15 março 2007

Orquestra Típica de prata


Vinte e cinco anos de vida comemorados em jeito de homenagem aos que, ao longo dos anos, passaram pela Orquestra Típica e a ela deram o seu empenho e dedicação.
O concerto de aniversário serviu ainda para juntar em palco antigos e actuais executantes da Orquestra, 120 elementos.
Ao longo de duas horas e meia foram-se sucedendo diversos temas que marcaram momentos chave do grupo e que foram regidos pelos maestros Armando Rodrigues, fundador; Sérgio Poupado e pelo actual maestro José António Santos. "Adeus Ourém", um dos temas mais conhecidos do grupo serviu de despedida.
A direcção da Academia de Música Banda de Ourém homenageou os oito elementos que completam 25 anos de permanência no grupo. Momento ainda para assinalar o contributo de Graziela Vieira, com letras que seriam ao longo dos anos musicadas para o grupo.
No momento solene, Avelino Subtil lembrou os elementos que ao longo da sua vida deram o contributo na vida da associação e que já faleceram.
"Os grupos fazem-se de pessoas", lembrou o responsável da AMBO assinalando que estes juntam elementos unidos também em "causas de solidariedade e amizade". Subtil sublinhou ainda o esforço e dedicação dos elementos que têm passado pelo grupo apelando a que acolham e tragam outros para o grupo.
Vítor Frazão assinalou que "foi um dos melhores que assistiu no concelho de Ourém". Tratou-se para o vice-presidente de uma "lição" de história de uma secção que "reconheceu o trabalho dos que já (por ali) passaram". Aos antigos e actuais executantes deixou uma palavra de estímulo bem como à Academia, "associação mais pujante do concelho em termos musicais".
Fernando Marques, antigo elemento da direcção e um dos fundadores da Orquestra recordou que "foi difícil cativar" pessoas quando se propôs fazer uma direcção com músicos.
Carlos Baptista, presidente da Assembleia Geral considerou que "estamos a viver um momento alto da cultura em Ourém".
Baptista referiu ainda que "a AMBO é hoje uma referência no concelho e no país".
Armando Rodrigues, maestro fundador salientou a sua "satisfação pessoal" pelo êxito que a Orquestra foi granjeando. Recordou ainda que "cada espectáculo é uma partícula de alegria".
Sérgio Poupado, o segundo maestro deste grupo durante uma década apontou que uma das "contrariedades" que passou enquanto foi maestro foi a saída de pessoas, depois de ter havido um investimento de formação nelas. "Senti dificuldade em encontrar quem me substituísse", referiu assinalando que convidou o amigo e maestro José Santos.
Este, por sua vez assinalou que o primeiro concerto, ficou guardado na memória porque "correu tudo mal, não tínhamos apresentador".
Já durante a sua regência, o grupo editou um CD e tem vindo a fazer a recolha de temas de ranchos folclóricos do concelho, no projecto "Memórias".
No ciclo comemorativo dos 25 anos, a Orquestra Típica de Ourém vai ainda editar novo trabalho, ainda este ano. Haverá ainda uma jantar de gala e a reposição do espectáculo "Memórias".

Catarino escreve ao ministro

"Vamos encontrar soluções para servir melhor as populações e não tomar medidas que vão denegrir a qualidade dos serviços", afirma Catarino na missiva que enviou, esta semana, ao Ministro da Saúde, onde apela à marcação urgente de uma reunião para que as reivindicações da população do concelho sejam ouvidas.
Catarino afirma ainda que, em reunião tida com a Administração Regional de Saúde (ARS), foi informado que todas as intenções de reestruturação que fossem levadas a cabo nos serviços de saúde do concelho lhe seriam comunicadas, mas que tal não aconteceu. "Tudo isto foi resolvido entre os profissionais do sector, sem a presença daqueles que pagam e têm o direito a ser servidos, nem de ninguém que os representasse", afirma Catarino.
Referindo-se à população do concelho, que conta com cerca de 50 mil habitantes, dispersos por mais de 400 quilómetros quadrados, o autarca afirma ainda que "é o segundo concelho do distrito, em termos populacionais e o único dos mais populosos que não tem unidade hospitalar". E complementa "As acessibilidades, a partir da sede do concelho, são difíceis, quer para Tomar, quer para Leiria, para não falarmos de Torres Novas ou Abrantes".
Termina Catarino a missiva "as condições particulares deste concelho não admitem o tipo de solução que está a ser preparada que unicamente acolhe os interesses dos médicos e piora a qualidade do serviço que é prestado".
O autarca lembra o Ministro que, já em Maio de 2006, lhe solicitou uma reunião para abordar a problemática da Saúde.
De referir ainda que esta semana havia sido posto a circular, pela Câmara, um abaixo assinado para ser entregue ao ministro.
À hora do fecho da edição ainda não se sabia se a agendada «marcha lenta» à capital iria ou não ter lugar, visto que se aguardava resposta do ministro. Caso ela não tenha chegado, é provável que a marcha tenha lugar esta sexta-feira, dia em que o NO chega a casa dos leitores. Se tal se tiver confirmado entretanto, disso será dado conta na quinta-feira em www.noticiasourem.blogspot.com

Pais contam histórias na escola


"Viemos ouvir e ver coisas de encantar", dizia a professora aos miúdos enquanto lhes pedia silêncio. E a história lá começou a ser contada por um pai, José Vaz enquanto outro, Gabriel Lagarto munido de papel e marcador ia ilustrando a história que o parceiro ia contando.
Para a transformação da história, os meninos das quatro turmas do primeiro ciclo do ensino básico foram dando alguns palpites. Enquanto isso, noutra sala, os meninos do 3ºC ocupavam o tempo com a sua hora da leitura, na leitura silenciosa do livro "A pequena sereia". Depois de uma leitura individual de 25 minutos e em grupo, os alunos exploram o vocabulário utilizado nestas dez páginas. Desde que começaram a ler o livro, os alunos desta turma já fizeram desenhos e quadras sobre a história, um desses trabalhos encontra-se na biblioteca da escola do primeiro ciclo de ensino básico, nº1 de Ourém. Cada ano trabalha uma obra por trimestre.
Estes foram apenas dois momentos de uma semana inteira dedicada à leitura no Agrupamento Oureana, uma iniciativa inserida no plano do Ano nacional da leitura. Pais e mães partilharam um pouco do seu tempo e vieram contar uma história à turma dos filhos. Poemas, música, desenho completaram o resto da história bem como outros convidados, como o presidente da Junta ou o pároco.
A presidente do conselho executivo do agrupamento de escolas salienta que foi fácil conseguir que os pais viessem à escola contar uma história, tanto que entusiasmados pretendem voltar com outras iniciativas.
Tornou-se assim, "uma experiência muito gira, muito gratificante, também para os pais", refere Conceição Prata.
Com o apoio financeiro da Comissão do Plano nacional de Leitura a que a escola sede se candidatou foi possível adquirir 2 500 euros em livros, tendo beneficiado todo o agrupamento já que todas as escolas receberam livros, salientou ao Notícias de Ourém, a presidente do Agrupamento
O agrupamento lançou também o concurso olimpíadas de leitura em que participam alunos do 3º e 4ºciclo, para despertar o interesse pela leitura. Assim, por cada livro requisitado, o aluno preenche uma ficha correspondente e ganhará o MP3, quem mais livros tiver lido. O prémio será entregue durante a Semana Cultural que decorrerá em Maio, estando prevista a participação dos pais neste evento.

Alunos têm recreio para brincar


"Brincar é fixe", a frase consta da capa que contem uma carta que os meninos de uma turma da EB1 de Ourém entregaram ao presidente da Câmara, aquando da inauguração do novo espaço de jogos daquela escola, a 22 de Fevereiro.
Os 357 alunos têm agora um "caminho aventura" para percorrer podendo assim brincar em seis equipamentos que vão desde o balancé, espaldares, escorrega e molas.
O objectivo foi dispor os equipamentos de forma a permitir que o maior número de alunos possa brincar em simultâneo, explicou Conceição Prata, presidente do Conselho Executivo do Agrupamento de escolas Oureana.
A estes equipamentos juntam-se ainda a colocação de balizas e de cestos de basket no campo, além da rede para impedir que as bolas venham parar à rua. Trata-se de material amovível que, segundo a professora pode ser retirado para outro local.
Até agora, salienta Conceição Prata, os meninos "não tinham nada para brincar".
Tudo o que agora está colocado no recreio "foi pedido há muito tempo" mas "sempre houve entraves porque o espaço iria ser intervencionado", refere ainda.
Contas feitas foram gastos dez mil euros, metade dos quais subsidiados pela autarquia. O restante foi custeado pelo Agrupamento de escolas, que contribuiu com uma verba de mil euros; Associação de pais desta e APDAF. O dinheiro necessário foi conseguido com recurso a actividades de angariação de fundos. "Claro que sem esta parceria, nada teria sido possível", defende Célia Braçal, presidente da Associação de pais.
Esta mãe considera que este recreio "fazia falta", manifestando a sua satisfação por, "com o esforço de todos", ter sido concretizado.
Algumas crianças aproveitaram a presença do presidente da Câmara para lhe pedir um outro tipo de pavimento no chão, já que alguns colegas acabaram por se magoar, em quedas, poucos dias depois de ter sido colocados no recreio.
David Catarino registou o pedido ainda que sem concordar por defender a necessidade de terem um sitio para brincar em liberdade, ainda que com quedas mas "em segurança".
Para aproveitar o espaço e o desnível existente, no espaço junto às actuais instalações da APDAF para construção de um edifício escolar para com salas, refeitório e cantina para fazer face às necessidades. O projecto está, segundo Catarino, em fase avançada sendo uma das "prioridades para esta zona" mas ainda não há data definida para lançamento da primeira pedra. A aprovação da carta escolar bem como a necessidade de proporcionar condições ao número de alunos que tem vindo a subir, em Ourém, torna-o uma "prioridade".

Encerramento das Urgências do Serviço de Atendimento Permanente (SAP)

Recebemos da JSD, o seguinte comunicado que transcrevemos na íntegra:


A JSD de Ourém não pode deixar de reprovar a decisão de encerramento do Serviço de Urgências do SAP de Ourém, inserido na reestruturação da Rede de Urgências, elaborada pelo Ministério da Saúde.
Considerando que:
- Esta reestruturação é baseada em critérios meramente economicistas e tem por base somente uma média de atendimentos, no horário compreendido entre as 24h e as 08h, relegando para plano secundário o valor humano e social da saúde;
- O encerramento contribuirá para influenciar negativamente a economia e a fixação de população, nomeadamente jovens, factores essenciais para a vitalidade e crescimento do concelho no seu todo e da sua sede em particular;
- O SAP de Ourém serve aproximadamente uma população de 46 mil habitantes a que acresce uma flutuante, em alguns meses, devido às visitas dos nossos emigrantes, turistas e peregrinos em consequência do fenómeno religioso de Fátima;
- Provoca na maioria da população concelhia a necessidade de percorrer distâncias significativas, no horário nocturno, para acorrerem ao serviço de urgência mais próximo.
A JSD de Ourém pretende:
- Tornar pública a sua oposição ao encerramento das Urgências do SAP de Ourém, argumentando que se existe o objectivo de conter a despesa do Estado, este nunca deverá ser concretizado à custa da diminuição dos serviços de saúde prestados à população;
- Apelar à participação activa de outras organizações políticas, associações, bem como de movimentos cívicos, para tomarem posição idêntica defendendo os interesses dos cidadãos do Concelho de Ourém.
Comissão Política de Secção da JSD de Ourém

Encerramento do SAP na Assembleia da República

O deputado oureense, Mário Albuquerque, apresentou, no passado dia 8, um requerimento, ao presidente da Assembleia da República, pedindo, com carácter de urgência, esclarecimentos ao Ministro da Saúde.
Albuquerque refere a «estupefação» com que tomou conhecimento deste encerramento e considera-o como «uma medida extremamente gravosa e sem qualquer justificação plausível» num concelho «com deficientes acessibilidades aos hospitais mais próximos», mas também um concelho que é «dos cinco maiores do Distrito, sendo que os restantes dispõem, todos eles, de uma unidade hospitalar regional».
O deputado sublinha que «para além da enorme dispersão, tem uma população fixa de cerca de 46.000 habitantes, bem como uma população flutuante que se aproxima, anualmente, dos seis milhões de pessoas, considerando os regulares fluxos de turismo religioso que demandam o Santuário de Fátima». Para o deputado, «as repercussões de tão irresponsável decisão irão assumir contornos de enorme gravidade, pois não basta dizerem-nos que durante os períodos normais de funcionamento irá existir um acréscimo de médicos disponíveis, já que, como sabemos, parte das doenças, quando surgem, não avisam, nem sequer têm horas determinadas, sendo ainda de sublinhar que é durante a noite que as pessoas experimentam acrescidas dificuldades, mormente quando se encontram a distâncias consideráveis dos centros de atendimento mais próximos».
O deputado refere ainda os congestionamentos dos hospitais que servem o concelho para considerar que «a partir de agora, qualquer indisposição, de maior ou menor gravidade, acarretará para os pacientes uma verdadeira aventura, desde o transporte até ao respectivo atendimento, nunca se sabendo como, quando e onde vai terminar».
Assim «perante quadro tão negro, resultante de inconsistentes motivações, de meros estudos de gabinete e de políticas que pouco terão a ver com o bem-estar e qualidade de vida das populações deste concelho, para além de contribuírem para o abandono e desertificação do maltratado, e discriminado, interior do país», o deputado solicitou ao Governo os seguintes esclarecimentos que, «em nome da transparência da Administração pública, reputo de absolutamente pertinentes:
1. Que estudos foram feitos, com a necessária credibilidade, e adequado sentido de responsabilidade, como em matéria tão sensível se exige, para se chegar à conclusão de que o SAP de Ourém não faria sentido, nos termos em que desde sempre esteve a funcionar?
2. No âmbito da mesma decisão, de feição puramente administrativa, será que foram avaliados factores essenciais, como sejam distâncias, acessibilidades, populações fixas e flutuantes, idosos, crianças, etc., considerando, também, que o concelho de Ourém foi dos que, no último censo realizado, ao invés da tendência geral registada no país, apresentou um significativo crescimento da sua população?
3. Que alternativas foram consideradas para o concelho, tendo em conta a supressão de tais serviços, mormente em matéria de emergência médica, reanimação e prestação urgente de primeiros socorros, atempadamente e com pessoal especializado?
4. Como costuma dizer o Exmo. Primeiro-Ministro, este é o Governo do diálogo, pelo que será de relevante importância saber-se quais os contactos havidos, no decurso deste processo, com a Câmara municipal respectiva. A exemplo, aliás, de algumas situações conhecidas em que o Governo reconheceu, ainda que tardiamente, a necessidade de negociar protocolos com os autarcas.
Face a todos os argumentos invocados, alguns dos quais suficientemente escalpelizados, solicita-se, de igual modo, ao Governo, que informe se não vê razões substantivas para reanalisar e reconsiderar a medida tomada, de forma a que o SAP de Ourém regresse ao seu anterior funcionamento».

O SAP e o abaixo assinado

Para os interessados, informa-se que as assinaturas do abaixo assinado contra o encerramento do SAP, que está a decorrer, devem ser entregues na CMO até às 9h30 da próxima segunda-feira. Ao que apurámos o presidente da CMO terá hoje à noite uma reunião com o Governador Civil e com o administrador regional de saúde, Dr. Gomes Branco. Só depois desta se poderá saber se há alguma alteração da situação, ou não. Amanhã 8sexta-feira) tentaremos saber o que se passou nesta reunião e informaremos através de post neste blog

13 março 2007

Contra encerramento do SAP

Está a decorrer no concelho, um abaixo-assinado dirigido ao Ministro da Saúde com vista ao não encerramento do SAP de Ourém:

Comunicado
A Câmara Municipal de Ourém iniciou um abaixo-assinado, a decorrer até sexta-feira próxima, dia 16 de Março, que apela ao Ministro da Saúde para reconsiderar a decisão de encerrar o SAP, Serviço de Atendimento Permanente, do Centro de Saúde de Ourém entre as dez da noite e oito da manhã.
O documento pode ser assinado na Câmara Municipal, Juntas de Freguesia e locais públicos de grande afluência.
A pertinência para a população local e para os muitos visitantes e turistas que visitam o concelho leva a que a colaboração de todos seja crucial no sucesso desta iniciativa.



Exmo Sr. Ministro da Saúde
Os abaixo-assinados, cidadãos do município de Ourém, particularmente preocupados com o encerramento, entre as 22 horas e as 08 horas da manhã, do Serviço de Atendimento Permanente (SAP) da única Unidade de Saúde que servia, durante esse período, todo o concelho, vem desta forma solicitar a V. Excelência uma análise ponderada a esse encerramento e ao impacto social de tal medida.
Das muitas particularidades do concelho onde residimos, ressalvamos várias que deveriam ter sido levadas em linha de conta numa tomada de decisão desta ordem:
· O concelho de Ourém é o 2º maior, em termos populacionais, do Distrito de Santarém (imediatamente a seguir à sede de Distrito), com uma população que o INE estima actualmente em cerca de 50.000 habitantes;
· Abrange uma área de cerca 416,5 km2;
· Não tem hospital há cerca de 25 anos, contrariamente a outros municípios menos populosos do distrito;
· As acessibilidades de acesso às unidades hospitalares mais próximas são francamente más, existindo casos de deslocações com cerca de 100 km ao hospital de Abrantes (unidade prevista para Urgência Médico-Cirúrgica);
· A população flutuante de Fátima (Pólo turístico especialmente relevante) atinge anualmente números na ordem dos cinco milhões de visitantes, tendo-se registado em 2004, 393.045 dormidas em estabelecimentos hoteleiros classificados;
· É um concelho que nos anos sessenta teve forte emigração, implicando que nos meses de verão se assista a um regresso dos emigrantes para férias, o que conduz obviamente a um aumento da população presente no concelho;

· A média de atendimentos no SAP de Ourém é de 130/dia, sendo que, mais de 90% dos casos têm resolução neste serviço. Note-se ainda que o registo de atendimentos entre as 20 e as 24 horas é de cerca de 30 por dia, e que entre as 00 horas e as 8 horas tem uma média de 9 atendimentos;
Estamos conscientes que os meios das três corporações de bombeiros existentes no município (todas na base do voluntariado) são parcos, e os meios humanos diminutos, não sendo também de desprezar os custos que estarão envolvidos no transporte e socorro de doentes.
· Cerca de 4.500 utentes do Centro de Saúde de Ourém não têm médico de família.
Senhor Ministro,
Fazemos notar que nunca este município foi ouvido em todo este processo, o que muito nos entristece. Não somos cidadãos de segunda, e não podemos permitir que a nossa população não tenha acesso em tempo útil a um serviço que se encontra consagrado na de Constituição da República como universal e geral, tendo o Estado a obrigação de garantir uma racional e eficiente cobertura de todo o país em recursos humanos e unidades de saúde, assim como o acesso de todos os cidadãos, independentemente da sua condição económica, aos cuidados de medicina preventiva, curativa e de reabilitação.
Conscientes de que este pedido se fundamenta no exercício de uma cidadania empenhada e participativa, os signatários esperam de Vossa Excelência um reapreciar da situação com a urgência que a sua gravidade justifica.



Abertura do SAP do Centro de Saúde de Ourém 24/24 horas
ABAIXO – ASSINADO

NOME Bilhete de Identidade


Este documento pode ser assinado em vários locais do concelho e também na secretaria do NO
ou em http://www.cm-ourem.pt/destaques/sap_ourem.pdf

08 março 2007

Raid Templários descobre tesouro no Castelo


Descobrir a chave do tesouro "Os Templários" foi o objectivo dos participantes do segundo raid de todo-o-terreno promovido pela ADIRN – Associação Desenvolvimento Integrado Ribatejo Norte e que permitiu aos participantes descobrir as maravilhas paisagísticas, culturais e gastronómicas da região.
Sessenta participantes, metade dos quais vindos de Lisboa participaram num passeio que percorreu Dornes, Vila Nova Barquinha, Lagoa Azul terminando este circuito com a entrada no castelo de Ourém e a descoberta do tesouro, com a chave que abria o castelo de Ourém onde os participantes puderam degustar gastronomia oureense, participar numa prova de vinho medieval e ainda apreciar a ginjinha.
Ao longo do percurso, acessível para todos, segundo Jorge Rodrigues, houve um ou outro momento que devido à lama, provocou atascanços e a necessidade de providenciar ajuda, refere.
O passeio sem propósitos de competição reuniu quatro equipas do concelho de Ourém, num total de 12 pessoas.
Aos participantes foi distribuída uma máquina fotográfica para que fotografassem tiveram ainda oportunidade de fixar os momentos mais interessantes dos dois dias de passeio, realizando-se um concurso para eleger a melhor fotografia.

Boleiros revive tradiçãodo pátio

Foram muitos os que aproveitaram o fim-de-semana de Carnaval para degustar petiscos e iguarias fruto da matança do porco, em Boleiros.
"Uma "prova de fogo" não só por ser a 1ª iniciativa a envolver várias actividades como também pela época (Carnaval) em que decorreu e pelas condições meteorológicas adversas", salienta um dos elementos da coordenação das comemorações dos 400 anos, Nuno Oliveira.
"É opinião generalizada que a iniciativa superou todas as expectativas, não só pelo movimento que gerou, mas também pelo número de visitantes e ainda pela quase total ausência de reparos a qualquer nível", refere.
O maior número de presenças exteriores à comunidade ocorreu no domingo, à hora do almoço. Sem precisar muito os números, este responsável fala em centenas de pessoas a provar os petiscos, "muitos repetentes".
Além da gastronomia, o telheiro junto ao salão de Boleiros esteve transformado num pátio onde os visitantes puderam apreciar uma lareira e cozinha à antiga bem como os currais com as espécies animais.
Várias dezenas de pessoas estiveram envolvidas nestes preparativos que, "após o arranque, o esforço não podia parar e até a questão de manter toda a estrutura física em condições obrigou algumas pessoas a manter-se no local durante a noite, revezando-se nessa tarefa". Os quatro dias de festa com base na recriação da matança do porco terminaram com o baile de Carnaval.
A próxima iniciativa terá lugar a 24 e 25 de Março e será uma Mostra de Artes & Ofícios que tentará recordar as actividades profissionais relativas a Boleiros, enquadradas num espaço temporal que abrangerá as últimas décadas e a actualidade.

SAP encerra dia 16


Foi o tema da saúde e o encerramento do SAP - Serviço de Atendimento Permanente, de Ourém que registou maior descontentamento no decorrer da Assembleia Municipal do passado dia 28.
Fernando Afoito, coordenador da Sub-Região de Saúde de Santarém, foi o último dos convidados a intervir e confirmou os receios da população e dos deputados municipais. Afirmando que "não se irá efectuar nenhum encerramento do Centro de Saúde, mas sim um reajuste de horários que levará a um reforço das equipas diurnas e ao encerramento nocturno entre as 22 e as 8 da manhã". As palavras do responsável levantaram uma onda de burburinho na sala e levaram à indignação de David Catarino, que estranhou "a ausência de qualquer diálogo com a autarquia ou com a população sobre esta medida", sublinhando que "ainda hoje, telefonicamente me afirmaram que não havia nenhum encerramento". Perante a onda de indignação visível na sala Catarino terminou a sua intervenção referindo "não esperem que acatemos esta decisão calados e quietos".
A indignação continuou e a presidente da AM fez questão de apresentar também o seu protesto. Afirmando não ser «adepta de arruadas», Deolinda Simões diz ter convidado o coordenador «para ouvir a voz do povo». Por isso recorda a grandeza populacional e territorial do concelho, que o colocam como o 2º maior concelho do distrito, logo a seguir à sua capital, Santarém. É por isso que a presidente da Assembleia Municipal pergunta «como é possível que, a um concelho com um crescimento demográfico crescente, ao contrário de outros, nossos vizinhos, lhe seja ordenado o fecho, durante a noite, do único recurso a nível da Saúde?». Refere as dificuldades de acesso aos hospitais da região, dadas as más acessibilidades existentes e recorda que Ourém não é apenas a cidade, mas todo o concelho, que, dada a sua dispersão, obriga a que sejam feitos muitos quilómetros para chegar aos hospitais. Isto numa altura, recorda, em que «ainda não se sabe bem onde estão localizadas as várias valências» no que toca ao Centro hospitalar do Médio Tejo, distribuídas por Tomar, Torres Novas e Abrantes. «Já pensaram bem, o que acontecerá a cada um de nós, quando às três ou quatro da manhã tivermos que socorrer uma criança, sem sabermos ao certo para onde ir?», pergunta-se a presidente da Assembleia que considera que isso «será simplesmente desesperante senão diabólico». Por outro lado, refere os fluxos turísticos que trazem ao concelho milhões de pessoas anualmente que acabam por se traduzir em mais dormidas que aquelas que são exigidas para manter uma urgência aberta. A isto acresce-se a população emigrante que vem regularmente no Verão mas também noutras épocas do ano. Deolinda Simões reconhece, porém, as dificuldades vividas no Centro de Saúde de Ourém devido não só aos poucos médicos mas também ao seu envelhecimento. Daí que defenda a necessidade de serem encontradas soluções, através do diálogo e da concertação, em vez de «continuar a tomar decisões baseadas numa política economicista, unicamente fundamentadas em relatórios técnicos e médias aritméticas, sem descer ao terreno e ouvir as partes intervenientes».
Um dos momentos mais intensos aconteceu quando a deputada municipal, presidente da Junta de Freguesia de Gondemaria mas também médica no Centro de Saúde de Ourém, usou da palavra. Ana Abreu começou por atribuir culpas à direcção do Centro de Saúde de Ourém, considerando que não se tentaram encontrar as melhores soluções para o encerramento nocturno. Isto porque, em reunião recente com os médicos, o coordenador terá sugerido que o encerramento ocorresse às 24 e não às 22 horas. Mas «por acordo de todos nós – eu estava presente e não me vou descartar, embora não me tivesse manifestado – foi decidido encerrar às 22h00». Também a direcção do Centro de Saúde se insurge contra as acusações feitas na AM. A sua directora diz que «a pessoa que fez essas acusações esteve na reunião e não tomou a posição que defendeu depois na Assembleia Municipal». Quanto ao encerramento poder acontecer apenas à meia-noite, esta responsável diz que não lhe pareceu que houvesse essa possibilidade e que também os médicos não se manifestaram nesse sentido. Aliás, recorda que apenas um médico do Centro tem menos de 50 anos.
A melhor solução, para Cândida Alvarenga, passaria pela contratação de mais três médicos. E a coordenação regional até aceitaria, porém não há médicos para serem contratados. Recorda que quando se abre concurso, ninguém concorre e quando se consegue alguma contratação, os médicos em tal situação acabam por ficar cá pouco tempo. É que, segundo a médica, o Centro de Saúde a funcionar durante 24h00 acaba por retirar condições de trabalho aos médicos que, dadas as características do serviço, acabam por se sentir desapoiados, preferindo trabalhar em hospitais, inseridos em equipas.
«Uma palhaçada»
Mas é o modo de funcionamento do SAP que mais deixa indignada a médica, afirmando mesmo que «da maneira que está a ser implementado, o atendimento complementar é uma palhaçada». E explica. «De manhã vai funcionar com um médico que terá que dar resposta aos utentes todos que vêm dos postos onde há médico a funcionar mas que, por motivos de marcações prévias, só atendem quatro ou cinco vagas». Mas este médico terá ainda que atender «os utentes dos médicos do resto do concelho que estão em formação, em congressos ou de férias». Esse médico, de serviço entre as «8 e as 14h00 vai juntar lá uma "catrefada" de doentes. Eu sou testemunha porque faço isso à segunda-feira e quando saio às 14h00, ainda deixo lá doentes das 9h30 da manhã». Quanto à tarde, «vão funcionar, tal como eu costumo dizer, não dois médicos mas médico e meio». Isto porque «somos só quatro que vamos fazer o atendimento complementar e um médico contratado, que vai fazer todos os dias, e acompanhar esses médicos do quadro». Só que, continua a médica, «esse médico contratado nunca vem a horas, só trabalha quando lhe apetece e as pessoas, muitas vezes, recusam-se a ser atendidas por ele». Por tudo isto, Ana Abreu diz que «eu não sei trabalhar num serviço assim. Sou médica há 27 anos. Estou farta de trabalhar neste Centro de Saúde. Dou o meu melhor, faço o melhor que posso, mas não gosto de ser gozada nem gosto de ver a população que eu estou a servir, ser gozada». Diz ainda que «no meu ambulatório, faço o melhor que posso, com toda a gente. Não faço marcações prévias e não há reclamações». Por isso, «não admito que os meus colegas o façam e que os serviços de saúde estejam no estado em que estão, neste concelho».
À indignação da médica, o coordenador regional respondeu, também indignadamente, dizendo-lhe que deveria ter manifestado a sua posição na referida reunião.
À espera de certezas
Entretanto, ao NO chegou a informação de que as indicações que entretanto haviam sido transmitidas aos serviços administrativos, a cumprirem-se, poderiam complicar ainda mais a vida aos utentes. É que, às 20 horas, deveriam ser contados os utentes que estivessem na sala, sendo que entre as 20 e as 22h00 apenas deveriam ser atendidos 16 utentes, ou seja, 8 por cada médico de serviço. Isto é, os que chegassem depois das 20h00 e ultrapassassem o tal número 16, já não seriam atendidos.
Mas a directora do Centro de Saúde desmente categoricamente estas informações. Garante que «ninguém se atreveria a dar uma ordem dessas» que poria em causa «os direitos dos utentes e os nossos deveres». Afirma que «os médicos têm que atender todas as pessoas que estão na sala e encaminhá-las, se for caso disso». Mais, garante que ainda não foram dadas quaisquer ordens e nem sequer se fez escala para depois do dia 16, temendo que até lá possa haver alterações que obrigariam a refazer tudo.


Factos e números
- Ourém tem uma área de 416,6 Km2; 18 freguesias e é o maior concelho do distrito de Santarém.
- Nos censos de 2001, a população residente era de 46.216 habitantes, admitindo-se um aumento significativo nestes últimos seis anos, já que a variação da população do senso de 1991 a 2001, foi de 15%, acrescida da imigração que foi significativa no concelho, sobretudo dos países do leste europeu e do Brasil.
- A população inscrita no Centro de Saúde de Ourém é de 37.478 utentes, no de Fátima é de 11.974, o que perfaz um somatório de 49.452 utentes inscritos, não falando nos utentes esporádicos (ex.: emigrantes regressados e que não estão inscritos no C. Saúde).
- Existe fluxo sazonal de utentes nos meses de Verão, e nas épocas da Páscoa e Natal, dada a grande taxa de emigração do concelho.
- Grande afluência de turistas/ peregrinos a Fátima, sobretudo nos dias 12 e 13 de Maio e de Outubro, bem como todos os fins-de-semana.
- Fátima tem Centro de Saúde mas este não dispõe de capacidade para o atendimento dos utentes inscritos, que são enviados, sistematicamente, para o SAP do C. Saúde de Ourém.
- Fátima, como zona turística, não dispõe de alternativas no que respeita à saúde para os seus visitantes, recorrendo, estes também, ao SAP de Ourém.
- Na sede do Centro de Saúde de Ourém, existem 5223 utentes em lista de espera.
- O C. Saúde de Ourém conta com 18 médicos no quadro (12 em regime de exclusividade e 6 em regime de não exclusividade).
- Num total de 22 médicos, 21 têm idade superior a 50 anos.
- O C. Saúde de Fátima conta com 5 médicos, sendo que 3 têm idade superior a 50 anos.
- As instalações do C. Saúde de Ourém dispõem de:
- aparelho RX;
- ECG;
- Laboratório de análises, embora desactivado;
- Higienista oral;
- Equipamento de reanimação com desfribilhador, ventilador e carro de emergência;
- SO com 3 camas para internamentos de curta duração;
- Sala de aerossóis;
- Sala para tratamentos, pequena cirurgia e pensos;
- consultórios médicos.
O número de atendimentos médios entre as 8 e as 24 horas é de 116,2.
O número de atendimentos médios nocturnos, entre as 0 e as 8h00, é de 8,2.
Situações clínicas que ocorrem no SAP de Ourém
- consultas;
- acidentes de trabalho industriais; construção civil, madeiras e hotelaria);
- pequenos acidentes de viação e domésticos;
- situações de doenças súbitas de carácter urgente(crises hipertensicas; EHP (Estenose hipertrófica do piloro); AVC (acidente vascular cerebral); precordialgias; descompressões diabéticas, intoxicações; SDR (síndrome do desconforto respiratório), etc.
Todas estas situações têm sido atendidas no SAP, tendo, na maior parte delas, sido aí resolvidas, sem recorrer aos hospitais.
Feitas as estatísticas dos atendimentos entre Março de 2006 e Janeiro de 2007, conclui-se que, de todos os atendimentos, apenas uma média de 7% foi encaminhada para hospitais.
Alguns números
Em Janeiro deste ano foram atendidos, no Centro de Saúde de Ourém, um total de 4131 utentes, com a seguinte distribuição:
- das 0 às 8h00 – 306 utentes
- das 8 às 12h00 – 807 utentes
- das 12 às 16h00 – 970 utentes
- das 16 às 20h00 – 1165 utentes
- das 0 às 24h00 – 886 utentes
Destes, apenas 278 foram encaminhados para o hospital, o que equivale a 6,7%, enquanto os restantes 93,3%, foram situações resolvidas no C. Saúde.
Mas recuemos e vejamos o que se passa no Verão, com os dados referentes a Agosto do ano passado. Neste mês foram atendidos 4441 utentes, distribuídos do seguinte modo:
- das 0 às 8h00 – 345 utentes
- das 8 às 12h00 – 1015 utentes
- das 12 às 16h00 – 1048 utentes
- das 16 às 20h00 – 1108 utentes
- das 20 às 24h00 – 925 utentes
Destes, apenas 408 tiveram encaminhamento hospitalar, ou seja 9,1%, sendo que 90,9% dos casos foram resolvidos em Ourém.

Protesto

O presidente da Câmara de Ourém enviou já ao ministro uma carta a pedir uma reunião de urgência. Como os prazos são muito curtos (não esqueçamos que a decisão de encerramento entra em vigor já no próximo dia 16), caso o ministro não conceda esta audiência entretanto, o autarca deslocar-se-à a Lisboa para fazer a entrega em mãos. Nessa altura, um movimento de cidadãos está a organizar-se para acompanhar Catarino em acção de protesto. Se isso chegar a acontecer, a deslocação far-se-à por auto-estrada, a 45 km à hora e este movimento apela ao empenho da população para acompanhar esta viagem.
Também devido a prazos, o mais natural é que quando a edição da próxima semana chegar às bancas, os acontecimentos serão passado. Por isso, apelamos aos nossos leitores para que estejam atentos ao nosso blog. Sempre que haja novidades, dá-la-emos através do endereço, na Internet: http://www.noticiasourem.blogspot.com.

Assembleia animada


Foi uma reunião diferente, a da Assembleia Municipal e Ourém que teve lugar na quarta-feira, dia 28 de Fevereiro. Três convidados marcaram o início da sessão para virem falar de assuntos que estão a afectar a realidade oureense e responder a algumas questões dos deputados.
Outra diferença importante e, por isso digna de ser salientada, foi a presença invulgar de muito público na assistência. Tratava-se, na maioria de professores que ali foram para assistir à discussão da carta educativa do concelho. Tratava-se do ponto agendado que prometia maior controvérsia mas que foi retirado da ordem de trabalhos. Na base desta decisão está o facto da mesma não ser consensual com as directrizes apontadas pela Direcção Geral de Educação. Coube ao presidente da Câmara explicar as razões porque este ponto acabaria por ser remetido para uma outra reunião, extraordinária, a realizar a curto prazo.
O mesmo acabaria por acontecer com outro ponto da ordem de trabalhos: a aprovação de um empréstimo a contrair pela Câmara. Aqui a razão do adiamento deveu-se a uma falha na preparação da reunião, acabando por faltar documentação necessária para que os deputados pudessem perceber a situação no seu todo para poderem decidir.
A carta educativa
Tendo sido adiada a discussão deste assunto, importa compreender o que está em causa. Essa explicação foi dada pelo presidente da Câmara. Diz Catarino que «no passado, tomamos posição, defendendo a manutenção dos agrupamentos horizontais, em reconhecimento pelo seu bom trabalho». Agora, «é-nos dito que as orientações são para verticalizar», explica o autarca que diz também que «Fátima poderá ser a excepção». Ora, esta é uma situação que «não merece o nosso acordo» e «a proposta de carta educativa tem que trazer uma solução porque vai à Direcção Geral e, se não é aprovada, estamos a perder tempo».
Ainda a propósito deste assunto, interviu o presidente da Junta de Freguesia do Olival, «a propósito dos rumores de encerramento do Agrupamento do Olival», para defender o reconhecido trabalho que este agrupamento tem vindo a desenvolver. Recordou o apoio que a Junta lhe tem vindo a dar «para permitir o seu funcionamento em boas condições». Diz José Maria Sousa que «temos a consciência, e é reconhecido por todos o trabalho desenvolvido pelo agrupamento ao longo dos anos». Tempo durante o qual «trouxe ao Olival grandes nomes do ensino, promoveu múltiplas parcerias internacionais, levando longe o nome do Olival e do concelho». Por isso, o presidente da Junta de Freguesia considera que «isto é uma vergonha» quando «se sabe que o ensino é uma das grandes lacunas do país e, afinal, querem aniquilar uma unidade de desenvolvimento formativo que tão bem tem funcionado».
Fátima e o turismo
da região
Mas, o primeiro a intervir nesta Assembleia foi Miguel Sousinha, presidente da RTL/F. Debruçando-se sobre a fusão das regiões de turismo, Sousinha disse que tudo faria para que o nome "Fátima" fizesse parte da designação da nova entidade. Até porque, afirmou, "num estudo do ICEP chegou-se à conclusão que Fátima era, no mercado Americano, mais conhecida que Portugal". Sobre o PENT - Plano Estratégico Nacional do Turismo e sobre a polémica da exclusão do turismo religioso como um dos produtos estratégicos a promover pelo Governo, Sousinha referiu "tudo ter feito para a alteração do documento orientador", o que não veio a acontecer, surgindo o turismo religioso como um sub-produto do turismo cultural. Depois de ouvir as intervenções, contestatárias, de alguns deputados, o presidente da Região de Turismo defendeu-se afirmando que as regiões de turismo mais não fazem que cumprir e, na actual lei-quadro, estas tem apenas a seu cargo a promoção interna, embora devendo colaborar na promoção externa das suas regiões. Discordou das acusações que lhe foram feitas de que Ourém não estava a ser promovido no seio da região, considerando que, em 2006, Fátima foi a principal marca da região, tendo-lhe sido atribuídos 300 mil euros. Agora, diz, os operadores que visitam Fátima são também levados a conhecer o resto da região. Para confirmar a aposta que é feita em Fátima refere que »a partir de amanhã», ou seja, desde sexta-feira passada, circulam em Roma 40 autocarros com imagens de promoção de Fátima.
No entanto reconhece que, embora nada esteja absolutamente definido no novo decreto-lei, «Fátima tem sido um bocadinho mal tratada institucionalmente.
Para os deputados Pedro Pereira (PP) e Natálio Reis (PSD), a questão, porém, que se coloca é a de saber qual o futuro, face ao panorama pouco animador. Miguel Mangas (PP) quis saber, afinal qual vai ser a futura denominação da região. Já para Sérgio Ribeiro (CDU) é o concelho de Ourém que tem que ser valorizado, já que este não é apenas Fátima e tem mais para oferecer que apenas o turismo religioso.
Em resposta Sousinha diz que «tudo o que fazemos é evidenciar quatro grandes produtos turísticos da região: religioso, património edificado, património natural e praias. Quanto à anunciada fusão da RTLF com a região de Turismo dos Templárioa, Sousinha diz que «dentro de uma má solução, não me faz nenhuma confusão esta fusão». Quanto ao futuro, diz que a região tem vindo a sensibilizar para a internacionalização da marca, pelo que não faz sentido retirá-la do Plano Nacional». Por isso, garante: «podem ter a certeza que iremos contestar até que as forças nos faltem para que a região e o nome de Fátima não desapareçam».
O presidente da Câmara também usou da palavra para defender que «estando aprovada uma estratégia nacional para o turismo, temos é que nos chegar à frente e tirar o máximo partido. Diz que apesar das lutas e interrogações populares, o Governo «tem alguma dificuldade em ouvir mas temos que procurar fazer com que isso aconteça».

Fórum das associações

Realiza-se de 16 a 18 de Março a primeira edição do Fórum Associações, que vai trazer ao Centro de Negócios de Ourém 45 associações das mais diversas actividades, desde desportivas a culturais e recreativas.
Durante todo o evento, e conforme a sua actividade, as associações participantes mostrarão e comercializarão produtos em stands próprios.
Todas as actividades são gratuitamente abertas à população, mediante inscrição, da Divisão de Educação, Desporto e Cultura da autarquia.As entradas são gratuitas.
SEXTA-FEIRA (DIA 16)
19h30- Inauguração Oficial do Certame
Tasquinhas
Expositores
20h00- Concerto de Banda da Sociedade Filarmónica Oureense
24h00- Encerramento do certame
SÁBADO (DIA 17)
10h00- Torneio de Tiro aos Pratos (olival)
12h00- Abertura do certame
Tasquinhas
Expositores
14h30- Concentração de vespas e motas
Prova de Orientação CACO
Torneio de Pétanca/chinquilho/sueca
Jogos Tradicionais
Tiro com Arco
Demonstração da escolinha de Atletismo
Exposição de Motas e Jipes Todo-o-terreno
16h00- Colóquio "Fiscalidade nas Associações e Associações na hora" (Salão Nobre)
Jogo o "Golo Certeiro"
17h00- Demonstração de Karaté
Demonstração de Tai Chi Chuan
18h00- Demonstração de Ballet
19h00- WorKshop "Comunidade Wireless em Ourém"
20h00- Concerto de Música do Conservatório de Ourém (Salão Nobre)
21h00- Concertos Bandas "B4 e Contramão"
24h00- Encerramento do certame
DOMINGO (DIA 18)
09h00- Realização do Passeio Pedestre
Realização de um passeio de BTT
12h00-Abertura do certame
Tasquinhas
Expositores
Tiro com Arco
15h00- Demonstração Equestre
Demonstração de Ultraleves
Exposição de Motas e Jipes Todo-o-terreno
16h00-Desfile pela cidade dos Grupos Etnográficos
Desfile Equestre
17h00- Actuação de Ranchos
19h00- Desfile de moda " Fatos Recicláveis"
21h00- Actuação Orquesta Típica da Ambo
22h00- Actuação dos "Amigos da Farra"
24h00- Encerramento do certame

PSP em Ourém, GNR em Fátima


Quanto ao que foi dito pelo responsável do Comando Distrital de Santarém da PSP, superintendente Levy Correia, os desenvolvimentos que se seguiram vieram tirar actualidade às suas palavras. As incertezas tornaram-se certezas na passada sexta-feira, quando ficou a saber-se que, afinal a PSP vai ficar em Ourém, saindo de Fátima que ficará sob a jurisdição da GNR. Esta é a novidade que vem levantar muitas dúvidas.
A GNR continua sediada em Ourém?
O que acontece à esquadra de Fátima?
A PSP de Ourém continua nas mesmas instalações sem o mínimo de condições?
A área de acção da PSP de Ourém mantém-se como actualmente ou vai haver a tal alteração de que se falava, aumentando a sua área de intervenção?
E o que acontece aos agentes de Fátima? Vêm reforçar Ourém, caso aumente a sua área de intervenção? Se assim for, serão «encafuados» nas actuais instalações?
E a GNR, vai manter o número de efectivos ou vão ser aumentados?
Para já parece não haver respostas. Sabe-se apenas que o comando nacional tem um prazo de cerca de um mês para apresentar a proposta de dispositivo. A esperança, em Ourém, reside na possibilidade de o concelho vir a contar com um destacamento sediado em Ourém e com um posto em Fátima que funcionaria nas instalações da actual PSP. Mas tudo isto não passa de suposições e, sobretudo, de esperança. O NO tentou contactar os responsáveis da GNR. O comandante do destacamento encontra-se de férias e ainda não tem conhecimento oficial do que está a passar-se. Do comando distrital dizem-nos que neste momento não há certezas e que é preciso aguardar pela proposta que deverá surgir, sensivelmente dentro de 30 a 40 dias.
Mas é de lá que nos apelam também à única certeza que afirmam ter: seja qual for a força da ordem que fique em seja qualquer que seja a área, as populações estarão sempre salvaguardadas.
A Resolução do Conselho de Ministros
O NO teve acesso à resolução do Conselho de Ministros da passada quinta-feira, dia 1, que, em anexo, coloca a freguesia de Fátima, na sua totalidade, na área de intervenção da GNR.
Esta Resolução aprova as opções fundamentais do sistema integrado de segurança interna e nela o Governo vem estabelecer as orientações para a reforma do Sistema de Segurança Interna, tendo como base um conceito estratégico de segurança que é considerado «o mais adequado ao tempo actual, capaz de integrar, por um lado, a acção de prevenção e a resposta necessária e, por outro lado, enfrentar os riscos resultantes da criminalidade e da nova ameaça do terrorismo internacional, bem como dos riscos naturais, tecnológicos ou de outra natureza que também impendem sobre a sociedade portuguesa».
O SISI
Nos termos desta reforma, será criado um Sistema Integrado de Segurança Interna (SISI), que visa «optimizar e projectar, de forma planeada, as capacidades operacionais dos vários sistemas, entidades, órgãos e serviços cuja a actividade seja relevante para garantir a ordem, a segurança e a tranquilidade públicas».
Pretende-se, assim, «criar uma arquitectura adequada à prevenção, contenção e resposta ao espectro actual de ameaças e riscos, assente num conceito interdisciplinar de segurança interna, que abrange a participação das regiões autónomas, das autarquias locais e da sociedade com vista a alcançar a coesão nacional para segurança da República Portuguesa».
O SISI «continuará a assentar na manutenção de uma força de segurança de natureza militar, uma força de segurança de natureza civil, uma polícia judiciária centrada na criminalidade mais complexa e, dada a relevância crescente do fenómeno migratório, um serviço especializado de imigração e fronteiras».
Será liderado por um Secretário-Geral, que coordenará a acção das forças e serviços de segurança e que poderá assumir, em determinadas situações, a direcção, o comando e o controlo dessas forças tendo também responsabilidades executivas na organização de serviços comuns, como é o caso do Sistema Integrado de Redes de Emergências e Segurança de Portugal (SIRESP) e da Central de Emergências 112.
Esta Resolução determina ainda a criação de um Conselho Superior de Investigação Criminal, presidido pelo Primeiro-Ministro, do qual fazem parte os Ministros da Justiça e da Administração Interna, o Procurador-Geral da República e os responsáveis máximos de todos os órgãos de polícia criminal.
Esta Resolução aprova igualmente as opções fundamentais da reforma da Guarda Nacional Republicana e da Polícia de Segurança Pública
A reforma preconizada nesta Resolução tem como objectivos: «a adequada articulação das áreas de responsabilidade da GNR e da PSP; a racionalização das Forças de Segurança, e o aumento do investimento nas instalações e equipamentos das Forças de Segurança, estabelecendo uma programação de base plurianual».
Pretende-se, assim, «combater as ambiguidades e sobreposições na definição de responsabilidades, bem como racionalizar a estrutura e a gestão dos meios necessários ao exercício de funções destas forças de segurança».
Deste modo, visa-se «melhorar a acessibilidade e proximidade das forças de segurança aos cidadãos, garantindo a sua presença nos locais onde são mais requeridas, reforçando a visibilidade e valorizando o seu potencial de prevenção e de combate à criminalidade».
Noutra vertente, pretende-se «melhorar as condições de funcionamento das forças de segurança, reparando ou reinstalando as subunidades policiais degradadas e reforçando a sua capacidade de intervenção, através de mais e melhores meios e equipamentos e do recurso sistemático a novas tecnologias de informação e comunicação».

Festa do Vinho Novo com mais

Foram mais de 5.000 os visitantes que, de sexta-feira a domingo passado, visitaram a terceira edição da Festa do Vinho Novo que decorreu em Ourém, no Centro de Negócios. De acordo com a organização, a afluência foi de tal forma que a meio da tarde de sábado se atingiu o número estimado de visitantes para os três dias do certame.
Um dos pontos altos foia actuação do artista popular Quinzinho de Portugal, que pôs o pavilhão ao rubro com os seus temas mais populares.
Foram ainda divulgados os vencedores do concurso de vinhos. Com o primeiro lugar em Vinhos Palhetes ficaram quatro produtores: Adriano Marques, de Olival, Manuel Neves, de Urqueira, Carlos Sousa, de N.ª Sr.ª da Piedade –também vencedor do primeiro lugar em Vinhos Brancos- e Fernando Santos, de Seiça. Em Vinhos Tintos foi a Quinta do Montalto a vencedora arrecadando também o primeiro lugar, a par da Agro-Quinta de S. Gens, na categoria de Vinhos Tintos Velhos.

Na abertura da festa do vinho novo, o presidente da Câmara garantiu que o Tribunal de Contas deu parecer positivo à entrada da autarquia na estrutura empresarial - Divinis - que vai gerir a produção de vinho no concelho. A solução encontrada, salienta David Catarino «não é porque tem vocação para produzir vinhos» mas porque o precioso néctar tem «importância social e cultural».
Assim, as instalações da cooperativa deverão servir para produzir o vinho de «centenas de produtores que não têm dimensão para ter uma estrutura própria». Mais tarde, refere o autarca «a Câmara venderá as instalações e cederá a sua posição» quando a Cooperativa ultrapassar esta situação financeira difícil.
David Catarino salientou ainda que este tipo de evento, faz sentido quando se faz "com as partes interessadas" e exortou a que, no futuro, a Vitiourém possa ter no espaço do Centro de negócios uma pessoa para «um serviço mais eficaz de apoio aos pequenos produtores».
A presidente da Assembleia municipal agradeceu o empenho do presidente da Câmara neste assunto lamentando que "todas as instalações de trabalho ficassem ao Deus dará", reforçando o desejo que "não haja erros como no passado".


Saudações e críticas no encerramento de mais uma edição da Festa do Vinho Novo

Decorreu no último fim-de-semana, no Centro de Negócios de Ourém, mais uma edição da Festa do Vinho Novo. Pela terceira vez consecutiva, a produtora de vinhos, Deolinda Nunes Courela, marcou presença, expondo o vinho Palhete, característico desta região.
No final do evento e comparativamente ao ano passado, a produtora fez questão de destacar, não só a menor afluência por parte do público mas também a diminuição do número de expositores. "Este ano a Festa está mais fraca, há menos expositores, sobretudo porque agora temos que pagar o espaço ocupado", declarou. Se esta situação e estes resultados se mantiverem, Deolinda Courela pondera a hipótese de não participar em futuras edições da Festa.
Segundo Feliciano Courela, marido da produtora, a Câmara Municipal está de parabéns pela organização deste tipo de eventos que são fundamentais para dinamizar e publicitar os vinhos produzidos no concelho. Este não deixa, no entanto, de lamentar a fraca aposta na divulgação da Festa do Vinho Novo de Ourém. "Deveria apostar-se mais na publicidade do evento, isso é fundamental. A divulgação continua a falhar já que ainda não consegue atrair gente de fora do concelho."
No que diz respeito ao processo de certificação do vinho que produz, o casal confessa que tudo decorreu com normalidade graças, sobretudo, à colaboração da Vitiourém que disponibilizou toda a ajuda necessária.
Segundo Deolinda Courela que tem conseguido exportar o seu vinho para diversos países europeus como França, Inglaterra, Suíça ou Itália, "o ideal seria que esta Festa se realizasse lá para Maio, quando os dias são maiores e está menos frio, o que chamaria mais gente ao local."
A produtora alburitelense fez também questão de sugerir a realização de uma mostra exclusiva de vinho Medieval. "Num futuro próximo seria igualmente interessante pensar-se numa exposição constituída apenas por vinho Medieval da região."
Filipa Ferreira

FESTAMBO começa a 10

É a terceira edição do Festival de música e dança de Ourém, e decorre ao longo do mês de Março. Pontos altos desta edição serão o espectáculo da CeDeCe - Companhia de dança contemporânea, a 23 de Março e o recital do tenor italiano Giovanni d’Amore, a 16 de Março.
Será a primeira vez que, em Ourém, uma companhia de dança profissional actuará. Antes do espectáculo, a escola de dança da Academia apresentará um mini-espectáculo. Quanto ao tenor italiano está a fazer uma tournée pelo país, para apresentar o seu novo trabalho. No espectáculo em Ourém apresentará variados temas e composições de estilos diferentes. O próprio Chorus Auris irá acompanhá-lo em dois temas.
Avelino Subtil manifesta a sua satisfação e agrado pelo facto de artistas profissionais e de renome terem-se disponibilizado a que grupos da AMBO mostrassem o seu trabalho nos espectáculos em que são vedetas de cartaz.
Propostas culturais
O programa mantém a mesma filosofia que é de procurar «de forma organizada que os grupos (da AMBO) se mostrem à população de Ourém». O festival serve também para «oferecer outras propostas culturais» ao concelho, salienta o presidente da Academia, Avelino Subtil.
Nesta terceira edição, o programa apresenta-se mais compactado, ao longo de três fins-de-semana. No último dia de Festambo, repetir-se-á o concerto de Reis que juntou a Banda de música do Loureiro e a Orquestra de sopros de Ourém numa actuação conjunta sob a regência do maestro José Pedro Figueiredo.
O festival, pensado de forma descentralizada irá ter uma iniciativa em Fátima, um concerto coral. Foi ainda pensada um concertp de música popular na Freixianda mas acabou por não se concretizar, revela Subtil defendendo que o objectivo do Festambo é «que se estenda a outros locais do concelho» para além da sede.
Música e dança
Durante o Festambo será comemorado o 25º aniversário da Orquestra Típica de Ourém. O momento será assinalado a 11 de Março, com a eucaristia às 15h, na Igreja paroquial de Nossa Senhora da Piedade. Segue-se o concerto festivo no cine-teatro com a participação dos antigos maestros. Haverá ainda uma pequena resenha histórica da vida da OTO, apresentada pelo grupo de teatro Apollo.
O Festambo tem um orçamento no valor de sete mil euros, sem contabilizar com os custos das salas e que conta com o apoio da autarquia e da paróquia de Fátima na cedência de instalações.
O seu objectivo, ainda que com despesas, enquanto associação sem fins lucrativos é «proporcionar ofertas culturais, de forma acessível, para que as pessoas não deixem de ir por causa do preço».
Numa iniciativa que visa o "estímulo e reconhecimento pela dedicação " dos executantes, cada um receberá um bilhete para assistir ao concerto musical e ao espectáculo de dança.
Apenas os espectáculos de Giovanni D’Amore e da CeDeCe - companhia de dança contemporânea serão pagos, sendo o custo do bilhete de cinco euros, no primeiro caso e de dois euros, no segundo. Um preço «simbólico» tendo em conta a qualidade dos espectáculos.
Os bilhetes estão à venda na sede da AMBO, da Ourearte ou ainda pelos telefones 249 544 510, 249 541 539 e pelo telemóvel 912 560 103.
A abertura do Festambo realiza-se a 10 de Março, pelas 21h30, na sede da AMBO.
Historial
A CeDeCe, é uma companhia de reportório, fundada em Abril de 1992 e dirigida artisticamente por Maria Bessa e António Rodrigues desde a sua fundação em Setúbal. É parte integrante do Centro de Artes de Espectáculo de Alcobaça e Óbidos desde Abril de 2004.

População quer centro de negócios do outro lado da A1

Esclarecer, elucidar as pessoas foi o objectivo de uma sessão de esclarecimentos sobre o projecto do centro de negócios levada a cabo a 23 de Fevereiro. Três centenas de moradores de Boleiros, Maxieira e arredores participaram nesta reunião depois de, na assembleia de freguesia, 25 pessoas terem pedido alguns esclarecimentos sobre o mesmo na sequência de cartes-convite para a venda de terrenos pelo preço de quatro euros e alguns cêntimos por metro quadrado.
Aos moradores e proprietários, foram apresentadas as características de "projecto amigo do ambiente", gerador de emprego e de desenvolvimento económico bem como um espaço de recreio e lazer, serviços e centros comerciais, postos de abastecimento, restauração, hotel/residencial, creches, quiosques, serviços bancários, além de serviços comuns de segurança e espaços verdes.
Durante a apresentação do projecto David Catarino assinalou "não vale a pena pensar que se vai mexer em tudo ao mesmo tempo porque era um rio de dinheiro" estando o projecto definido em quatro fases desconhecendo-se o timing de cada uma, bem como a data apontada para conclusão do investimento.
No projecto definido para esta zona paralela à auto-estrada e que vai ficar a 1,5 quilómetros da povoação, será respeitado o licenciamento de armazéns, já efectuado em menos de dez casos, para aquela zona. "Houve um esforço para não colidir (os licenciamentos) com as ruas previstas", referiu o autarca.
David Catarino salientou que esta primeira fase envolve 70 proprietários, no total são perto de 200. "Não é uma operação fácil quando a propriedade é tão dividida", salientando o "interesse público" do projecto "já definido em PDM". Depois de haver plano de pormenor, "o ideal é que avance em concordância com as pessoas", salientou o autarca.
Aos proprietários assinalou que "podem vender ou entrar na sociedade". Quando "não houver acordo possível não pode ser por um que não concorde que o projecto cai" e é nessa altura que a expropriação se efectuará, "em nome do interesse público".
O parque a instalar em 175,4 hectares prevê a criação de 1922 postos de trabalho, num investimento global de 556 milhões de euros de investimento previsional, 86 milhões correspondem à parcela de investimento da sociedade gestora na infra-estruturação dos parques, e 470 milhões de euros à construção de pavilhões e edifícios edificados em parte pela própria sociedade gestora e pelas empresas a instalar.
Este projecto é uma iniciativa da Nersant – Associação Empresarial da Região de Santarém, do Grupo Lena e do Grupo Imocom, em parceria com as cinco câmaras municipais dos concelhos envolvidos no projecto.
Proximidade das populações
José Neves Martins foi o primeiro elemento do público a usar da palavra para assinalar que "se isto (projecto) é conceito de progresso, preferia continuar a viver na idade da pedra" por considerar que "vai desvirtuar o meio natural" e entendendo que "está a ser-nos impingindo um projecto megalómano".
Várias vozes se levantaram protestando e discordando não do projecto mas da localização do mesmo, pedindo a deslocalização para o outro lado da auto-estrada.
Muitos frisaram a pouca distância entre as localidades e o centro de negócios, meio quilómetroe tiveram a garantia de pouco ruído dada pelo presidente de Câmara, já que o trânsito se fará por uma circular, a construir fora do perímetro urbano com ligação a Boleiros, ao complexo desportivo na Eira da Pedra, à rotunda de ligação entre Fátima, na estrada para Torres Novas.
Sobre a localização do centro de negócios, "o PDM definiu este lado" em que a indústria prevista – defendeu Catarino – não é poluente, contemplando ainda "ruas largas, espaços verdes. È uma zona que temos que ter cuidado pois estamos junto a Fátima".
Luís André, por seu lado referiu que "a população de Boleiros não foi inicialmente consultada" e que a Câmara "projectos nos terrenos dos outros" frisando ainda que "a população de Boleiros vai ficar prejudicada pelo tráfego, pela vida".
Catarino argumentou que "não faz sentido pensar isto do outro lado", quer devido ao desnível do terreno, quer porque, no futuro "esperamos ter regularizada aquela situação da pista de aeródromo de Fátima".
Defesa do projecto
No final do debate, Natálio Reis defendeu que "a Junta de Freguesia apoia este projecto", uma "ideia arrojada" que "Deus queira que se torne realidade" e no qual "se joga o futuro desta terra e desta região".
Para o autarca além da criação de empregos, o facto de criar postos de trabalho de nível médio e superiores, bem como a taxa de ocupação ser apenas de 30 por cento salvaguardando que "há muita zona verde". Aos receios de proximidade da localidade, reage com o facto de próximo ser a zona comercial e dos armazéns ficarem mais perto da auto-estrada. Em relação ao possível ruído, "já ouviram o barulho da A1? Talvez provoque mais".
Para o presidente da Assembleia de Freguesia, uma das questões que havia motivado essa sessão de esclarecimentos, a questão do preço, não foi aflorado. Quanto ao projecto, apelidado de megalómano "temos a maior praça do país, a maior construção com a nova igreja, porque não ter o maior parque de negócios?".
Depois da reunião, na rua, os populares voltaram a defender a localização do parque do outro lado da auto-estrada. Até os que dizem ter terrenos de um lado e de outro, prefeririam que ficasse instalado do outro lado da A1.
Recorde-se que na Assembleia de freguesia de Fátima, em Dezembro de 2006, que estiveram presentes mais de vinte proprietários e que foi pedida esta reunião de esclarecimento, o presidente da Junta de Freguesia de Fátima havia levado o assunto à Assembleia Municipal de Ourém onde frisou não ter obtido grandes esclarecimentos sobre o assunto por parte do presidente da Câmara.

O abaixo-assinado

Quinhentos moradores da localidade de Boleiros, Maxieira, valinho de Fátima e Chã fizeram chegar às mãos do presidente da Câmara, em 30 de Setembro de 2005, um abaixo assinado onde expressam as "preocupações que sentem e apresentam algumas sugestões para tentar minorar os inconvenientes da ocupação das suas propriedades agrícolas e florestais, bem como da impossibilidade de crescimento dos lugares onde habitam".
Este abaixo assinado ao qual aludiu um dos moradores para mostrar o descontentamento do povo, não obteve nenhuma reacção por parte do presidente de Câmara, no período de debate.
Na carta enviada com as assinaturas é lembrado que " ficaremos sem espaço para a agricultura, sem floresta e sem local para eventuais construções". A Associação de moradores de Boleiros apela ainda "bom senso" para "aceitar a deslocalização da dita zona industrial de Fátima, afastando-a para o mais alto ponto da serra e desta forma passando para o outro lado da auto-estrada onde já existem certas empresas instaladas. Esta opção seria, de facto, a melhor para todos".
No site da Fatiparques, onde estão incluídos os outros centros de negócios do distrito de Santarém e que contempla pólos em Torres Novas, Rio Maior, Cartaxo e Santarém.
Além de informações sobre a localização e planta do projecto e executar salienta-se que "o projecto Parque de Negócios de Ourém/Fátima, contempla a criação de infra-estruturas, num terreno, de modo a poder receber e servir tecnicamente um loteamento de superior qualidade urbanística".
Em relação ao plano de pormenor para esta zona, este encontra-se na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, a aguardar a emissão de parecer, onde, segundo consta "foi entregue, no passado dia 20 de Junho, o estudo de avaliação acústica". Esta Comissão deu início "de imediato às consultas internas, com vista à emissão de parecer relativo a esta versão".

EPO assina protocolos de cooperação

O protocolo de cooperação entre a Escola Profissional de Ourém e as empresas Segurcontrol e Segurmet visa potenciar o desenvolvimento de acções de formação direccionadas para o sector da hotelaria e da restauração, com a primeira empresa. Com a segunda, o objectivo é reforçar a oferta formativa na área da higiene, segurança e medicina no trabalho.
Durante a assinatura destes protocolos, Domingos Neves salientou a importância de ter princípios da higiene e segurança no trabalho assimilados pelos trabalhadores.
Este protocolo revela ainda, segundo este responsável que "a Câmara municipal de Ourém apoia incondicionalmente este serviço". Vítor Frazão salientou o bom trabalho feito pela Escola Profissional nas áreas do turismo, restauração e recepção defendendo que «temos que viver cada vez mais em parceria».
A parceria que agora ficou firmada já estava a funcionar com a preparação de acções de formação. Segundo este protocolo, as duas empresas verificam as necessidades sentidas de formação enquanto que a entidade formadora, a EPO fornece o Hnow how, para atender às necessidades das empresas da região, salienta Purificação Reis.
Novos cursos
A Escola profissional de Ourém está a preparar candidaturas para a leccionação de dois cursos de formação profissional de nível 3.
Um curso abrange a área do auto-controlo alimentar e um outro na área das energias alternativas. «São duas áreas que estão com grande potencial de desenvolvimento, há já escassez de técnicos formados nestas áreas», salienta Purificação Reis.
O objectivo é começar a lançar no mercado de trabalho, daqui a três ou quatro anos técnicos nestas áreas, estando em concretização a candidatura ao Ministério da Educação, não sendo plausível pensar na abertura dos mesmos já no próximo ano lectivo, refere a directora da EPO.

Secundária entrega diplomas a finalistas


Dezassete alunos da Escola Secundária de Ourém receberam os seus diplomas do Curso Tecnológico de Administração, a 2 de Março.
Numa pequena cerimónia em que participaram também os responsáveis das empresas que proporcionaram os estágios, o vereador responsável pela pasta da Educação e da Cultura salientou que o diploma recebido "é que é o vosso chapéu para o mundo lá fora, cheio de desafios maus e bons". Humberto Piedade salientou ainda que "quanto mais armado com conhecimentos, melhor".
Os estágios decorreram entre 1 de Julho e 30 de Novembro de 2006, coordenados pela professora Leonor Courela e orientados também pelos professores Avelino Subtil e Helena Pires.
Nesta experiência pelo mercado de trabalho, a Escola Secundária proporcionou formação sobre "Higiene e segurança no trabalho", "Estrutura organizacional da empresa" e "Relações humanas na empresa", além da formação específica de carácter técnico ministrada de acordo com as realidades empresariais envolvidas.
Proporcionaram estágios empresas do concelho nas áreas de contabilidade e gestão, mobiliário, transportes, materiais de construção, entre outras.
Os formandos desempenharam actividades de expediente geral, facturação, contabilidade, atendimento telefónico e ao público, apoio informático, marketing e publicidade, por exemplo. Entre o Bom e o Muito Bom, foi a classificação final obtida pelos formandos.
Trinta por cento dos alunos que fizeram estágio encontram-se a trabalhar, "uma percentagem bastante acima da estimativa projectada".
Ingressaram no ensino superior três alunos, ficaram empregados na empresa onde estagiaram dois jovens e três encontram-se a trabalhar noutra empresa.

Novo Intermarché abre portas


Depois de muito se ter falado e de muita tinta se ter gasto, eis que abre finalmente as portas o novo Intermarché de Ourém. É já amanhã, dia 10, embora apenas para convidados já que a abertura ao público terá lugar apenas dia 14.
Um novo Centro Comercial que tem já concessionadas 20 das 22 lojas que possui.
Para lhe dar uma ideia do que ali vai encontrar, o NO fez, na semana passada, um visita guiada pelo próprio promotor, António Figueira.
Voltado para a ribeira, a primeira impressão é a da beleza do espaço que tem como fundo uma vista esplêndida dos castelos. Mas começamos a visita pelas traseiras, ou seja, pela parte que está voltada para a estrada e por onde entrarão os carros. A azáfama era muita e própria dos momentos em que é preciso aprontar tudo o que ainda falta. Na entrada, então, começamos pelo Stationmarché. As oficinas dos mosqueteiros que vão fazer reparações rápidas, mudanças de óleo, etc. e com capacidade para receber cinco carros, em simultâneo. Logo ao lado está a loja onde vão poder encontra-se todos os produtos necessários para os automóveis e outros veículos motorizados. A nossa visita prossegue agra pela entrada lateral com uma galeria que desemboca no restaurante. No momento em que ali estivemos havia ainda algumas dúvidas se este estaria pronto para o dia da abertura, já que alguns atrasos na cozinha faziam temer que tal possa não vir a suceder. Trata-se de um espaço amplo que vai servir pratos do dia, grelhados, comidas rápidas mas sem ser fastfood. Cá fora terá uma esplanada voltada para o parque de estacionamento e para a ribeira com os castelos em pano de fundo. Continuamos por uma galeria com mais de 100 metros. De um lado as lojas do grupo, do outro, os lojistas, concessionários do espaço. Entramos depois no espaço do supermercado. A área é sensivelmente a mesma do actual Intermarché. O que altera é o conceito. Trata-se do «último grito» no que toca à distribuição moderna. A charcutaria é muito maior; a peixaria apresenta melhores condições e é também maior. Todos os produtos de frio entram directamente dos transportes para câmaras frigoríficas e todas estas têm ligação directa à respectiva secção, não sofrendo, por isso, alterações de temperatura, o que se traduz num produto final que oferece muito maiores garantias de qualidade.
Quanto à carne, esta é, também, transferida, através de uma manga, do transporte para a Câmara frigorífica, sem que haja contacto físico nem alteração de temperatura.
Outra novidade é que a padaria/ pastelaria passa a estar dentro do espaço do próprio supermercado, evitando a passagem por mais caixas e aqui é acrescentado um serviço de churrasqueira e comida feita para quem quiser levar as refeições prontas.
Saídos do supermercado continuamos pela galeria. De referir que centro comercial vai ter três entradas principais, uma lateral e duas frontais. Na ponta oposta ao restaurante vai existir mais um café.
Entramos no Bricomarché que será o único da região. Com um espaço de 1300 m2, ali pode ser encontrado um pouco de tudo na área da bricolagee da decoração, sem esquecer o espaço destinado aos jardins.
E chegamos a mais uma loja da marca, o Vetimarché. Neste os consumidores vão encontrar roupas de marcas conhecidas mas também as marcas próprias do grupo o que promete «preços interessantes» em roupa de criança, homem e senhora.
Cá fora, o estacionamento tem 600 lugares.
No final da visita, António Figueira reconhece que a criação deste espaço foi «um processo complicado que acarretou muitos custos com alterações de projecto, paragens e tribunais, que não estavam previstos, o que acabou por duplicar o valor da obra
Inicialmente previa-se um custo a rondar os cinco milhões de euros e no final resultaram gastos do dobro. Mas António Figueira não se mostra arrependido. «Vamos levar mais tempo a amortizar», diz, «mas não me arrependo». É que «vivo em Ourém e gosto desta terra. Não investi aqui apenas por motivos económicos. Sinto que Ourém já merecia e precisava de algo assim».
O shopping vai funcionar das 9 às 21h00, podendo este horário vir a ser alargado no Verão pelo que a população de Ourém vai deixar de necessitar de sair do concelho para fazer as suas compras em concelhos vizinhos, particularmente aos fins-de-semana, já que ali encontrará um pouco de tudo.
O NO foi convidado para a abertura oficial pelo que prometemos reportagem alargada na próxima edição. Até porque se trata do empreendimento mais badalado no último ano e promete ser, por isso mesmo, um acontecimento a que poucos estarão indiferentes.


As lojas do Vila Shopping
4 Insígnias do Grupo os Mosqueteiros:
- Intermarché
- Bricomarché
- Stationmarché
- Vetimarché

Outras lojas
- Artigos de desporto - Ourem Sport
- Perfumaria - Balvera
- Parafarmácia - Ourem Saúde
- Telecomunicações - Osfone
- Cabeleireiro - Coiff & Co (Isidore)
- Sapataria - Inês Ferreira
- Cafetaria - DAC
- Florista - O Bouquet
- Reparação de calçado e chaves - Chav’e Sola
- Agência de viagens - Templar
- Electrodomésticos - Elourem
- Restaurante - Sabores da Ponte
- Ourivesaria - Dona Jóia
- Lavandaria - 5 à Sec
- Prendas e mimos - Prendas e Mimos
- Decoração da casa - A Olaria