16 março 2006

A população do meu concelho sabe que pode contar comigo



Paulo Fonseca assumiu
uma nova postura enquanto
Governador Civil.
De figura decorativa e representativa, passou a transmitir uma imagem de diâmica, através do desenvolvimento de uma intensa actividade cujos ecos entram diariamente nos email’s e faxes das redacções.
A I volta ao distrito é apenas um dos exemplos desta nova atitude que o próprio nos fala.
Mas o Governador Civil é, de facto, o representante do Governo no distrito e é nesse papel que Paulo Fonseca explica algumas das estratégias adoptadas para o país e os seus reflexos para a região.
A I volta ao distrito foi apenas o pretexto para uma conversa com o Governador Civil de Santarém, o oureense Paulo Fonseca que, em jeito de balanço,
nos fala do trabalho desenvolvido neste primeiro ano do mandato.




Notícias de Ourém – Como é que surgiu a ideia desta 1ª volta ao distrito de Santarém?
Paulo Fonseca - O principal problema desta região, é o excesso de individualismo. Tenho travado uma luta empenhada no sentido de que as pessoas se articulem melhor, se ‘emparcelem’ as instituições, nos diversos sectores, para ganhar dimensão, para ganhar uma outra capacidade de intervenção e para podermos sobreviver nesta aldeia global onde, sem dimensão, não há qualquer hipótese de sobrevivência. Vem, na sequência disso, um conjunto de iniciativas.
Conselho
Estratégico da
Região
Desde logo, o conselho estratégico da região que é um órgão informal de apoio ao governador civil.
N.O.- Que já existia ou foi criado por si?
P.F.- Foi criado por mim. A ideia passa por pôr todos a falar a uma só voz, ganhando dimensão, pujança, ser mais ouvido, mas também ter uma estratégia que seja coerente, porque se cada um estiver a remar para o seu lado do barco, nunca se sai do mesmo sítio. Isto é válido para os diversos sectores: da economia, das questões sociais, da afirmação do distrito, da sua visibilidade e notoriedade. Portanto, o conselho estratégico da região é um órgão informal que tem o presidente e os dois vice-presidentes de cada uma das comunidades urbanas, ou seja, autarquias representadas em força; o presidente e os dois vice-presidentes da Nersant, ou seja empresas representadas também em força, os dois presidentes dos politécnicos de Tomar e de Santarém, a representação da comunidade académica… isto porque é importante que a comunidade académica esteja ao serviço da região. Não vale a pena apresentarmos uma estatística muito bonita onde temos mais não sei quantas pessoas licenciadas ou com formação superior, quando há uma desadequação dessa formação à realidade da vida activa. Esta questão é tão mais importante quanto o facto do país se debater com um grande problema de fundo que é o da competitividade e da qualificação dos recursos humanos.
N.O.- Quem mais compões o CER?
P.F.- Três pessoas da comunidade urbana da Lezíria, três do Médio Tejo, três da Nersant, dois dos dois politécnicos e mais seis personalidades que convidei como reforço: o presidente da CCDR de Lisboa e Vale do Tejo, o gestor do programa Vale Tejo, o director regional de agricultura do Ribatejo e Oeste (porque há uma vocação agrícola mais acentuada na parte sul do distrito), e ainda alguns representantes de empresas que eu considerei como detentores de, digamos, uma ousadia de inovar permanentemente. É o caso do director geral do grupo J. Louro e de Lopes de Sousa, que é um engenheiro de chave na mão, como eu costumo dizer. Pega no problema de um cliente e inventa a solução e aplica-a.Faltava alguém da economia social pelo que convidei José Manuel Rato que, para além da sua experiência na administração da banca, tem uma carreira voluntária na Santa Casa da Misericórdia de Almeirim, o que permite também trazer preocupações sociais para além das financeiras. Este conjunto de pessoas que não direi que são os melhores mas são, com certeza, dos melhores da região e porque não é possível fazer um conselho mais alargado, estão a dar os primeiros passos. A ideia é a de criar uma estratégia comum para a região que, depois, se aplique em cada um dos sectores.
Afirmar o distrito
A volta ao distrito surge um pouco na mesma sequência. Se é necessário emparcelar as diversas instituições e se é necessário afirmar o distrito intra e extra-fronteiras, então uma volta em bicicleta é um bom caminho, se a fizermos passar pelos 21 concelhos. Afirmamos que existem 21 potencialidades, distintas mas complementares entre si, no seio desta estratégia, e aproveitamos a volta para dar visibilidade ao distrito no seu todo e alguns dos seus ‘clusters’ importantes. É o caso do vinho. E saio outra vez da conversa da volta, para voltar a entrar porque há um trabalho que tem vindo a ser feito por várias instituições do distrito que têm procurado discutir o problema dos vinhos da região e que apresenta já algumas concretizações.
Camisola amarela com vinho
A volta ao distrito tinha um camisola amarela que ostentou a designação "vinhos do Ribatejo". Havia, em cada momento, espaços de visibilidade para este produto porque é um produto com a mesma qualidade do de regiões conceituadas do país, mas que não tem certificação. A título de exemplo, nós temos no distrito de Santarém, na CCDR do Ribatejo, 12% da produção vitivinícola certificada e no Alentejo temos 97%, o que por si, é um bom espelho da realidade concreta e justifica um pouco a razão porque, nos restaurantes de todo o país, não há uma tradição automática de consumir um vinho do Ribatejo, mas sim do Alentejo, do Douro ou do Dão. Há pois, uma estratégia global de afirmação da região, cujo objectivo é colocá-la no lugar onde nunca esteve mas onde merece estar. Até porque esta região tem uma identidade cultural absolutamente diferente, própria, capaz de captar a simpatia e a adesão.
N.O.- E Ourém encaixa-se nesta realidade?
P.F.- Claro.
N.O.- Por certo compreende a razão da pergunta. Estou a pensar, por exemplo, no facto de ter escolhido pertencer a uma outra área metropolitana.
P.F.- Na área dos vinhos há um problema em relação a Ourém que é ver Ourém integrar uma CVR diferente, neste caso, da Estremadura. Por isso é que na revista da volta vem, por exemplo, um anúncio da VitiOurém, cujo objectivo é também ‘emparcelar’ o concelho de Ourém nesta realidade.
Aquando desta excitação colectiva nos levou a aderir à comunidade urbana da Alta Estremadura, escrevi no sentido contrário porque pressentia já que a realidade era esta e não valia a pena andarmos a deliciar-nos com ilusões. E a realidade está aí: o país há uns anos chumbou o referendo da regionalização. Considero que foi uma forma de marcarmos passo durante uns anos, mas sou suspeito por ser um profundo defensor dessa tese. Agora, o actual Governo colocou no seu programa a preparação do país para que se possam implementar as regiões administrativas no início da próxima legislatura.
Regiões "arrumam" áreas metropolitanas
N.O.- E, para o mal ou para o bem, este Governo está a habituar-nos a cumprir o que diz.
P.F. – Também sou suspeito para dar opinião sobre isso, mas acho que é verdade.
A verdade é que o país já tem cinco regiões, há muitíssimos anos, que estão tuteladas ao nível de algumas competências técnicas, por uma entidade chamada CCDR: Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve. Ourém, como todo o distrito de Santarém, integra a região de Lisboa e Vale do Tejo. E essa é a realidade que o país vai ter, já aprovada em conselho de ministros, para tudo o que daí decorre, em tempos mais próximos. Nós temos em cima da mesa três siglas que são orientadoras do futuro próximo, para percebermos tudo o resto: o PRAC – Plano de Reforma da Administração Central que afirma a urgência de reforma do Estado, e tem que fazê-lo segundo uma lógica coerente, em que o país se vai reorganizar em todos os sectores, da saúde à agricultura, passando pela educação, etc., em função de cinco divisões administrativas, que são as que já existem há muitos anos. Do ponto de vista dos serviços da administração central essa reorganização vai fazer-se em função das Nuts II. Segunda sigla: o PROT – Plano Regional de Ordenamento do Território. Se foi decidido que o país se reorganizaria em função das cinco divisões, então significa que, para cada uma delas, o país vai fazer um PROT, reforçando as fronteiras que já existem. Há uma excepção que é o caso de Lisboa e Vale do Tejo onde, por haver uma área metropolitana de Lisboa com uma realidade absolutamente diferente de tudo o resto, vai ter dois PROT. O da área metropolitana e o do resto. E o resto é toda a área do Médio Tejo e da Lezíria, portanto todo o distrito de Santarém, mais o Oeste. A terceira sigla é o QREN - Quadro de Estratégia Nacional, que corresponde àquilo que seria o IV QCA (Quadro Comunitário de Apoio) e que passou a chamar-se assim por razões de opção estratégica. É o pacote financeiro que vem de Bruxelas para os anos 2007 a 2013 e que será orientado em função da reorganização do país, portanto das anteriores duas siglas.
Foi feito um diagnóstico, identificando as principais dificuldades e a realidade concreta do país, que vem consolidar uma ideia que já todos temos há muitos anos. Nós temos um problema de competitividade, de recursos humanos e de ordenamento do território. Para dar um exemplo, o caso concreto do concelho de Ourém que tem uma aproximação com Leiria nalguns aspectos e com Santarém noutros, é uma espécie de ilha que precisa de ser integrada num continente.
"O país está numa encruzilhada"
Há três grandes programas no QREN: o da competitividade, o da qualificação dos recursos humanos e o do ordenamento do território. São três programas transversais que irão, ao invés dos programas anteriores que valorizavam cada um dos sectores de per si, procurar melhorar aquilo em que o país está pior. Os três programas obrigam a repensar as estratégias seguidas pelos agentes políticos, sociais, económicos, etc. O país está numa encruzilhada. Vai modificar o raciocínio, daqui para a frente. Isso implica que serão valorizados esses aspectos e, ao fazê-lo, é preciso que todos tenham consciência que o tipo de projectos desenvolvidos no âmbito dos anteriores quadros comunitários, estão completamente ultrapassados. Agora serão valorizados, naturalmente, os projectos supra municipais, regionais, que objectivam valorizar a competitividade de uma região, os seus recursos humanos ou o ordenamento do seu território. É preciso, cada vez mais, que as pessoas percebam que têm que se "emparcelar", têm que se articular, têm que falar a uma só voz, têm que ter projectos que tenham uma valorização supra municipal.
Dos Governos Civis às Regiões
N.O.- É neste âmbito que se anuncia também a extinção dos Governos Civis. Ela já foi falada antes mas agora volta a ser tema do dia.
P.F.- Se hoje existem 18 distritos com um governador cada, nas cinco regiões é natural que haja o equivalente a um governador civil em cada.
N.O.- Passa-se de 18 para cinco representantes do Governo…
P.F.- Tal como em Espanha onde existe a regionalização há muitos anos, também há um representante do Governo em cada região.Isso é normal. Até porque as regiões estão implementadas, trata-se somente de as democratizar. Os representantes serão eleitos em vez de serem nomeados como são hoje, logo, sendo um órgão diferente, haverá um representante do Governo em cada região.
N.O.- E já há alguma ideia de como é que vai funcionar, administrativamente, cada região?
P.F.- Não. Neste momento há uma preocupação mais prioritária, que é a de saber quem irá gerir os fundos comunitários. Se até agora uma autarquia apresentava os seus projectos, e naturalmente poderá continuar a fazê-lo, terá que haver uma unidade que possa fazer a gestão dos fundos com base na estratégia definida. Por exemplo, é importante para Ourém que em Tomar haja um Politécnico e que as pessoas percebam que aquele não é um equipamento municipal mas sim regional. É importante para todo o distrito de Santarém que haja um aeroporto na Ota. No caso de Ourém, se pensarmos em Fátima, podemos facilmente tirar ilações de valorizações regionais.
Uma questão de feitio
N.O.- Voltemos então à actualidade. Alguns jornais regionais têm referido isso, e nós apesar de mais locais também o sentimos. Há de facto uma mudança de postura e na forma de encarar o cargo que está a exercer. A que é que isso se deve? Ao facto de ser um jovem, de ter feito uma aprendizagem enquanto adjunto, feitio…
P.F.- Basicamente é uma questão de feitio. Eu fico muito sensibilizado quando vejo os jornais da região a elogiar o meu trabalho, mas sinto que não estou a fazer mais do que exercer a minha função. Essa é de representar o Governo na região mas é também a de representar a região junto do Governo, até porque o Governo, se for correcto como é o caso deste, quer saber o que se passa em cada região.
N.O.- É chamado regularmente para prestar contas?
P.F.- Claro. Isso é muito importante. Representar o governo na região e vice-versa, são funções muito importantes. Mas também o é assumir aquilo que é a aplicação prática da cidadania, que está inerente à função e que passa por promover a articulação entre os diversos agentes da região e é fazer coisas, também em nome do Governo. Tenho vindo a realizar duas a três actividades por semana, com grande visibilidade política mas isso tem muito a ver com o meu feitio de não ficar nunca quieto. Acho que é preciso mexer e existe hoje uma perpectiva negativa dos agentes políticos, exactamente porque não cumprem essa função.
Alguém que desempenha uma determinada função política, não o deve entender como profissão. Deve fazê-lo durante determinado período mas com todo o empenho. Eu, fora da actividade política sou empresário. O meu sócio está a tomar conta das empresas e um dia aí voltarei, como já estive no passado. Estar num cargo político exige seriedade total, dinâmica, empenhamento junto das populações, saber dizer não e saber dizer sim e ir a todas sem qualquer problema. É isso que tenho feito e estou como peixinho na água. A volta ao distrito é um mero exemplo.
Época de fogos à porta
N.O.- Nessa linha, recordo, logo no início do mandato, o fórum sobre a situação no distrito após os fogos do Verão passado. Neste momento, com o Verão à porta, o distrito está mais bem preparado?
P.F.- O distrito está mais bem preparado mas não nos podemos esquecer de um problema estrutural que aliás, eu identifiquei na altura. Nas últimas décadas assistiu-se ao abandono dos campos e existem milhares de propriedades completamente abandonadas e agora criámos uma solução para isso, mas que demora algum tempo a concretizar. São as ZIF – Zonas de Intervenção Florestal, que é outro exemplo que nos tem levado a todo o lado procurando sensibilizar as pessoas através de reuniões positivas. As ZIF são entidades em que os diversos proprietários se agrupam segundo uma determinada dimensão definida na lei, dispondo de apoios financeiros do Estado. É uma forma de limpar a floresta, de a reorganizar em função das espécies e das capacidades de acesso, bem como da própria produtividade florestal, que também pode ser importante para os proprietários, até agora sem tirarem grande rentabilidade das suas propriedades. Mas é preciso estarmos conscientes de que vai haver incêndios no próximo Verão. A nossa luta é para estarmos o melhor preparados possível e tentar evitar as dimensões a que temos assistido. Mais uma vez é importante a conjugação de esforços. Por exemplo, aqui no concelho de Ourém entrou um fogo com uma frente de quilómetros e é preciso que de um lado e do outro das fronteiras haja pessoas capazes de agir solidariamente entre si, aplicando toda a sua competência e energia em favor daquilo que é comum.
Agora é um facto que, pela primeira vez, passou-se o Inverno a discutir os fogos de Verão.E isso é muito importante. O tradicional neste país é que quando se chega a Junho começa-se a falar de fogos e quando se chega a Novembro, começa-se a falar de cheias. Não pode ser. É exactamente o contrário. Os fogos de Verão combatem-se no Inverno e as cheias combatem-se no Verão. Mas estas questões, a reorganização do próprio Estado que inclui um conjunto de activos da GNR no sistema de protecção civil, dotando-os de formação adequada… há aqui uma componente para-militar, no sentido de trazer um pouco de ordenamento a todo o sistema e também de reforço porque havia um desajustamento com um forte efectivo da GNR em Lisboa, cuja área de actuação pertence à PSP. No fundo, tratou-se de, sem gastar mais dinheiro, porque o país já pagava o salário destes efectivos, de se lhes dar uma utilização diferente. Aliás, a GNR tem o CEPNA, com muita qualidade, muita capacidade e vontade de intervir, com uma componente de fiscalização ambiental mas também a da pedagogia e da participação em todo este processo do verde, no sentido mais lato da palavra.
"Não sou candidato" à distrital do PS
N.O.- Mudando a direcção desta conversa, a distrital do PS vai a eleições e já há candidatos. O Paulo Fonseca não se recandidata?
P.F.- Não. Não sou candidato. Há dois candidatos ao que sei, Nelson Carvalho e António Rodrigues…
N.O.- Os presidentes das câmaras de Abrantes e de Torres Novas, respectivamente. Apoia algum?
P.F. – Não. É preciso perceber o que está em causa. O partido socialista tem vocação de poder e portanto, as teses políticas, aquilo que defende para uma sociedade é aquilo que apresenta ao eleitorado para que este escolha. O país escolheu o PS. Nós temos agora a oportunidade de aplicar, na prática, aquilo que defendemos. Eu fui nomeado Governador Civil e é o momento de contribuir para ajudar a aplicar o programa do Governo. Não faria sentido, do meu ponto de vista, misturar as coisas. Se a opinião pública acha que estou a fazer um bom trabalho, isso significa que está satisfeita com o Governo e deixa-me, a mim, também satisfeito.
P:F.- Nesta conversa à uma coisa que não posso deixar de questionar. E a intervenção aqui, na sua terra, está posta à margem?
N.O.- Fui candidato duas vezes a presidente da Câmara de Ourém. As pessoas não quiseram que eu o fosse, não há problema nenhum e nem tenho qualquer pedra no sapato.
Alho é o próximo candidato natural à Câmara
N.O. Mas no futuro vislumbra alguma vontade de voltar à intervenção activa ou isso é passado?
P.F.- Nós nunca podemos dizer ‘dessa água não beberei’. O Partido Socialista teve um excelente candidato em José Alho e penso que tem, automaticamente, feita a sua escolha para as próximas autárquicas. Eu sou um fervoroso apoiante dessa tese. Agora, eu já disse, tenho um feitio que não me permite ficar quieto nem quando estou doente. E quem é assim participa em tudo o que respeita à sua vida privada mas também na vida pública. Toda a vida fui dirigente associativo e hei-de continuar a sê-lo. É também um serviço público importante ter sido presidente dos bombeiros, do Jardim Infantil, do conselho fiscal da VitiOurém, enfim, ter tido a vida bastante preenchida com intervenção social. Fora de casa, serei sempre um activista. Se amanhã vou ser isto ou aquilo, é uma questão que não me preocupa nada. Agora para clarificar ideias, defendo que o PS deve apresentar o Zé Alho nas próximas autárquicas, com o meu apoio.
N.O.- Considera que ele obteve um bom resultado?
P.F.- Considero. Até porque o contexto nacional também influencia. A verdade é que o Governo está a operar uma reforma profunda do sistema sendo obrigado a tomar medidas menos populares e há pessoas que numa primeira fase ficam descontentes, outras desconfiadas e isso acaba por ter algum reflexo no resultado de outros actos eleitorais, como é o caso das votações autárquicas. Mas por outro lado, há o reconhecimento das pessoas da necessidade que o país tinha de fazer essas reformas. Era preciso alguém de coragem e o primeiro-ministro é apontado como uma pessoa determinada, competente, séria e empenhada em fazer aquilo que se propôs. Eu tenho muito gosto em fazer parte desta equipa e de fazer um pouco, à minha escala, no mesmo estilo.
N.O.- Para finalizar, e como faço sempre, pergunto-lhe se há alguma mensagem que queira deixar às gentes do seu concelho.
P.F.- A população do meu concelho sabe que pode contar comigo sempre que precisar.

Cursos da EPO com empresas madrinha



A EPO – Associação Promotora de Ensino Profissional assinou cinco protocolos com empresas e grupos empresariais da região. As diferentes empresas assumiram o estatuto de "empresa madrinha" e apoiarão, até Julho de 2007, os cursos do pólo de hotelaria da Escola Profissional de Ourém. O objectivo é proporcionar, dependendo das duas entidades, não só estágios e formação ou, noutros casos, a divulgação das actividades da outra entidade parceira.
A assinatura destes protocolos decorreu durante a cerimónia de abertura das Jornadas EPO’06, a 13 de Março.
A directora da EPO, Purificação Reis assinalou a particularidade desta proposta ter partido dos alunos em colaboração com os professores. Uma proposta que "a escola achou de todo o interesse" tendo os coordenadores de curso convidado as empresas que "aceitaram sem reserva", afiançou a directora da escola.
Nesta primeira fase e, porque o ano lectivo já vai quase a meio, os protocolos irão durar até Julho de 2007. "O objectivo é que possa haver rotatividade porque é enriquecedor para a escola, para os cursos e para a empresa também"reforçou Purificação Reis.
Nos outros anos lectivos, é convicção da directora que "outros contributos surgirão". Há cursos que têm mais de uma empresa madrinha, num caso específico porque é uma empresa de informática que se dedica a aplicativos de gestão enquanto a outra empresa apoia especificamente na área do curso.
Pólo de hotelaria
Lena hotéis e turismo, SGPS; Grupo Pestana – Pousadas de Portugal; Domusnet; Bilógica e Nobre.
Já depois do fecho desta edição terão sido assinados protocolos com primavera – Business Software Solutions, SA; Lenobetão; centro de Contabilidade Gestão e Desenvolvimento Lda; Divisão de Educação Desporto e Cultura da Câmara Municipal de Ourém, SMC e J.P. Sá Couto.
Abertura
das jornadas

Na abertura da edição deste ano das jornadas EPO, Purificação Reis salientou que "o nosso objectivo é o de reforçar a aprendizagem". Uma aprendizagem que se pretende "efectiva".
Os dois dias de jornadas, entende-as Purificação Reis como um "reforço" desta aprendizagem onde as experiências trazidas pelas empresas têm um "significado diferente para todos nós que ouvimos e que contactamos com as empresas que têm um know how de experiência feita".
O vereador da Cultura, Desporto e Educação, Humberto Piedade regozijou-se com o trabalho efectuado pela escola e pelo facto da maioria dos alunos ter emprego, logo depois de concluir os estudos.
"É traumatizante verificar que jovens investem 10, 15 anos a estudar e o que garantem é a passagem direitinha ao desemprego". O também professor deposita esperanças que estes jovens, com a sua formação possam, no futuro, marcar a diferença, nas empresas onde irão trabalhar.
O governador civil do distrito de Santarém, Paulo Fonseca, presente na cerimónia dirigiu-se particularmente aos jovens para lhes lembrar que o futuro é competitivo, tendo em conta até a especificidade do próximo quadro comunitário de apoio. Mais que formar bons profissionais é preciso "formar pessoas", salientou.
O lado humano assume assim, para este responsável, maior importância. Cada um tem de ser formado "enquanto pessoa, não um técnico, um autómato, tem que ter bagagem cultural acima da média".
"Temos que ter consciência que cada que cada um tem de ser um poço de saber e de estar preparado para vencer", apontou Paulo Fonseca.
Este responsável assinalou ainda que no próximo quadro comunitário de apoio – o Quadro de referência estratégico há três programas temáticos que serão apoiados: Competitividade, qualificação dos recursos humanos e ordenamento do território.

Vasco da Gama vai colaborar com Desportivo de Fátima


O Vasco da Gama vai assinar um protocolo de colaboração com o Centro Desportivo de Fátima. O anúncio foi feito durante o jantar das bodas de prata da colectividade, a 10 de Março que reuniu três centenas de pessoas entre atletas, famílias, sócios e simpatizantes.
As negociações entre as direcções do Vasco da Gama e do Centro Desportivo de Fátima estão a decorrer tendo em vista que este deverá ser oficializado ainda antes do início da próxima época.
Ainda não estão definidas as condições deste protocolo mas tudo indica que "o Vasco da Gama continua a manter o seu estatuto como clube" e que no futuro será responsável pela formação das camadas jovens. Actualmente o clube possui formação de escolas, infantis, iniciados e juvenis.

Inquérito aos sócios
A direcção do Vasco da Gama vai efectuar um inquérito aos sócios, simpatizantes bem como à população sobre algumas das actividades desportivas que poderão vir a ser dinamizadas pelo clube. Este inquérito alargado será feito numa acção porta à porta, durante o mês de Abril. O objectivo da direcção – salienta o director desportivo Eduardo Santos – é conseguir um consenso amplo da população em relação também ao rumo do clube.
As propostas de actividades variam entre o teatro, a dança, o ioga, o karaté, o ciclismo ou férias de verão para crianças.

Dia do Vasco da Gama
Em Junho realiza-se o dia do Vasco da Gama. A direcção ainda não definiu a data mas o objectivo é reunir a família vascaína.
Do programa sabe-se já que terá jogos desportivos de manhã e à tarde. O almoço será de convívio entre os atletas do Vasco da Gama, antigos praticantes do clube bem como sócios e simpatizantes do clube. Esta iniciativa está integrada nas comemorações do 25º aniversário do Vasco da Gama.




Jantar de aniversário
"O Vasco da Gama já foi um clube importante. Hoje tem um trabalho diferente", salientou Eduardo Santos, director desportivo do clube. Este trabalho de formação a que se refere o dirigente diz respeito não só à formação desportiva mas também à formação humana. "O Vasco da Gama aposta na qualidade da formação".
E para isso necessita de melhores condições, não só de apoio mas também financeiras" para concretizar os objectivos.
Desde a época de 2000/2001 que o Vasco da Gama se dedicou à formação das camadas jovens.
Adélia Martins, esposa do presidente do clube salientou em nome deste, em dia de aniversário, os milhares de jovens que já passaram pelo clube. Actualmente são mais de cem, os jovens que estão em formação neste clube.
"Continuamos a lutar por melhores condições de trabalho" disse frisando a necessidade de uma sede nova e de melhores balneários.
Adélia Martins apelou ainda aos sócios, amigos simpatizantes e autoridades para que colaborem com o clube.

Fora da rua
"O que fazem hoje no treino retira-os da rua. É preciso que os pais tenham a noção da formação", afirmou José Manuel Portugal, vice-presidente da Associação de Futebol de Santarém durante o jantar comemorativo.
Aos pais, sensibilizou-os para a necessidade da formação não ser só desportiva mas também académica. "Não é possível que todos sejam jogadores profissionais" e daí a necessidade de uma formação profissional.
Quase no final este responsável pediu ainda respeito pelo treinador e pelas suas opções bem como pelo trabalho do árbitro em campo.
25 anos de história
"Estes 25 anos têm muita história". Natálio Reis, presidente de Junta de Freguesia de Fátima que foi também já dirigente do clube referiu-se a algumas competições e prémios ganhos pelo Vasco da Gama. Lembranças trazidas à memória colectiva, no jantar para afirmar que "o clube será aquilo que os sócios e as pessoas destes lugares quiserem", referindo-se às populações de Boleiros e Maxieira.
O presidente da Junta está consciente das condições do clube referindo-se que as instalações estão "necessitadas de manutenção, de obras de requalificação".
"Nestes dois anos de mandato vai ser difícil que o apoio surja", afirmou o vice-presidente da Câmara Municipal de Ourém, Vítor Frazão durante a sua intervenção referindo-se aos apoios possíveis à requalificação que o clube pretende levar a cabo.
A direcção do clube apresentou recentemente um projecto de reconstrução da sede com novos balneários, bar e posto médico.
Este responsável apresentou a disponibilidade dos técnicos da autarquia para colaborar neste projecto.

Lixoteca para toda a população



Desde o dia 6 de Março que a Lixoteca Itinerante tem visitado os alunos dos 3º e 4º anos do Concelho de Ourém.
A terceira Lixoteca, está inserida num projecto, desenvolvido pelo Grupo SUMA, que converte viaturas de transporte colectivo em unidades móveis de Sensibilização Ambiental.
Nela apresentam-se espaços coloridos e recheados de variadíssimas actividades de exploração sensorial e multimédia, que conciliam o ensinamento dos correctos comportamentos ambientais com o intenso recurso ao mundo imaginário.
De forma a ser alargada à população em geral, a Lixoteca vai estar parqueada junto ao Mercado de Ourém, no próximo dia 18 de Março, das 9:00h às 14.00h.

Desporto escolar: a necessidade da sua valorização

«Desporto escolar: que realidade?» é o nome do livro lançado na passada segunda-feira no Governo Civil de Santarém, da autoria do tomarense João Marreiros. A obra pretende dar a conhecer a realidade actual portuguesa do desporto escolar, bem como apresentar soluções para o reconhecimento da sua importância.
Para o Governador Civil, esta actividade não deve continuar a assumir um papel de complemento ao sistema educativo, mas sim ser parte integrante. Este é um dos objectivos do Governo neste sector, afirmou Paulo Fonseca, reconhecendo a dificuldade em cumprir esta missão devido à necessária revolução de mentalidades permanente. «A escola serve para formar pessoas e, sem isso, não podemos alcançar um patamar mínimo de qualidade», defendeu, evocando o desporto como condição sine quo non para a prática de uma vida saudável. Segundo o Governador, o desporto escolar é «o exemplo concreto da disfunção em Portugal», referindo-se ao reduzido número de atletas de alta competição (40) que não conseguem rentabilizar ao máximo as 80 pistas de atletismo e, por isso, «é preciso dar importância ao que é importante». Daí a parceria com o escritor e as Edições Cosmos através da cedência do espaço para o lançamento da obra: «O Governo Civil deve ser o motor dos aspectos culturais e, neste sentido, deve valorizar aqueles que produzem saber», acrescentou Paulo Fonseca.
João Marreiros considera que o livro, resultado de uma tese de doutoramento, é uma «verdadeira base de reflexão e um contributo para a evolução deste sub-sistema educativo», uma vez que Portugal se encontra em último lugar na lista dos países da União Europeia em termos de prática desportiva, registando cerca de 70 por cento de sedentarismo. O autor elogiou, por isso, as medidas governamentais neste campo, nomeadamente a instituição do ano da educação e da expressão físico-motora para o biénio 2006/2007, o que coincide com a vontade de valorização do desporto na escola. Para João Marreiros, os programas de desporto escolar pecam pela falta de continuidade e pela inexistência de um visão de conjunto, sugerindo a «libertação das velhas ideias» como resolução da problemática.
Segundo afirmou o orientador da tese de doutoramento, Luís Barbosa, o livro permite dar indicações sobre de que forma pode esta actividade contribuir para minimizar o insucesso escolar, tendo o autor contactado com docentes das mais variadas disciplinas no sentido de identificar e caracterizar as dificuldades de aprendizagem dos alunos.

Colónia balnear

Os jovens entre os 18 e os 25 anos, interessados em integrar as Equipas pedagógicas do projecto Colónia Balnear da Nazaré/ 2006, podem inscrever-se nas Câmaras Municipais da área de residência ou na Assembleia Distrital de Santarém, até dia 13 de Abril. Mesmo os jovens sem formação adequada se podem inscrever, ficando a sua inscrição dependente das acções de formação necessárias, a decorrer oportunamente.
Datas dos turnos balneários: A – de 14 a 25 de Julho; B – de 31 de Julho a 11 de Agosto; C – de 17 a 28 de Agosto e turno D, de 1 a 12 de Setembro.

Concurso Nacional de Piano de Ourém

Sob a organização do Conservatório de Música de Ourém, decorrerá nos próximos dias 18 e 19 Março a eliminatória do Concurso Regional de piano de Ourém, estando marcada a final para o dia 26 de Março.
Este concurso é já um concurso de grande importância a nível nacional, estando inscritas de 60 participantes para o concurso de este ano. A grande novidade do concurso 2006 é a abertura de um escalão para estudantes de nível superior/universitário. Irão estar representados todos os conservatórios nacionais.

III Festival de Música de Ourém



A marcar o início do III Festival de Música de Ourém, teve lugar um concerto de canto lírico e harpa, no pequeno auditório do Conservatório de Música de Ourém, pelo baixo-baríteno António Salgado acompanhado pela harpista Ana Paula Miranda.
Perante uma plateia lotada, o repertório apresentado abrangia obras de notoriedade que marcam toda a história da música, tendo sido proporcionado a todos os presentes cerca de 50 minutos de música de grande nível.
O concerto iniciou-se com Lasciatemi morire de Monteverdi e Stille Amare e Ombra mai fu de Haendel. Prossegiu com a interpretação de três lieder Românticos de Shubert e Schumann. A 2ªparte do concero inicou-se com duas canções espanholas, tendo prosseguido com canções portuguesas e terminado com duas canções bastantes significativas do repertório brasileiro.
Este foi o primeiro de quatro concertos que se realizam até 31 de Março, com a seguinte calendarização:
- 17 de Março, Agrupamento de Música de Câmara da ESART, com instrumentos de sopro, pelas 20.30horas, no Pequeno auditório do Conservatório;
- 25 de Março, Orquestra de Cordas Os Violinhos, pelas 18 horas, no Cine-teatro Municipal de Ourém;
- 31 de Março, Recital de Guitarra por Dejan Ivanovich, pelas 21horas, no Pequeno Auditório do Conservatório de Música de Ourém.
Os bilhetes para os concertos podem ser adquiridos na secretaria do Conservatório de Música de Ourém e têm um custo de 2 euros. Para mais informações contactar o Conservatório de Música de Ourém pelo telefone 249 545 008 ou através do e-mail
conservatoriomo@sapo.pt

Noite de fados no Olival

O Centro de Apoio Social do Olival promove a "Grande noite de fados" a 8 de Abril, que se inicia pelas 19h30 com a apresentação do projecto do lar residencial para idosos.Segue-se o jantar e a actuação de um grupo de fadistas da região: António Lorival, Celeste Pereira, José Português e Silvina Pereira, acompanhados à guitarra por Joaquim Rocha e À viola por Rui Miquelis. No final haverá caldo verde, filhós e café. As inscrições são limitadas. Os interessados devem contactar o Centro de Apoio Social do Olival.

Rota das adegas na Atouguia

É a III Rota das Adegas e realiza-se a 17 e 18 de Março. A iniciativa da Junta de Freguesia de Atouguia inclui um colóquio e uma viagem pelas adegas da freguesia.
Assim, hoje, sexta-feira, pelas 20h, realiza-se o colóquio "O vinho – legislação aplicável", na sede da Junta de Freguesia.
Amanhã, sábado, realiza-se o passeio turístico e de degustação pelas várias adegas. A III Rota das Adegas tem a concentração marcada para as 13h, junto à sede da Junta de Freguesia. Esta degustação terminará pelas 18h com um lanche convívio no pátio da Junta de Freguesia. Haverá animação musical e entrega dos diplomas de participação.
As inscrições devem ser efectuadas junto da Junta de Freguesia de Atouguia. Têm um custo de cinco euros e inclui transporte, lanche e lembrança.

II almoço convívio
Para angariar fundos para o centro de catequese, nomeadamente para as obras das salas, vai realizar-se um segundo almoço convívio, a 19 de Março.

Protecção civil municipal: Camâra junta Bombeiros e Tagusgás

Por iniciativa da Câmara Municipal de Ourém, bombeiros das três corporações de bombeiros do concelho – Ourém, Fátima e Caxarias, e elementos da autarquia oureense afectos ao serviço de Protecção Civil e à Divisão de Obras, participaram, no dia 4 de Março, numa acção de formação ministrada pela Tagus Gás.
Os participantes foram recebidos por Vítor Frazão, Vice-Presidente da edilidade, que endereçou uma mensagem de agradecimento e motivação aos "soldados da paz", «nem sempre bem compreendidos, mas que procuram sempre fazer o bem, colocando muitas vezes a própria vida em perigo para socorrer os outros em horas de aflição», fez questão de frisar. Fazendo-se acompanhar pelos Comandos de Bombeiros, Frazão, um homem com vasta experiência na generalidade dos dossiers da gestão municipal, e muito ligado às questões do humanismo e da solidariedade, incluindo o da Protecção de Crianças e Jovens em Perigo, Comissão da qual é Presidente, arrancou para uma intervenção bastante aplaudida por toda a assistência, demonstrando conhecer a realidade dos bombeiros e das populações, do norte ao sul do concelho.
O autarca mencionou a disponibilidade da Tagus Gás e a necessidade de se reforçarem parcerias que contribuam cada vez mais, nas respectivas áreas de competências, para o bem-estar e segurança dos cidadãos.

Dia Aberto na Escola Secundária de Ourém

No próximo dia 23 de Março, como é habitual, a ESO terá o Dia Aberto à comunidade no intuito de divulgar o seu trabalho. Das várias actividades previstas destacam-se as experiências laboratoriais, exposições, lançamento do livro "Nós Poetas", concursos, peddy paper, jogos tradicionais, animação de rua e algumas palestras, entre outras.
Realce para a RECOLHA DE SANGUE levada a cabo pelo Instituto Português do Sangue que decorrerá também nas nossas instalações das 9 às 12.30h. Para participar nesta acção de solidariedade basta ter mais de 18 anos e 50kg, trazer o seu bilhete de identidade e ter tomado o pequeno-almoço.
Venha ter connosco, pode estar a salvar uma vida...
E depois, aproveite para conhecer melhor a única escola secundária pública do nosso concelho!

Dia Aberto na Escola Secundária de Ourém

No próximo dia 23 de Março, como é habitual, a ESO terá o Dia Aberto à comunidade no intuito de divulgar o seu trabalho. Das várias actividades previstas destacam-se as experiências laboratoriais, exposições, lançamento do livro "Nós Poetas", concursos, peddy paper, jogos tradicionais, animação de rua e algumas palestras, entre outras.
Realce para a RECOLHA DE SANGUE levada a cabo pelo Instituto Português do Sangue que decorrerá também nas nossas instalações das 9 às 12.30h. Para participar nesta acção de solidariedade basta ter mais de 18 anos e 50kg, trazer o seu bilhete de identidade e ter tomado o pequeno-almoço.
Venha ter connosco, pode estar a salvar uma vida...
E depois, aproveite para conhecer melhor a única escola secundária pública do nosso concelho!

Casos de Polícia

Área da GNR
Dia 7, do despiste de um ligeiro, em Caxarias, apenas resultaram danos materiais.
Dia 8, outro despiste de ligeiro, em Alburitel, causou um ferido leve.
Dia 9, continuam os despistes, desta feita na Freixianda, com mais um ferido leve. De uma colisão entre um pesado e um ligeiro, em Fátima, resultaram danos materiais e do atropelamento de um peão por um ligeiro na freguesia de N. Sra. das Misericórdias, resultou um ferido leve.
Dia 11, danos materiais foram o resultado de uma colisão na freguesia de N. Sra. das Misericórdias.
Dia 12, também danos materiais foram o único resultado de um despiste na Freixianda.
Dia 12, mais um despiste na Freixianda, de que resultou um ferido leve. Também na Freixianda, uma colisão entre dois ligeiros, causou danos materiais. Na Gondemaria, uma colisão entre um ligeiro e um ciclomotor, fez um ferido grave. Em Fátima, deflagrou um incêndio em pinheiros, eucaliptos e mato, tendo ardido cerca de 600 m2, sendo os prejuízos e as causas desconhecidos.
Área da PSP
Dia 8, foi detido um indivíduo, de 71 anos de idade, por ter ameaçado um grupo de três jovens que o cumprimentaram, com uma pistola, da qual não possui qualquer tipo de documento, nem tem licença de uso e porte. A pistola, carregador e munições, foram-lhe apreendidas.
Foi apresentada denúncia, contra desconhecidos, que no período compreendido entre as 22H15 do dia 07 e as 08H45 do dia 8, numa Travessa desta cidade, furtaram uma viatura automóvel no valor de 7000 euros, depois de terem aberto uma outra viatura, do mesmo proprietário, de onde retiram o comando da viatura furtada que ali estava guardado.
Foram apresentadas denúncias, contra desconhecidos, que por método desconhecido, furtaram objectos no valor aproximado de 2250 euros, do interior de duas viaturas que se encontravam estacionadas em ruas desta cidade.

09 março 2006

Promover a cidadania


Promover a cidadania é o objectivo primeiro de uma jovem associação que, fugindo à capital, tem a sede em Vila Nova da Barquinha, apesar do âmbito nacional da sua acção.
A sua génese está numa acção desenvolvida numa escola de Torres Novas que acabou por gerar um movimento cívico e finalmente passou a associação há cerca de um ano. "Por razões estratégicas", afirmam os seus responsáveis, só agora se apresenta. É que pelo meio houve eleições e foi preciso cuidar para que não se confundissem as coisas. A sediação em Vila Nova da Barquinha aconteceu pela vontade de fugir à capital e encontrar um local central tal como o é esta localidade, com bons acessos e, ainda por cima, com o apoio da autarquia que lhe "deu todas as condições".
Áreas de intervenção
Promover a ética e a cidadania mas também a ajuda humanitária e acções na área da saúde, da educação e formação, da cultura e do ambiente, são as propostas contando a associação com um leque de nomes sonantes da panorâmica intelectual nacional para dar uma mãozinha.
"Não vamos trazer dinheiro. Vamos trazer ajuda, ideias…". A afirmação é do presidente da Associação Aires Marques que, na sexta-feira à noite, fez a apresentação, em Ourém, dos órgãos sociais da associação que agora inicia também uma campanha de angariação de sócios. Para fazer parte da mesma, os associados pagarão o valor simbólico de um euro por mês, individualmente, e cinco euros ou dez, caso se trata de empresas, tendo em conta a sua dimensão.
A ideia é a de promover estudos e actividades editoriais, bem como acções de formação cívica, política e de debate, bem como a promoção de conferências, cursos, seminários e colóquios, relacionados com questões da sociedade.
Para tal, foi criado um Conselho Estratégico, onde têm assento figuras de reconhecido mérito.
Para apoio e aconselhamento da direcção, na realização e implementação das suas actividades foi também criado um Observatório. Trata-se de um órgão de que farão parte especialistas das diversas matérias que fazem o objecto da associação. De referir que Ourém tem garantida a sua presença no Observatório de imprensa cuja coordenação fica a cargo de José Alho. Nos órgãos directivos conta com uma oureense de Rio de Couros, Maria de Fátima Vieira Lopes, no Conselho Fiscal.
"Não vamos modificar o mundo. Vamos dar uma mão. E apontar o dedo", afirma Aires Marques que, na sexta-feira referiu também as acções em fase de preparação. Uma delas é um Fórum de educação que surge num momento de mudanças importantes no sector com o processo de Bolonha em vias de ser implementado e com a consequente necessidade da sua discussão. A outra vai ser um Congresso de cidadania, um pouco à semelhança do ocorrido recentemente para os Açores e que agora está a ser preparado para o continente, por Laborinho Lúcio. Este Congresso decorrerá no Distrito de Santarém sendo que alguns dos seus concelhos participarão activamente e de forma directa enquanto os outros o farão através da apresentação de trabalhos, não estando ainda decidido quais os concelhos que terão participação activa. "Se Ourém estiver disponível, será uma das autarquias com quem poderemos falar". Isto porque a proximidade com a sede da associação coloca Ourém como fazendo parte do "núcleo duro". Este Congresso terá uma duração de quatro meses, devendo ser aberto pelo Primeiro Ministro e encerrado pelo Presidente da República e no final dará lugar a um livro editado pela editora Cosmos com quem a associação tem estabelecida parceria.

Simulacro de bomba em colégio de São Miguel: Procedimentos de evacuação testados




"Tinha que me vingar, coloquei uma bomba junto do Conselho directivo do Colégio São Miguel. Se não se despacham alguém vai ficar ferido".
Foi esta a mensagem da chamada telefónica que despoletou as forças de segurança para o simulacro de bomba, no colégio de São Miguel, em Fátima, a 2 de Março, uma iniciativa integrada ma comemoração do Dia Internacional da protecção Civil.
O trânsito foi cortado, alguns mirones na rua enquanto que os bombeiros se encontravam de prevenção. Foi efectuado um perímetro de segurança à caixa assinalada como potencialmente contendo uma bomba. O pessoal da equipa de inactivação de engenhos explosivos e segurança de subsolo entrou em campo e após os procedimentos de segurança neutralizou e fez explodir o engenho. Tratou-se de um objecto "não sofisticado e com dificuldades de disrupção", frisou um dos agentes da EIEXSS – equipa de inactivação de engenhos explosivos e segurança de subsolo.
Depois de concluído o simulacro, e de uma vistoria ao local por parte dos responsáveis da protecção civil , já bem perto das 17h, a escola voltou à normalidade.
Saída sem percalços
Accionado o alarme, os 1273 alunos foram saindo ordeiramente. Depois de terem contado até 50, dentro da sala, pegaram nas mochilas e seguindo o professor, em fila, deslocaram-se para o campo de futebol. 12 minutos, foi o tempo que demoraram. Um tempo que pode ser melhorado, adiantou o comissário da PSP de Santarém, Jorge Soares. "Era muito tempo numa situação de bomba", afirmou aos jornalistas salientando que "vamos ter de melhorar o que fizemos".
O coordenador do CDOS, Joaquim Chambel salientou que, apesar do tempo ser aceitável, pode ainda ser melhorado, com uma "redução de 3,4 minutos, em toda a evacuação".
Surpresa
Francisco Faro, assistente da direcção e responsável pela segurança adiantou que o plano de emergência deste colégio foi aprovado em Dezembro de 2005. Depois de um simulacro efectuado na sexta-feira anterior, com aviso prévio, este foi uma surpresa. Foi também inovador para o responsável da segurança do colégio por obrigou a ter alternativas de percurso de evacuação uma vez que o perímetro de segurança em redor da caixa, obrigou a saídas alternativas às pensadas inicialmente. "Foi muito útil" o simulacro, garantiu aquele responsável.
O plano de emergência obriga a que exista em cada sala um mapa com o percurso de evacuação.

Preparados para situações destas
O simulacro permitiu testar o plano de evacuação deste colégio. Mas não são muitos os estabelecimentos de ensino a adoptar este procedimento. O governador civil do distrito, Paulo Fonseca lamenta que apenas 14 por cento dos estabelecimentos tenham planos activos, o que cobre cerca de 50 por cento da população escolar do distrito. "Temos que modificar este número, ajudando as escolas na elaboração dos seus planos para melhorar a capacidade de preparação e de intervenção para qualquer eventualidade", afirmou.
Também o presidente da Câmara, frisou a importância deste tipo de simulacros, considerando a segurança como uma questão séria.
Ocorrências
Durante o simulacro, uma professora, ao ouvir o estrondo da explosão da bomba, acabou por sentir-se mal e foi assistida no local pela equipa médica. Um aluno sofreu uma hemorragia nasal obrigando também à intervenção do pessoal de saúde presente.
Operação
20 elementos da PSP
20 elementos do CDOS
20 homens dos Bombeiros , seis viaturas.

Quatro indivíduos identificados: Gang furtava residências de emigrantes



Quatro indivíduos foram identificados e constituídos arguidos num processo de furto a residências, no norte do concelho.
Os quatro homens, com idades compreendidas entre os 20 e os 32 anos e residentes nas freguesias de Urqueira, Matas e Olival ficaram sujeitos ao TIR – Termo de identidade e residência no decurso deste processo que se encontra na fase de inquérito.
Os quatro homens foram detidos numa operação levada a cabo a 2 de Março, pelo Posto da GNR de Ourém com o apoio do Núcleo de Investigação Criminal de Tomar
As buscas feitas às quatro residências ocorreram duas, em simultâneo, às 7h, a 2 de Março. As duas outras buscas e consequentes apreensões decorreram ainda durante a manhã. As buscas foram feitas na sequência de um mandato judicial e decorreram com normalidade, adiantou fonte policial.
Durante as buscas foi apreendido material diverso, fruto de diversos assaltos a residências de emigrantes, afirmou fonte da GNR. A equipa de investigação deste caso recolheu numa das casas, aquando do assalto, meios de prova.
Entre os bens apreendidos encontram-se televisores, vídeos, caçadeiras, munições, pressões de ar, berbequins, gira-discos, discos de vinil, rádios e aparelhagens, moedas antigas, sinais de trânsito, tampas de saneamento, máquinas de costura, ferros a vapor, cana de pesca, um despertador, disquetes e CD’s, jogos de computador, barbatanas, fio de cobre, geleira, várias cartas (antigas), lâmpadas, parafusos vários bem como talheres e roupas.
Ao que tudo indica, parte deste material serviria para venda. Os quatro homens actuavam em grupo, efectuando assaltos em residências na zona norte do concelho.
Parte do material apreendido já está identificado devendo ser devolvido posteriormente aos proprietários.Até agora, já foram apresentadas oito queixas à GNR.
Esta Operação foi o culminar de alguns meses de investigação a quatro indivíduos suspeitos de se dedicarem aos furtos.

Casos de Polícia na área da PSP

FÁTIMA
Dia 2 de Março, foi apresentada denúncia contra desconhecidos, mas há fortes indícios que levam a apontar para duas jovens de etnia cigana que, entre os dias 9 e 11 de Fevereiro, terão penetrado numa residência usando para o efeito chave falsa ou um cartão de plástico rígido e furtado anéis e fios de ouro, no valor aproximado de 2700 euros.
OURÉM
Dia 28 de Fevereiro, detido um indivíduo, de 24 anos de idade, por ao ser fiscalizado por esta Polícia, quando conduzia uma viatura automóvel, se constatar que não possui habilitação legal para conduzir. Verificou-se ainda que a viatura não possuía seguro de responsabilidade civil válido para circular, pelo que foi apreendida.
Dia 2 de Março, foram apresentadas oito denúncias por furto no interior de viaturas, verificados ao longo do dia e noite anterior, das quais foram retirados auto-rádios e outros objectos de valor pouco significativo. Em quase todos os casos forçaram uma das portas para entrar na viatura. Há fortes suspeitas de que os autores destes furtos sejam os mesmos que foram detidos em 03 de Março na cidade de Tomar, na posse de cinco auto-rádios e outros objectos furtados.

Breves

Festival de Música
Inter-Escolas
Dias 17 e 19 de Março, realiza-se mais uma edição do Festival de Música Inter-escolas, promovido pela Câmara Municipal de Ourém. No dia 17, sexta-feira, actuam os escalões D e E no Cine-Teatro Municipal, pelas 21h30. No dia 19, domingo, o festival continua com as actuações dos escalões A, B e C, no Centro Pastoral Paulo VI em Fátima, pelas 16h00.

Passeio Gastronómico 2CV
Rota dos Castelos
O Passeio Gastronómico 2CV organizado pelo Team Hagar, do Núcleo 2CV Lisboa, já está agendado para o próximo dia 19 de Março, domingo, sob o tema Rota dos Castelos – Castelo de Ourém. A concentração tem início pelas 9h30, em Fátima.
Este evento vem na sequência de outros passeios gastronómicos realizados em anos transactos que contemplaram visitas a diferentes locais turísticos da Região. Desta vez, o passeio conduz os admiradores deste clássico Citroen, ao Castelo de Ourém e à passagem por várias aldeias do sopé da Serra de Aire. A organização conta com a presença de cerca de 60 participantes.
Para mais informações ou inscrições contactar: Telm: 917 500 434 rui.hagar@netcabo.pt www.n2cvl.com
Passeio Pedestre Bairro
A pensar em quantos gostam de actividades de natureza, este passeio pedestre, a realizar no domingo dia 19 de Março, pode revelar-se uma excelente opção para renovar energias.
A partida está agendada para as 9h30, no Bairro, Monumento Natural das Pegadas dos Dinossauros, com destino a Fátima. Para mais informações contactar: Tel.: 249 540 900.

Pela dignificação do vinho de Ourém



Hoje soube-me tão bem
Passear aí sozinho
Por estas tascas de Ourém
E provar o vosso vinho
Ourém é boa terra
E tem aqui boa gente
Se beberes vinho da terra
Até cantas de contente



Estes são apenas dois exemplos dos muitos versos que Toy improvisou no domingo à noite, no espectáculo de encerramento da Festa do Vinho que decorreu este fim-de-semana no Centro de Negócios de Ourém.
A abertura foi na sexta-feira ao fim da tarde com o presidente da Câmara a recordar a antiguidade do vinho de Ourém cuja origem deverá ter sido anterior ao próprio foral.
Depois Catarino passa em revista os últimos tempos marcados pela tentativa de dignificação deste produto único e considera como momento importante o seu reconhecimento legal, encontrando-se, neste momento, o vinho em processo de certificação. Mas para o autarca, este é "um caminho que ainda mal começou", pelo que formula desejos de que "no próximo ano se possa ter garrfas com o reconhecimento no rótulo".
Quanto à ideia desta festa, Catarino recorda ser este um vinho que deve beber-se novo, "para aparecer na mesa cada ano". Sendo assim "um vinho que se renova em cada ano, é importante que também em cada ano se assinale o produto". Refere ainda a importância do vinho enquanto actividade económica que se tem vindo a perder mas aponta quantos continuam a plantar vinha "pelo prazer de o produzir para si e para os amigos" e defende a importância da certificação para lhe restituir a tal importância económica. No entanto avisa que tal não vai suceder de forma automática e, por isso, desafia a VitiOurém a apresentar um dossier à Câmara no sentido de mostrar como é que as coisas vão funcionar. Por outro lado refere a importância de existir uma estrutura como a cooperativa, ou similar que conduza à certificação e defende também a necessidade de promoção. Para isso, afirma o autarca, "temos que nos unir e encontrar vontade e meios financeiros para fazer este sector funcionar". Também é importante, defende o presidente da Câmara, que a Cooperativa vença as dificuldades dos últimos anos porque "o pequeno produtor não tem possibilidade de, por si, fazer todo o trabalho".
O presidente da VitiOurém, Luís Sousa, usou também da palavra para dizer que a associação vitivinícola está em vésperas de apresentar o seu Plano Estratégico, a três anos.
A presidente da Assembleia Municipal, Deolinda Simões referiu também a necessidade de recuperar a importância do vinho para a economia concelhia considerando que "estamos no bom caminho". Da festa afirmou tratar-se de um momento de encontro e de reconhecimento aos produtores que pode mesmo levar à recuperação de vinhas que se têm vindo a perder.
No final da Festa o Notícias de Ourém conversou com Toy
Notícias de Ourém - A sua participação, em Paris, no espectáculo a favor das vítimas dos incêndios em Ourém acabou por se transformar dando origem a uma amizade que começa a dar os seus frutos. Na altura o presidente da Câmara afirmou que a solidariedade seria recompensada. Sente que esta participação na Festa do Vinho é já uma forma de recompensa?
Toy – Quando decidi participar no espectáculo em França não foi nunca com segundas intenções. O que se falou, no jantar, e dentro da brincadeira foi que, normalmente, aqueles que mais se prestam à solidariedade são sempre aqueles que são mais esquecidos. Isso foi dito com toda a naturalidade e o senhor presidente da Câmara disse que "não senhor, já que foram vocês que se prestaram a fazer isto, então serão recompensados apresentando o vosso trabalho no concelho de Ourém". Isso leva-me a crer que ainda há políticos sérios. Para mim foi extremamente importante que isso tivesse acontecido e espero que este início de amizade, porque no fundo criou-se aqui um laço de amizade entre a música portuguesa e o concelho de Ourém e houve muita coisa que se transformou. Até o pensamento de algumas pessoas em relação a alguma música que se faz e a postura das pessoas e a maneira de estar na vida. Penso que o mais importante foi o benefício das pessoas que precisavam de alguma coisa e, ao mesmo tempo, a capacidade cultural que o concelho teve para poder receber mais música portuguesa que poderá ser mais ligeira ou não.
N.O.- Mas ao que julgo saber, a participação de hoje é quase uma brincadeira já que o concerto a sério vai ser no Verão.
Toy – Exactamente. Tenho o grande prazer em apresentar o meu concerto, que está ainda a ser ensaiado neste momento.
Esta foi uma forma de não perder o contacto com o concelho e com este povo. Isto não é dar graxa. Eu gostei muito hoje de ter bebido um copo aqui, um copo ali, de ter cantado um bocadinho, à desgarrada, na brincadeira e ter estado entre aquilo que eu mais gosto: pessoas que gostam de conviver e de conversar. Por isso tenho que dizer que gosto de Ourém. Obrigado aos responsáveis do concelho por me darem a conhecer mais um pouco deste povo que eu passei a amar.
N.O – Nesta linha, podemos já levantar um bocadinho o véu, que vai estar connosco, jornal e Património dos Pobres, lá mais para o fim do ano, uma vez mais por amizade e solidariedade, num espectáculo a favor dos mais carenciados.
Toy – É verdade. Repare que não é por acaso. As coisas vão crescendo quando sentimos que há uma onda positiva de parte a parte. A amizade entre as pessoas faz com que as coisas avancem. Digamos que a amizade é o contrário da burocracia. Na burocracia é tudo impeditivo, é tudo complicado. Na amizade as coisas simplificam-se e acontecem com naturalidade. Por isso para além desta participação e dessa que se trata de ajudar os mais necessitados no concelho de Ourém, o concerto que vai ter lugar no decorrer das Festas do concelho e depois de termos conversado agora durante o jantar, ficou no ar a hipótese de vir a Ourém um programa televisivo de gastronomia de um amigo meu, que poderá vir a divulgar também aquilo que Ourém tem de bom. Penso que é esta a melhor maneira de estar na vida, conscientes de que de mãos dadas podemos melhorar a qualidade de vida das nossas gentes.
A solidariedade começa no dia em que as pessoas que estão necessitadas percebem e ficam felizes por saber que alguém está preocupado com elas. Ou seja, não começa no bem material em si. Só o saber que alguém se preocupa é tão ou mais importante que o dinheiro que vem.
N.O.- Fale-nos agora um bocadinho do Toy e do trabalho em carteira.
Toy – O disco Sou Português é um disco actual. Saiu um álbum das melhores baladas, chamado Toy Romântico. São quinze baladas desde 1998 até 2006 que eu tenho gravado e que têm ficado no meio dos discos. Eu sou um cantor de baladas. Gosto muito de cantar baladas e esse disco trás quinze baladas diferentes. Não sei se este ano, é possível, tenho que gravar um DVD ao vivo. Tenho neste momento uma banda de músicos fantástica que produzem um espectáculo muito bom.
N.O.- É esse espectáculo que vem a Ourém, no Verão?
Toy – É. São músicos, de facto, muito bons. Eu costumo dizer que este espectáculo sem mim é bom na mesma. Esse espectáculo deverá ser enriquecido com outros músicos para fazer uma coisa a nível de coliseu ou de Aula Magna. Penso que será este ano mas não tenho a certeza porque não estou com pressa. Penso que será um marco importante na minha carreira mas o importante será chegar a todo o lado às pessoas que gostam de mim e até àquelas que não gostam mas que possam vir a gostar por aquilo que eu faço no palco que é, acima de tudo, honesto, sincero e artístico porque eu prezo muito a arte.
N.O.- Até porque as suas canções normalmente são compostas, música e letra, por si.
Toy – Letra, música, produção de orquestra, tudo. Sou aquilo que se chama em Espanha o cantautor, termo que em Portugal não existe, que é o cantor que canta os seus próprios temas. Faço a produção, toco alguns instrumentos e faço produção para outros cantores também. Claro que penso que o mais importante é que nós os portugueses apreciemos aquilo que é nosso: a nossa gastronomia, a nossa cultura, o nosso artesanato, aquilo que é nosso e continuarmos a ter orgulho de chegar a qualquer ponto do mundo com a nossa identidade.
N.O.– Como classifica a sua música? Ela também vai beber na tradição?
Toy – Vai. Por isso o disco se chama Sou Português. E tive o cuidado de ter presente a guitarra portuguesa, um instrumento tipicamente português que não existe em mais parte nenhuma do mundo.
N.O.- Eu sei que não gosta mesmo nada quando rotulam de "pimba" a sua música…
Toy – Não há classificação pimba para coisa nenhuma. É um adjectivo muito actual como o bué, etc. Secalhar há música pimba como há Jornalismo pimba ou politica pimba, no sentido depreciativo do termo. O político que se preocupa mais com o bem próprio do que com o bem comum, para mim, é um político pimba. O cantor que se está completamente nas tintas para que a música tenha ou não qualidade, que tanto lhe faz ter uma guitarra portuguesa ou um teclado manhoso, que não está preocupado com coisa nenhuma senão com fazer espectáculos e ganhar 100 contos cada dia e sobreviver com isso, se calhar isso existe e é ser pimba. Agora, tenho muita pena que não haja uma pesquisa de fundo em relação à música que se faz em Portugal porque há música ligeira feita no fundamento e no sentido de educar as pessoas, de educar o seu ouvido, musicalmente e com o cuidado, ao mesmo tempo, de não assassinar a nossa riqueza musical.
N.O.- E a sua música é feita com essa preocupação?
Toy – Sim. A minha música tem acordeão, tem guitarra portuguesa, dois instrumentos identificativos da nossa tradição musical mas tem também os sons da actualidade. Eu faço parte de uma comunidade que é a portuguesa e tenho os instrumentos que lhe estão ligados mas faço parte de outra comunidade mais vasta e por isso não deixo de ter um bom sintetizador, uma boa bateria, uma boa caixa de precursão. Preocupo-me acima de tudo com a música. Acho que percebi o que era ser músico antes de perceber o que era ser português. Comecei a cantar com 5 anos. Acredito que a arte é uma coisa nata. Pode aperfeiçoar-se ao longo da vida, mas primeiro tem que se nascer com ela. Eu considero ter tido a sorte de ter nascido com este dom de ter um grande ouvido para a música e uma grande capacidade de criatividade em relação à música e o que tenho que fazer é aproveitar este dom para, conjuntamente com tudo o que vou aprendendo, tentar dignificar aquilo que é o meio ambiente da música portuguesa.

Alunos do CEF solidários com colega

Alunos e professores do ensino nocturno do Centro de Estudos de Fátima estão a levar a cabo uma campanha de solidariedade para com uma aluna daquele estabelecimento de ensino.
A aluna do ensino nocturno tem quatro filhos, menores que, em determinados momentos já estiveram nas salas de aula, a assistir tal como outros alunos. Ao que tudo indica, os colegas de turma ter-se-ão apercebido das dificuldades económicas pelas quais passa esta família e decidiram levar a cabo algumas iniciativas. A primeira das quais foi o levantamento da situação actual da habitação que está a ser construída, pelo pai da mulher com menos de 35 anos, e que por motivos de saúde não pode concluir.
Os alunos e professores do CEF irão posteriormente dinamizar um conjunto de iniciativas para angariar fundos para conclusão da obra. E apelam à população que possa contribuir com materiais de construção ou outros necessários a uma habitação que contactem um dos dois professores que compõem este grupo de solidariedade.
Actualmente a mulher e os quatro filhos vivem numa casa que não reúne condições, num concelho vizinho e, trabalha em Fátima. Frequenta o ensino nocturno no CEF tendo obtido a equivalência ao 12º ano. Os filhos têm idades compreendidas entre os 4 e os 12 anos, um dos quais frequenta este estabelecimento de ensino, no regime diurno.
Para mais informações e apoio a esta campanha de solidariedade, os interessados podem contactar o professor Manuel Neves através do telemóvel 919091867 ou o professor José Lourenço através do telemóvel 917339412.

Presidente da Conferência de São Vicente de Paulo em entrevista: Nove famílias apoiadas



Ajudar o próximo. É isto que move os confrades da Conferência de São Vicente de Paulo, há já 147 anos no país e há quatro décadas em Ourém.
De quinze em quinze dias, o Grupo da Conferência de São Vicente de Paulo de Ourém apoia nove famílias da paróquia. O valor deste apoio é de 15 euros, para cada família, seja em bens alimentares seja mesmo em dinheiro. No final do mês o apoio traduz-se em 30 euros, o que permite a famílias mais carenciadas da paróquia de Nossa Senhora da Piedade contarem com um pouco mais.
Esta verba "ajuda a suportar as despesas correntes", nomeadamente medicamentos, fraldas, entre outros bens necessários, explica Vítor Marques, presidente deste grupo desde há um mês. "É um contributo pequeno mas não temos um grande apoio para dar mais", salienta.
Diferentes famílias apoiadas
Quanto ao tipo de famílias que a Conferência de S. Vicente de Paulo apoia há diferentes tipos. Há famílias mais idosas mas há também "avós encarregues de tomar conta dos netos" que já não são crianças mas adolescentes". E há ainda outros casos de famílias novas. Quando chega algum pedido a um dos elementos da Conferência há um cuidado particular em averiguar a real situação das famílias envolvidas para que de facto seja apoiado quem mais precisa.
A equipa que tomou recentemente posse deseja efectuar um levantamento rigoroso e exaustivo das situações de pobreza existentes. Mas – salvaguarda o presidente – "não nos queremos substituir à segurança social, às autoridades".
Levantamento
da realidade
No mandato de quatro anos que a equipa agora inicia, é intenção deste responsável efectuar um levantamento, na paróquia dos casos que necessitam de apoio da Conferência de São Vicente de Paulo.
Para apoiar estas famílias, a Conferência beneficia de apoios de algumas entidades, da quotização dos sócios e do apoio dos confrades e outros beneméritos. Mas, para poder apoiar mais, Vítor Marques tem já algumas ideias – que vai colocar em prática - para angariar fundos.
Daqui a quatro anos, quando terminar o mandato Vítor Marques gostaria que a Conferência de São Vicente de Paulo fosse mais conhecida do público, ter mais famílias apoiadas e que menos famílias necessitassem.
Além do apoio monetários os vicentinos são solidários com o seu próximo. Numa simples visita a doentes, a idosos, praticam os ensinamentos do beato Ozanam. "É um movimento de cristãos leigos que dá um pouco de nós sem pedir nada em troca"explica o presidente.
Festa do doente
e do idoso
Uma das iniciativas que se realiza já em Maio, promovida por esta equipa é a festa do doente e do idoso, no dia 7.
O encontro será um motivo para convívio com os doentes e idosos da paróquia, depois da eucaristia que será celebrada especialmente para eles. A direcção espera ainda ter um convívio animado com música.
Para angariar fundos, esta equipa tem já iniciativas pensadas. "As coisas estão a fermentar. Têm de ser bem planeadas, planificadas", salienta Vítor Marques. Uma destas será o cabaz de Natal, com a recolha de bens alimentares às portas dos supermercados de Ourém. "Para fazer face a estas dificuldades vamos ter que ser originais".
Actualmente, além do apoio anual da Câmara Municipal e da Junta de Freguesia de Nossa Senhora da Piedade, a Conferência apoia os mais carenciados com a ajuda das quotizações dos 70 associados, de alguns beneméritos, dos confrades e da própria Paróquia.
Equipa:
Presidente:
Vítor Marques
Vice-presidente:
Armando Gonçalves
Tesoureiro:
Carlos Vareta
Secretário:
Paulo Sousa

“A Odisseia na Lixolândia”



Sensibilizar e educar as populações mais jovens com vista à preservação do meio ambiente é o objectivo da Lixoteca Itinerante (Unidade Móvel de Formação e Sensibilização Ambiental), que visitará, a partir do dia 6 de Março, as escolas do 1º ciclo do Município de Ourém.
A Lixolândia é a terceira Lixoteca Itinerante desenvolvida pelo Grupo Suma (do qual faz parte a STL – Sociedade de Transportes e Limpezas, Lda) inserida num projecto que converte viaturas de transporte colectivo em unidades móveis de Sensibilização Ambiental.
No interior da viatura é materializada a Lixolândia – terra da Alegria, uma das mascotes do projecto, para gerir aprendizagens importantes sobre como ser um produtor de resíduos consciente dos deveres e direitos enquanto cidadão.
Nela apresentam-se espaços coloridos e recheados de variadíssimas actividades de exploração sensorial e multimédia, que conciliam o ensinamento dos correctos comportamentos ambientais com o intenso recurso ao mundo imaginário, tão apelativo para os escalões etários mais jovens.
O Coreto do Bom Ambiente, a Zona da Cidadania e o Beco da Sabedoria são designações de alguns desses nichos de aprendizagem onde se recorre à teatralização com fantoches, aos jogos multimédia e a actividades gráficas para reforçar questões como a triagem, o acondicionamento e a deposição, mas que integram igualmente noções de rotinas de cidadania e de pró-actividade; princípios de uma participação positiva na construção cívica do país.
Programa:
- Dias 6 e 7 de Março - Escola EB1 de Ourém nº1
- Dia 8 de Março - Pavilhão Desportivo da Freixianda
- Dias 9 e 10 de Março - Piscinas de Caxarias
- Dia 13 de Março - Escola EB1 de Lomba d’Égua (Fátima)
- Dia 14 de Março - Escola EB1 de Cova de Iria (Fátima)
- Dia 15 de Março - Igreja de Fátima (velha)
- Dia 16 de Março - Junta de Freguesia de Atouguia
- Dia 17 de Março - Escola EB1 de Lagoa do Furadouro
- Dias 20 e 21 de Março - Junta de Freguesia do Olival.

III Festival de Música de Ourém



O III Festival de Musica de Ourém 2006 irá acontecer neste mês de Março, sob a organização do Conservatório de Música de Ourém. A decorrer no terceiro ano consecutivo, este festival pretende presentear o público com uma diversidade de estilos musicais, contando com a participação de destacados músicos, sendo já um evento de marca do concelho de Ourém. O arranque do festival está marcado para o próximo sábado (11 de Março), pelas 21horas, no Pequeno auditório do Conservatório de Música de Ourém, com um concerto de Canto e Harpa, pelo cantor António Salgado. Trata-se de um dos melhores baixos-barítenos do meio musical português. A sua carreira como cantor paralelamente nas áreas do Lied, da Oratória e da Ópera na qual constam do seu currículo alguns dos papéis mais relevantes para baixo-barítono. Tem sido chamado a actuar em Portugal, Espanha, França, Itália, Áustria, Alemanha, Noruega, Inglaterra e Brasil. Também é regularmente chamado a leccionar cursos de canto em Portugal, Espanha, Itália, Inglaterra, Brasil e Áustria. Paralelamente à sua carreira de solista, é Professor de Estudos Vocais - Canto - no Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro, desde 1993.
Este será o primeiro de quatro concertos que se realizam até 31 de Março, com a seguinte calendarização:
- 17 de Março, Agrupamento de Música de Câmara da ESART, pelas 21horas, no Pequeno auditório do Conservatório;
- 25 de Março, Orquestra de Cordas Os Violinhos, pelas 18horas, no Cine-teatro Municipal de Ourém;
- 31 de Março, Recital de Guitarra por Dejan Ivanovich, pelas 21horas, no Pequeno Auditório do Conservatório de Música de Ourém.
Os bilhetes para os concertos podem ser adquiridos na secretaria do Conservatório de Música de Ourém e têm um custo de 2 euros. Para mais informações contactar o Conservatório de Música de Ourém pelo telefone 249 545 008 ou através do e-mail conservatoriomo @sapo.pt

A Vida, o Homem e o Universo



"A Vida, o Homem e o Universo – ensaios crítico-analíticos" é o título de mais um livro acabado de editar, no Brasil, pelo nosso amigo e conterrâneo José Verdasca. Na contra-capa de um exemplar que José Verdasca teve a gentileza de nos enviar, transcrevemos a crítica feita à obra por Nilton Barbosa Lima (do Parlamento Mundial para a Segurança e Paz):
"Fruto de séria e profunda investigação, serena e intuitiva meditação e objectiva e honesta reflexão, através das quais o autor tentou dissecar os segredos da alma humana, descortinar os domínios secretos da Vida e do Homem e penetrar os mistérios do Universo, esta obra aborda os problemas do Espírito à luz do misticismo de Profetas, Filósofos, Sábios e os até agora ignorados eléctrons espirituais, revelados pelos maiores físicos subatómicos da actualidade, muitos dos quais se vêm identificando com os místicos de antanho, como que a provar o ciclo vicioso que a tudo e a todos acompanha, talvez porque de forma esférica sejam o cérebro humano e o Globo terrestre, os astros e as estrelas, o átomo e as partículas subatómicas, e, quiçá, o próprio Universo.
Não sendo obra de natureza religiosa e muito menos de opinião, trata-se, isso sim, de um livro de índole reflexiva e expositiva, cujos objectivos primordiais visam informar o (a) leitor (a), e, sobretudo, levá-lo (a) a reflectir profundamente sobre os mistérios que ensombram a existência humana, os segredos que rodeiam a Essência ou a origem dos Espíritos e os enigmas que à Vida concernem e que aguçam a curiosidade intelectual dos homens superiores, desafiam a intuição humana e agridem as mais lúcidas inteligências, tornando-se fonte de constantes preocupações e indagações ao longo da nossa experiência, enquanto seres espirituais que realmente somos."

A Vida, o Homem e o Universo



"A Vida, o Homem e o Universo – ensaios crítico-analíticos" é o título de mais um livro acabado de editar, no Brasil, pelo nosso amigo e conterrâneo José Verdasca. Na contra-capa de um exemplar que José Verdasca teve a gentileza de nos enviar, transcrevemos a crítica feita à obra por Nilton Barbosa Lima (do Parlamento Mundial para a Segurança e Paz):
"Fruto de séria e profunda investigação, serena e intuitiva meditação e objectiva e honesta reflexão, através das quais o autor tentou dissecar os segredos da alma humana, descortinar os domínios secretos da Vida e do Homem e penetrar os mistérios do Universo, esta obra aborda os problemas do Espírito à luz do misticismo de Profetas, Filósofos, Sábios e os até agora ignorados eléctrons espirituais, revelados pelos maiores físicos subatómicos da actualidade, muitos dos quais se vêm identificando com os místicos de antanho, como que a provar o ciclo vicioso que a tudo e a todos acompanha, talvez porque de forma esférica sejam o cérebro humano e o Globo terrestre, os astros e as estrelas, o átomo e as partículas subatómicas, e, quiçá, o próprio Universo.
Não sendo obra de natureza religiosa e muito menos de opinião, trata-se, isso sim, de um livro de índole reflexiva e expositiva, cujos objectivos primordiais visam informar o (a) leitor (a), e, sobretudo, levá-lo (a) a reflectir profundamente sobre os mistérios que ensombram a existência humana, os segredos que rodeiam a Essência ou a origem dos Espíritos e os enigmas que à Vida concernem e que aguçam a curiosidade intelectual dos homens superiores, desafiam a intuição humana e agridem as mais lúcidas inteligências, tornando-se fonte de constantes preocupações e indagações ao longo da nossa experiência, enquanto seres espirituais que realmente somos."

Principezinho em cena até final de Julho


A peça "O Principezinho", apresentada no Festival de Teatro de Ourém – Cenourém será reposto, todos os sábados, a partir de Abril num dos Torreões do Castelo de Ourém". A peça estará em cena até ao mês de Julho, sendo anunciado brevemente o local de compra dos bilhetes. Esta foi a peça de teatro apresentada pelo Grupo de Teatro Apollo do Centro Cultural e Recreativo de Pêras Ruivas, nos dias 2 e 3 de Março, no Cine-Teatro de Ourém.
O Principezinho foi escrito e ilustrado por Antoine de Saint-Exupéry um ano antes de sua morte, em 1944. O livro começa com uma aventura vivida por um piloto no deserto do Saara depois de uma aterragem forçada que foi obrigado a fazer. Certa manhã, é acordado por um menino, o Principezinho, que lhe pede para lhe desenhar uma ovelha. "Preciso de uma ovelha. Desenhas-me uma ovelha?". É aí que começa o relato do Principezinho, um menino que deixou o pequeno planeta, onde vivia apenas com uma rosa vaidosa e orgulhosa. É por causa de estar zangado com a sua flor, que decide partir do seu planeta. Quando inicia a sua viagem, o Principezinho conhece várias personagens.
Tendo por base a história do livro, nesta adaptação, vemos um piloto que se encontra em pleno deserto, à beira da morte, devido à falta de água potável, e podemos até dizer, num estado de alucinação, e a um Principezinho que com as suas histórias, faz compreender ao Piloto que é necessário lutar pela vida. É neste aspecto que o Principezinho, surgue como a criança que o piloto tem dentro de si, mas que estava esquecida. O piloto assume o lado do desespero. O Principezinho, o lado optimista, o lado da força que assim o ajuda a conseguir sair da situação de tocar na morte.
É assim que, com este estratagema, o piloto através do Principezinho faz um percurso por algumas pessoas e situações que o fizeram dar mais valor à vida. A própria flor, que tanto preocupa o Principezinho, poderá ser muito bem, uma mulher, que o piloto deixou em terra.
A adaptação e encenação da peça é de Dora Conde. A produção é do grupo de teatro Apollo - Centro Cultural e Recreativo de Pêras Ruivas

Sessão Distrital do Jogo do Hemiciclo

Realiza-se no dia 10 de Março, pelas 13h30, no Salão Nobre do Governo Civil de Santarém a Sessão Plenária Distrital do Jogo do Hemiciclo, na qual vão participar 16 Escolas do Distrito.
Esta será a 8ª Edição do Hemiciclo - Jogo da Cidadania, cujo tema este ano é ""Juventude e Desporto Promover e Criar Hábitos de Vida Saudáveis".
Concurso Jovens Criadores 2006
Trata-se de uma acção conjunta da Secretaria de Estado da Juventude e do Desporto, do Instituto Português da Juventude e do Clube Português de Artes e Ideias, que pretende:promover a generalização de oportunidades de acesso dos artistas em início de carreira a um sistema regular de divulgação da criatividade em diversos domínios;
dar a conhecer novos valores da cultura portuguesa.
Para aceder ao regulamento do concurso deste ano consulte:
http://recursos.juventude.gov.pt/regulamento_JC06_pdf.pdf.

Cáritas angaria fundos

De 16 a 19 de Março, equipas da Caritas diocesana de Leiria vão estar nas ruas a recolher fundos. "Mais do que um peditório, a Cáritas deseja que a acção que promove no espaço público nos próximos dias, seja entendida como proposta de partilha do que sobra ou, porventura fará alguma falta, para que a outros não faltem as condições mínimas por que se exprime a mesma dignidade", adianta o presidente, Carlos Jorge.
O presidente da Cáritas diocesana de Leiria salienta também que "descentrar-se de si mesmo, seja pela abertura do porta moedas, seja pelo trabalho voluntário, pela visita desinteressada ou por outras múltiplas formas de participação, exprime o mesmo compromisso activo de participação solidária, que fortalece os vínculos da solidariedade e constitui alicerce firme de uma convivência fraterna e pacífica".
A Cáritas ganha maior visibilidade por ocasião das grandes catástrofes, como nos fogos do último verão, com a ajuda efectiva que levou às populações. As 15 casas já entregues ou em construção, só na área da diocese, "são apenas a expressão mais visível da ajuda da Cáritas e, com ela, de milhares de portugueses".
Dia nacional da Cáritas
"Água fonte de vida, património da humanidade" é o tema deste ano do Dia Nacional da Cáritas, a 19 de Março.As celebrações que assinalam este dia realizam-se este ano, em Carnide, Leiria.
A celebração solene da eucaristia às 11h, a inauguração de uma exposição fotográfica alusiva ao esforço de ajuda às vítimas dos fogos, nomeadamente a entrega de casas, e um tempo de convívio e animação, são os actos mais significativos do programa.

VII Semana das Profissões

O Colégio do Sagrado de Maria – Fátima, está a realizar a VII Semana de Profissões de 6 a 10 de Março. Esta tem como objectivo proporcionar aos alunos o contacto com os diversos profissionais, assim como o esclarecimento de dúvidas em relação às suas profissões de interesse. A Semana das Profissões encontra-se inserida no Programa de Orientação Escolar e Profissional e destina-se aos alunos do 9º ano de escolaridade.
Cada profissional terá um momento para fazer uma pequena exposição sobre as condições de acesso ao curso ou actividade; as instituições a que podem recorrer para tirar o curso ou para se prepararem para a exercer a actividade, os conteúdos do curso; as saídas profissionais; o quotidiano e o seu percurso profissional.
Esta semana conta com a presença de vinte e três profissionais, nomeadamente uma médica, um fotógrafo, um biólogo, um electricista, um economista, engenheiros, uma terapeuta da fala, um arquitecto, entre muitos outros.

Quatro milhões e cem mil peregrinos em 2005

4 107 388 peregrinos estiveram no Santuário de Fátima, em 2005. Os números foram divulgados pelo director do Serviço de Peregrinos (SEPE), padre Virgílio Antunes durante o XXVIII Encontro de hoteleiros e responsáveis de casas religiosas que acolhem peregrinos que decorreu em Fátima, a 23 de Fevereiro. Comparativamente com 2004, acorreram a este Santuário mais 366 966 peregrinos.
Estes números reflectem os grupos de peregrinações inscritos neste Serviço do Santuário de Fátima tendo sido contabilizados os fiéis que participaram nas missas oficiais e nas missas particulares.
"Não há decréscimo", afirmou o director do SEPE durante a apresentação dos números assinalando que neste caso, "Fátima não faz propaganda, acolhe".
Participaram nas eucaristias oficiais 3 415 079 pessoas, em 2 544 missas. Comparativamente com 2004, celebraram-se menos quatro eucaristias mas estiveram presentes mais 306 942 fiéis. Nas 3 938 missas particulares participaram 692 309 peregrinos. Comparativamente com o ano anterior, 2004, registaram-se menos 38 celebrações particulares mas estas foram participadas por mais 60 024 pessoas.
De fora destes números ficam as outras celebrações oficiais: Rosário, procissões e via-sacra. As outras celebrações foram 5712 e o número de participantes 3 712 091. Nesta estatística, comparativamente com 2004 realizaram-se mais 70 celebrações e houve um aumento de 1 387 709. Registaram-se 2 644 149 peregrinos em 1 382 celebrações oficiais e 375 633 peregrinos em 392 celebrações particulares. Reconciliaram-se no Santuário 187 122 pessoas dos quais 32 561 estrangeiros.
Quanto às nacionalidades dos peregrinos que, no último ano, visitaram Fátima, 285 345 pessoas são estrangeiros vindos em maior número de Espanha (30 327), Itália (28 509), EUA (7 056), Irlanda (6 433), Polónia (6 053) e França (2 894).
Em 2005, 391 248 pessoas, vindas de diferentes pontos do país estiveram em Fátima, incluídos em 1143 peregrinações organizadas.
Visitaram a exposição "Luz e paz" 63 366 visitantes (em 2004 foram 50 864) enquanto que a Casa-Museu de Aljustrel, ao lado da casa onde nasceu a Irmã Lúcia, recebeu a visita de mais de 26.500 peregrinos.
O número de autocarros estacionados nos parques do Santuário foi de 13 853 enquanto que noutros parques foi de 4 856. na peregrinação das crianças 833 autocarros ficaram estacionados em Fátima.

02 março 2006

O estado do vinho




O presidente da VitOurém, Luís Sousa, fala-nos da quantidade e qualidade da produção vinícola deste ano e da importância do reconhecimento do vinho de Ourém


Notícias de Ourém - Este foi um bom ano vinícola, em termos de quantidade e de qualidade?
Luís Sousa -
A qualidade é, seguramente, o factor mais importante para o sucesso dos vitivinicultores. Este ano há vinhos de qualidade elevada e outros aquém do desejado.
Tal como em anos anteriores, este ano há produtores com quantidade insuficiente para satisfazer as necessidades dos seus clientes, outros com dificuldade em escoar toda a sua produção.
Não tanto pela satisfação de quem atingiu os objectivos, mas sobretudo pela necessidade de melhorar sentida por outros, este foi um bom ano vinícola.
N.O.- Em que pé se encontra o processo de denominação de Vinho Medieval?
L.S.-
Fazendo justiça às características vitivinícolas, únicas e exclusivas da região de Ourém, com mais de 800 anos (originárias dos monges de Cister no século XII ), foi oficialmente reconhecido (portaria nº167/2005 de 11de Fevereiro) este património, reforçando assim sua perpetuação e o seu valor histórico e cultural.
O carácter desta regulamentação, de garantir autenticidade, impulsiona a actividade vitivinícola, adicionando valor aos seus produtos e serviços. Aumenta a importância estratégica da vitivinicultura Oureense no desenvolvimento económico e sustentado da região, assente no potencial de valorização e promoção do Vinho Medieval de Ourém
N.O.- Esta alteração já se faz sentir junto dos produtores? Em que moldes?
L.S.-
O vinho Medieval de Ourém inserido na região encostas de Aire desfruta do estatuto máximo estabelecido por lei para os vinhos: Denominação de Origem Controlada (DOC). Deste modo está sujeito a um conjunto de normas e procedimentos, envolvendo várias entidades: Instituto da Vinha e do Vinho (I.V.V.), Comissão Vitivinícola Regional da Estremadura (C.V.R.E.) e a VitiOurém através de protocolo estabelecido com a C.V.R.E.
Os produtores, têm de cumprir as exigências para exercício da actividade em geral e as particularidades previstas na portaria 167/ 2005 de 11 de Fevereiro. Para os devidos efeitos a VitiOurém está à disposição de todos os interessados em produzir Vinho Medieval de Ourém.
N.O.- Há produtores que consideram ser ainda cedo para um evento desta natureza, alegando que o vinho ainda não está devidamente cozido. O que pensa disso a VitiOurém?
L.S.-
Eventos desta natureza são um contributo importante para a dinamização do sector, com um rumo claro inequívoco de objectivo estratégico, pelo que esta questão nem se coloca.

Resultado do concurso de vinhos

Branco - 2005
1º prémio - José R. Sousa (Ourém)
2º prémio - Fernando R. Santos (Seiça); Américo S. Pereira (Gondemaria); Joaquim R. Gonçalves (Ourém); Victor M. C. Patrício (Atouguia); António R. Lopes (Atouguia); Agroparreira, Lda (Seiça); Filipe G. Pereira-Herdeiros (Montalto)
3º prémio - Manuel P. Henriques (Lagarinho); José F. Faria (Alburitel) Filipe F. Silva (Matas)
Menções honrosas - António V. Pedro (Atouguia); Agroquinta de S. Gens (Ourém); Deolinda N. . Courela (Alburitel); Carlos P. Sousa (Favacal); Filipe G. Pereira-Herdeiros (Montalto); Alfredo A. Santos (Freixianda)

Tintos 2005
1º prémio - Américo V. Faria (Alburitel); Gualter A. Branco (Alqueidão); Adega Cooperativa de Ourém; António V. Pedro (Atouguia); José R. Sousa (Ourém); Manuel S. Reis; (Atouguia); M. Amélia M. Silva (Ourém); Luís A. Ferreira (Matas)
2º prémio - Agroquinta de S. Gens(Ourém); Alfredo A. Santos (Freixianda); Américo V. Faria (Alburitel); Américo S. Pereira (Gondemaria); Sofacovit (Ourém); Filipe F. da Silva (Matas); Victor M. C. Patrício (Atouguia) José F. Faria (Alburitel); Adega Cooperativa de Ourém; Alfredo A. Santos (Freixianda); João Paulo O. H. Henriques (Lagarinho)
3º prémio - Américo V. Faria (Alburitel); M. Fátima S. Oliveira (Gondemaria); Victor M. C. Patrício (Atouguia); Manuel R. Domingos (Matas)
Menção honrosa - Cecília M. Oliveira (Soutaria)

Palhetes 2005
1º prémio - Joaquim Gil (Atouguia); M. Eugénia S. Marques (Aldeia Nova); Fernando F. Faria (Seiça); Manuel N. Jorge (Urqueira); Manuel P. Henriques (Lagarinho)
2º prémio - Adriano S. D. Marques (Aldeia Nova); João Paulo O. H. Henriques; (Lagarinho); Adriano S. D. Marques (Aldeia Nova); Manuel P. Henriques; (Lagarinho); Fernando R. Santos (Seiça); José F. Faria (Alburitel); António C. Ribeiro (Gondemaria); José R. J. Silva (Urqueira); Filipe G. Pereira-Herdeiros (Montalto); José O. Gil (Atouguia); Agroparreira, Lda (Seiça); Carlos P. Sousa (Favacal); Américo S. Pereira (Gondemaria) António N. Pinto (Alqueidão); José O. Gil (Atouguia); José H. Pereira (Ourém); Fernando O. Vieira (Atouguia); M. Fátima S. Oliveira (Gondemaria); António O. Marques (Atouguia); Fernando R. Santos (Seiça); António O. Simões (Rio de Couros); Sofacovit (Ourém); Armando F. Ribeiro (Seiça); José L. F. Amaro (Atouguia); Manuel P. Henriques (Lagarinho)
3º prémio - Fernando S.s Alves (Ourém); Manuel P. Dias (Matas); Joaquim Gil (Atouguia); António O. Marques (Atouguia); Luís O. Simões (Caxarias); João Paulo O. H. Henriques (Lagarinho); Carlos P. Sousa (Favacal); Adega Cooperativa de Ourém; Joaquim R. Gonçalves (Ourém); Júlia D. A. P. Guerreiro (Olival); Manuel N. Jorge (Urqueira); Fernando O.Vieira (Atouguia); António C. Ribeiro (Gondemaria); David D. Castelão (Urqueira); Joaquim Gil (Atouguia); Deolinda N. Courela (Alburitel); Manuel E. Santos (Atouguia); Manuel P. Henriques (Lagarinho); Joaquim G. Vieira (Atouguia); Deolinda N. Courela (Alburitel); João Paulo O. H. Henriques (Lagarinho); M. Eugénia S. Marques (Aldeia Nova); Agostinho P. Gameiro (Matas); Francisco R. Mendes (Ourém); António N. Pinto (Alqueidão)
Mencões honrosas - Carlos P. Sousa (Favacal); Deolinda N. Courela (Alburitel); Victor M. C. Rodrigues (Aldeia Nova); Deolinda N. Courela (Alburitel); Joaquim R. Gonçalves (Ourém); António O. Simões (Rio de Couros); Fernando R. Santos (Seiça) Agroquinta de S. Gens (Ourém); António R. Lopes (Atouguia); Leopoldino R. Simões (Rio de Couros); João V. Rodrigues (Seiça); Deolinda J. Simões (Seiça); Victor M. C. Rodrigues (Aldeia Nova); António C. Ribeiro (Gondemaria); Victor M. C. Rodrigues (Aldeia Nova)

Tintos velhos
1º prémio - António V. Pedro (Atouguia); Adega Coop. Ourém 2º prémio - Agroquinta de S. Gens (Ourém); Adega Cooperativa de Ourém
3º prémio - Filipe G. Pereira-Herdeiros (Montalto)

O vinho é a grande aposta




Uma imponente casa do século XVII, cercada por vinha e floresta variada, às portas da cidade de Ourém, na Fonte Catarina, surge como um local fantástico que faz a ponte entre o passado guardado nas pedras e azulejos da casa mãe, e o presente, atrevíamo-nos mesmo a dizer, o futuro, num salão imenso, com capacidade para 800 pessoas sentadas, mas onde não falta o conforto e a tecnologia exigidos pelos tempos modernos.
A Quinta de S. Gens é um local quase idílico onde impera o bom gosto e o respeito pelo passado. Exemplo desse respeito é a sensibilidade que se nota ter existido na recuperação da casa senhorial, ou pelo menos na parte já recuperada uma vez que há a casa ainda não foi sujeita a recuperação na sua totalidade.
A visita começa logo à entrada. Atravessada a vinha, chegamos à entrada da casa. Entramos, primeiro, na sala de provas e na adega particular. É que as vinhas e o vinho são, sem dúvida, a grande aposta da quinta. Não admira pois que, nos eventos ali realizados, o vinho servido seja sempre o da casa. Até porque, como referem os proprietários, "é de grande qualidade" tendo já recebido vários prémios.
A produção de 2003 conta com dois vinhos DOC - Denominação de Origem Controlada: "Brasonada" branco e tinto e ainda o Regional tinto "Quinta Agrícola S. Gens" que é o mais utilizado nos eventos ali realizados.
A produção de 2004 mantém os DOC branco e tinto "Brasonada" e acrescenta o branco ao tinto regional "Quinta Agrícola S. Gens".
Quanto ao palhete, agora Medieval de Ourém, Paulo Rodrigues diz-nos que "sempre fizeram o pipo de palhete. A 1ª produção de Medieval é a deste ano.
A Quinta de São Gens vai estar presente na Festa do Vinho Novo de Ourém. Questionado sobre se os vinhos deste ano estão já prontos para ser consumidos, Paulo Rodrigues diz não saber como está, neste momento, o vinho, mas acredita que "já está bastante aceitável para ser provado".
Por isso esta é uma boa oportunidade para fazer a prova visto que os vinhos da Quinta de S. Gens ainda não estão a ser comercializados fora da mesma mas os produtores não têm pressa. Acreditam que o seu vinho, pela qualidade, deverá entrar no mercado devagar e com segurança. A melhor divulgação, acreditam que é feita através dos eventos que organizam, onde os vinhos são servidos.
A Quinta
É uma quinta brasonada, voltada para o enoturismo e para a organização de eventos, contando para o efeito com um grande salão, ao lado da casa principal, sendo que os utilizadores poderão usufruir também de parte da casa principal, se assim o desejarem. Esta dispõe de uma bonita capela, de salões de diferentes cores procurando adequar a cor aos, também diferentes, azulejos. Ao lado está a ser criado um quarto que será "o quarto dos noivos" quando ali se realizarem casamentos, para que estes possam, por exemplo, mudar de roupa.
Mas se a casa senhorial, já por si, merece ser visitada e admirada, os caminhos que a circundam vocacionam-na para o lazer e para a aventura. Por entre vinhas e/ou arvoredos, sente-se a natureza em todo o seu esplendor. Os mais pequenos não foram esquecidos estando-lhe dirigido um parque infantil, no meio das árvores. Ao lado um lago empedrado embeleza ainda mais aquele espaço.
Os preços? Não nos disseram. Mas garantem que são "simpáticos", na média do que acontece nas quintas. Aqui contudo, aos convivas fica reservado todo o espaço porque ali não se realiza mais que um evento por dia. Mais, garantem que este ano, os preços são ainda mais "simpáticos" por que estão a começar a implantar-se no mercado.
Mas nem só casamentos, baptizados ou festas ali podem decorrer. O imenso salão com um belo painel de fundo, paredes em vidro que permitem desfrutar do espaço envolvente, é um excelente espaço de congressos, como ainda não existia em Ourém.

GNR dá aula ambiental



A Patrícia tem nove anos e foi uma das agentes recrutadas pela Guarda Nacional Republicana-GNR para proteger o ambiente. Ela bem como o colega, fardados a rigor serviram de exemplo para as seis dezenas de alunos que assistiram à aula de educação ambiental, dada pelo Major Amado no Monumento Natural das Pegadas dos dinossáurios e apadrinhada pelos ministros da administração interna e da educação.
Patrícia, conjuntamente com os outros meninos aprendeu a cuidar da floresta, "a não poluir as águas, a reciclar, a não poluir os rios e a fechar as torneiras. É preferível tomar um banho de duche do que de banheira".
Esta aula de educação ambiental, com recurso a meios audiovisuais está a ser dada pelo Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente da GNR em todas as escolas. O ministro da administração interna, António Costa afirmou aos jornalistas que esta missão que se iniciou em 8o escolas, a 21 de Fevereiro e que se vai estender, até final do ano lectivo, a todas as escolas visa "contarmos com o apoio de todos os meninos e meninas do primeiro ciclo do ensino básico para ajudarem a GNR nesta sua missão de proteger a natureza e em particular a floresta".
António Costa referiu também que o Sepna está a fazer passar uma "mensagem fundamental" sob o lema "Portugal sem fogos". Esta campanha ambiental vai incidir sobre as medidas preventivas e as precauções a ter na floresta para evitar fogos.
" Todos vocês podem ajudar a GNR neste trabalho de protecção da natureza", disse António Costa aos mais pequenos, sensibilizando-os para os meses em que há maior risco de incêndios.
A ministra da educação, Maria João Rodrigues frisou a importância da iniciativa como forma de "alargar a sensibilidade dos alunos, dos jovens estudantes às questões mais vastas da cidadania que podem ser a da participação pública, política, a participação nas instituições, a defesa dos valores da igualdade, da liberdade". De futuro, esta iniciativa que se dirige apenas a escolas do primeiro ciclo deverá ser alargada a outros níveis de escolaridade.

Nome para a mascote
Durante o mês de Março, a Guarda Nacional Republicana recebe sugestões de nomes para a mascote do SEPNA.
As turmas devem sugerir os nomes enviando-os para a GNR. A turma vencedora recebe como prémio, uma visita à GNR e uma lembrança para a escola.
Linha Azul Ambiente 808 200 520
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Casos de Polícia

Dois indivíduos, de 24 e 22 anos foram detidos pela PSP de Fátima, a 23 de Fevereiro quando tentavam efectuar o pagamento de um café com uma nota de 50 euros, falsa.
Os dois irmãos viajavam no expresso de Lisboa ao Porto quando este fez uma paragem em Fátima. Nessa altura, pelas 17h30, dirigiram-se ao café, solicitaram uma bica e tentaram pagar com uma nota de 50 euros. A funcionária contactou a PSP de Fátima que fez deslocar ao local elementos da Investigação Criminal, à paisana tendo sido os suspeitos detidos. Na esquadra os agentes verificaram tratar-se de uma falsificação grosseira e encontraram oito fotocópias de notas de 50 euros, nos pertences dos dois irmãos. Depois de terem comparecido ao tribunal, foi-lhes decretada a obrigatoriedade de apresentação periódica na esquadra da área de residência, no Porto. Os indivíduos não tinham antecedentes neste tipo de crimes.
O subcomissário Paulo Faria, comandante da PSP de Fátima alerta as pessoas para estarem atentas a este tipo de situações e, em caso de desconfiança, contactarem a PSP. Refere ainda o comandante da esquadra de Fátima que há já alguns casos, semelhantes a este, a ocorrerem.
A PSP de Fátima deteve um indivíduo de nacionalidade ucraniana, 43 anos, por furto de bens alimentares do supermercado Pingo Doce. O indivíduo em causa tentou sair do estabelecimento comercial sem pagar os bens, tendo-os escondido por baixo da roupa. Os funcionários do supermercado aperceberam-se e contactaram a PSP que se deslocou ao local e deteve o homem.
Na esquadra, verificou-se que o indivíduo estava alcoolizado, teve um comportamento agressivo com os agentes tendo ficado detido. A PSP apurou ainda que o mesmo tem residência em Fátima mas que se encontra ilegal no país, segundo o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras(SEF).
Presente a tribunal, no dia seguinte, ficou em liberdade. Vai responder por fruto e por agressão de agentes. Ficou obrigado a comparecer no prazo de cinco dias na delegação do SEF.

Danças latinas

Hoje, 3 de Março, no Palheiro bar Alternativo, há danças latinas com professor de dança. A partir das 23h.
Amanhã, 4 de Março, haverá música ao vivo com os Bandalheira. Todos os sábados há "happy hour", ou seja sempre que tocar a sirene há imperial de borla. A música ao vivo começa pelas 23h30. O Palheiro bar abre às 22h.

Bodas de ouro da Folha de Olival

O jornal da paróquia de Olival "A Folha do Olival", concelho de Ourém está a comemorar as bodas de ouro. Para assinalar a data tem previsto iniciativas que decorrerão a 11 e 12 de Março de 2006. Nesta data será ainda efectuado o primeiro encontro de jovens universitários da freguesia de Olival com a participação na eucaristia.
Programa
Dia 11
21h: Actuação da tuna académica "Trovantina – E.S.T.G.L.", no Salão paroquial de Olival
Dia 12
14h30: Eucaristia presidida pelo bispo da diocese de Leiria-Fátima com os universitários trajados a rigor.
16h: Palestra sobre os 50 anos de existência do jornal "A Folha do Olival", por Acácio de Sousa, no Salão paroquial.
17h: Teatro: "Gota de mel", de Leone Chancerel, pelo grupo de teatro "Movimento pró-palco", no Salão paroquial.

Igreja da Santíssima Trindade inaugurada em Outubro de 2007

A igreja da Santíssima Trindade não será inaugurada em Maio de 2007, como inicialmente previsto mas só em Outubro do próximo ano. "Esperamos inaugurá-la durante o 90.º aniversário, será provavelmente a 13 de Outubro, no encerramento das comemorações dos 90 anos", afirmou o reitor do Santuário de Fátima, Luciano Guerra no final do habitual encontro anual de hoteleiros e responsáveis de casas de acolhimento de peregrinos.
Quanto aos trabalhos, o Santuário já adjudicou as 2.ª, 3.ª e 4.ª empreitadas da obra da Igreja da Santíssima Trindade, nomeadamente as empreitadas de "Acabamentos de Construção Civil", "AVAC" e "Electricidade e Acústica", com prazo de execução de um ano e meio. A segunda empreitada foi entregue à Somague. A terceira e a quarta foram adjudicadas à empresa Pinto e Cruz, Lda .
"Esperamos ter o túnel feito nessa altura, porque sem o túnel (na Avenida D. José Alves Correia da Silva) não se pode avançar", referiu o reitor. Actualmente a autarquia oureense já sensibilizou o governo mas ainda não obteve resposta positiva para o pedido de financiamento da requalificação da envolvente da nova igreja.
É ideia do Santuário, explicou o seu responsável, criar "uma unidade espacial no Santuário, desde a Basílica até ao Centro Pastoral (Paulo VI)," com "a proa na Basílica, a popa na Igreja da Santíssima Trindade e o corpo do barco no Recinto, onde Fátima atinge a sua plenitude".
O vice-presidente da Câmara, presente no encontro reafirmou a persistência da autarquia municipal sobre a questão, estando actualmente à espera da resposta do secretário de estado das Obras públicas para o pedido de financiamento da autarquia para a requalificação da avenida D. José Alves Correia da Silva. "Tenho esperança que tudo se resolva", finalizou.