09 junho 2006

ENCONTRO DE ORQUESTRAS TÍPICAS EM OURÉM: Orquestra apresenta novos temas



A Orquestra Típica de Ourém, anfitriã do Encontro de Orquestras, apresentou novos temas no concerto realizado a 28 de Maio. Estes temas e outros serão apresentados novamente ao público no concerto etnográfico agendado para 15 de Julho, na Praça Mouzinho de Albuquerque, em Ourém. Este evento terá a parceria de grupos de teatro e etnográficos do concelho. Ao longo de um ano e meio a Orquestra tem recolhido vários temas junto dos ranchos folclóricos de Ourém e adaptados, com novos arranjos, para orquestra.
Perante uma plateia atenta, foram apresentados vários temas musicais de cariz tradicional português pela orquestra dirigida pelo maestro José António Santos.
A Orquestra Típica Scalabitana, sob a regência do maestro Jorge Costa Pinto, apresentou diversos temas do folclore nacional, outros de autoria do actual maestro, e também do seu maestro fundador, António Gavino, falecido em Junho do passado ano. Esta Orquestra, que comemora no presente ano o seu 60.º aniversário, mostrou a sua enorme satisfação por estar novamente junto da Orquestra Típica de Ourém, fazendo alusão aos antigos encontros de Orquestras Típicas do Ribatejo promovidos pelo INATEL.
Ambas as orquestras proporcionaram aos espectadores uma tarde de música tradicional portuguesa com qualidade, apresentando diversas sonoridades e tradições regionais.
O presidente da Academia de Música Banda de Ourém (AMBO), Avelino Subtil, mostrou a disponibilidade para reactivar deste tipo de encontros no Ribatejo, pela importância da partilha e divulgação dos grupos com estas características que são em número bastante reduzido em Portugal.
Por estarmos numa zona de charneira entre Ribatejo, Alta Estremadura e Beira Litoral, existem várias influências e várias versões do mesmo tema. Muitas das gentes do nosso concelho deslocavam-se sazonalmente para o Ribatejo trabalhando nas "mondas", na apanha do tomate, melão, azeitona, etc. De lá traziam novos cantares, novas versões e às vezes novas letras que iam adaptando. A Orquestra Típica apresentou duas versões desse tema "Enleio". A recolha etnográfica é de Amélia Catarino que a cedeu à Orquestra Típica de Ourém. Foi ainda apresentada "Padeirinha",
A 3 de Junho, a Orquestra Típica de Ourém realizou um espectáculo, em Fátima, num encontro de amigos missionários da Consolata.

Casos de polícia: Assaltos no Agroal



Dia 1 de Junho iniciou-se a época balnear mas no Agroal há muito que os fins-de-semana são aproveitados para os primeiros banhos da época ou simplesmente para uns agradáveis passeios familiares. No sábado, porém, essa calma foi cortada pelo assalto a vários carros que se encontravam estacionados nos parques na margem de Tomar. Os larápios arrombaram fechaduras, partiram vidros e fizeram buracos nas portas, junto às fechaduras. Das viaturas foi levado o que encontraram mas sobretudo carteiras contendo documentos. A titulo de exemplo refira-se um grupo de emigrantes em França que ficaram sem passaportes, sem bilhetes de avião e sem os documentos das partilhas que os trouxeram à terra. Isto tudo a meio da tarde, em plena luz do dia. Ao que nos dizem já não é a primeira vez que tal sucede e havia no local mesmo quem garantisse saber quem são os «artistas». Seis dos proprietários das viaturas assaltadas já apresentaram queixa na GNR.
Outras ocorrências
Dia 30 de Maio deflagrou um incêndio numa empresa em Vilões, tendo ardido parte do telhado dos pavilhões, um depósito de aço, fibras e diversos equipamentos. O fogo foi causado por uma faísca de rebarbadora e ainda não se sabe o valor dos prejuízos.
Em Quebradas, Caneiro, deflagrou um incêndio florestal, tendo ardido cerca de 500 m2, sendo as causas e o valor dos prejuízos desconhecidos.
Dia 1 de Junho, um incêndio em Ninho d’Águia, Cercal, consumiu cerca de 6.000 m2 de mato, pinheiros e eucaliptos. Noutro incêndio florestal mas no Outeiro das Gameiras, também no Cercal, arderam cerca de 200 m2, estando também por apurar as causas e o valor dos prejuízos.
Em Alburitel, uma colisão entre dois ligeiros, causou danos materiais e outra, em Andrés, Caxarias, entre uma bicicleta e um ligeiro, causou um ferido leve.
Dia 2, de uma colisão entre um semi-reboque e um ligeiro, em Resouro, Urqueira, resultaram danos materiais. O mesmo resultou de outra colisão, no Vale, Nª Sra. da Piedade, entre dois ligeiros.
Dia 3, uma colisão entre um pesado e um ligeiro, em Marta, Rio de Couros, causou danos materiais.
Dia 4, um despiste na Fonte da Atouguia resultou num ferido leve.
Dia 5 ardeu parcialmente um tractor agrícola que estava estacionado em Pedreira, Fátima, sendo desconhecida a origem do incêndio.

FÁTIMA
Em 29/05/2006, foi detido um indivíduo do sexo feminino, de 55 anos de idade, por ter sido encontrado a circular conduzindo viatura automóvel sob influência de Álcool, com 1,54 g/l de álcool no sangue.
Em 31-05-2006, foi elaborado um auto de denuncia, por no período compreendido entre as 16h00 do dia 20/05/2006 e as 08h00 do dia 22/05/2006, desconhecidos, ignorando Modus Operandi, terem furtado do interior dos Estaleiros de Obras, um gerador no valor de 1470 euros.
Em 01JUN06, foi apresentada denúncia contra desconhecidos que, durante a tarde, furtaram de uma rua desta cidade, uma viatura automóvel no valor de 3800 euros.
Em 02JUN06, foi apresentada denúncia contra desconhecidos que durante o dia furtaram uma viatura automóvel, contendo no seu interior um martelo eléctrico, uma caixa de ferramentas e documentos da viatura sendo a viatura avaliada em 15350 euros.
Em 02JUN06, foi recuperada uma viatura automóvel, marca Mitsubishi, Canter, que tinha sido furtada.
Em 02JUN06, foi apresentada denúncia contra desconhecidos que, aproveitando-se da ausência da utente de um quarto de hotel, forçaram a fechadura e furtaram uma carteira, três colares de pérolas, uma pulseira e um par de brincos, tudo no valor de 400 euros.

01 junho 2006

Depois das cinzas, casa nova



A Câmara Municipal de Ourém e a Cáritas entregaram, na passada quinta-feira, dia 25, as chaves da primeira habitação reconstruída do conjunto de oito que, na sequência dos incêndios do verão de 2005, estão a ser construídas. A casa, situada na localidade de Lavradio, freguesia de Matas, custou cerca de 74 mil euros e teve um prazo de execução de 120 dias.
Manuel Antunes e Olívia de Oliveira, receberam as chaves da suanova habitação, das mãos do presidente da câmara, David Catarino, e de Eugénio Fonseca, presidente da Caritas Portuguesa. Presentes também, entre outras entidades, representantes da Caritas de Leiria, Junta de Freguesia, e ainda o Vigário Geral da diocese que procedeu à bênção da nova casa.
À cerimónia associaram-se também representantes da Associação de Portugueses de Saint Ouen que se mobilizou na promoção de iniciativas de angariação de fundos para o mesmo fim, junto da população emigrante em França, nomeadamente num concerto com artistas portugueses em Paris, que o Notícias de Ourém presenciou e divulgou, e onde angariou mais de cinquenta mil euros para auxiliar aos trabalhos. Na altura Catarino deixou a promessa de convidar os organizadores para assistirem à entrega das casas tendo agora cumprido a promessa. A acompanhá-los veio João Carlos Costa, o animador do espectáculo em Paris e no ar ficou a expectativa de, pelo menos alguns dos artistas que participaram no mesmo, poderem estar presentes num outro momento de entrega.
Nas intervenções, David Catarino referiu a rapidez com que as habitações foram edificadas e o "trabalho cuidado que ouve na selecção das famílias que tinham dificuldades financeiras e que realmente necessitavam deste apoio".
Um trabalho cuidado, há que fazer justiça, que é extensivo também à própria construção onde imoperam a simplicidade e o bom gosto. É evidente o carinho colocado neste trabalho, evidenciado nos pormenores que tiveram em conta o facto da habitação se destinar a uma família habituada a viver no mundo rural. Por isso, nem o recanto com o forno a lenha faltou o a torneira no exterior para regar o canteiro florido que circunda a casa. A emoção do momento para os dois idosos que receberam a chave era evidente mas, mesmo assim, Manuel Antunes não deixou de pedir alcatrão para o caminho em frente à casa que veio substituir a antiga «barraquita» como o próprio lhe chamou. No final não faltou o brinque com champanhe e o bolo que o casal fez questão de encomendar para comemorar o momento
Eugénio Fonseca salientou "o empenho da equipa projectista na adequação dos projectos às necessidades das famílias e do construtor no cumprimento dos prazos e dos orçamentos". Destacou ainda bem «a transparência com que a Cáritas está a fazer a aplicação dos meios que lhe foram confiados pela edificante solidariedade de milhares de portugueses».
As restantes habitações deverão ficar concluídas nos próximos meses.
Os apoios
Em menos de um ano um conjunto de entidades conseguiram sintonizar-se, encontrando disponibilidade financeira, levantando as situações urgentes, realizando projecto, aprovando e realizando a obra.
Com base num levantamento feito no terreno das famílias afectadas e quais as situações de emergência social, a autarquia partiu para a elaboração dos projectos, destinados a oito famílias, tendo em conta as suas rotinas. Surgem assim projectos-tipo com dois, três e quatro quartos.
Num processo célere é aberto concurso e são seleccionados os empreiteiros.
Os donativos são todos entregues à responsabilidade da Cáritas, que assume o andamento do processo. A autarquia acompanha e fiscaliza as obras.
No total serão edificadas, para além da habitação já entregue, mais seis casas T2 e uma T4. O custo total das construções é de 615 mil euros.
O financiamento da construção das moradias baseou-se, em donativos, destacando-se o BES, que entregou 15 mil euros, o INH, que entregou uma quantia semelhante e a fundação Calouste Gulbenkian, que entregou cerca de 45 mil euros; diversos particulares anónimos também depositaram os seus donativos em contas bancárias. A Câmara ofereceu o projecto e o acompanhamento da obra e a Cáritas complementou o restante.


Época de incêndios no concelho

Relativamente à situação do concelho no que se refere à preparação para a época de incêndios, o presidente da Câmara recorda que «estamos a passar por um processo de alteração de legislação que ainda não está concluído». Refere a existência de «um dispositivo que foi apresentado, sobretudo no que diz respeito a meios aéreos» mas, acrescenta que «de resto, não sinto que tenham sido tomadas medidas nenhumas». David Catarino faz referência a uma comunicação da Direcção Geral de Recursos Florestais, recebida no passado dia 23 que dizia que «as brigadas de vigilância que a Câmara costumava pôr a funcionar, deixavam de fazer sentido porque essa competência estava atribuída à GNR e à Direcção Geral de Recursos Florestais». Portanto, afirma o autarca, «em boa verdade, não vi nada alterado, até aqui. A operacionalidade dos meios aéreos, vamos ver no momento de necessidade, e estou a aguardar que termine este processo para reunir com os bombeiros para estabelecer prioridades no investimento, sobretudo em meios de combate a incêndios, sendo certo que as três corporações de bombeiros de Ourém, estão praticamente ao nível que estavam no ano passado, em termos de operacionalidade e de meios disponíveis». O presidente da Câmara aponta ainda o facto de que «a área do concelho que, potencialmente, pode arder este ano, é muito menor» e, por isso «não é de crer que tenhamos um ano como o ano passado». Mas deixa o alerta: «não significa isto que não deva haver todos os cuidados por parte dos proprietários de zonas florestais em limparem junto das habitações».
Já no que respeita à Câmara, os trabalhos de limpeza de matas que estavam previstos «praticamente ardeu tudo, pelo que não se coloca essa questão». Mas, insiste Catarino, «junto das povoações, os proprietários são responsáveis pela limpeza de uma faixa de 50 metros em volta das habitações e eu apelo a que as pessoas façam esse trabalho para evitar riscos para quem tem as habitações e outras construções. Aliás, o não o fazer pode, depois, originar responsabilidades sobre os proprietários vizinhos».

Não há crime organizado nos fogos florestais



- Cerca de 50% dos incêndios florestais deflagrados em cada ano, têm origem humana negligente, cabendo recordar que essa negligência é punida criminalmente, com penas que se poderão alongar a 5 anos de prisão.
- As suas causas mais comuns situam-se no uso incorrecto e indiscriminado do fogo (tanto para efeitos acessórios de lazer, como na produção das vulgarmente designadas "queimadas") e no lançamento de pontas de cigarro acesas sobre combustíveis finos e secos.
- Cerca de 25 a 30% dos fogos florestais revestem origem criminosa voluntária, sendo maioritariamente motivados por instintos de vingança ou de mero vandalismo.


Afinal não há conspirações e nem crime organizado na questão dos incêndios. Quem o afirma é a própria Polícia Judiciária que garante não existirem quaisquer provas daquilo que é habito ouvir-se todos os anos quando começam os fogos de Verão.
Mais, os fogos causados por incendiários não são provocados por pirómanos. É que a piromania é uma doença e não há tantos doentes assim no nosso país.
Quais são então as causas de tantos fogos?
Foi para explicar isso e muito mais que a Polícia Judiciária organizou na quarta-feira, dia 24, em Coimbra, um encontro com jornalistas, que contou com intervenções de especialistas nas áreas da psicologia e da investigação, subordinado ao tema «Fogos Florestais: crime ou notícia?».
A coordenar os trabalhos, o Director Nacional Adjunto da PJ na Directoria de Coimbra, apontou «a complexidade do tema» como motivo de tal encontro.
Pedro do Carmo apontou vários números «para que se tenha uma ideia, ainda que aproximada da dimensão do fenómeno».
Assim, em 2005, foram investigados pela PJ, 2122 incêndios florestais, o que representou um acréscimo do número de incêndios relativamente aos quais existem indícios de autoria dolosa de cerca de 25%. Mas se recuarmos a 2001, esse aumento é de 200% em apenas cinco anos.
Porém, as conclusões da PJ são que não existe uma relação directa entre o número de ocorrências, a área florestal ardida e o número de situações em que existem suspeitas de autoria dolosa. E, a ser assim, há que introduzir outras variáveis como são as condições atmosféricas, os valores de humidade do solo, o tipo de ordenamento florestal e humano, o ordenamento da floresta, o maior ou menor rigor na distinção entre incêndio e reacendimento ou a forma como foi evoluindo a valoração dos eventuais indícios de acção humana dolos na origem do fogo. Ou seja, de facto, haveria muito menos incêndios se muitos deles não fossem de origem criminosa. Porém, a conduta criminosa apenas representa uma parte do problema, pelo que a sua repressão apenas representa, também, uma parte da solução.
E parta a PJ não há qualquer prova da existência de uma rede criminosa nacional ou internacional como se tem feito circular. «A realidade», afirma Pedro do Carmo, «tem-se revelado, perante os investigadores, completamente diversa». Segundo este responsável, «salvo situações absolutamente excepcionais, o autor do crime de incêndio florestal age sozinho» e a motivação económica não existe senão num número muito limitado de situações.
Pedro do Carmo é claro: não se trata de incapacidade em demonstrar a existência de tais redes criminosas ou interesses organizados, mas antes a conclusão peremptória de que tais redes ou interesses não existem.
Defende, e isso é depois confirmado través das intervenções dos especialistas na matéria, que na «esmagadora maioria dos casos» as causas por detrás dos incêndios florestais provocados criminosamente, se devem a motivos insignificantes ou fúteis como vingança, vandalismo, curiosidade, melancolia, solidão, divertimento, «de tudo encontramos um pouco» afirma.
E dá exemplos de inquéritos investigados na região centro. É o caso do jovem vigia florestal que, tendo medo de estar sozinho na sua torre, provocou vários incêndios nas proximidades para poder ter companhia dos bombeiros que os vinham combater; do comerciante que, rejeitado pela esposa, lança fogo ao pinhal existente nas traseiras da sua casa na esperança de despertar pena na mulher e a possível reconciliação; é o jovem revoltado porque o pai não lhe comprou um computador que decidiu provocar um incêndio ou ainda o caso do indivíduo que, interrogado, afirmou ter provocado o fogo para aparecer na televisão.
Ora, afirma Pedro do Carmo, nenhum destes, bem como muitos outros casos investigados, se encaixam no estereótipo do indivíduo que, a soldo de gente importante, lança fogo ou do avião que bombardeia a floresta com elaborados dispositivos incendiários. Para este responsável, «a realidade é bem mais simples» e «é composta, na sua maioria, por gente simples, de cuja existência, as mais das vezes, só nos lembramos quando lhe ardem os bens ou quando ela mesma lhes lança o fogo». Ora, esta simplicidade acaba por se traduzir numa muito maior dificuldade de investigar o que se agrava pelo facto do incendiário, em regra, procurar locais ermos e horas sem movimento para provocar o fogo. Também os meios utilizados para a deflagração são bem mais simples que aquilo que muitas vezes se ouve e não passa de fósforos, isqueiros ou velas. Daí a dificuldade de investigação mas, apesar disso, refere o director nacional adjunto da PJ, «nos últimos anos temos assistido a significativos avanços na investigação criminal, quer ao nível da melhoria dos mecanismos de cooperação entre todas as entidades envolvidas na prevenção e repressão dos incêndios florestais quer ao nível do conhecimento científico e utilização de nova tecnologias». Avanços estes, que levaram a que, só no ano passado, na Directoria de Coimbra, tenham sido constituídos como arguidos 273 suspeitos entre os 637 inquéritos iniciados, tendo em conta que muitas vezes um único arguido é autor de vários incêndios.
Em jeito de síntese, Pedro do Carmo atestou que «a maior parte dos incêndios florestais não são dolosamente provocados»; que «não é possível estabelecer uma relação de proporcionalidade directa entre o número total de incêndios, o número de incêndios dolosamente provocados e a dimensão da área ardida»; que «nos casos em que o incêndio é intencionalmente provocado, deparamo-nos, com regra quase sem excepção, com um agente do sexo masculino, que actua sozinho e sem motivo relevante que o conduza a esse comportamento»; que «apesar das dificuldades existentes, a investigação do crime de incêndio florestal tem produzido resultados positivos, traduzidos no número de arguidos constituídos, na percentagem de aplicação da medida de coação prisão preventiva, no número de condenações, nas penas de prisão aplicadas e respectiva duração» e que «por muito dura ou eficaz que seja a repressão criminal, o seu impacto nunca ficará aquém das expectativas».

O perfil do incêndiário
Cristina Soeiro, professora do Instituto Superior de Polícia Judiciária e Ciências Criminais, fez uma caracterização sócio-psicológica do incendiário florestal português.
Segundo a docente a maioria dos incendiários florestais são do sexo masculino, têm baixa escolaridade, pertencem a famílias de nível sócio-económico baixo. Para além disso apresentam, por norma, problemas associados ao alcoolismo, agem individualmente e têm motivações fúteis.
Geralmente actuam por retaliação, em benefício próprio ou têm uma história clínica relacionada com alcoolismo, atraso mental e esquizofrenia. Menos frequentes são os casos em que agem por atracção pelo fogo, ou seja por piromania. Com base nas investigações existentes é possível traças diferentes perfis do incendiário, sendo que os mais comum apresentam as características enunciadas Os que actuam por retaliação, são os mais comuns e pode tratar-se de homem ou mulher, entre os 36 e os 45 anos ou com mais de 56, casados, operários não especializados, desempregados ou reformados com pouca escolaridade, apresentando problemas de alcoolismo, na generalidade sem condenações anteriores. Actuam entre as 16 e as 20h00 e por motivos de hostilidade e/ou de raiva contra familiares e conhecidos.
Frequentes também, embora menos, são os que actuam por razões de ordem psiquiátrica (esquizofrenia, atraso mental) ou por efeitos do álcool. Geralmente são também indivíduos do sexo masculino, entre os 46 e os 55 anos, que exercem profissões como as de bombeiro, pastor, madeireiro, etc., e sem escolaridade. Apresentam antecedentes psiquiátricos e/ ou consumo no momento do crime. As horas a que ocorrem estes crimes situam-se, geralmente entre a meia-noite e o meio-dia ou entre o meio-dia e as 16. As causas são, geralmente, de origem passional, frustrações, resultantes da patologia e os alvos são amigos ou companheiros.
Seguem-se os que actuam em busca de benefício próprio. São homens entre os 20 e os 35 anos, operários ou comerciantes, com baixa escolaridade, sem antecedentes psiquiátricos que não consomem álcool no momento do crime e que podem ter condenações anteriores por outros crimes. Actuam por volta das 20h00 em áreas florestais ou agrícolas. Neste perfil podem incluir-se aqueles que recebem um pagamento pelo crime.
Pouco frequente é o caso dos pirómanos. Trata-se, na generalidade de homens com menos de 20 anos, solteiros que cometem o crime por prazer em destruir e fazem-no perto dos locais de emprego. Ateado o fogo, voltam depois com os bombeiros, muitas vezes ajudando mesmo no combate ou simplesmente para observar.
Face a estes perfis, a especialista alertou para o facto de nem todos estes indivíduos terem capacidade de aprender a alterar comportamentos apenas através da repressão.
António Carvalho, inspector chefe da PJ, apontou o grupo etário entre os 20 e 35 anos como sendo responsável por 40,6 por cento dos incêndios, sendo que os indivíduos entre os 36 e 45 anos e os 46 e 55 anos surgem, em cada um dos casos, com 21,9 por cento.
Este responsável da PJ alertou para a diferença entre fogo e fogacho sendo que das 35.763 ocorrências registadas no ano passado, apenas 8086 são consideradas como fogos florestais porque queimaram mais de um hectare de floresta. Todos os outros 27677, com menos de um hectare, são considerados fogachos e mesmo neste último caso, a maioria não ultrapassa uma área de 100 metros quadrados.
António Carvalho explicou depois o modo como a PJ desenvolve uma investigação: a metodologia, o ciclo da investigação, a identificação do ponto de início do fogo e, finalmente, o objectivo da investigação.
Não ficaram esquecidas as recomendações, em termos de prevenção ficando claras as ideias de que as queimadas são cada vez mais perigosas visto que os espaços agrícolas que funcionavam como barreiras, são cada vez menores. Alertou para a necessidade de se proceder à limpeza em torno das casas e para o perigo que representam as lixeiras clandestinas e as sucatas abandonadas.
A última intervenção foi da responsabilidade de Rui Abrunhosa, professor na Universidade do Minho que falou do impacto do tratamento noticioso nos comportamentos. Não ficou provado que o visionamento de imagens televisivas influencie comportamentos, de per si. Mas ficou a certeza de que se o indivíduo tiver propensão para a violência. Mas também ficou claro que depende muito da forma como é feito o tratamento noticioso. É que, por vezes, um comportamento condenável acaba por se tornar numa banalidade e aí reside o maior perigo, sobretudo para indivíduos com dificuldade em assumir determinados sentimentos como a culpa ou o remorso. Isto é válido, sobretudo se tivermos em conta os perfis traçados que dizem que o incendiário, na maior parte dos casos, sofre de doença de foro psiquiátrico, possui um nível de inteligência baixa e/ou consome álcool ou drogas.


Tudo a postos no distrito
Falar de preparação para a época de incêndios, obriga a ouvir o responsável máximo pela protecção civil no distrito, o seu Governador Civil. Para o oureense Paulo Fonseca, o distrito «está a postos e preparado»


Notícias de Ourém - Estamos em plena época de incêndios. Como é que o distrito está preparado?
Paulo Fonseca - Sejamos claros. Estamos muito melhor preparados mas ainda não estamos como deveríamos estar. Basta pensarmos no grande problema estrutural que é a falta de ordenamento florestal para percebermos que falta fazer muito, principalmente ao nível da mentalidade. Se temos milhares de parcelas com mato da altura de uma pessoa é muito difícil aos Bombeiros poderem ter uma eficácia plena. Se temos pessoas que insistem na ideia de fazer queimadas ou mandar foguetes à hora do calor, em pleno verão compreendemos bem a dificuldade que é podermos corresponder a 100 %.
NO - Quais as principais diferenças em relação a anos anteriores?
PF -Reforçámos os meios aéreos – temos agora mais um avião de combate no Distrito, já a operar nesta fase, para além de um avião de vigilância que resultou de um protocolo que eu mesmo assinei com a Vodafone e a partir de 1 de Julho contaremos com mais um avião de combate. Introduzimos brigadas de ambiente da GNR no dispositivo de combate e estamos a equipar os Bombeiros com equipamentos de protecção individual em número suficiente, isto com verbas do Governo Civil. Deixámos de ter somente o Comandante Distrital, tendo reforçado o Comando com a designação do Eng.º Rui Natário para 2º Comandante e demais instituições; reforçámos o sistema de comunicações que é o mais avançado do país até à implementação do SIRESP; dotámos as viaturas de comando com GPS. Fizemos 35 reuniões por todo o Distrito para estimular a criação de Zonas de Intervenção Florestal (ZIF’s) na convicção de que é o melhor caminho para resolver o deficiente ordenamento da floresta; reforçámos em 25 por cento as equipas de primeira intervenção em todo o Distrito de Santarém, etc.
NO - O dispositivo de combate está todo a postos, inclusive o aéreo?
PF - Estamos a postos e todos os intervenientes estão preparados para enfrentar esse inimigo comum que é o fogo. Temos bons Bombeiros, mais e melhores equipamentos, inclusivamente meios aéreos, uma unidade colectiva em torno desta estratégia que foi desenvolvida pela primeira vez no Inverno e que nos possibilita ter a ambição de sermos mais eficazes. Mas continuamos com os problemas estruturais que referi para além de se adivinhar um aumento gradual da temperatura média devido à tentação de destruição ambiental de décadas e à redução da humidade relativa que faz aumentar a velocidade de propagação do fogo e a dificuldade no seu combate.
Sobre os meios aéreos, aproveito para desmistificar uma ideia errada pois é absolutamente impossível um combate com recurso aos meios aéreos se o fogo tiver uma dimensão muito grande pois o fumo inviabiliza essa possibilidade. O reforço de meios que temos permite, isso sim, uma resposta mais rápida na primeira intervenção, procurando evitar o aumento da dimensão do fogo.
NO - Existe algum plano específico de detecção e combate, diferente daquilo que já é conhecido de outros anos? Especifique.
PF - Existe o Dispositivo Distrital que se insere no Dispositivo Nacional e que se constituem nos Planos de Prevenção, Detecção e Combate aos Fogos Florestais, mais apurado que o plano do ano anterior, desde logo pela introdução das diversas novidades que se conseguiram obter. Por exemplo, a Coordenação da Detecção e Vigilância é feita pela GNR, por exemplo o reforço das equipas de primeira inter-venção….etc.
NO - Os meios existentes são os mesmos? Há mais? Há menos?...
PF - Como acima referi, existe um substancial reforço de meios bem como uma estratégia mais adequada às dificuldades que possuímos.
NO - Como se vai estabelecer a relação entre as forças da GNR e os bombeiros. Quem coordena o quê, quem é responsável por o quê? Ou seja, como é que as coisas se vão desenrolar no terreno?
PF - O Comando Distrital coordena todo o sistema e é o principal responsável por ele. Todas as restantes estruturas se enquadram no dispositivo sob a tutela do Comando Operacional que responde perante o responsável político.
No - Desde a abertura oficial da época de incêndios, a 15 de Maio, já é possível dizer o que é que ardeu no distrito?
PF - Até agora ardeu muito pouco, felizmente. O objectivo é reduzir o número de ignições e a área ardida.
NO - Quer deixar alguma mensagem final?
PF - Aproveito para dizer que todos os cidadãos são agentes de protecção civil pelo que é exigível que cada um defenda os seus bens, as suas casas, com uma limpeza significativa dos matos envolventes. Assim como pedir que seja cumprida a Lei no que se refere ao uso dos foguetes ou à realização de queimadas… A verificar-se tal irresponsabilidade, o trabalho dos Bombeiros torna-se muito mais difícil e não teremos qualquer problema em intervir a sério contra estes infractores.
Por outro lado, um apelo forte para que os proprietários se organizem na criação das ZIF’s… É a única forma de se organizar a floresta tornando-a rentável e permitindo a defesa do património de todos… E, provavelmente pela última vez, existem apoios financeiros do Estado para apoiar a criação destas entidades.


GNR também a postos


Algumas dúvidas têm surgido quanto às novas competências atribuídas à GNR no que se refere à prevenção de fogos florestais. Nesse sentido o NO foi procurar esclarecer-se junto de fonte bem informada. De facto, a GNR tem competências nas áreas de detenção e vigilância florestal. Como é sabido, os guardas florestais passaram a integrar os corpos civis da GNR e estão a fazer vigilância, com o CEPNA - Corpo Especial de Protecção da Natureza da GNR, em constante contacto com os postos de vigia. Por outro lado, existem elementos de ligação da GNR que têm permanência nos Bombeiros (CDOS - Centro Distrital de Operações de Socorro) e que cobrem toda a área florestal através de câmaras e fazem a detecção visual dos incêndios. Ou seja, por parte da GNR está tudo a postos para a chegada do Verão e dos incêndios. De referir ainda que tem estado a decorrer reuniões diárias com o coordenador distrital para acerto de pormenores, colaboração, etc. No entanto, há também que referi-lo, para a GNR este é um ano piloto, pelo que as novas metodologias ainda não foram testadas.


Intermarché oferece mais segurança

Realizou-se no passado dia 26 de Maio, no Intermar-ché do Cartaxo a cerimónia de entrega a 5 Corporações de Bombeiros do País, entre as quais os Bombeiros de Ourém, de equipamento individual de segurança – Fatos NOMEX.
Esta iniciativa teve o patrocínio em parceria do Intermarché e Lever & Elida Portugal que promoveu esta campanha junto dos clientes do Intermarché

Especial: Fogos Florestais

Proteja a floresta
O seu contributo para proteger a floresta do fogo baseia-se na adopção de algumas Acções Preventivas, medidas de simples bom senso, sempre que haja risco de incêndio e sobretudo durante os períodos mais quentes e secos.
Deve-se respeitar a legislação vigente, nomeadamente o Dec-Lei n.º 334/90 de 29/10 e ter especial cuidado com:
Queimadas
É proibida a realização de queimadas a menos de 300 metros das áreas florestais. Se pretender efectuar uma queimada ou fogueira deverá dirigir-se ao posto da GNR ou ao quartel de bombeiros mais próximos, de forma a que lhe seja concedida a respectiva licença.
Queima de lixos
Está proibida por lei durante a chamada "época normal de fogos", e numa faixa limítrofe de 100 metros das florestas. Se a queima de lixos se resumir a uma pequena fogueira, então as normas referidas para realização de queimadas são aqui aplicáveis. No caso das lixeiras , a legislação refere que é proibido a sua queima numa faixa de 500m a contar do limite das matas, salvo quando estas sejam completamente isoladas por uma faixa envolvente com uma largura mínima de 100 metros, em que tenham sido totalmente eliminados os matos.
Lançamento de foguetes
O lançamento de foguetes é proibido dentro das matas e numa faixa mínima de 500 metros a contar dos seus limites, se não forem tomadas as providências adequadas ao potencial perigo de incêndio.
Piqueniques
É proibida a realização de piqueniques com uso do fogo para confecção ou aquecimento de alimentos. Deverão ser utilizados os espaços próprios para o efeito, construídos pelas autarquias ou outras instituições, locais estes onde deverão ser disciplinados todos as actos relacionados com o uso do fogo e rejeição de dejectos.
Apicultura
A actividade apícola, vulgarmente exercida no interior ou nos limites de povoamentos florestais, está vulgarmente associada à utilização do fogo. Este meio é utilizado não só para acender os fumigadores como também para realizar limpezas de matos adjacentes ao apiário. Evite utilizar o fogo para limpar os matos contíguos ao apiário. Caso o utilize, siga as normas habituais para realização de queimadas. Deverá existir especial cuidado com a utilização do fumigador. Este não deverá ser colocado sobre combustíveis finos e mortos (material de fácil inflamação) e o seu conteúdo deverá ser despejado em locais que não ofereçam perigo de ignição e propagação de focos de incêndio.

Valor moral do embrião em debate

O valor moral do embrião e o desenvolvimento da vida pré- natal, as questões éticas ligadas à procriação medicamente assistida questões em debate num colóquio sobre "Procriação medicamente assistida" que se realiza a 9 de Junho em Leiria.
São oradores o professor de Ética Teológica e Bioética e médico, José Manuel Almeida; o director do serviço de Infertilidade do hospital de Santa Maria, Carlos Calhaz Jorge e dois representantes do movimento "Juntos pela vida": Ana e Pedro Líbano Monteiro.
"Pareceu-nos oportuno organizar um colóquio sobre esta temática e, para orientar a nossa reflexão, convidámos pessoas de reconhecida competência", adianta a organização, o Centro de Formação e Cultura – Secretariado Diocesano da Pastoral Familiar da diocese de Leiria-Fátima. O colóquio tem início às 21h. A entrada é livre.


Casos de Polícia

iros provocou apenas danos materiais.
Dois feridos leves é o resultado de uma colisão em Nossa Senhora das Misericórdias entre um veículo pesado e um ligeiro de passageiros, a 25 de Maio. No mesmo dia, uma pessoa ficou ferida na sequência de um despiste de um ciclomotor em Gondemaria enquanto que da colisão entre um veículo pesado e um veículo ligeiro, em Caxarias resultaram danos materiais.
Num incêndio em Alqueidão, ardeu a parte eléctrica desconhecendo-se as causas e os prejuízos resultantes.
A 26 de Maio, do despiste de um veículo ligeiro em Seiça resultaram danos materiais. Também da colisão entre um ligeiro e um veículo pesado em Nossa Senhora da Piedade, resultaram danos enquanto que, do choque entre dois ligeiros na mesma freguesia, há a registar, também, danos materiais.
Uma pessoa ficou ferida sem gravidade na sequência do despiste de um veículo ligeiro em Caxarias enquanto que do choque entre dois ligeiros em Seiça só resultaram danos. Um incêndio em Matas consumiu 400 m2 de área. As causas e os prejuízos são desconhecidos.
Em 29 de Abril, um animal de raça canina, na Freixianda, foi atropelado.

FÁTIMA

Em 23MAI06, foi apresentada denúncia, contra desconhecidos, que no período compreendido entre as 10h00 e as 15h00, que depois de terem partido o vidro de uma janela de uma residência, entraram num dos quartos de onde furtaram todos os objectos de ouro que ali se encontravam, nomeadamente, fios, pulseiras, crucifixos, argolas, tudo no valor aproximando de 5000 euros, causando ainda danos no valor de cerca de 30 euros.


Em jeito de resposta ao JO
«A Câmara não joga»

Depois da entrevista que o NO apresentou na anterior edição, com o presidente do Juventude Ouriense, confrontámos o presidente da Câmara com algumas das situações apontadas.
Quanto à necessidade de conversar de que falava Sérgio Ribeiro, Catarino afirmou que, de facto, «está pedida uma reunião» acrescentando que esta «vai ser agendada entretanto». Mais, só ainda não aconteceu porque «ainda não houve oportunidade de a fazer». Até porque, diz o presidente da Câmara, «eu percebo a preocupação que existe».
Já quanto à afirmação de que este é um «momento histórico» para o concelho, Catarino considera que «não cabe à Câmara decidir pelas associações. Se devem pensar em subir se não devem pensar em subir… Isso são decisões das associações. O que acontece é que os equipamentos desportivos que a Câmara tem e nos quais tem investido, têm sido colocados ao serviço das associações». E, «particularmente o JO tem sido um grande utilizador quer de piscinas quer do pavilhão desportivo, este quase em exclusivo. Agora os propósitos de futuro de cada associação a ela competem», insiste. «A Câmara não se mete mas também não tem que suportar as consequências das decisões, certas ou erradas, das associações». Porque não se trata de uma decisão mas sim do coroar de uma caminhada, o NO fez sentir isso mesmo ao autarca que respondeu que «a Câmara não joga e nem pede para ficarem na segunda e nem empurra para a primeira. É uma decisão da associação».

Boleiros inaugura casa mortuária



O anseio da população era antigo, um locar para velar os mortos. E no dia de inauguração da casa mortuária de Boleiros, a população esteve presente. Os mais velhos, iam comentando ali e aqui da grandiosidade da obra, do trabalho da comissão, do esforço desempenhado por estes homens e mulheres que planearam e construíram a obra.
"Foi um trabalho custoso mas bem conseguido por todas as últimas comissões", afirmou o presidente da Comissão da capela de Boleiros, a 28 de Maio, na inauguração da casa mortuária e centro de catequese.
"É certo que ainda temos dívidas mas o nosso povo tem contribuído com todo o entusiasmo", frisou aquele responsável que agradeceu o apoio e carinho com que a comunidade de Boleiros, Valinhos e Chã que não tem faltado com apoio e carinho.
Esta obra tem um custo de cem mil euros. O valor da construção está pago, garante um dos elementos da comissão. Quanto ao resto do montante não coberto pelos valores angariados nas diversas iniciativas para esse efeito, a comissão tem empréstimos feitos a particulares da comunidade.
A casa mortuária e centro de catequese englobam um projecto global aprovado há cinco anos pela autarquia e que inclui obras no interior da capela, remodelação do salão, arranjos exteriores. A licença específica desta fase da obra foi pedida há um mês.
Nesta obra ainda falta um elevador para deficientes que
Obras bem planeadas
O presidente da Câmara, David Catarino assinalou o exemplo do trabalho aqui efectuado como bom exemplo de trabalho planeado.
"Estas (comissões) além do entusiasmo, têm procurado fazer as coisas bem, planear, saber o que se quer, para depois passar à prática", referiu assinalando que "tem-se feito um excelente trabalho do outro lado da estrada agora aqui também a mesma coisa, há aqui um trabalho sustentado e eu queria apontar isto como exemplo para o concelho".
Em relação ao financiamento desta casa mortuária, uma obra que será apoiada pela autarquia, a comissão da capela vai pedir à Junta de Freguesia que apresente uma candidatura à Câmara municipal para apoio a esta obra.
Também o presidente da Junta de Freguesia se regozijou com esta obra, assinalando também o planeamento, como peça fundamental. "Parabéns à comissão porque em boa hora, há uns anos atrás se lembrou de começar a pensar, depois projectar e planear e finalmente por mãos à obra num projecto que começa a ser visível".
"Que esta comissão sirva de exemplo a outras comissões e outras associações por esta freguesia fora", referiu ainda o autarca.
Natálio Reis referiu ainda o apoio da população a este projecto. "Uma comissão se não tiver o apoio da população em volta do projecto que executa, é desmotivante. O apoio que a população tem dado não só monetário mas as vezes o apoio, a palavra".
Para este responsável "este empenho, é importante que as autarquias apoiem porque quando se vêm projectos sustentados, projectos com interesse devem ser apoiados não só financeiramente mas também estando ao lado deles (comissão)".

Agroal à espera


A época balnear iniciou-se, oficialmente, ontem. No Agroal, queixam-se as pessoas, a limpeza que é costume a Câmara mandar fazer por esta altura ainda não foi feita. Confrontamos o presidente da Câmara com esta situação e o autarca começou por lembrar que «o domínio hídrico, com uma faixa de dez metros, não é da Câmara. É da CCDR». Mas como «sabemos que não fazem nada», a Câmara, «enquanto não faz a grande intervenção de fundo, que deverá iniciar-se em breve, irá passar com uma pequena intervenção», garante Catarino.
Quanto ao projecto já aprovado de intervenção naquele espaço, o autarca diz que a Câmara está, actualmente «com a negociação na aquisição de uns terrenos e edificações com um dos proprietários» e, acrescenta, «quando eu tiver um contrato de promessa de compra e venda, com a autorização da Câmara entrar, nós avançamos com o concurso».

Jovens «deputados»


Na passada segunda-feira, dia 29 de Maio, decorreu, na Assembleia da República a XII Sessão Parlamentar "A Escola e a Assembleia", dedicada ao tema "Educação e Cidadania para a Prevenção Rodoviária". Nesta sessão, que envolveu jovens "Deputados" de todo o país e do Círculo de fora da Europa (2 jovens de Macau), o distrito de Santarém foi representado por 4 jovens, 2 de Torres Novas (EB23 Manuel Figueiredo) e 2 de Ourém (Agrupamento Conde de Ourém). Tratou-se de uma sessão muito participada, em que o "Parlamento dos jovens" produziu uma recomendação à Assembleia da República, constituída por 20 pontos, no sentido de tomar medidas tendentes a reduzir a sinistralidade rodoviária.
A deslocação dos jovens de Ourém foi efectuada pela Câmara Municipal.

Desporto

Campeonato Nacional
MX de Ourém vai estar ao rubro


O Natureza Motor Club organiza a última jornada do Campeonato Nacional de Motocross, no dia 4 de Junho. A pista da Acel Sport do Escandarão vai ser palco de animadas lutas nas classes Elite (MX1 e MX2), Infantis A e Troféu Vintage.
O campeonato está ao rubro, os títulos por decidir e tudo pode acontecer!


A temporada de motocross 2006 foi uma das mais animadas dos últimos anos. Vá-rios candidatos ao título, mui-tas e acesas lutas pela vitória e alguns revezes caracterizaram esta época. Na clas-se rainha MX1 (motos 250cc a 2T e 450cc a 4T) e na Elite (que junta os melhores MX1 e MX2) Sandro Marcos, Luís Correia e Hugo Santos (tri-campeão em título) foram os protagonistas. Todos eles ven-ceram pelo menos uma corrida. Sandro Marcos contraiu uma lesão na prova da Cor-telha e foi afastado da luta pelo título. Resta agora saber quem vencerá o duelo de titãs entre Luís Correia e Hu-go Santos.
Na classe MX2 (motos 125cc a 2T e 250cc a 4 T) o campe-onato também teve momen-tos "quentes" entre Paulo Gonçalves e Nelson Silva. O experiente "Speedy" Gonçalves conseguiu superiorizar-se, venceu 12 das 14 mangas dis-putadas e garantiu uma vantagem brutal (na pontuação) sobre o jovem Nelson Silva. Este venceu as mangas restan-tes mas deu luta ao piloto de Esposende. Na prova de Paço dos Negros foi obrigado a de-sistir e ficou definitivamente afastado da luta pelo título MX2. Paulo Gonçalves es-tá muito perto de se sagrar campeão mas Nelson Silva ain-da vai disputar o vice título com Paulo Alberto.
Os Infantis A são uma classe que proporciona sempre mo-mentos de grande espectácu-lo. Os pilotos têm entre 6 e 8 anos e participam com motos a 50cc. Ricardo Serra é o líder do campeonato e esta será a penúltima prova da temporada. Em contraste com a classe mais jovem está o Troféu Vintage. Os "veteranos" vão mostrar as manobras possíveis no comando de motos com mais de 16 anos.
A pista Acel Sport do Escandarão é uma das mais recentes aquisições do Natureza Motor Club. No mesmo terreno será construído um parque temático onde não vai faltar uma pista de super-cross, autocross e mini motos (entre outras). A organização recebe este ano vários eventos. Supercross, Super-moto e Cross Country mas a mais imediata é a última de Motocross, já no dia 4 de Ju-nho. Não perca! Os títulos po-dem decidir-se em Ourém!


Roldão reforça defesa
do Desportivo Fátima

O Centro Desportivo de Fátima con-tratou o jovem defesa central Pedro Roldão, que na última época esteve ao serviço do Abrantes. É sem dúvida uma boa notícia para os adeptos do clube de Fátima, pois trata-se de um jogador jovem e com provas dadas, tendo inclusivamente já sido chamado a representar a equipa das esquinas.
Além do central Pedro Roldão, o no-vo técnico fatimense Rui Vitória pode contar com os seguintes jogadores que entretanto renovaram com o Desportivo de Fátima: guarda-redes Pedro Duarte, Nuno Batalha e Filipe Marto; defesas Índio e Samuel; médios Morgado, Nino e Ricky; avançados Pimenta e Devigor.


Nadadores do JO
melhoram tempos


Uma equipa de nadadores do Juventude Ouriense composta por Alexandra Nunes Borges, André Carreira, Catarina Rodrigues Dias, Tiago Alexandre Dias, Pedro Miguel Dias, Ana Carolina Gonçalves, André Lopes Neves e Telma Ruas Pereira acompanhadas pelo treinador Albertino Cartaxo Constantino participou no dia 28 de Maio na Piscina Municipal de Torres Novas, estreadas para esta competição, numa Prova de Apuramento de Categorias organizada pela Associação de Natação do Distrito de Santarém, que contou com o apoio da Câmara Municipal do Torres Novas.
Estiveram presentes 161 nadadores em representação de 15 clubes da região.
Na generalidade todos os nadadores do clube melhoraram as suas prestações desportivas, mas temos que salientar o nadador Pedro Dias que recentemente nadava os 100m mariposa no tempo de 1´51´´ e, nesta prova obteve o tempo de 1´33´´.


Torneio Nacional
de Infantis


Conforme noticiado na edição pas-sada, o Juventude Ouriense foi repre-sentado pela Helena Teodósio, Infantil A, no Torneio Nacional de Patinagem Artística deste escalão, nos dias 27 e 28 no pavilhão da Maia - Porto.
A atleta ouriense, com apenas 8 anos de idade, lá foi mostrar o que de melhor sabe fazer e conquistar assim um honroso 21.º lugar na classificação nacional.
Quanto a mais campeonatos nacio-nais, encontraremos de novo o Juven-tude Ouriense, depois do norte, no extremo sul do país, em Castro Marim, nos dias 17 e 18 de Junho de 2006 a "mana", Campeã Distrital de Cadetes: Carolina Teodósio.


vitória justa

Em tarde de festa para o Atlético e para os seus ade-ptos pela subida de divisão e por terem garantido cedo o primeiro lugar na Série A, a equipa de Ourém joga ago-ra para cumprir calendário.
Mas, este domingo, havia um jogo grande no Campo da Caridade, onde o Vilarense tinha de vencer para manter a luta pelos lugares que dão acesso à subida, ficando à margem da festa do seu clube vizinho.
Cedo se viu que o Vilarense queria ganhar e logo no segun-do minuto, marcou por Gon-çalo num excelente remate.
O Atlético tentou reagir e Pedro Carreira esteve nos pés duas boas oportunidades de golo mas não conseguiu mar-car, primeiro isolado atirou ao lado e na segunda cabeceou à barra após canto apon-tado por João Simões.
O jogo estava vivo e Pedro por duas vezes ameaçou o golo para o Vilarense mas os remates não foram certeiros.
Assistia-se a um grande jo-go de futebol com as jogadas de perigo a rondarem as duas balizas. O grande número de adeptos que se deslocaram ao Campo da Caridade estava a dar por bem empregue o seu tempo e já perto do intervalo, João Simões numa grande jogada individual passou por dois adversários mas atirou por cima da baliza de André.
Ao intervalo vantagem que se aceitava do Vilarense ape-sar de algum equilíbrio entre as duas equipas.
No segundo tempo, é o Atlético que entra melhor ten-tando chegar à igualdade e aos 58 minutos Pedro Carreira isola-se e à segunda, faz o golo do empate após uma jogada de insistência.
O empate também não ser-via de muito ao Vilarense e então a equipa orientada por Mário Ruas tentou ir em busca do segundo golo e conseguiu-o por Carriço num remate fra-co, mas com a bola a entrar no fundo da baliza do Atlético num lance infeliz do guar-dião Fernando.
A vencer por 1-2 em Ourém, o Vilarense começou en-tão a controlar o jogo, nunca deixando de contra atacar, ao invés no Atlético, João Simões tentava levar a sua equipa para a frente, mas qua-se sempre a opção era o pon-tapé para a área adversária com os lances a serem quase sempre ganhos pela defesa contrária.
De livre, já nos descontos, João Simões obriga André a uma grande defesa e na resposta Ruas pela esquerda cru-za, mas Gonçalo perde tempo e força no remate que saiu ao lado.
Vitória justa do Vilarense que no geral foi a melhor equi-pa sobre o terreno de jogo, perante um Atlético que voltou a perder ao fim de 19 jogos e pela primeira vez no seu terreno.
Na próxima e última jornada o Atlético vai continuar a cumprir calendário enquanto que o Vilarense ainda vai ter de trabalhar a sério para conquistar a subida de divisão.
Arbitragem: O Sr. Carlos Nogueira apitou muito, mais do que devia, mas no geral teve actuação positiva.
Melhor em Campo do Atlético: João Simões apesar do cansaço que vem demonstrando nas últimas jornadas, continua a ser o jogador que leva a equipa para a frente e todo o jogo de ataque do Atlético passa pelos seus pés.
Teve perto de marcar, mas errou o alvo por pouco.
Melhor em Campo do Vilarense: Gonçalo esteve endiabrado, quer atacar quer a defender, marcou o primeiro golo do desafio e teve nas melhores jogadas de perigo da sua equipa, está em gran-de forma.


Infantis A
Atlético é campeão distrital


Os Infantis A do Atlético Ouriense sagraram-se no passado sábado Campeões Distritais daquele escalão ao derrotarem na penúltima jornada o Desportivo de Fátima por 4-3, num grande jogo de futebol com emoção e golos.
Quando ainda falta uma jornada para o final, a equipa orientada pelo mister Picoto e pelo mister Litos, está de parabéns pelo seu excelente trabalho na formação destes jovens jogadores que são o futuro do clube.
Estes jovens craques foram homenageados no intervalo do jogo dos seniores, onde foram chamados um a um aplaudidos pelos muitos adeptos presentes no Campo da Caridade. Tiveram ainda oportunidade de receber das mãos de Laranjeiro jogador do União de Leiria a actuar na primeira liga, o troféu correspondente ao feito.
Parabéns a todos os jogadores e equipa técnica por este titulo. Parabéns Atlético.


Que g´anda Espinho!

Ou uma espinha na garganta.
Ou um prego no sapato.
Ou um duro osso que não se foi capaz de roer.
O que quiserem que traduza um tropeção numa caminhada. Que faz doer. Não foi o primeiro e tem de ser o último! Mas o facto é que, à vista da meta, tem efeitos psicológicos complicados… Parece que a colocou, à meta, mais longe quando ela está onde estava. Ali. À mão de semear, como sói dizer-se. Sim, porque a meta não se afastou e, de 5 dos 2 que a alcançarão, o Juventude, que tinha um avanço de 4 pontos sobre a concorrência, pas-sou a ter 3 pontos! Ponto final.
É verdade que se o JO tivesse ganho ao tal Espinho tudo estaria mais fácil. Mas não ganhou. Porquê?
Porque os outros também jogam e apareceram sobre os tacos de mais um pavilhão da nossa inveja muito motivados. Claro!, iam jogar contra os que estavam (e estão!) em primeiro e isso é sempre uma motivação suplementar, além de que, após 3 derrotas seguidas, teria havido "mexidas" lá por casa que lhes puxa-ram pelos brios. E, diga-se!, os de Ourém não estiveram felizes. E nem sempre estiveram bem. Aconteceu. No 33.º jogo, como já acontecera noutros embora em mui-tos mais tenham estado muito bem e/ou felizes.
Os motivados hoquistas da Académica de Espinho não ajudaram nada. Alguns deles salientaram-se pelo anti-jogo. Estavam ali para não deixar jogar. Nem que, para isso, para não deixar jogar, se agarrassem aos idos de Ourém como naquele concurso de dança na televisão que pas-sa a seguir à hora dos jogos e deveria servir para espalhar mágoas. Então o capitão espinhense mais parecia um general-carraça. E os de Ourém não foram capazes de escapar ao abraço e, quando o foram, não estiveram felizes. Em contrapartida, os de Espinho quando estiveram bem foram felizes e quando não estiveram bem, ou quando tiveram de deslaçar o abraço (o tal general-carraça viu-se azul depois de dois muito tardios e inevitáveis amarelos), foram felizes. Acontece e aconteceu. Pronto.
1-0 ao intervalo. Tudo em aberto. Depois, um recomeço desastrado e desastroso: 3-0. Uma recuperação: 3-1, uma esperança que se acendeu a lembrar outras extraordinárias recuperações. Logo novas maneiras de anti-jogar por parte dos espinhosos adversários, como a de cum-prir indicações do banco tea-tralizando lesões para quebrarem o ímpeto oureense. A tal felicidade de uns e infelicidade de outros, e 4-1 e 5-1, com mais um golito tarde e a más horas, do Zé das Botas, para fixar o resultado final: 5-2. Nada fixe!
Olhando para a tabela, con-tabilizados todos os jogos da jornada (e faltando 11 minutos de um jogo entre o Riba de Ave e o Feira, cuja marcação mais parece carta na mão de batoteiros profissionais), a três jornadas do fim há 5 candidatos a 2 lugares de subida à 1.ª divisão. A situa-ção é complicada. Mas o que é indiscutível é que o Juventude Ouriense está em 1.º, com três pontos de avanço e dois jogos em casa, o que é vantagem confortável. Sobre a qual não pode repousar mas que existe… e é confortável.
Agora, neste restinho da recta final, a vantagem de 2 de 3 jogos em casa só existe se todos os de Ourém a quiserem aproveitar. Enchen-do o pavilhão por dentro e por fora (porque não podem caber todos dentro…) e apoian-do a equipa. Como é preciso e ela merece pelo que foi es-ta caminhada até aqui.
Sábado, é com o Feira. Tem de ser uma festa ou uma romaria.

Estradas em obras

«Já se contam pelos dedos as estradas municipais nas quais falta intervir, num processo que vimos desenvolvendo há alguns anos, de recuperação da rede viária municipal», palavras de David Catarino, na semana passada, acerca de algumas intervenções que estão a decorrer em estradas do concelho.
Mas em obras está também a estrada regional 349, que liga Ourém à Memória. Sendo uma estrada da responsabilidade do Estado, o autarca recorda que «a Câmara fez o processo e desenvolveu as diligências que pôde e, finalmente, conseguiu-se que entrasse em obra».
Naturalmente que esta, como todas as obras, causa inconvenientes e o presidente da Câmara apela às pessoas para que «sejam compreensivas porque este tempo de obras é sempre um tempo aborrecido».
Inconvenientes que, para além das filas que se formam, obrigam a alguns desvios. Mas Catarino esclarece que «o desvio na zona de Espite está devidamente sinalizado. Também no Olival, para o alargamento da ponte, neste momento já está a fazer-se um desvio junto ao centro de inspecções automóveis… mas estes desvios estão devidamente sinalizados», insiste e avisa que «toda a estrada 349 entre Ourém e a Memória, é uma zona, agora, durante um certo tempo, de desvios, de passagens de trânsito condicionado. Isso já está a suceder junto à cidade».
Na rede viária municipal, o autarca alerta para que está a ser intervencionada, na freguesia de Formigais, na ligação à Botelha; está a ser concluida a estrada da Ventalharia a Tomareis, na Conceição, e está em bom ritmo de preparação a estrada chamada de Vale da Cordela e a zona do apeadeiro de Seiça. «Este é o processo de beneficiação de estradas municipais», e informa também que «está em curso também, e há-de ser asfaltado brevemente, a parte que falta da ligação do Estreito a Espite que já tem metade asfaltada». Por outro lado, «já foi também alargado o troço de Alburitel para Fungalvaz». Pelo que, afirma o presidente da Câmara, «continuamos a intervir nas vias municipais. Faltam ainda intervir em 4 ou 5 em termos de alargamento para depois asfaltar, mas como dizia, já se contam pelos dedos aquelas que falta fazer».


Jantar espanhol
O Centro de Cultura e Recreio do Caneiro promove a 3 de Junho um jantar espanhol. O evento conta com a actuação do grupo "Careos" de sevilhanas e flamenco.
Às 20h30 será a recepção aos convidados com um brinde-surpresa. Às 21h será servido um jantar com uma ementa de pratos ibéricos. Pelas 21h30 inicia-se a actuação do grupo "Careos". No final, os bailarinos ensinam todos os convidados a dançar rumbas e sevilhanas numa mini-aula.
As inscrições são limitadas e obrigatórias. Devem ser feitas até 2 de Junho, junto de Leonel Reis: 91 7957448 ou de Pedro Major: 917642248.
O preço é de 16 euros para sócios do clube. Para o público em geral, o preço é de 18 euros. Crianças com menos de quatro anos não pagam e crianças com idades entre os 4 e os 10 anos pagam metade do preço do bilhete.

Paintball em tons laranja
A JSD de Ourém vai organizar no próximo dia 10 de Junho de 2006 - com início ás 14h - o segundo torneio de Paintball do concelho de Ourém .
A actividade decorrerá no ambiente natural do parque de merendas da Freguesia de Casal dos Bernardos, onde os participantes (equipas de 5/6 elementos) poderão contar com equipamento, seguro e um grande lanche convívio (incluído na inscrição). Para mais informações contactar 918 662 300.

Festa para ajudar crianças de Oe-kussi a 3 de Junho
No âmbito da campanha de solidariedade escolar com Timor, lançada pela Câmara Municipal de Ourém aquando da visita de Sua Ex.ª Rev.º D. Ximenes Belo, Bispo de Dili, o Jardim Infantil de Ourém – IPSS está a promover a realização de uma festa convívio, já divulgada em anteriores ocasiões.
O evento decorrerá no Centro de Negócios de Ourém, no próximo dia 03 de Junho com a participação das crianças e funcionárias da Instituição, bem como dos seus associados e colaboradores.
Os objectivos são de solidariedade social, através da obtenção de fundos para a construção de uma escola em Oe-Kussi. Desta forma, apela-se à sensibilidade e participação de todos os amigos, contribuindo para uma causa tão nobre. Contamos com uma tarde de convívio, boa disposição e solidariedade.
Programa
16.30 – Recepção das crianças no centro de negócios.
17.00 – Actuação das crianças do Jardim Infantil com demonstração da actividade de educação física.
17.30 – Actuação das crianças do A.T.L. com a Dança Criativa.
18.00- Teatro realizado pelas amas do Jardim Infantil.
Aproveite a oportunidade, delicie-se com as iguarias das tasquinhas e muita música.
Jardim Infantil de Ourém

Dia do Vasco da Gama
10 de Junho de 2006
A Direcção do Vasco da Gama aproveita o dia do Feriado Nacional para promover um convívio com atletas, dirigentes, amigos do clube e população de Boleiros - Maxieira, encerrando desta forma a temporada desportiva.
Do programa elaborado consta um Mini -Torneio de Juvenis que envolverá quatro equipas durante a manhã, estando prevista a final para a tarde e que será seguida de um jogo de futebol de 11 entre duas equipas femininas da formação do Vasco da Gama. Logo após o jogo de futebol feminino serão atribuídas as medalhas comemorativas dos 25 Anos do Vasco da Gama a atletas, técnicos, dirigentes e convidados. O lanche de convívio ocorrerá a partir das 18Horas.
O Programa é o seguinte:
09H ás 13H: Mini Torneio Sub/16 em futebol de 11
Almoço equipas participantes
16H00: Final Mini -Torneio Juvenis
17H00: Jogo de Futebol Feminino
18H00: Entrega de troféus do Mini -Torneio e medalhas comemorativas dos 25 anos do Vasco da Gama.
Durante o evento haverá tasquinhas, jogos tradicionais e música portuguesa com a presença do conhecido conjunto musical de Boleiros "Os Esfaguntados".
O União de Leiria é uma das equipas participantes no Mini -Torneio de Juvenis.

Encontro vespomania junta cem



Cem vespistas participaram no terceiro encontro vespista promovido pelo Vespomania, clube de vespas da Sandoeira – Rio de Couros realizado no último fim de semana. Pela primeira vez, o clube, oficialmente formado desde Maio de 2005 realizou um encontro com duração de dois dias de modo a permitir aos que se deslocam de mais longe aproveitar o convívio e a confraternização.
Os vespistas vieram de diversos pontos do país, de Sines à Barquinha, Pombal e Bairrada, ainda que os grupos com mais participantes tenham sido os do concelho e de Pombal, refere João Santos, presidente do clube Vespomania. O clube de vespas Vespourém foi o que mais participantes juntou neste encontro.
No passeio da tarde de 27 de Maio, os vespistas tiveram a oportunidade de apreciar as paisagens do concelho e dar um mergulho no Agroal. Depois, junto à sede do clube, as actividades vespistas das quais a mais apreciada é a Corrida dos lentos, testou a perícia dos vespistas. À noite a animação foi proporcionada pelos acordeonistas da terra.
E cada vez mais se nota a presença feminina nestes encontros. Quatro senhoras pertencem ao Vespomania e segundo a organização mais quatro senhoras vindas de outros clubes conviveram na Sandoeira.
O clube Vespomania prepara-se agora para participar no encontro de 10 de Junho, na Barquinha, adianta o presidente. O encontro seguinte será no Minho.
O clube da Sandoeira e Rio de Couros está a preparar uma canoagem no Agroal, em Julho. Esta iniciativa que se irá realizar pela segunda vez serve promover o convívio e também "para aproveitar emigrantes que gostam de confraternizar connvosco". Em Agosto, o clube organiza o Dia dos amigos das vespas da freguesia, adiantou João Santos.
Será uma oportunidade para "convidarmos todos os que já tem contribuído e participado assim como aqueles que tem a vespa só para ir para o trabalho e que, nestas brincadeiras, não costumam ir". A actividade será gratuita também com o objectivo de cativar mais gente da freguesia como sócios do clube.

25 maio 2006

Um «acontecimento histórico» que precisa de apoio

Notícias de Ourém – a quatro jornadas do fim, tudo indica que o hóquei vai passar à I Divisão. O que é que implica esta subida?
Sérgio Ribeiro – Nós sublinhamos o quase. A subida ainda não é completamente segura mas, em 12 pontos possíveis, precisamos de 5 para passar à I Divisão.
N.O.- Daí a importância de começar a preparar a situação. O que é que muda se isso suceder?
S.R.- A situação que é previsível, começou por sê-lo com graus de previsibilidade menores. Nessa altura procuramos e continuamos a procurar preparar as coisas para o que venha a acontecer. Por isso mesmo, em 28 de Março, pedimos ao presidente da Câmara, através do vereador com o pelouro do desporto, uma conversa para tratar de assuntos relacionados com estas perspectivas. Como não tínhamos tido resposta, no dia 24 de Abril, o pedido foi reiterado por escrito. Hoje é dia 22 de Maio e nem sequer tivemos acusação de recepção, o que consideramos muito preocupante; até porque, na carta que enviámos, reiterávamos esse pedido e, sem qualquer agenda, enunciávamos um conjunto de temas que nos pareciam importantíssimos de ser conversados. Não só para o Juventude, mas também para a Câmara e para o concelho.
N.O.- Porque é que consideram assim tão importante tal reunião?
S.R.- Por várias razões. A passagem à I Divisão Nacional, que é o escalão mais alto da modalidade mais emblemática do desporto português, representa para o concelho um facto histórico. E não assumimos isso como um brilharete, como um fogacho. É qualquer coisa de extremamente importante e que consideramos como facto histórico para Ourém. Sem menos prezo por outros resultados que congéneres estão a alcançar e que a direcção do JO saúda efusivamente, concretamente o Atlético, o Fátima. Mas se não existe menosprezo da nossa parte, também não gostaríamos de ser menosprezados no momento em que atingimos este patamar. Não fizemos disto um objectivo a todo o preço. Mas pelo trabalho desenvolvido por todos, atletas técnicos e direcções, anteriores e actual, esse resultado está à beira de ser alcançado. Agora será preciso estar à altura desse resultado.
N.O.- E o que é estar à altura?
S.R.- é prepararmos a próxima época para que esse acontecimento histórico não se transforme num simples brilharete e para que não saiamos, na próxima época, com o rabinho entre as pernas da I Divisão, por não termos tido capacidade para aí aguentar uma equipa. Esta é uma questão que tem que ser vista não só pela direcção do JO mas também pelas forças vivas do concelho, a começar pela Câmara.
N.O.- Essa manutenção, em termos práticos, significa o quê?
S.R.- Face ao que é previsível, eu como presidente da direcção vou defender duas posições muito claras. Primeiro, vamos ter uma posição digna. Mesmo que tenhamos que descer no próximo ano, não descemos como uns coitadinhos que vieram aqui para levar tareia, com rabinho entre as pernas. Segundo, não nos metemos em aventuras. Não damos passos maiores que a perna. Não vamos meter-nos em contratações, em loucuras que, nalguns exemplos que conhecemos, deram mau resultado.
N.O.- Portanto, manterão o mesmo grupo, em termos de equipa. Mas isso não quer dizer que não terão que enfrentar dificuldades acrescidas. Ou seja, o clube tem capacidade para receber as equipas da I Divisão?
S.R.- A nível do grupo, e isso está a ser conversado com os técnicos, um dos objectivos passa por manter a espinha dorsal e, se possível, este grupo todo. Teremos, talvez, necessidade de um ou dois reforços. Mas os grandes problemas nem sequer vêm daí. Daí vêm problemas exteriores porque há uma grande pressão, um grande aliciamento para alguns dos nossos atletas e temos que resistir a isso. Mas há outros problemas. As despesas são muitíssimo maiores do ponto de vista da deslocação, das inscrições que são mais do dobro. Nós passamos a ir jogar à Candelária que é uma equipa do Pico, nos Açores, ao Portossantense, que é uma equipa de Porto Santo, na Madeira… e para isso não podemos contar com as viaturas municipais.
N.O.- Mas quando eu perguntava da capacidade para receber, referia-me ao próprio espaço físico. O pavilhão tem condições para receber jogos deste nível?
S.R.- Essa é uma situação que nós andamos a colocar e que queremos colocar ao presidente da Câmara. De qualquer modo, o pavilhão que existe poderá, muito precariamente, resolver o problema, atamancando-o. Mas é algo que tem que ser resolvido e que tem que ser conversado. Agora, não pensem que nos vão impor soluções que nós, que estamos por dentro do problema, entendemos que não nos servem.
Há outro aspecto que gostaria de sublinhar. O JO não é só o hóquei sénior. Ainda no hóquei sentimos o grande problema da formação. Gostaríamos que a equipa sénior reflectisse essa formação. Ela reflecte-se mas pouco. E isto deveria ser como um escada mas nesta escada faltam alguns degraus. Este ano não tivemos juniores. Temos uma equipa de juvenis, temos as equipas de infantis e temos aquilo que é fundamental para nós, que é a formação. Temos que estruturar no que respeita ao hóquei, tendo em atenção que não queremos ser uma equipa de gente vinda de fora, mas apenas com reforços vindos de fora. Para isso há que preparar os miúdos. Por outro lado, não é apenas o hóquei. É a natação, a patinagem, o futsal, a yoga. Nós somos um clube e não vamos hipotecá-lo a um resultado desportivo no mais alto escalão da alta competição. Nem pensar nisso. Tem que haver um grande equilíbrio e esta é mais uma questão a discutir com as forças vivas e com os responsáveis deste concelho. Quanto à questão das instalações, há também um problema que tem que ser discutido. Na próxima época, vamos receber, se as coisas correrem como se espera, o Futebol Clube do Porto, o Sport Lisboa e Benfica, provavelmente a televisão. E estas instalações? Como é que isto é possível?
N.O.- Já pensaram em algum solução?
S.R.- Apenas queremos ter o mesmo que os outros e a que sentimos que temos direito. Queremos ter protocolos de apoio, resultantes do diálogo e da negociação. Não queremos impor nada, mas pensamos que é possível fazer algumas modificações no actual pavilhão, que o tornam muito mais receptivo da nova situação. Temos algumas soluções que terão que ser negociadas e que têm a ver com instalações de outro tipo, dentro da cidade. Algumas soluções que se dizem estarem a ser tomadas ao nível da vereação, não nos servem de maneira nenhuma e não podem ser-nos impostas. Repito, só queremos aquilo a que temos direito e que os outros também têm. E quanto mais tarde, pior para nós mas também para a Câmara e para o concelho. Aquilo que é uma enormíssima vitória não pode ser transformado numa questão doentia de divisão. Pelo contrário. Gostaríamos que ficasse muito claro que o JO não é e nem faz oposição à Câmara.
N.O.- Mas sente que o posicionamento político do seu presidente pode causar algum tipo de entrave?
S.R.- Hoje estou aqui como presidente da direcção do JO e só nessa condição falarei. Só. É nessa condição que afirmo que desconheço completamente qual é a cor política da Câmara. Podia ter a minha cor política que a minha posição era, exactamente, a mesma. O JO não é, não pode ser e nem nunca será oposição à Câmara.
N.O.- Até porque, ao que sei, na própria direcção, há pessoas de diferentes opções políticas.
S.R.- É um grupo de trabalho e nunca entre nós surgiu a mínima divisão por votarmos em partidos diferentes. Aliás, não faço ideia nenhuma onde é que votam os meus colegas e nem quero saber. Isso são outras guerras. Mas a Câmara também não pode, em nenhuma situação, ser oposição do JO. E porque é que o havia de ser? Por eu ser o presidente? Mas o JO não é o seu presidente. Tenho muito orgulho nesta direcção e em estar a trabalhar com este grupo que nunca me perguntou o que é que penso politicamente. Sabem. Mas isso é outra coisa. Esta equipa tem trabalhado muito bem e não senti, até agora, que algumas dificuldades com a Câmara, resultem disso. Talvez não se tenham ainda apercebido da importância do momento, ou será devido a alguma incapacidade para reagir ao que está a acontecer. Mas isto tem que ser ultrapassado porque o que está em causa é um facto histórico.
Parece-me existir alguma falta de planeamento. Por exemplo: nós propusemos em Abril uma actividade que já se realizou em ano anterior, no âmbito de Maio, mês do coração. Como não temos um espaço físico apenas pretendíamos que a Câmara nos facilitasse as entradas de pessoas num programa que consistia em ter vários médicos que fariam uma revisão cardíaca. Depois as pessoas acompanhadas pelos nossos técnicos da natação, nadariam um pouco e, se caso disso, voltariam a ser vistos pelo médico. O pedido de cedência de instalações foi feito com carácter de urgência no dia 21 e foi prometida resposta para dia 26 porque 25 era feriado. Estamos a 22 de Maio e continuamos sem resposta. A actividade estava programada para dia 27 de Maio que é já sábado que vem.
N.O.- Ou seja, não vai realizar-se?
S.R.- Óbvio. Era preciso divulgar, falar com médicos, falar com o Instituto de Cardiologia, etc. Resolver isso em pouco mais de um mês, era apertado mas possível. Resolver numa semana é impensável. Mais uma vez perdemos uma oportunidade de divulgar e incentivar a prática do desporto. Há um programa denominado «Mexa-se» a que a Câmara aderiu. A verdade é que estamos a mexer-nos mas às vezes não nos deixam. Outro caso. Dia 24 de Junho vamos ter o Festival de encerramento da patinagem e disse-se à Câmara que estávamos disponíveis para nos integrarmos nas festas da cidade. Esperamos que isso venha a acontecer porque o clube tem dezenas de praticantes da modalidade e está a ter resultados excepcionais a nível distrital. Gostaríamos muito que contassem connosco. O ano passado contaram com a natação, este ano será a patinagem. Há aqui uma vontade de colaborar enorme. Mas gostaríamos de ter o mesmo que os outros têm. Veja-se o caso de Fátima, do Atlético, de Caxarias, da Freixianda, de Vilar dos Prazeres…
N.O.- Então, vocês estão dispostos a avançar com a construção de um espaço físico mediante estabelecimento de contrato-programa como tem ocorrido noutros clubes?
S.R. Mais do que isso. Temos um associado que, num plano de urbanização, reservou um espaço para nós.
N.O.- A Câmara tem conhecimento?
S.R.- Claro. Foi-lhe dito pelo próprio promotor. Estamos à espera de respostas. Conversem connosco que nós negociaremos com toda a abertura e sem qualquer pré-juízo ou pré-conceito.
N.O.- Uma das exigências autárquicas para estabelecimento desses protocolos tem passado pela existência de projectos. Vocês têm projecto?
S.R.- Temos todos os projectos. É bom que se diga isto: temos um subsídio anual da Câmara que este ano foi igual ao do no passado, de 25 mil euros. Nós começamos a nossa actividade em meados de Outubro e, até agora, ainda não recebemos um cêntimo. Estamos no final de Maio. Portanto, quando a Câmara diz, por exemplo, que o subsídio que nos concede é para utilizarmos também com as viaturas, inclusive para pagar à própria Câmara – porque a cedência nunca foi gratuita, era a 39 cêntimos o km -, se estivéssemos à espera, nem sequer tínhamos saído de Ourém. E nós não temos apenas uma modalidade. Temos várias que também precisam de se deslocar. Daí que consideremos uma injustiça a interpretação de que cada clube apenas tem direito a uma utilização das viaturas municipais por ano. Temos fins-de-semana em que saem todas as nossas carrinhas, as que o Crio nos tem emprestado e já tivemos que pedir também uma ao ciclo. Mas nós também emprestamos, neste espírito de colaboração que é fundamental. Até já emprestámos carrinhas à câmara, num passado recente.
Para termos esse subsídio de 25 mil euros, justificámos. Apresentámos programa.
Agora precisamos de instalações. A Câmara cede-nos estas mas a determinado nível elas deixam de ser suficientes. Para o ano já não temos horário para inscrever mais miúdos nas modalidades. Tudo isto tem que ser conversado. Não podem vir depois com imposições. Fala-se que a Câmara terá a solução e que ela passará pelo pavilhão do Pinheiro. Isso foi-nos dito pelo próprio vereador durante um jogo. À partida não colocámos qualquer reserva e no dia seguinte, três directores, fomos lá ver. Não tem qualquer tipo de condições. A questão do pavilhão do Caneiro é outra. Desenvolvemos lá o futsal. Quer o pavilhão do Caneiro, quer o do Pinheiro, por razões diferentes, são, ao que nos parece, erros de planificação. Colocaram-se no Caneiro uma série de modalidades e excluiu-se o hóquei. Se não fosse assim seria o ideal? Seria discutível. Ideal nunca seria por causa da distância. Os nossos miúdos vivem, na esmagadora maioria, no centro da cidade. E nós que andamos pelo país a acompanhar as equipas, não conhecemos pavilhões que fiquem a esta distância das povoações. Basta olhar aqui à volta: Torres Novas que nem sequer tem hóquei; Tomar com três pavilhões no centro da cidade…
Então e Ourém, com este esforço feito por este grupo de atletas, técnicos e dirigentes, não merece ao menos que se discutam as questões? Não estamos a reivindicar nada. Estamos apenas a dizer que existimos e que temos direitos porque há a população por trás disto. São os pais destes atletas. Jovens que, amanhã, poderão representar, e já representam, Ourém. O nosso capitão foi formado na nossa escola. O João Filipe está no Benfica mas foi formado no JO.
N.O.- Mas voltemos à questão inicial. A subida de Divisão. O que é que pode e deve ser feito já?
S.R.- A direcção vai lançar uma campanha para se criar a tal posição digna. Uma campanha que nos dê condições materiais para poder responder a esta nova situação.
N.O.- Junto de empresários?
S.R. Também. Dos empresários temos tido todo o apoio. Será uma campanha de 10x10; 100x100 e 1000x1000. A 10x10 é dirigida às empresas. Nestes 10, ponham o que quiserem; 100x100, tem a ver com apoios particulares, também importantes. 1000x1000 é dirigida a toda a população. Sejam mil tijolos, mil cêntimos…
N.O.- Voltando ao pavilhão. Actualmente ele já fica a abarrotar durante os jogos. É previsível que na primeira divisão, tragam ainda mais assistência. Onde é que vão meter essas pessoas?
S.R.- Essa é uma resposta que não podemos dar sozinhos. São questões que já colocámos em conversas informais mas que queremos colocar formalmente e a outro nível, porque é o próprio vereador dizer que isto o ultrapassa. O que pode acontecer é que se agora temos 300 pessoas dentro a assistir aos jogos e 100 cá fora, depois teremos 300 dentro e 400 fora.
Mais, do ponto de vista dos resultados, os atletas gostam deste ringue. Alguns destes resultados também têm a ver com o ambiente que li se gera. Mas há que encontrar soluções e entendemos que elas existem, se nos quiserem ouvir. Passaria por uma bancada que pode fazer-se por cima, mesmo que provisória, ao que penso, sem grandes custos. Nós na direcção também temos arquitectos. É que com todos os inconveniente que encontramos na solução que a Câmara pretende impor-nos, para além da distância e de tudo o mais, implicaria fazer obras que não acreditamos que pudessem estar prontas em Outubro. Se subirmos estaremos na I Divisão muito em breve. Eu convidava os que habitualmente assistem aos jogos a ir ver a situação do pavilhão do Pinheiro, metido debaixo da igreja e com outro pavilhão encostado. Onde é que metíamos os autocarros que trarão os atletas e as claques? Estacionam onde? E os acessos para o Pinheiro?
Temos que conversar.
N.O.- Já que se fala em viaturas, como ficou essa situação com a Câmara?
S.R.- Para nós, está completamente ultrapassada graças à colaboração com outras entidades, nomeadamente o Crio a quem estamos muito gratos.
Também sabem que podem contar connosco. Mas está mal ultrapassado porque se trata de um meio da comunidade que não está ao seu serviço ou só o está mediante critérios que são mais que discutíveis. Por isso está ultrapassado mas não está arquivado.

UM RAIO DE SOL

"Agarra um raio de sol e desprende-o onde houver noite" (excerto de um poema de Mahatma Gandhi).
Foi o que de imediato nos surgiu quando visitámos a exposição que o C.R.I.O., em boa hora, levou a efeito na sala Luso Galaica do Parque Linear de Ourém.
O espaço foi aproveitado para, de um modo simples e acolhedor, mostrar o corolário das diversas actividades dos utentes desta prestimosa Instituição e saldou-se num magnífico resultado a todos os níveis.
Um raio de sol é o que brota da energia e dedicação dos que diariamente se esforçam para iluminar a noite das pessoas (pessoas, sim!) frequentadoras daquela Casa.
Um raio de sol é a alegria estampada naquelas caras ao verem os outros a apreciar os seus trabalhos, é a importância de cada momento de inserção na chamada normalidade.
Um raio de sol é essa mesma genuína alegria reflectida nos professores, monitores e demais funcionários que árdua e gostosamente ali funcionam.
Um raio de sol é o privilégio obtido por quem teve a oportunidade de apreciar a singela beleza do que foi mostrado por quem deu tudo o que tinha para dar.
Um raio de sol é a profunda lição dada por estes professores/alunos, onde a força das circunstâncias mostra, apesar das limitações, ser pela prática positiva que vale o esforço da vida.
Um raio de sol foi esta lufada de ar puro no ambiente pesado da nossa noite, em que a normalidade se queda pelas atitudes nefastas que adensam a escuridão reinante, levada a cabo por gente que se tem por inteligente.
Um raio de sol é o que é preciso, antes que venha o sol dum raio que nos abrase.
Luís Silva Rosa

Crio mostra-se


O CAO - Centro de Actividades Ocupacionais do CRIO teve patente ao público, no passado fim-de-semana, na galeria Luso Galaica, uma exposição de trabalhos elaborados no âmbito de vários ateliers, como costura, pintura, jardinagem...
Visitada por muita gente pode dizer-se que esta primeira mostra foi um verdadeiro sucesso até pela satisfação manifestada por quem a visitava e deixava isso mesmo expresso no livro de visitas.
De parabéns estão os responsáveis por este projecto do CRIO que veio provar, a quem, ainda, dúvidas tinha, deficiência não é sinónimo de incapacidade.
É que, se havia trabalhos mais simples, havia também outros, bem complexos, a exigirem grande habilidade e concentração por parte dos jovens que se manifestaram verdadeiros artesãos.

23 março 2006

Cara Nova

O Mundo gira cada vez mais depressa e é fundamental ser-se capaz de não parar no tempo.
O "Notícias de Ourém" inicia hoje uma nova fase da sua vida. Através de um grafismo renovado e de uma diferente arrumação dos temas, vai aprofundar a sua ligação ao leitor e reforçar a sua ambição de melhor servir.
O projecto temos o prazer de começar a executar (fruto de uma parceria com o Instituto Politécnico de Tomar, como nas páginas centrais desta edição se especifica), permitirá ao leitor uma consulta mais fácil dos seus temas preferidos, ao mesmo tempo que mantém intocáveis a isenção e rigor como imagem de marca legada pelos seus fundadores e demais antecessores.
O "Notícias de Ourém" contempla, a partir de agora, alterações gráficas que constituem uma evolução daquilo que o jornal tem sido, desde a sua fundação. Fá-lo com a convicção de que está a prestar um bom serviço à única razão da sua existência: o concelho de Ourém. Porque tornar a leitura mais apelativa e simultaneamente incidir o foco da atenção sobre as histórias, protagonistas e acontecimentos do concelho, sem ceder na defesa das suas convicções e ideais, terá seguramente por consequência, uma proximidade maior com os milhares de oureenses que fazem o favor de nos ler.
E porque é possível evoluir e inovar até, sem nunca perder de vista as referências daquilo que foi, é, e continuará a ser, o "Notícias de Ourém" dá hoje um passo importante na caminhada rumo à satisfação dos seus leitores. Com a certeza de que manter o espírito aberto, apostar no futuro e assumir o ónus da modernidade, está de acordo com a matriz que fez deste jornal uma referência da imprensa no concelho.
E também, porque a mudança é a certeza da evolução, do novo, do devir permanente, eis chegada a hora de mais uma remodelação importante na vida deste nosso jornal.
Um "Notícias de Ourém" novo? Não. Apenas renovado e acompanhando o tempo. Porque o "Notícias de Ourém" é sempre o mesmo. Semanário do concelho de Ourém com 72 anos... e muito futuro.
Vitor Cordeiro
(director)

Vencedores do Inter-escolas

Decorreu, no passado fim-de-semana, mais um Festival Inter-escolas, promovido pela Câmara e escolas do concelho de Ourém. O Centro Pastoral Paulo VI encheu para assistir aos jovens artistas, numa edição que ficou marcada por algumas alterações em relação às anteriores. Acabaram-se os tempos de espera e o espectáculo ganhou dinâmica com os palhaços da Mil Ideias a fazer as apresentações e a entreterem o público entre as mudanças de cena.

Escalão A - Pré-escolar - Jardim Infantil de Ourém "Confusão na cozinha", original de José António Santos

Escalão B - 1º ciclo - ATL Jardim Infantil de Ourém "Os Zés Pereiras", original de José António Santos

Escalão C - 2º ciclo - Colégio São Miguel "Lusitana paixão"

Terceiro ciclo - Colégio do Sagrado Coração de Maria "Cada lugar teu"

Secundário - Colégio de São Miguel "Secretamente"

Melhor original - ACITI - ATL de Caxarias "Um dia de paz" de Alexandre Rodrigues

«Queremos fazer mais por quem precisa»



A direcção da Santa Casa da Misericórdia de Ourém-Fátima, agora eleita pretende Centro de Apoio a Dependentes para dar assistência a pessoas vítimas de doenças terminais, de média e longa duração e paliativas. Implementar a vertente de apoio domiciliário à noite, fins-de-semana, feriados e férias e, ainda, em segundo plano as valências de Lar e/ou Centro de Dia, ATL e prolongamentos de horário é outro dos objectivos.
Num futuro próximo vislumbra-se como grande objectivo a construção de uma Unidade de Cuidados Continuados.
"Acima de tudo queremos fazer mais por quem precisa, não só, de cuidados médicos, mas também de mais atenção e apoio. É nosso objectivo tratar das pessoas e contribuir para a melhoria da sua saúde, mas, essencialmente, para que tenham o bem-estar que merecem", refere, o presidente recentemente eleito, Vítor Frazão.
A sede administrativa será numa ala da União das Misericórdias Portuguesas com várias salas que serão cedidas em regime de comodato. Quanto ao Centro de Apoio a Dependentes estamos em negociações com uma instituição de Fátima para ali instalar os serviços da Santa Casa.
Quanto à selecção dos utentes, está a ser elaborado um regulamento de selecção dos mesmos.

Como nasceu
Em 1999 começa o sonho. Um grupo de fatimenses encontra-se informalmente para expressar dificuldades sentidas ao nível da população idosa, particularmente da dependente de apoio de terceiros.
O imperativo de institucionalizar o conjunto de vontades e projectos, levou a que o mesmo grupo, depois de um período de amadurecimento e crescimento, optasse pela constituição de uma Misericórdia, identificando-se aos valores cristãos e humanitários que subjazem à natureza daquela instituição.

A acção
A Irmandade da Santa Casa da Misericórdia de Fátima – Ourém é uma Associação pública de fiéis, constituída na ordem jurídica canónica, com o objectivo de praticar a solidariedade social, concretizada nas Obras da Misericórdia.
A actividade da Instituição tem por finalidade essencial a caridade cristã no campo da Assistência Social a todos os cidadãos carecidos de auxílio e apoio material ou espiritual, sem distinção de raças, credos religiosos ou ideologias políticas, procurando a valorização integral dos indivíduos e das famílias, de forma a assegurar a promoção da saúde e bem-estar, bem como a luta contra as exclusões (art.1º Compromisso da Misericórdia Fátima Ourém).

Atouguia: Vinhos degustados



Mais de cinco dezenas de pessoas participaram na III Rota das adegas, uma iniciativa da Junta de Freguesia de Atouguia que percorreu vinte adegas, a 18 de Março.
Degustar o vindo de cada um dos produtores acompanhado também por um petisco foi uma tarefa que durou a tarde inteira.
Nesta edição "notou-se uma melhoria da qualidade", nos vinhos provados, salienta o autarca da Atouguia, Tavares Lopes.
O presidente da Junta de Freguesia de Atouguia salienta a qualidade dos vinhos degustados durante esta rota lembrando que alguns destes ganharam primeiros prémios no concurso de vinhos, recentemente promovido pela autarquia municipal. "As pessoas esmeram-se", reconhece o autarca.
O autarca apela às pessoas para que procurem vinhos de boa qualidade, junto dos produtores. "É também para ajudar os produtores de vinho" e é "mais barato" realça.
Quanto ao futuro, Tavares Lopes gostaria que as condições para o engarrafamento fossem melhoradas com uma linha de engarrafamento própria. "O vinho de qualidade se for engarrafado devidamente rotulado tem um valor muito superior. E isso seria uma mais valia para os agricultores", defende o autarca.
Para tal, espera que surjam iniciativas dos produtores da freguesia para que seja montada esta linha de engarrafamento. Quanto ao trabalho que falta fazer "estas ajudas têm que vir também dos programas governamentais".
A criação da marca Atouguia, com a sua especificidade, pode vir a prestigiar o vinho e a escoar a produção, defende o autarca.
A possibilidade de agregar à rota dos vinhos uma mostra gastronómica com petiscos da freguesia é uma possibilidade que o autarca não põe de parte.

Junta recupera antiga sede



A Junta de Freguesia de Atouguia está a recuperar a antiga casa da junta. O objectivo é instalar ali a biblioteca, o posto de internet bem como uma sala de estudo, no primeiro piso.
Actualmente a biblioteca funciona numa sala da Junta de Freguesia que necessita do espaço para arquivo.
No rés-do-chão será ali instalado o museu etnográfico com espólio de objectos das diversas actividades ligadas ao campo. Para engrandecer este espólio o presidente de Junta espera que as pessoas possam disponibilizar os objectos para este espaço.
Os trabalhos de recuperação do edifício que data de 1953 implicam a colocação de um novo telhado, picagem do reboco para acabamento de fachadas com pedra à vista com juntas em cimento; colocação de janelas e portas novas, arranjos exteriores nomeadamente passeios e revestimento da escadaria com pedra e arranjos interiores.
As obras demorarão cerca de 3 meses; seis meses é o tempo previsto para ter tudo funcional. O valor das obras é de 35 mil euros e será pago pela Junta de Freguesia que, não conta com outros apoios.