13 julho 2006

Termina primeira semana de férias desportivas




Terminou na passada semana a primeira edição deste ano das Férias desportivas, que juntou 23 jovens num conjunto de actividades desportivas e lúdicas, desenvolvidas um pouco por todo o concelho.
A próxima edição das Férias decorrerá na semana entre 17 e 22 de Julho, envolvendo espeleologia, karting, escalada, slide, canoagem, tiro com arco, jogos pré-desportivos, passeios pedestres, ida à praia e acampamento dos jovens no Parque de Aventura do Agroal.
O sucesso da actividade é tal que as inscrições para o segundo período da actividade ficaram rapidamente preenchidas.
Nas palavras dos miúdos, "o melhor é a animação e o convívio entre todos", e o facto de estarem "sempre ocupados com actividades engraçadas".
As férias são dirigidas a jovens entre 10 e 16 anos.

Família de Betty já tem casa

Faltam apenas mil euros para concluir o pagamento da casa de Betty. A campanha de solidariedade, levada a cabo pelos alunos e professores do ensino nocturno do Centro de Estudos de Fátima, para ajudar uma colega, obteve resultados positivos, isto é, o sonho tornou-se realidade.
Para o pagamento integral da habitação, no que diz respeito ao equipamento e restante construção faltavam vinte mil euros. Actualmente falta apenas mil euros, havendo já, boas vontades para suportar esta quantia.
José Lourenço, um dos elementos desta equipa solidária manifestou ao Notícias de Ourém o seu contentamento por este desfecho. "Há muita gente envolvida", salienta lembrando os muitos apoios que foram chegando para apoiar na construção e recheio da habitação da Betty.
Esta senhora tem quatro filhos, todos estudantes. Ela trabalha em Fátima e estuda também, no ensino nocturno, no CEF. Foi aí que os colegas de turma se começaram a aperceber que ela precisava de ajuda. Desde então, um grupo de alunos e professores tem levado a cabo uma campanha de solidariedade. A última destas acções ocorreu no final de Junho, com a realização de uma Noite de fados, em Moimento. Neste jantar conseguiram mais 500 euros, para a Betty.
Mas, a campanha não acaba aqui. Além da casa, há outro tipo de apoio que as pessoas podem dar, assinala José Lourenço. E a ajuda que é necessária, nesta fase, é social: nomeadamente roupas, comida e auxílio monetário.
Quem quiser colaborar deve fazer chegar o seu donativo ao professor Manuel Neves que pode ser contactado através do telem:919091867 ou ao professor José Lourenço através do telem: 917339412.

População envolvida nas actividades



Logotipo
Desde que a comissão organizadora iniciou o trabalho, uma das primeiras tarefas foi a de convidar algumas pessoas para apresentarem trabalhos referentes ao logótipo a adoptar nestas comemorações. Dos cinco trabalhos, apresentados por três autores, a escolha recaiu sobre o de Horácio Borralho Santos, um artista da terra.

Página na net
Até final de Julho, estará on line a página comemorativa dos 400 anos. Em www.boleiros400anos.com o visitante poderá encontrar indicações das comemorações, com explicação das mesmas, o seu calendário e o respectivo programa. O design da página é de João Gonçalo Oliveira.
O que se pretende é que a página seja um pontapé de saída para uma ligação entre a comunidade, via Internet, em que todos podem participar enviando informação que complemente a história da comunidade.
Para apoiar na divulgação de Boleiros, da comunidade e do quarto centenário da capela, haverá na coordenação, um computador à disposição do visitante para que este possa ficar a conhecer mais.
Haverá, também, exposições de trajes, fotos, utensílios de toda a espécie, documentários em vídeo além de outro espólio cultural desta comunidade.
As equipas
Desde 12 de Dezembro de 2005, data da primeira reunião de coordenação que, um conjunto de 80 pessoas divididas por oito equipas, estão a levar a cabo todos os preparativos. A festa ainda que, seja, em primeiro lugar de e para a comunidade, salienta Nuno Oliveira, também se pretende alargada a visitantes.
Celebrações religiosas: coordenada pelo capelão, padre Rodrigo Carvalho;
Montagens/Logística/Segurança: Manuel Prazeres Santos
Decoração/Arrumação/Limpeza: Amélia Castanheira e Madalena Reis
Gastronomia/bares: Henrique Reis
Espectáculos/publicações/reportagem: Natálio Lopes e Pedro Oliveira
Recolha cultural/exposições: António Castanheira e Manuel Oliveira
Assistência/acolhimento: Isabel Carreira
Secretariado/Gestão administrativa: Nuno Oliveira
Actividades
Início das comemorações: 01/01/07
Matança do porco: 17/02/07
Mostra artesanal: 24 e 25/03/07
Via Sacra: 06/04/07
Caminhada: 22/04/07
Convívio Barreiro (Valinhos): 01/05/07 (incluído nas comemorações)
Feira antiga: 19 e 20/05/07
Atletismo: 26/05/07
Festa da Baluga: 27/05/07
Sardinhada: 23/06/07, acompanhada de marchas populares
Descamisada: 22/07/07
Teatro Gil Vicente: 15/08/07
Festejos religiosos: 18, 19 e 20/08/07
Casamento à antiga: 23/09/07
Bolinho: 01/11/07
Encerramento das comemorações – Dia de Santa Bárbara: 04/12/07

Comunidade de Boleiros comemora quatro séculos da capela

Quatro séculos de história. A comunidade de Boleiros comemorará, em 2007, quatrocentos anos da sua capela dedicada ao orago de Santa Bárbara e de Nossa Senhora do Livramento (mais recentemente).
E com uma data destas a comemorar, a iniciativa não vai passar em branco. Desde final de 2005, um grupo de habitantes conjuntamente com o capelão, padre Rodrigo Carvalho, pôs mãos ao trabalho e constituiu uma comissão organizadora.
"As comemorações são para a comunidade, é a comunidade que está a comemorar" e "a ideia é fazê-la viver isso mesmo", adianta ao Notícias de Ourém, o porta-voz da comissão organizadora, Nuno Oliveira.
O programa já esta definido e as equipas já estão a trabalhar. A equipa de coordenação pretende levar a cabo uma iniciativa por mês, de Janeiro a Dezembro de 2007. Em alguns meses, estas iniciativas acabam por duplicar, tendo também em atenção o calendário litúrgico a celebrar.
Simbolicamente as comemorações iniciar-se-ão a 1 de Janeiro de 2007, logo após a eucaristia de Ano novo.
Equipas no terreno
A equipa de recolha cultural (vestuário, costumes, nomes, arquivo fotográfico e recolha de tradição oral) é a que, até este momento, tem o trabalho, mais adiantado, salienta Nuno Oliveira. As recolhas têm vindo a ser feitas sobretudo aos fins-de-semana, junto dos mais idosos, sob a coordenação de Poças das Neves e Neves Martins e trabalho, no terreno da equipa de António Castanheira.
Com esta retrospectiva, o objectivo é compilar os dados numa monografia, que deve ser editada por altura das comemorações. Um dos objectivos para o futuro da localidade é a construção de um centro cultural em Boleiros. O projecto ainda não passa de uma ideia mas, o objectivo é que seja construído um edifício de raiz para albergar o espólio histórico e cultural. Deverá ser este centro, o dinamizador de iniciativas culturais na localidade.
Outra das equipas que também já está a adiantar trabalho é a de decoração: as senhoras, na sua maioria, que a compõem estão a tecer um longo cordão com flores de papel, "para enfeitar as ruas, como se fazia antigamente", salienta o porta-voz da comissão organizadora.
As mantas nas janelas e o alecrim à frente da porta também deverão fazer parte dos acessórios que as casas terão, a partir de Maio, sinal de festa.
Durante as comemorações haverá tasquinhas com gastronomia tradicional. Não só receitas actuais como também irão ser recuperadas receitas e momentos gastronómicos de há 50, 60 anos atrás.

Concerto etnográfico em Ourém

No próximo dia 15 de Julho, sábado, pelas 21h30, na Praça Mouzinho de Albuquerque, em Ourém, irá realizar-se o concerto etnográfico «Memórias».
A Orquestra Típica de Ourém, da Academia de Música Banda de Ourém, irá apresentar temas tradicionais recolhidos junto de vários grupos etnográficos do concelho. Serão recreados vários momentos, tais como: descamisadas, vindimas, festividades, entre outros, ao som dos diversos temas musicais executados pela Orquestra Típica. As encenações serão da responsabilidade do grupo de Teatro Apollo (Peras Ruivas) e do Rancho Folclórico Lírios do Nabão – S. Jorge (Freixianda). Estarão em cena mais de uma centena de participantes, entre músicos, actores, dançarinos e figurantes!
Este espectáculo inédito em Ourém, que pretende reavivar a memória das várias tradições e costumes do concelho, é consequência do contacto directo entre a Orquestra Típica e vários ranchos folclóricos a fim de recolher temas tradicionais do concelho para o novo trabalho discográfico da Orquestra Típica "Músicas de Ourém" a ser editado para o ano, inserido nas comemorações dos seus 25 anos de existência.
Os bilhetes para assistir a este evento que conta com o apoio da Câmara Municipal e da Ourearte, poderão ser adquiridos/reservados na sede da Academia de Música Banda de Ourém (telf. 249 544 510) ou na Ourearte (telf. 249 541 539).

Dia dos Avós no museu

Inseridas nas comemorações do Dia dos Avós, o Museu de Arte Sacra e Etnologia de Fátima, irá promover diversas actividades para avós e netos que visitem juntos o Museu no dia 26 de Julho, quarta-feira.
Assim, os avós e netos que visitarem juntos o Museu de Arte Sacra e Etnologia, poderão assistir à visualização de um filme animado sobre a história de Santa Ana e S. Joaquim (avós de Jesus Cristo), realizar um trabalho nas Oficinas de Pintura, aprender jogos tradicionais, participar numa quermesse e muitas outras surpresas.
Às Instituições Sociais que se dedicam à 3.ª Idade é lançada esta proposta na tentativa dos diversos utentes trazerem consigo os seus netos a estas comemorações. Às Instituições destinadas às crianças procurar-se-á que estas tragam consigo os respectivos avós. Será certamente um momento diferente e uma forma de convívio entre avós e netos que, infelizmente, não acontece com a frequência devida.
Para grupos superiores a 15 pessoas será necessária marcação prévia (Tel. 249 539 470). As instituições de idosos que possuam grupos musicais ou de mostras de artesanato poderão propor ao museu a sua participação na tentativa de as fazer mostrar às gerações mais jovens.
Por ser um dia especial, o preço de entrada para o Museu será livre para todos os avós que se façam acompanhar dos seus respectivos netos.
Os visitantes poderão participar nas actividades no período das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00.

Governo reforça papel da Rede Social

o do Trabalho e da Solidariedade, Vieira da Silva, anunciou em Santarém, a 11 de Julho, o reforço do papel da Rede Social na distribuição e localização dos novos equipamentos do sector, como lares de idosos e centros de apoio a deficientes.
Durante o Terceiro Encontro Nacional da Rede Social, Vieira da Silva explicou que caberá a esta estrutura dar pareceres sobre a instalação de novos equipamentos sociais, programando a sua área de actuação ao nível supra-municipal.
Os elementos que integram a Rede Social terão de dar um parecer para definir uma melhor distribuição de novos equipamentos, que podem servir mais do que um concelho.
Em Junho foi publicado um decreto-lei que reforça o papel da Rede Social em Portugal, cabendo-lhe a partir de agora "pareceres sobre a localização de novos equipamentos sociais", explicou o ministro.
"Esse é um parecer que conta", até porque "há uma dimensão de articulação das redes a nível nacional que é importante" para dar resposta a questões de "dimensão supra-municipal".
Lares de idosos, ATL ou centros de apoio a deficientes são alguns dos novos equipamentos cuja aprovação terá de ser sujeita à apreciação prévia da Rede Social, nomeadamente nos casos em que são servidas populações em mais do que um concelho.
A Rede Social é uma parceria ao nível municipal que articula "três dimensões importantes para a eficácia das medidas sociais", o Estado, autarquias e instituições de solidariedade, explicou Vieira da Silva.
Em cada concelho, a Rede Social reúne representantes de organismos públicos, autárquicos e instituições de solidariedade locais para definir acções concretas que visam a inclusão social dos desfavorecidos.
O trabalho destas estruturas permite estabelecer "estratégias locais" de combate à exclusão e à pobreza, envolvendo todas as instituições de cada concelho que lidam com esta matéria, sustentou o ministro.
Actualmente, existem 276 concelhos com Rede Social activa e em 206 municípios já foi elaborado um Diagnóstico Social que avalia os problemas de exclusão, estando ainda previsto um plano municipal de actuação em 164 casos.
A rede é uma "experiência social que nos cabe a nós todos reforçar", possibilitando uma "melhor resposta aos problemas" de exclusão existentes em Portugal, considerou o ministro.

Ourearte tem infomail

Semibreve é o nome do boletim informativo da Ourearte cujo primeiro número saiu em Junho. A publicação é de quatro páginas, em tamanho A4 e a cores, não tem, por enquanto, uma periodicidade definida.
O Semibreve pretende "dar a conhecer os conteúdos programáticos, os instrumentos leccionados, o calendário de aulas e, ainda divulgar actividades" que levam a efeito, pode ler-se no editorial.
Nesta primeira edição é dada a conhecer a história da Ourearte bem como o seu percurso e os seus objectivos. São apresentadas algumas fotos de actividades realizadas ao longo deste ano lectivo.

Matrículas
A partir do ano lectivo de 2006/2007 a Ourearte disponibiliza formação em bandolim, fagote, oboé, percussão, trombone, tuba e violino.
Actualmente a escola possui formação em piano, guitarra, trompete, clarinete, trompa, saxofone e flauta.
As matrículas de novos alunos decorrem até 21 de Julho, nesta primeira fase e de 01 a 15 de Setembro, numa segunda fase. As inscrições podem ser efectuadas de terça a sexta, das 16h às 19h e aos sábados, das 14h às 17h30.
Concerto "Notas soltas"
Nesta sexta-feira, 14 de Julho, os professores da Ourearte vão proporcionar à comunidade um espectáculo musical. "Notas soltas" vai juntar no palco do Cine-teatro municipal de Ourém, às 21h30, os docentes num concerto único. Esta iniciativa está inserida no Musicarte, o primeiro ciclo de música a artes de Ourém, instituído pela Ourearte durante este ano lectivo.
A entrada é gratuita. A venda do programa deste espectáculo reverte a favor da campanha de solidariedade para com a escola de Oé-Kussi, em Timor.

C.C.R. Olival faz 31º Anos

O Centro Cultural e Recreativo do Olival comemora durante este mês de Julho o seu 31.º aniversário com a realização de várias actividades.
Nos dois primeiros fins-de-semana a associação organizou um passeio de bicicletas do Olival até S. Pedro de Moel no qual participaram cerca de 100 pessoas, um passeio nocturno na zona do Olival e uma exposição de artes plásticas com artistas locais.
No programa das actividades está agendado as seguintes actividades:
14 de Julho
21 horas - sede do CCRO - Festa da Cerveja com música ao vivo.
15 de Julho
15 horas - Parque de Lazer do Olival – Corrida de Carros de Rolamentos
21 horas - sede do CCRO – Festival de Acordeão
22 de Julho
22 horas - sede do CCRO – Festival de Bandas de Garagem
23 de Julho
9 horas - sede do CCRO – Passeio Pedestre pelos Trilhos da Freguesia
29 de Julho
12 horas – ringue do Olival – Torneio de Futsal
30 de Julho
16 horas – Campo de Futebol do Olival – Festa do Futebol - Solteiros – Casados e Solteiras – Casadas

Bestomontanha inaugura sede



A Associação de cicloturismo - Bestomontanha inaugurou a sua sede a 2 de Julho. Trata-se de uma obra, construída de raiz e iniciada há seis anos.
Uma casa que "é fruto de muitas horas de sacrifício e trabalho desinteressado de muitos sócios e amigos", afirmou o presidente da colectividade que explicou o percurso efectuado pela associação para conseguir concretizar a obra.
O responsável da associação salientou em particular a colaboração a Junta de Freguesia que "nos facilitou a vida e nos ajudou a encaminhar os papeis e tratar de muitos assuntos" bem como o apoio da autarquia que "muito contribuiu para esta obra dando-nos sempre além do subsidio normal mais algum dinheiro para nos ajudar nas obras e na compra do terreno".
Esta obra teve ainda um apoio do governo traduzido na verba de 45 mil euros.
A sede contempla um edifício de cave e rés-do-chão equipado com bar, balneários e sanitários. Na cave, o bar está aberto diariamente enquanto que o espaço de bar é utilizado nos grandes eventos.

Fomentar a prática desportiva nos mais jovens

A 16 de Julho, realiza-se o Troféu nacional de motociclismo velocidade - kartódromos 2006. Trata-se e uma prova promovida pela Federação Nacional de Motociclismo com o objectivo de fomentar a prática da velocidade, em veículos de duas rodas em jovens; dos infantis aos juvenis.
A organização está a cargo do Natureza Motor Clube, a pedido da Federação que pretende assim fomentar a prática desportiva nas camadas mais jovens.
A prova será apadrinhada pelo campeão nacional de velocidade, Alexandre Laranjeiro. Na pista do Funpark estarão pilotos com mais de oito anos.
O troféu será disputado nas categorias :
Troféu nacional 50 CC
Troféu nacional 85 CC
Troféu mini GP
Troféu minimoto juvenis
Troféu minimotos open
A par deste troféu disputa-se também o troféu vespa, nas suas diversas categorias.
São admitidos 30 concorrentes em treino e os titulares dos vinte melhores tempos participam na competição da tarde. Os treinos iniciam-se às 8h30. A prova decorre a partir das 14h.
Apenas pode participar titulares de licença desportiva actualizada, isto pilotos de competição.

Desfile de Reciclagem




Partindo do principio que "reciclar pode ser criar" o Grupo Desportivo Sandoeirense (GDS) levou à "passerelle" crianças e jovens, a 2 de Julho.
Desfilaram 26 fatos diferentes, elaborados com plástico, papel, embalagens, garrafas, envelopes, selos, rolhas e rótulos.
O júri elegeu o fato mais colorido, mais original e premiou quem melhor desfilou. Até os prémios foram entregues em sacos feitos com embalagens de cereais.
O espectáculo continuou com a interpretação de alegres canções e danças por
jovens desta associação já que há aulas de dança, gratuitas, no clube.
Esta actividade visa promover o desporto, pretende desenvolver junto da população, diversas actividades culturais e de animação aproveitando as excelentes condições existentes na sede do clube. O presidente do GDS referiu que está em curso uma obra de ampliação da
cozinha, estando neste momento a direcção empenhada em reunir fundos para a continuação da mesma. Aquele responsável destacou ainda um outro projecto: a criação de uma Ludoteca.
A próxima actividade desta associação é já no dia 23 de Julho, no Agroal, onde se realizará uma canoagem.

Ministério do Ambiente interdita praias da região

O Ministério do Ambiente interditou zonas de utilização frequente em 15 praias, incluindo caminhos, acessos e habitações, na sequência de um relatório que apontava para a possibilidade de derrocada das arribas no troço de costa entre a Marinha Grande e Alcobaça.
No relatório indicam-se três grupos de medidas que vão da simples reposição de sinais vandalizados à interdição de sectores de risco em zonas de utilização frequente.
A equipa que está a acompanhar a estabilidade das arribas nestes troço do litoral, identificou outras zonas de risco que levaram a vários tipos de interdições nas praias do Farol (Marinha Grande), São Pedro de Moel (Marinha Grande), Água de Madeiros (Alcobaça), Sítio da Nazaré e Forte de São Miguel (Nazaré), São Bernardino (Peniche) além de outras em Caldas da Rainha, Lourinhã, Torres Vedras e Mafra.
Na praia de Vale Furado (Alcobaça) e praia da Consolação (Peniche) foram identificadas habitações em risco. O relatório prevê também a substituição e colocação de avisos em mais 129 locais, juntando-se às 79 placas já existentes.

06 julho 2006

Notícias de Ourém 07 de Julho de 2006

Um caso de (des)humanidade: Casal de deficientes vive em pânico à espera da chuva




Fernando Reis Marques é tetraplégico e vive, com a mulher, também ela com uma «incapacidade permanente parcial de 66%».
Ambos sofreram acidentes que provocaram as deficiências. Ele um acidente de trabalho que, em 1999, lhe lesou a coluna, ela um acidente de viação que a levou a um quadro clínico caracterizado por problemas ósseos e musculares, por um lado e mentais, por outro.
Em 2003, ano a que remonta as queixas, este após vários momentos em que esteve internado no Centro de Medicina de Reabilitação do Alcoitão, viu-se obrigado a fazer obras em casa, de acordo com projecto apresentado por este centro. Foi também num destes momentos que um seu vizinho, aproveitando a sua ausência e as incapacidades psíquicas da mulher, resolveu fazer obras. A casa encontra-se num terreno em declive, logo à entrada da Gondemaria e o vizinho aterrou parte da sua propriedade, vindo mesmo a ocupar uma serventia de Fernando Marques e destruindo uma fonte que ali existia e que o queixoso afirma ter sido pública. Sobre o aterro foi construído um muro sendo que a casa de Fernando Marques acabou ficando numa cota inferior, suportando as terras e o respectivo muro. Por baixo foi feito o aterro das condutas de uma linha de água que ali passava (alimentando o tal fontanário que refere como tendo sido publico) com colocação de manilhas. A casa de Fernando Marques não suportou o peso e abriu grandes rachas. Agora, sempre que chove, o casal deficiente vê a sua casa inundada e é obrigado a recorrer aos bombeiros para que os retirem do lar e aos vizinhos para que estes os acolham.
É com lágrimas nos olhos de ambos que nos contam que isso mesmo sucedeu aquando da última enxurrada, há cerca de três semanas. «Só queria morrer», recorda Fernando. «A água, no quarto do casal, chegava-nos até aqui», afirma uma vizinha que os socorreu apontando o meio da perna.
Com 54 anos, Fernando Marques vive naquela casa há 34 e diz que nunca, antes da construção do muro, tinha tido qualquer problema com infiltrações. Hoje, para além das fendas nas paredes, são visíveis, um pouco por toda a casa os tacos do soalho levantados, apodrecidos.
Mas não se pense que Fernando Marques não se tem esforçado para resolver a situação. Apesar da sua deficiência tem procurado ajuda por todo o lado e sem conseguir resposta, em particular da Câmara que acusa de ter licenciado o muro, apesar de depois acabar por remeter o assunto para posterior decisão.
Chega agora aos tribunais em busca de justiça, interpondo uma acção no Tribunal Administrativo e Fiscal de Leiria contra a Câmara de Ourém, pedindo o indeferimento do licenciamento.
Fernando Marques diz que não quer saber da terra que o vizinho lhe ocupou. «Terra tenho eu a mais para aquilo que posso fazer», afirma.
Fernando Marques chega aos tribunais depois de ter tentado tudo o mais. Apresenta-nos documentos médicos comprovativos da sua doença e da da sua mulher, pareceres médicos, resultados de vistorias da Câmara e do Delegado de Saúde concelhio.
Veja-se, por exemplo, parte do que é referido no relatório de visita da delegação de saúde, efectuada em 2004 e que terá sido remetido à Câmara: «em 2002/2003, o vizinho construiu um muro encostado à sua habitação e aterrou com terra o respectivo muro até uma altura de mais de um metro, ficando assim a habitação do Sr. Fernando a uma cota inferior. Para desviar a linha de água que habitualmente passava por este local, o vizinho colocou manilhas.
Como o muro não se encontra totalmente rebocado, mas apenas a partir do que se encontra a descoberto, somos de parecer que a água se infiltra na parte do muro não rebocado causando infiltrações na habitação do Sr. Fernando.
Na parte mais antiga da habitação os quartos apresentam os tacos levantados e podres e as paredes possuem humidade e muitas fendas.
Na zona ampliada também já se encontram fendas e tinta descascada devido à humidade».
Exposta a situação, a delegação de saúde de Ourém emite o parecer de que «a solução do problema passa por desaterrar junto ao muro efectuado pelo vizinho até atingir a base da habitação do Sr. Fernando, rebocar convenientemente o resto do muro, impermeabilizá-lo e efectuar drenos para escorrência de água». Acrescenta ainda este relatório que «por prevenção, a zona superior do muro deveria possuir inclinação para que a água não se acumulasse, podendo infiltrar-se entre o muro e a habitação».
A esta, segue-se uma outra vistoria, pela mesma entidade e a pedido de Fernando Marques, em 2005. Mais uma vez o resultado é comunicado à Câmara e em resposta ao pedido de vistoria conjunta esta responde que o processo se encontrava arquivado «até resolução do processo judicial em curso». Por isso a delegação de saúde contacta um dos herdeiros da propriedade vizinha já que o vizinho responsável pela obra, entretanto falecera. Terá sido uma sua herdeira que terá respondido à delegação de saúde que «não efectuaria obras até resolução do processo judicial e que se o Sr. Fernando pretendesse efectuar por conta dele, autorizaria, mas com a presença de um funcionário da Câmara»
E este parece ser um imbróglio difícil de resolver. Naturalmente que a Câmara não vai enviar um funcionário para fiscalizar obras num equipamento que se encontra em processo judicial e que, ainda por cima, não está legalizado. A morosidade dos tribunais é o que se sabe e, enquanto isso, o casal Marques aguarda assustado a passagem do Verão, certo de que, com as primeiras chuvas, chegarão, outra vez, os seus problemas: a casa inundada e os bombeiros a retirá-los para os encaminhar para casa de algum vizinho que os acolha.

E Ourém ?

Ourém é, como dizia Tavares Lopes na Assembleia Municipal, um dos concelhos servidos pelo Centro Hospitalar do Médio Tejo e são muitos os habitantes do concelho que se dirigem todos os dias a um dos seus hospitais quer às urgências a Tomar ou a Torres Novas, sobretudo, quer às consultas externas dos três. Mas o facto de não pertencer à Comunidade Urbana do Médio Tejo acaba por afastar o concelho de reuniões como esta de que damos conta, com os prejuízos que daí podem advir para a população. O que fazer? Não nos cabe encontrar respostas para problemas de índole política mas que alguém terá que fazer algo e depressa, parece não restarem dúvidas. Ourém tem que ter também uma palavra neste assunto, não podendo ficar de fora de uma discussão onde se trata, literalmente, da saúde do concelho.

PSD toma posição

A distrital de Santarém também assumiu posição, no passado fim-de-semana, relativamente a este assunto. Em comunicado, o PSD distrital decidiu chamar a atenção «do Ministro da Saúde e da Administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) – que agrega as unidades hospitalares de Abrantes, Tomar e Torres Novas – para as graves deficiências de informação que presentemente aí ocorrem, designadamente no que diz respeito à distribuição das suas valências e especialidades. A complementaridade destas unidades só é possível com o diálogo institucional entre responsáveis do sector e os autarcas do Médio Tejo. A AD/PSD exigiu que o Ministério da Saúde e a Administração do CHMT prestassem esclarecimentos urgentes sobre a actual estratégia de complementaridade, considerando que o diálogo é o factor essencial para a solidariedade dos autarcas e das populações».

Assembleia do Médio Tejo: Fragilidades do Centro Hospitalar

No sábado passado, em Tomar, as questões relacionadas com os três hospitais foram debatidas na presença do Presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo. Os resultados dessa reunião aqui apresentados resultam de uma parceria do NO com o jornal nabantino «O Templário».

Foram quase quatro horas de debate sobre o Centro Hospitalar do Médio Tejo. Na Assembleia da Comunidade Urbana do Médio Tejo realizada no Sábado, dia 1, em Tomar, foram muitas as perguntas apresentadas, tendo algumas delas ficado sem respostas.
Gomes Branco, Presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, era o convidado da reunião e foi o interlocutor dos deputados e do público.
Aquele responsável recusou-se a adiantar algumas das decisões que estão a ser tomadas a nível ministerial, mas deixou no ar que estão previstas profundas mudanças no sector da saúde, nomeadamente em relação às contratações dos médicos e à sua mobilidade.
Referiu-se ainda a problemas de administração a nível intermédio no Centro Hospitalar, deixando no ar a ideia de que brevemente haverá mudanças.
Nestas questões Gomes Branco argumentou com a necessidade de reservar informação.
A falta de recursos humanos no Centro Hospitalar do Médio Tejo e a necessidade de rentabilização de recursos nas três unidades hospitalares (Tomar, Torres Novas e Abrantes) foram aspectos sublinhados por vários intervenientes ao longo da reunião.
Para começar Gomes Branco começou por fazer um historial do processo de construção dos três hospitais, a criação do Centro Hospitalar, a transformação em empresa pública e a aplicação do programa funcional aprovado em 1998.
A ideia inicial, lembrou aquele responsável, era que a urgência fosse centralizada em Abrantes, ficando Torres Novas com as especialidades médicas e Tomar com as especialidades cirúrgicas.
Gomes Branco reconhece que, de 2003 a 2005, foram feitas grandes melhorias na articulação entre os três hospitais, a nível informático, contabilístico e de comunicação, mas houve uma estagnação nos planos de complementaridade.
Faltam recursos humanos
O processo "tem sido desenvolvido com alguns ajustes" mas "não tem sido fácil" devido sobretudo à falta de recursos humanos e aos constrangimentos legais na contratação e mobilidade de médicos. Com a reforma da administração pública tais obstáculos jurídicos vão desaparecer, sendo possível o mesmo médico trabalhar em qualquer um dos hospitais, de acordo com as necessidades.
O deputado Anacleto Baptista (PSD), do Sardoal, denunciou a "realidade triste" que é para quem vive nesta vila ter de visitar um doente em Torres Novas ou em Tomar dado que não há transportes públicos. Questionou sobre a eventual saída da neonatologia do hospital de Abrantes, informação que Gomes Branco desmentiu.
Em relação ao investimento que foi feito na área da urologia em Abrantes, especialidade que agora funciona em Tomar, Gomes Branco referiu que o equipamento é facilmente adaptável em qualquer hospital.
Na perspectiva deste responsável "os três hospitais devem funcionar como se de um se tratasse", mas para tal é necessária uma melhoria no transporte de doentes, reconhece.
José Vaz Teixeira (CDU), médico de profissão, e João Simões (Independentes) elencaram várias perguntas sobre o funcionamento do centro hospitalar e a distribuição de valências.
António Mor (PS), de Abrantes, questionou sobre o porque de não se fazerem partos sem dor na maternidade abrantina facto que poderá estar na origem da redução do número de partos, com a deslocação de parturientes para Leiria e Coimbra.
Para Gomes Branco "em Abrantes há uma maternidade excelente", mas "há uns anos havia 17 obstetras, neste momento há 11 e daqui a uns meses provavelmente só terá nove"
Aliás a falta de recursos humanos em várias especialidades foi a principal lamentação de Gomes Branco, que fez questão de separar a sua opinião pessoal com a sua opinião enquanto presidente da ARS.
Na sua opinião a turbulência, a falta de serenidade na comunidade atrasa os processos de complementaridade, dificultando a implementação de medidas.
Nelson Baltazar (PS) também questionou acerca da quebra do número de partos no Médio Tejo e reconheceu uma melhoria na qualidade dos serviços de saúde na região comparativamente há 30 ou 15 anos trás.
António Paiva, presidente da Comunidade Urbana do Médio Tejo perguntou directamente ao presidente da ARS se têm sido difíceis de implementar as mudanças a nível interno, facto que Gomes branco confirmou.
Destruir os três hospitais e construir um novo
Rui Picciochi (PS), de Vila Nova da Barquinha agitou a discussão quando perguntou à Assembleia sobre a hipótese de se "deitar abaixo os três hospitais e construir um novo".
A este propósito, Gomes Branco recordou que, em meados dos anos 90, quando reuniu com a ex-Ministra da Saúde Maria de Belém para definir a construção dos hospitais de Torres Novas e Tomar, assumiu que "as duas obras não deviam ser feitas".
Em entrevista ao Jornal "O Templário", o presidente da ARS reconhece haver "grande dificuldade quer em recursos humanos quer financeiros".
Esta situação vai implicar que, por exemplo, em relação à pediatria "é muito provável que o internamento e a urgência sejam, centralizados no mesmo local", ou seja, em Abrantes, onde funciona a maternidade. As previsões apontam para a necessidade de transferência de uma a duas crianças por noite para Abrantes.
Na parte final da reunião da Comunidade Urbana do Médio Tejo, intervieram alguns cidadãos no período reservado ao público. Duas mães de Tomar questionaram Gomes Branco sobre o encerramento da urgência pediátrica e do internamento no hospital de Tomar.
Uma médica pediatra de Torres Novas e o presidente da Comissão de Utentes da Saúde colocaram outras questões designadamente sobre o impacto das medidas que estão a ser tomadas.
Manuel José Soares, daquela comissão, vai mais longe e propõe que, tal como é obrigatório para qualquer empreendimento imobiliário um estudo de impacte ambiental, também no campo do saúde, deveria haver estudos de impacte social quando houvessem alterações nos serviços dos hospitais.
Mudanças na administração do Centro Hospitalar
"O Templário" confirmou junto de Gomes Branco que se avizinham mudanças na administração do Centro Hospitalar, mas sublinha que "não está em causa o presidente", Silvino Alcaravela. Ou seja, as alterações deverão passar pelos vogais do conselho de administração e pelos directores dos hospitais.
Quanto a prazos, Gomes Branco afirma que a reestruturação da Administração do CHMT deve ser feita "o mais depressa possível". "Tenho esperanças que seja feita ainda em Julho", acrescenta.
José Gaio

A saúde em discussão

O encerramento da urgência pediátrica em Tomar e em Torres Novas e as reestruturações que se esperam no Centro Hospital do Médio Tejo que envolve os Hospitais de Tomar, Torres Novas e Abrantes, que também servem o concelho de Ourém, têm motivado diversas movimentações de populares quer em Tomar quer em Torres Novas.
Este assunto foi agora levado à Assembleia Municipal de Ourém por Tavares Lopes. O deputado Municipal do PSD é o representante de Ourém no conselho consultivo do Hospital de Torres Novas. O objectivo da sua participação neste órgão é o de discutir, como parte interessada nas questões da saúde, os problemas do concelho de Ourém.
Na informação prestada à AM, afirma Tavares Lopes que «todos sabemos que o nosso concelho será dos mais prejudicados do distrito nesta matéria, nomeadamente, pelas deslocações que os seus munícipes têm de fazer para serem curados dos seus males, ora para Tomar, ora para Torres Novas, Abrantes ou Leiria».
O autarca refere posições que têm vindo a ser tomadas noutros concelhos e questiona sobre a posição de Ourém nesta matéria, enquanto parte interessada na discussão.
Afirma que as suas preocupações são grandes e diz pensar que «ao ser eleito seria a voz desta Assembleia e, por conseguinte, deste concelho no dito Conselho Consultivo que, afinal, não terá mais que o nome, já que até ao momento nunca fui convocado para qualquer reunião, ou consultado para dar a mais simples das opiniões». Por isso e porque «não quero ser acusado amanhã» por «não querer saber da situação», o deputado solicita à presidente da AM que «junto dos responsáveis, procure saber as verdadeiras razões porque não nos chegou, até ao momento, qualquer convocatória».
Parlamento vai ouvir
administração hospitalar
O deputado do Bloco de Esquerda (BE), João Semedo, apresentou, no passado dia 20 de Junho, uma proposta no sentido de que sejam ouvidos pela Comissão Parlamentar de Saúde da Assembleia da República, os responsáveis hospitalares do Médio Tejo.
"Está em curso uma reestruturação do Centro Hospitalar do Médio Tejo, instituição que integra os hospitais de Abrantes, Tomar e Torres Novas. Segundo os seus responsáveis, este processo procura estabelecer uma adequada articulação entre aqueles hospitais, através de um melhor aproveitamento dos recursos e meios disponíveis em cada uma daquelas unidades" – argumentava o deputado do BE no documento apresentado e que também fez chegar às redacções dos jornais. "Não se duvida da complexidade do problema, tanto mais que na origem da construção daquelas unidades estão sucessivos erros de planeamento quanto à missão, programação e dimensão de cada uma delas. É um processo que se arrasta, multiplicando-se as indefinições quanto ao modelo de funcionamento do Centro Hospitalar e ao papel a desempenhar por cada um daqueles três hospitais, nomeadamente, quanto às especialidades a manter, desactivar ou criar em cada um deles; ao número, natureza, valências e localização dos serviços de urgência; ao sistema de circulação e transporte dos doentes; e, também, quanto à sua articulação com a rede dos centros de saúde", acrescenta o mesmo documento
João Semedo acrescentava ainda que em todo este processo tem havido falta de informação, com os responsáveis hospitalares a dizerem que estão a aguardar decisões superiores.
"Neste contexto, é natural que cresçam, entre a população, sentimentos de insegurança e intranquilidade quanto ao futuro do Centro Hospitalar, ambiente que explica as múltiplas movimentações de utentes daqueles concelhos em defesa do acesso e da qualidade dos serviços públicos" – afirma o deputado do BE que concluiu requerendo uma audição pela comissão parlamentar de Saúde dos presidentes da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo e do conselho de administração do Centro Hospitalar.
Aguarda-se agora a marcação desta reunião na esperança que a situação possa ser clarificada e as populações esclarecidas.
O loby abrantino
Na semana passada, em reunião da Assembleia Municipal de Tomar, os deputados daquela cidade debateram acaloradamente, durante duas horas as questões hospitalares, em particular as que se prendem com o encerramento da pediatria em Tomar e com uma vigília que a população havia organizado dias antes, junto àquele hospital. Um dos momentos quentes da discussão foi quando o deputado Luís Ferreira (PS), deu a entender existir em Abrantes um «loby» forte, recordando que Silvino Alcaravela, presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo e o secretário de Estado da Saúde são de Abrantes.
Enquanto isso, o presidente da Câmara de Tomar defendia a manutenção de todo o tipo de urgências no hospital da cidade e que as caras das três cidades onde existem os hospitais e o Ministério da Saúde devem procurar uma solução para o transporte gratuito de doentes, incluindo os que vão às consultas externas e os familiares dos doentes internados quando os visitam. Defende António Paiva que a solução passaria pela criação de um transporte, do tipo urbano que passaria de hora a hora pelos três hospitais.

Assembleia a meio gás

Por momentos temeu-se falta de quórum na reunião da AM da passada sexta-feira. Mas aos poucos os deputados municipais lá foram chegando. Até o presidente da Câmara chegou atrasado. Na sua habitual informação, David Catarino começou por referir o trabalho que a Câmara está a desenvolver no sentido de que todas as actividades de enriquecimento curricular possam funcionar já no próximo ano. Ainda na educação o presidente informou que foram já celebrados protocolos com algumas IPSS para o fornecimento de refeições às crianças do 1º ciclo.
O Pavilhão Municipal e o hóquei
António Gameiro (PS) quis saber em que pé estavam as negociações com o Juventude Ouriense com vista à remodelação do Pavilhão Municipal, tendo em conta a subida do clube à 1ª Divisão Nacional.
Recordando o discurso do presidente no dia da cidade, Gameiro concordou com a afirmação de que «a Câmara não joga hóquei». Mas, rematou, «também não joga golfe…».
No mesmo tom, Catarino responde que Gameiro acabara de lhe apresentar um argumento para avançar com o campo de golpe: «se já tínhamos construído um pavilhão para hóquei, porque não criar um espaço para golfe?»
E continua o presidente da Câmara: «o pavilhão é da Câmara, os próprios jogadores dizem gostar muito dele. Está a ser feito um estudo por um colaborador do JO. Logo que o tenhamos, iremos conseguir financiar as obras que deverão ser de ampliação para o lado do parque de estacionamento». Estas obras, explica, deverão acontecer por via de um protocolo a celebrar com o clube. Entretanto «o pavilhão do Pinheiro tem financiamento aprovado e falta pouco para a conclusão das obras», pelo que este poderá ser utilizado, «se necessário, para os primeiros jogos».
O Giro
Desta vez foi a bancada do PP que levou o assunto à AM. Querem saber quais os encargos trazidos para o município com o autocarro e o número de passageiros que o tem utilizado.
Catarino voltou a referir-se a este transporte como ajuda para fazer face à privação dos lugares de estacionamento que existiam por trás do edifício dos Paços do Concelho. A mesma preocupação que levou à improvisação de um parque de estacionamento em frente ao centro de saúde, também este desaproveitado. Catarino diz que «parece que não foi preciso nem parque nem transporte, porque as pessoas arranjaram alternativas».
E para responder às questões que tem sido levantadas em torno desta situação, recorda a história do velho, do rapaz e do burro, para dizer que «desta vez metemos o burro no bolso e fica assim».