10 maio 2007

Agrupamento de escolas de Caxarias submete-se a acção inspectiva


O objectivo era perceber que imagem têm os de fora do agrupamento de Caxarias. Este "de fora" refere-se ao olhar que fora do concelho os responsáveis educativos têm em relação ao agrupamento de Caxarias e ao trabalho desenvolvido. Daí que numa primeira fase, tenham sido um agrupamento a voluntariar-se para uma acção inspectiva. Numa primeira fase não foram seleccionados mas foi averiguada a sua vontade de colaborar numa segunda fase. O que aconteceu.
Durante três dias, dois inspectores do Ministério da Educação e uma professora universitária efectuaram uma avaliação externa ao Agrupamento de escolas cónego Dr. Manuel Lopes Perdigão – Caxarias, no âmbito de uma medida impulsionada pela ministra da Educação.
Na primeira manhã de trabalho foi feita uma apresentação do Agrupamento, seguindo-se uma visita à escola-sede para permitir ter à equipa avaliativa uma "visão global da mesma e das suas instalações gerais e específicas (laboratórios, salas de computadores, entre outros), bem como o ambiente vivido na escola. Sucederam-se os diálogos e entrevistas entre a equipa de avaliação e as várias entidades da escola. Foram ouvidos o Conselho Executivo, presidente e membros da Assembleia de escola, presidente do Conselho Pedagógico, coordenadores dos departamentos e do Conselho de docentes, representantes das direcções de turma e sua coordenação, bem como alunos, pais e funcionários não docentes.
Depois desta inspecção e, se a avaliação for favorável, o Agrupamento poderá assinar protocolos de autonomia com o Ministério da Educação quanto a recursos físicos, humanos e financeiros. Em termos práticos, a diferença, poderá verificar-se na contratação de pessoal docente ou de um psicólogo para serviço no Agrupamento, entre outros casos. "A comunidade está sempre a beneficiar connosco" refere o Conselho executivo assinalando o espírito de "escola aberta". O que pretende distinguir este Agrupamento em relação a outros é o "equilíbrio da formação" aliada à "lógica de continuidade dos vários ciclos".
Além do programa curricular que inclui Português e Matemática, sempre leccionados pela manhã, os quase 900 alunos das várias escolas que compõem o Agrupamento. Juntam-se ainda uma panóplia de actividades como o inglês, a educação musical, a educação física, natação, apoio ao estudo e, em dois casos por opção dos pais em vez do inglês os meninos têm aulas de expressão plástica.
Dia do Agrupamento
O Agrupamento está já a fazer os preparativos para a "Semana da prevenção e segurança" que decorrerá na última semana de Maio e incluirá os festejos do Dia mundial da criança. Será esse o ponto alto da semana e contará com uma demonstração do trabalho desenvolvido pela GNR com os cães. Haverá ainda um espectáculo musical, uma sessão com um mágico e palhaço além de vários ateliers e stands: do centro de saúde, dos bombeiros, para sensibilização do público.
Ao longo dessa semana estão ainda planeadas outras actividades como exposições, feira do livro, simulacros e conferências várias no âmbito da saúde. Está ainda prevista a vinda de dois ecritores: Maria Teresa Gonzalez e António Torrado, respectivamente co-autora da colecção "O Clube das chaves" e autor de "O homem sem sombra" e "À esquina da rima buzina", por exemplo.

Homenagem a Zeca Afonso

Integrado no II Ciclo de Música e Artes de Ourém, e organizado pela Associação de Estudantes da Ourearte-Escola de Música e Artes, irá ter lugar, dia 12 de Maio pelas 16H na praça Mouzinho de Albuquerque o espectáculo "Cantar e Viver José Afonso". Este evento terá como finalidade homenagear Zeca Afonso, quer pela sua obra notável, quer pela personalidade impar.

MUSICARTE – II Ciclo de Música e Artes de Ourém
Nos próximos meses Maio e Junho e no âmbito do que aconteceu no ano passado, a OUREARTE- Escola de Música e Artes de Ourém irá realizar o Musicarte – II Ciclo de Música e Artes de Ourém.
Este evento, contará com várias actividades musicais, das quais:
Dia 12 de Maio – 16 horas "Café Concerto – Cantigas do Maio" – Cantar e Viver José Afonso, organizado pela Associação de Estudantes da Ourearte, a decorrer na Praça Mouzinho de Albuquerque – Ourém.
Dia 19 de Maio – 21h30m "Notas Soltas _ Audição de Professores", Concerto aberto a toda a população que contará com a participação de todo o corpo docente da Ourearte. Este Concerto terá lugar no Auditório da Ourearte.
Dia 26 de Maio – 10h00 – Workshop de Percussão com o Grupo de Percussão Beat2Beat. Esta actividade irá realizar-se durante todo o dia no Auditório da Ourearte.
Dia 26 de Maio – 23h00 – Concerto de Multi-Percussão pelo Grupo Musical Beat2Beat, tendo lugar no ArtCaffé.
Dia 1 de Junho – 21h30 – Concerto de Música de Câmara, Tuba, Piano e Trompa, a realizar-se no Auditório da Ourearte. Contará com alguns professores da Ourearte.
Dia 7 de Junho – "kompasso Duo_ Concerto de Piano e Saxofone", que contará com a presença da Professora Valentina Ene e Professor Nuno Silva.
Dia 9 de Junho – 21h30 – Encontro de Coros, que contará com a presença do CLASSE DE CORO DA OUREARTE, CORAL INFANTIL DE OURÉM, e CORO FEMININO DOS POUSOS. Este concerto irá ter lugar na Praça Mouzinho de Albuquerque.
Dia 22 de Junho – 21h30 – "Apontamentos Musicais" – Audição Final de ano, a ter lugar no Cine -Teatro Municipal de Ourém.

Associação de pais de Fátima espera ser recebida pela ministra

A Apajefátima - Associação de pais de jardins e escolas de Fátima aguarda pela resposta ao pedido de audiência feito à ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues. Em causa está a reorganização escolar que traça a verticalização para os agrupamentos do concelho.
No dia 30 de Abril, o Apajefátima foi recebido na DREL sobre esta matéria mas "não aceitamos os argumentos". Diz o presidente da associação de pais, Manuel Neves que os argumentos que foram repetidos "não se aplicam à realidade de Fátima". Segundo este responsável há algumas excepções no país e deve ser reconhecido o agrupamento de Fátima como uma dessas excepções.
Entretanto, continua a circular o abaixo-assinado que já recolheu três mil assinaturas. O objectivo é chegar às cinco mil. Se esse número for atingido ainda antes da reunião com a ministra, o abaixo-assinado ser-lhe-á entregue em mão. Senão for o caso, será enviado posteriormente.
O Apaje continua na luta "para tentar que percebam os nossos argumentos". Na DREL, segundo este pai, adiantaram ainda que qualquer alteração depende agora da ministra.

Escuteiros fazem promessas


Teve lugar no domingo, na Ribeira do Fárrio, a cerimónia de promessas associadas à entrada no movimento escutista e à passagem de secção.
Oito lobitos prometeram solenemente integrar o movimento escutista e, com todo o orgulho, receberam os seus lenços amarelos e as insígnias da secção.
Marcaram as suas passagens de secção, os elementos das II e III secções e fizeram as promessas os chefes Humberto e Odete.
No final da cerimónia, as praxes aplicadas aos prometidos foram momento de grande animação com as «amistosas» chicotadas com os lenços e brindados com forte enfarinhamento.
Depois foi o almoço partilhado, um momento de alegre convívio. Após o café foi o momento dos pais participarem em vários jogos escutistas que lhes proporcionaram uma tarde de animação, convívio e exercício físico. Desta forma se conseguia apetite para voltar à mesa e lanchar demoradamente.

“Sete olhares sobre uma ealidade”

No âmbito do Projecto COESIMA - Cooperação Europeia dos Locais Maiores de Acolhimento, a Região de Turismo Leiria/Fátima apresenta a partir do próximo dia 10 de Maio, a exposição "Sete Olhares Sobre Uma Realidade. Encontro de Peregrinações", cuja cerimónia de inauguração tem lugar pelas 16H00, no Posto de Turismo de Fátima.
O Projecto COESIMA - Cooperação Europeia dos Locais Maiores de Acolhimento - envolve sete parceiros europeus: Santuário de Altötting na Alemanha, Santuário de Santiago de Compostela, em Espanha, Santuário de Czestochowa, na Polónia, o Santuário de Fátima, em Portugal, Santuário de Loreto, em Itália, Santuário de Lourdes, em França e a Ilha de Patmos, na Grécia. Todos estes lugares de peregrinação representam o acolhimento a mais de 20 milhões de peregrinos por ano, provenientes de cerca de 160 países. O COESIMA é marcado pela cooperação entre entidades com objectivos comuns que visam a melhoria do acolhimento aos visitantes e a promoção destes sete locais.
"Sete olhares sobre uma realidade" apresenta um conjunto de sete painéis de fotografias acompanhados de indicações históricas e é complementada por um catálogo cuja informação está disponível em português e francês.
A exposição pode ser visitada até dia 15 de Outubro durante o horário de funcionamento da Galeria do Posto de Turismo de Fátima:10 Maio a 30 de Setembro: 10h00 - 13h00 15h00 - 19h00 Até 15 de Outubro: 10h00 - 13h00 14h00 - 18h00. Em Agosto o Posto de Turismo de Fátima está aberto ininterruptamente das 10h00 às 19h00.

Piquenique e mostra de clássicos


No tempo em que estes carros faziam os primeiros quilómetros, ainda se escrevia apenas piquenique e não um abreviado e estrangeirado pic-nic.
Uma centena de pessoas voltaram a outros tempos, conduzindo os seus veículos (que hoje são clássicos) num piquenique onde a cesta com os alimentos coabitou com as embalagens plásticas agora utilizadas. A iniciativa do clube de automóveis clássicos - ClassicOurém reuniu 33 carros antigos e dez carros mais recentes, no dia 25 de Abril.
O objectivo deste passeio foi permitir o convívio com a vertente cultural. Os participantes tiveram a oportunidade de visitar a igreja velha do Olival, o eco-museu da mesma localidade enquanto desfrutavam as paisagens.
De Tomar vieram cinco carros antigos, sendo o veículo mais antigo um Mercedes de 1950 e o mais recente um Chevrolet de 1977.
Durante a tarde, numa iniciativa para "aliviar" o stress, a organização proporcionou uma pequena gincana onde a perícia dos condutores também foi testada.
Mostra de veículos antigos
A outra iniciativa deste clube de automóveis clássicos, que espera chegar rapidamente aos cem associados, foi uma mostra de veículos antigos, de 4 a 6 de Maio, no Centro de negócios de Ourém. Estiveram em exposição os veículos mais antigos de alguns participantes destes passeios organizados pelo clube.
Paralelamente houve outros stands, um com produtos do clube, outro do clube vespa – Vespourém e tractores antigos . A animação foi garantida no domingo à tarde pelos "Amigos da farra".

ARESP elucida empresários sobre estabelecimentos

ARESP elucida empresários sobre estabelecimentos
Na sessão de abertura, o presidente da Câmara Municipal de Ourém lamentou que não sejam valorizados os produtos locais e regionais, nos restaurantes e estabelecimentos de restauração. A posição assumida deve-se ao facto das directivas comunitárias, transpostas para a restauração não terem em conta os produtos artesanais.
O autarca voltou a criticar – já em muitos outros momentos tem feito a mesma alusão – o despejo de óleo de fritar, na ilha ecológica, uma situação, identificada em Fátima.
Ciente que o público é cada vez mais exigente, David Catarino frisou a necessidade de "melhorar as condições de serviço" aos clientes. Para que os que visitam Fátima levem dos restaurantes e serviços de restauração uma boa imagem.
Catarino assinalou ainda a disponibilidade da autarquia para promover "acções de formação" de modo a "contribuir para a formação dos profissionais".
A nova legislação ainda não está em vigor mas promete agilizar o processo de licenciamento e abertura de negócios ligados à restauração. Perante uma grande plateia e atenta, Ana Jacinto, secretária-geral adjunta da ARESP – Associação da Restauração e Similares de Portugal explicou as grandes diferenças que os empresários vão encontrar no caso de licenciamento de um estabelecimento comercial.
Uma das alterações mais visíveis é que deixa de ser necessário esperar pela licença da autarquia. Desde que, entreguem um conjunto de documentos comprovativos da conclusão das obras e respectivo equipamento bem como o parecer dos vários técnicos responsáveis pelos projectos das especialidades de que tudo está em conformidade.
Até agora, o que acontecia é que "o proprietário não pode esperar pela vistoria da Câmara e abre sem a bendita vistoria". No entanto, "deveria ficar de portas fechadas à espera da licença", reconhece a jurista assinalando que há estabelecimentos em Lisboa "há dez anos sem vistoria".
Ainda sem indicação de quando entrará em vigor, será possível a "abertura do estabelecimento, independente da realização da vistoria" referente ao licenciamento da actividade.
A partir de agora, depois da obra pronta "não será pedida licença, a não ser que o estabelecimento seja de restauração e bebidas". O promotor, poderá, abrir o estabelecimento ao público, assumindo o promotor a responsabilidade. Ou seja, o empresário deixa passar o período para a vistoria e, se a vistoria não for feita num determinado prazo, entrega na autarquia toda a documentação comprovativa da conclusão das obras e argumentando que cumpriu todos os requisitos e, portanto "vou abrir". Logo – realçou – a importância de ter técnicos cumpridores.
A documentação a ser entregue na autarquia, para licenciamento, com conhecimento à DGAE – Direcção Geral das Actividades Económicas deve incluir os pareceres positivos do director técnico, dos projectos de especialidade bem como projectos de acessos para deficientes e o auto de vistoria da obra com parecer favorável. No caso de ter havido condicionantes, devem ainda ser apresentadas as correcções efectuadas.
A técnica realçou ainda a importância de ser fornecidos os elementos todos, verdadeiros e fundamentados pois "caso se venha a verificar desconformidade na obra/projecto todos são responsabilizados" dos técnicos ao promotor.
Incluídos nestes novos procedimentos, estão "simples modificações" nas instalações. Quanto às obras, estas "continuam a ser licenciadas pela autarquia" e continua a ter de "fazer consultas externas a bombeiros, direcções regionais, governos civis bem como outros organismos.
Quanto aos governos civis, a ARESP tentou eliminar esta consulta porque eles "têm competências de ordem pública e eles não sabem se vai ser afectada ou não. Mas os lobbys eram grandes e manteve-se", assinalou.
Com a nova legislação, todos os estabelecimentos têm um prazo de 120 dias para comunicar a abertura ou funcionamento.
As roulottes bem como as quintas que sirvam banquetes vão ter de ter licença para o efeito. No caso das roulottes, este licenciamento segue as mesmas regras que os estabelecimentos de restauração e bebidas. Em termos práticos "ou não podem confeccionar ou se confeccionarem, têm de ter condições", assinalou.
Com o novo regime em vigor, cuja data ainda não foi avançada, todas as questões relacionadas com o livro de reclamações é da responsabilidade da ASAE – Autoridade de Segurança Alimentar e Económica e não responsabilidade da autarquia.
A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) disponibilizou recentemente no seu site - http://www.asae.pt/ - a Grelha de Avaliação utilizada nas suas Acções Inspectivas a Estabelecimentos de Restauração e Bebidas.
A ficha de 30 páginas encontra-se disponível na página da Internet e refere os procedimentos que as equipas verificam aquando de uma acção fiscalizadora. Foi apresentada a uma plateia de mais de 300 empresários e promotores na área da restauração e bebidas. António Nunes, da ASAE, referiu-se à falta de condições de higiene sanitárias visíveis em muitos estabelecimentos aconselhando ainda a ter cuidado dado que têm encontrado produtos no limite da validade.

Estação dos CTT de Fátima remodelada


A Estação de Fátima dos CTT - Correios de Portugal , na Rua Cónego Formigão apresenta-se desde 30 de Abril com uma "cara nova".
Com cinco balcões de atendimento, uma área destinada às operações financeiras e 440 apartados, a nova loja está preparada para fornecer todos os serviços postos pelos Correios à disposição dos seus clientes, incluindo os Serviços financeiros Postais, em que se contam os vales, a cobrança de impostos e facturas, aplicações financeiras e seguros.
Tem ainda disponível um posto de Internet e dois telefones públicos além de uma zona de comércio de filatelia, produtos self-service (packs de envelopes, por exemplo), livros (infantis e outros) e CD’s. Para entrar em funcionamento está o Banco postal, que funcionará como um banco normal onde o cliente poderá utilizar todos os mesmos serviços que uma instituição financeira.
A concepção da nova Estação de Fátima obedece a critérios que se prendem com as necessidades de acesso dos clientes aos serviços dos Correios com comodidade e rapidez e com a preocupação de adaptação da rede de lojas dos CTT à evolução demográfica do país.
A Estação serve 350 clientes por dia, a sua maioria particulares. 326 mil euros foram gastos numa remodelação de um espaço de 100m2 que estará aberto todos os dias úteis entre as 08h30 e as 18h. Com a sua inauguração, deixarão de funcionar as instalações provisórias da Av. José Alves Correia da Silva.
"Fátima merecia"
"Fátima merecia uma estação assim" foi dito durante este momento solene de inauguração.
Estanislau Costa, administrador dos CTT salientou o esforço de remodelar o espaço e de o ter concluído antes do 13 de Maio. O espaço remodelado vem agora ao encontro da "nossa missão de serviço público para famílias e agentes económicos".
A Estação de Fátima, com 800 mil euros de facturação é considerada uma unidade empresarial com tendência de crescimento. A nova cara pretende dar resposta às necessidades de Fátima e dos peregrinos.
O reitor do Santuário de Fátima aproveitou para sugerir a criação de um selo de Fátima, sugestão esta que foi acolhida pelos responsáveis. O objectivo é que a cidade-santuário tivesse um selo próprio diferente dos que se encontram em circulação.
Na altura o bispo emérito de Leiria-Fátima, D. Serafim Ferreira e Silva lembrou que muitos dos utilizadores daquela estação são na maioria peregrinos e manifestou a sua esperança que percebam a mensagem de Nossa Senhora e que encontrem ali "alegria, simpatia" nas pessoas que os atendem.
Vítor Frazão, vice-presidente da autarquia referiu-se ao que Fátima merece quando se comemora 90 anos das Aparições e o centenário do nascimento da vidente Lúcia. Na tarefa de "dar nova face" a Fátima, o autarca assinalou que há obras que estão a ser levadas a cabo. E Expressou o desejo que "os vossos serviços funcionem tão bem como a divulgação da mensagem de Fátima".

Ourém dá 5,7 toneladas de bens alimentares


À entrada do Intermarché, estavam dois voluntários que entregavam a todos um saco para ajuda ao banco alimentar, questionando as pessoas se não queriam colaborar nesta recolha de alimentos. Dois dias de reptos e desafios e o resultado foi visível no final. 5 700 quilos de bens: leite, arroz, massa, enlatados, óleo.
Alguns voluntários assinalaram ao Notícias de Ourém que houve quem uma pessoa que ofereceu um carrinho cheio de compras, nesta campanha.
Contas feitas, a recolha feita no Intermarché revelou-se a melhor, isto é, maior, no cômputo dos supermercados Inter da zona abrangida por este Banco alimentar. 75 pessoas participaram nesta recolha feita no Lidl e no Intermarché tendo participado escuteiros, jovens de dois grupos de jovens e elementos da Conferência de São Vicente de Paulo.
Segundo Vítor Marques, presidente desta Conferência, foi uma "agradável surpresa" o contributo de Ourém. E é "motivo de orgulho". A equipa de Ourém deslocou-se por várias vezes ao armazém, num veículo emprestado por um empresário oureense. Em breve, a Conferência será contactada para proceder ao levantamento de bens e entrega ás famílias mais carenciadas da freguesia da cidade de Ourém.
No total, o Banco Alimentar de Leiria-Fátima angariou 47 toneladas de produtos que vão ser distribuídos a 5.300 pessoas com carências alimentares comprovadas, através de 47 Instituições de Solidariedade Social previamente seleccionadas para o efeito e supervisionadas pelo Banco.
A campanha mobilizou cerca de 500 voluntários, que recolheram as contribuições efectuadas nos 27 supermercados onde foi organizada a recolha.
No país, foram recolhidas 1.322 toneladas de géneros alimentares na campanha realizada em 883 superfícies comerciais.
O lema desta campanha "são os pequenos gestos que fazem os grandes heróis" pretendeu render homenagem aos milhares de cidadãos que ajudam os Bancos Alimentares a fazer chegar alimentos a milhares de pessoas durante o ano inteiro, tanto na qualidade de voluntários, colaborando com dedicação, trabalho e tempo, como na de doadores, contribuindo generosamente com alimentos. Em Portugal foram mais de 16 mil, os voluntários

Para «cultivar e premiar a excelência»


O Centro de Formação Profissional de Tomar viveu, na passada sexta-feira o seu dia do formando, com muitas actividades de índole cultural e desportiva.
No início da tarde teve lugar a sessão solene, com alguns convidados de honra, poucos, porque como diria a directora do Centro, Lucília Vieira, aquela era uma festa para a «família» do Centro e alguns amigos, leia-se parceiros, mais próximos. Segundo esta responsável, o lema da instituição é «cultivar e premiar a excelência». Isso mesmo aconteceu na sexta-feira, tendo sido agraciados formadores e formandos que se destacaram na instituição, pelo trabalho aí desenvolvido. Aos formandos, Lucília Vieira apontou o trabalho árduo na formação dos 3700 formandos, procurando que estes obtenham a melhor formação e recordando que «sem bons mestres não há bons formandos».
Rui Patrício, Delegado Regional do IEFP referiu a vocação da instituição que passa pela formação profissional com vista à empregabilidade, lamentando que tal não consiga fazer-se plenamente. Defendeu também a necessidade de «manter a qualidade» formativa, procurando que esta não seja prejudicada pela quantidade e referiu a excelência das parcerias que o Centro tem vindo a fazer com o exterior. Mas para Rui Patrício, uma das características mais importantes da instituição passa pela criação de vínculos de afectividade com os formandos, fazendo com que a sua passagem pelo Centro seja uma referência nas suas vidas.

03 maio 2007

Casos de Polícia

GNR - Ourém
A 23 de Abril, um atropelamento de um animal canino por um veículo ligeiro provocou danos materiais. Uma pessoa ficou ferida com gravidade na sequência do despiste de um veículo ligeiro em que seguia, em Fartaria, Gondemaria. Da colisão entre dois veículos ligeiros em Abadia, a 25 de Abril, em Caxarias, entre dois ligeiros, resultaram danos materiais.
A 27 de Abril, registaram-se três despistes, todos com feridos. O mais grave registou-se no Bairro, Nossa Senhora das Misericórdias e do qual resultou um ferido grave e um ferido ligeiro. No Cerejal, Cercal, uma pessoa ficou ferida mas sem gravidade, na sequência do despiste de um ligeiro. Em Painel, Seiça, o despiste foi de um ciclomotor tendo provocado um ferido leve.
O despiste de um ciclomotor, a 28 de Abril, em Casal Pinheiro, Freixianda, provocou um ferido leve. O atropelamento de um animal ovino em Perucha, Freixianda, por um ligeiro provocou danos. O atropelamento de um animal de raça canina em Carvalhal de Baixo, Rio de Couros, provocou danos materiais. Uma colisão em Lameirinha, Seiça, entre dois ligeiros resultou em danos materiais tal como um despiste de um veículo ligeiro, registado na Ribeira de Caxarias, Caxarias. Um veículo ligeiro atropelou um animal de raça canina em Casal da Bica, Gondemaria tendo-se registado danos.

Fátima
Uma pessoa ficou ferida sem gravidade, na sequência de uma colisão entre dois veículos ligeiros na estrada de Leiria-Fátima, a 23 de Abril. A 24 de Abril, uma pessoa ficou ferida na sequência do choque entre um ligeiro e um ciclomotor, na Avenida D. José Alves Correia da Silva. No mesmo dia, a colisão entre dois ligeiros no parque de estacionamento do hotel Fátima provocou danos materiais. Registada ainda a ocorrência de um despiste com fuga, na Avenida Beato Nuno, tendo resultado danos materiais.
A 27 de Abril, um incêndio na residencial Coroa de Ouro destruiu uma casa de banho. As causas do incêndio são, provavelmente, deficiências na chaminé da lareira.
As chamas deflagraram também no estabelecimento comercial Europacentro tendo destruído uma máquina registadora, uma máquina de detecção de notas falsas e artigos religiosos. O incêndio deverá ter tido origem num curto-circuito.
Em 28 de Abril, o choque entre dois veículos ligeiros na rua de São José provocou danos materiais. Um despiste no Largo dos Valinhos de um veículo ligeiro resultou em danos materiais. A 29 de Abril, uma colisão entre dois ligeiros, na rua Dr. Júlio Constantino provocou danos materiais.

Menina atacada por cão
A criança de seis anos que foi mordida no domingo, 29 de Abril, no Moimento, Fátima, por um cão, teve alta médica do hospital de Leiria.
Segundo Bilhota Xavier, a menor apresentava ferimentos que "puderam ser tratados" pela equipa de urgência e foi dada alta clínica ainda durante o domingo, explicou o director do serviço de pediatria.
A menina foi atacada por um cão de raça husky siberiano cerca das 15h30, desconhecendo-se em que circunstâncias tal aconteceu. Sofreu ferimentos na zona supracilial, por cima do olho. Quando os Bombeiros Voluntários de Fátima chegaram ao local, encontraram a vítima estável e consciente. Depois de ter recebido os primeiros socorros, foi levada para o hospital de Santo André. O caso já motivou a intervenção da GNR que está a investigar o acidente.

Sequestro
A Polícia Judiciária de Leiria está a investigar o sequestro e roubo de um cidadão espanhol, que ocorreu em Fátima. A vítima foi abordada pelos agressores na Cova da Iria e transportada para Leiria, onde foi abandonada após ter sido agredida e roubada, disse fonte policial.

Painel electrónico

Quando esteve em Fátima aquando da passagem da freguesia de Fátima da PSP para a GNR, a 16 de Abril, o secretário de Estado da Administração Interna referiu-se ao painel electrónico que permitia saber com exactidão os meios no terreno e as situações mais complicadas.
Esse painel foi levado pela PSP mas já regressou ao agora posto da GNR, duas semanas depois.
Como o equipamento foi idealizado, construído e aperfeiçoado ao longo dos últimos anos por um graduado da PSP, este entendeu levá-lo, quando abandonou a esquadra, apurou o Correio da Manhã. Mas depois da série de questões levantadas por José Magalhães, os comandos da GNR e PSP chegaram a acordo e o painel electrónico foi recolocado na sala de operações. Fonte policial disse ao jornal que foi necessário um pagamento, mas os comandos das duas forças de segurança desmentem, garantindo que a entrega do equipamento "foi pacífica e sem custos".
Paulo Fonseca, governador civil de Santarém, esteve envolvido nas negociações e garante que a entrega do equipamento à GNR não implicou qualquer pagamento ou contrapartida. "Apenas foi posta uma placa de agradecimento, com o nome do elemento da PSP" que criou o painel, esclareceu.

3º Passeio – BTT - Pinheiro

O clube Rodas Voadoras realiza, no dia 6 de Maio, o seu 3º passeio BTT. São 25 quilómetros com início no pavilhão do Pinheiro às 9h00, após a concentração, marcada para as 8h30. Haverá taças para os mais e menos novos bem como para as três maiores equipas. Contactos pelo telemóvel 917146051 ou pelo e-mail: rodasvoadoras@hotmail.com

Corrida Lírios do Campo

A 6 de Maio realiza-se o Grande Prémio de Atletismo Corrida "Lírios do Campo", no Pinheiro. O desafio é "correr entre florestas e campos agrícolas", numa iniciativa da União Desportiva Pinheiro e Cabiçalva.
Há vários escalões em que os atletas podem concorrer desde pré-infantis masculinos (nascidos depois de 1995) a veteranos masculinos (para homens com mais de 50 anos). As inscrições são gratuitas mas devem ser feitas até 4 de Maio através do telemóvel 966 789 461 ou através de mail: paulosantosfonseca@sapo.pt. Quem preferir pode endereçar uma carta à União Desportiva Pinheiro e Cabiçalva, Rua do Painel, 5 – Pinheiro, 2490 618 Ourém. Deve conter a informação que é endereçado a Paulo Santos Fonseca.

Bombeiros lembram outros já falecidos e preparam-se para época de incêndios


Um dia de homenagem aos bombeiros já falecidos. No dia 1 de Maio, Dia do trabalhador, os bombeiros de Ourém prestam homenagem a outros já falecidos num momento simbólico com uma romagem ao cemitério.
Bombeiro há 36 anos, o comandante Júlio Henriques sempre se lembra de se realizar a homenagem aos "bombeiros e directores que passaram por esta casa e que construíram este baluarte de esperança, de vida". Este "dia de muito significado" é já uma tradição e herança de há mais de 50 anos que será sempre cumprida.
Não se sabe ao certo a origem desta comemoração mas, Júlio Henriques lembra "motivos políticos", segundo já ouviu comentar, no tempo do comandante José Maria Pereira, nos anos 30.
Muita gente saiu à rua, na manhã de 1 de Maio, para acompanhar este momento solene. Algo que o comandante explica como a "força" mobilizadora dos bombeiros de "trazer a população para a rua". É "gratificante" – comenta – "saber que a população do concelho vive este momento de homenagem".
Actualmente o corpo de bombeiros é constituído por 179 homens, divididos entre a sede (Ourém) com cem elementos (que deverão chegar aos 108, depois dos exames).
Estão 44 elementos em formação dos três corpos de bombeiros; dos quais 24 de Ourém.
Exames
É a primeira vez que os exames distritais de promoção a bombeiros de segunda e de primeira classe ocorrem em Ourém, na Escola Secundária, a 8 de Maio, à noite. Vão estar perto de 300 bombeiros de todos os corpos do distrito.
A escola de recrutas é conjunta, com os bombeiros de Fátima e Caxarias, termina no final do mês de Maio sendo depois promovidos a bombeiros de terceira classe.
A cerimónia de promoção destes homens deverá decorrer a 20 de Junho, aquando das cerimónias do dia da cidade. A proposta já foi feita pelo comandante Júlio Henriques à autarquia, encontrando-se a aguardar resposta.

Época de incêndios
A partir de 15 de Maio, o dispositivo de combate a incêndios entra em acção, uma vez que as equipas estarão preparadas. "A partir de 1 de Julho vamos reforçar a sede com mais dois grupos", refere o comandante.
De 15 de Maio, a 30 de Junho funcionará em Ourém uma equipa com sete elementos, além de cinco em Caxarias e cinco em Fátima. A partir de 1 de Julho, Ourém reforçará a sede com mais dois grupos.

Ranchos de folclore peregrinam a Fátima

Representantes de ranchos folclóricos de 36 países diferentes juntaram-se a outros 24 grupos de peregrinos, vindos da Alemanha, Estados Unidos, Polónia, Itália e Espanha. Do Canadá veio um grupo de iraquianos residentes naquele país e, por isso, o Evangelho foi proclamado em aramaico, a língua de Jesus.
Juntos participaram naquela que foi a primeira peregrinação internacional de Folclore a Fátima, a 29 de Abril.
Muitos deles vieram de Espinho onde participaram no Congresso mundial de folclore 2007, com o tema "Homens e mulheres dos grupos de folclore unem esforços, cruzam olhares de entendimento, na defesa e na preservação da identidade dos povos do mundo".
Aos 35 mil fiéis presentes, o bispo emérito de Leiria-Fátima, D. Serafim Ferreira e Silva pediu que rezem "para que haja bons padres", isto no dia em que o bispo da diocese ordenou um sacerdote e um diácono. "A sociedade precisa da Igreja e a Igreja precisa de ministros de Cristo" sejam eles denominados de "lamas, pastores, padres", frisou o prelado, no Dia mundial de oração pelas vocações.
Aos peregrinos referiu-se à liberdade dos seres racionais e de fé que procuram a felicidade em Jesus Cristo e a paz. "Eu sei que haverá um só rebanho, um só pastor e que a civilização do amor triunfará", referiu. No ano em que se comemora os 90 anos das Aparições e o centenário do nascimento da irmã Lúcia, o Santuário assinala ainda a vivência do 7º mandamento: "não roubar". A ele se referiu D. Serafim para lembrar que se refere a "roubar a inocência". Lembrou ainda os que percorrem a pé o caminho até Fátima para que cheguem em segurança, devendo ter cuidado nas estradas.
Os cânticos marianos dos momentos iniciais estiveram a cargo de um coro formado por elementos de dezasseis grupos de folclore da Alta Estremadura. Durante a Eucaristia, para além destes elementos, esteve também o Coro do Santuário de Fátima. Os cânticos do Ofertório e do momento da Comunhão estiveram a cargo do grupo coral "Os Camponeses de Pias", do Baixo Alentejo.

Aviões de combate a fogos na pista da Giesteira

A pista da Giesteira, em Fátima, vai receber, este ano, dois aviões médios que aí ficarão sedeados durante toda a época de incêndios. Esta uma informação prestada ao NO pelo Governador Civil de Santarém, Paulo Fonseca, no decorrer de uma entrevista que apresentaremos, na íntegra, na próxima edição e onde estarão em destaque temas como a preparação da época de incêndios, da peregrinação do 13 de Maio ou a reestruturação das forças da ordem, sem esquecer o futuro e as perfectivas políticas do actual Governador Civil do distrito.

«Em Ourém, falta cumprir Abril»

Realizou-se na noite de dia 24 de Abril, o tradicional jantar dos socialistas de Ourém, em celebração da revolução dos cravos.
Jantar que, este ano, contou com a presença do ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, do secretário nacional da JS, Pedro Nuno e do presidente da Distrital socialista, António Rodrigues.
Foi ao presidente da concelhia oureense, António Gameiro que coube abrir os discursos, reconhecendo o «salto qualitativo e quantitativo» dado pelo país nos últimos 33 anos. No entanto, e fazendo uma retrospectiva do que se passa em Ourém, António Gameiro considerou que, por cá, Abril ainda está por cumprir. A provar o que diz aponta exemplos do modo como a maioria trata a oposição, sendo que a situação mais recente se prende com a questão da atribuição de subsídios às colectividades. O PS terá votado contra os critérios da maioria mas as cartas enviadas por essa mesma maioria as colectividade o que diziam era que o PS tinha votado contra a atribuição e não contra os tais critérios. Para António Gameiro, esta é uma forma de fazer «baixa política» quando «faltam os argumentos». O presidente dos socialistas oureenses continua a apontar alegadas provas da falta de democracia do PSD concelhio mas considera que «com a ajuda do Governo» e apesar dos tempos difíceis, «temos conseguido algumas coisas para Ourém e já não podem dizer que o concelho não se desenvolve por causa do PS». Aponta as verbas para a via circundante à nova basílica de Fátima, a reestruturação da estrada para a Memória e o IC9 em construção, mas também a aposta nas novas tecnologias, a remodelação do tribunal de Ourém que deverá avançar em Maio e que trará mais um juiz e diz que «pelas mãos de Paulo Fonseca vamos ter uma loja do cidadão». Por isso, diz «já não se queixam do governo PS, porque não podem fazê-lo». É também por isso que diz que «aparecemos perante os oureenses de cara lavada, de forma tranquila e sem medos, porque esses tempos já lá vão». Termina deixando um aviso «aos que governam o concelho» para que «respeitem a oposição porque esta sempre soube respeitar as maiorias».
Falou depois José Alho que não se limitou a confirmar as acusações feitas por Gameiro. Alho quis recordar Salgueiro Maia. Referindo os seus tempos de recruta na escola de cavalaria de Santarém, Alho recorda o homem solitário dizendo que tal sempre lhe «fez confusão. Um homem de princípios, que nos trouxe a liberdade sem pedir nada em troca…». Diz ter sido «chocante ver a forma como foi marginalizado». E, «foi preciso passarem 30 anos para a sua imagem ser recuperada pela sociedade, dando-lhe o valor que merece». Para esse grande homem, José Alho pede uma ovação que acontece com a sala de pé.
Mas para José alho, da sociedade começam a vir sinais que nos obrigam a estar atentos e a olhá-los com alguma preocupação. É o caso de nas escolas se fazerem inquéritos que «transformam o 25 de Abril em algo que permitiu abrir as portas à criminalidade», é o facto do «ditador Salazar ter sido eleito como um grande português».
Daí que o vereador socialista afirme a importância de reafirmar os valores que Abril nos trouxe até para evitar que, poderes legitimamente sufragados pelos cidadãos, comecem a ser distorcidos e a intentar contra os próprios valores da liberdade.
Quanto a Ourém, José Alho diz que «as pessoas constatam que entrar em Ourém é entrar num concelho parado. Fala da derrapagem no orçamento do novo edifício dos Paços do Concelho para dizer que quando o PS denunciou o que se estava a passar, foi acusado de não dizer a verdade, mas a confirmação aí está.
Diz que a «arrogância ignorante e prepotente leva a sonegar informação ou a afirmar votações que não assumimos». Por isso acredita que «em 2009 vamos conseguir fazer a mudança». Como líder da equipa autárquica do PS, José Alho quis deixar um agradecimento a quantos, nas suas freguesias continuam a lutar por um concelho melhor.
Termina citando José Gomes Ferreira: «já foram ditas todas as palavras para salvar o mundo. Falta salvar o mundo». E para Alho «falta transformar a nossa terra num concelho onde dê gosto viver». Por isso, «é preciso acreditar e passar essa mensagem», começando, desde já «a fazer exercícios de aquecimento» porque «deve preocupar-nos o futuro da nossa terra».
Um país desigual
O líder nacional da JS centrou o seu discurso nas desigualdades sociais que não permitem que Abril se cumpra em pleno, ou não estivéssemos nós no ano Europeu da Igualdade de Oportunidades para Todos. O jovem recorda que as novas gerações, os jotas, não viveram a revolução. Das novas gerações de jotas, diz o líder da do PS que apenas sabem de ouvir contar. Por isso considera importante estar atento aos sinais de avanço das extremas-direitas europeias. Para já considera que o movimento português não é preocupante, considerando mesmo a extrema-direita portuguesa com «esquizofrénica» por andar a apontar baterias à imigração num país onde a maioria o foi também um dia. Mas é nas questões de desigualdade que insiste ao reconhecer que Portugal é ainda um dos países da Europa onde ela mais se faz sentir e, apesar disso, não é assunto que conste da agenda política nacional. Para Pedro Nuno «não pode abandonar-se o objectivo de construir-se uma sociedade mais igual» considerando que este terá que ser um objectivo prioritário de qualquer governo de esquerda. Por isso termina apontando algumas reformas levadas a cabo pelo PS e afirmando que «os socialistas estão a combater a desigualdade mas ainda há muito por fazer».
O último a usar da palavra foi o ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva que falou da importância que têm estas celebrações para manter viva a memória de Abril e, sobretudo, para que se possa reflectir e questionar se «continuamos a cumprir as promessas que Abril nos trouxe». E o ministro considera ainda mais importante manter essa memória num momento em que «parecem abundar em Portugal viúvos e viúvas» de outros tempos. O ministro recorda o que se passava antes da revolução, as proibições e perseguições a censura, a inibição do exercício da cidadania. Fala do país actual, mais desenvolvido, democrático, integrado no maior mercado mundial, na região do mundo que mais preza os valores humanistas e que é farol da democracia.
Fala também da necessidade de recordar os heróis da revolução como Salgueiro Maia, mas também como Mário Soares, afirmando que «sem o PS dirigido por Mário Soares, não viveríamos hoje no país que vivemos e não estaríamos integrados na Europa».
Procurando fazer a reflexão sobre a prossecução ou não dos valores de Abril, Augusto Santos Silva considera que a Liberdade «não está em causa mas o país continua a bater-se por ela» dando o exemplo da Madeira onde é necessário lutar pela mudança de um «regime político que se tem baseado na opressão, no desrespeito pela oposição mas também pela pobreza escondida». Por isso defende a importância do empenho no combate de ideias contra os totalitarismos.
Por isso, depois de ouvir os locais, o ministro considera que «também em Ourém há um combate a travar», porque «democracia não quer apenas dizer liberdade, mas também participação política». Dá, também ele, alguns exemplos de políticas do seu governo que acredita estarem a contribuir para o combate às desigualdades. Uma luta que, acredita, tem que passar pela escolarização.

Homenageados
Como é de tradição, foram homenageados os 25 anos de militância, embora alguns dos homenageados não estivessem presentes e alguns, segundo Gameiro, nem sequer terão sido contactados, dado o desconhecimento do seu paradeiro. Foram homenageados: Manuel Aquino Ferreira, Maria do Rosário Nunes, António Batista Oliveira, Francisco Oliveira Santos, Artur Vieira, Cândido Coelho, António Reis Ferreira, Vítor Marques Diniz, Rui Manuel Diniz, Eduardo Jesus Silva, Alberto Mendes, António pereira de Sousa, Joaquim Ferreira Fonseca, Mário Costa Santos, Fernando Marques Ferreira, António Sousa Reis

E em Ourém, o ministro cantou


No final do jantar, como é costume também, os convivas rumaram para junto dos Paços do Concelho onde os esperavam alguns elementos de outras forças políticas, especialmente do PSD, para, por volta da meia-noite, cantarem os hinos da Liberdade e Nacional. E desta vez, o ministro também foi e, no meio do povo, cantou a Grândola, Vila Morena e a Portuguesa. As boas vindas foram dadas pelo vice-presidente da autarquia que não deixou de saudar a presença de Augusto Santos Silva e agradecer as presenças de todos apesar da chuva que, embora leve, se fazia sentir.

Idosos convivem


Desce as escadas da Igreja de Nossa Senhora da Piedade, agarrada à muleta que a ajuda a caminhar. Já é a segunda vez que Maria Teresa Costa Pereira, 80 anos, quase nos 81, do Carregal, participa neste convívio para os idosos da freguesia de Nossa Senhora da Piedade. A iniciativa da Conferência de São Vicente de Paulo, que se repete ano após ano, tem vindo a proporcionar às pessoas com mais idade um momento de convívio. 110 pessoas participaram no último encontro convívio realizado a 29 de Abril e que incluiu ainda famílias apoiadas pela Conferência de São Vicente de Paulo.
Maria Teresa está sentada em frente à prima, Maria de Lurdes Pereira, de 75 anos e também ela viúva. Ela não usa canadiana para a ajudar a caminhar mas um guarda-chuva. E é o convívio o que as faz sair de casa. "Pró ano, se for viva", Maria Teresa promete voltar. À frase pronunciada, a prima acrescenta: "Se a gente cá estiver, só se não puder" é que não vem. Porque aqui "esquecemos tudo", até a "doença", refere ainda Maria de Lurdes.
Entre um comentário sobre o arroz doce e o desafio sobre um pezinho de dança ao som do acordeão, ao que respondem com a impossibilidade, há quem bata o pé no chão ou com a mão na mesa, a marcar o ritmo enquanto o diálogo vai evoluindo. O convívio é também um momento de encontro entre pessoas que se vêem apenas duas ou três vezes por ano.
"Estamos satisfeitos", revela ao Notícias de Ourém, Vítor Marques, presidente da Conferência de São Vicente de Paulo de Nossa Senhora da Piedade. O número de participantes tem vindo a aumentar, acrescenta, salientando que os idosos "estão a passar palavra uns aos outros".

Recolha de alimentos
Neste fim-de-semana, 5 e 6 de Maio, a Sociedade São Vicente de Paulo em colaboração com o Banco Alimentar Contra a Fome da diocese de Leiria-Fátima. Os escuteiros do Agrupamento 977 de Ourém juntam-se aos voluntários do Banco Alimentar nesta recolha que decorrerá no Intermaché e no Lidl.
A nível interno, a Confraria pretende alargar e constituir novos grupos de confrades de São Vicente de Paulo noutras freguesias do concelho, nomeadamente as mais próximas da sede do concelho. Actualmente estão a efectuar os primeiros contactos, junto dos párocos perspectivando que este projecto se concretize até final de 2007, início de 2008.
Vítor Marques refere ainda que o número de casos de famílias que necessitam de apoio tem vindo a aumentar, surgindo quinzenalmente novas situações. Paralelamente, mas em menor número, estão a aumentar o número de confrades. "Tem de ser renovada" (a Confraria) com "mais gente" apela aquele responsável enquanto lembra que muitos não conhecem o trabalho desenvolvido por este grupo.

Autor de Monografia promove encontro de espitenses


Quatro dezenas de pessoas participaram naquele que foi o primeiro encontro de espitenses a residir fora da freguesia, a 28 de Abril. Este evento foi organizado por Jacinto Gonçalves e vem na sequência da Monografia de Espite que está a escrever.
O objectivo é "dotar Espite de uma história que seja completa", refere o autor, que trabalha neste projecto há dois anos.
O interesse foi despertado pelo facto "de muitas coisas estarem escritas mas muitas delas serem erradas. Tratar de emendar os dados, fazendo uma obra em que as coisas estejam no devido lugar", refere.
A obra terá documentos históricos, parte escrita provada, depois parte história, património construído e tradições e lendas que foi possível coligir.
Com o objectivo das pesquisas, Jacinto Gonçalves, que nasceu em Cortes, naquela freguesia mas que mora em Leiria desloca-se frequentemente à terra natal, para fazer pesquisa.
Este almoço convívio que pretende que se realize duas vezes por ano, no último sábado de Abril e no último de Outubro visa ainda
reflectir Espite. Ou seja, aqueles que estão fora, se reúnam em Espite para "identificar os problemas e a forma de resolvê-los", uma espécie de elite pensante. Mas, salvaguarda "isto não tem nada a haver com o poder político, nem colide com ele".

Cenourém de volta

Está de volta mais uma edição do Cenourém. A IX edição do Cenourém - Festival de Teatro Amador de Ourém teve início a 27 de Abril e estende-se até ao dia 15 de Junho. Os grupos de teatro amador do concelho de Ourém levam ao palco do Cine-Teatro Municipal as suas peças todas as quintas e sextas-feiras, sempre pelas 21h30. Este festival é organizado pela autarquia com a colaboração dos grupos de teatro. O bilhete custa dois euros.
Programa
03 e 04 de Maio
Centro de Estudos de Fátima - "Nunca nada de ninguém", de Luísa Costa Gomes
5 de Maio
Projecto "O animador" – "O cruzeiro do Regato", de Amílcar Reis
Na Praça Mouzinho de Albuquerque
10 e 11 de Maio
Núcleo de actividades expressivas da Escola Profissional de Ourém "Branca de neve", de Robert Walfer
17 e 18 de Maio
Grupo de teatro "Apollo" do Centro Cultural e Recreativo de Pêras Ruivas - "Nunca Nada de Ninguém" do Grupo de Teatro Ultimacto de Cem Soldos
31 de Maio e 01 de Junho
Grupo de teatro "Pépétos" do Grupo Desportivo Sobralense – "Daqui fala o morto", de Charles Llopis
14 e 15 de Junho
"Associação desportiva recreativa e cultural Vasco da Gama" – "O pequeno imperador", de Atílio Bari com adaptação do grupo

Memórias de Lúcia em palco


Albina Jesus, moradora no Bairro aguardava que a peça começasse. Aos 90 anos trocou o programa habitual da noite para presenciar a peça de teatro "Memórias de Lúcia". A filha, Maria Fernanda interpretava o papel de mãe de Jacinta e ela não quis perder pitada. "Não ficava sozinha em casa", diz. Nasceu um ano antes das Aparições e ela própria cumpriu a pé, descalça, uma promessa que a levou ao Santuário. Por causa do filho que regressou são e salvo da tropa.
Entra em cena a irmã Lúcia, já idosa, que se senta a escrever as suas memórias, em particular o que faz parte da "Quinta memória" e que diz respeito à sua família. Ela própria narra a história que se segue
É salientada a bondade e cuidado da família da vidente para com os mais pobres, apresentando a peça cenas domingueiras de bailarico, a visita pascal, entre outros. Já na segunda parte, começam os visitantes a percorrer quilómetros para rezar o terço na cova da Iria com os pastorinhos e toda a situação vivida por eles, durante os seis meses em que lhes apareceu Nossa Senhora.
Na peça teatral, encenada e escrita por Norberto Barroca são recriados diversos momentos dessa vida quotidiana antes e depois das Aparições de 1917. O contraste é evidente: da alegria em casa à pressão para contar a verdade, onde a personagem da mãe de Lúcia assume relevo.
A actriz profissional Aurora Gaia, do Porto, interpretará a personagem da Irmã Lúcia em idade avançada e será a narradora da peça. Na ante-estreia, o papel foi desempenhado por Dora Conde, do grupo Apollo. Os ranchos folclóricos do concelho de Ourém colaboram também nesta iniciativa, em especial com o empréstimo de roupa e de alguns adereços.
Vida familiar
A encenação "representa um momento bonito nas celebrações porque é a tentativa de percorrer a vida familiar dos pastorinhos onde o drama, a surpresa dos acontecimentos tiveram maior repercussão", salienta o coordenador das comemorações dos 90 anos das Aparições, padre Armindo Janeiro. É uma "peça próxima da realidade, vivida com pessoas concretas e também onde todos têm de caminhar para descobrir a proposta de Deus". Os actores são do concelho de Ourém, também num "tributo à própria região" onde a vidente nasceu.
Na ante-estreia, o encenador Norberto Barroca assinalou que foi um trabalho "complexo e complicado" mas "responsável". Um trabalho que envolve 53 pessoas e que "precisa de muito tempo de preparação" já que "não é fácil a reconstituição de momentos da vida familiar".
Em palco
Estreia: 9 de Maio, 21h30, no Centro Pastoral Paulo VI (CPPVI), inserido no programa cultural do congresso teológico internacional sobre a Santíssima Trindade.
Outras datas:
24 de Junho, 16h, CPPVI.
24 Julho, 21h30, CPPVI, no âmbito do programa cultural da Semana Nacional de Liturgia.
9 de Setembro,16h00, CPPVI.
9 de Outubro, 21h30, CPPVI, na primeira noite cultural do congresso "Fátima para o Século XXI".

Breves da AM

Deverá ser já no mês de Maio que se iniciarão as obras no tribunal de Ourém com vista à construção de mais uma sala de audiências que possibilitará a vinda de mais um juiz a tempo inteiro para a comarca oureense. Trata-se de um investimento de mais de 500 mil euros, a fazer pelo Estado, segundo o deputado António Gameiro.

Ponto Já em Ourém
Ainda segundo António Gameiro, vai ser instalada em Ourém, em parceria com a Câmara, uma loja Ponto Já que, segundo Gameiro, «dará um melhor acesso aos nossos jovens, às tecnologias da informação». Gameiro disse ainda que apenas existiram duas lojas do tipo no distrito de Santarém, uma em Tomar e outra em Ourém.

IC9
No elogio ao investimento feito pelo Governo socialista no concelho de Ourém, António Gameiro afirmou que «será lançado ainda este semestre o troço Vale-dos-Ovos/ Alburitel» do IC9, enquanto o troço Alburitel/ Ourém só poderá ser lançado no início do ano que vem devido, diz Gameiro, à «demorada articulação entre a vontade actual da Câmara e a vontade anterior a 2005».

Saúde
O presidente da Câmara informou a assembleia que vai ser recebido pelo ministro da Saúde a quem pretende propor que, face ao encerramento do SAP entre as 0 e as 8h00, seja delegada competência na Câmara Municipal, mediante pagamento pelo ministério da Saúde. A ideia passa por ser contratado o serviço nocturno privado que, segundo Catarino, se dispõe a fazê-lo, mediante um pagamento de 600 a 700 euros por noite.

Parque eólico
Segundo informação do presidente da Câmara, esta foi recentemente informada de que foi aprovada a instalação de um parque eólico na proximidade do Bairro.

Empresa inter-municipal
Os municípios de Ourém, Tomar e Ferreira do Zêzere estão a preparar a criação de uma empresa intermunicipal para apoio técnico aos municípios, integrando aí o pessoal do GAT que vai ser extinto.

Cooperativa em praça pública
Um dos pontos acrescentados à Ordem de Trabalhos da Assembleia Municipal de segunda-feira, foi o pedido de autorização para a Câmara poder fazer a licitação das instalações da Cooperativa Agrícola de Ourém, declarada insolvente pelo Tribunal de Contas, até ao montante de crédito detido pela autarquia.
Segundo o presidente da Câmara há um erro no edital que declara a realização do leilão dia 16 de Maio pelo que o mesmo poderá realizar-se nesta ou noutra data. A base de licitação será de 800 mil euros, sendo que 200 mil correspondem aos bens móveis e 800 mil aos bens imóveis. Recorde-se que os créditos detidos pela Câmara ultrapassam os dois milhões de euros.

Carta Educativa aquece Assembleia Municipal

Longa, longa, é a palavra que apetece repetir para caracterizar a última reunião da Assembleia Municipal de Ourém. Muitos pontos em debate, uns com mais, outros, naturalmente, com menos interesse e outros mesmo sem nenhum.
Um dos que mais despertaram a atenção de todos e, inclusive, encheram o espaço reservado ao público foi a discussão e aprovação Carta Educativa do Concelho de Ourém.
Um ponto, aliás, que acabaria por levar a uma alteração na grelha da pré estabelecida Ordem de Trabalhos mas que, no fundo, não se compreendeu muito bem para quê. Passamos a explicar. Este era o 5º ponto da Ordem de Trabalhos. Foi decidido passá-lo a 2º dada a forte presença de público na sala, em especial professores dos diferentes agrupamentos, presentes. Se era para facilitar a vida ao público antecedendo a discussão que ali os levou, então não se compreende porque é que as intervenções destinadas ao público se mantiveram no final. Assim, se a intenção era «despachar» o pessoal, nalguns casos isso foi conseguido já que houve quem desistisse, ao fim de algumas, intermináveis horas. Mas também houve os persistentes, que ali se mantiveram firmes até ao fim, para poderem usar de um direito que é seu. Aquando da discussão em plenário, houve tentativas de ovação, outras de apupo, que a presidente se apressou a conter, recordando que «o público não se pode manifestar». E até no fim, quem quis falar teve que fazê-lo depressa. 3 minutos foi o tempo atribuído a cada pessoa e sem direito a repetição. Se o regimento dá 30 minutos de possíveis intervenções do público, como só falaram 3 pessoas, bem que podiam ter deixado a presidente do agrupamento do Olival voltar a usar da palavra para colocar uma questão de que se tinha esquecido. Mas não senhor. Nem respostas tiveram que os deputados estavam cansados e foi preciso encerrar a sessão. Ainda bem que esta sessão decorreu entre duas datas que simbolizam a liberdade, a democracia e o direito à participação cívica dos cidadãos…

PSD divide-se
Passemos então à Carta Escolar. A presidente da Assembleia, Deolinda Simões, começa por apresentar a diversa correspondência recebida de agrupamentos e associações de pais, um pouco de todo o concelho, sobre este assunto. Depois, usa da palavra o presidente da Câmara, para explicar o processo que envolve o documento e a sua elaboração. Segundo o autarca, o objectivo inicial passava pela elaboração de um documento mais aprofundado, uma espécie de Plano Director Municipal para o Ensino. Acontece que a obrigatoriedade que os municípios passa a ter de elaborar cartas educativas, terá acabado por conduzir as coisas de outro modo.
Catarino refere que foi feita uma reflexão sobre as novas necessidades educativas, quer em termos de espaços físicos quer das exigências impostas pelo desenvolvimento das novas tecnologias e da qualidade dos serviços, passando por apoios educativos, refeições, etc. Mas dessa reflexão terão resultado as necessidades de investimentos a fazer sendo que as prioridades se voltavam para as áreas urbanas, em especial Ourém e Fátima que levou à aquisição de terrenos para implementação de novos complexos escolares, recordando que os novos edifícios escolares serão também prioridade no âmbito do QREN – Quadro de Referência Estratégico Nacional.
E aqui surgem os problemas. Para ter direito aos fundos comunitários que permitirão a construção dos novos espaços educativos, as autarquias têm que se sujeitar a imposições do poder central, nomeadamente no que toca à reorganização dos territórios educativos. E é esta reorganização que demonstrou nada ter de pacífico. A prová-lo de ter sido uma das poucas vezes em que houve diferentes posições na bancada da maioria.
Catarino recorda que Ourém foi um concelho pioneiro aquando da criação dos Agrupamentos Escolares, reconhecendo o bom trabalho que alguns dos agrupamentos horizontais criados vieram a desenvolver. Anuncia-se agora a extinção dos agrupamentos horizontais e as populações não aceitam o novo mapa da educação concelhio. Diz Catarino que «os objectivos da população são os nossos objectivos». Mas, e há sempre um «mas» que vem complicar as coisas, se a carta educativa não é aprovada, não haverá verbas para os novos equipamentos. Afirma que foram feitas várias propostas e que todas foram chumbadas pela DREL e acredita que a que estava em cima da mesa para aprovação iria ser aceite.

Quatro agrupamentos
Cinco TE
De acordo com esta proposta, Ourém passará a ter 4 agrupamentos mas 5 territórios educativos. Assim, ao TE (Território Educativo) de Freixianda, passam a corresponder as freguesias de Freixianda, Ribeira do Fárrio, Casal dos Bernardos, Rio de Couros; no TE de Caxarias, ficam as freguesias de Caxarias, Urqueira, Espite, Seiça, olival e Matas; no TE Conde de Ourém, as de Alburitel, N.S. da Piedade (mas apenas as escolas de Alqueidão, Pinheiro e Vale travesso), N.S. das Misericórdias (excepto Bairro), Gondemaria, Cercal e Atouguia (excepto Fontaínhas da Serra); no TE de Ourém – Escola Secundária, ficam as escolas nº 1 e Jardim Infantil de Ourém e no TE de Fátima, com sede, e portanto a pertencer ao agrupamento, na escola secundária de Ourém, ficam as escolas de Fátima, do Bairro e de Fontaínhas da Serra.

Tomadas de posição
Os presidentes da Juntas de Freguesia de Rio de Couros e Casal dos Bernardos (ambos PSD), votaram contra. Sérgio Fernandes, de forma prática e bem esclarecedora, apresentou rapidamente os motivos porque não votava com a maioria: ouviu as suas gentes (assembleia de freguesia e comunidade escolar) e votou de acordou com a vontade de quem o elegeu.
Manuel Lourenço diz que apesar de ter consciência da importância da aprovação da carta que permitirá a «chegada de alguns milhões de euros» o voto contra acontece pela convicção de que «a ida de Rio de Couros para o agrupamento de Freixianda não beneficia ninguém». Considera o autarca de Rio de Couros que isso vai é «criar dificuldades aos pais e alunos» da sua freguesia e que acabará é por saturar ainda mais o ensino privado em Fátima sem que resolva «nenhum problema ao agrupamento da Freixianda porque poucos alunos irá receber da nossa freguesia».
E porque «durante o processo anterior a esta votação, ninguém se preocupou em ouvir a Junta de Freguesia» Manuel Lourenço diz que «hoje ao votar, sentimos o sagrado dever de respeitar o sentimento das pessoas que nos elegeram», o «sentimento da nossa assembleia de freguesia» e o «excelente trabalho que o agrupamento de Caxarias tem vindo a fazer».
O presidente da Junta de Freguesia do Olival (PSD) absteve-se, o que viria a levantar protestos do público do Olival presente. Armando Santos, membro da assembleia de escola, não conteve a sua insatisfação por ver José Maria Sousa abster-se chegando mesmo a dizer que assim ficavam claras as coisas e o povo já saberia em quem votar nas próximas eleições. Armando Santo considerou também que esta proposta só aparecia com o intuito de «salvar a escola da Freixianda». Também a presidente do Agrupamento do Olival, Alexandra Silva, manifestou a sua grande insatisfação, em nome de toda a comunidade escolar. Lamentou que a ministra da Educação tenha ignorado a comunidade escolar mas considerou que a autarquia não manifestou vontade política para resolver as coisas de modo a satisfazer a vontade das populações. Diz ainda que o dinheiro que possa vir para Ourém «não compensa o prejuízo sentido pelo agrupamento».
O mesmo sentimento de insatisfação foi manifestado por Mónica Simões, representante dos pais da escola e Jardim infantil de Coroados, Seiça. Não compreende esta mãe como é que as crianças da sua localidade tenham que passar a fazer 9 quilómetros para se deslocarem à escola de Caxarias, quando estão a três das de Ourém. Afirma que «as nossas vidas estão centradas em Ourém. Há pais que passam meses sem ira a Caxarias…» e a culminar, diz ainda que «este ano apenas duas crianças irão para Caxarias», pelo que questiona como se fará o seu transporte.

José Maria
«perdedor e enganado»
Apesar dos avisos da presidente da mesa da AM, não foi possível segurar a indignação dos Olivalenses presentes quando viram o seu presidente abster-se na votação. Este porém, esclareceu o motivo porque o fez. Começou por se afirmar como «perdedor e ainda por cima, um perdedor enganado». Reconhece que apesar de tais financiamentos, a sua freguesia «vai ser a grande perdedora de todo este processo» e diz que «a Junta de freguesia deixou-se enganar ao longo destes anos de existência do Agrupamento». Isto porque, recorda, cedeu gratuitamente as instalações, suportou as despesas fixas e comparticipou nos equipamentos apesar das dificuldades financeiras próprias da Junta.
Aponta depois o bom trabalho desenvolvido pelo Agrupamento, considerando que o «o esforço feito por todos vai por água abaixo».
Vai mais longe e considera concluir-se deste processo que «a necessidade de manter com condições o Agrupamento da Freixianda» leva a que «algumas freguesias são forçadas a deslocar-se no sentido inverso ao que é a normal movimentação das pessoas» e dá como exemplo o Olival a deslocar-se para Caxarias e Rio de Couros para a Freixianda.
No final, José Maria Sousa pede para que «não seja enganado mais uma vez e que os investimentos a realizar no concelho possam dar prioridade ao complexo escolar do Olival», já que, actualmente, «parte dos alunos já está instalada no edifício do Centro Social, bem como todo o ATL, em situação relativamente precária».
Tirando estas três posições discordantes, a restante maioria PSD acabou por votar a favor, apesar de algumas declarações de voto manifestando insatisfação face à carta educativa apresentada.
As razões, porém são sempre as mesmas. Descontentamento pela movimentação, considerada contrária à movimentação normal da população, mas por outro lado a necessidade de construção ou recuperação de novos espaços e complexos escolares. Isso também o que consta da declaração de voto do presidente da Junta de Freguesia de Matas e que é, afinal, a posição geral da bancada social-democrata que confirmou a sua discordância com a proposta de territórios escolares mas para quem as verbas esperadas são o «balão de oxigénio que as nossas escolas precisam e que há tanto tempo têm vindo a reivindicar», considerando assim que «esta é a grande expectativa desta carta».

«incorrecta condução do processo»
Já o PS vê as coisas de modo diferente. Dois dos seus deputados votaram contra, os outros abstiveram-se.
Para os deputados socialistas, «a aprovação da carta educativa deveria corresponder a um momento de grande contentamento, uma vez que corresponderia à concretização de um anseio da população de Ourém». No entanto o que acontece é que ela «constitui-se como mais um motivo de preocupação, de descontentamento e em alguns casos de revolta» e consideram que ela terá sido «ferida na sua génese por uma incorrecta condução do processo».
Os socialistas fazem depois a enumeração do que consideram ter corrido mal.
Reconhecendo erros da DREL, acusam a câmara de também não estar isenta deles.
Explicam que a situação já se arrasta desde Março, altura em que a DREL «já tinha preconizado a verticalização de todos os agrupamentos horizontais». E «isto em tempos do governo do PSD». Nessa altura, segundo o PS «a Câmara pediu à DREL um prazo para apresentar soluções». Mas, ´«só em 2007 é que este assunto volta à agenda política oficial».
Foi quando se ficou a saber do estudo encomendado pela Câmara e que a bancada do PS acusa de conter «erros gravíssimos», para além «de não estabelecer qualquer meio de ligação estatística com o Médio Tejo». Exemplo desses erros, apontam o mau tratamento de dados e de cálculos.
Acusam ainda o estudo de estar «demasiado centrado no pré-escolar e 1º ciclo do E. B»., considerando que «nenhuma conclusão séria se poderá tirar se não se tiver em conta o sistema educativo no seu todo».
Por isso dizem tratar-se de «um estudo incompleto, errado, sem rigor científico, pelo que «não deve e não pode servir de sustentação cabal para a tomada de decisões que se reflectem directamente na vida das pessoas do nosso concelho». No entanto, «dele emana a Carta Educativa apresentada» num momento em que «em Lisboa, os presidentes dos conselhos executivos das escolas/agrupamentos de escola foram confrontados com a verticalização dos agrupamentos segunda uma distribuição diferente da proposta pela Câmara.
Também não entendem que não tenham sido ouvidos os presidentes de Junta e as comunidades educativas, no decorrer do processo apesar de se reconhecer ser este «um assunto tão importante para a vida das famílias do nosso concelho, porque não é indiferente para quem vive em Seiça ou em Vale Travesso mandar o seu filho para Caxarias ou para Ourém», pelo que «este assunto mereceria uma discussão mais participada, com a presença dos vários intervenientes».
No entanto afirmam não estar «em total desacordo com a proposta apresentada pela Câmara». Mas defendem que «a proposta apresentada pode ser melhorada». Assim propõem «uma alteração da proposta e não uma recusa». No entanto o que acabou por acontecer foi a aprovação sem sequer ser votada a possibilidade apresentada.
Mais, as alterações que eram propostas pelo PS era passível de «colher boa receptividade por parte da tutela (não pondo por isso em causa as candidaturas aos fundos do QREN), uma vez que, e como viemos recentemente a saber, ela corresponde à uma proposta apresentada em tempos pela DREL e recusada liminarmente pela Câmara».

A proposta de Carta Educativa do PS
Nesta proposta existiriam cinco territórios educativos; o agrupamento de Caxarias manteria a configuração actual; o agrupamento de Freixianda passava a ter uma tipologia de Escola Integrada, recebendo os alunos dos Jardim de escolas e primeiro ciclo das freguesias que actualmente o constituem; o agrupamento Conde de Ourém ficava, para além das que actualmente tem, com Seiça, Olival, Gondemaria, Alburitel e parte de N. S. da Piedade e o agrupamento da E. Secundária receberia parte de N. S. da Piedade e, caso se viesse a verificar necessário, receberia ainda, para efeitos administrativos, o território do AjeFátima, sendo certo que qualquer figurino deveria respeitar a especificidade da freguesia de Fátima. Aliás, os socialistas questionam «a razão da existência de discrepâncias de atitude por parte da tutela, uma vez que sabemos que se mantêm agrupamentos horizontais nos concelhos de Rio Maior e Benavente». Mas esta proposta não chegou sequer a ser discutida.

Abril ao som da Brigada


Foram muitos os oureenses que o NO foi encontrar, dia 25 de Abril, no Palácio dos Desportos de Torres Novas.
Ourém não tinha comemorações agendadas. Não é, pois, de estranhar que alguns oureenses tenham rumado ao concelho vizinho que, nos últimos tempos tem vindo a dar cartas no que toca a eventos culturais tornando-se já numa referência para a zona centro do país. A qualidade dos espectáculos aliada à qualidade dos espaços onde se têm vindo a realizar espectáculos de excelência, são verdadeiro atractivo para quem ali se desloca. Mais uma vez, no dia da liberdade, a qualidade do espectáculo apresentado justificou as deslocações de quem lá foi. A Brigada Victor Jara apresentou os temas do seu último album, "Ceia Louca", acrescidos de algumas canções que marcaram a chegada da Liberdade, sobretudo temas de Zeca Afonso, terminando com a Grândola, vila morena, acompanhados por toda a assistência, de pé. E foi também de pé o aplauso repetido que os fez voltar.
Alguém, de Ourém, nos dizia no final do espectáculo que aquele pavilhão fora construído pelas gentes de Ourém. Ruídos de inveja, apetece perguntar: "então porque é que Ourém não tem nada disto?..."

Naturalmente em primeiro


O Fátima assumiu a lideran-ça à sexta jornada e a vitória neste desafio significava a con-cretização do primeiro lugar da série C e consequente apura-mento para o play-off. A equipa fatimense assumiu desde o iní-cio uma postura serena, dei-xando o jogo correr com natu-ralidade e aproveitando os mo-mentos certos para concreti-zar. Perante um adversário já despromovido, o Fátima de-monstrou uma superioridade quase total, precisando apenas de dezasseis minutos para inici-ar a contagem de um resultado demolidor. Coube a Marinho inaugurar o marcador na se-quência de um bom lance de combinação dos dianteiros da casa. O controlo da partida pertencia-lhe e não surpre-endeu o 2-0 surgido aos trinta e sete minutos, tendo Devigor finalizado após recepção de um excelente cruzamento de Mari-nho. O resultado ao intervalo era perfeitamente ajustado ao trabalho produzido pelos dois conjuntos.
A prestação da equipa visi-tante na primeira parte tinha sido pouco consistente e Nuno Raquete fez duas substituições no inicio da etapa complemen-tar, o que permitiu quinze mi-nutos iniciais em que ambas as equipas discutiram o jogo pelo jogo, embora sem alterações no marcador. Nesse período, o Mirandense ainda criou dois lances de perigo, mas acabou por ser o Fátima a alterar o marcador aos sessenta e nove minutos com um golo de Nino, fruto de um bom entendimento entre os avançados fatimenses. Com os três pontos pratica-mente assegurados, a equipa da casa jogou a seu belo pra-zer, completando o resultado final aos oitenta e dois minutos através de uma grande pena-lidade apontada por Rodrigo Dantas. Os minutos finais já foram jogados em descompres-são, pois com os três pontos assegurados o público já fazia a festa nas bancadas esperando o apito final. Assim que o árbi-tro José Albino assinalou o final da partida, o delírio invadiu as hostes fatimenses agitando fre-neticamente bandeiras e sím-bolos do clube. Enquanto no campo os jogadores e técnicos davam largas à satisfação do momento, o público sublinhava a história que a equipa fati-mense acabava de escrever ao vencer a série C da II Divisão do Campeonato Nacional. Uma apoteose digna dos grandes momentos, dando corpo à sim-biose público e equipa.
No final da partida, Rui Vitó-ria era um homem feliz e tran-quilo. Afirmou que o "Fátima mereceu a vitória" acrescen-tando que "dividia o êxito da equipa com a Direcção, equi-pa técnica e adeptos, dos quais recebi um apoio impor-tante", nomeando de uma for-ma especial Arnaldo Teixeira, técnico-adjunto. Deixou algu-mas palavras mais amargas em relação à organização do futebol português, quando referiu: "É triste que uma equipa com 21 jogos de liderança não su-ba directamente à Liga de Honra". Quanto ao futuro, o treinador fatimense disse: "A equipa está preparado para os jogos do play-off e vai lu-tar pela subida à Liga de Hon-ra", revelando uma confiança total.
Com a confirmação desta vi-tória, o Fátima assegurou pela primeira vez no seu historial já longo – após quarenta e um anos da sua fundação – uma pá-gina dourada para o clube, as-sim como para a cidade, conce-lho e Distrito.

Morgado, o símbolo do C.D. Fátima



Luís Morgado é o jogador mais emblemático do Centro Desportivo de Fátima, clube onde ingressou há doze anos. Capitão de equipa ao longo dos últimos anos, com ela evoluiu como jogador e como homem, conseguindo criar um consenso de companheirismo e amizade no grupo, não só a nível de balneário mas também dentro e fora de campo. Foi visível a emoção que ele e outros jogadores revelaram após o jogo com o Mirandense, precisamente na ocasião em que o público presente no Estádio Municipal de Fátima festejava a vitória e consequente obtenção do 1.º lugar da série C do Nacional da II Divisão. É este jogador, professor de Educação Física, que o Notícias de Ourém escolheu para nos falar sobre o clube e o trabalho que levou o Fátima à melhor classificação de sempre da sua história.

NO – Ingressou no Fátima quando a equipa estava na 3.ª divisão nacional. Durante este percurso a equipa subiu à II B, desceu à 3.ª nacional e voltou a subir à II B em 1999/2000, onde se con-servou até hoje, como sentiu esta continuidade?
LM – Foram tempos difíceis, efectivamente as condições não eram as melhores, como é habitual dizer-se: treinávamos com a casa às costas e isso explica as quebras e instabilidade da equipa nesses tempos. A descida de divisão foi marcante, mas com a estabilidade do clube ocorrida nos últimos anos o crescimento foi notável e os resultados acabaram por aparecer.
NO – Quer falar-nos das época passada e desta, período duran-te o qual o Fátima obteve as melhores classificações de sempre?
LM – Na época passada o nosso tipo de futebol foi diferente, jogando mais na garra mas, mesmo assim, conseguimos um excelente 2º lugar. Na verdade com a equipa de que dispúnha-mos obtivemos o máximo, pois não seria possível ir mais além. Esta época foi diferente, começamos mal, mas conseguimos encontrar o rumo. O tipo de treino aplicado por Rui Vitória demorou mais tempo a apreender, mas com o decorrer do trabalho conseguimos a articulação necessária para um bom desempenho. As lesões e castigos que entretanto apareceram fizeram o grupo abanar – quando já somávamos doze pontos de avanço em relação ao segundo da tabela – e obrigaram-nos a um maior esforço na recta final.
NO – Quando é que o grupo de trabalho assumiu a possível conquista do primeiro lugar?
LM – Só a meio da época nos apercebemos que poderíamos vencer e nessa altura todo o grupo assumiu. A equipa trabalhou bem, suportou o impacto negativo da perda de alguns pontos e acreditou que o primeiro lugar estava ao nosso alcance, tu-do fazendo para o atingir, felizmente com êxito.
NO – Quanto ao futuro, acredita na subida à Liga de Honra?
LM – Já que chegamos até aqui, porque não? É triste que a subida não seja automática, pois uma equipa como a nossa que foi tão regular ainda terá que disputar o play-off e por-tanto só subirá se ganhar, o que é condicionado por muitos factores, vamos lutar para o conseguir e já agora discutir o tí-tulo de campeão.
NO – Estará o Fátima preparado para uma Liga de Honra?
LM – Falando da Liga de Honra já estamos a considerar a necessidade de equacionar o salto, que é muito grande. Quase todas as equipas são profissionais e as pessoas têm que ponde-rar, como está não é suficiente, pois as exigências são maiores. O clube precisa de estruturas fortes para isso. Por parte da equipa há forte motivação e desejo de atingir esse patamar.
NO – O que sente Morgado, o jogador, o homem que enverga e defende as cores do Fátima neste momento do êxito?
LM – Muito feliz. O apoio do público no último jogo foi fantás-tico e no fim ver a alegria que demonstraram nas bancadas, foi algo gratificante. Eu e alguns colegas mais antigos no clube choramos, pois a emoção foi forte. O incentivo dos sócios que nos acompanharam nos jogos domingo após domingo em casa, mas sobretudo fora, foi muito importante. A nossa festa também é deles.
NO – Os mais novos olham para a equipa do Fátima como exemplo, o que lhes pode transmitir?
LM – Que o futebol me deu coisas importantes na vida e se eu consegui, eles também o podem obter. Joguei durante mui-tos anos, mas conciliei os estudos com o trabalho, tirei um curso superior. A sugestão que deixo aos jovens é simples: se gostam de futebol, nunca deixem os estudos para trás.
NO – Para terminar, quer endereçar alguma mensagem?
LM – Se me permite, quero deixar um agradecimento a Júlio Rosa, a pessoa que me convidou para o Fátima, aos meus ex-colegas e amigos Mota, Paulão, Nelson Tordo – entre outros – que muito me ajudaram. Estou muito grato também à Direcção do Fátima e de um modo especial ao Padre António Pereira e Luís Albuquerque.

Sobre dois jogos; uma época e a confiança merecida


Não dá para contar (mais ou menos bem) quando se vive tão intensamente… o que não dá para contar.
O fim de semana prolongado foi empolgante.
Primeiro, foi a ida, no sába-do, a Sintra… com os ouvidos nos telemóveis para saber o que se passava em Paço de Ar-cos, ali perto, e em Valongo.
Os do Juventude Ouriense fizeram o que era sua obriga-ção. Ganharam.
Começaram mal. Nervosos e sem se mostrarem capazes de responder à velocidade dos jo-vens que representavam Sin-tra, depressa estavam a perder por 2-0.
Houve quem temesse o pior. Mas a equipa reagiu com o brio habitual. Chegou ao 2-2, virou o resultado para 2-3, descan-sou um pouco (que a pressão era muita…) e consentiu o em-pate.
De novo, levantou a cabeça, chegou a 3-5, e tudo parecia resolvido.
Mas não. Os de Sintra conti-nuaram a jogar o seu jogo e ainda chegaram aos preocu-pantes 4-5, com um penalti dis-cutível.
O que poderia ter sido um final descansado, tornou-se num susto, pequeno porque faltava pouco tempo, porque a equipa se defendeu com vontade… mas foi um susto.
Essa vitória, no entanto, não chegava. Como o repórter vi-nha sublinhando.
Os resultados nos outros pa-vilhões foram favoráveis ao Pa-ço de Arcos, sem grandes difi-culdades, e ao Valongo, que conseguiu transformar em vitó-ria sobre o Gulpilhares o que os telemóveis iam anunciando estar a ser, primeiro, a derrota e, depois, o empate já quase com o tempo a terminar.
E toda a gente que tinha ido de Ourém a Sintra – e muita foi, com destaque para uma equipa dos "miúdos do hóquei" que tinha ido ganhar a Santarém por 7-0, e que foi uma claque entu-siasmada e entusiasmante – voltou com a sensação que, tirando o Valongo ter-se visto livre desse pesadelo, tudo se mantinha na mesma, quanto à manutenção... Para o Juventu-de Ouriense (e o Paço de Arcos) tudo ficou adiado para os jogos do dia 1.º de Maio.
E a cena neste dia (em que não devia haver jogos, na opi-nião do repórter) repetiu-se, com alterações de cenário.
Foi no Pavilhão do Pinheiro, completamente cheio, até por-que a direcção do JO tomou a decisão de abrir as portas aos oureenses e de Valongo veio muita gente (e claque) que ani-mou o encontro, havia telemó-veis sintonizados para Gulpilhares, onde jogava o Paço de Arcos e era preciso ganhar em Ourém e que, em Gulpilhares, o Paço de Arcos não ganhasse.
O jogo começou mal para o Juventude, com algum nervo-sismo dada a pressão e a res-ponsabilidade, e sofrendo um golo muito cedo. Depois, até ao intervalo, foi recuperada a igualdade e os de Ourém só foram mais descansados para o balneário porque um penalti foi defendido pelo guarda re-des do Valongo.
Durante o intervalo, descan-sou-se um pouco da pressão, falou-se muito para Gulpilhares e receberam-se muitos telefo-nemas de Gulpilhares, e assis-tiu-se à entrega da taça de campeões regionais de juniores aos que já foram (e são, e serão sempre…) os "putos do hó-quei". O que, para alguns – fa-miliares ou não desses "putos" – foi comovente e, para eles, um justo prémio para a sua qualidade, como hoquistas… e como homens que já são.
A segunda parte não tem história. Ou é difícil de contar por este repórter, que não es-conde ser oureense e não "faz de conta" que é neutro. E ter-minou em festa
O Juventude meteu três go-los e mais alguns poderia ter metido (como poderia ter sofri-do mais um ou dois, que até bateram nos ferros da sua ba-liza, em resultado da sempre desportiva e aguerrida réplica dos de Valongo), e chegou-se ao fim em festa, pelo que se passara no Pinheiro e pelo que se foi sabendo e confirmando que se ia passando e tinha pas-sado em Gulpilhares.
Apesar da nossa parcialida-de, temos a consciência de ser imparciais ao afirmar que foi justa esta vitória, repetindo uma festa que já o ano passado se partilhara com os de Valongo – mas então em Valongo –, cul-minando uma estadia na 1.ª Divisão que, merecidamente, se vai prolongar pela próxima época.
Houve quem confiasse, e es-sa confiança – contra tudo e contra muitos – foi recompen-sada.
Pela nossa parte, obrigado, sobretudo aos atletas, pelos momentos que nos proporcio-naram e que motivaram as nos-sas "reportagens".
Agora, segue a Taça (1.ª eli-minatória em Nafarros a 5 de Maio).
Venha a Taça… que há champanhe para beber!

JO no Torneio Regional Nadador Completo - “Cadetes”

Com a participação aproxi-mada de 77 nadadores em re-presentação de 14 clubes do Distrito e região, o Juventude Ouriense participou no Torneio Regional Nadador Completo "Cadetes" no passado domin-go, dia 29 de Abril, na Piscina Municipal de Abrantes com 7 nadadores e o respectivo trei-nador.
Esta prova foi organizada pela Associação de Natação do Distrito de Santarém e dis-tinguir o "nadador completo". Por esse motivo os nadadores terão de nadar quatro provas, duas por jornada, sendo os 200 metros livres e os 200 metros estilos obrigatórias e as res-tantes opcionais com a pre-missa de uma destas ser na dis-tância de 100 metros (costas, bruços ou mariposa) e a outra de 50 metros em técnica dife-rente da escolhida para a distância de 100 metros.
Foi efectuada uma classi-ficação individual por ano de nascimento já que a prova des-tinava-se a nadadores cadetes femininos nascidos em 1996 e 1997 e masculinos nascidos em 1995 e 1996.
A equipa representativa do Juventude Ouriense foi com-posta pelos nadadores Joana Reis Pereira, Marta Luísa Car-reira, Dmytro Orlovskyy, Diogo Miguel Dias, João Eduardo Gon-çalves, Ivan Rafael Marques, Patrício José Quartau acompa-nhados do treinador Albertino Cartaxo Constantino.
Após a realização das quatro provas obrigatórias e ordenada a classificação de acordo com a pontuação atribuída a cada prova, realçamos a 9.ª posição individual da nadadora Marta Luísa Carreira no escalão de 11 anos, o 7.º e 10.º lugar respe-ctivamente dos nadadores Dmytro Orlovskyy e Diogo Mi-guel Dias no escalão de 11 anos, e o 6.º lugar do nadador João Eduardo Gonçalves no escalão de 12 anos.
Os restantes nadadores do Juventude Ouriense tiveram uma boa prestação, mas infe-lizmente por terem sido des-qualificados numa das quatro provas em que participaram, não foram pontuados na final, mas o seu esforço não foi in-glório. As marcas nas provas em que participaram e não foram desqualificados, fazem parte do seu curriculum desportivo.
Este sábado vamos par-ticipar no XIV Torneio de Na-tação do Entroncamento tam-bém composto de duas sessões (manhã e tarde) e organizado pelo Clube de Lazer e Manuten-ção (CLAC) do Entroncamento.

Campeonato Nacional de Quadcross


O Campeonato Nacional de Quadcross começou em Ourém, na pista Acel Sport do Escandarão, no Domingo 29 de Abril. O Natureza Motor Club fez as honras de abertura da temporada 2007, onde Carlos Pereira e Vítor Soares averbaram a vitória da classe Q1 e Q2.

Carlos Pereira, campeão em título da classe Q1 (Quads com mais de 400c.c. a 2 ou a 4 T) começou o campeonato da melhor forma. Na primeira manga rodou na dianteira e apesar da pressão de Jonathan Gil mante-ve a liderança. Após o abandono de Gil (avaria na embraiagem) Carlos Pereira garantiu alguma "folga" e venceu isolado. Jorge Cardoso (Felmoto) assumiu a segunda posição seguido pelo pluricampeão de Supermoto, Cristiano Fernandes (Team Yamaha Shell Cete-lem L). O top 5 ficou completo com Hélder Silva e Adrien Félix.
A segunda manga Q1 começou por ser liderada por Cristiano Fernandes mas Carlos Perei-ra estava decidido a reclamar o comando. Pereira "atacou", subiu do terceiro até ao primeiro lugar, averbando não só a vi-tória da manga mas também da primeira prova da temporada. Cristiano Fernandes terminou na segunda posição seguido por Adrien Felix. Jonathan Gil esteve sempre posicionado entre os três primeiros mas uma queda já no final da prova, relegou-o para o 14.º lugar. Jorge Cardoso foi o quarto melhor da manga Q1 e Hélder Silva, o quinto.
Na primeira manga da classe Q2 (Quads até 400c.c. a 2 ou a 4T) Vitor Soares (Team Speed-Freak Suzuki Fel) venceu sem opositor. Tiago Gomes (2.º) e Pedro Teixeira (3.º) protagonizaram uma animada luta pela segunda posição enquanto Jorge Bernardo e Leandro Ferreira (Moto Jovinense) ocuparam o 4.º e 5.º lugares. Na segunda manga, Pedro Teixeira arran-cou na frente do pelotão mas viria a perder a liderança para o campeão em título, Vítor Soares. Tiago Gomes (Suzuki Vista Vedeo Speed Fre) e Pedro Teixeira (Team Yamaha Shell Cete-lem L) repetiram as posições da primeira manga enquanto Jorge Bernardo e Leandro Ferreira inverteram.
O muito público presente na pista Acel Sport do Escandarão assistiu ainda à competição dos pilotos mais jovens. Bernardo Sabine venceu nos Iniciados e Sandro Pais no Infantis. A festa das motos regressa a Ourém já no dia 3 de Junho para a jorna-da decisiva do nacional de motocross. Não perca mais um grande evento do Natureza Motor Club!

GDC de Seiça comemora 36º aniversário em festa

O Grupo Desportivo e Cultural de Seiça comemorou, no passado fim-de-semana, o seu 36º aniversário. No sábado à noite teve lugar o jantar de convívio entre sócios, que serviu também para homenagear os que perfizeram 25 anos de associados.
Na hora dos discursos, o presidente da Direcção, Fernando Silva falou do cumprimento de promessas feitas em anos anteriores e do momento alto que o clube vive ao subir de divisão e disputar, no dia seguinte a finalíssima dos campeões distritais. O responsável do clube agradeceu todos os apoios institucionais que recebeu das diferentes entidades e falou das outras actividades da associação com destaque para o teatro onde alguns dos seus elementos haviam participado, no dia anterior, na pela sobre a vida de Lúcia.
Mas Fernando Silva, de olhos postos no futuro, apontou a necessidade de se avançar com o complexo escolar que deverá avançar em terrenos contíguos aos da sede da colectividade, adquiridos pela Câmara, para esse fim. Como «sonho» pessoal, deixa a vontade de o clube vir a possuir um campo sintético que sirva o clube mas também as crianças da freguesia.
Do grupo de futebol, o dirigente afirma que, no próximo ano, «o Seiça não vai ser o coitadinho da 1ª Divisão Distrital como muita gente já agoira» mas, promete, «vai ficar entre os da primeira metade da tabela».
João Sousa, em representação da Associação de Futebol de Santarém, recordou a sua chegada à associação de Futebol de Santarém e os laços criados com o Seiça ao informar o clube da existência de fundos a que podiam candidatar-se para a construção dos almejados balneários que culminou com a aprovação da candidatura.
Do presidente do clube afirmou a sua intransigência na defesa do Grupo, gabando-lhe a forma de desenvolver o seu trabalho ao não se limitar a falar mas também a expor as ideias através de cartas, o que facilita depois o trabalho dos responsáveis na hora de tomar decisões e não deixando assim que as conversas caiam no esquecimento.
Para o presidente da Junta de Freguesia, o clube da sua terra tem mostrado a capacidade de ser diferente de muitos outros. Isto porque, considera José Custódio, «o futebol é como o eucalipto, seca tudo à volta». Mas, reconhece, no caso de Seiça, as coisas não tê sido assim e a colectividade continua a actuar noutras frentes como é o caso dos veteranos e do teatro, exemplifica.
O vice-presidente da Câmara elogia o trabalho desenvolvido pela colectividade nos seus 36 anos de vida e fala das muitas associações concelhias, umas «adormecidas», outras «com bastante pujança». Do Seiça diz que «com humildade se tem vindo a impor ano após ano». Garante que se David Catarino se comprometeu a colaborar na melhoria dos balneários, isso acontecerá através de um protocolo a estabelecer com o Grupo. Isto porque, defende, «a Câmara tem obrigação de estar ao lado das associações que mostram trabalho, e o Seiça está a fazê-lo».
Já quanto ao sintético, Frazão diz não fazer promessas antes que seja feito um levantamento orçamental, embora a hipótese não seja escamoteada, mas sempre no contexto de uma carta desportiva do concelho.
Vítor Frazão faz também referência aos três actores presentes no grupo que encenou a vida da irmã Lúcia, na véspera, para considerar que estes «não envergonharam a vossa terra».
Ao clube deixa o cheque de 7500 euros, subsídio atribuído pelo município reconhecendo que o valor poderá não ser muito elevado, mas afirmando ser o possível, dadas as muitas colectividades do concelho. No entanto, diz, «temos colaborado de outras formas e continuaremos a fazê-lo». No final refere que no próximo ano haverá um regulamento de atribuição de subsídios pelo que as associações terão que apresentar os seus programas culturais e desportivos.
O Governador Civil de Santarém começa por apontar a tradição cultural das gentes de Seiça recordando que na sua juventude já ali costumava ir à feira do livro. Mas numa altura em que a colectividade comemora os seus 36 anos de existência, Paulo Fonseca aponta-lhe também as responsabilidades que isso representa em termos sociais, numa época «em que se assiste ao esvaziamento das aldeias» e que, por isso, «é preciso agarrar os jovens, ligando-os às suas terras», através de uma qualidade de vida que passa também pela aposta cultural.
Por tudo isso, Paulo Fonseca considera o Desportivo de Seiça como um exemplo concelhio onde, até, é possível ver que as pessoas que um dia saíram por contingências das próprias vidas, mas que mostram «continuar ligados à terra como se nela permanecessem». Daí que seja necessário «melhorar, consolidar», o trabalho desenvolvido.
Homenageados
No final do jantar foram agraciados os que completaram 25 anos de associados, a saber Alberto Pereira Lopes; João Cardoso Rodrigues; Carlos Sousa Cardoso; José Eduardo Lopes, António Manuel Lopes e Henrique Carvalho Rodrigues. Para os que não puderam estar presentes ficou a informação de que os diplomas permanecerão no clube, onde os poderão levantar.