara e a DREL? Que acompanhamento foi feito na elaboração da Carta para termos dados tão incompletos e mesmo erros, quando a DREL tem dados muito mais actualizados? Será aceitável que para resolver problemas do passado e responder a exigências do presente, se jogue para a Escola Secundária um conjunto de responsabilidades que não está em condições de assumir, que podem comprometer a qualidade de ensino e representam um tratamento de menoridade para com o concelho de Ourém? Não fará todo o sentido manter a especificidade da Escola Secundária como acontece nos concelhos vizinhos, encontrando alternativas que acautelem o futuro?
Da nossa parte sentimos que fomos enganados quando de boa fé aprovámos a Carta Educativa que nos era apresentada como tendo resultado de um trabalho de coordenação com a DREL. Alguém deve ser responsabilizado pelo que aqui se passou. A começar pela opção de encomendar a Carta Escolar no âmbito da AMAE – quando afinal das 165 páginas que se reportam à Alta Estremadura de interesse muito relativo nenhumas conclusões são retiradas que aproveitem a integração intermunicipal. Quando nada é dito sobre a urgência de repensar os transportes escolares e as novas competências da escola. Se agora o dizemos é porque os últimos dias mostram que afinal é preciso recolocar novos cenários de ajustamento evitando decidir sobre pressão.

Os Vereadores do PS

«Escrever nas paredes»


A Som da Tinta apresentou, no sábado, mais um livro. Desta feita uma colectânea de crónicas publicadas em jornal, da autoria de João Lázaro, psicólogo clínico, director artístico do Grupo de Teatro de Leiria e professor na EPO.
«Escrever nas paredes» é o título da obra acabada de editar e apresentada no sábado por Sérgio Ribeiro que salientou a capacidade do autor para «dizer muitas coisas em pequenas crónicas», apontando-lhe ainda o mérito de, através das suas crónicas, explicar o porquê da celebração de algumas datas cuja génese terá caído no esquecimento.
João Lázaro que afirma não ter problemas em falar em público, manifestou o seu embaraço pelos elogios que lhe eram tecidos mas também a dificuldade de falar de si próprio. Das crónicas diz que são fruto do momento e das emoções desse momento, pelo que «se fosse hoje mão escreveria quase nenhuma».
Resultam daquilo que considera ser «muito importante» que é «pensar os pensamentos» num tempo em que «há muito ruído na comunicação». E explica: «Vivemos numa sociedade em que há uma representação teatral do poder e das instituições. Os pensamentos, hoje, são muito condicionados pelo modo como nos ensinam a pensar».

Encontro de folclore

A Casa do Povo de Fátima vai levar a cabo o XI Encontro regional de Folclore de Fátima, a 25 de Março, pelas 15h, na Fonte Nova. Esta iniciativa visa reconstituir a demonstração das lavadeiras na fonte, onde se lava a roupa e se fala da vida alheia.
Assim, às 15h, os ranchos participantes chegam ao local e entrarão em palco depois da reconstituição das lavadeiras. No palco instalado ao lado do lavadouro, actuarão o Rancho infantil da Casa do povo de Fátima, Rancho folclórico da Casa do povo de Fátima, Rancho folclórico da Redinha, Pombal e Rancho folclórico de Carregueiros, Tomar. A entrada é grátis.

2 de Março, na Festa do Vinho Novo : Grupo Apollo no jantar medieval

O Grupo de Teatro Apollo - Centro Cultural e Recreativo de Pêras Ruivas, vai estar presente no jantar medieval da Festa do Vinho Novo, no próximo dia 2 de Março, pelas 20h00, através da peça “Vinho Medieval de Ourém”. O convite é da Câmara Municipal de Ourém.
A peça apresenta o Sr. Infante que convida os seus amigos para um jantar onde é provado o vinho medieval de Ourém. Os métodos da pisa das uvas brancas, a prensagem, o envasilhamento bem como alguns dos locais onde se conservam o vinho, tais como os lagares e as vasilhas são assuntos conversados com dois dos empregados da casa: Constantino e Luís. Os convidados chegam e dá-se início ao jantar, com o brinde ao Vinho Medieval de Ourém.
O Grupo de Teatro Apollo do Centro Cultural e Recreativo de Pêras Ruivas (criado em 1997) desenvolve projectos/actividade de âmbito amador para o que conta com cerca de 20 membros (entre permanentes, regulares e pontuais).

Ficha Técnica: O Vinho Medieval de Ourém
Produção: Grupo Teatro Apollo
Texto e Encenação: Dora Conde
Guarda Roupa: Câmara Municipal de Ourém

Interpretação:
Infante: Luís Costa
Constantino: Paulo Santos
Albertina: Cristina Ferrreira
Luís: José Quartau
Maria do Céu: Sónia Costa
Carmo: Rosa Martins
Manuel: Nuno Santos
Maria: Andreia Magalhães
Sobreira: Mário Martins
Carmita: Dora Conde

Na Gondemaria: jantar de tunning

Sócios do clube TNT e amigos do tunning participam no primeiro jantar da zona centro que se realiza a 3 de Março, na Gondemaria.
Pelas 20h, os participantes juntar-se-ão no restaurante Pirilampo onde jantarão. Os carros, mais ou menos alterados estarão ali em exposição, para os curiosos que os queiram apreciar. O programa do jantar-convívio inclui ainda uma ida à discoteca Kayenne.
Inscritos estão já 33 pessoas e deverão participar mais de meia centena de amantes do tunning, vindos também de Lisboa e Porto. Promove esta iniciativa a delegação de Leiria do clube TNT, do qual um dos responsáveis é Nuno Antunes, da Gondemaria.