15 junho 2007

«Vós sois a ternura do mundo»


A Peregrinação das Crianças congregou namanhã de 10 de Junho, no Santuário de Fátima, vinte e cinco mil meninos e meninas vindos de todo o Portugal. Pela primeira vez, um grupo estrangeiro de crianças, neste caso da Áustria, participou nesta peregrinação que contou com um total de 130 mil participantes (crianças e adultos).
Presidiu a este encontro o Bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto. Concelebraram o Bispo Emérito da Diocese de Leiria-Fátima, D. Serafim Ferreira e Silva, e vários sacerdotes, incluindo o Reitor do Santuário de Fátima.
Ainda que no início das celebrações a chuva obrigasse as crianças a resguardarem-se nas Colunatas, no momento da celebração da Eucaristia a chuva parou e as crianças puderam ocupar o lugar que lhes estava especialmente reservado, a escadaria do Recinto.
Muitos outros meninos e meninas, alguns ainda bebés, estiveram junto dos seus familiares na grande massa humana que quase encheu o Recinto de Oração.
No momento final foi oferecida a todas as crianças a tradicional "surpresa", que este ano foi o livro "A Visita da Senhora do Rosário", editado propositadamente para esta iniciativa.
Esta peregrinação marca a diferença relativamente às outras realizadas no Santuário, uma vez que todos os aspectos são preparados e vividos a pensar nas crianças. Também a homilia foi totalmente dedicada aos mais novos. Nela, D. António Marto recordou as aparições em 1917 e, com o exemplo de vida dos Pastorinhos videntes, convidou as crianças a serem colaboradoras de Deus.
Crianças: colaboradores de Deus
"Notai bem que as crianças são muito importantes para Deus. (…) Quero que graveis na memória e no coração: Vós sois muito importantes. Deus conta convosco e espera muito de vós. Quer que sejais colaboradores dele para tornar o mundo melhor: mais belo, mais fraterno, mais justo, mais santo e, por isso, cheio de paz, onde não haja divisões entre os homens e os povos. Vós sois a ternura do mundo", afirmou o bispo interagindo com as crianças, que espontaneamente batiam as palmas.
D. António explicou às crianças que o "SIM a Deus e aos Irmãos" representa o "SIM ao amor" e que esse "Sim" deve significar, na actuação dos mais novos, "o respeito pelos outros, na família e na escola", e implica "ajudar todos os que precisam de nós, em qualquer circunstância ao longo da vida" e "ser capaz de partilhar com os outros as nossas alegrias e as nossas tristezas, (…) repartir com os outros, em especial com os que têm menos".
"O amor é o mais belo presente de Deus, que poderemos oferecer aos outros todos os dias da nossa vida", conclui o prelado.
Foi neste espírito que, no momento da oração dos fiéis, pela voz de algumas crianças, todos rezaram por todas as famílias e povos do mundo, pelos casais que não se entendem para que descubram a paz, pelo fim da guerra e pelo amor nos corações, pelos doentes e abandonados e pelas crianças que gostariam de poder participar na Peregrinação a Fátima e que o não tinham podido fazer.
Na Peregrinação deste ano as crianças trouxeram elas próprias presentes para Nossa Senhora, colocados no momento da apresentação dos dons junto de uma grande cruz, defronte do altar da peregrinação. Assim, de todo o país, foram entregues no Santuário dezenas de Rosários, de todas as cores e de variadíssimos materiais. Sementes, pão, lã, tecido, massa alimentícia, búzios, conchas, madeira, cartão, papel, pedra, cera e bolas de pingue-pongue foram alguns dos materiais criativamente usados pelas crianças para a elaboração dos Rosários.
Mas não foram só Rosários que foram oferecidos a Nossa Senhora. Em resposta ao apelo do Santuário, as crianças entregaram radiografias velhas e tinteiros já usados, que serão objecto de solidariedade para com crianças necessitadas.
Peregrinação teve hino inédito
Para a Peregrinação das Crianças deste ano, no 90º Aniversário das Aparições de Nossa Senhora em Fátima, foi criado um hino a partir das palavras proferidas pela Virgem: "Sou do Céu…a Senhora do Rosário", tema geral da peregrinação.
A letra inédita do hino "Sou do Céu" recorda as aparições de Nossa Senhora do Rosário aos três Pastorinhos. Foi escrita pela Irmã Maria Isolinda, responsável pela secção "Fátima dos Pequeninos" no jornal oficial do Santuário de Fátima "Voz da Fátima" e membro da Comissão da Peregrinação das Crianças.
A música é da autoria de Cristiana Francisco.
Ainda em termos musicais, o coro infantil do Santuário de Fátima "Schola Cantorum Os Pastorinhos de Fátima" voltou a ser o grande animador musical da celebração eucarística.
"A Visita da Senhora do Rosário"
"A Visita da Senhora do Rosário" foi o livrinho oferecido a todas as crianças que estiveram em Fátima a participar na Peregrinação Nacional das Crianças.
A prenda-surpresa que o Santuário ofereceu publica os desenhos e os textos vencedores do concurso nacional dirigido a todos os alunos do 1.º ciclo e que contou com a participação de cerca de 2500 crianças, de estabelecimentos de ensino de todo o país.
Na abertura do livro, D. António Marto escreveu: "Hoje sois vós, meninos e meninas, e todos nós, afinal, que devemos dar a conhecer os recados que Nossa Senhora deixou em Fátima, recados de Deus, nosso pai e tão nosso amigo! Se fizermos o que Ele manda, seremos amigos d’Ele e amigos uns dos outros".
Para além do livro, distribuído no final das cerimónias da peregrinação, as crianças receberam, logo à chegada ao Santuário, uma pulseira em tecido, distribuída em várias cores com as palavras "90 Anos das Aparições de Fátima".

Desenhos das crianças colocados no Santuário
Mais de uma dezena de painéis com alguns dos melhores desenhos do Concurso Nacional foram colocados como cartazes nas alamedas laterais do Recinto do Santuário.
Na obra "A Visita da Senhora do Rosário", a presidente do Júri do Concurso, Emília Nadal, escreve sobre a generalidade dos trabalhos recebidos: "A expressão das crianças é simples e alheia a artifícios, reduzindo-se ao essencial; isso não excluiu, antes supõe, a afectividade que envolve a percepção das realidades que representam e evocam nos seus desenhos, nas expressões dos diferentes grupos etários. Nessa perspectiva, o júri do Concurso distinguiu alguns trabalhos que, sendo fiéis ao tema das Aparições de Nossa Senhora, o interpretaram com particular espontaneidade, beleza e criatividade".

Escuteiros organizam casamento à moda antiga



Com o objectivo de angariar fundos, o Agrupamento 1263, da Ribeira do Fárrio, organizou, no passado dia 2 de Junho, um serão bem diferente. À mesa juntaram familiares e amigos num jantar de convívio e, ao mesmo tempo, o grupo de Teatro de Seiça representava a peça «O casamento». No fundo um entrecruzar da acção, onde a assistência era também actora, desempenhando o papel dos convidados na boda. Claro que se tratava da encenação de um casamento «à moda antiga» e por isso o repasto servido remetia também para o tempo dos avós, onde não faltou a canja de galinha caseira, as sopas do verde, tradicional à época, nos casamentos realizados na região, seguido do catrepe, prato também típico, de carne de cabra e do frango assado. Foi, assim, a recreação de uma tradição onde até a marcha nupcial foi tocada pelo acordeão.
Participaram neste evento cerca de duas centenas de pessoas.

Green party assinala 15 anos da Topeca



Uma lagoa, o pôr-do-sol, a envolvente natural a servir de cenário a uma festa para a Topeca comemorar o 15º aniversário, a 2 de Junho.
Com uma responsabilidade social e ambiental bastante acentuada, a "green party" serviu para proporcionar aos mais de 500 convidados momentos de convívio e de espectáculo. Espectáculo de rua, fogo de artíficio e animação multimédia foram conjugados com a apresentação das novidades da empresa.
O site institucional, www.topeca.com, apresenta-se totalmente remodelado e com novas funcionalidades. Tem o Catálogo Técnico completo com toda a informação essencial para a correcta aplicação dos produtos e ainda um pequeno filme exemplificativo do modo de utilização. Tem ainda uma área reservada especialmente pensada para engenheiros, arquitectos e projectistas onde podem encontrar informações várias.
Na noite de glamour foi ainda lançado um novo site, www.topecaonline.pt, vocacionado para a vertente comercial e que estará on line a partir de 18 de Junho. Será uma ferramenta de trabalho para os clientes que poderão efectuar encomendas on-line, ver o estado da encomenda, ver a conta corrente, a tabela de preços entre outras funcionalidades. Foram ainda apresentadas as novas embalagens com um novo design, diferenciador, moderno, e futurista.
"Iremos lutar, sei que o futuro continuará a sorrir", afirmou um dos responsáveis da mesma, no final das apresentações.
Aposta ganha
Mário Albuquerque, agora deputado e que na data de fundação, 1992, era presidente de Câmara de Ourém referiu-se ao percurso efectuado por Francisco Nunes ao longo dos últimos 15 anos. "Tudo foi feito no sentido de viabilizar o sonho", recorda.
Frisou ainda a preserverança e aposta concretizada por esta empresa, mesmo na actual situação económica e, salientou que a Topeca se tornou numa referência.
O vice-presidente da autarquia, Vítor Frazão apontou a "arte e engenho" com que a família Nunes impulsionou a empresa. "honram o concelho e o país".
Durante a noite, a Topeca entregou quatro distinções: Fornecedor mais antigo, cliente mais antigo, maior cliente em 2006 e maior cliente internacional.
Ganhar mercado
A empresa sedeada em Cercal-Ourém dedica-se ao fabrico de argamassas secas, tais como rebocos, cimento-cola, argamassas de acabamento, acabamentos
para pavimentos, argamassas epoxy, betonilhas, argamassas coloridas e outras argamassas técnicas.
Investigação e desenvolvimento são duas palavras de ordem na empresa que além do mercado nacional aposta nos mercados externos: Espanha, França, Angola, Moçambique, Cabo Verde e Guiné Bissau. A exportação para estes países "já pesou mais de 5% da facturação em 2006", revelam os responsáveis da empresa.
A Topeca "tem continuado a ganhar quota de mercado e é hoje um líder de mercado". Actualmente emprega hoje 18 pessoas e factura mais de seis milhões de euros.
Os objectivos para 2007 são a facturação de 6 500 000 euros, aumento da exportação sobre o volume de vendas para cerca de 10% e uma nova unidade de produção que irá duplicar a produção.
Desde 2003 que a empresa possui certificação de qualidade tendo sido "a primeira empresa do sector" com esta distinção. ‘’Produzimos muitos produtos para a área da renovação e a crise tem-nos passado ao lado. Apostamos muito na identidade e na imagem de marca, queremos estar sempre à frente", salienta César Nunes, em nome da empresa.
Empresa familiar
Em 1992, vindo de França onde esteve emigrado, Francisco Nunes enveredou pela decoração e pintura. Mas ostrabalhos de decoração e acabamentos e conservação do património não eram uma prioridade.
Enveredou então para a construção civil, onde se destacou rapidamente, também a nível de acabamentos. Com o grande número de encomendas de argamassas abandonou o negócio da construção civil e dedicou-se à Topeca.

«Há magia nos números»



Notícias de Ourém (NO): Este livro resulta de uma tese de mestrado. Porquê a escolha deste tema?
Eunice Neves (EN): Este livro é uma adaptação da dissertação que realizei para o Mestrado em Matemática Para o Ensino, entre 2002 e 2005, no Departamento de Matemática da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, cuja orientadora foi a doutora Isabel Serra. O tema escolhido para a dissertação (e já antes disso para a cadeira de Seminário), História da Matemática, é um tema que sempre me interessou, mas principalmente desde que foi introduzida a reforma do Ensino da Matemática, poucos anos depois de ter começado a dar aulas. Nela se dá mais importância ao enquadramento histórico dos temas leccionados como forma de humanizar a disciplina, evidenciando o seu desenvolvimento construtivo, que contrasta com a ideia de uma disciplina imutável; através da História, podem levar-se os alunos a dar valor à evolução que esta ciência sofreu ao longo do tempo e aos métodos de resolução de problemas que hoje coloca ao nosso dispor.
O meu projecto de dissertação constituiu-se, essencialmente, como um trabalho experimental: depois de analisado todo o currículo da disciplina de Matemática (1º, 2º, 3º ciclos e secundário), foram seleccionadas unidades temáticas por ano para as quais fiz um estudo do ponto de vista histórico e elaborei episódios de fácil leitura, bem como um suporte de slides animados (powerpoint) e actividades de aplicação imediata. Com este trabalho realizei "Acções de Formação" para alunos do 3º ao 12º ano nas escolas da sede do concelho (EB1 nº1, EB 2/3 D. Afonso, IV Conde de Ourém e Secundária de Ourém), em diversas ocasiões, o que permitiu aperfeiçoamentos sucessivos até chegar ao trabalho que é apresentado no livro (que inclui um CD Rom com as apresentações).
NO: Matemática e História. Aliados ou meramente compatíveis?
EN: Bons aliados desde que bem relacionados (com sentido de oportunidade e de uma forma bem planificada).

NO: Qual a importância da História da Matemática na aprendizagem da Matemática?
EN: Além de contribuir para mostrar que a Matemática é obra de homens e mulheres comuns (embora com algumas características importantes como a persistência e a capacidade de trabalho, por exemplo), o ensino, ainda que formativo, da História da Matemática pode contribuir para motivar os alunos, nomeadamente os que têm menos apetência ou gosto pela disciplina, por ser possível fazer uma abordagem interessante com um grau de dificuldade acessível a todos.
NO: Na introdução pode ler-se que há uma "necessidade de formação contínua dos docentes". É muito sentida? Como colmatar, fora dos grandes centros esta necessidade?
EN: Eu penso que essa necessidade é sentida - eu senti, por isso mesmo fui fazer o Mestrado! Colmatar esta necessidade fora dos grandes centros não é muito fácil pois é neles que trabalha quem tem mais condições para dar formação específica de cada área.
NO: Lê-se ainda que "os manuais escolares abordam alguns temas de forma sucinta". Isso obriga a uma maior pesquisa e preparação por parte dos docentes?
EN: Não é possível a um professor abordar a História da Matemática na sala de aula recorrendo exclusivamente à informação fornecida no manual (quando a tem...); para se fazer uma abordagem histórica consistente de qualquer tema é necessário estudar o contexto sócio-cultural e averiguar qual a fase do desenvolvimento da Matemática em que se insere.

NO: O uso da matemática é um acto muito antigo. Hoje em dia, quase não se fazem "contas de cabeça" e permite-se a utilização das máquinas de calcular na sala de aula. Como se explica isso?
EN: O recurso às calculadoras é tão importante hoje como o recurso ao ábaco o foi na antiguidade. Se o objectivo da aula é ensinar a calcular, obviamente não se usa a calculadora; mas se o que se pretende é que o aluno aprenda a interpretar e relacionar factos, resolver problemas, investigar, então o uso da calculadora, do computador ou qualquer outro instrumento que permita a concretização de uma aula de carácter experimental, quer no ensino básico quer no secundário, é imprescindível.
NO: Há magia nos números? Como se cativam os alunos para a Matemática?
EN: Há magia nos números! Pelo menos, assim acreditavam Pitágoras e os seus discípulos... os números têm propriedades muito interessantes e curiosas, de tal forma que pareceu, a quem as "descobriu", ser difícil que se tratassem de coincidências, o que os levou a atribuir a certos números um significado místico. A magia hoje é conseguir transmitir aos alunos que, mesmo que não seja místico é, no mínimo, muito interessante redescobrir todas as propriedades curiosíssimas que os números têm.
NO: Qual é o truque para ensinar esta disciplina?
EN: Gostar mesmo muito do que se faz, da muidagem, da disciplina e da inovação. Entergar-se à profissão por vocação. Idealizar cada aula com o mesmo entusiasamo da primeira. Ter uma boa preparação científico-pedagógica, inclusivamente nas áreas interdisciplinares.
NO: O livro convida à leitura da primeira à última página como se de uma história se tratasse. Houve esta preocupação?
EN: Sim. Ao escolher os temas a abordar em cada ano tive a preocupação de escolher um tema que fosse relevante nesse ano (pelo peso curricular ou por ser a "novidade" do ano) e que, na medida do possível, permitisse uma certa sequência no texto.
NO: O objectivo desta obra é proporcionar alternativas aos conteúdosdos manuais escolares?
EN: O objectivo desta obra facultar aos professores a possibilidade de prepararem/concretizarem uma aula/sessão de História da Matemática bem enquadrada nos temas que estiverem a leccionar sem que necessitem (obrigatoriamente) de consultar outros materiais. Não constitui, de forma alguma, uma alternativa aos manuais escolares: apenas um complemento para quem quiser experimentar os benefícios da introdução/abordagem histórica dos temas da Matemática.
NO: É um livro para ajudar professores ou também pode ser lido por outros interessados na matemática e na história desta?
EN: Este livro tem como público-alvo mais directo os professores dos diversos ciclos de ensino e, no caso do 1º Ciclo, também os professores/monitores de ATL, pois as actividades podem perfeitamente realizar-se num contexto extra-curricular. No entanto, qualquer pessoa (alunos inclusive) que tenha gosto pelas coisas da Matemática pode ler o livro e tentar fazer algumas das actividades: estou certa de que podrão mesmo divertir-se com algumas delas!
NO: A apresentação do livro decorreu em Lisboa. Em que iniciativa foi inserido o lançamento?
EN: O livro foi lançado na "Grande Feira da Matemática" que inaugurou o Clube de Matemática da Sociedade Portuguesa de Matemática no Museu da Ciência, em Lisboa, no passado dia 1 de Junho. Foi apresentado ao público (professores e alunos de diversas escolas, entre outros convidados) pelo Professor Doutor Miguel Ramos, que era o presidente do Departamento de Matemática no ano em que defendi a Tese de Mestrado e pela Doutora Isabel Serra. Este livro foi escrito sob proposta do Departamento, que se mostrou disponível para custear a edição. No entanto, foi possível à faculdade propor ao programa "Ciência Viva" o financiamento deste projecto, que respondeu afirmativamente. Assim, o livro não é comercializável: a sua distribuição é gratuita (nesta edição, de 2000 exemplares) por se destinar à promoção de actividades pedagógicas no ensino básico e secundário.
NO: Quando será lançado em Ourém, nas escolas?
EN: Ainda não há nada previsto para um "lançamento" em Ourém. Eu própria entregarei o livro nas escolas da sede do concelho onde continuo a realizar as Acções de Formação para alunos, que este ano foram financiadas pelo "Concurso Ciência Viva VI" mediante um projecto que elaborei e com o qual concorri. Penso que o Departamento de Matemática da FCUL está a providenciar para que os livros sejam distribuídos pelas escolas assim que possível.
Quanto às livrarias, como o livro não é comercializável, o mais que podem fazer é divulgá-lo... O que já é bom. Quem estiver interessado em adquiri-lo, apenas tem que contactar o Departamento de Matemática da FCUL, que lho enviará.

Mais dinheiro para a estrada 349

Segundo informação emitida pelo secretariado do Partido Socialista de Ourém, este «regozija-se pelo facto da Estradas de Portugal ter reforçado o orçamento para a recuperação da estrada 349, entre Ourém e a Memória». São mais 54 mil euros destinados à construção de passeios, ao longo desta estrada, na freguesia de Espite. Para além destes, segundo o PS vêm mais 60 mil euros do Governo para a construção de muros e taludes ao longo desta estrada.
Termina o comunicado do PS a «sublinhar o especial empenho do deputado António Gameiro, junto das entidades governamentais, no sentido de alcançar estas soluções».

Triplo prémio para o Agrupamento do Olival

O CEPAE (Centro de Estudos e Património da Alta Estremadura) e o IPL (Instituto Politácnico de Leiria), lançaram a terceira edição do concurso Brigadas do Património, cujo tema foi «Histórias de Mulheres com História».
As escolas de Alqueidão, Olival e Pinheiro, orientadas pelo coordenador das TIC, Sebastião Santos, concorreram com quatro grupos compostos por alunos de várias idades e turmas.
Foi com satisfação que receberam a notícia que as escolas de Pinheiro e de Alqueidão tinham ganho os prémios destinados ao 1º ciclo, (respectivamente 1º e 2º lugar) e o prémio «Governo Civil de Leiria» que foi ganho também pela EB1 de Pinheiro.
Dia 19 de Junho, os vencedores deslocam-se à batalha a fim de receber os prémios, partindo em seguida para as Caldas da Rainha onde vão participar em actividades lúdico-pedagógicas.

Presidente das Filipinas visita Santuário


Na tarde 4 de Junho, a presidente das Filipinas, Glória Arroyo foi recebida pelo Reitor do Santuário de Fátima que saudou a chefe de Estado em seu nome e em nome do bispo de Leiria-Fátima recordando a as suas três visitas realizadas às Filipinas. "É uma grande honra estar em Fátima. Vimos numa peregrinação para agradecer a Nossa Senhora pelas orações e continuar a rezar pela sua intercessão", escreveu a presidente das Filipinas no livro de honra do Santuário de Fátima, na visita que ali efectuou a 4 de Junho.
Depois de ter colocado uma vela a arder, a comitiva dirigiu-se à Capelinha das Aparições, onde participou na eucaristia celebrada em língua inglesa e presidida pelo director do Serviço de Peregrinos, padre Virgílio Antunes. "Que a vossa peregrinação constitua um momento de aprofundamento da fé e de fortalecimento espiritual. Nesta eucaristia e neste lugar de grande significado espiritual para muitos milhões de pessoas, rezaremos pelo vosso país, as Filipinas, para que seja sempre uma terra de fraternidade e de paz. Rezaremos pelo mundo em que vivemos, entregando-o nas mãos de Deus através da intercessão de Nossa Senhora do Rosário de Fátima", frisou o sacerdote.
Além da visita aos espaços sagrados do Santuário, Valinhos e Aljustrel, Glória Arroyo recebeu o presidente da Câmara de Sabrosa, que lhe apresentou o projecto de criação de um Centro de Interpretação na terra natal de Fernão de Magalhães (primeiro ocidental a chegar às Filipinas), com vista ao estabelecimento futuro de parcerias e protocolos inter-culturais entre a autarquia portuguesa e as Filipinas.

08 junho 2007

Eleições no Fárrio a 5 de Agosto

O Governador Civil do Distrito de Santarém, Paulo Fonseca, marcou para dia 5 de Agosto as eleições na Freguesia da Ribeira do Fárrio, na sequência do pedido de demissão da sua Assembleia de Freguesia e da consequente impossibilidade de funcionamento deste órgão.
Enquanto isto, na freguesia foi posto a circular um abaixo-assinado para desmentir a existência anterior de um muro junto à ponte. Recorde-se que a Câmara alegou não se tratar de construção mas sim de reconstrução de um muro que ali existiu mas cuja existência anterior sempre foi negada pela Junta demissionária.
Por outro lado, corre na Freguesia da Ribeira do Fárrio a possibilidade de boicote às eleições enquanto o muro ali se mantiver. Contactado pelo Notícias de Ourém, Filipe Janeiro garante que o processo seguirá os trâmites normais mas a decisão de ir votar ou não no dia aprazado, competirá ao povo.
Quanto à possibilidade dos membros dos órgãos agora demissionários virem a formar lista e se apresentarem de novo a sufrágio, Filipe Janeiro diz apenas que «eu não sei o dia de amanhã». Afirmando que as decisões cabem aos partidos políticos garante que «eu estou pronto a defender a minha terra e fá-lo-ei de dia e de noite, se for necessário».
Marcadas que estão as eleições, é tempo agora de fazer listas porque o tempo urge. É que os prazos legais do processo eleitoral quando se trata de intercalares reduzem em 25%. Por isso os prazos para entrega de listas que, normalmente teriam que ser entregues até ao 55º dia anterior à data do acto eleitoral, passam agora para 42 dias. Ou seja, têm que ser entregues no tribunal até dia 24 de Junho. Também o tempo de campanha é reduzido passando de 12 para 9 dias, devendo assim iniciar-se dia 27 de Julho.
À hora do fecho desta edição, dois principais partidos políticos do concelho ainda não haviam tomado qualquer decisão. O presidente da concelhia do PSD, Vítor Frazão garante que o seu partido apresentará lista mas diz que «antes de avançarmos, a direcção da concelhia decidiu falar com Filipe Janeiro». Embora refira a existência de contactos pessoais e telefónicos, Frazão diz que só depois deste encontro, marcado para hoje, sexta-feira, poderá haver decisões. Garante ainda que Filipe Janeiro não é uma ‘carta fora do baralho’, pelo que todos os cenários serão possíveis.
Mas face à posição assumida pelo presidente demissionário, tudo leva a crer que não será fácil negociar, visto este exigir a demolição do muro.
Daí que possa colocar-se um outro cenário de que se vêm ouvindo rumores e que passa por aparecer uma lista de independentes candidata à freguesia liderada ou apoiada pelo próprio Filipe Janeiro.
Afinal nem seria assim tão difícil já que, de acordo com a lei e face ao número de eleitores do Fárrio, bastam 50 assinaturas a proporem tal lista.
Entretanto, por parte do PS, nada garante que haja ou não lista candidata. Como recorda o presidente da concelhia, António Gameiro, o partido apenas garante que apresentará sempre lista à Câmara. No que respeita às freguesias tudo depende das decisões da concelhia que tem reunião marcada também para hoje, sexta-feira.
Isto quer dizer que na próxima semana deverá haver desenvolvimentos de que daremos notícia na próxima edição.

Um desenho, uma mensagem no Dia da Criança


Um desenho, uma mensagem. O desafio foi lançado às crianças no dia que lhes é especialmente dedicado, 1 de Junho.
Frases como "Todos os meninos do mundo sejam felizes", de Samanta Crespim ou "Vou ajudar as crianças de todo o mundo", Mariana Castelo ou outra ainda "Todos diferentes, todos iguais"de Vânia Domingues foram escritas pelos mais novos. Além da frase muitos optaram ainda por desenhar um sorriso ou a sua mão. A iniciativa pretendia levar os meninos a partilhar com os outros meninos do mundo inteiro uma mensagem. Os desenhos e as frases podem ser visualizados na página da Internet da Apajefátima em www.apajefatima.pt, entidade organizadora do evento.
Ao longo da tarde foram muitos os jogos, brincadeiras e divertimento que fizeram a alegria dos mais de 200 miúdos que passaram pelo ATL "Palmo e meio". Tudo começou muito antes, já à hora do almoço com um menu especial, ao gosto dos mais pequenos.
Depois, já na rua, a animação foi grande, de jogo em jogo: o da farinha, a dança do limão, sacos e andas, pinturas faciais e outros, como o futebol. O convite foi feito a toda a comunidade escolar do primeiro ciclo do ensino básico.
O objectivo da Apajefátima foi não só proporcionar momentos de descontracção e diversão aos mais pequenos mas também "mostrar à freguesia o que fazemos aqui", salienta Manuel Neves.
A 12 de Junho decorrem as Olimpíadas actividades físico-motoras, mais um actividade promovida pela Associação de pais e encarregados de educação dos alunos do Agrupamento de jardins-de-infância e escolas de Fátima. Entre as 10h e as 12h, no campo João Paulo II, os meninos com idades compreendidas entre os três e os seis anos vão poder efectuar várias actividades e exercícios ao ar livre.

Hugo Santos é pentacampeão


A última jornada do Campeonato Open de Motocross realizou-se na pista Acel Sport do Escandarão no Domingo 3 de Junho. Paulo Gonçalves venceu as mangas MX1 e Elite mas Hugo Santos sagrou-se Pentacampeão em ambas as classes. Nuno Gonçalves venceu a manga MX2 mas foi Sandro Marcos quem arrecadou o título.

A tarde de corridas começou de forma auspiciosa e não desiludiu. Nuno Gonçalves (MX KTM HRT) arrancou na frente do pelotão MX2, superiorizou-se à concorrência e venceu com cerca de 15’ sobre o segundo classificado. O jovem de Condeixa brilhou na pista Acel Sport do Escandarão e averbou a primeira vitória de uma manga MX2 na sua carreira. Sandro Marcos (Motogomes Suzuki Cepsa) foi o segundo melhor (após uma recuperação da quarta posição) e anexou mais um título ao seu longo palmarés. Luís Ferreira (Bianchi Prata Vodafone) "regressou" ao motocross após várias lesões e demonstrou uma vez mais o seu talento. O piloto da Yamaha chegou a ocupar a segunda posição e defendeu-se dos ataques de Sandro Marcos mas baixou um lugar. Na quarta posição ficou Hugo Basaúla (Motogomes Suzuki Cepsa) que começou também de forma destemida. "Basa" arrancou na segunda posição e insistiu na defesa mas não conseguiu manter a classificação inicial. Nelson Silva (Bianchi Prata Vodafone) fechou o quinteto maravilha. O "lesionado" Paulo Alberto (8.º) competiu apenas para pontuar e garantiu o vice-título MX2.
A manga MX1 foi bem mais calma. Paulo Gonçalves (Repsol Honda Motogarrano) passou para a liderança ainda na primeira volta e não mais largou o comando. "Speedy" Gonçalves liderou com grande à vontade e terminou com uma vantagem de 50’ sobre Hugo Santos (LF Sport Yamaha). O "Touro de Chaves" recuperou da terceira para a segunda posição, lugar que manteve até ao final da prova. Henrique Venda (Team HVM Kawasaki Cepsa) foi o autor do "holeshot" mas cedo perdeu a liderança. Venda sofreu uma queda a meio da prova e perdeu mais uma posição, terminando em terceiro. Rui Rodrigues (APB Sport Racing Team) fez uma prova notória, recuperando de 30.º até 4.º após uma violenta queda no arranque. Paulo Santos terminou em quinto.
A prova Elite foi a mais esperada do dia e garantiu emoções fortes até ao final. Paulo Gonçalves realizou mais uma manga isenta de erros e venceu destacado a última jornada da temporada de motocross 2007. Henrique Venda (2.º) ainda se aproximou do vencedor mas alguns erros afastaram-no da luta pelo título Elite. Hugo Santos rodou entre o top10 durante as primeiras voltas mas cedo consolidou o terceiro lugar. Esta posição bastou, para que o "Touro de Chaves" se sagrasse Pentacampeão de Motocross MX1 e Elite, uma vez que esta manga "pontua" para ambos os campeonatos. Henrique Venda até garantiu um empate técnico no Elite mas o número de vitórias ao longo da temporada decidiram Hugo Santos como campeão. Sandro Marcos não arrancou da melhor forma mas recuperou e terminou em quarto, ao mesmo tempo que conquistou a melhor posição das máquinas MX2. Da mesma classe e a fechar o top5 ficou Nuno Gonçalves. A "surpresa" desta jornada "saiu" da grelha de partida em segundo mas perdeu três posições para os mais fortes da temporada Elite.
O evento promovido pelo NATUREZA MOTOR CLUB contou ainda com a realização da quinta jornada Iniciados. Ivo Fernandes (MX KTM HRT) "comandou" destacado o pelotão das 85c.c. em ambas as mangas e ascendeu à liderança do campeonato. Duarte Claro foi segundo e Daniel Pinto (MX KTM HRT) o terceiro. Ausente na competição esteve o campeão em título João Nuno (Motogomes Suzuki Cepsa) que se encontra a recuperar de uma lesão.
O "nacional" de motocross terminou mas uma nova temporada está prestes a começar. O Supercross está mesmo "à porta" e inicia as rondas na pista Acel Sport do Escandarão, já no sábado 23 de Junho. A jornada extra-campeonato está a cargo do NATUREZA MOTOR CLUB e promete ser animada... Não perca!

JO com nova equipa técnica

O Juventude Ouriense vai entrar na próxima temporada com uma nova equipa técnica, formada por jogadores do plantel.
O novo treinador principal será o Jorge Godinho coadjuvado por Manel. O número 9 da turma ourie-nse, Jorge Godinho, há dois anos que era o treinador da equipa júnior do JO, conseguindo este ano o título de Campeão Distrital e Regional de Júniores sem qualquer derrota no campeonato.
A nova dupla técnica contará ainda com a colaboração do Prof. Francisco Mendes como preparador físico.

Gonçalo Favinha deixa Juventude Ouriense

Gonçalo Favinha depois de quatro anos no Juventude Ouriense, ruma para Braga onde vai defender na próxima época as cores do Hóquei Clube de Braga.
Favinha nasceu para o hóquei no Parede. Ainda júnior foi para o Salesianos e já como sénior representou o Benfica, Turquel, Sporting de Tomar e Juventude Ouriense.
O camisola 7 do JO, é muito acarinhado pela massa associativa do clube, principalmente pelos mais jovens. Para isso terá contribuído a sua maneira de ser - sociável, simpático, mas também a forma como joga hóquei.
Com o seu stick a servir de "varinha mágica", vimo-lo fazer "magias", jogadas de encher o olho e habituou-nos a marcar golos. Muitos golos. Em representação do Juventude Ouriense, marcou 270 golos. Foi sempre o melhor marcador dos campeonatos nacionais que participou. Este ano não foi excepção, marcou 49 golos e conquistou o 1.º lugar na lista dos melhores marcadores do campeonato nacional da 1.ª divisão.

NO: Que balanço fazes destes quatro anos de Juventude Ouriense?
GF: Penso que o balanço é extremamente positivo, pois vim para este clube quando ele estava para acabar, e em quatro anos estamos na primeira divisão. É lógico que nem tudo foram rosas pois não foi fácil andar a jogar numa 3.ª divisão onde o hóquei praticado não é dos mais agradáveis de se ver nem jogar. Chegávamos a ter 2 e 3 pessoas a verem os jogos em certos pavilhões, não foi fácil, e ao longo dos anos foi um clube que foi ganhando o respeito dos grandes emblemas nacionais, isto tudo com muito trabalho. Felizmente conseguimos atingir a 1.ª divisão na época passada, feito inédito para este grande clube. Este ano conseguimos manter a equi-pa sénior na 1.ª divisão, foi mais uma festa que tive ao serviço deste clube que aprendi a gostar muito.
NO: Quais as razões que te levaram a trocar o JO pelo Hóquei de Braga?
GF: Várias razoes, mas a principal foi a proposta do Braga que foi bastante boa para mim em todos os aspectos. Claro que saio com alguma tristeza porque este já é o meu clube, penso que já faço parte dele e ele de mim, mas a vida tem destas coisas. A vida continua para ambos e que seja de muito sucesso. Desde já quero aqui publicamente desejar muitas felicidades ao Jorge Godinho e ao Manel, que vão ser as duas pessoas que vão orientar a equipa na próxima época. Que tudo lhes corra bem.
NO: O contrato é de quantos anos?
GF: O contrato que me foi apresentado é por dois anos, mas como sou apolo-gista dos contratos de um ano, em principio será de uma época.
Como vai ser jogar contra o Juventude Ouriense?
GF: Logicamente que não vai ser fácil, pois tenho aqui muitos amigos onde fui sem-pre bem tratado, tanto a nível directivo como de associados. E esta foi a minha segunda casa durante 4 anos. Vai ser bastante estranho, mas tenho de defender as cores do clube onde estou, mesmo que me custe.
NO: Os ourienses podem contar com o teu regresso?
GF: Quem sabe? Não sei o que o futuro me reserva mas logicamente que deixo as portas abertas onde sempre me trataram muito bem. Não depende só de mim, mas claro que gostaria de voltar, as pessoas sabem o meu gosto pelo clu-be.
NO: Queres deixar alguma mensagem aos teus colegas e aos sócios do Juventude Ouriense?
GF: Sim, quero. Quero a-gradecer em especial a uma pessoa que me ajudou imen-so no meu início de Juventude Ouriense. Uma pessoa por quem tenho grande estima, esteja onde estiver, essa pessoa é a professora Mada-lena. Obrigado por tudo.
Em relação aos meus co-legas queria-lhes dizer um obrigado a todos por me ajudarem em todos os aspectos, e que eles tenham sucesso tanto desportivo como pessoal, porque vão todos no meu coração. Lógico de que uns mais que outros, devido ao facto de ter passado momentos muito bons, refiro-me ao Jorge Godinho, ao Manel e ao Hélder Ferreira, com quem passei momentos únicos.
Uma palavra de agradecimento aos directores, seccionistas esses que "atu-ram" os atletas. Em relação aos sócios um muito obrigado pelo carinho que sempre me deram em ringue e fora dele e que continuem a encher o pavilhão como o fazem sempre, e que continuem a apoiar a equipa como o têm feito. Um muito obrigado às gentes de Ourém, vocês são fantásticos.
Não digo um adeus mas sim um ate já. Felicidades para todos os ourienses.

De Moçambique para a Urqueira


O parque de merendas da Amieira, na Urqueira, recebeu, no sábado à tarde, o 8º encontro de militares da Companhia de Caçadores 4541 de 1974, em Moçambique. Compareceram cerca de uma centena de pessoas, entre ex-militares e familiares. A organização esteve a cargo de José Nascimento, militar que foi também nesta companhia.

Saúde até à meia-noite

No início do mês de Março, o deputado Mário Albuquerque havia apresentado um requerimento na Assembleia da República, questionando sobre o encerramento do SAP de Ourém.
Agora, na resposta emitida pelo gabinete do ministro dos Assuntos Parlamentares, é-lhe dito que «a procura de cuidados de saúde no SAP do Centro de Saúde de Ourém, se verifica em situações que, na sua generalidade, podem ser resolvidas pelos médicos de família do mesmo Centro de Saúde, no âmbito da consulta dos utentes dos seus ficheiros ou por inter-substituição».
Refere ainda o documento que os casos urgentes são encaminhados para os hospitais do Médio Tejo com, afirma, «acessibilidade garantida pela proximidade geográfica, aliada à disponibilidade dos serviços do CHMT, bem como dos serviços de transporte de doentes urgentes pelo INEM, Bombeiros e outras entidades competentes».
Esclarece que as medidas tomadas «visam uma melhor qualidade nos cuidados a prestar e uma maior racionalidade na distribuição dos recursos humanos e materiais».
O documento refere ainda o estudo do movimento do SAP entre 2004 e 2006, para decidir a hora do encerramento 22 ou 24h00. Este estudo concluiu que a procura de cuidados de saúde se manteve elevada entre as 22 e as 24h00, que os dias de peregrinação não influenciaram a procura e que nos meses de Verão houve um aumento de afluência dos utentes esporádicos.
Com base nesta avaliação a decisão foi a de manter aberto o serviço até às 24h00. Pelo menos para já, porque em Outubro a situação voltará a ser avaliada, com base na monitorização realizada pela directora do Centro de Saúde de Ourém.

Tasquinhas nos castelos




No passado fim-de-semana houve tasquinhas nos castelos.
A inauguração do fim-de-semana cultural das Misericórdias decorreu na sexta-feira ao fim da tarde e contou com a presença do Governador Civil do distrito, do vice-presidente da Câmara e vereadores do PS e da presidente da Assembleia Municipal. Na hora dos discursos, todos subiram para cima do palco onde pouco depois actuaria a Banda da Sociedade Filarmónica Oureense. Mas, para espanto de todos, inclusive de alguns dos que o acompanharam, eis que o presidente da Junta de Freguesia usa da palavra e começa por falar da singeleza destas festas «sem grande confusão» mas onde «há comida à bruta», e quando se esperava que Joaquim Gonçalves começasse a passar a palavra aos convidados, ele próprio diz, em tom jocoso, e provocando gargalhadas quer na pouca assistência que ali estava ainda, quer aos que com ele subiram ao palco, que «era para dar a palavra, mas como o presidente da Junta de Freguesia aqui é o maior, é o alcaide do castelo, não dou a palavra a ninguém».
E assim acabam os discursos, mesmo antes de ter começado e eis que todos, felizes, se dirigem às tasquinhas para fazer as tradicionais provas de abertura, não sem antes receber como lembrança um pratinho em loiça, comemorativo do evento.

Apajefátima não desiste de falar com ministra

A direcção da Apajefátima não conseguiu ser recebida pela ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues por esta se encontrar ausente, em Bruxelas. Por quatro vezes consecutivas, via fax, os pais sugeriram uma reunião e frisaram que iriam estar presentes a 25 de Maio, sendo portadores do abaixo–assinado. Encaminhados posteriormente para serem recebidos na Secretaria de Estado da Educação por um dos assessores, o grupo de Fátima acabou por voltar ao Ministério onde foi entregue a registada a entrada das 3332 assinaturas recolhidas e que defendem a existência do agrupamento horizontal Ajefátima.
"Temos direito a ser ouvidos", afirma Manuel Neves referindo-se ao esforço para que os responsáveis da Apajefátima sejam recebidos pela ministra.
Manuel Neves recorda que, da primeira tentativa efectuada para manifestarem o seu descontentamento junto das autoridades competentes, a resposta só chegou quando firmaram o propósito de ir à DREL – Direcção Regional de Educação de Lisboa. "Dá a impressão que estão a protelar para ver se nós desistimos", comenta o responsável salientando que "nós não desistimos".
Os pais de Fátima querem "razões válidas" para aceitar a verticalização ou que o Ministério reconheça que este agrupamento é uma excepção, facto este que na DREL já é reconhecido, aponta Manuel Neves.
"Não faz sentido dizer que a verticalização só traz vantagens" comenta este pai que denuncia que "as escolas vão ser prejudicadas" já que se vai perder a "simbiose" existente neste agrupamento bem como a especial ligação aos outros estabelecimentos de ensino de Fátima.
"a nossa meta é sermos recebidos pela ministra" e por isso estas tentativas de diálogo, refere. Se esta via falhar, outras "demarches" poderão concretizar-se, algo que a associação de pais não pretende. Mas não estão postas de parte se forem necessárias para que "nos tornemos mais notórios e nos recebam".
Carta "errada"
A aprovação da carta educativa, na última Assembleia municipal tornou-se uma "dificuldade acrescida" para os propósitos dos pais fatimenses, reconhece Manuel Neves. No entanto, "continuaremos a lutar até perder as esperanças que seja irreversível".
A concretizar-se a verticalização e sem prazo legal para a apresentação de listas candidatas à liderança do Agrupamento, Manuel Neves espera que seja nomeada uma comissão instaladora onde um dos nomes fatimenses é incontornável: Leonel Marques.
Este responsável espera que o professor e presidente do Ajefátima faça parte da equipa inicial representando Fátima. A representatividade deste agrupamento que detém 25 por cento dos alunos de todo o concelho do pré-escolar e também semelhante percentagem a nível do primeiro ciclo e secundário. Razões mais que suficientes para que Fátima esteja representada e bem representada, segundo Manuel Neves, por um profissional que já vem da Delegação escolar e que tem uma larga experiência e conhecimento de legislação escolar.
Certo é que "a Carta educativa está errada". Agora que foi aprovada depois de uma série de episódios, Manuel Neves espera que "os fundos comunitários esperados revertam para o parque escolar de Fátima que está muito necessitado". Segundo este responsável "a aprovação da carta foi para não inviabilizar obras planeadas" nas escolas e que espera que sejam efectuadas "rapidamente".
Matrículas sem alterações
Na defesa da excepção do caso de Fátima, Manuel Neves considera que a verticalização dos agrupamentos "não belisca em nada a associação de pais". Para este responsável faz todo o sentido que "continuemos a existir" com as várias valências de serviço que prestam à comunidade educativa e escolar.
Como ainda não se sabe sequer se haverá um gabinete em Fátima do Território Educativo ao qual Fátima ficará ligado e que será o de Ourém, e como este vai funcionar (se com ou sem autonomia, com ou sem funcionários e responsáveis), as matrículas em Fátima, nos jardins e escolas de primeiro ciclo já foram efectuadas com toda a normalidade isto é, como se o agrupamento de Fátima se vá manter, tal como está, no futuro.

Escola «comvida»



O Agrupamento de Escolas de Caxarias realizou entre os dias 29 de Maio e 4 de Junho, a sua primeira semana de Prevenção e Cultura.
Congregando numa semana muitas das actividades que iam decorrendo ao longo do ano, o agrupamento levou à sua sede, na escola E.B. 2,3 de Caxarias, perto de mil alunos, orientados por uma centena de professores e auxiliares educativos.
Embora as actividades tenham decorrido em vários dias, elas tiveram o seu ponto alto na sexta-feira, dia da Criança.
Durante a manhã, os alunos do agrupamento encheram por completo as bancadas do campo para assistirem a demonstrações da GNR com equipas com cavalos e com cães, que fizeram as delícias dos meninos.
Foi também durante esta manhã que decorreu a cerimónia oficial de inauguração destas actividades, embora na prática elas se tenham iniciado antes.
A esta cerimónia estiveram presentes, o Governador Civil do distrito, a chefe de Gabinete do presidente da Câmara em representação deste, e os presidentes das Juntas de Freguesia de Caxarias, Urqueira e Casal dos Bernardos.
Ramiro Arquimedes, presidente do Agrupamento, fez a apresentação dos convidados, bem como das actividades. Nos vários agradecimentos destacou a oferta do espectáculo de magia por parte do Governo Civil de Santarém.
A presidente da Junta de Freguesia de Caxarias referiu a importância de «aprender, brincando» e destacou o trabalho desenvolvido pelo agrupamento envolvendo a autarquia e as famílias dos alunos.
Ângela Marques, representação da Câmara de Ourém recordou os motivos porque se comemora, desde 1950, um dia da Criança. Explicou às crianças ali presentes que este dia nasceu «para lembrar as crianças que não tema as mesmas oportunidades» e cujos direitos são tantas vezes ignorados.
«É muito bom ser criança», afirmou o Governador Civil do distrito. Mas para Paulo Fonseca importante é também «querer aprender para se tornarem, amanhã, mulheres e homens melhores do que nós».
Formação integral
Para o presidente do Agrupamento, os objectivos destas realizações prendem-se com a formação integral e cultural que a escola defende. «Tudo faz parte de uma filosofia, de um projecto educativo». Também esta filosofia que faz com que «todos os trabalhadores do Agrupamento, docentes ou não, participem nestas actividades». Isto porque, defende Ramiro Arquimedes, «uma iniciativa destas necessita do empenho de todos», mas, por outro lado, considera, «é importante que todos possam testemunhar o fruto do trabalho que desenvolvem, aquilo que oferecem e que é a aposta de todos».
A parte da tarde, na sexta-feira, contou com um simulacro de acidente, contando a escola com a participação dos bombeiros de Caxarias. Este não foi aliás, o único simulacro, já no dia anterior havia sido feito um evacuamento da escola. Daí que o presidente do Agrupamento não deixe de salientar o apoio recebido quer pelos bombeiros da terra quer pela GNR, já quer uma força quer a outra, apoiaram estas iniciativas desde a primeira hora. Aliás, afirma, que foi o acarinhar da iniciativa por parte destas forças e do Governo Civil que motivaram o alargamento das actividades. Isto porque inicialmente pretendeu-se apenas aliar o Dia da Criança à obrigatoriedade anual de fazer um simulacro já que a escola tem já aprovado o seu Plano de Prevenção. A isto juntaram-se as comemorações do dia do Agrupamento, tendo resultado num conjunto de actividades que se pretende venham a repetir-se em anos vindouros.
Isto porque, insiste o presidente do Agrupamento, «a formação integral do indivíduo tornou-se vital». Defende a necessidade de «formar cidadãos prontos para os desafios da mais diversa natureza que vão surgindo ao longo das suas vidas».
Mas muitas outras actividades decorreram nestes dias. Ainda na sexta-feira pudemos assistir a uma das sessões de marionetas, para os mais pequenotes do Agrupamento, apresentada pelo enfermeiro Eduardo Santos que contou a história do dentinho onde, a brincar e em perfeita interacção com os pequenitos que participavam activamente, ora respondendo a questões ora denunciando situações incorrectas, foi defendendo a necessidade e a importância da higiene oral alertando para os perigos que advém da falta desta.
Enquanto assistíamos a estas actividades, outras iam decorrendo: magia oferecida pelo Governo Civil, várias exposições de trabalhos de alunos, um stand de alimentação biológica onde não faltava um forno solar, um atelier de arte, onde cada um desafiava a sua própria criatividade, em especial pintando os próprios bonés, grupos de dança, etc.
Para sábado estava agendado rastreio cardiovascular gratuito e para a comunidade em geral estavam marcados colóquios, à noite, sobre prevenção e saúde.

Mais de duzentos em concentração



Mais de duas centenas de vespas e 220 pessoas participaram no quarto encontro de vespas de Ourém, a 2 e 3 de Junho, uma iniciativa do Vespa Clube de Ourém – Vespourém.
Estiveram representados 24 clubes de diversos pontos do país: Figueira da Foz, Castro de Aire, Montemor-o-novo, Peniche, Torres Vedras, Bairrada além dos grupos do concelho. O vespista que mais quilómetros percorreu, veio de Lamego e pertence ao grupo de Felgueiras. Com maior representatividade, 24 elementos esteve o Clube vespa de Fátima logo seguido pelos vespinos abrantinos com 22.
Os três primeiros classificados na corrida dos lentos, uma das provas ocorrida durante a tarde de sábado, foram respectivamente João Oliveira, da Bairrada; Manuel Matas dos Gandas Vespas – Mira de Aire e Frederico do Vespa do Marquês – Pombal.
A moto mais antiga presente na concentração data de 1954 é propriedade de João Santos, da Sandoeira. Neste encontro duas senhoras de Ourém e uma de Peniche receberam uma distinção.
Ao longo de dois dias, o convívio foi a nota dominante e incluiu o passeio pelo concelho com passagem pelo Olival, Caxarias, Ortiga bem como a degustação da ginjinha nos Castelos.
Satisfeito pela forma como decorreu esta quarta edição, o presidente da Vespourém destaca que o número de inscrições ultrapassou o das edições anteriores. Refere ainda e pronta e boa colaboração da PSP que assegurou a segurança numa parte do trajecto e aponta que só foi possível concretizar esta concentração dado o apoio de patrocinadores e a colaboração de outras pessoas.
No próximo ano, segundo Vítor Mota, pode não haver concentração devido à falta de apoios institucionais. Este responsável acusa mesmo a autarquia de "não dar valor aos clubes de motos da cidade", nomeadamente Vespourém e Moto Clube Ourém.
"Não vale a pena uma pessoa sacrificar-se tanto para fazer concentração dado que as pessoas não dão valor", isto quando "trazemos pessoas de tão longe", e "divulgamos o concelho".
No dia 9 de Junho, o grupo de vespistas de Ourém participa na concentração do Clube da Barquinha, com 15 elementos.

A vida no campo no século passado


A iniciativa partiu do departamento de Ciências Sociais e Humanas da E.B.2,3 de Freixianda e em particular da disciplina de História e Geografia. A professora Fátima Esteves, pegou nos conteúdos programáticos do 6º ano e avançou com a ideia de recrear na escola uma feira com o tema «A vida quotidiana no campo», que teve lugar na passada quarta-feira, dia 6. Embora não se trate, segundo a própria organizadora, da retratação de tempos muito remotos dado o facto da freguesia conservar ainda um pendor muito rural, esta foi uma forma de todos os alunos se aperceberem de um modo de vida que já não é o seu.
Numa primeira fase a escola auscultou artesãos e comerciantes da terra para se aperceber da sua adesão a uma iniciativa deste tipo. E o acolhimento foi o melhor, pelo que a ideia foi posta em prática.
A Junta de Freguesia também colaborou disponibilizando o transporte para as barraquinhas que foram emprestadas pela Câmara do Sardoal, depois da Câmara de Ourém ter dito que não dispunha deste tipo de materiais.
Enquanto no átrio da escola havia barraquinhas com produtos locais, os alunos recreavam, no ginásio, uma desfolhada, acompanhada musicalmente pelo clube de música da escola, com temas que fazem parte do folclore tradicional. No campo de jogos, todos os alunos do agrupamento podiam participar em jogos tradicionais.
De referir ainda que a maioria dos professores e dos alunos trajavam com roupas emprestadas pelos ranchos folclóricos de S. Jorge (este teve ali, inclusivamente, uma actuação), Fárrio, Charneca e Fátima e os alunos tiveram mesmo ver uma «avó» a fazer o queijo e outra a amassar o pão, o que revela bem a adesão da comunidade à iniciativa da escola. Também não faltaram os animais vivos comercializados em feiras deste tipo, a maioria trazidos pelos próprios alunos.
A iniciativa nasce, aliás, da consciência de que «hoje uma escola não pode viver isolada do meio envolvente» pelo que «é quase imperativo que, todos os membros que constituem a comunidade escolar, continuem a preservar os seus valores, saberes e atitudes». Por outro lado, «a identidade de uma comunidade local constrói-se preservando e divulgando a sua cultura». Por isso, as acções de ‘História ao Vivo’ devem ser encaradas também como um investimento na cultura, no turismo e na valorização do concelho, em que a escola está integrada».

Folclore

A Casa do Povo de Fátima promove a XXVIII edição do Festival de folclore da cidade de Fátima a 14 de Julho. Assim, a partir das 20h30, os ranchos concentram-se no Adro da Igreja paroquial. Seguindo-se um desfile etnográfico e passagem pelo palco. A partir das 20h45, no salão da Igreja paroquial de Fátima, entram em palco o Rancho infantil da Casa do povo de Fátima, Rancho folclórico da Casa do povo de Fátima, Rancho folclórico do Centro Social Cultural e Desportivo de Silvares – Guimarães – Baixo Minho, Rancho folclórico de Retaxo – Castelo Branco – Beira Baixa, Grupo de danças e cantares de Vale Domingos – Águeda – beira Litoral, Rancho folclórico da fajarda – Coruche – Ribatejo e Rancho da região de Leiria – Alta Estremadura. A entrada é livre.

Na terra dos sonhos

Todos os sábados, pelas 18h0, até ao final do mês de Junho "NA TERRA DOS SONHOS" pelo Grupo de Teatro Apollo. Encenação de Dora Conde, a partir do texto de António Clemente, António Craveiro, Luís Tomás e João Mourão
Espectáculo com merenda incluída. Reserva de bilhetes: Divisão da Educação, Cultura e Desporto – Câmara Municipal de Ourém ou 30 minutos antes do início do espectáculo
Bilhete Infantil (até aos 10 anos): 2 euros. Bilhete Normal: 3.50euros, Bilhete com direito a 1 ginjinha na Taverna Típica "A Ginjinha".

IX CenOurém

Às 21h30 no Cine-Teatro Municipal de Ourém
Bilhetes a 2 euros
7 e 8 de Junho
Daqui Fala o Morto" de Charles Llopis
Grupo de teatro "Pépétos" do Grupo Desportivo Sobralense
14 e 15 de Junho
"O Pequeno Imperador" de Atílio Bari com adaptação do Grupo
Associação Desportiva Recreativa e Cultural Vasco da Gama

Bilhetes para concertos das Festas da cidade

Já se encontram à venda aos bilhetes para os concertos pagos que decorrerão nas Festas da cidade e do concelho que, decorrem de 15 a 20 de Junho.
O custo dos bilhetes é de cinco euros e estes poderão ser adquiridos na Divisão Sócio-Cultural da Câmara e, no local dos espectáculos, o Centro de negócios de Ourém.
Concertos, animação, mostra de artesanato entre outras actividades convidam os oureenses a comemorar ao 16 anos da cidade de Ourém. Juntam-se na comemoração as vilas de Caxarias e Freixanda que comemoraram o aniversário de elevação a vila, a 21 de Junho.

Casos de Polícia

PSP
OURÉM
Em 30-05-2007, detido 1M de 48 anos de idade, em cumprimento de Mandado de Detenção Emanado pelo Tribunal Judicial da Comarca de Vinhais, sendo conduzido ao Estabelecimento competente, onde vai cumprir pena de prisão de quatro anos, em que foi condenada pelo crime de tráfico de estupefacientes.
Em 31-05-2007, apresentada denúncia contra desconhecido/s, por no período compreendido entre as 20:00h do dia 30 e as 07:30h do dia 31, lhe terem furtado o seu auto ligeiro de mercadorias no valor de € 3.700,00, que se encontrava estacionado numa rua desta cidade.
GNR
DESTACAMENTO TOMAR.
ACIDENTES - Registaram-se 6 acidentes de que resultaram 2 feridos leves.
NES – 1 Junho, promoveu actividades no âmbito Dia Mundial da Criança, na Escola E.B. 23 Caxarias, Ourém, no âmbito " Segurança rodoviária / transporte de crianças". Foram, ainda, feitas demonstrações de cinótecnia/equitação. Estiveram presentes 80 crianças, 7 professores e 10 auxiliares.
PT OURÉM – 1 Junho, deteve indivíduo, por condução de veículo automóvel, sem estar habilitado, com carta de condução.
PT FÁTIMA – 2 Junho, deteve cidadão brasileiro por se encontrar ilegal no País e conduzir veículo automóvel, sob influência do álcool, acusou uma TAS de 1, 39 G/L, no sangue
DESTACAMENTO TOMAR.
ACIDENTES - Registaram-se 8 acidentes de que resultaram 1 morto e 6 feridos leves.
PT FÁTIMA – 5 Junho, Elaborou Auto de Notícia, por desobediência, por cidadã brasileira não ter abandonado o País, no prazo de 20 dias, conforme tinha sido notificada pelo SEF.


Operação Caco

Na noite de fecho desta edição, de 6 para 7 de Junho, o Notícias de Ourém acompanhou uma operação de fiscalização levada a cabo pela GNR em colaboração com a ASAE, SEF, SPA e Alfândega de Peniche. Foram fiscalizados estabelecimentos de diversão nocturna. A reportagem e os pormenores na próxima edição deste jornal.

01 junho 2007

Notícias de Ourém, 1 de Junho de 2007

Muro causa queda da Junta de Freguesia do Fárrio


Na Freguesia de Ribeira do Fárrio, concelho de Ourém, ergueu-se um verdadeiro muro de discórdia que acabou por levar à renúncia dos membros da autarquia, eleitos pelo PSD.
À primeira vista, tudo parecia ter começado com a construção de um muro a vedar uma quinta junto à estrada. O presidente da Junta de Freguesia da Ribeira do Fárrio contestou a sua construção e sobre isso escreveu na «Ribeira Verde», um pequeno jornal mensal da freguesia. Aí, com o título «Mais de vinte anos apaixonado», Filipe Janeiro contestava veementemente esta construção afirmando que «é triste e vergonhoso, que na própria sede desta freguesia de Ribeira do Fárrio, a Câmara deste concelho tenha autorizado e pago a construção de um muro, sem as mínimas regras». Mais acrescenta que «por outro lado também não tiveram consideração por esta Junta, ao não solicitarem o respectivo parecer sobre esta construção». E, logo aí, Filipe Janeiro deixava o aviso: «se a Câmara não mandar alagar o muro, junto ao rio/ ponte, eu Filipe Janeiro, como presidente desta Junta, não posso continuar».

Um caso que já se arrasta há 7 anos
Mas, segundo os documentos de que dispomos, a polémica não é nova. Inicia-se em Agosto de 2000, quando o proprietário, da quinta onde foi implantado o muro «da discórdia», Carlos Paquim da Costa, envia oficio à Câmara queixando-se do «arranque de oliveiras e ocupação de terreno». Refere ainda o «abusivo derrube do muro de vedação da Quinta – cuja reconstrução, várias vezes prometida, ainda se aguarda», solicitando a reparação da situação. O presidente da Câmara responde, em 13 de Outubro do mesmo ano, que «o alargamento da estrada de acesso ao Centro de Dia da Ribeira do Fárrio, foi efectuado pela Junta de Freguesia, entidade que deve esclarecer esta situação». No dia 30 de Outubro, o advogado de Carlos Paquim Costa informa da intenção de proceder judicialmente contra a Junta de Freguesia do Fárrio, «a fim de obter a reparação do muro que foi derrubado », durante as obras que a Junta ali efectuou em inícios de 1998. Para além disso o processo judicial visaria ainda «obter a indemnização devida pelo derrube de árvores e ocupação abusiva de terrenos» no ano 2000, durante o largamento da estrada. No entanto, no final do documento, o advogado, antes de avançar para os tribunais, «convida» o presidente da Junta «a mandar reparar o muro em ambos os locais, no prazo máximo de trinta dias».
Filipe Janeiro responde, no mês seguinte, afirmando que as obras em causa eram da responsabilidade da Câmara, ao que esta responde devolvendo a responsabilidade afirmando que «os trabalhos em causa foram executados sob orientação da Junta de Freguesia, a quem caberá responder perante o queixoso».
Os advogados de Carlos Paquim da Costa voltam a enviar ofício à Câmara. Consideram irrelevante saber de quem é a responsabilidade e tentam novo acordo «que se limite à reparação do muro» e com «formalização das cedências dos terrenos ocupados e um pedido de desculpas». O proprietário apresenta então uma proposta de acordo com as suas pretensões, para a qual o presidente da Câmara pede um orçamento informal que apontava para um custo de perto de 70 mil euros, o que é considerado incomportável pela Câmara.
O proprietário insiste na resolução do problema e o assunto é levado a reunião de Câmara, já em Novembro de 2005. Aqui foi proposto pagar ao proprietário uma indemnização de 25 mil euros, tendo sido aprovada por maioria com os votos contra dos vereadores socialistas. Mas o proprietário não aceita.
Dia 5 de Dezembro de 2005, a Câmara reúne com Paquim da Costa e chega a acordo para execução dos muros com o pagamento de 25 mil euros pela Câmara, dispensando o proprietário de apresentação de projecto mas ficando a fiscalização encarregue de verificar a implantação. É solicitado ao proprietário que contacte a Câmara no início dos trabalhos para que os serviços municipalizados possam marcar essa implantação.
Isso é feito e os fiscais municipais dão conhecimento, informando também que «há muros construídos com 57 metros lineares e que a serem outros construídos a 5 metros do eixo da via (do ribeiro até à ponte) implica a construção de um muro de suporte de terras» que o proprietário não assume, até porque não estava incluído no acordo. A Câmara despacha então que deveria ser seguido o alinhamento existente, acabando por ser reconstruído o muro junto à ribeira.

De volta à actualidade
No dia 14 de Abril deste ano, a Assembleia de Freguesia reuniu e decidiu «informar a Câmara Municipal de Ourém, que considera «suspeita a marcação deste muro, sem pedir comparência de nenhum membro da Junta de Freguesia». Afirmam-se «surpreendidos com a construção do referido muro, em cima da estrada, junto à ponte, cortando o próprio passeio da mesma».
Aqui é referido também que a Junta de Freguesia terá recebido «várias críticas da população, culpando-a pelo mau trabalho realizado». E explicam que «como era uma obra comparticipada e dirigida pela Câmara Municipal, foi toda a obra alheia a esta Junta e Assembleia de Freguesia».
Por isso e por considerarem que «a partir deste momento» a Junta e Assembleia de Freguesia «não tem poderes de decisão para zelar pelo bem estar desta freguesia». E deixam a ameaça de que «se no prazo de quinze dias não houver uma decisão favorável a este problema» ficariam demissionários.
A resposta chega no dia 3 de Maio.
Em ofício assinado pelo presidente, este diz que, «após visita efectuada ao local», e de acordo com a lei «as competências de licenciamento são da Câmara Municipal e a apreciação a cada situação faz-se à luz desse mesmo quadro legal, não podendo ser condicionada por demissões ou ameaças de demissão». Esclarece que «o muro que foi construído foi em parte suportado financeiramente pela Câmara Municipal, para resolver um conflito existente em tribunal que resultou do facto de a Junta de Freguesia ter demolido um muro e ocupado terreno sem consentimento do proprietário».
Acrescenta que «em visita ao local, confirmámos que, na parte em que o muro foi demolido pela Junta de Freguesia, o muro agora construído foi recuado e está conforme o acordado no local». Por outro lado, «a parte do muro junto à ribeira é uma reconstrução e foi efectuada no local do muro ainda existente. Os particulares têm o direito legal de o fazerem. Também aqui não é diferente do que foi acordado».
Porém, diz o presidente da Câmara, «também nos parece que esta parte do muro deveria ter sido recuada, para melhoria da via pública e criação de local para passagem de peões na continuidade do passeio que existe na ponte». Mas «este alargamento exigirá uma fundação diferente da existente e poderá ser feito após consentimento do proprietário». Por isso, «a Câmara Municipal vai contactar com o proprietário, para resolver a situação e oportunamente dará conta da situação encontrada».
Logo no dia a seguir, 4 de Maio, a Junta de Freguesia remete novo ofício para a Câmara onde começa por questionar das suas próprias competências e quanto ao facto de David Catarino ter afirmado que se tratava de uma reconstrução de muro, demolido pela própria Junta, esta afirma tratar-se de uma «mentira, visto nunca ter existido muro no local».
Mais acrescentam que «existem na freguesia muitos habitantes com mais de 80 anos que podem confirmar nunca ter existido um muro no local». Dizem ainda os eleitos do Fárrio que «não existia muro» junto à ribeira, «apenas existindo um encosto para suporte de terras» o que, defendem, «não pode ser considerado construção».

Deita abaixo,
faz de novo
No final da última reunião de Assembleia Municipal que, por ser extraordinária não permitia a discussão de assuntos não agendados, o presidente da Junta de Freguesia do Fárrio saiu do seu lugar para, no local destinado ao público, falar desta situação, afirmando não entender o que estava a passar-se. Conta que na véspera desta reunião, quarta-feira, dia 23, terá recebido um telefonema de um funcionário municipal informando-o que ali iria na manhã de quinta-feira para fazer a demolição de uma parte do muro. Diz ainda que na própria quinta-feira, pelas 9 horas da manhã, o mesmo funcionário o terá contactado de novo, informando que estaria no Fárrio por volta das 10 horas da manhã, com tal objectivo, pelo que ele, Filipe Janeiro, deveria contactar o empreiteiro que ali deveria estar com a máquina para a demolição. Diz que assim fez e que também estava presente às 10 e que o muro foi, de facto, demolido. Por isso, Janeiro diz agora não entender que o muro esteja a ser reconstruído no mesmo local.
Daí que pergunte ao presidente da Câmara se o muro é mesmo para reconstruir naquele local. Como a resposta não lhe foi dada de imediato, insiste para que tal aconteça e David Catarino acaba por dizer que «para lhe responder ia ser deselegante e dizer algumas coisas que o sr. não ia gostar…». E mais não disse. Por isso Filipe Janeiro faz menção de se retirar apesar dos apelos da presidente da Mesa para que se acalme e retome o seu lugar. Mas Filipe Janeiro considera que com esta resposta o presidente da Câmara «disse tudo» e por isso retira-se sem que se chegue a perceber bem se é uma saída daquela reunião se uma demissão da Assembleia Municipal.
Sabendo que estava marcada uma reunião de urgência da Assembleia de Freguesia da Ribeira do Fárrio, ainda nessa noite, o NO aí se deslocou. Porém porque tardasse a começar e porque o presidente da Junta de Freguesia nos disse para nos retirarmos que depois nos contactaria contando a decisão tomada, assim o fizemos, já a noite ia avançada.
E assim foi. Filipe Janeiro acabou por nos contactar, primeiro dando conta de alguma indecisão já que, afirmou, a sua vontade era a de abandonar a Junta mas continuando esta a exercer funções com os outros elementos eleitos. Mais tarde, Filipe Janeiro acabaria por nos confirmar que todos renunciariam ao mandato, estando apenas a aguardar uma reunião com o Governador Civil do distrito que haviam pedido que fosse agendada para quarta-feira.
Contactado pelo NO, o Governador Civil confirmou existir um pedido de audiência e que esta fora marcada para ontem, quinta-feira, dia 31, já após o fecho desta edição.
O Governador Civil confirmou-nos também o motivo da reunião, informando que tinha esclarecido que, de acordo com a lei, não se trata de pedido de renúncia ou de demissão junto do Governador. O que acontece nestes casos, é que os elementos dos órgãos autárquicos entregam esse pedido ao presidente da Assembleia de Freguesia e será este, depois, que deverá informar o Governador Civil da falta de quórum, para que possam, então, ser marcadas eleições.

Razões do recuo
Enquanto tudo isto ia acontecendo, Carlos Paquim da Costa lia o que Janeiro escrevera no jornal da terra. Como não gostou, escreve, dia 14 deste mês, à Câmara afirmando ter tido conhecimento da posição do presidente da Junta e afirmando que considera a sua posição como «de inteira propriedade, pondo os vários intervenientes no seu devido lugar e sendo perfeitamente esclarecedora dos direitos e obrigações de cada uma das partes». Diz que para «corresponder ao desejo de pacificação» do presidente da Câmara» concordou com a demolição da parte do muro junto à ribeira, embora «interiormente isso me custasse, dado o procedimento continuado do agente de todo este contencioso». Por isso ao tomar conhecimento da publicação do Fárrio e «dados os termos, o tom, o despropósito, as aleivosias – insultuosas mesmo – ali contidas» considera esta publicação «como um dado novo e grave que alterava completamente a solução apaziguadora que se tentava encontrar para a questão». Considera ainda que tal publicação, sendo pública era «inadmissível, considerando eu que não poderia deixar de ter consequências sob pena de, contemporizando-se, ou pactuando-se, com aquela linguagem desbragada e as ameaças expressas, se deixaria caminho livre a não sabemos mais que prepotências, dislates e enxovalhos». Mas, mesmo assim, diz ter deixado o assunto à consideração do presidente da Câmara, esperando que este não autorizasse o derrube e mudança do muro. No entanto, recua agora face o que considera ser a «megalomania e o perpetuar da impunidade» do presidente da Junta, considerando que «não devemos ceder-lhe, deixando ficar o muro como acordado e como está».
Porém Carlos Paquim não encerra a questão e diz que «no dia em que se pensar fazer a reformulação de toda aquela via e construção de passeios de um lado e outro, estarei inteiramente disponível para colaborar, observadas as regras de direito e civilidade adequadas».
Segundo o presidente da Câmara, a demolição estava marcada para dia 24, às 14h00 mas a carta do proprietário ainda não chegara ao conhecimento do presidente. Ao tomar conhecimento desta, Catarino tenta impedir que a demolição aconteça mas chega tarde. É-lhe dito que o muro havia sido demolido por ordem do presidente da Junta «sem para isso estar mandatado» afirma o presidente da Câmara.
Entretanto, os advogados de Carlos Paquim da Costa voltavam a contactar a Câmara dizendo saber que ali se encontrava a máquina para a demolição e que, se tal acontecesse, isso seria entendido como «grave violação dos direitos» do proprietário e constituiria «crime, não apenas de dano, mas também de prevaricação e que, em conformidade, de imediato farei participação junto do tribunal de Ourém, e darei conhecimento do facto ao IGAT e ao Ministério Público junto do TAF de Leiria».
Face a esta situação, apenas restou como solução a reconstrução do muro.
O presidente da Câmara elaborou já um documento para apresentar o caso à vereação e onde explica, passo a passo esta todo o processo, juntando-lhe os documentos a que o NO também teve acesso.

Renúncia à vista
Entretanto, no Fárrio, havia sido marcada reunião com todos os elementos, efectivos e suplentes da Assembleia de Freguesia, para a passada quarta-feira à noite.
O NO falou com o presidente da Assembleia, José Carlos Pereira, que nos confirmou que o processo de renúncia de mandato já havia sido iniciado, aguardando-se a tal reunião da noite para ouvir os suplentes da lista social-democrata. Isto porque o PS apenas elegeu um elemento, pelo que a sua decisão não influenciará a falta de quórum. De qualquer modo o eleito pelo PS só durante a reunião deveria decidir qual a posição a tomar, após obtidos todos os esclarecimentos que considera necessários.
José Carlos Pereira diz que esta posição não é tomada apenas por solidariedade com o presidente da Junta. «A questão fundamental, é o muro» afirma e diz que «nós também temos olhos na cara».
Na quarta-feira, pelas 23h35, recebiamos a informação do próprio Filipe Janeiro de que todos os elementos da autarquia, incluindo o eleito nas listas do PS, haviam renunciado ao cargo na reunião acabada de decorrer.

Duas vinhas cortadas durante a noite:


Não um nem dois ou sequer três… Centenas de pés de vinha foram cortados na Silveira, perto de Tijolo, na freguesia de Nossa Senhora das Misericórdias.
José dos Reis, do Alveijar é proprietário de uma das vinhas que foi “vindimada” mais cedo. Herança de família e hobby nos tempos livres agora não sabe o que vai fazer. “Vou esperar, ver se rebenta alguma”. Senão, “vou ter de meter aqui uma máquina e arrancá-la toda” para poder plantar nova vinha.
Foi depois de um dia de trabalho, na quinta-feira, 24 de Maio, que soube. Lembra que lhe ligaram e que lhe disseram que a vinha estava vandalizada. Ele ainda pensou que como já havia acontecido que algum carro pudesse ter entrado pela propriedade dentro e danificado alguns pés de vinha. Mas não, era algo pior. “Quando cheguei vi tudo cortado”, salienta. Ficou sem palavras quando viu.
O proprietário perdeu as uvas todas deste ano “700, 800 quilos” de uva preta que juntava à uva branca que possui noutra vinha, ali perto, para fazer o néctar. Este ano vai ter de comprar.
“Inimigos penso que não os tenho. Pelo menos desconheço que os tenho. Não sei se isto foi para mim se para o meu colega” e até penso que foi engano, que, quem fez isto pensava que isto era só de um” proprietário.
Contas feitas, já que não tem seguro específico, “vou ter de pagar tudo do meu bolso”. São 350 pés cortados, um prejuízo de três mil euros.
Para este proprietário, o “trabalho” foi feito em pouco “em poucas horas, duas a três horas” e como foi de noite “ninguém se apercebeu de nada”.
Manuel Gonçalves Sousa é o vizinho do lado. A vinha dele, 800 pés, colocados há quatro anos foi cortada. “Mesmo os que estão verdes levaram meio corte”, conta.
“Pensava que não tinha inimigos mas agora acho que tenho”. Mas “não suspeito de ninguém”, confessa.
A vinha tem pés centenários, fruto da herança e o proprietário chama-lhe mesmo “o meu jardim”. Na queixa apresentada à GNR que se deslocou ao local para investigações e tomar conta da ocorrência, o valor do prejuízo apresentado foi de 7 500 euros.
“Não merecíamos isto”, salienta defendendo que “se fosse alguém que tivesse alguma questão, tivesse ido ter com o proprietário”.

Vizinho alertou
Foi José da Silva Oliveira, 75 anos que se apercebeu da situação. Viu as videiras mais murchas e pensou “enganaram-se no sulfato”. Homem ligado à agricultura, na passagem para as suas propriedades, repara que a vinha estava toda cortada.
“Um terror, um crime” é desta forma que o proprietário de várias propriedades classifica o acontecido.
“Nunca me lembro de ver uma coisa assim. Isto foi um acto de vingança, foi feito com maldade”, comenta.
Ele próprio, conjuntamente com outros que acorreram ao local, e verificaram a existência de pegadas. “Vi a pegada” assinala fazendo notar que estava “bem conhecida. A bota esbarrou ali na terra”, refere. E desde que esta situação ocorreu, “nunca vi tanta gente aqui na Silveira”.
“É um acto terrorista. Não imaginava que havia pessoas com coragem” para fazer isto, salienta o presidente da Junta, Joaquim Gonçalves. “Esperamos que não venham a acontecer mais casos. Porque isto é triste, não é o prejuízo mas é a dor”, aponta.
Para apoiar os proprietários, o autarca está a estudar formas de colaborar, com a remoção e plantação de novos pés de vinha.
A situação “é um alerta. Temos de começar a salvaguardar um pouco o que é nosso porque casos destes podem não ser únicos. E de vez em quando as pessoas devem passar porque a segurança da autoridade também não é demasiada e o vandalismo pode evitar-se um pouco”.

AM aprova nova Carta Educativa


Apenas um ponto marcava a Assembleia Municipal extraordinária marcada para a passada quinta-feira: a carta educativa do concelho de Ourém que voltou a encher o espaço reservado ao público.
Como havia sido anteriormente noticiado pelo NO, esta reunião, segundo o presidente da Câmara, foi motivada pelo descontentamento generalizado manifestado aquando da apresentação da anterior proposta, apesar de, mesmo assim, esta ter sido votada favoravelmente.
Desta vez foram menos os que se manifestaram contrários à proposta. Apenas o presidente da Junta de Freguesia de Freixianda votou contra a nova proposta considerando que «a câmara municipal não está a ser uniforme e está a enfraquecer cada vez mais o norte do concelho». Por isso, afirmou Francisco Caetano, «a freguesia de Freixianda aqui está representada pelo seu presidente para repudiar a insensatez dos políticos deste concelho».
Com a nova proposta, as situações que anteriormente haviam levantado maior contestação, excepcionando o caso do Olival, voltam aos actuais territórios educativos. É o caso de Rio de Couros e Casal dos Bernardos que vão continuar em Caxarias e não na Freixianda onde se pretendia, ou de Seiça que continua, também, a pertencer a Ourém e já não a Caxarias.
A posição do presidente da Junta de Freguesia de Freixianda acabaria por ser reafirmada, mais tarde, aquando do período de intervenção do público, quando o presidente da Assembleia de Escola da Freixianda usou da palavra. João Filipe Oliveira recordou que nos anos 90, «a maior parte da freguesia de Rio de Couros esteve no território de influência da escola da Freixianda» sem que isso tenha «criado especiais dificuldade», lembrando também que, actualmente, «alunos da Marta, Castelejo, Valongo, Rio de Couros, Casal Ribeiro e Cacinheira «não sentiram qualquer dificuldade quando optaram por frequentar a nossa escola». Mas a escola protesta ainda contra a afirmação do presidente da Junta de Rio de Couros que ao falar da excelência da escola de Caxarias, poria em causa a da Freixianda bem como a do presidente da Junta de freguesia do Olival, quando este considerou que o ordenamento então proposto resultava da «necessidade de manter com condições o agrupamento de Freixianda». João Filipe acusa-o de falar «sem conhecimento de causa». Afirma que a escola se tem mantido «com condições desde 1990» e que «não está dependente destas alterações para manter com condições um serviço, que vai para além das freguesias do agrupamento e para além das fronteiras do concelho e do distrito, e cuja qualidade é reconhecida até fora de Portugal, no âmbito de projectos comunitários» em que tem participado.
A escola não deixa ainda de lamentar não ter sido ouvida em todo este processo, pela Câmara, considerando que, todo o tempo perdido «a fazer e a refazer projectos» poderia ter sido melhor aproveitado se utilizado para «em colaboração institucional, elaborar um texto equilibrado e que não gerasse o grau de conflitualidade que se veio a manifestar».
Foi também desta falta de diálogo que se queixou o líder de bancada socialista, durante a discussão da proposta, considerando que «o executivo dirigiu muito mal este processo» sem ouvir «as escolas, agentes educativos e parceiros».
Para os socialistas, em causa está também a recusa, na anterior assembleia, da votação de uma proposta apresentada pela sua bancada, que, no seu entender, acaba por surgir agora, mas com uma nova roupagem. Agripina Vieira, apontando a sua falta de experiência política, diz mesmo não perceber o que se tem vindo a passar com a carta educativa ali a ser discutida pela terceira vez. Mas não entende também como «é que uma proposta apresentada por este grupo parlamentar na última sessão de Assembleia Municipal, não foi digna de qualquer reparo ou comentário técnico ou pedagógico, reaparece aqui hoje, com algumas alterações, para ser aprovada».
Em resposta, David Catarino disse a Agripina Vieira que as propostas tem que ser fundamentadas, dando a entender que não seria esse o caso da apresentada por si. Mas Agripina Vieira responde que se apresentou uma proposta, fê-lo depois de ter lido os quadros apresentados nas propostas da autarquia e fundando-a nesses dados.
A nova proposta foi então votada por maioria com o voto contra do presidente da Junta de Freguesia de Freixianda e com a abstenção do presidente da Junta de Freguesia de N. S. da Piedade por entender que toda a freguesia deveria estar num só agrupamento, o da escola secundária, e não dividida em dois.

Lobby reunido em jantar em Fátima: «Ota é a melhor localização possível»


400 pessoas, quatro deputados eleitos pelo distrito de Leiria (um de cada partido), o presidente da Câmara de Ourém, de Rio Maior, Santarém e Castelo Branco e o chefe de gabinete do presidente da Câmara do Cartaxo. Muitos empresários a que se juntaram 12 presidentes das 16 câmaras do distrito de Leiria, quatro representantes das restantes autarquias, outro autarcas, do secretário-geral do Conselho Empresarial do Centro, Fernando Cardoso e do governador civil de Leiria, José Miguel Medeiros. Todos pela OTA e pela construção do novo aeroporto de Lisboa, a norte da capital.
No mesmo dia em que o ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações disse que a sul do Tejo havia um “deserto” e que a opção pela construção na Ota era a melhor solução, cerca de 200 pessoas assinaram um compromisso cívico apelando ao governo para a urgência na construção do novo aeroporto de Lisboa, na Ota.
O constitucionalista Vital Moreira acusou a Lusoponte de ter interesse que o novo aeroporto internacional de Lisboa seja construído na margem Sul.
“Imaginem 20 milhões de pessoas a terem de pagar portagens à Lusoponte. Dá seguramente centenas de milhões de euros por ano. Se fosse administrador ou accionista da Lusoponte estaria disponível para dar uma pequena percentagem dessa quantidade a todas as campanhas destinadas a desqualificar o aeroporto da Ota”, afirmou.
Para Vital Moreira a questão é “política” e por isso não entende que se refugiem na “validade em termos técnicos” para justificar uma ou outra opção. A razão pela escola da OTA – defendeu – é “sobretudo, de serviço e interesse público por razões de ordenamento territorial, de planeamento económico e, sobretudo, para servir os utentes do aeroporto”. Aliás “está provado que, do ponto de vista ambiental, a Ota é a melhor localização possível”, refere o documento final.
O constitucionalista criticou ainda Marques Mendes, o BES e a Sonae de estarem a apoiar esta campanha a defender a margem sul.

Nãovoltar atrás
O presidente da Câmara de Ourém, anfitrião e primeiro orador da noite sublinhou que “não se pode a andar sempre a voltar para trás”. Aliás “o que se decide é para fazer, (de modo) determinado. Não se pode perder tempo”. O “país não pode dar um passo à frente e dois atrás” na discussão da localização do novo aeroporto. Para o autarca, a solução Ota “é o melhor para o país, o melhor para esta zona de Fátima que, precisa de melhores acessibilidades”.
Francisco Moita Flores, presidente da Câmara de Santarém criticou quem se baseia em relatórios de “pretensos técnicos, putativamente limpos do ponto de vista ideológico”, por oposição ao “senso comum labrego e rasteiro dos políticos”. “Não há técnicos descomprometidos. Todos os técnicos são pagos e há sempre alguém que paga aos técnicos”, afirmou.
Lembrou que o governo de Durão assumiu a “convicção” que era preciso fazer a OTA, corroborada por Sócrates e que “é a mais acertada para o país”. Ao presidente da ANA – Aeroportos de Portugal apelou para que não esqueça os concelhos do distrito de Santarém mais próximos do novo aeroporto e que podem desempenhar um papel importante na coesão e desenvolvimento territorial.

Estudos provam escolha
Guilhermino Rodrigues, da ANA lembra que os estudos essenciais sobre esta questão datam de 1969 e estão disponíveis na Internet desde 1999. “Tudo o que se está a dizer (agora) é uma mistificação”.
Entre a data da decisão e a construção são necessários “10, 12 anos”, assinala o responsável. “Temos que ter capacidade de previsão para dez anos”, assinalou referindo o investimento de 300 milhões de euros na Portela para que o aeroporto sirva os 12 milhões de passageiros, até 2017, altura em que deverá estar concluído o novo aeroporto.
O presidente da ANA salientou ainda que não é possível construir uma segunda pista na Portela já que isso obrigaria a que “arrasar bairros” como Alvalade ou a Musgueira.
Quanto à hipótese do Montijo “resolveria só o problema por um ano ou dois e teria que pensar-se onde construir o novo aeroporto”. Este responsável exclui ainda a possibilidade de manter o actual aeroporto da Portela e o novo da Ota porque “não temos massa crítica”, isto é, passageiros, quando comparado com Londres que tem 4 aeroportos e 120 milhões de passageiros.
Guilhermino Rodrigues justificou ainda que 75 por cento dos utilizadores do aeroporto vivem em Lisboa; particularmente na margem norte da grande área metropolitana, 83 por cento. Este responsável espera ver o concurso do novo aeroporto lançado em Setembro de 2007 e em 2009, as obras de construção.
O autarca comunista de Peniche, António José Correia, considerou que “o Oeste e outras regiões poderiam processar aqueles que estão a causar prejuízos económicos fortes à economia nacional”.
“É impensável que, alguma vez, se volte a olhar para trás, nesta matéria”, acrescentou. Este responsável espera também que “o segundo semestre seja o do cumprimento do desígnio Ota”.
“Concordo que o país não pode andar para trás. E nesta questão do aeroporto andámos para trás. É por isso que me escandalizo com incoerência de certas posições”, defendeu Tomás Oliveira Dias, decano defensor desta causa e fundador deste movimento em 1998.

Grupo de Teatro Apollo apresenta:

Encenação de Dora Conde, a partir do texto de António Clemente, António Craveiro, Luís Tomás e João Mourão
Todos os sábados de Junho, 17h30 - Sala do Torreão Castelo de Ourém

Sinopse: A história do servente Hipólito que decide destruir o edifício do teatro, onde trabalham Chicharo e Pé Carriço, para construir um restaurante, “um bom restaurante!”. Para o Servente, os “teatros estão sempre vazios, não alimentam a barriga nem os bolsos de ninguém ao contrário, do que se passa com os restaurantes, que estão sempre cheios!”. Determinados a impedir a destruição, Chicharo e Pé Carriço convencem o Servente Hipólito a entrar no mundo do teatro, bastando para isso que utilize a imaginação. Tudo para fazê-lo acreditar que o teatro é um lugar mágico onde se pode sonhar. “Na Terra dos Sonhos podes ser quem tu és, ninguém te leva a mal”…
Reserva de bilhetes:
Divisão da Educação, Cultura e Desporto – Câmara Municipal de Ourém
30 minutos antes do espectáculo
Bilhete Infantil (até aos 10 anos): 2 euros
Bilhete Normal: 3.50euros
Espectáculo com merenda incluída

«Espiritualidade, turismo e território»

“Espiritualidade, turismo e território (estudo geográfico de Fátima)”, o livro de Maria da Graça Mouga Poças Santos será apresentado a 4 de Junho, pelas 18 horas, no Hotel Cinquentenário, em Fátima.
A investigação dá a “conhecer novas perspectivas sobre a atracção exercida pelo seu santuário, verdadeiro centro de uma rede religiosa global”. A obra foi lançada em Leiria, durante o decorrer dos trabalhos do Congresso “Turismo cultural, territórios e identidades” a 29 de Novembro de 2006, em Leiria.
Este lançamento em Fátima é promovido pela Sociedade de Reabilitação Urbana da Cova da Iria e conta com o apoio do Santuário de Fátima, Junta de Freguesia de Fátima, Hotel Cinquentenário e do jornal Notícias de Fátima.
Maria da Graça Mouga Poças Santos é doutorada em Geografia pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e actualmente professora da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Leiria.
A organização salienta ainda que aqueles que tenham interesse em participar, devem confirmar a presença através do 249 530 570.

Prevenir a raiva

A chuva voltou a fazer das suas e, mais uma vez, houve que adiar vacinas e colocação de micro-ships. Primeiro havia sido em Fátima e a visita do veterinário municipal acabou poir ser adiada para amanhã, dia 2. Este fim-de-semana, foi a chuva de domingo que obrigou a novo adiamento, desta feita na Gondemaria pelo que os locais que ficaram por visitar se-lo-ão também amanhã.
Assim, amanhã, dia 2 de Junho, o veterinário municipal vai estar, de manhã na freguesia de Fátima e, à tarde, na Gondemaria:

7h30 – Giesteira; 8h30 – Eira da Pedra; 9h30 – Valinho; 10h00 – Boleiros; 11h30 – Maxieira; 12h00 – Amoreira; 13h00 Moitas; 14h30 – Santarém dos Tojos; 15h00 – Fartaria; 16h00 – Gondemaria.

Fados a Nossa Senhora


Nos 90 anos das Aparições de Nossa Senhora aos três pastorinhos, a comunidade de Boleiros que se reúne habitualmente, por esta altura, para uma Serenata a Maria.
A população compareceu na capela de Boleiros onde além dos vários fados marianos, foram lidos textos das passagens das Aparições. Foram assim reproduzidos os diálogos entre Nossa Senhora e Lúcia, sendo a serenata estruturada de modo a que a cada uma das 5 primeiras aparições correspondeu um extracto narrativo, a recitação de um mistério do terço e a interpretação de um fado.
Após a 6ª e última aparição foi recitada uma Oração de Intercessão e o final foi de novo um fado. Três crianças vestidas à época que representavam os três pastorinhos e, de uma forma simples, coreografaram os aspectos da narração. As crianças foram escolhidas em função da idade e participação noutras actividades como o grupo coral.
“Avé Maria Fadista” (Isabel Carreira), “O Xaile da minha mãe” (Belmira Prazeres), “Foi Deus” (Ana Oliveira), “Senhora da Saudade” (Paulo), “Senhora do Livramento” e “Avé Maria” (Mafalda) foram os fados cantados e interpretados.
Duas dezenas de pessoas estiveram envolvidas nesta iniciativa conduzida pelo capelão da comunidade, padre Rodrigo Carvalho.

Peregrinação 10 de Junho: Crianças convidadas

A Peregrinação das Crianças a Fátima, dias 9 e 10 de Junho de 2007, integra-se nas actividades celebrativas dos 90 anos das Aparições de Nossa Senhora.
Na carta, a Comissão da Peregrinação das Crianças resume os pedidos e as intenções de Nossa Senhora, segundo as Memórias da Ir. Lúcia, e convida os mais pequenos a prepararem-se, e a participarem na Peregrinação.
As crianças são convidadas a Rezarem diariamente o terço (rosário) ou parte dele, sobretudo no mês de Maio, e, se possível em grupo, pelas intenções apresentadas por Nossa Senhora aos três pequenos pastores; e a Fazerem uma “conta” em cartolina, cartão canelado ou outro material..., por cada vez que a criança ou o grupo de crianças rezar pelas intenções de Nossa Senhora, e construir assim um “rosário”, que trarão à Peregrinação, como símbolo da oração feita.
Para além do convite à oração, os meninos e as meninas de Portugal são também convidados a Juntarem tinteiros de impressora já gastos e radiografias fora de uso para, com eles, preparar uma oferta, como gesto de partilha com crianças mais pobres de outros países.

Programa
9 de Junho
Das 18h00 às 20h00 - Visita aos locais da aparição do
Anjo: Loca do Cabeço e quintal da Ir. Lúcia (livre).
21h15 - Os sinos convidam à oração; 21h30 - Celebração da noite: “Deus pensa em nós”
Das 08h30 às 09h00 - Oferta de flores a Nossa cSenhora, na Capelinha.
09h30 - Encenação no Centro Paulo VI: “O drama dos Pastorinhos”; 09h30 - Louvores a Maria. (Capelinha); 10h00 - Recitação do Rosário. (Altar da Celebração; 11h30 - Celebração Eucarística: “Sou do Céu...”.; 15h00 - Encenação no Centro Paulo VI “O drama dosPastorinhos” (repetição); 16h00 - Despedida “No amor de Deus, vamos em paz!”

Casos de Polícia

Duas pessoas ficaram feridas sem gravidade na sequência de uma colisão entre dois veículos ligeiros, em Pisões, Caxarias, a 22 de Maio. Do choque entre dois ligeiros em Fontaínhas, Seiça. A colisão entre duas viaturas ligeiras em Salgueira de Cima, Casal dos Bernardos provocou danos.
Uma pessoa ficou ferida com gravidade num acidente que envolveu um veículo ligeiro e um velocípede sem motor, a 23 de Maio. Um despiste de um ligeiro em Besteiros, Freixianda provocou danos tal como um outro despiste ocorrido em Casais Montes, Olival.
Um choque entre dois veículos ligeiros em Mata da Caridade provocou apenas danos.
O condutor de um motociclo morreu na sequência de uma colisão entre o veículo em que seguia e um veículo ligeiro na avenida Papa João XXIII. O choque entre duas viaturas ligeiras na rotunda sul resultou em danos tal como a colisão entre dois ligeiros na Estrada de Fátima.
A 27 de Maio, a colisão entre dois veículos ligeiros, no Carregal, Nossa Senhora das Misericórdias resultou em danos. Já um despiste de um ligeiro em Matas provocou feridos ligeiros.
O choque entre dois ligeiros em Murtal, Atuguia provocou danos, a 28 de Maio. Já em Fátima, o despiste de um ligeiro na Rua do Rosário provocou danos. Da colisão entre dois ligeiros na Rua da Cooperativa também resultaram danos.
Dois feridos leves é o resultado do acidente entre um ligeiro e um moto cultivador, no Vale da Estrada do Grou, na Freixianda. Da colisão entre um ligeiro e um pesado no Vilar dos Prazeres resultaram danos.
Já em Fátima o caso foi mais grave. Dois feridos graves e três feridos leves é o balanço do choque entre um veículo pesado e um ligeiro na rua principal da Pederneira, Fátima.

Detenções
A 25 Maio, a GNR de Ourém deteve um indivíduo, por condução de veículo automóvel, em acto de fiscalização, sob efeito do álcool, tendo acusada uma TAS de 2,30 G/L, no sangue.
A 25 Maio, a GNR de Fátima deteve um indivíduo em acto de fiscalização, por condução de veículo automóvel, sob efeito do álcool, tendo acusada uma TAS de1,99 G/L de álcool, no sangue.
A 28 Maio, deteve um indivíduo, por condução de veículo automóvel, sob o efeito do álcool, tendo acusado uma TAS de 1,66 G/L, no sangue.