08 junho 2007

Apajefátima não desiste de falar com ministra

A direcção da Apajefátima não conseguiu ser recebida pela ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues por esta se encontrar ausente, em Bruxelas. Por quatro vezes consecutivas, via fax, os pais sugeriram uma reunião e frisaram que iriam estar presentes a 25 de Maio, sendo portadores do abaixo–assinado. Encaminhados posteriormente para serem recebidos na Secretaria de Estado da Educação por um dos assessores, o grupo de Fátima acabou por voltar ao Ministério onde foi entregue a registada a entrada das 3332 assinaturas recolhidas e que defendem a existência do agrupamento horizontal Ajefátima.
"Temos direito a ser ouvidos", afirma Manuel Neves referindo-se ao esforço para que os responsáveis da Apajefátima sejam recebidos pela ministra.
Manuel Neves recorda que, da primeira tentativa efectuada para manifestarem o seu descontentamento junto das autoridades competentes, a resposta só chegou quando firmaram o propósito de ir à DREL – Direcção Regional de Educação de Lisboa. "Dá a impressão que estão a protelar para ver se nós desistimos", comenta o responsável salientando que "nós não desistimos".
Os pais de Fátima querem "razões válidas" para aceitar a verticalização ou que o Ministério reconheça que este agrupamento é uma excepção, facto este que na DREL já é reconhecido, aponta Manuel Neves.
"Não faz sentido dizer que a verticalização só traz vantagens" comenta este pai que denuncia que "as escolas vão ser prejudicadas" já que se vai perder a "simbiose" existente neste agrupamento bem como a especial ligação aos outros estabelecimentos de ensino de Fátima.
"a nossa meta é sermos recebidos pela ministra" e por isso estas tentativas de diálogo, refere. Se esta via falhar, outras "demarches" poderão concretizar-se, algo que a associação de pais não pretende. Mas não estão postas de parte se forem necessárias para que "nos tornemos mais notórios e nos recebam".
Carta "errada"
A aprovação da carta educativa, na última Assembleia municipal tornou-se uma "dificuldade acrescida" para os propósitos dos pais fatimenses, reconhece Manuel Neves. No entanto, "continuaremos a lutar até perder as esperanças que seja irreversível".
A concretizar-se a verticalização e sem prazo legal para a apresentação de listas candidatas à liderança do Agrupamento, Manuel Neves espera que seja nomeada uma comissão instaladora onde um dos nomes fatimenses é incontornável: Leonel Marques.
Este responsável espera que o professor e presidente do Ajefátima faça parte da equipa inicial representando Fátima. A representatividade deste agrupamento que detém 25 por cento dos alunos de todo o concelho do pré-escolar e também semelhante percentagem a nível do primeiro ciclo e secundário. Razões mais que suficientes para que Fátima esteja representada e bem representada, segundo Manuel Neves, por um profissional que já vem da Delegação escolar e que tem uma larga experiência e conhecimento de legislação escolar.
Certo é que "a Carta educativa está errada". Agora que foi aprovada depois de uma série de episódios, Manuel Neves espera que "os fundos comunitários esperados revertam para o parque escolar de Fátima que está muito necessitado". Segundo este responsável "a aprovação da carta foi para não inviabilizar obras planeadas" nas escolas e que espera que sejam efectuadas "rapidamente".
Matrículas sem alterações
Na defesa da excepção do caso de Fátima, Manuel Neves considera que a verticalização dos agrupamentos "não belisca em nada a associação de pais". Para este responsável faz todo o sentido que "continuemos a existir" com as várias valências de serviço que prestam à comunidade educativa e escolar.
Como ainda não se sabe sequer se haverá um gabinete em Fátima do Território Educativo ao qual Fátima ficará ligado e que será o de Ourém, e como este vai funcionar (se com ou sem autonomia, com ou sem funcionários e responsáveis), as matrículas em Fátima, nos jardins e escolas de primeiro ciclo já foram efectuadas com toda a normalidade isto é, como se o agrupamento de Fátima se vá manter, tal como está, no futuro.

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