Foi numa sala de conferências do Hotel Corinthia, em Santarém, praticamente esgotada de dirigentes desportivos que Rui Manhoso tomou posse da presidência da direcção da Associação de Futebol por mais quatro anos. A cerimónia decorreu na quinta-feira, dia 10, e contou com as presenças, entre outros, de Amândio Carvalho, vice-presidente da Associação Portuguesa de Futebol, Carlos Silva, da Associação Nacional de Treinadores, Árbitros e Associações de Leiria, Vila Real, Coimbra, Portalegre, Beja e Coimbra, David Catarino, presidente da Câmara Municipal de Ourém e Luís Guedes, Delegado do Instituto de Desporto.
De Tomar, destaque para as presenças, entre outros, de Manuel Graça, presidente do U. Tomar e António Costa Marques, da Escola de Futebol. Vítor Correia, antigo responsável do departamento de futebol do U. Tomar, também esteve presente para ser empossado do cargo de vogal do conselho de arbitragem, que será dirigido por Domingos Tarouco. Já Luís Boavida, que será suplente da direcção, foi um dos ausentes.
"Tal como em 1983, em que assinei o meu primeiro acto de posse, aqui estou hoje! Com novos sonhos, a mesma força, certamente com mais experiência para defender uma das minhas grandes paixões, o futebol amador no nosso distrito", começou por dizer Rui Manhoso no seu discurso. O dirigente destacou o trabalho de Ludgero Mendes, que abandonou o cargo de presidente da assembleia-geral para dar lugar ao antigo governador civil de Santarém, Mário Albuquerque, anunciando que lhe foi proposta a qualidade de sócio de mérito e também o cargo de presidente da comissão da futura sede social.
Rui Manhoso destacou ainda o facto da sua lista ter sido reforçada com novos elementos, dos quais espera "uma mentalidade ousada, reveladora de novas ideias e projectos", salientando, de seguida, a presença de Mário Albuquerque. Reconhecendo as dificuldades vividas pelo futebol amador, realçou o trabalho dos seus dirigentes e reiterou a importância de aproximar os clubes da Associação. "Esta é a casa dos clubes! É aqui que temos de encontrar soluções, mas é necessário que colaborem. Queremos que interajam e participem activamente no nosso quotidiano..."
"Vitória do futebol"
Na hora da despedida, Ludgero Mendes, presidente cessante da assembleia-geral da Associação de Futebol, mostrou-se feliz pelo balanço feito dos últimos 19 anos em que esteve à frente daquele órgão, manifestando, também, um voto de confiança a Rui Manhoso. Sobre a controvérsia do último processo eleitoral defendeu que "tudo resultou numa vitória do futebol distrital". "Há males que vêm por bem. Os clubes sentiram a necessidade de se congregarem no bem comum, isto é, o bem da Associação e do futebol". Crítico, Ludgero Mendes prosseguiu dizendo que "o futebol ganhou porque os clubes souberam defender o futebol. Alguns quiseram luzes da ribalta, mas os clubes responderam dizendo que queiram actores".
Aproximar os clubes da Associação de futebol é o principal objectivo desta direcção. A ideia foi defendida por Rui Manhoso e reiterada primeiro por Amândio Carvalho, da Federação Portuguesa de Futebol, e depois por Mário Albuquerque. O recém-eleito presidente da assembleia-geral defendeu que "a Associação tem de resultar da vontade dos clubes e tem de ser suficientemente forte para representar o futebol distrital". Para isso, acrescenta, "é preciso haver confiança neste projecto". Defensor da descentralização de reuniões "para conhecer melhor as realidades locais", Mário Albuquerque lembrou a necessidade de construir uma sede nova, para "promover debates de forma mais digna".
André Baptista,
jornalista d’"O Templário"
17 agosto 2006
Ourém a 8 de Setembro, no Festival de gastronomia
O dia dedicado ao concelho de Ourém, no Festival Regional de Gastronomia de Leiria ocorre a 08 de Setembro.
De 2 a 10 de Setembro, no Marachão, Leiria, "Sábios sabores", o lema desta edição, vão invadir a cidade do Lis e permitir a degustação de diversas iguarias.
São vários os restaurantes dos oito concelhos que compõem a Região de Turismo de Leiria-Fátima que apresentam o melhor da sua gastronomia, ao público.
O restaurante "Paço do Conde" propõe a degustação de "Bifinhos de pato" e " Medalhões de vitela". A Escola Profissional de Ourém, também presente no certame convida os visitantes a provarem "Massinhas de cherne" e "Galo caseiro com vinho tinto", como pratos principais.
Num espaço de eleição, aberto todos os dias entre as 18h e as 24h, tudo é cuidadosamente preparado. A animação chega sempre pelas 20h30 e todas as noites com propostas diferentes. Na noite de 8 de Setembro, a música fica a cargo de um saxofonista e acordeonista oureenses.
Destaque ainda para uma das novidades deste ano, a realização do Seminário "Certificação na Restauração" a ter lugar no dia 6 de Setembro, quarta-feira, pelas 16h30, na Sala de Conferências da RTL/F.
De 2 a 10 de Setembro, no Marachão, Leiria, "Sábios sabores", o lema desta edição, vão invadir a cidade do Lis e permitir a degustação de diversas iguarias.
São vários os restaurantes dos oito concelhos que compõem a Região de Turismo de Leiria-Fátima que apresentam o melhor da sua gastronomia, ao público.
O restaurante "Paço do Conde" propõe a degustação de "Bifinhos de pato" e " Medalhões de vitela". A Escola Profissional de Ourém, também presente no certame convida os visitantes a provarem "Massinhas de cherne" e "Galo caseiro com vinho tinto", como pratos principais.
Num espaço de eleição, aberto todos os dias entre as 18h e as 24h, tudo é cuidadosamente preparado. A animação chega sempre pelas 20h30 e todas as noites com propostas diferentes. Na noite de 8 de Setembro, a música fica a cargo de um saxofonista e acordeonista oureenses.
Destaque ainda para uma das novidades deste ano, a realização do Seminário "Certificação na Restauração" a ter lugar no dia 6 de Setembro, quarta-feira, pelas 16h30, na Sala de Conferências da RTL/F.
Obras do 1º Concurso de Arte do Rotary Club de Fátima em exposição
De 18 a 31 de Agosto, o Posto de Turismo de Fátima apresenta um conjunto de trabalhos presentes no 1º Concurso de Arte destinado aos estudantes do ensino secundário do concelho de Ourém, organizado pelo Rotary Club de Fátima.
Esta mostra, patente num espaço público de Fátima, complementa os objectivos do concurso que teve o intuito de incentivar o gosto pela arte junto da população estudantil. O resultado da venda das obras reverte a favor da Casa do Bom Samaritano de Fátima, uma instituição sem fins lucrativos. A exposição está patente ao público diariamente das 10h00 às 19h00.
Esta mostra, patente num espaço público de Fátima, complementa os objectivos do concurso que teve o intuito de incentivar o gosto pela arte junto da população estudantil. O resultado da venda das obras reverte a favor da Casa do Bom Samaritano de Fátima, uma instituição sem fins lucrativos. A exposição está patente ao público diariamente das 10h00 às 19h00.
Obras do Tocheiro inauguradas em Outubro
As obras do tocheiro serão inauguradas em Outubro de 2006. A data foi avançada pelo reitor do Santuário de Fátima, durante a conferência de imprensa de 12 de Agosto.
"Não queremos perturbar os peregrinos", explicou, apontando a inauguração para daqui a dois meses. "Em Agosto recebemos 25 por cento dos peregrinos anuais", salientou.
As obras no tocheiro visam "dar mais dignidade àquela devoção universal" disse monsenhor Luciano Guerra, referindo-se ao acto dos fiéis colocarem as velas a arder junto à Capelinha das Aparições.
Assim "já não temos a fumarada que tínhamos no recinto".O fumo é expelido pela pira, a 70 metros e fora do recinto do Santuário.
Para diminuir a "pressão de velas", o Santuário de Fátima optou por disponibilizar aos fiéis, velas eléctricas. São duas mil e funcionam à semelhança das já existentes, em muitas igrejas. "Não é uma chama real mas é uma luz" refere o reitor, assinalando que se mantém "a simbologia da luz e o aspecto de oferta".
"Não queremos perturbar os peregrinos", explicou, apontando a inauguração para daqui a dois meses. "Em Agosto recebemos 25 por cento dos peregrinos anuais", salientou.
As obras no tocheiro visam "dar mais dignidade àquela devoção universal" disse monsenhor Luciano Guerra, referindo-se ao acto dos fiéis colocarem as velas a arder junto à Capelinha das Aparições.
Assim "já não temos a fumarada que tínhamos no recinto".O fumo é expelido pela pira, a 70 metros e fora do recinto do Santuário.
Para diminuir a "pressão de velas", o Santuário de Fátima optou por disponibilizar aos fiéis, velas eléctricas. São duas mil e funcionam à semelhança das já existentes, em muitas igrejas. "Não é uma chama real mas é uma luz" refere o reitor, assinalando que se mantém "a simbologia da luz e o aspecto de oferta".
Nova igreja pronta em Setembro, inauguração em Outubro
As obras da nova igreja da Santíssima Trindade estão a decorrer a bom ritmo, afiança o reitor do Santuário de Fátima. Todas as empreitadas já foram adjudicadas.
"Vamos conseguir acabar a obra lá para Agosto/Setembro para poder inaugurar em Outubro", afirmou monsenhor Luciano Guerra. Mais do que a previsão é a "nossa esperança",referiu. A nova igreja deverá ser inaugurada a 13 de Outubro de 2007, por ocasião do encerramento do ciclo comemorativo dos 90 anos das Aparições.
O bispo da diocese de Leiria-Fátima deverá convidar o Papa a visitar Fátima nesta altura. Além dos 90 anos das Aparições de Nossa Senhora aos videntes comemora-se, em 2007, o centenário do nascimento da vidente Lúcia.
"Vamos conseguir acabar a obra lá para Agosto/Setembro para poder inaugurar em Outubro", afirmou monsenhor Luciano Guerra. Mais do que a previsão é a "nossa esperança",referiu. A nova igreja deverá ser inaugurada a 13 de Outubro de 2007, por ocasião do encerramento do ciclo comemorativo dos 90 anos das Aparições.
O bispo da diocese de Leiria-Fátima deverá convidar o Papa a visitar Fátima nesta altura. Além dos 90 anos das Aparições de Nossa Senhora aos videntes comemora-se, em 2007, o centenário do nascimento da vidente Lúcia.
Fatimae : espaço de cultura e centro comercial

O espaço Fatimae, aberto há um mês, ao público, pretende ser, sobretudo, um espaço cultural voltado para a população da freguesia e região e não apenas vocacionado para os visitantes de Fátima.
Desfiles de moda, exposições, música, teatro, actividades desportivas, conferências, a oferta é variada e promete animar as noites de quarta-feira e ao fim-de-semana. Além disso, o Fatimae disponibiliza um auditório com capacidade para 80 pessoas e um outro também para divulgação, e realização de eventos com capacidade para 250 pessoas.
A ligação à sociedade civil é uma das grandes preocupações deste espaço. Daí que instituições como o CRIF – Centro de Recuperação Infantil de Fátima tenham ali um espaço que possa ser visitado e que sirva também para angariar fundos. Outras IPSS, salienta António Ferreira, um dos responsáveis pelo espaço, têm as portas abertas a este local.
Aliás a organização do espaço pretende trabalhar futuramente em colaboração com a junta de freguesia, câmara municipal, entidades religiosas, escolas e hotéis. O objectivo é proporcionar uma agenda cultural diversificada.
Centro comercial
"O objectivo é manter movimento cá. É para as pessoas de cá, não só para funcionar em Julho e Agosto e, no dia 12 e 13 de Maio". Um mês depois da abertura "há muitas pessoas que vêm aqui quase todos os dias".
Além do espaço cultural, o Fatimae é também um centro comercial. 64 lojas distribuídas por três pisos, além de um piso de escritórios, para serviços.
Há ainda lojas por abrir, que deverão estar abertas até final de Setembro: cafés, pastelarias, restaurante com esplanada, churrasqqueira, loja de jornais e revistas, ourivesaria, pedras preciosas, roupas… haverá ainda posto de internet e um espaço virtual e de jogos em rede.
Uma das mais valias - salienta António Ferreira – é o espaço ser aberto e ter muita luz, permitindo às pessoas percorrer os dois mil metros quadrados sem a sensação de estar fechado. O elevador panorâmico permite ao visitante estar no espaço, observando as lojas nos diferentes pisos e olhar para o exterior. No interior há 130 lugares de estacionamento, além das mais de duas dezenas de lugares, no exterior.
Inauguração em Dezembro
O espaço Fatimae será inaugurado na primeira quinzena de Dezembro. Está previsto um espectáculo, na abertura, também com música.
Até final de Setembro, a página na net, em www.fatimae.com deverá estar disponível com a agenda de eventos e a divulgação do mesmo espaço.
Próximas iniciativas
Do programa para este mês consta a 20 de Agosto, domingo, uma sessão de fados e música popular portuguesa. Sara Raquel e Manelito dão voz a cantar o fado, acompanhados por Carlos Velez e do próprio Manelito à guitarra. A partir das 22h, no piso -1.
No mesmo palco, a 22 de Agosto, a Sociedade Filarmónica Ouriense dará um concerto musical enquanto que, no dia seguinte, 23 de Agosto é tempo de "contos de fados". A 27 de Agosto, o Rancho Folclórico dos Moleiros da Ribeira encerrará os concertos musicais do mês.
Até final do mês está patente uma exposição venda de trabalhos do Centro de recuperação infantil de Fátima, bem como uma exposição fotográfica, de Paulo Penicheiro e uma outra de automóveis antigos.
Até 27 de Agosto estará ainda patente uma mostra de trabalhos e workshop de registos.
Lançamentos
Uma feira da gastronomia, já em Setembro, com mostra de pratos locais e regionais. O objectivo é tornar esta primeira iniciativa, no futuro, uma mostra gastronómica a nível nacional e internacional.
O lançamento de um CD e a apresentação de livros fazem parte dos projectos futuros para este espaço, com iniciativas marcadas, também, para Setembro.
10 agosto 2006
Missionário de Paz em tempos de guerras

Padre Jesuíta, Manuel Ferreira passou a maior parte da sua vida como missionário, em Moçambique, e em ambiente de guerra. Excelente comunicador, conta-nos as suas vivências e diz ser um «homem feliz e muito realizado». Em Moçambique vai continuar «enquanto puder trabalhar e não der trabalho». Com uma forma peculiar de olhar o mundo que o rodeia diz que para o homem mais pacífico fazer uma guerra basta colocar-lhe «armas na mão e um pouco de ódio no coração».
O padre Manuel Ferreira é natural da Ribeira do Fárrio. Com 76 anos recorda para o NO uma vida passada, na maior parte do tempo, em clima de guerra. Mas não é um homem amargo, pelo contrário. De formação humanística, com especial amor pelas artes e literatura, aprendeu a ler os homens e os seus corações em África que considera a sua casa.
Na nossa longa conversa, o padre Manuel Ferreira começou por nos contar a forma como foi parar a Moçambique. Diz que estava a estudar filosofia em Milão quando foi desafiado por um colega a ir para o México. Era jovem e a ideia agradou-lhe, pelo que a apresentou aos seus superiores que não gostaram tanto e entenderam que, como as suas missões necessitavam de gente, ele deveria ir antes para uma delas. E foi para Moçambique.
«Não fui para o seminário diocesano porque os meus pais eram pobres. Fui para os Jesuítas porque era mais barato»
Mas a verdade é que quando optou pela Ordem Jesuíta não foi a pensar em ser missionário. «Eu queria ser Jesuíta porque queria ser padre e queria sê-lo de determinado modo», afirma. «Também podia ter sido Franciscano ou padre diocesano». Mas «não fui para o seminário diocesano porque os meus pais eram pobres. Fui para os Jesuítas porque era mais barato». E, passados cinco anos, «comecei a emigrar». Primeiro dentro do país foi parar ao norte, a Macieira de Cambra, quando tinha apenas 11 anos. Aí passou cinco, num seminário menor. Aos 17, «faz agora 50 anos, decidi seguir a vida Jesuíta. Fui para Soutelo, onde passei mais cinco anos e, ao fim desse tempo, mandaram-me estudar filosofia em Itália. Os meus superiores tinham-me destinado uma formação na área das Letras e previam uma passagem pela Universidade de Coimbra». Mas eis que «surge a tal vocação missionária, na altura de forma um pouco pueril a exprimir-se para a América Latinadevido ao tal amigo».
Em Moçambique
no início da
guerra colonial
Mas acaba por ir para Moçambique em 1964. «Tinha a guerra colonial começado dois meses antes». Mas esta desenvolvia-se no norte do país sendo pouco sentida no centro, para onde foi. ERntretanto volta a ir estudar para Roma e regressa a Moçambique em Fevereiro de 1974. «Quando cheguei a guerra estava no auge e o ambiente já não tinha nada a ver com o que tinha deixado». É que, naqueles oito anos, a guerra tinha-se estendido a todo o país e vivia-se «um ambiente muito mau, de muito ódio, de muita desconfiança».
Vigiado pela PIDE
E eis que surge a primeira história: «porque o evangelho, naquele domingo, se prestava a isso, eu disse na homília que nós homens, em todo o mundo, estávamos demasiado armados uns contra os outros e que precisávamos de desarmar o nosso coração. Bastou isso para que, no dia seguinte, me viesse o administrador avisar que a PIDE-DGS já tinha o meu nome e já sabia o que eu tinha dito na missa e que, daí para a frente, ficaria com a PIDE sempre a vigiar-me. Gerou-se logo uma grande confusão. Correu pela Beira que tinha chegado um padre que vinha com manias revolucionárias e que não era claro que defendesse Moçambique como território português».
«Eu não tinha dúvidas que
aquele povo tinha direito à sua autodeterminação»
E hoje, o padre Manuel Ferreira confessa que até havia verdade no boato. É que «de facto, eu não era por Moçambique continuar a ser Portugal. Sempre considerei a necessidade da independência. A forma como isso aconteceu é que já é discutível. Mas eu não tinha dúvidas que aquele povo tinha direito à sua autodeterminação».
Por isso, é natural que sentisse desconfiança à sua volta. «A Beira era, e ainda é, a cidade de Moçambique mais progressista. Havia aí três tipos de pessoas. Os negros que contavam pouco porque se manifestavam pouco; os brancos favoráveis à guerra e à luta pela manutenção da situação colonial e os brancos favoráveis à independência. Isto gerava muita desconfiança. Mais do que dos negros, entre os próprios brancos.
Padre,
mestre noviciado e professor
Manuel Ferreira acabara de se formar em Teologia e deveria ir ensinar teologia no seminário maior no então Lourenço Marques, hoje Maputo. Ia formar padres negros mas, ao contrário do previsto, foi enviado para São Benedito de Manga, onde estavam os padres brancos que haviam sido expulsos pelo governo português por defenderem a autodeterminação. Aí, os Jesuítas fundam o noviciado. Manuel Ferreira tinha agora 35 anos e ao mesmo tempo que era mestre noviço ensinava francês e português a crianças das 5ª e 6ª classes. Em 1978 regressa à Beira e fixa-se em Matacuane onde ainda hoje está e desenvolve o seu trabalho, mantendo sempre forte ligação com os jovens, quer como professor, quer através da pastoral da Juventude. Ao mesmo tempo convive de perto com a sociedade cultural moçambicana, sobretudo com escritores.
Diz que durante as fases mais conturbadas da vida e das guerras naquele país, nunca sentiu qualquer tipo de represálias por parte dos naturais.
Com o povo na celebração da independência
Conta como viveu o dia da proclamação da independência:
«Na noite de 24 para 25 de Junho, quando foi proclamada a independência, eu estava sozinho com um irmão Jesuíta, em casa, sem sabermos se ali devíamos permanecer ou ir ao campo de futebol do Ferroviário da Manga, para onde o povo estava convidado a fim de assistir à proclamação. Sabíamos que se fôssemos corríamos riscos. Mas arriscamos. E quando chegamos, não éramos os únicos. Via-se um branco aqui e ali no meio da multidão negra, mas que não temiam aquele povo porque o conheciam e ele também nos conhecia. O estádio estava à cunha e na hora em que baixou a bandeira portuguesa e subiu a Moçambicana, foi uma loucura. Nessa altura tememos alguma reacção surgida de más memórias do colonialismo. Havia ali gente que tinha sofrido muito e podia vingar-se. Mas não. Naquela hora, as pessoas choravam e abraçavam-nos como seus amigos, como seus aliados».
Mas nessa altura ninguém acreditava que uma outra guerra iria começar, segundo o padre Manuel, muito mais violenta e fratricida. «Mas começou e durou quase 16 anos». Uma guerra de guerrilha que «começou pequena mas alastrou e os anos 80, foram anos terríveis de massacres e sofrimento».
«Desde o princípio sou bastante Frelimista»
Manuel Ferreira confirma que «desde o princípio sou bastante Frelimista, apesar de ter sofrido porque eles tinham um regime comunista muito forte». Mas na verdade, afirma, «foram muito menos cruéis que a Renamo. A Renamo matava, torturava, tirava as crianças do colo da mãe e pilava-as, mutilava as pessoas: cortavam os seios às senhoras, cortavam os lábios às pessoas e diziam-lhes "agora ri-te…". O bicho humano é assim. Progride em tudo e também na crueldade. Inventavam sempre maneiras novas de fazer sofrer. Quando desconfiavam que em determinada zona a Frelimo não fazia mal, entendiam que era porque o povo era pela Frelimo e chacinavam-no». Por isso o padre Manuel diz que passou, nesta altura, os piores anos da sua vida. «Nós não tínhamos nada. Passei fome. Mas passávamos todos. Não havia ricos nem pobres. A cidade da Beira é a cidade da Renamo e esta, para além de estar fortemente armada, fazia muitas sabotagens. Vivíamos constantemente à luz da vela e os alimentos não se conservavam por falta de energia para os frigoríficos».
Mas nem mesmo nesta época Manuel Ferreira sentiu correr perigo de vida. Diz que isso tem a ver com o temperamento, com a maneira de ser. Outros no seu lugar talvez considerassem ter corrido perigo mas ele afirma nunca o ter sentido. Ri-se ao recordar o único momento em que sentiu algum desrespeito. Viajava de comboio para um retiro com os seus noviços e «num local que era considerado o mais anti-português» um miúdo que vendia pacotinhos de amendoins, na estação, aos viajantes, disse-lhes qualquer coisa que não percebeu, quando se abeirou da janela «com um noviço de cada lado e eu perguntei ao do lado ‘ó joão, o que é que o miúdo disse? E ele respondeu, ‘disse assim: ó branco, vai-te embora para a tua terra’. Foi a única falta de respeito que senti. Mas como veio de um miúdo…». Até porque o padre Manuel garante que «o povo moçambicano é muito respeitador e muito pacífico. Até admira que tenham feito uma guerra. Mas foi porque eram armados pelo estrangeiro. Qualquer povo do mundo, por mais pacífico que seja, por natureza, se lhe põem armas na mão e um pouco de ódio no coração, temos guerra».
Enquanto houver força
Talvez devido a esse respeito de que fala, Manuel Ferreira quer continuar em Moçambique, «enquanto tiver forças para trabalhar e não der trabalho». Isto porque reconhece não haver lá, ainda, estruturas de apoio aos idosos e é usual então o regresso a Portugal. Mas Manuel Ferreira tem como exemplo o padre Albano. Também ele natural da Freixianda, tem 93 anos e faz, este ano, 63 de África». Veio para Portugal já velhinho mas chegou cá e sentiu que não estava a fazer nada e decidiu voltar para Moçambique para não morrer de tédio. E voltou. Está velhinho mas continua a trabalhar. E como lá somos pouco, qualquer trabalho nos dá a sensação de sermos úteis».
Religiões, seitas e ritos africanos
Quanto à convivência com outras religiões, o padre Manuel recorda haver dois tipos de religiões: as cristãs com as mais diversas denominações e as não cristãs. Para além destas há uma grande variedade de seitas e de ritos africanos. É a propósito destes últimos que conta uma história divertida. «Contou-me há dias um responsável da Caritas em Tete, que o administrador o convidou a percorrer a região para conhecer as religiões que por lá havia. Foram tomando contacto com estas, até que chegaram a uma que teve que ser proibida. Era a religião de Adão e Eva, onde os fiéis realizam ritos nocturnos, todos nus, em grandes orgias. Só proibiram essa».
Quanto ao diálogo inter religioso, Manuel Ferreira fala da naturalidade com que ele se faz em África. «Nas famílias há pessoas de diferentes religiões»», embora reconheça que este diálogo é mais difícil por exemplo, com os muçulmanos, visto tratar-se de uma religião, tal como a católica, transcendental e «uma pessoa que está numa religião transcendental, muito dificilmente muda». Considera os muçulmanos «muito bem organizados mas muito mais intransigentes». Porém, «em Moçambique, não há fundamentalismos». Os muçulmanos «querem levar uma vida tranquila e não têm propensão para guerras. Tenho muitos amigos e tive muitos alunos muçulmanos. Em Moçambique o único perigo advém do seu poder económico. Há lá muçulmanos muito ricos e se chegam ao poder podem tentar impor leis injustas para o povo».
A sida, o «jeito»
e a falta dele
Um dos grandes problemas, actualmente, em África, é a sida. Face a isso quisemos saber como age um padre católico. Segue as directrizes de Roma ou adapta-se à realidade? Quanto a isso, o padre Manuel é claro. «A igreja prega o ideal e por isso não pode defender o preservativo». Mais, no caso concreto de Moçambique, fazê-lo seria incitar ao desregramento». Recorda que aquele é um povo que vive de modo «muito natura» e «sem os redutores que nós temos». Por isso conta o que se passou com a forte campanha desenvolvida pelo Estado para o uso do preservativo. A única marca existente ali é o «Jeito» e o nome acabou por se generalizar o que torna muito complicado, diz divertido, utilizar esta palavra». Não podemos usá-la nas homílias. É que a campanha «está por todo o lado: "amor com jeito", "faça com jeito"… Ora, com a campanha, diz, o que aconteceu foi que «toda a gente começou a usar o "jeito" e espalharam "jeito" por toda a parte. Ou seja,, toda a gente começou a ter relações, mesmo quando elas não estavam previstas. Resultado, em vez de diminuir, a sida aumentou assustadoramente». É que «as pessoas criam hábitos e usam "jeito" mas há um dia que não há e vão lá mesmo sem "jeito".
«A igreja
não está no mundo para facilitar a vida»
Por isso o padre Manuel diz que não pode recomendar o "jeito", até porque a sociedade civil se encarrega disso. Por outro lado, fazê-lo seria estar a «facilitar a vida e a igreja não está no mundo para facilitar a vida. Está para dificultar. Porque a cruz, ninguém no-la tira». Por isso, defende que «o evangelho não é um código de regras. É um livro que nos convida ao heroísmo, ao impossível. Quando diz que basta que um homem olhe para uma mulher com desejo e mesmo que não vá para a cama com ela, já está a pecar e eu digo isso nas minhas aulas, é a gargalhada geral. Mas eu, se não me vigiar, também não consigo». Por isso, «o evangelho é um constante convite ao heroísmo».
Vespourém festeja segundo aniversário

O parque de merendas de Casal dos Bernardos foi o local escolhido para a família Vespourém festejar o segundo aniversário do vespa clube de Ourém, a 6 de Agosto.
A festa foi familiar. Uma centena de pessoas, entre os quais vespistas e respectivas famílias, aproveitaram o dia de domingo para um passeio de vespa até ao parque de merendas, onde as sombras proporcionaram um tempo de descanso e lazer, depois do piquenique à hora do almoço, com sardinhas e febras assadas.
Aumentar o convívio entre os sócios foi também o objectivo da direcção ao escolher este local. "Há mais contacto, mais convívio", refere um elemento da direcção do clube.
Aliás, já no aniversário anterior o grupo de vespistas acabou por reunir-se também num parque de merendas, ao ar livre, constituindo já uma tradição na história do clube.
Além disso, o parque dispõe de condições para a realização de convívios e iniciativas deste tipo. A Junta de Freguesia de Casal dos Bernardos, perante a indicação que o grupo vespista iria almoçar no local, colocou mais mesas de modo a proporcionar um melhor convívio.
Alguns sócios não puderam comparecer por incompatibilidades com férias e festas. A tarde foi ocupada com jogos tradicionais e algumas brincadeiras.
O grupo vespista terá uma participação especial na peça de teatro "Pegadas dos dragões" que o grupo de teatro "Fatias de cá" leva a cena nas Pegadas dos dinossáurios a15, 18, 19, 20, 25, 26 e 27 de Agosto. Em cada representação deverão participar dez vespistas.
Quanto a concentrações, a próxima em que o Vespourém participa é a de Góis, a 18, 19 e 20 de Agosto. Depois, em Setembro, participa na concentração do clube congénere, de Fátima.
Peregrinação dos migrantes dedicada aos ucranianos
Sinal dos novos tempos", é o tema da 34ª Semana das Migrações que decorre até 13 de Agosto. O tema foi inspirado na Mensagem de Bento XVI para a 92 Jornada Mundial do Migrante e Refugiado e Carta Pastoral dos bispos da Ucrânia aos seus imigrantes em Portugal: "Migrações: Sinal de Tempos Novos".
Habitualmente esta semana é dedicada aos emigrantes portugueses. Este ano, assume uma particular importância já que também é dedicada à comunidade ucraniana a residir em Portugal. Calcula-se que sejam 70 mil.
Trata-se de uma semana para "pensar e recordar todas as categorias de pessoas envolvidas na mobilidade, a celebrar na fé a dupla condição do nosso país – emigração e imigração – e, a "ousar a memória" de uma Igreja missionária que sempre acompanhou os seus "filhos" em diáspora pelo mundo e que carece de um renovado compromisso diante das urgentes necessidades das novas rotas da emigração portuguesa".
Esta semana iniciou-se com a peregrinação dos africanos, a 5 de Agosto e terá o ponto alto com a peregrinação de 12 e 13 de Agosto ao Santuário de Fátima. Será presidida por Dionisio Lachovicz, responsável da Igreja Greco-Católica pelas Comunidades Ucranianas no Exterior, coadjuvado pelo bispo António Vitalino, presidente da Comissão Episcopal da Mobilidade Humana.
O encerramento oficial desta semana de sensibilização, encontro e oração acontecerá no dia 13 de Agosto, com a Jornada de solidariedade das comunidades cristãs com a Pastoral da Mobilidade Humana que a Igreja desenvolve em favor dos em favor dos migrantes, marítimos, ciganos, deslocados, refugiados e irregulares. Além do ofertório nacional realizado em todas as paróquias, nesse domingo acontecerá ainda em Fátima, no auditório Paulo VI, uma Tarde de evangelização para a comunidade ucraniana, da responsabilidade da Capelania nacional dos ucranianos.
A visita pastoral que o prelado, Dionisio Lachovicz fará ao nosso país terminará uma celebração, dia 15 de Agosto – Solenidade da Assunção de Maria - para a comunidade católica ucraniana da área metropolitana de Lisboa.
Habitualmente esta semana é dedicada aos emigrantes portugueses. Este ano, assume uma particular importância já que também é dedicada à comunidade ucraniana a residir em Portugal. Calcula-se que sejam 70 mil.
Trata-se de uma semana para "pensar e recordar todas as categorias de pessoas envolvidas na mobilidade, a celebrar na fé a dupla condição do nosso país – emigração e imigração – e, a "ousar a memória" de uma Igreja missionária que sempre acompanhou os seus "filhos" em diáspora pelo mundo e que carece de um renovado compromisso diante das urgentes necessidades das novas rotas da emigração portuguesa".
Esta semana iniciou-se com a peregrinação dos africanos, a 5 de Agosto e terá o ponto alto com a peregrinação de 12 e 13 de Agosto ao Santuário de Fátima. Será presidida por Dionisio Lachovicz, responsável da Igreja Greco-Católica pelas Comunidades Ucranianas no Exterior, coadjuvado pelo bispo António Vitalino, presidente da Comissão Episcopal da Mobilidade Humana.
O encerramento oficial desta semana de sensibilização, encontro e oração acontecerá no dia 13 de Agosto, com a Jornada de solidariedade das comunidades cristãs com a Pastoral da Mobilidade Humana que a Igreja desenvolve em favor dos em favor dos migrantes, marítimos, ciganos, deslocados, refugiados e irregulares. Além do ofertório nacional realizado em todas as paróquias, nesse domingo acontecerá ainda em Fátima, no auditório Paulo VI, uma Tarde de evangelização para a comunidade ucraniana, da responsabilidade da Capelania nacional dos ucranianos.
A visita pastoral que o prelado, Dionisio Lachovicz fará ao nosso país terminará uma celebração, dia 15 de Agosto – Solenidade da Assunção de Maria - para a comunidade católica ucraniana da área metropolitana de Lisboa.
Mais quatro casas entregues
Mais quatro moradias são entregues, esta manhã de 11 de Agosto, às vítimas dos incêndios do Verão passado. é entregue uma casa a uma família da freguesia de Casal dos Bernardos e três a famílias da freguesia de Freixianda.
A cerimónia de entrega das chaves tem início às 10 hno lugar de Valongo (Casal dos Bernardos) continuando por Lagoa de Santa Catarina, Arneiro de Cima e Fonte Fria, da freguesia da Freixianda.
As quatro novas habitações fazem parte de um conjunto de oito que a parceria Cáritas e Câmara entenderam como prioritárias naquele concelho, para acudir às situações mais graves resultantes da destruição de habitações nos incêndios do ano passado. A primeira casa foi já entregue no dia 25 de Maio, esperando-se que as restantes possam sê-lo também a breve prazo.
Na área da diocese de Leiria-Fátima vão estar, assim, entregues 10 habitações, ficando ainda quatro nos concelhos de Ourém e Leiria a aguardar a conclusão dos trabalhos em curso, representando um investimento total superior a novecentos mil euros.
A construção das habitações resulta de um protocolo estabelecido entre a Cáritas e Câmara Municipal, cabendo a esta a elaboração de projectos e acompanhamento técnico, assumindo a Cáritas o pagamento total do custo das habitações. Neste "milagre" de reunião de tão avultados meios participaram muitas organizações da Igreja e também da sociedade civil; mas foi, sobretudo, a imensa solidariedade de milhares de portugueses que, aderindo às propostas da Cáritas, fizeram o milagre acontecer.
A cerimónia de entrega das chaves tem início às 10 hno lugar de Valongo (Casal dos Bernardos) continuando por Lagoa de Santa Catarina, Arneiro de Cima e Fonte Fria, da freguesia da Freixianda.
As quatro novas habitações fazem parte de um conjunto de oito que a parceria Cáritas e Câmara entenderam como prioritárias naquele concelho, para acudir às situações mais graves resultantes da destruição de habitações nos incêndios do ano passado. A primeira casa foi já entregue no dia 25 de Maio, esperando-se que as restantes possam sê-lo também a breve prazo.
Na área da diocese de Leiria-Fátima vão estar, assim, entregues 10 habitações, ficando ainda quatro nos concelhos de Ourém e Leiria a aguardar a conclusão dos trabalhos em curso, representando um investimento total superior a novecentos mil euros.
A construção das habitações resulta de um protocolo estabelecido entre a Cáritas e Câmara Municipal, cabendo a esta a elaboração de projectos e acompanhamento técnico, assumindo a Cáritas o pagamento total do custo das habitações. Neste "milagre" de reunião de tão avultados meios participaram muitas organizações da Igreja e também da sociedade civil; mas foi, sobretudo, a imensa solidariedade de milhares de portugueses que, aderindo às propostas da Cáritas, fizeram o milagre acontecer.
Imigração: do acolhimento à integração

O padre Sérgio Henriques é o responsável, a vários níveis pelas questões das migrações. É o Director do Secretariado Diocesano das Migrações e Turismo, mas é também o presidente da Amigrante – Associação de Apoio a Imigrantes. È sobretudo nesta última que se tem vindo a desenvolver uma maior acção já que, como refere o padre Sérgio, a Diocese, no que se refere às questões das relações, acções e actividades com imigrantes, está completamente diluída na Amigrante.
Esta associação, conta, surge para «dar resposta às necessidades e desafios que a partir dos anos de 2001/2, começaram a surgir na nossa Diocese e o Secretariado, automaticamente, diluiu-se com a sua criação».
Os sócios fundadores da associação são o Secretariado da Pastoral das Migrações, a Câmara de Leiria, a Caritas Diocesana, o Movimento de Educadores Católicos e a Acção Católica Independente.
Notícias de Ourém – Como sentiram a necessidade de criar a Amigrante?
Sérgio Henriques – Na festa de Natal de 2001 houve um encontro organizado pelo Secretariado das Migrações e o movimento de educadores católicos que sentiram, no meio da avalanche de emigrantes de Leste que estava a surgir, a necessidade de o promover, para sentir as suas necessidades.
Este primeiro encontro está completamente marcado em todos nós que lá estivemos.
Um começo
marcado pelo medo
Foi em Janeiro porque eles celebram o Natal oito dias depois de nós. Nesse Janeiro de 2001, o encontro estava programado para o salão de uma capela nos Marrazes mas tínhamos que os concentrar num local do conhecimento de todos, transportando-os depois. Por isso, o lugar da concentração foi o teatro José Lúcio da Silva, em Leiria. E nós víamo-los surgindo nas esquinas. Na altura vinham em avalanche e ainda não estavam legalizados. Até porque ainda não havia legislação. Por isso iam chegando em pequenos grupos e ficavam pelas esquinas, desconfiados. À medida que iam sendo abordados e se lhes ia dizendo que era para entrar num transporte que os levaria para outro local, era vê-los fugir. Conseguimos convencer alguns, explicando que ninguém lhes ia pedir documentos, que não havia polícia, que era a sua maior preocupação, que aquele encontro era apenas para conversarmos, conviver e perceber quais as suas necessidades e em que é que nós poderíamos ajudar. Juntámos cento e tal.
A grande necessidade manifestada logo nesse primeiro encontro, foi a do ensino da língua portuguesa. Aí começou a estruturar-se todo um apoio a este nível.
Com a necessidade de ensinar o português, percebemos que tínhamos que dar um valor jurídico e legal a esta formação porque afinal éramos apenas um grupo de voluntários com vontade de ajudar mas não existia a força institucional. Quem era eu para dizer a um patrão que não podia tirar os documentos, inclusive o passaporte, ao empregado? Era um anónimo. Agora, se o fizer em nome da associação, a força é outra.
NO – e foi esse tipo de situações que levaram à criação da associação?
S.H.- Foi. Sentimos a necessidade de formar a associação que nasce em 2003, legalmente constituída.
Os apoios
NO – Quais são os apoios aí prestados?
S.H.- Apoio no ensino da língua portuguesa; apoio jurídico; social; ético-moral, chamemos-lhe assim porque não queremos imiscuir-nos nas questões religiosas.
NO – Como assim?
S.H.- Não queremos criar barreiras pelo facto de se ser católico, ortodoxo, muçulmano ou de qualquer outra confissão.
A quinta valência é a na área do lazer, na organização de festas, convívios…
«Acima de tudo há que nos respeitarmos e caminhar-mos em conjunto»
NO – Dadas as dificuldades que acontecem no diálogo inter-religioso, como é que convivem com esta realidade?
S.H.- O convívio é sadio. Vem aí a semana das migrações que este ano se realiza, precisamente na lógica destes desafios que a imigração nos coloca.
NO – Mas a questão é saber como é que um católico convicto, em Portugal, convive, por exemplo, com um muçulmano.
S.H.- Em primeiro lugar, valorizando o que temos em comum. No caso do exemplo muçulmano, nós temos a base comum que é Abraão, bem como a existência de um só Deus. Partindo daí, o muçulmano como o católico, aceita toda uma revelação, um dar-se a conhecer de Deus como amor. A partir daqui pode caminhar-se em conjunto, lado-a-lado. O católico não quer absorver o muçulmano, nem o contrário. Acima de tudo há que nos respeitarmos e caminhar-mos em conjunto.
O ecumenismo faz-se mais na relação entre as várias confissões cristãs. É o diálogo inter-religioso que nos leva, precisamente, primeiro a reconhecer os pontos comuns que temos, a valorizá-los e a colocá-los em cima da mesa para partirmos para um diálogo.
NO – O que, deduzo, permite discussões riquíssimas com troca de conhecimentos e de manifestações culturais.
S.H.- Sem dúvida. Não podemos partir do conceito de que eu tenho a verdade absoluta. Por aí, é cair no fanatismo. Temos é que partir da ideia de que todos temos algo de positivo que devemos, em conjunto, valorizar, esquecendo aquilo que nos separa.
Diferenças dentro da própria igreja católica
Ainda neste ponto temos a questão do diálogo ecuménico porque a imigração veio despertar no povo português, numa realidade nova ligada ao mundo cristão, que era desconhecida. Temos, por exemplo, o caso do pe. Eugénio cujo facto de ser casado provoca grande espanto. Mas, dentro da própria igreja católica há diferenças. E é importante frisar isto: há muita gente que pelo facto dele ser casado confunde as coisas e pensa que ele é ortodoxo. Mas ele pertence à Igreja católica romana. Está ligado a Roma e ao Papa.
NO – Explique como é isso possível.
S.H.- É que enquanto nós pertencemos a um rito latino, uma tradição do ocidente, ele pertence à igreja oriental, de rito greco-católico, onde podem ser ordenados padres já depois de casados. Casar antes da ordenação, podem, depois é que não.
NO – Nestes três anos de vida da associação, há algum número relativo a apoios prestados?
S.H.- Atendemos uma média de 200 pessoas por mês.
Do acolhimento
à integração
Mas ainda em relação à história da Amigrante, depois de criada, passou a albergar o Centro Local de Apoio ao Imigrante, uma dependência do Alto Comissariado para as Migrações, da presidência do Conselho de Ministros. Como na região não havia mais nada ligado ao apoio aos imigrantes, o Alto Comissariado contactou-nos para saber se estaríamos disponíveis para com eles colaborar na instalação do Centro Local de Apoio. Desde Abril de 2003 que esse Centro está presente na associação. E agora, no início mês de Junho, a Amigrante passou a ter uma maior responsabilidade, enquanto centro local. Foi assinado novo protocolo com o Alto Comissariado, para albergarmos o Centro Local de Apoio à integração do Imigrante.
NO – Que faz o quê?
S.H.- Se a primeira fase foi de acolhimento, de ajuda em termos de legalização e do ensino da língua, esta etapa é de instalação. É colocar o imigrante, fazendo com que ele seja membro activo da comunidade e reconhecido como tal. Este é o novo desafio que vai fazer com que se promovam acções de sensibilização nas escolas, autarquias…
NO – Como é que esse trabalho é feito? Através de voluntariado?
S.H.- Sim. Neste momento são cerca de duas dezenas de voluntários, na maioria professores. Mas também temos três advogados, duas assistentes sociais e pessoas de outros ramos profissionais mas que são todos voluntários e que se vão disponibilizando para este trabalho.
NO – Referiu apoio nas escolas. De que tipo?
S.H. – Nesta área da integração trata-se sobretudo de apoio no sentido de esclarecer a população em geral, os portugueses, de que aqueles que vêm são também membros de pleno direito, são nossos iguais. É ajudar, precisamente, no acolhimento a esses que estão na escola, combatendo racismos e xenofobias e todas as situações que lhes estão ligadas e que podem vir ao de cima. No fundo, é ensinar as crianças, desde pequeninas, a acolher o outro que ali está, que não fala a mesma língua, mas que é igual a ela, fazendo com que o imigrante e o seu filho não se sintam marginalizados.
Experiência pessoal deixa marcas
NO – Sendo o pe. Sérgio natural da Freixianda, conviveu de perto com o êxodo emigratório do concelho. As histórias que ouviu contar e que terá na família, influenciaram-no, conduzindo-o a este trabalho com os imigrantes, agora?
S.H.- Sem dúvida. A minha ligação a este serviço vem da interioridade que sinto porque sou, de facto, filho de pai emigrante em França durante 25 anos. Senti os desafios que se colocavam então aos emigrantes portugueses. Senti-o na pele e senti também uma interpelação para dedicar algo de mim e do meu sacerdócio, que também devo à emigração, a esta realidade da nossa sociedade.
O bispo quis-me no secretariado e eu aceitei e abracei a ideia. Tudo o que tem vindo a ser feita, tem na base o carinho, o amor com que as migrações me trataram a mim e que agora devolvo. O meu pai foi sempre acarinhado e respeitado no país onde era imigrante. Recordo-me que estava eu no seminário e visitei-o por um mês e senti esse carinho. Nós que fomos e continuamos a ser imigrantes lá fora. Gostaria que aquele tratamento que eu vi ter para com os nossos emigrantes, fosse vivido cá, que nós pudéssemos acolher como fomos acolhidos. É claro que temos histórias negras, tal como agora também as há. Oxalá elas desapareçam completamente.
«Não temos soluções para tudo»
NO – Sendo Ourém um concelho de forte imigração, sobretudo oriunda de Leste e do Brasil e estando a Amigrante sedeada em Leiria, se algum dos nossos imigrantes ainda estiver a necessitar de apoio, o que deve fazer?
S.H.- Em Ourém, ao nível de estruturas legais, políticas, desconheço que haja algo. Poderão sempre procurar os párocos que estão despertos para desenvolver formas de ajuda. Todos têm a morada e telefone da associação. A Amigrante está aberta de segunda a sexta-feira, das 9h30 às 12h30 e das 17h30 às 19h30. Quem quiser contactar por telefone, tem sempre alguém para atender e ajudar.
É claro que não temos soluções para tudo e não podemos passar por cima da lei. Por muito que queiramos, se alguém, face à lei, não é legalizável, nós também não podemos fazê-lo. É o caso dos imigrantes que tenham vindo recentemente. Neste momento é impossível legalizar quem venha unicamente com visto turístico. Mas também é da responsabilidade das autarquias criarem elementos de apoio a estes cidadãos. Não tenho conhecimento, actualmente, de qualquer programa autárquico de apoio, em Ourém.
Um desafio aceite
NO – Visto não existir qualquer estrutura de apoio em Ourém e dadas as ligações de Leiria e da Amigrante com o nosso concelho, porque não criar como que um braço da Amigrante, cá?
S.H.- É um desafio que o NO me está a colocar e que de modo algum vejo com desagrado. Vou pensar nessa possibilidade. E se houver voluntários, porque não?
«Quero conhecer aquele povo e viver com ele»

Verónica Trezentos está em Angola há perto de cinco anos. A sua situação, como ela mesma faz questão de ressalvar, é diferente da do tradicional emigrante. Isto porque foi para Angola acompanhando o marido, engenheiro numa empresa portuguesa. Ou seja, embora trabalhe fora do país, trabalha para uma empresa nacional e por isso, à sua chegada, aguardava-os toda uma estrutura que os emigrantes tradicionais não encontram. Sente, por isso, que a sua é uma situação privilegiada.
Mas a verdade é que só o marido tinha uma situação profissional prevista. Ela não. Daí que tenha feito, aqui sim, o mesmo que faz qualquer imigrante: procurar trabalho. Enviou currículos e acabou por ser chamada para directora pedagógica de um colégio particular, passando, posteriormente a directora do mesmo, trabalho que continua a desenvolver.
O colégio que dirige é frequentado, essencialmente, por filhos de angolanos de classe remediada, se bem que, afirma, «muitos deles é com grande luta diária que conseguem ali manter os seus filhos». Até porque se trata de uma das escolas mais creditadas da região.
«Foi uma experiência muito gira», afirma. Desde que aceitou o desafio para dirigir a escola, «o número de alunos triplicou, o colégio cresceu e foi preciso fazer obras». Considera tratar-se de «um trabalho desgastante, que exige muito de nós». Mas compensa-o o sentimento de estar a fazer algo de verdadeiramente útil, algo que dá sentido à vida. Inicialmente o tempo previsto de estadia do casal em Angola era de dois anos. Vão quase em cinco e confessa que, por vezes já sente algum desgaste sobretudo porque a corrupção, como é sabido, é muita em África e, consequentemente, para conseguir qualquer coisa, por mais simples, é preciso grande luta.
Na sua escola ensinam-se crianças e jovens até ao 9º ano e a maioria dos professores são angolanos e licenciados, ou estão a frequentar o ensino superior, se bem que em Angola basta possuir o 12º ano numa via de ensino para poder leccionar. A luta pela contratação de professores licenciados é outra que tem vindo a vencer e sente que os resultados são evidentes. É que o nível de formação no país é muito baixo e, diz Verónica, isso faz-se sentir sobretudo na hora de tomar decisões, com as pessoas a adiar, manifestando dificuldades em decidir.
Uma das dificuldades sentidas é a da aquisição de livros e manuais escolares. Encontram-nos com facilidade no mercado negro mas a um preço 50 vezes superior. Por isso uma das suas preocupações quando chegou ao colégio, foi a da criação de uma biblioteca e a da criação de hábitos de leitura nos seus jovens. Refere-nos as muitas actividades que vai desenvolvendo nessa área e sente-se feliz com os resultados que, aos poucos, vão aparecendo. Sabe que a sua escola é um pouco a excepção mas compreende que é difícil fazer mais perante as dificuldades. É que os ordenados são muito baixos e os professores acabam por ter que leccionar em mais do que uma escola para sobreviverem, o que lhes deixa pouco tempo para se dedicarem a actividades extracurriculares.
Com alguma mágoa diz que, num país de língua oficial portuguesa, a sua escola é das que oferecem melhores condições. Existe uma escola portuguesa mas funciona mal e em más instalações. Embora tenham sido construídas, recentemente, novas instalações, ainda não estão a funcionar. A funcionar bem está a escola francesa onde estuda a filha mais velha, de 8 anos. Mas Verónica considera essencial que a portuguesa passe a funcionar bem.
Quanto à vida que ali faz, diz que «já há de tudo, como cá, mas, na generalidade, os preços são exorbitantes para os salários que se ganham». Já no que se refere à vida social considera como «muito interessantes e coloridos» os relacionamentos sociais que desenvolve. Reconhece que muitas vezes, os portugueses acabam por se unir mas Verónica defende uma relação mais próxima com os naturais até porque, como diz, «quero conhecer aquele povo e viver com ele. Gosto de me misturar», até porque sente que assim tem muito mais a aprender na troca de vivências e de experiências pessoais e culturais. Aliás, afirma encarar esta campanha em Angola como «uma experiência de vida» que lhe dá abertura de espírito e a poderá preparar mesmo para outras situações e até outras dificuldades.
Do povo em geral e dos seus alunos em particular, destaca a capacidade para as artes: a música, a pintura, o teatro. Mas não tem dúvida que é preciso motivá-los e estimulá-los, o que faz com a evidente paixão que transparece das suas palavras.
Casal imigrante ucraniano na Atouguia: Voltar a casa é o principal desejo

Há cinco anos que Oleksandra Zhytaryuk, ucraniana, de 33 anos, se encontra na Atouguia. Veio meio ano depois de o marido já se encontrar em Portugal, na procura de um futuro melhor.
O objectivo é juntar dinheiro para dentro de dois anos, voltar à terra natal onde se encontra o filho, Dimitri, agora com 11 anos. Ele que, este ano ganhou o primeiro prémio num concurso europeu de Matemática.
Orgulhosa a mãe, justifica o prémio pelo facto da avó materna e paterna serem professoras de Matemática. Mas, no futuro, Dimitri que toca órgão, quer ser jurista ou advogado.
De enfermeira
a costureira
O marido de Oleksandra veio antes, com outros. Ainda trabalhou na fábrica de carvão mas, nove meses depois acabou por mudar-se para uma empresa de carpintaria, o que gosta de fazer já que, na Ucrânia dividia o tempo entre a tarefa de professor primário e a de carpinteiro.
Quando chegou a Portugal, Oleksandra que lá era enfermeira. Trabalhava num centro de saúde, semelhante ao de Atouguia, com função de médico como passar receitas, dar injecções e venda de produtos farmacêuticos.
Quando veio morar no concelho, foi trabalhar numa fábrica de confecções, no Casal Vieira. Durante quatro anos e meio ali costurou casacos.
Nunca pediu equivalências na sua formação porque "era preciso estudar meio ano", e depois "fazer exame". Isto além de "ser muito caro e, era preciso estudar a língua". Além disso o sonho é voltar: "Toda a família está lá", conta. Enquanto estão aqui, o casal tem ajudado a família financeiramente. O filho vive com a mãe de Oleksandra. Ele - diz ela - mais que ninguém anseia pela volta dos pais. Falam frequentemente ao telefone e além das pequenas lembranças que os pais vão enviando ao filho, gostariam de lhe comprar um computador.
Agora, Oleksandra, devido a um problema de saúde, (foi operada a um carcioma benigno), encontra-se sem trabalhar, necessitando de encontrar uma ocupação que exija menos esforço físico.
Férias na terra natal
Todos os anos, o casal vai de férias, um mês à Ucrânia. Desde há três anos que este casal já possui uma casa. Uma moradia com quintal, na terra do marido, a cidade de Rot Hotnn. Uma habitação que, agora, pode valer entre 15 a 20 mil euros. Esta imigrante que, em Dezembro obterá o visto de residência assinala que, muitos imigrantes ucranianos estão a adquirir casas lá e, daí uma subida no preço das mesmas.
Mas há também casos de quem tudo vendeu na Ucrânia e que já adquiriu casa cá, para com a família, começar uma nova vida, conta.
Quando vão de férias aproveitam para fazer pequenos arranjos na casa. E quando regressarem definitivamente, esta imigrante deve voltar a trabalhar no hospital enquanto que o marido deverá, também, abrir uma pequena oficina de carpintaria.
Curso de português
Oleksandra e o marido foram um dos casais que teve formação em português num curso que, decorreu há dois anos, na Junta de Freguesia de Atouguia.
"Muita gente tirou o curso", refere a imigrante. E este – garante – ajudou muito. Porque "antes não sabíamos".
O marido – diz – por estar em contacto diário com outros portugueses aprendeu e fala melhor a língua. Já ela, como não podia falar, durante o serviço, na fábrica, não pratica tanto.
Diz ainda que o português das telenovelas "é mais fácil de aprender" que o dos noticiários. Porque "os jornalistas falam mais complicado". E quanto a televisão, o casal vê os canais falados em língua russa e ucraniana. Mais que em língua portuguesa – assinala. Há dois anos que não vê noticiários portugueses.
Oleksandra é católica da Igreja ortodoxa. Assim, quando é tempo de Páscoa, participa na celebração na igreja da Sagrada Dormição, no Domus Pacis em Fátima. Ela gosta também de participar na procissão das velas.
Alburitel com sabor a Brasil
"Fomos muito bem recebidos, não temos o que reclamar. As pessoas tentam sempre ajudar." É com satisfação que Carolina e António (nomes fictícios) falam da forma como foram acolhidos em Portugal. A residir no nosso país há cerca de um ano e meio, os dois jovens provenientes do estado de Goiás, no Brasil, vivem actualmente em Alburitel. O surgimento de algumas propostas de emprego fez com que o casal deixasse a cidade de Fátima e rumasse em direcção a esta aldeia do concelho de Ourém.
A escolha de Portugal como destino deveu-se sobretudo às facilidades linguísticas e aos amigos imigrados em Portugal.
Carolina e António sentiram, no entanto, algumas dificuldades de adaptação ao nosso país. "O clima e a personalidade das pessoas são muito diferentes. Aqui faz muito frio e as pessoas são muito menos calorosas e mais ríspidas do que no Brasil.", destaca a jovem imigrante. No que diz respeito à língua, Carolina e António sentiram também algumas dificuldades devido à existência de palavras diferentes, relativamente ao português do Brasil. "Eu aqui ouvi palavras que nunca tinha escutado antes. Quando as pessoas falam muito rápido é dificil compreender", salienta o jovem imigrante.
Outra das dificuldades do casal é a ausência de alimentos tipicamente brasileiros. "Aqui é muito dificil encontrar alguns frutos como a papaia, o abacaxi, a manga ou a acerola. Lá no Brasil nós pedimo-los emprestados aos vizinhos, como vocês fazem com as laranjas!", brinca o jovem brasileiro.
"Dizem que somos países irmãos mas na hora de emitir o visto esquecem-se disso"
Na hora de falar do processo de legalização, o casal mostra-se muito decepcionado com o Governo português. Para Carolina, a legalização deveria decorrer de forma mais rápida."Os governantes portugueses dizem que temos a mesma língua, que somos países irmãos mas na hora de emitir o visto esquecem-se disso. Nem mesmo com contrato de trabalho o visto nos é facultado!"
Quando questionado acerca de um possível regresso ao Brasil, o casal mostra-se bastante reticente. "Portugal não tem comparação com o Brasil. Aqui vive-se muito bem. Pretendemos ficar mais uns anos e depois logo se vê." No que diz respeito à segurança, os jovens brasileiros dizem que Portugal é muito diferente do Brasil. "Aqui pode-se andar com um fio de ouro no pescoço ou com ténis de marca. Nalgumas zonas do Brasil ou em cidades como o Rio de Janeiro ou São Paulo isso é impensável!"
Filipa Ferreira
A escolha de Portugal como destino deveu-se sobretudo às facilidades linguísticas e aos amigos imigrados em Portugal.
Carolina e António sentiram, no entanto, algumas dificuldades de adaptação ao nosso país. "O clima e a personalidade das pessoas são muito diferentes. Aqui faz muito frio e as pessoas são muito menos calorosas e mais ríspidas do que no Brasil.", destaca a jovem imigrante. No que diz respeito à língua, Carolina e António sentiram também algumas dificuldades devido à existência de palavras diferentes, relativamente ao português do Brasil. "Eu aqui ouvi palavras que nunca tinha escutado antes. Quando as pessoas falam muito rápido é dificil compreender", salienta o jovem imigrante.
Outra das dificuldades do casal é a ausência de alimentos tipicamente brasileiros. "Aqui é muito dificil encontrar alguns frutos como a papaia, o abacaxi, a manga ou a acerola. Lá no Brasil nós pedimo-los emprestados aos vizinhos, como vocês fazem com as laranjas!", brinca o jovem brasileiro.
"Dizem que somos países irmãos mas na hora de emitir o visto esquecem-se disso"
Na hora de falar do processo de legalização, o casal mostra-se muito decepcionado com o Governo português. Para Carolina, a legalização deveria decorrer de forma mais rápida."Os governantes portugueses dizem que temos a mesma língua, que somos países irmãos mas na hora de emitir o visto esquecem-se disso. Nem mesmo com contrato de trabalho o visto nos é facultado!"
Quando questionado acerca de um possível regresso ao Brasil, o casal mostra-se bastante reticente. "Portugal não tem comparação com o Brasil. Aqui vive-se muito bem. Pretendemos ficar mais uns anos e depois logo se vê." No que diz respeito à segurança, os jovens brasileiros dizem que Portugal é muito diferente do Brasil. "Aqui pode-se andar com um fio de ouro no pescoço ou com ténis de marca. Nalgumas zonas do Brasil ou em cidades como o Rio de Janeiro ou São Paulo isso é impensável!"
Filipa Ferreira
De mãos dadas
Esta edição do Notícias de Ourém e parte da próxima estão voltadas para as questões da migração. Já não apenas para a emigração. Ourém continua a ter, espalhados pelo mundo, muitos dos seus filhos. A maior parte partiu há já muito tempo, em busca de uma vida melhor. Mas hoje continuam a partir. Em menor número, é certo e, sobretudo, na maioria dos casos, noutras condições. Mas Ourém é hoje também um concelho de acolhimento dos que procuram junto de nós a tal vida melhor. Sobretudo europeus de leste e brasileiros, embora encontremos também outras nacionalidades. Por isso, acreditamos que continua a fazer todo o sentido dedicarmos algum do nosso tempo e do nosso trabalho a falar de migração.
As histórias que fazemos desfilar, são testemunhos de vida, de cá e de lá, de muitas e muito diferentes formas de viver fora do país onde se nasceu.
Mas acreditamos que é mais importante ainda que dediquemos este trabalho à luta contra o racismo e as xenofobias que vão surgindo, pontualmente, é certo, no nosso país. Mas este pontualmente fala dos casos extremos que chegam às primeiras páginas dos jornais e das televisões. Depois há as formas de racismo menores, porque mais dissimuladas, que passam pela dificuldade de aceitar os que são diferentes de nós porque falam uma língua diferente e possuem diferentes culturas. Aos poucos e muitas vezes sem que nos apercebamos, estamos a fomentar o tal racismo, a tal xenofobia. Muitas vezes ouvimos a frase: «não há trabalho para os nossos…». No entanto, bem lá no fundo sabemos que não é assim. Os imigrantes que nos chegam vêm fazer os trabalhos que nós deixámos de querer fazer. Aquele que os nossos emigrantes foram fazer nos países que os acolheram quando os seus naturais deixaram também de os querer fazer. Mais, vêm dar fôlego a um país envelhecido, a uma segurança social em vias de ruptura por falta de gente jovem bastante para responder com os seus impostos, com os seus descontos, aos encargos com uma população envelhecida já de si incapaz de gerar riqueza suficiente para lhes dar resposta.
É pois importante recordar isto e de forma, mesmo modesta homenageá-los a todos, emigrantes e imigrantes, numa edição que, gostaríamos, servisse também para nos ajudar a abrir horizontes através das histórias que todos e cada um deles nos traz e nos ajudasse a compreender que os caminhos se percorrem lado-a-lado, na construção de um mundo melhor.
As histórias que fazemos desfilar, são testemunhos de vida, de cá e de lá, de muitas e muito diferentes formas de viver fora do país onde se nasceu.
Mas acreditamos que é mais importante ainda que dediquemos este trabalho à luta contra o racismo e as xenofobias que vão surgindo, pontualmente, é certo, no nosso país. Mas este pontualmente fala dos casos extremos que chegam às primeiras páginas dos jornais e das televisões. Depois há as formas de racismo menores, porque mais dissimuladas, que passam pela dificuldade de aceitar os que são diferentes de nós porque falam uma língua diferente e possuem diferentes culturas. Aos poucos e muitas vezes sem que nos apercebamos, estamos a fomentar o tal racismo, a tal xenofobia. Muitas vezes ouvimos a frase: «não há trabalho para os nossos…». No entanto, bem lá no fundo sabemos que não é assim. Os imigrantes que nos chegam vêm fazer os trabalhos que nós deixámos de querer fazer. Aquele que os nossos emigrantes foram fazer nos países que os acolheram quando os seus naturais deixaram também de os querer fazer. Mais, vêm dar fôlego a um país envelhecido, a uma segurança social em vias de ruptura por falta de gente jovem bastante para responder com os seus impostos, com os seus descontos, aos encargos com uma população envelhecida já de si incapaz de gerar riqueza suficiente para lhes dar resposta.
É pois importante recordar isto e de forma, mesmo modesta homenageá-los a todos, emigrantes e imigrantes, numa edição que, gostaríamos, servisse também para nos ajudar a abrir horizontes através das histórias que todos e cada um deles nos traz e nos ajudasse a compreender que os caminhos se percorrem lado-a-lado, na construção de um mundo melhor.
Centena em concentração motard
Uma centena de motards vindos de todo o país participou na primeira concentração motard organizada pelo Moto Clube Ourém. O maior grupo de participantes, com quinze elementos veio de Vila do Conde. Durante três dias, os amantes das duas rodas tiveram oportunidade de conhecer a região, assistir a concertos, provar a gastronomia de Ourém além do convívio. O Moto clube disponibilizou ainda uma banca com t-shirts e outros brindes alusivos ao clube, para que outros pudessem também adquirir estas lembranças.
A novidade desta concentração foi um medidor de velocidades que permitiu aos motards verificar quanto dá a sua moto.
Ao Notícias de Ourém, um dos elementos da direcção, José Luís Borga adiantou que a concentração "correu dentro das expectativas da organização".
Além dos motards, centenas de pessoas estiveram presentes nos concertos da noite.
Este responsável adianta ainda que faltam apoios, para tornar este evento maior.
Sorteio:
1º prémio: Nº4414 – Televisão
2º prémio: Nº 4158 – DVD
3º prémio: Nº 6545 – Microondas
Os detentores destes números de rifas devem contactar a direcção, através do telemóvel 919 823 563.
A novidade desta concentração foi um medidor de velocidades que permitiu aos motards verificar quanto dá a sua moto.
Ao Notícias de Ourém, um dos elementos da direcção, José Luís Borga adiantou que a concentração "correu dentro das expectativas da organização".
Além dos motards, centenas de pessoas estiveram presentes nos concertos da noite.
Este responsável adianta ainda que faltam apoios, para tornar este evento maior.
Sorteio:
1º prémio: Nº4414 – Televisão
2º prémio: Nº 4158 – DVD
3º prémio: Nº 6545 – Microondas
Os detentores destes números de rifas devem contactar a direcção, através do telemóvel 919 823 563.
Gondemaria: Com a U.D.G. divertir é Desporto
No dia 14 e 15 de Agosto, a União Desportiva de Gondemaria, apresenta uma Festa com muito Desporto. Todos os anos pretendemos oferecer divertimentos diferentes a todas as pessoas que nos visitam. Este ano, não vamos fugir à regra. Venha segunda-feira, pelas 21.30h, dia 14 de Agosto assistir a uma Gloriosa Picaria "Serão atribuídos prémios para as melhores pegas".
Na terça-feira, dia 15 de Agosto, os desportos também estão bem presentes. Comece por se inscrever e participar no torneio aberto de pétanca este divertimento terá início às 9.00h. Caso seja mais adepto de aventura e desportos radicais, participe no «Tira a ferrugem». Este evento, caracteriza-se na sua maioria por uma concentração/passeio de velocípedes com motor, as quais, muito delas, já são peças de museu. O passeio terá início às 10.00h junto ao pavilhão desportivo da U.D.G. No passeio, está incluído um pequeno lanche e, no final um merecido almoço. Ainda na terça-feira, pelas 15.00h poderá assistir a um torneio de futebol.
É claro que o Folclore, os Grupos Musicais e os mais desejados Comes e Bebes, não foram esquecidos. Esses, terão presentes também pela noite dentro. Não falte, participe, divirta-se!!! Tenha mais um Verão espectacular.
Na terça-feira, dia 15 de Agosto, os desportos também estão bem presentes. Comece por se inscrever e participar no torneio aberto de pétanca este divertimento terá início às 9.00h. Caso seja mais adepto de aventura e desportos radicais, participe no «Tira a ferrugem». Este evento, caracteriza-se na sua maioria por uma concentração/passeio de velocípedes com motor, as quais, muito delas, já são peças de museu. O passeio terá início às 10.00h junto ao pavilhão desportivo da U.D.G. No passeio, está incluído um pequeno lanche e, no final um merecido almoço. Ainda na terça-feira, pelas 15.00h poderá assistir a um torneio de futebol.
É claro que o Folclore, os Grupos Musicais e os mais desejados Comes e Bebes, não foram esquecidos. Esses, terão presentes também pela noite dentro. Não falte, participe, divirta-se!!! Tenha mais um Verão espectacular.
Chamas voltam ao norte

O norte do concelho voltou a viver momentos de aflição com o fogo que deflagrou, na passada segunda-feira, na freguesia de Rio de Couros e que, rapidamente chegou a zonas habitacionais.
O alarme foi dado pouco passava das 13h00, na localidade de Carvalhal, Rio de Couros. No início o fogo foi combatido apenas pelos bombeiros de Ourém que com muita dificuldade conseguiam dar resposta aos muitos chamamentos que eram feitos. Aguardava-se então a chegada de dois grupos de uma coluna estacionada em Ferreira do Zêzere e Sardoal. Mas enquanto estes não chegaram, foi preciso muito sangue frio e capacidade de coordenação. E o segundo comandante dos Bombeiros de Ourém, Carlos Cravo esteve à altura dos acontecimentos, honra lhe seja feita. Por muito que se critique a actuação dos bombeiros e se aponte descoordenação, a verdade é que presenciámos, no local, as dificuldades vividas por quem queria acudir mas não tinha homens, nem meios e nem água suficiente, mas mesmo assim ia resolvendo as situações mais complicadas.
Eram menos de meia centena os soldados da paz que combatiam as chamas com apenas 9 viaturas de ataque e dois autotanques, para além dos veículos da coordenação. Muito pouco para tanta chama e, no entanto, nenhuma habitação ardeu. Arderam alguns barracões e houve que evacuar alguns animais e bens. Mas no essencial, as vidas e as casas estiveram sempre salvaguardadas.
O fogo parecia brincar com os bombeiros. Ou porque o vento transportava as fagulhas incandescentes ou por outras razões que não nos cabe invocar, a verdade é que constantemente surgiam novos focos de incêndio em pontos distintos. E foi um corrupio. Por volta das 15h00, junto do comando, aperce-bíamo-nos que o apoio vinha a caminho. Mas, enquanto isso, Ourém lutava sozinho. O vento que inicialmente levava o fogo para nascente começou a soprar de norte e dirigiu as labaredas para Rio de Couros. Viveram-se os momentos mais complicados do dia, com a chamas a lamber várias habitações.
Mas, como dizia o 2º comandante distrital, Rui Natário, que entretanto chegou ao teatro de operações, assumindo o comando, foram «cerca de seis horas e meio de incêndio que os meios combateram muito bem».
No total, estiveram envolvidos cerca de 120 bombeiros com 40 viaturas, um helicóptero nos primeiros momentos e depois, quando o fogo se dirigiu para Rio de Couros, também um avião Dromadero.
Bem esteve também a GNR que fez o controle rodoviário. Com 35 militares no terreno, incluindo o comandante do Destacamento Territorial, esteve sempre ligada às habitações em risco, auxiliando em trabalhos de evacuação de animais e de bens, em anexos e barracões.
De referir também o trabalho desenvolvido por muitos populares que com água, enxadas e ramos, ajudaram no combate. Mas se estes são de louvar, não podemos deixar de, mais uma vez, criticar os muitos outros, mirones, que ocupam as estradas e as bermas, dificultando o trabalho dos que tentavam combater as chamas.
Também mais uma vez há que apontar a falta de limpeza dos matos em volta das casas. É preciso que as pessoas percebam, de uma vez por todas, que, muitas vezes, está nas suas mãos impedir os sustos maiores. A lei é clara e é obrigatório limpar 50 metros em torno das habitações. Mas aquilo a que assistimos sempre que há um fogo é que as pessoas não respeitam a lei, os quintais amontoam produtos altamente combustíveis e, quando o fogo chega é mais fácil acusar os bombeiros porque não estão em todo o lado.
Fátima: Ligação do sacerdote ao povo perpetuada com monumento

Um monumento ao povo de Fátima que é também o monumento da família foi inaugurado, a 30 de Julho, num momento solene, integrado nas comemorações dos 50 anos de presença do padre Manuel António Henriques, à frente da paróquia de Fátima.
O conjunto escultórico da autoria de Jaime Santos fica enquadrado no espaço do adro da Igreja paroquial de Fátima, em frente à casa paroquial e junto ao busto do rosto do padre Manuel António Henriques, descerrado em 2005, aquando da comemoração das bodas de ouro sacerdotais.
Neste conjunto de quatro estátuas está um homem, uma senhora com uma menina pela mão que, por sua vez tem um ramo de flores na mão e um menino a jogar à bola. Fica completo com uma placa com as palavras do prior escritas: o bom povo de Fátima.
Este monumento foi inaugurado no final da eucaristia da festa Santíssimo Sacramento e do Coração de Jesus, com a presença de populares e dos representantes das comissões das capelas, da paróquia.
Obrigada
"Obrigado ao meu povo que teve a fineza de juntar este busto às estátuas", afirmou o padre Manuel António Henriques, nas palavras que dirigiu aos presentes. Antes o sacerdote Rui Marto tinha expresso, em nome do prior, (o agradecimento às pessoas.
Por seu lado, este padre referiu o contributo generoso das pessoas para este conjunto de quatro estátuas sublinhando a sua certeza que estas (ajudas) "certamente, vão continuar a chegar".
O bispo emérito de Leiria-Fátima quis, também, associar-se a esta homenagem, frisando a sua alegria pela homenagem e assinalando o trabalho desenvolvido por aquele presbítero ao longo de cinco décadas.
Pessoa de consensos
O presidente da Junta de Freguesia de Fátima, Natálio Reis frisou o trabalho desenvolvido ao longo destes 50 anos à frente da paróquia. "Fátima ganhou muito com o seu trabalho, a sua dinâmica e as suas iniciativas. Um prior preocupado com o povo da sua paróquia e soube-lhes transmitir sempre os valores da igreja. Não se esqueceu de nos transmitir outros" como o desporto, a cultura e os tempos livres. Nesta relação "forte entre a paróquia e o sacerdote", o autarca referiu que, nas iniciativas, era impossível dizer não ao prior. Aliás, para muitos dos fatimenses, seja de Boleiros, Giesteira ou Moita – frisou - «será para muitos, para sempre, o nosso prior».
A imagem de marca deste homem, reforçou, aquele responsável, é que o prior foi «sempre uma pessoa de consensos. Foi por isso que as pessoas sempre estiveram disponíveis para consigo colaborar».
Marco histórico
O presidente da Câmara, David Catarino destacou, por seu lado, a importância do sacerdote enquanto «uma das peças mais importantes» na história de Fátima que comemora os 90 anos das Aparições do Anjo (1916) e de Nossa Senhora (1917).
O denominador comum dos três pilares de Fátima: aldeia de Aljustrel, Fátima e de Cova da Iria é precisamente o paróco, frisou David Catarino. «Um homem estimado por toda a gente, um homem que ajudou a estabelecer esta base da criação de 50 anos. Por isso este povo de Fátima aqui simbolizado (no conjunto escultórico) e nós também, aqui lhe rendemos homenagem".
Ciclo comemorativo
O programa comemorativo dos 50 anos do padre Manuel António Henriques à frente da paróquia termina a 17 de Setembro. Até há ainda vários momentos.
8 a 16 de Setembro: 21h
Novena de oração, cada dia em diferente capela terminando na Capelinha das Aparições.
Fátima(8/09); Boleiros (9/09); Giesteira(10/09); Lombo d’Égua (11/09); Maxieira (12/09):; Moita Redonda (13/09); Montelo (14/09); Ortiga (15/09) e Capelinha das Aparições (16/09 – no horário da Capelinha)
16 de Setembro: 16h – Jogo de futebol com as velhas glórias, no campo de futebol João Paulo II
Conclusão da novena de oração na Capelinha das Aparições
17 de Setembro: 11h
Eucaristia. Sessão solene com as autoridades civis e religiosas, movimentos e associações da paróquia.
Almoço partilhado
Tarde cultural com variedades
Assassinada no aniversário
Assassinada no aniversário
Uma mulher de Ourém, foi morta a tiro pelo ex-companheiro, em Mira de Aire, no passado sábado, dia em que completava 53 anos. O homem que queria a todo o custo reatar o relacionamento foi detido pela Polícia Judiciária em Alcanena, não tendo oferecido resistência. Para além da vítima, Emília Oliveira Marques, os disparos atingiram ainda a filha da ex-companheira, uma jovem de 23 anos. Esta foi transportada para o Hospital Distrital de Leiria e, mais tarde, transferida para os Hospitais da Universidade de Coimbra. O Comandante dos Bombeiros Voluntários de Mira de Aire, Carlos Alberto, admite a possibilidade de um dos disparos ter perfurado um pulmão.
Uma mulher de Ourém, foi morta a tiro pelo ex-companheiro, em Mira de Aire, no passado sábado, dia em que completava 53 anos. O homem que queria a todo o custo reatar o relacionamento foi detido pela Polícia Judiciária em Alcanena, não tendo oferecido resistência. Para além da vítima, Emília Oliveira Marques, os disparos atingiram ainda a filha da ex-companheira, uma jovem de 23 anos. Esta foi transportada para o Hospital Distrital de Leiria e, mais tarde, transferida para os Hospitais da Universidade de Coimbra. O Comandante dos Bombeiros Voluntários de Mira de Aire, Carlos Alberto, admite a possibilidade de um dos disparos ter perfurado um pulmão.
Casos de Polícia
Casos de Polícia
Um ferido leve, é o resultado de uma colisão entre um veículo ligeiro e um ciclomotor, em Rio de Couros, a 2 de Agosto.
Um ferido leve é também o resultado de um choque entre um motociclo e um veículo ligeiro, em Melroeira, a 3 de Agosto. De um despiste, de uma viatura ligeira, na rua principal, em Urqueira resultaram danos.
A colisão entre dois veículos ligeiros em Póvoa, Freixianda, provocou um ferido leve, a 4 de Agosto. De um choque entre dois ligeiros, em Aldeia Nova, resultaram danos, tal como da colisão ocorrida no Lagarinho, Nossa Senhora da Piedade, entre dois ligeiros.
Quanto a despistes, tanto o registado em Alvega, como no Agroal, de veículos ligeiros, só tiveram como consequências danos materiais.
Um incêndio florestal em Granja, Freixianda consumiu 1000m2 de mato. As causas e os prejuízos são ainda desconhecidos.
Também na Freixianda, desta feita em Fonte Fria, o fogo destruiu uma viatura ligeira de passageiros que, não estava coberta pelo seguro.
Um incêndio florestal em Cisterna, Olival consumiu uma área de 100m2 de mato. As causas são desconhecidas. Também, em Mata, Urqueira, as chamas devoraram 150 m2 de restolho e oliveiras. As causas são desconhecidas tendo ocorrido em zona de caça livre. As causas são desconhecidas.
A 6 de Agosto, um incêndio em Poças, freguesia de Matas consumiu 100m2 de floresta. As causas são desconhecidas tendo o fogo sido registado numa zona de caça livre. Na Eira da Pedra, Fátima arderam 200 m2 de mato numa zona de caça municipal.
Em Outeiro das Matas, freguesia de Nossa Senhora das Misericórdias arderam 50 m2 de erva seca em zona de caça municipal. Mato, oliveiras e restolho, 300 m2 arderam em Nossa Senhora das Misericórdias, em zona de caça municipal.
5 000m2 de área florestal, mato, pinheiros e erva seca arderam em Vale da Perra, Atouguia. As causas são desconhecidas tendo este incêndio deflagrado em zona de caça municipal.
A queda de um cabo de média tensão em Cumeada, Freixianda ocasionou um incêndio que consumiu 450 m2 de restolho e oliveiras, numa zona de caça associativa.
Um ferido leve, é o resultado de uma colisão entre um veículo ligeiro e um ciclomotor, em Rio de Couros, a 2 de Agosto.
Um ferido leve é também o resultado de um choque entre um motociclo e um veículo ligeiro, em Melroeira, a 3 de Agosto. De um despiste, de uma viatura ligeira, na rua principal, em Urqueira resultaram danos.
A colisão entre dois veículos ligeiros em Póvoa, Freixianda, provocou um ferido leve, a 4 de Agosto. De um choque entre dois ligeiros, em Aldeia Nova, resultaram danos, tal como da colisão ocorrida no Lagarinho, Nossa Senhora da Piedade, entre dois ligeiros.
Quanto a despistes, tanto o registado em Alvega, como no Agroal, de veículos ligeiros, só tiveram como consequências danos materiais.
Um incêndio florestal em Granja, Freixianda consumiu 1000m2 de mato. As causas e os prejuízos são ainda desconhecidos.
Também na Freixianda, desta feita em Fonte Fria, o fogo destruiu uma viatura ligeira de passageiros que, não estava coberta pelo seguro.
Um incêndio florestal em Cisterna, Olival consumiu uma área de 100m2 de mato. As causas são desconhecidas. Também, em Mata, Urqueira, as chamas devoraram 150 m2 de restolho e oliveiras. As causas são desconhecidas tendo ocorrido em zona de caça livre. As causas são desconhecidas.
A 6 de Agosto, um incêndio em Poças, freguesia de Matas consumiu 100m2 de floresta. As causas são desconhecidas tendo o fogo sido registado numa zona de caça livre. Na Eira da Pedra, Fátima arderam 200 m2 de mato numa zona de caça municipal.
Em Outeiro das Matas, freguesia de Nossa Senhora das Misericórdias arderam 50 m2 de erva seca em zona de caça municipal. Mato, oliveiras e restolho, 300 m2 arderam em Nossa Senhora das Misericórdias, em zona de caça municipal.
5 000m2 de área florestal, mato, pinheiros e erva seca arderam em Vale da Perra, Atouguia. As causas são desconhecidas tendo este incêndio deflagrado em zona de caça municipal.
A queda de um cabo de média tensão em Cumeada, Freixianda ocasionou um incêndio que consumiu 450 m2 de restolho e oliveiras, numa zona de caça associativa.
03 agosto 2006
Apresentado Plano de Urbanização para a Freixianda

O salão de reuniões do novo edifício multiusos de Freixianda encheu por completo, deixando muita gente de pé por não ter lugar para se sentar, na sexta-feira à noite, aquando da apresentação do Plano de Urbanização (PU) daquela vila.
No entanto, no decorrer da sessão, fomo-nos apercebendo que afinal o que as pessoas ali foram procurar não foi bem o que colheram. Ou seja, a maioria fez alguma confusão com esta coisa dos «Planos» e acreditou que o que ali se discutiria seria a revisão do PDM (Plano Director Municipal). Daí alguma frustração no final, muitas perguntas que nada tinham a ver com o assunto e a sensação de que, como diz o povo, «a montanha pariu um rato».
Marcada para as 21h30, a sessão começou com algum atraso com a chegada dos técnicos da empresa Vasco Cunha, responsável pelo estudo.
O presidente da Câmara, David Catarino iniciou a apresentação falando da falta de tradição de planeamento no nosso país, até porque, recordou, há algumas décadas esse planeamento nem sequer se justificava visto não existirem as pressões actuais no que toca à construção.
No entanto hoje, planificar é indispensável e, num momento em que vai arrancar a revisão do PDM, também os núcleos urbanos vão ter os seus próprios PU – Planos de Urbanização. O autarca referiu a existência há já alguns anos de um PU em Fátima, os atrasos que se têm vindo a sentir com o de Ourém sobretudo com problemas devidos à ribeira de Seiça e, depois, os Planos para as três vilas, sendo que a primeira a ter o PU será a da Freixianda.
O que foi apresentado na passada sexta-feira trata-se apenas de uma proposta de Plano e Catarino explicou que, posteriormente, haverá um período para apresentar e avaliar sugestões. Na sexta-feira foram apresentadas as ideias base ao mesmo tempo que se pretendeu alertar a população para a fase de discussão pública. Contudo, Catarino apela desde já à participação das pessoas, através de sugestões, pelo que o documento apresentado vai ficar na Junta de Freguesia disponível para consulta. Mas o presidente recorda que o documento terá ainda que passar pelas diferentes entidades da administração Central e Regional antes de ir para inquérito público o que não invalida que possam ser feitas, desde já, sugestões.
Explica que o PU tem como objectivo «organizar a vila» daí a importância da participação popular.
A apresentação do plano, propriamente dito, esteve a cargo do arquitecto Paulo Esteves que considerou que esta proposta está já «em condições de ser defendida junto das entidades externas», visto que está «devidamente estudada e enquadrada pelas equipas técnicas da Vasco Cunha e da Câmara».
Começou por fazer o enquadramento do estudo quer a nível regional quer local, considerando que a importância do município de Ourém, integrado na «região de polarização metropolitana de Lisboa» com quem estabelece relações económicas, sociais e culturais, bem como com a região centro, em particular Leiria, Tomar e Santarém. Apontou o município como assumindo posição de charneira entre a região centro e Lisboa e servido de boas acessibilidades, quer as existentes quer as previstas para breve como é o caso do IC9.
Quanto à Freixianda, localizada no «corredor diagonal» Fátima – Ourém – Seiça – Caxarias – Rio de Couros – Freixianda, desenvolveu-se na confluência do rio Nabão com a ribeira do Fárrio. Não «caiu» muito bem na assistência foi ouvir dizer que a vila, ao longo da nacional 356, «possui boas acessibilidades».
De seguida apontou na carta as áreas verdes existentes, ao longo do rio e da ribeira, na maioria REN e RAN.
Depois apontou a zona do largo da feira como núcleo urbano principal, perfeitamente consolidado e um segundo pólo surge mais recentemente na zona da EB, edifício multiusos, pavilhão desportivo, etc., considerada como zona de expansão da freguesia, sendo que serão estes dois núcleos que deverão assistir a uma maior consolidação urbana e urbanística sendo que no que se refere à zona do largo da feira, haverá que fazer a sua requalificação. Em áreas mais afastadas destes núcleos mas onde é possível a construção, defende-se que esta seja feita por moradias isoladas. O arquitecto recorda que a Freixianda tem ainda bastante área construtiva embora «com tectos que têm que ser respeitados».
Assim, o PU apresenta cinco pontos-chave: a adaptação da estrutura urbana às características do território; o reforço do núcleo central; a redefinição da rede viária; a requalificação da estrutura ecológica e a relocali-zação da indústria, com a criação de uma zona para actividades económicas.
No que se refere ao primeiro ponto, para além do reforço do núcleo central, aponta-se a necessidade de dele retirar o tráfego, em especial de pesados. Para isso dewverá ser criada uma via, tipo cintura externa que passará fora do centro. Defende-se a subida da volumetria dos prédios para três pisos na zona circundante ao núcleo central. No que se refere a vias, são propostos dois níveis de atravessamento do aglomerado principal: um mais a norte a fazer uma primeira circular à Freixianda, que a não atravesse e por onde deverá fazer-se o tráfego pesado, em direcção à zona industrial prevista em PDM; uma segunda via alternativa que também sem atravessar o centro, passe ao lado dos principais núcleos.
Finalmente há ainda a previsão de percursos pedonais ao lado dos principais núcleos, ou seja no espaço que medeia entre o largo da Feira e a Escola, edifício multiusos sendo que no que se refere a rede viária no actual núcleo central defende-se apenas a requalificação do que já existe.
No final o tempo de debate foi quase todo preenchido com questões que iam além do PU e se prendiam mais, como já se referiu, com a revisão do PDM. São as velhas vontades de construir em terreno próprio e onde a REN ou RAN não deixam, é a estrada por asfaltar… mais pertinente uma questão que pretendia saber se este PU tinha em conta as alterações que se pretendia fazer aquando da revisão do PDM. A resposta foi que não senhor. Uma coisa não tem a ver com a outra. Ao Notícias de Ourém, questionado se não teria mais lógica esperar pela revisão do PDM para avançar com o PU, David Catarino diz que se tal sucedesse, nunca mais teríamos Planos de Urbanização dada a demora que envolve a aprovação destes projectos.
No final, entre outros comentários (ver pág.8), José Alho estranhou que um responsável por este Plano tenha considerado que a vila, ao longo da nacional 356, «possui boas acessibilidades».
Quercus contra ilegalidades na construção do IC9
«Não somos contra a estrada. Pelo contrário, nós queremos a estrada. Não aceitamos é que se cometam ilegalidades, sobretudo por parte de quem devia dar o exemplo, que é o Estado». As afirmações são do presidente da Quercus, Hélder Spínola, no sábado de manhã, em Tomar, junto às obras do IC9, onde apontam a existência de «grave atentado ao património biológico que continua a ser cometido com o avanço ilegal da execução» da obra, «apesar da intervenção da Quercus e da actuação do Tribunal».
De acordo com os ambientalistas, «a destruição de habitats continua a ocorrer, incluindo um reconhecido como prioritário pela União Europeia, desrespeitando a decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal de Leiria que, em sequência das acções interpostas pela Quercus, proibiu os trabalhos dentro da Rede Natura 2000 (Sítio Sicó-Alvaiázere) e o abate de sobreiros e azinheiras».
Por isso, denunciam «a Estradas de Portugal e a empresa construtora OPCA – Obras Públicas e Cimento Armado, incorrem em Crime de Desobediência».
Nesta acção de protesto a Quercus colocou correntes nas máquinas e sinalizou a obra apontando a sua ilegalidade, com faixas e bandeiras alusivas à simbologia pirata.
Em causa está o facto do IC9-Alburitel-Tomar, sublanço Carregueiros/Tomar (IC3) atravessar a Rede Natura 2000 (Sítio Sicó-Alvaiázere PTCON 0045) e estar a destruir o melhor azinhal da região, assim como uma mata de carvalhal-português e sobreiral, para além de outros habitats protegidos como a galeria ripícola junto do Rio Nabão e a floresta aluvial residual, sendo este prioritário para conservação.
A legislação de protecção ao Sobreiro e Azinheira (D.L. nº 169/2001, de 25 de Maio) exige que o abate destas espécies em povoamento seja autorizado apenas quando reconhecida a imprescindível utilidade pública do empreendimento, o que não existe até à data para a obra do IC9- sublanço Carregueiros/Tomar (IC3).
Novo traçado implicava novo estudo de impacte ambiental
Apesar de uma Avaliação de Impacte Ambiental (AIA) ter sido desenvolvida há mais de 11 anos, o projecto foi alterado e atravessa um Sítio da Rede Natura 2000. Esta situação obriga a que seja desenvolvida nova AIA com estudos de alternativas conforme determinam as Directivas Habitats (92/43/CEE) e de Avaliação de Impactes Ambientais (85/337/CEE e 97/11/CE) e legislação nacional aplicável (D.L. n.º 69/2000 e D.L. n.º 74/2001), o que não aconteceu em Tomar.
A decisão judicial
Assim, após alerta público, a Quercus interpôs no final de Janeiro diversas providências cautelares no Tribunal Administrativo e Fiscal de Leiria (TAFL) para a suspensão da referida obra.
A primeira sentença do TAFL, de Fevereiro de 2006, refere que a obra deve estar parada no Sítio da Rede Natura, não tendo a mesma transitado em julgado. A nova sentença de Julho refere que não podem ser abatidos sobreiros e azinheiras nem os mesmos podem ser danificados nas raízes ou ramos afectando a sobrevivência das árvores por inexistência de autorização.
Desobediência
Porém, apesar da decisão do Tribunal, as obras continuam desde o passado mês de Fevereiro com destruição de azinhal e sobreiral ao longo do traçado. «No dia 20 de Julho», recorda a Quercus, «a obra avançou em desobediência qualificada ao Tribunal, para uma zona da REN, no Sítio da Rede Natura, tendo sido completamente destruída a floresta aluvial residual, habitat prioritário para conservação da Directiva Habitats do Conselho da União Europeia».
Foi assim que, face à postura da Estradas de Portugal e da OPCA, a Quercus requereu a intervenção da GNR e do Ministério Público para identificação dos responsáveis pela acção criminosa.
Recorreu da sentença para o Tribunal Central Administrativo Sul para que seja respeitado o princípio da legalidade, para além de ter actuado junto do Tribunal Administrativo e Fiscal de Leiria.
O protesto
de sábado
O protesto agora desenvolvido visa alertar, mais uma vez, «para a execução ilegal de uma obra que viola o ordenamento legal nacional para além de Directivas Comunitárias, com graves prejuízos para a conservação da Natureza».
Acusam as empresas Estradas de Portugal e OPCA de, «mesmo incorrendo em Crime de Desobediência ao Tribunal Administrativo e Fiscal de Leiria, continuarem escandalosamente a execução da obra com a destruição de forma irrecuperável de habitats e espécies protegidas» pelo que esta manifestação pretende «exigir que a Entidade Pública Empresarial Estradas de Portugal, cumpra a legalidade e o respeito pelas decisões judiciais».
Em Ourém
Embora a obra ainda não tenha chegado ao concelho, pelo menos aqui cumpriu-se o que é de esperar, ou seja, visto que há alteração de traçado, teve lugar novo período de inquérito público pelo que não é de esperar que problemas similares possam vir a suceder.
Aliás, a alteração do traçado do IC9 deu motivos à autarquia para avançar com a revisão do PDM, o que deverá suceder em breve
De acordo com os ambientalistas, «a destruição de habitats continua a ocorrer, incluindo um reconhecido como prioritário pela União Europeia, desrespeitando a decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal de Leiria que, em sequência das acções interpostas pela Quercus, proibiu os trabalhos dentro da Rede Natura 2000 (Sítio Sicó-Alvaiázere) e o abate de sobreiros e azinheiras».
Por isso, denunciam «a Estradas de Portugal e a empresa construtora OPCA – Obras Públicas e Cimento Armado, incorrem em Crime de Desobediência».
Nesta acção de protesto a Quercus colocou correntes nas máquinas e sinalizou a obra apontando a sua ilegalidade, com faixas e bandeiras alusivas à simbologia pirata.
Em causa está o facto do IC9-Alburitel-Tomar, sublanço Carregueiros/Tomar (IC3) atravessar a Rede Natura 2000 (Sítio Sicó-Alvaiázere PTCON 0045) e estar a destruir o melhor azinhal da região, assim como uma mata de carvalhal-português e sobreiral, para além de outros habitats protegidos como a galeria ripícola junto do Rio Nabão e a floresta aluvial residual, sendo este prioritário para conservação.
A legislação de protecção ao Sobreiro e Azinheira (D.L. nº 169/2001, de 25 de Maio) exige que o abate destas espécies em povoamento seja autorizado apenas quando reconhecida a imprescindível utilidade pública do empreendimento, o que não existe até à data para a obra do IC9- sublanço Carregueiros/Tomar (IC3).
Novo traçado implicava novo estudo de impacte ambiental
Apesar de uma Avaliação de Impacte Ambiental (AIA) ter sido desenvolvida há mais de 11 anos, o projecto foi alterado e atravessa um Sítio da Rede Natura 2000. Esta situação obriga a que seja desenvolvida nova AIA com estudos de alternativas conforme determinam as Directivas Habitats (92/43/CEE) e de Avaliação de Impactes Ambientais (85/337/CEE e 97/11/CE) e legislação nacional aplicável (D.L. n.º 69/2000 e D.L. n.º 74/2001), o que não aconteceu em Tomar.
A decisão judicial
Assim, após alerta público, a Quercus interpôs no final de Janeiro diversas providências cautelares no Tribunal Administrativo e Fiscal de Leiria (TAFL) para a suspensão da referida obra.
A primeira sentença do TAFL, de Fevereiro de 2006, refere que a obra deve estar parada no Sítio da Rede Natura, não tendo a mesma transitado em julgado. A nova sentença de Julho refere que não podem ser abatidos sobreiros e azinheiras nem os mesmos podem ser danificados nas raízes ou ramos afectando a sobrevivência das árvores por inexistência de autorização.
Desobediência
Porém, apesar da decisão do Tribunal, as obras continuam desde o passado mês de Fevereiro com destruição de azinhal e sobreiral ao longo do traçado. «No dia 20 de Julho», recorda a Quercus, «a obra avançou em desobediência qualificada ao Tribunal, para uma zona da REN, no Sítio da Rede Natura, tendo sido completamente destruída a floresta aluvial residual, habitat prioritário para conservação da Directiva Habitats do Conselho da União Europeia».
Foi assim que, face à postura da Estradas de Portugal e da OPCA, a Quercus requereu a intervenção da GNR e do Ministério Público para identificação dos responsáveis pela acção criminosa.
Recorreu da sentença para o Tribunal Central Administrativo Sul para que seja respeitado o princípio da legalidade, para além de ter actuado junto do Tribunal Administrativo e Fiscal de Leiria.
O protesto
de sábado
O protesto agora desenvolvido visa alertar, mais uma vez, «para a execução ilegal de uma obra que viola o ordenamento legal nacional para além de Directivas Comunitárias, com graves prejuízos para a conservação da Natureza».
Acusam as empresas Estradas de Portugal e OPCA de, «mesmo incorrendo em Crime de Desobediência ao Tribunal Administrativo e Fiscal de Leiria, continuarem escandalosamente a execução da obra com a destruição de forma irrecuperável de habitats e espécies protegidas» pelo que esta manifestação pretende «exigir que a Entidade Pública Empresarial Estradas de Portugal, cumpra a legalidade e o respeito pelas decisões judiciais».
Em Ourém
Embora a obra ainda não tenha chegado ao concelho, pelo menos aqui cumpriu-se o que é de esperar, ou seja, visto que há alteração de traçado, teve lugar novo período de inquérito público pelo que não é de esperar que problemas similares possam vir a suceder.
Aliás, a alteração do traçado do IC9 deu motivos à autarquia para avançar com a revisão do PDM, o que deverá suceder em breve
Hospital de Abrantes em obras, serviços transferidos para Tomar e Torres Novas
O bloco operatório da unidade hospitalar de Abrantes fecha para obras no final deste mês. As obras vão custar cerca de 550 mil euros e prevê-se que se prolonguem por um período de três meses. Grande parte dos serviços cirúrgicos é transferida para as unidades hospitalares de Tomar e de Torres Novas.
O Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo reuniu com a comunicação social da região para anunciar publicamente as mudanças temporárias e o Presidente do Conselho de Administração começou por fazer a "radiografia" do actual bloco operatório: "é um bloco com 21 anos de funcionamento, obedeceu a uma concepção definida de há 20 e tal anos. Passado este tempo e as avaliações que são feitas, as exigências do processo de acreditação e as verificações que são feitas através de equipas técnicas apontaram para a necessidade de introduzirmos melhorias no bloco. Conseguida a autorização ministerial, nomeadamente do Ministro da Saúde e do Ministro das Finanças as obras, já adjudicadas, vão ter início no dia 1 de Agosto, embora o estaleiro tenha sido montado no dia 24 de Julho e por essa razão, toda a actividade cirúrgica desenvolvida no Hospital de Abrantes teve que ser transferida para as unidades de Tomar e de Torres Novas.
Profissionais
com transportes assegurados
Segundo Silvino Alcaravela, no caso de Tomar a transferência do internamento cirúrgico de ortopedia passará a funcionar numa unidade de 26 camas, que vão ser activadas especialmente para este efeito. No âmbito do programa funcional do Hospital de Tomar são as camas afectas à medicina de reabilitação. Essas camas passam a albergar a traumatologia do Centro Hospitalar do Médio Tejo, neste período.
Segundo o mesmo responsável a transferência do internamento e da actividade cirúrgica vai obrigar à deslocação de profissionais. «Temos um sistema de transporte previsto para deslocar equipas médicas, de pessoal de enfermagem, e auxiliares de acção médica e também de técnicos na medida das necessidade e na medida em que seja necessário reforçar as actividades em Tomar e Torres Novas, mais particularmente em Tomar, para onde vai ser transferida a maior parte da actividade cirúrgica. As equipas serão reforçadas com profissionais deslocados da unidade de Abrantes».
Silvino Alcaravela concluiu apontando «o grande potencial que o Médio Tejo tem na área da saúde para poder albergar a actividade cirúrgica neste período. Temos assim a possibilidade no Médio Tejo de continuar a dar resposta na satisfação das necessidades das populações, transferindo os recursos necessários e dar resposta às necessidades das populações com os níveis de segurança e qualidade que são exigíveis».
Silvino Alcaravela ainda respondeu a várias questões sobre a transferência da actividade cirúrgica para Tomar e Torres Novas, garantindo que após as obras tudo voltará à normalidade.
Urgência do Hospital de Tomar sem acesso a exames de TAC
A transferência para Tomar da urgência cirúrgica implica a existência no Hospital de um aparelho de TAC. Quanto a esta questão o presidente do Conselho de Administração afirmou que todos os serviços que são prestados aos doentes serão garantidos, não adiantando como. Ao que o jornal "O Templário" apurou, ainda não há acordo com o CHMT em relação à utilização do TAC, dado que este serviço é prestado por uma empresa privada ao Hospital de Abrantes.
A propósito da falta de acesso a exames de TAC dos doentes que recorram à urgência do Hospital de Tomar, o Templário solicitou um esclarecimento a Correia Leal, Director Clínico do grupo CRT/DIAMECOM proprietário dos equipamentos existentes no Hospital de Abrantes e no consultório de Tomar.
Segundo este, desde Abril 2005, após concurso e nos termos do contrato existente entre o grupo que lidera e o Conselho de Administração do CHMT, o aparelho instalado no Hospital de Abrantes está disponível 24 horas por dia, incluindo fins de semana e feriados. No período normal de funcionamento os doentes do Hospital de Tomar vão ao consultório existente na cidade; fora desse período vão a Abrantes.
Correia Leal revela que no passado dia 17 a Directora Clínica do CHMT lhe manifestou a necessidade de o período de disponibilidade de 24 horas até agora existente no Hospital de Abrantes ser "transferido" para o consultório de Tomar, considerando as recentes alterações na distribuição dos serviços de urgência dos três Hospitais. Assim, entre as 21h e as 9h, os doentes do Hospital de Tomar apenas teriam de fazer uma curta deslocação dentro da cidade. Para os doentes do Hospital de Torres Novas o trajecto seria até mais curto.
A pretensão do CHMT foi de imediato atendida. Até hoje vários ajustes logísticos foram efectuados e estava agendada para o dia 1 de Agosto a entrada em funcionamento do novo sistema de apoio.
Correia Leal acrescenta que no dia 25, no final do dia, a referida Directora Clínica informou que o Conselho de Administração do CHMT não pretendia qualquer alteração ao esquema em vigor, mantendo-se portanto a disponibilidade de 24 horas no equipamento de TAC instalado no Hospital de Abrantes.
Correia Leal considera que são os responsáveis do Centro Hospitalar que têm a missão de estabelecer a estratégia e o plano funcional dos três Hospitais razão pela qual considera descabido e incorrecto fazer qualquer comentário. Reafirma contudo estar sempre disponível para colaborar com o CHMT na procura de situações estruturadas, profissionais e diferenciadas que resolvam as carências existentes na área dos meios auxiliares de diagnóstico por imagem.
O Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo reuniu com a comunicação social da região para anunciar publicamente as mudanças temporárias e o Presidente do Conselho de Administração começou por fazer a "radiografia" do actual bloco operatório: "é um bloco com 21 anos de funcionamento, obedeceu a uma concepção definida de há 20 e tal anos. Passado este tempo e as avaliações que são feitas, as exigências do processo de acreditação e as verificações que são feitas através de equipas técnicas apontaram para a necessidade de introduzirmos melhorias no bloco. Conseguida a autorização ministerial, nomeadamente do Ministro da Saúde e do Ministro das Finanças as obras, já adjudicadas, vão ter início no dia 1 de Agosto, embora o estaleiro tenha sido montado no dia 24 de Julho e por essa razão, toda a actividade cirúrgica desenvolvida no Hospital de Abrantes teve que ser transferida para as unidades de Tomar e de Torres Novas.
Profissionais
com transportes assegurados
Segundo Silvino Alcaravela, no caso de Tomar a transferência do internamento cirúrgico de ortopedia passará a funcionar numa unidade de 26 camas, que vão ser activadas especialmente para este efeito. No âmbito do programa funcional do Hospital de Tomar são as camas afectas à medicina de reabilitação. Essas camas passam a albergar a traumatologia do Centro Hospitalar do Médio Tejo, neste período.
Segundo o mesmo responsável a transferência do internamento e da actividade cirúrgica vai obrigar à deslocação de profissionais. «Temos um sistema de transporte previsto para deslocar equipas médicas, de pessoal de enfermagem, e auxiliares de acção médica e também de técnicos na medida das necessidade e na medida em que seja necessário reforçar as actividades em Tomar e Torres Novas, mais particularmente em Tomar, para onde vai ser transferida a maior parte da actividade cirúrgica. As equipas serão reforçadas com profissionais deslocados da unidade de Abrantes».
Silvino Alcaravela concluiu apontando «o grande potencial que o Médio Tejo tem na área da saúde para poder albergar a actividade cirúrgica neste período. Temos assim a possibilidade no Médio Tejo de continuar a dar resposta na satisfação das necessidades das populações, transferindo os recursos necessários e dar resposta às necessidades das populações com os níveis de segurança e qualidade que são exigíveis».
Silvino Alcaravela ainda respondeu a várias questões sobre a transferência da actividade cirúrgica para Tomar e Torres Novas, garantindo que após as obras tudo voltará à normalidade.
Urgência do Hospital de Tomar sem acesso a exames de TAC
A transferência para Tomar da urgência cirúrgica implica a existência no Hospital de um aparelho de TAC. Quanto a esta questão o presidente do Conselho de Administração afirmou que todos os serviços que são prestados aos doentes serão garantidos, não adiantando como. Ao que o jornal "O Templário" apurou, ainda não há acordo com o CHMT em relação à utilização do TAC, dado que este serviço é prestado por uma empresa privada ao Hospital de Abrantes.
A propósito da falta de acesso a exames de TAC dos doentes que recorram à urgência do Hospital de Tomar, o Templário solicitou um esclarecimento a Correia Leal, Director Clínico do grupo CRT/DIAMECOM proprietário dos equipamentos existentes no Hospital de Abrantes e no consultório de Tomar.
Segundo este, desde Abril 2005, após concurso e nos termos do contrato existente entre o grupo que lidera e o Conselho de Administração do CHMT, o aparelho instalado no Hospital de Abrantes está disponível 24 horas por dia, incluindo fins de semana e feriados. No período normal de funcionamento os doentes do Hospital de Tomar vão ao consultório existente na cidade; fora desse período vão a Abrantes.
Correia Leal revela que no passado dia 17 a Directora Clínica do CHMT lhe manifestou a necessidade de o período de disponibilidade de 24 horas até agora existente no Hospital de Abrantes ser "transferido" para o consultório de Tomar, considerando as recentes alterações na distribuição dos serviços de urgência dos três Hospitais. Assim, entre as 21h e as 9h, os doentes do Hospital de Tomar apenas teriam de fazer uma curta deslocação dentro da cidade. Para os doentes do Hospital de Torres Novas o trajecto seria até mais curto.
A pretensão do CHMT foi de imediato atendida. Até hoje vários ajustes logísticos foram efectuados e estava agendada para o dia 1 de Agosto a entrada em funcionamento do novo sistema de apoio.
Correia Leal acrescenta que no dia 25, no final do dia, a referida Directora Clínica informou que o Conselho de Administração do CHMT não pretendia qualquer alteração ao esquema em vigor, mantendo-se portanto a disponibilidade de 24 horas no equipamento de TAC instalado no Hospital de Abrantes.
Correia Leal considera que são os responsáveis do Centro Hospitalar que têm a missão de estabelecer a estratégia e o plano funcional dos três Hospitais razão pela qual considera descabido e incorrecto fazer qualquer comentário. Reafirma contudo estar sempre disponível para colaborar com o CHMT na procura de situações estruturadas, profissionais e diferenciadas que resolvam as carências existentes na área dos meios auxiliares de diagnóstico por imagem.
Casos de Polícia
A 25 de Julho, um incêndio numa cave em residência, em Engenhos, Rio de Couros consumiu 100m2 de área. As causas e os prejuízos são desconhecidos. Estava coberto pelo seguro.
Um outro incêndio em Outeiro das Gameiras consumiu 1500 m2 numa zona de caça livre. As causas são desconhecidas.
Um ferido leve é o resultado de um despiste de um veículo ligeiro em Nossa Senhora da Piedade, a 26 de Julho.
A 27 de Julho, um incêndio em Beco das Ferreiras, Casal Pinheiro, freguesia de Freixianda consumiu 100 m2, numa zona de caça livre. As causas e os prejuízos são desconhecidos. Um outro incêndio em Carrasqueiras, Casal Pinheiro, Freixianda, consumiu 1000 m2 numa zona de caça livre. Os prejuízos são desconhecidos.
As chamas consumiram 200 m2 de área em Charneca, Freixianda. As causas são desconhecidas tendo o incêndio ocorrido em zona de caça livre.
Uma colisão em Corredoura, entre dois ligeiros, provocou danos materiais.
Duas pessoas ficaram feridas na sequência de um choque entre dois veículos ligeiros em Moinhos, Olival, a 28 de Julho. Já de uma colisão no cruzamento em Pinhel, entre dois ligeiros resultaram danos materiais.
Um incêndio em Casal Pinheiro, Freixianda consumiu 200 m2 numa zona de caça associativa. As causas e os prejuízos são desconhecidos.
A 29 de Julho, uma colisão entre dois ligeiros, em Melroeira, Nossa Senhora das Misericórdias provocou danos materiais. Um incêndio em Casal Pinheiro, Freixianda consumiu 20 m2, numa zona de caça associativa. As causas são desconhecidas.
A 30 de Julho, um incêndio em Murouços, Fontaínhas, Alburitel consumiu 100 m2 de área. As causas são desconhecidas.
Um incêndio em Casal Pinheiro, Freixianda consumiu 100m2, em zona de caça livre. As causas são desconhecidas.
Um choque em Mata, Olival, entre dois ligeiros provocou danos materiais.
Um incêndio em Penigardos, Nossa Senhora da Piedade consumiu 10 m2 de área, a 31 de Julho. Presume-se fogo posto. O autor e os prejuízos são desconhecidos.
Um despiste em Lourinha, de um veículo ligeiro, resultou em danos materiais.
Um ferido leve é o balanço de um despiste de um veículo em Maxieira. Também de uma colisão entre um motociclo e um motocultivador resultou um ferido leve.
Ao que o Notícias de Ourém apurou, a Protecção civil municipal intensificou a vigilância na área de Casal Pinheiro de forma a apurar o estranho caso de tantos incêndios, sucessivos, na mesma localidade.
Um outro incêndio em Outeiro das Gameiras consumiu 1500 m2 numa zona de caça livre. As causas são desconhecidas.
Um ferido leve é o resultado de um despiste de um veículo ligeiro em Nossa Senhora da Piedade, a 26 de Julho.
A 27 de Julho, um incêndio em Beco das Ferreiras, Casal Pinheiro, freguesia de Freixianda consumiu 100 m2, numa zona de caça livre. As causas e os prejuízos são desconhecidos. Um outro incêndio em Carrasqueiras, Casal Pinheiro, Freixianda, consumiu 1000 m2 numa zona de caça livre. Os prejuízos são desconhecidos.
As chamas consumiram 200 m2 de área em Charneca, Freixianda. As causas são desconhecidas tendo o incêndio ocorrido em zona de caça livre.
Uma colisão em Corredoura, entre dois ligeiros, provocou danos materiais.
Duas pessoas ficaram feridas na sequência de um choque entre dois veículos ligeiros em Moinhos, Olival, a 28 de Julho. Já de uma colisão no cruzamento em Pinhel, entre dois ligeiros resultaram danos materiais.
Um incêndio em Casal Pinheiro, Freixianda consumiu 200 m2 numa zona de caça associativa. As causas e os prejuízos são desconhecidos.
A 29 de Julho, uma colisão entre dois ligeiros, em Melroeira, Nossa Senhora das Misericórdias provocou danos materiais. Um incêndio em Casal Pinheiro, Freixianda consumiu 20 m2, numa zona de caça associativa. As causas são desconhecidas.
A 30 de Julho, um incêndio em Murouços, Fontaínhas, Alburitel consumiu 100 m2 de área. As causas são desconhecidas.
Um incêndio em Casal Pinheiro, Freixianda consumiu 100m2, em zona de caça livre. As causas são desconhecidas.
Um choque em Mata, Olival, entre dois ligeiros provocou danos materiais.
Um incêndio em Penigardos, Nossa Senhora da Piedade consumiu 10 m2 de área, a 31 de Julho. Presume-se fogo posto. O autor e os prejuízos são desconhecidos.
Um despiste em Lourinha, de um veículo ligeiro, resultou em danos materiais.
Um ferido leve é o balanço de um despiste de um veículo em Maxieira. Também de uma colisão entre um motociclo e um motocultivador resultou um ferido leve.
Ao que o Notícias de Ourém apurou, a Protecção civil municipal intensificou a vigilância na área de Casal Pinheiro de forma a apurar o estranho caso de tantos incêndios, sucessivos, na mesma localidade.
ATOUGUIA: Presidente da Junta apela à população para utilizar Correios
A Junta e Assembleia de Freguesia de Atouguia estão a desenvolver novos esforços para evitar o eventual encerramento do posto dos CTT, naquela freguesia.
Em relação ao "redimensionamento dos Correios", a Assembleia de Fregusia deliberou, por unanimidade, em reunião de 29 de Junho solicitar à administração dos CTT que o horário de funcionamento seja mais alargado, das 13h30 às 17h30 para que "as empresas locais pudessem fazer o seu expediente sem terem de se deslocar a estações vizinhas". Actualmente a Estação funciona das 14h30 às 16h30.
A proposta deste órgão autárquico é que a Estação funcione, pelo menos, um ano com este horário para que, depois, mediante apresentação das contas e balancete, à população.
"Caso os resultados sejam negativos, e para que a população atouguiense não venha posteriormente a sofrer consequências na perda deste bem essencial, a Junta compromete-se, então, a assumir o agenciamento dos serviços de acordo com as normas estabelecidas, isto é, aceitando o protocolo feito com a ANAFRE – Associação Nacional de Freguesias".
Para que a Junta não tenha que assumir o agenciamento da Estação dos Correios, o presidente da Junta de Freguesia, Tavares Lopes apela a que a população bem como às empresas sediadas na freguesia utilizem o endereço de apartados e todos os serviços dos CTT ali disponíveis como envio e recebimento de encomendas ou pagamento de contas e levantamento de pensões.
Tavares Lopes salienta ainda que está preocupado principalmente com as pessoas mais idosas, uma vez que são elas que levantam ali a pensão e resolvem outras questões, nos Correios.
Depois desta deliberação em Assembleia, o autarca enviou uma carta ao Director comercial do Centro, onde apelava à mudança e alargamento do horário de serviço da Estação para um bom serviço à população.
Logo a 30 de Junho, a Junta de Freguesia enviou ao governador civil de Santarém, Paulo Fonseca, um dossier completo de todo o processo solicitando-lhe o seu empenho nesta matéria.
Recorde-se que já na edição de 7 de Janeiro de 2005, o Notícias de Ourém dava conta da revolta popular. A população ameaçava ir além do simples protesto e reuniu num abaixo-assinado quase duas mil assinaturas.
Em relação ao "redimensionamento dos Correios", a Assembleia de Fregusia deliberou, por unanimidade, em reunião de 29 de Junho solicitar à administração dos CTT que o horário de funcionamento seja mais alargado, das 13h30 às 17h30 para que "as empresas locais pudessem fazer o seu expediente sem terem de se deslocar a estações vizinhas". Actualmente a Estação funciona das 14h30 às 16h30.
A proposta deste órgão autárquico é que a Estação funcione, pelo menos, um ano com este horário para que, depois, mediante apresentação das contas e balancete, à população.
"Caso os resultados sejam negativos, e para que a população atouguiense não venha posteriormente a sofrer consequências na perda deste bem essencial, a Junta compromete-se, então, a assumir o agenciamento dos serviços de acordo com as normas estabelecidas, isto é, aceitando o protocolo feito com a ANAFRE – Associação Nacional de Freguesias".
Para que a Junta não tenha que assumir o agenciamento da Estação dos Correios, o presidente da Junta de Freguesia, Tavares Lopes apela a que a população bem como às empresas sediadas na freguesia utilizem o endereço de apartados e todos os serviços dos CTT ali disponíveis como envio e recebimento de encomendas ou pagamento de contas e levantamento de pensões.
Tavares Lopes salienta ainda que está preocupado principalmente com as pessoas mais idosas, uma vez que são elas que levantam ali a pensão e resolvem outras questões, nos Correios.
Depois desta deliberação em Assembleia, o autarca enviou uma carta ao Director comercial do Centro, onde apelava à mudança e alargamento do horário de serviço da Estação para um bom serviço à população.
Logo a 30 de Junho, a Junta de Freguesia enviou ao governador civil de Santarém, Paulo Fonseca, um dossier completo de todo o processo solicitando-lhe o seu empenho nesta matéria.
Recorde-se que já na edição de 7 de Janeiro de 2005, o Notícias de Ourém dava conta da revolta popular. A população ameaçava ir além do simples protesto e reuniu num abaixo-assinado quase duas mil assinaturas.
Furto à mão armada rende trinta mil euros
Um assalto a uma ourivesaria, em Fátima, a 31 de Julho rendeu aos três assaltantes uma quantia de trinta mil euros.
O furto foi perpetrado por três indivíduos desconhecidos, de cara descoberta e tez morena, empunhando uma arma de fogo de características, também desconhecidas. Era uma arma pequena e preta.
Já na loja, partiram uma vitrine e retiraram peças em ouro, cujo valor ronda os trinta mil euros. O prejuízo está coberto pelo seguro.
Os assaltantes abandonaram o local a pé. A PSP de Fátima efectuou diligências nas imediações do local mas não foi possível localizar os indivíduos. As investigações prosseguem, a cargo da Polícia Judiciária de Leiria.
O furto foi perpetrado por três indivíduos desconhecidos, de cara descoberta e tez morena, empunhando uma arma de fogo de características, também desconhecidas. Era uma arma pequena e preta.
Já na loja, partiram uma vitrine e retiraram peças em ouro, cujo valor ronda os trinta mil euros. O prejuízo está coberto pelo seguro.
Os assaltantes abandonaram o local a pé. A PSP de Fátima efectuou diligências nas imediações do local mas não foi possível localizar os indivíduos. As investigações prosseguem, a cargo da Polícia Judiciária de Leiria.
Campeão de pesca à carpa é oureense

Carlos Oliveira é campeão de pesca, na modalidade de pesca desportiva às carpas. Este oureense, natural da cidade de Ourém e residente em Alcaidaria sagrou-se campeão nacional na prova nacional, disputada na barragem do Divor, em Arraiolos, a 30 de Julho. Nesta prova pescaram 8 200kg de carpas (apenas três carpas, uma das quais com quatro quilos).
Sobre este título, o pescador oureense entende-o como um reconhecimento do "esforço, dedicação, empenho e paixão", neste desporto. "Tem é que se ter paixão", salienta. Apesar da equipa estar integrada num clube do Entroncamento, são os pescadores que custeiam as despesas de participação nas provas e treinos que realizam no campeonato nacional, não dispondo nem de patrocínios nem de outros apoios.
O pescador oureense já estabeleceu contactos para que a modalidade de pesca desportiva à carpa possa existir num clube oureense, neste caso o Juventude Ouriense.
"Não estou à espera que nos dêem nada. Se tenho de ajudar um clube que seja da terra. E o JO tem crescido. Acho que, quantos mais títulos arranjar, melhor", refere.
Quanto à possibilidade de uma escola de pesca "tudo o que contribua para a sanidade mental dos miúdos" e "proporcione momentos de bem-estar e tranquilize", Carlos Oliveira entende ser óptimo mas, alerta que a pesca que pratica é um desporto complicado já que as provas duram bastante tempo.
Equipa
Carlos Oliveira faz equipa com outro Carlos, este Fernandes, de Constância. Ambos defendem as cores do CAP do Entroncamento.
Esta equipa juntamente com as outras duas melhores do país disputarão o campeonato do mundo de pesca à carpa que se realiza de 11 a 14 de Setembro, na barragem de Montargil, Ponte de Sôr.
No próximo ano, a mesma equipa de seis pescadores defenderá as cores de Portugal na Sérvia-Montenegro. Isto porque o campeonato do mundo de 2006 é disputado tendo em conta a prestação dos pescadores nas provas realizadas ao longo do ano de 2005. A equipa de Carlos Oliveira obteve, no ano passado, a medalha de bronze. No próximo ano, a equipa de Carlos que este ano se sagrou campeã nacional junta-se aos segundos e terceiros classificados que, curiosamente são os mesmos pescadores, tendo apenas verificado uma inversão na tabela classificativa.
Optimismo
Neste campeonato mundial, Carlos Oliveira está optimista. Apesar de ter consciência da responsabilidade acrescida. "Porque jogando em casa e sendo campeões, a fasquia está mais elevada", salienta.
Este optimismo é reforçado pela certeza que a equipa portuguesa (constituída pelas três melhores equipas em competição nacional) é "bastante forte".
Conquistar um título mundial para Portugal seria um feito excelente já que o nosso país só uma vez, no seu historial conseguiu conquistar o ouro.
Na modalidade de pesca às carpas, a prova dura 72h ininterruptas e tem um perímetro definido, do qual a equipa não pode sair. Ali se come, dorme, cozinha e pesca.
Além dos treinos e competições, Carlos Oliveira aproveita algumas saídas em família para fazer umas pescarias. Até o filho de seis anos já sabe pescar.
30 anos
na pesca
Carlos Oliveira, 40 anos, começou nas lides da pesca já lá vão 30 anos, incentivado pelo médico dr.Durão. "Ele é que nos levava, nos incentivava", comenta. E foi continuando a lançar as canas e fazer pesca à bóia até que, fez uma paragem entre 1997 e 2000. Quando voltou à pesca fê-lo na categoria de pesca à carpa.
Desporto e protecção civil na visita de comitiva indonésia ao distrito
O distrito de Santarém recebeu, na passada sexta-feira, a visita de uma delegação política da província de Sulawesi Ocidental, Indonésia. A comitiva conheceu as instalações desportivas de Rio Maior e o funcionamento do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Santarém, onde foi anunciada a criação de uma Câmara de Comércio Luso-Indonésia, com sede a instalar nesta região.
Para o Governador Civil de Santarém, Paulo Fonseca, a Câmara representa uma plataforma empresarial e a sua localização no distrito resulta das suas características «atractivas» geográficas, culturais e de acessibilidades. O acordo permitirá estabilizar as relações entre os dois países, realçou. Ao nível do desporto, o representante do Governo elogiou o «conjunto de grandes equipamentos» do Complexo Desportivo de Rio Maior e defendeu que a Indonésia tem capacidades para desenvolver estruturas de igual natureza. Em Tomar, em conferência de imprensa na sala de operações do CDOS, Paulo Fonseca reconheceu que a protecção civil é já um «aspecto bastante avançado, cuja qualidade operacional permite levar à cooperação». Relativamente à visita da comitiva indonésia, o Governador Civil salientou que se trata de mais um passo na internacionalização de Santarém, após a deslocação à Roménia, onde foram estabelecidas algumas de medidas, tais como o acesso privilegiado das empresas ribatejanas aos concursos públicos romenos.
Francisco Lopes da Cruz, Embaixador da Indonésia em Portugal, afirmou que existe vontade para um aprofundamento das relações e que o seu país, enquanto potência em crescimento, representa uma aposta positiva. Por isso, deve aprender-se hoje para dar possibilidades de cooperação no futuro, defendeu o diplomata, acrescentando que os dois países devem igualmente aprender com a história.
As estruturas desportivas de Rio Maior foram o que mais surpreenderam o líder da comitiva. Segundo o Secretário da Província de Sulawesi Ocidental, Tashan Burhanudin, é possível estabelecer uma relação de intercâmbio entre as duas autarquias, não apenas ao nível do desporto como também em termos de energia eólica, lançando o convite para uma visita à sua região.
Esta deslocação de representantes políticos indonésios surgiu na sequência da visita realizada por Francisco Lopes da Cruz ao distrito de Santarém, em Outubro do ano passado.
Para o Governador Civil de Santarém, Paulo Fonseca, a Câmara representa uma plataforma empresarial e a sua localização no distrito resulta das suas características «atractivas» geográficas, culturais e de acessibilidades. O acordo permitirá estabilizar as relações entre os dois países, realçou. Ao nível do desporto, o representante do Governo elogiou o «conjunto de grandes equipamentos» do Complexo Desportivo de Rio Maior e defendeu que a Indonésia tem capacidades para desenvolver estruturas de igual natureza. Em Tomar, em conferência de imprensa na sala de operações do CDOS, Paulo Fonseca reconheceu que a protecção civil é já um «aspecto bastante avançado, cuja qualidade operacional permite levar à cooperação». Relativamente à visita da comitiva indonésia, o Governador Civil salientou que se trata de mais um passo na internacionalização de Santarém, após a deslocação à Roménia, onde foram estabelecidas algumas de medidas, tais como o acesso privilegiado das empresas ribatejanas aos concursos públicos romenos.
Francisco Lopes da Cruz, Embaixador da Indonésia em Portugal, afirmou que existe vontade para um aprofundamento das relações e que o seu país, enquanto potência em crescimento, representa uma aposta positiva. Por isso, deve aprender-se hoje para dar possibilidades de cooperação no futuro, defendeu o diplomata, acrescentando que os dois países devem igualmente aprender com a história.
As estruturas desportivas de Rio Maior foram o que mais surpreenderam o líder da comitiva. Segundo o Secretário da Província de Sulawesi Ocidental, Tashan Burhanudin, é possível estabelecer uma relação de intercâmbio entre as duas autarquias, não apenas ao nível do desporto como também em termos de energia eólica, lançando o convite para uma visita à sua região.
Esta deslocação de representantes políticos indonésios surgiu na sequência da visita realizada por Francisco Lopes da Cruz ao distrito de Santarém, em Outubro do ano passado.
Actividades ao ar livre ocupam manhas de domingo

Pé no step, pé no chão, a voz do instrutor vai norteando os movimentos das participantes na aula de aeróbica/step que decorreu no último domingo, 30 de Julho. Duas dezenas de senhoras, de diferentes idades participaram nesta aula, ao som de música, que durou uma hora.
Esta aula de aeróbica inseriu-se num conjunto de actividades ao ar livre que decorreram durante a manhã de domingo. Demonstração de kung fu e uma actuação do grupo de danças modernas fizeram parte do programa deste domingo activo.
O objectivo é levar as pessoas a efectuarem actividades desportivas ao ar livre. A iniciativa da autarquia conta com a colaboração de três ginásios do concelho. As actividades deste domingo foram promovidas pelo ginásio SportGim.
No próximo dia 13 de Agosto, as actividades ao ar livre realizam-se no parque aventura do Agroal.
A partir das 9h haverá step mix, hip hop, localizada, body light e capoeira, com professores do ginásio Maxiforma.
Fim de semana da Juventude
No âmbito das comemorações do Dia internacional da Juventude realizam-se várias actividades no fim-de-semana de 12 de Agosto, no Parque do Agroal.
Esta actividade é uma organização em parceria com a Câmara Municipal de Ourém, Delegação Regional de Santarém do Instituto Português da Juventude, FAJUDIS e ADIRN.
11 de Agosto
(Sexta-Feira)
15h00 às 21h00 – Recepção aos jovens;
21h00 às 22h00 – Colóquio "Associativismo em Conversa" – Fajudis/ IPJ
22h30 às 24h00 – Festival de Bandas Rock
12 de Agosto
Dia Internacional da Juventude
(Sábado)
10h00 às 10h30 – Cerimónia de Abertura do Dia Internacional da Juventude;
10h30 às 19h00 – Circuito de Actividades de Outdoor;
10h30 às 12h00 – Passeio Pedestre – Rota do Agroal;
14h00 às 15h00 – Sessão de Apoio/Sensibilização ao Associativismo
15h30 às 17h00 – Passeio de Canoagem Agroal / Nabão;
17h30 às 19h00 – Open de Escalada – Parede Natural;
19h00 às 20h30 – Torneio de Vólei;
22h00 às 24h00 – Concerto de Bandas de Rock.
13 de Agosto
(Domingo)
10h00 às 12h00 – Manhã Fitness
10h00 às 19h00 – Circuito de Actividades de Outdoor;
15h00 às 16h00 – Colóquio sobre Prevenção da Natureza e Poluição Ambiental;
16h30 às 18h00 – Prova de Orientação;
16h30 às 18h00 – Passeio de Canoagem Agroal / Nabão;
17h30 às 19h00 – Passeio de BTT / Rota do Agroal;
20h00 às 20h45 – Cerimónia de Encerramento;
Esta actividade é uma organização em parceria com a Câmara Municipal de Ourém, Delegação Regional de Santarém do Instituto Português da Juventude, FAJUDIS e ADIRN.
11 de Agosto
(Sexta-Feira)
15h00 às 21h00 – Recepção aos jovens;
21h00 às 22h00 – Colóquio "Associativismo em Conversa" – Fajudis/ IPJ
22h30 às 24h00 – Festival de Bandas Rock
12 de Agosto
Dia Internacional da Juventude
(Sábado)
10h00 às 10h30 – Cerimónia de Abertura do Dia Internacional da Juventude;
10h30 às 19h00 – Circuito de Actividades de Outdoor;
10h30 às 12h00 – Passeio Pedestre – Rota do Agroal;
14h00 às 15h00 – Sessão de Apoio/Sensibilização ao Associativismo
15h30 às 17h00 – Passeio de Canoagem Agroal / Nabão;
17h30 às 19h00 – Open de Escalada – Parede Natural;
19h00 às 20h30 – Torneio de Vólei;
22h00 às 24h00 – Concerto de Bandas de Rock.
13 de Agosto
(Domingo)
10h00 às 12h00 – Manhã Fitness
10h00 às 19h00 – Circuito de Actividades de Outdoor;
15h00 às 16h00 – Colóquio sobre Prevenção da Natureza e Poluição Ambiental;
16h30 às 18h00 – Prova de Orientação;
16h30 às 18h00 – Passeio de Canoagem Agroal / Nabão;
17h30 às 19h00 – Passeio de BTT / Rota do Agroal;
20h00 às 20h45 – Cerimónia de Encerramento;
Breves
Construções na Areia 2006
Este ano, as Construções na Areia voltam a animar as Praias da Região. Dias 14 e 15 de Agosto a Praiada Nazaré e a Praia do Pedrógão recebem, respectivamente, a partir das 11h00, mais uma edição do concurso "Construções na Areia 2006". Esta iniciativa é promovida pelo Diário de Notícias e decorre de 4 a 29 de Agosto, em 28 praias do país.
O concurso está aberto a todas as crianças dos 6 aos 14 anos e divide-se em duas categorias: A –6 a 10 anos e B –11 a 14 anos. As inscrições são gratuitas e limitadas a 60 concorrentes em cada praia (30 de cada categoria). Cada participante só pode concorrer numa praia. Os temas para as construções são livres e os trabalhos devem ser executados por memorização.
Em cada categoria, disputam-se o primeiro, segundo e terceiro prémios. O júri concede ainda 2 Menções Honrosas por categoria e Diplomas de participação a todos os concorrentes.
A final está marcada para o dia 10 de Setembro, domingo, pelas10h30, na Praia da Nazaré em que concorrem os primeiros classificados da categoria B premiados nas diferentes praias.
Informações adicionais em: http://dn.sapo.pt/construcoes_na_areia/
Mariza ao vivo no Mosteiro de Alcobaça
Dia 11 de Agosto, sexta-feira, a partir das22h00, Mariza apresenta as canções do seu mais recente álbumTransparente, no Claustro do Mosteiro de Alcobaça. O fado surge aqui na sua individualidade mas transportando novas cores, num contínuo trabalho de tradição e inovação.
Os bilhetes estão à venda, na Tesouraria da Câmara Municipal de Alcobaça, nos Postos de Turismo de Alcobaça, São Martinho do Porto, e Nazaré, no Café Degrau na Benedita e ainda nas lojas Fnac, nas lojas Abreu, emwww.plateia.pt e em www.ticketline.sapo.pt. O preço dos bilhetes é de 15€ para a primeira plateia e de 12€ para a segunda plateia.
Informações adicionais em www.mariza.org/
Atlantic Beats 2006
em São Pedro de Moel
No próximo dia 11 de Agosto, sexta-feira, São Pedro de Moel acolhe a 2ª edição do Festival de MúsicaAtlantic Beats 2006.
Este festival acontece nas Piscinas de São Pedro de Móel, a partirconta com as presenças de alguns dos melhores Dj’s nacionais e internacionais, com um cartaz que se destaca pelo vanguardismo, mas também pelo gosto pelo eclético.Dimitri From PariseMylofazem as honras da casa! Vale a pena ficar atento e aguardar pelos detalhes do programa que a organização Heart & Soul reserva para o Atlantic Beats.
Informações adicionais em: www.heartandsoul.pt
Este ano, as Construções na Areia voltam a animar as Praias da Região. Dias 14 e 15 de Agosto a Praiada Nazaré e a Praia do Pedrógão recebem, respectivamente, a partir das 11h00, mais uma edição do concurso "Construções na Areia 2006". Esta iniciativa é promovida pelo Diário de Notícias e decorre de 4 a 29 de Agosto, em 28 praias do país.
O concurso está aberto a todas as crianças dos 6 aos 14 anos e divide-se em duas categorias: A –6 a 10 anos e B –11 a 14 anos. As inscrições são gratuitas e limitadas a 60 concorrentes em cada praia (30 de cada categoria). Cada participante só pode concorrer numa praia. Os temas para as construções são livres e os trabalhos devem ser executados por memorização.
Em cada categoria, disputam-se o primeiro, segundo e terceiro prémios. O júri concede ainda 2 Menções Honrosas por categoria e Diplomas de participação a todos os concorrentes.
A final está marcada para o dia 10 de Setembro, domingo, pelas10h30, na Praia da Nazaré em que concorrem os primeiros classificados da categoria B premiados nas diferentes praias.
Informações adicionais em: http://dn.sapo.pt/construcoes_na_areia/
Mariza ao vivo no Mosteiro de Alcobaça
Dia 11 de Agosto, sexta-feira, a partir das22h00, Mariza apresenta as canções do seu mais recente álbumTransparente, no Claustro do Mosteiro de Alcobaça. O fado surge aqui na sua individualidade mas transportando novas cores, num contínuo trabalho de tradição e inovação.
Os bilhetes estão à venda, na Tesouraria da Câmara Municipal de Alcobaça, nos Postos de Turismo de Alcobaça, São Martinho do Porto, e Nazaré, no Café Degrau na Benedita e ainda nas lojas Fnac, nas lojas Abreu, emwww.plateia.pt e em www.ticketline.sapo.pt. O preço dos bilhetes é de 15€ para a primeira plateia e de 12€ para a segunda plateia.
Informações adicionais em www.mariza.org/
Atlantic Beats 2006
em São Pedro de Moel
No próximo dia 11 de Agosto, sexta-feira, São Pedro de Moel acolhe a 2ª edição do Festival de MúsicaAtlantic Beats 2006.
Este festival acontece nas Piscinas de São Pedro de Móel, a partirconta com as presenças de alguns dos melhores Dj’s nacionais e internacionais, com um cartaz que se destaca pelo vanguardismo, mas também pelo gosto pelo eclético.Dimitri From PariseMylofazem as honras da casa! Vale a pena ficar atento e aguardar pelos detalhes do programa que a organização Heart & Soul reserva para o Atlantic Beats.
Informações adicionais em: www.heartandsoul.pt
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