14 dezembro 2006

Rei do Ruanda visita concelho



O Rei Jean Baptiste Kigeli V Ndahindurwa do Ruanda acaba de regressar aos Estados Unidos depois de uma peregrinação por vários santuários da Europa em acção de graças pelo seu 60º aniversário.
Na sua visita a Fátima, este católico que vive exilado na América, desde a década de 1960, rezou na Capelinha das Aparições. Foram "momentos de meditação e consagração pessoal à nossa boa Mãe do Céu", salientou .
Nas suas preces recordou uma consagração nacional efectuada a Cristo Rei e a Nossa Senhora de Fátima pelo seu falecido irmão e relembrou também as vítimas inocentes do genocídio e da fome que seguiu ao seu afastamento do governo.
No silêncio da oração, recordou a rainha do Ruanda, sua Mãe, que "foi sempre muito devota de Nossa Senhora de Fátima " e que o havia instruído na história de Fátima e ensinado a rezar o terço desde muito jovem.
Em Aljustrel, visitou as casas do Pastorinhos e o Poço do Arneiro na companhia e depois, na exposição "Fátima, Paz e Luz" Kigeli V pôde admirar algumas dádivas oferecidas a Nossa Senhora oferecidas pelos povos de Africa, incluindo a sua terra natal do Ruanda.
O monarca exilado inaugurou, na Galeria dos Artistas e Artesões de Ourém, uma exposição dedicada ao tema "Terras de Preste João" que reuniu obras de vários artistas, nacionais e estrangeiros, entre eles o Mestre H. Mourato e os membros da Associação Escadote Cultural. Participou num jantar promovido pelo Instituto Preste João para a angariação de fundos para a Fundação Kigeli V de ajuda ao povo do Ruanda onde recebeu um donativo de 5000 euros.

Hoquistas e benfiquistas em convívio

O plantel de hóquei em patins benfiquista que defrontou o JO, no último sábado, participou depois, num momento de confraternização com a direcção da Casa do Benfica de Ourém.
A iniciativa partiu da casa benfiquista que, decidiu aproveitar esta deslocação da equipa de hóquei que disputa o campeonato nacional a terras oureenses, para um jantar convívio.
Foi a primeira vez que a equipa da águia se deslocou, neste campeonato, a Ourém para defrontar o Juventude Ouriense.

CDF apresenta plano de actividades

O Desportivo de Fátima quer concluir os dois pisos no edifício da sede, no campo João Paulo II. Cinco quartos, uma sala e uma sala polivalente que pode servir para a prática de ginástica, danças de salão, karaté são os espaços que deverão ser concluídos em 2007.
No plano de actividades para o próximo ano é ainda referida a pretensão de uma campanha de angariação de novos sócios e de protocolos com empresas para a criação de sócios empresa.
Das informações prestadas aos sócios na última Assembleia geral do clube, realizada a 28 de Novembro, foi avançada a possibilidade de se realizar, futuramente, uma parceria entre o Centro desportivo de Fátima e o Centro de Recuperação Infantil de Fátima. Essa parceria traduzir-se-ia na utilização de um campo, com piso sintético. Ao que o Notícias de Ourém conseguiu apurar esta vontade é apenas uma ideia apresentada aos sócios para que se pudesse averiguar da sensibilidade dos mesmos em relação à mesma.
A direcção do CDF informou, também, os sócios que tem as contas em dia com jogadores e equipa técnica bem como obrigações fiscais e de segurança social.
Actualmente, o clube está a contestar "o resultado de uma acção de fiscalização extremamente rigorosa de que o nosso clube foi alvo e com a qual não podemos de maneira nenhuma concordar". Segundo informação já recebida, o clube terá, em breve, uma acção de fiscalização referente ao ano de 2003, por parte das Finanças.

Casos de polícia

Uma pessoa ficou ferida sem gravidade na sequência de uma colisão entre um veículo ligeiro e um motociclo, a 4 de Dezembro, no Olival.
A 5 de Dezembro, uma pessoa ficou também ferida mas, sem gravidade na sequência de um despiste de um veículo ligeiro em Paiveira. O choque de dois ligeiros em Corredoura, Nossa Senhora das Misericórdias resultou em danos materiais.
Danos é o resultado de um despiste de uma viatura ligeira em Boleiros, a 6 de Dezembro. Do choque entre dois ligeiros em Vale Travesso, Nossa Senhora da Piedade também só resultaram danos.
Duas pessoas ficaram feridas na sequência da colisão entre dois veículos ligeiros, em Matas, a 7 de Dezembro. De um outro choque em Valongo, Frexianda, também entre duas viaturas ligeiras, resultaram danos.
Uma pessoa ficou ferida com gravidade na sequência do choque de um velocípede sem motor e um veículo ligeiro. No mesmo dia, 8 de Dezembro, um despiste de um ligeiro em Casal Matos provocou danos materiais.

06 dezembro 2006

Sociedade de Reabilitação Urbana de Fátima apresenta plano de actuação: 82 milhões para requalificar Fátima



Na inauguração da nova igreja da Santíssima Trindade, prevista para Outubro de 2007, não estará concluído o túnel. "A inexistência de plano de pormenor impede a negociação com os proprietários", salientou Francisco Vieira, presidente do Conselho de Administração da Sociedade de Reabilitação Urbana.
Na prática, este responsável espera que até final do primeiro semestre de 2007 seja publicado o Plano de Pormenor (PP) daquela zona. "Maio, por todas as razões, seria um bom mês para a publicação do PP", expressa o desejo.
A partir daí, a SRU iniciará o processo de negociação com os proprietários para que as obras se iniciem ainda em 2007 e que se irão prolongar por 18 meses. No entanto, "se a obra for feita em duas frentes, na avenida, pode ser reduzido esse prazo". A "urgência estratégica" reconhece é "construir a passagem desnivelada". O túnel deverá ficar concluído até final de 2008.
As intervenções "dependem da nossa capacidade negocial mas, sobretudo da vontade dos proprietários dos terrenos que, com a SRU vão negociar".
O Plano de Pormenor para esta zona tem como objectivos criar uma nova centralidade para Fátima com áreas de parqueamento qualificadas, uma estrutura verde equilibrada e um sistema de gestão que promete o responsável, ser rigoroso.
2010 é o cenário "optimista" para a conclusão destas obras. Mas Francisco Vieira reconhece que "vamos ter 3,4 anos de obras com todo o impacto que isso provoca".
O Plano de pormenor entre as avenidas D. José Alves Correia da Silva e Papa João XXIII permite a construção de 2396 fogos de habitação. Contam-se, também, a construção de cinco novas unidades hoteleiras com 1300 camas, um centro geriátrico, um museu e centro documental que o Santuário de Fátima ali irá instalar. Os espaços verdes, estacionamento e equipamentos colectivos também estão contemplados nesta zona. Aqui deverá ser implementado um corredor verde que ligará aos Valinhos.
O valor deste investimento é de quase 82 milhões de euros sendo que quase vinte milhões de euros serão para a requalificação da avenida, três milhões para o reperfilamento da avenida Papa João XXIII, 10,7 milhões para a rede viária e 17,5 milhões para espaços verdes e de utilização pública.
O financiamento deverá ser assegurado pela Sociedade de Reabilitação Urbana de que a Câmara Municipal de Ourém é detentora de capital, em 55 milhões de euros. O Santuário de Fátima financiará 16,6 milhões de euros, o Instituto de Estradas de Portugal apoiará com 4,5 milhões de euros e o Instituto de Turismo de Portugal com 2,4 milhões de euros.
"Temos que nos adaptar às novas circunstâncias", refere o reitor do Santuário de Fátima que, recentemente assumiu a possibilidade da nova igreja ficar, algum tempo, fechada até à conclusão das obras do túnel.
Paulo Correia, técnico responsável do PP indicou que foi feito um levantamento exaustivo das parcelas de terreno e limites dos mesmos. Foram identificadas mais de 400 parcelas e os seus proprietários. Será ainda criada uma rotunda intermédia para escoar o trânsito e um parque de automóveis subterrâneo, junto ao hotel cinquentenário.
David Catarino, presidente da Câmara manifestou a sua convicção que "as pessoas vão entender esta intervenção. Não é contra elas mas com elas". O autarca mostrou-se certo que irão surgir meios financeiros para as obras que a câmara terá de custear.
Catarino pretende ainda que seja declarada área crítica a estrada de Minde, a rua de Santa Isabel, bem como a zona de Aljustrel.
"Há outras intervenções que só precisam de dinheiro", frisou. São elas: Rua de São José, Rua Anjo de Portugal, rua Jacinta Marto, estrada de Minde

Caxarias contra barreiras



A população de Caxarias continua indignada e sem ver resposta às suas pretensões. Em causa estão a colocação de barreiras acústicas junto a habitações e a dividirem a aquela vila, mas também a exigência, na estação, de uma passagem pedonal.
A estas contestações juntam-se outras, todas advindas das obras efectuadas pela REFER. Como não cabem camiões na passagem junto à Cavadinha, o trânsito acaba por processar-se todo ao longo da rua Francisco Reis, onde também «mal cabe um camião». Situação que segundo os moradores da zona lhes têm acarretado problemas, por exemplo, com paredes de casas a rachar. Queixam-se ainda de ali existirem esgotos a céu aberto e dizem que como a REFER não faz limpeza na linha, as areias vão acumulando e acabam por sair pelos tais esgotos a céu aberto
A luta da população começou já em 2004. Foi então criada a Comissão de Moradores que continua a lutar até hoje, sem ver respondidas as suas pretensões.
Acusam os órgãos do Poder Local de «alheamento», face à situação e por isso tem procurado contactar outras entidades regionais e nacionais mas as respostas tardam em chegar.
Em Junho de 2006 avançaram com um abaixo-assinado que reuniu 760 assinaturas, contra a instalação das barreiras acústicas e afirmando aí, ser aquela comissão, contrária à posição assumida pela Câmara, da sua implantação.
Da carta enviada à REFER, foi dado conhecimento também à Câmara, Junta de Freguesia, Governo Civil, Ministério da Administração Interna, Provedoria da Justiça e presidência da Assembleia da República.
Da REFER não houve resposta. Da Câmara também não. Já a Junta de Freguesia, agora dirigida por Natália Nunes que entretanto substituíra Albino Oliveira, o ofício foi encaminhado, mais uma vez para a Refer. Aí a presidente da Junta de Freguesia manifesta-se solidária com a sua população ao considerar que as tais barreiras «poderão trazer um impacto muito mais negativo para a Vila e para as pessoas, que as próprias barreiras do que o ruído do comboios».
Acrescenta ainda que «também não sabemos que estudo foi feito, na medida em que, quase não se dá pela passagem dos comboios. Sendo ainda certo que não é como o tráfego rodoviário que, este sim, é constante», enquanto «os comboios passam esporadicamente». Termina a missiva da Junta de Freguesia afirmando que nesta terra há várias décadas sem nunca terem sido contestados, quando, então sim, muito barulho faziam. Hoje nem se dá pela passagem».
Esta carta foi também remetida aos deputados concelhios António Gameiro e Mário Albuquerque.
Entretanto, uma resposta foi recebida, pela Comissão de Moradores, da Provedoria da República onde se considera que a colocação de barreiras acústicas resulta de imposição legal do Regulamento Geral do Ruído. Refere-se também que «a adopção de materiais transparentes resulta do facto de esses materiais não possuírem efeito absorvente das ondas sonoras, reflectindo-as para o lado oposto da via, causando a violação dos níveis de ruído desse local». Por outro lado, esclarece o Provedor de Justiça, «a lei não confere aos proprietários o direito a beneficiar de vistas desafogadas», pelo que «a decisão de implantação de barreiras acústicas opacas não é passível de censura».
E assim o processo foi arquivado na Provedoria da República.
Entretanto, a carta enviada à Assembleia da República foi remetida, segundo informação enviada à Comissão de Moradores, à Comissão de Poder Local, Ambiente e Ordenamento do Território, sem que tenha ainda sido respondida.
Quanto à Câmara, o seu presidente disse ao NO de que, quanto à passagem pedonal, a REFER terá informado a Câmara que a não fazia. Isto passou-se no anterior mandato, quando António Gameiro fazia parte do executivo e, segundo Catarino, o vereador terá ficado incumbido de tratar do assunto. Mais tarde, a REFER terá dito que ia construir a passagem mas, posteriormente a informação foi de que já tinha projecto delineado e a Câmara informa da opção mais adequada. Segundo David Catarino, da REFER «disseram que sim mas a Câmara teria que pagar». O assunto foi levado a reunião de Câmara, já este ano, durante o actual mandato e o executivo deliberou não avançar com a obra porque «não tem dinheiro para isso».
Quanto às barreiras acústica, Catarino não tem dúvidas que, «do ponto de vista da apreciação das pessoas», também ele, «preferia ver passar os comboios, às barreiras». Mas, afirma o autarca, «não pode ser a Câmara a pedir que se cometa uma ilegalidade».
Quanto à acusação de existirem esgotos a céu aberto, o presidente da Câmara diz ter havido uma reunião da REFER com os autarcas envolvidos no processo de recuperação da linha e ficou, então, decidido que «cada Junta de Freguesia iria organizar um processo com vista a um concurso limitado para avançar com essas pequenas intervenções e a REFER pagaria às Juntas os trabalhos».

Jardim Infantil solidário



Até dia 16 de Dezembro, data agendada para a entrega dos cabazes de Natal, continua a onda de solidariedade para as Feiras dos Pobres deste ano. Ao Notícias de Ourém vão chegando pessoas que, individualmente, querem contribuir. Foi assim que chegaram também, esta semana, os pequenotes do Jardim Infantil de Ourém. Juntaram-se as três valências do Jardim: creche, jardim-infantil e ATL e unidos fizeram-nos chegar muitas coisas que ainda não tivemos tempo de contabilizar mas que já percebemos serem, sobretudo, brinquedos e géneros alimentares. Aos meninos, pais educadores e a todos os envolvidos nesta recolha, os nossos agradecimentos.
Os nossos agradecimentos também aos que, particularmente por cá vão passando com os seus sacos de alimentos, contribuindo para a causa.
Do mesmo modo há que agradecer a todo o executivo camarário que aprovou em recente reunião um donativo de 500 euros para o Património dos Pobres e, consequentemente, para a constituição de cabazes.
É assim que o Natal ganha mais significado em cada dia e se todas as dádivas nos deixam felizes, são as das crianças que nos permitem acreditar que um dia virá em que não vai ser preciso recolher bens essenciais a que todos deveriam ter direito todos os dias do ano e não apenas numa época especial.

Um ano de arte em exposição



A já tradicional exposição de final de ano de Jorge Melo, está patente na sua galeria, a DomusArt, até final do ano.
Trata-se da maior parte da produção artística do ano do pintor e foi inaugurada no sábado à tarde.
De referir ainda que nos meados do mês alguns dos quadros expostos vão sair da galeria para participar numa Feira Internacional de Arte, na Covilhã. Por isso, se quer ter o prazer de conhecer toda a obra, apresse-se. Até porque alguns dos quadros escolhidos para essa participação, revelam uma nova faceta do pintor com cores mais fortes e a estabelecerem maiores contrastes, num jogo de preto e vermelho. Parece haver também uma maior aposta em tons quentes, com o laranja a dominar.
Porém, a obra que o pintor considera «mais conseguida» nesta época é o seu «Angel», do qual destaca o movimento e a expressão do olhar.
Como é hábito, a galeria não está sempre aberta pelo que os interessados em visitá-la deverão contactar através do número de telefone que se encontra na porta, marcando hora de visita. De qualquer modo, a exposição pode ser sempre vista já que as luzes da galeria estão acesas e há uma boa visibilidade do exterior.
Uma excelente visita para quem procura aquela prenda de Natal muito especial ou simplesmente o deleite para a alma que é a contemplação da arte de um artista que sendo oureense, é cada vez mais nacional e internacional, levando, com a sua obra, o nome de Ourém que, como é sabido, já figura no Vaticano, com um dos seus «Cristos».

Giovanni D’Amore lança CD em concerto em Fátima



Um concerto já com sabor a Natal e que serviu para apresentar o trabalho discográfico "Mediterraneo, profumo latino". Giovanni D’Amore encantou o público presente num concerto, na sala de espectáculos improvisada do Fatimae.
No início do espectáculo, os sons do fado ouviram-se pelas mãos dos guitarristas que acompanharam Amália Rodrigues, Luís Ribeiro e Lelo Nogueira. E a voz do tenor italiano cantou o fado português, um dos quais, de Coimbra.
Rão Kyao foi convidado de honra deste concerto tendo presenteado o público com alguns temas dedicados à diva do fado.
Ao agradecer ao artista convidado, o tenor italiano manifestou a sua alegria por ter conhecido dois grandes nomes do panorama musical português: Amália e Rão Kyao.
Giovanni d’Amore manifestou a sua alegria por estar em Fátima e entoou temas a solo como "A capela" que cantou a solo, a João Paulo II ou um outro, "Avé Maria".
Ao longo de duas horas de espectáculo com uma orquestra de seis músicos temas mais populares como "Tarentella", por exemplo, foram acompanhados pelo público como o "Silent night" porque estamos em tempo de Natal. E por isso, o cantor desejou "um ano cheio de paz e amor".
No sábado, o tenor apresentou este trabalho na livraria "a letra", em Ourém.
O CD
"Mediterrâneo, profundo latino" é uma edição especial para a apresentação da Associação Giovanni D’Amore. O trabalho agora apresentado em CD resulta do concerto gravado ao vivo, na quinta do Valbom, em Santo Amaro, a 5 de Julho de 2006.
São 17 canções italianas, napolitanas, espanholas, portuguesas e alguns musicais. Inclui também originais escritos e musicados pelo próprio tenor.
Reúne este álbum temas que vão desde os anos 20 até à contemporaneidade com canções de fado de Amália Rodrigues passando por sucessos musicais com as "Chardas húngaras" e alguns momentos de poesia.
O CD está disponível junto dos elementos da direcção Associação Giovanni D’Amore, de Ourém. Um dos elementos é Regina Fernandes, que pode ser contactada através do telm: 912658763.
A associação
A Associação Giovanni d’Amor é uma instituição particular de solidariedade social, sem fins lucrativos. Visa o apoio e solidariedade social para com os mais desprotegidos.
Tem como desígnio fundamental desenvolver, promover e colaborar em iniciativas de cariz artístico, social, cultural, científico, turístico e desportivo, no panorama nacional e internacional.
Prestar cuidados e apoiar as vítimas dos incêndios, vítimas de guerras, de catástrofes naturais, vítimas de conflitos e idosos, sempre num verdadeiro espírito de solidariedade entre os associados.
Os fundos angariados neste CD revertem a favor das vítimas dos incêndios.

MEIA MARATONA DE TEATRO: Dois dias, cinco grupos, nove espectáculos

O Grupo de Teatro Apollo – Centro Cultural e Recreativo de Pêras Ruivas termina a agenda do 2º semestre de 2006 com a Meia Maratona de Teatro, que terá lugar nos dias 8 e 9 de Dezembro, na sede do Grupo, Centro Cultural e Recreativo de Pêras Ruivas.
A Meia Maratona terá início pelas 15h00, no dia 8 de Dezembro, com o Grupo de Teatro Fatias de Cá de Tomar, o qual apresentará a peça "Comissão de Festas", uma versão de Carlos Carvalheiro, a partir de Alan Ayckbourn. A partir das 15h00 e até às 23h00, haverá peças de teatro, com o intervalo de 30 minutos entre cada uma delas. No dia seguinte, dia 9 de Dezembro, a Meia Martona volta a abrir às 15h00 com a peça "Gota de Mel", pelo Grupo de Teatro Jovens Com Passado Velhos Com Futuro. A última peça do dia "A Bengala" pelo Grupo de Teatro Ultimacto de Cem Soldos (Tomar) com o espectáculo "A Bengala", Ultimacto de Cem Soldos (Tomar) marcado para as 22 horas.
Cerca de 150 actores são esperados na Meia Maratona de Teatro.
Custo bilhete Meia Maratona: Não sócios:4€ - 1dia / 6€ - 2 dias
Sócios CCRPêras Ruivas (com quotas em dia): 3€ - 1dia / 5€ - 2 dias
Reservas no local ou na DEDC da Câmara Municipal de Ourém (249540913)
Mais informações: www.gteatroapollo.blogspot.com

Queda de ultraleve em 2003 - Tomar: Pai absolvido pela morte do filho

"Nunca recupero o que já perdi".
A frase é de Manuel Oliveira Bexiga, depois de saber que o Tribunal de Tomar o tinha absolvido do crime de homicídio por negligência na sequência da queda do ultra-leve que dirigia na pista de Valdonas, em Fevereiro de 2003. Do acidente resultou a morte do co-piloto. Era o seu filho Nelson, de 26 anos.

O Tribunal Judicial de Tomar absolveu um homem, na passada sexta-feira, 24, de ter causado a morte ao próprio filho. O Ministério Público acusava Manuel Bexiga de homicídio por negligência dado este não possuir licença adequada para pilotar o ultraleve onde se fazia acompanhar com o filho. O ultra-leve descontrolou-se e embateu no solo provocando graves ferimentos no jovem que acabou por falecer dias depois.
Um julgamento por demais doloroso para Manuel Bexiga, de 50 anos, que em Tribunal teve que reviver a tragédia que se abateu sobre a sua vida no dia 9 de Fevereiro de 2003, pelas 16h30, na pista de Valdonas, em Tomar. "Foi mais um massacre do que outra coisa. Foram três anos à espera disto mas, de qualquer forma, não recupero nada do que perdi", confessou no final da audiência a "O Templário" ainda emocionado com a decisão lida pelo juiz Domingos Mira.
Segundo o juiz, a absolvição resulta do Tribunal não ter conseguido apurar as causas efectivas do embate do avião no solo – a defesa considerou a hipótese de falhas mecânicas – pelo que não pôde responsabilizar Manuel Bexiga pelo mesmo.
Apesar de ter provado que Manuel Bexiga não estava habilitado a pilotar sem ser acompanhado por um piloto instruído e que não podia transportar passageiros a seu lado, o Tribunal não conseguiu provar que a causa do acidente tivesse sido "a inadaptação do piloto à aeronave" nem que tivesse existido alguma "atitude censurável" ou "comportamento revelador de irreflexão por parte do piloto" do ultra-leve. Também contou para esta decisão o facto de Manuel Bexiga não ter antecedentes criminais.
"Sinto que se passou mais qualquer coisa do que aqui foi dito. Neste caso, perdeu o seu filho... Espero que não arque com a pena da sua consciência de ter feito algo mal", concluiu o juiz.
O julgamento deste caso realizou-se em apenas duas sessões, nas quais foram ouvidas testemunhas de acusação e defesa. Por diversas vezes, Manuel Bexiga não controlou as lágrimas, especialmente quando foram ouvidas as testemunhas de defesa que o consideraram uma pessoa consciente, responsável e que, acima de tudo, amava o filho.
Segundo as testemunhas de defesa, Manuel Bexiga era um piloto experiente e com muitas horas de voo e nunca teria feito nada que pudesse colocar em causa a sua vida e do seu filho. Emigrante no Canadá durante 18 anos e a residir em Caxarias, Ourém, Manuel Bexiga tinha a paixão pelos aviões e era raro o fim-de-semana em que não voasse.
Já nas alegações finais o próprio Ministério Público refriu existirem dúvidas às causas do acidente pelo que defendeu a absolvição do arguido.
Domingo fatídico
Aquele fatídico domingo não foi excepção. Eram cerca de 16H30 quando o seu ultraleve Zenair descolou da pista de aviação de Valdonas, voou cerca de 200 metros e caiu numa vinha da Quinta Damil, a 30 metros de uma vivenda. A bordo, para além de João Bexiga, ia o seu filho, Nelson, de 26 anos, sargento para-quedista em Tancos. Já no chão, o piloto conseguiu sair do aparelho pelo seu próprio pé, mas em pior estado ficou o seu filho que, devido ao seu estado de saúde inspirar mais cuidados, teve de ser transferido para o Hospital de Santa Maria, em Lisboa. O jovem sofreu um traumatismo craniano-encefálico grave e viria a falecer a 15 de Fevereiro.
Testemunhas no local afirmam ter visto o ultraleve com dificuldades de voo e adiantaram que a descolagem já havia sido feita de forma instável. Antes já tinha feito um voo de cerca de 10 minutos e as mesmas testemunhas já estranhavam o comportamento da aeronave.
No voo fatal, o ultraleve descolou com dificuldade, subiu ligeiramente, deu meia volta, começou a guinar para a direita e foi cair violentamente numa vinha, ficando totalmente destruído. O estrondo foi de tal intensidade que assustou os moradores na zona.
"Foi uma paixão que acabou da pior maneira possível. Sempre esperei não ser condenado porque apesar de não ter licença sabia o que fazia. O principal castigo já tive e hei-de tê-lo para o resto da vida", referiu Manuel Bexiga, visivelmente consternado.

Um caso de violência doméstica em Ourém

No passado sábado, 25 de Novembro, assinalou-se o "Dia Internacional para Eliminação da Violência contra as Mulheres". Curiosamente, uns dias antes da efeméride, "O Templário" recebeu uma denúncia de um destes casos, a passar-se em... Ourém

O jovem que nos procurou prefere não se identificar "para não ter problemas". Procurou o nosso jornal porque quer trazer ao conhecimento público uma situação que considera "muito grave" e que se passa numa aldeia do concelho de Ourém. Fá-lo porque receia que um dia o pior venha a acontecer.
"Isto passa-se há quase 18 anos. Trata-se de um homem muito violento que bate na mulher e nos três filhos, dois deles menores", começou por denunciar. O homem, servente de profissão, tem problemas de alcoolismo e segundo a nossa fonte "cada vez que apanhava a dita cuja" ninguém descansa naquela casa. As ameaças e os actos de violência repetem-se cerca de três a quatro vezes por mês e a família já teve que receber tratamento hospital. "Bateu na sogra com uma vassoura e ela foi parar ao hospital. Nessa altura perguntaram-lhe se ela queria fazer queixa mas ela teve medo e não quis", explicou o jovem que adiantou que, finalmente, no passado mês, a família formalizou queixa na GNR de Ourém. A gota de água desta família - e que lhe deu coragem para avançar para a queixa - foi a "falta de paciência" porque o homem puxou de uma navalha e ameaçou de morte a mulher e os filhos. "É violento por natureza e com o álcool fica pior. Quando chega a casa bêbado ninguém dorme naquela casa", desabafa com conhecimento de causa.
Desde que foi feita a queixa, o homem nunca mais agrediu a família, apesar de ter ficado bastante incomodado com a denúncia. "A advogada dele – e porque isto é um crime de violência doméstica, um crime público - escreveu uma carta para a filha e mulher assinarem na qual desistiam da queixa, mas elas não assinaram e vão mesmo em frente", referiu, enquanto exibia cópia do documento.
"Ele nunca se mostrou arrependido do comportamento que teve... segundo me disseram começou a bater na mulher uma semana depois de ter casado", reforçou o jovem. "Venho denunciar este caso porque quero acabar com o sofrimento daquela família. Alguém tem que fazer alguma coisa e se isto não fosse denunciado nunca iria acabar", reitera.
O oureense já foi chamado a prestar declarações na GNR de Ourém. O processo, em fase de inquérito, está agora no Ministério Público de Ourém.
Quase 10 mil casos de violência doméstica foram registados em Portugal, de Janeiro a Setembro de 2006. Nos crimes domésticos, a vítima e o agressor vivem dentro da mesma casa, sendo os maus-tratos físicos e psicológicos os mais comuns.
Nos primeiros seis meses de 2006, a Polícia de Segurança Pública (PSP) registou um aumento de 1500 casos de violência doméstica, quando comparado com igual período do ano de 2005.
Contactos úteis
APAV – Instituição particular de Solidariedade Social
Rua José Estêvão, 135 A (Jardim Constantino), Lisboa.
Telef. 21 358 79 00 Fax 21 887 63 51 - e-mail: apav.sede@apav.pt
Entre 2005 e 2006
37 Mulheres mortas pelos maridos
Entre Novembro de 2005 e o mesmo mês deste ano morreram em Portugal 37 mulheres vítimas de violência doméstica, revelou um estudo recentemente apresentado pela União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR).
O estudo, apresentado para assinalar o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres (sábado, 25 de Novembro), é uma forma de denunciar e alertar as autoridades e a sociedade para uma situação preocupante em Portugal, disse Elisabete Brasil, presidente da UMAR.
Dotar a PSP e a GNR de gabinetes especiais para atender as vítimas e a realização de um trabalho de proximidade no terreno junto das várias associações são, no entender de Elisabete Brasil, outras formas de combater a violência doméstica.

Catarino irritado

As declarações proferidas durante a convenção autárquica do PS/ Ourém, de que o NO deu conta na passada edição, irritaram o presidente da Cãmara que, em reunião do executivo, apresentou a declaração que transcrevemos
"Entendemos que o Partido Socialista tenha feito a sua convenção autárquica. É normal.
Entendemos também que, para animar a festa, se tenham dito umas coisas, numa espécie de alienação provocada por um conjunto de frases que se pretendem emblemáticas.
Entendemos até que se possa animar a festa com palhaços, com balões e outras coisas que, se não houver na casa, podem vir de fora.
Até a afirmação de que o PSD não tem estratégia na orientação dos destinos do concelho não mereceria que gastássemos tempo com a sua contestação.
A este propósito, gostaríamos de perguntar aos senhores vereadores do Partido Socialista se já entregaram a alguém os seus contributos para o Plano Regional de Ordenamento do Território do Oeste e Vale do Tejo e para o QREN. Aquilo com que temos dificuldade em pactuar é com a mentira.
Por isso, esclarecemos: 1º. É mentira o que é dito sobre a Estrada Nacional 357. As duas Câmaras Municipais receberam a estrada da Junta Autónoma de Estradas que pagou as obras de beneficiação, tendo sido acordado que, para efeitos do concurso, o dono de obra seria a Câmara Municipal de Torres Novas.
Quanto à estrada de Alburitel- Fungalvaz, a Câmara Municipal de Ourém mandou elaborar o projecto para a sua totalidade. Como o projecto apontava para mais de duzentos mil contos, a Câmara Municipal de Ourém comunicou à de Torres Novas que iria executar a beneficiação no concelho de Ourém por administração directa, trabalho que já foi iniciado, ficando a cargo da Câmara Municipal de Torres Novas a intervenção na sua área de jurisdição.
Aliás, não temos confiança suficiente no presidente da Câmara da Torres Novas para executarmos uma obra e sermos depois reembolsados pelo executivo que ele dirige, apesar de ter pessoas por quem nutrimos outro tipo de consideração.
2º. É também mentira o que se diz sobre a captação de fundos comunitários, em resultado de não termos o PDM em vigor. Durante muitos anos, estivemos nos primeiros lugares do distrito na utilização de fundos comunitários e foi somente na parte inicial deste Quadro Comunitário de Apoio, entre 2000 e Janeiro de 2003 que estivemos impedidos, no nosso entender por culpa de organismos da administração central, os mesmos que fazem com que um plano de pormenor demore 6 ou 7 anos a fazer, os mesmos que têm a responsabilidade de limpar as linhas de água e não o fazem, etc., etc.. Quanto às restantes afirmações de incompetência e outras mentiras, propositadamente feitas para atingir o presidente da Câmara, não nos pronunciamos. Não merecem que com elas percamos tempo."

Canção da diocese ganha prémio de mensagem

"Brilha como o sol" foi a canção que a diocese de Aveiro apresentou no VI Festival nacional jovem da canção mensagem e do qual saiu vencedora.
O tema interpretado pelo grupo "jovens em movimento" arrebatou, por parte do júri de 18,1 pontos. Em segundo lugar classificou-se a canção "Se queres ser feliz", da diocese de Coimbra interpretada por sete jovens. Em terceiro lugar e recebendo o prémio de canção com a melhor mensagem ficou a canção da diocese de Leiria-Fátima, "Anda, vem comigo".
O tema apresentado tem letra de Mónica Batista, a música é de Elsa Felicidade e Rui Oliveira. Os intérpretes foram Elsa Felicidade, Inês Vieira, Liliana Marques, Rui Oliveira, Fábio Reis, Vando e Nelson.
A edição de 2006 foi inspirada em Mateus 16,24: "Se alguém quiser vir comigo, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me". Centenas de jovens reuniram-se na tarde de 2 de Dezembro, no centro pastoral Paulo VI, numa iniciativa que visa "dinamizar a pastoral dos jovens; incentivar a criação poético-musical partindo dos valores da cidadania e humano-cristãos; promover a canção mensagem como forma de linguagem musical e evangelizadora"; além de possibilitar a comunicação e o convívio entre os jovens de cada diocese e das várias congéneres. Participaram 16 dioceses.

Orquestra Típica no Algarve



A Orquestra Típica de Ourém da Academia de Música Banda de Ourém,realizou o seu terceiro Retiro Musical, de 1 a 3 de Dezembro, em Albufeira, Algarve.
Participaram 48 elementos deste grupo num fim-de-semana de trabalho que teve por objectivo aperfeiçoar a execução musical e preparar novos temas. Destes, salientam-se duas valsas recolhidas junto do Rancho Folclórico da Casa do Povo de Fátima que deverão ser apresentadas ao público no início do ano de 2007.
Durante estes dias foram realizados vários exercícios musicais, workshops e inclusive um concerto para os hóspedes e público em geral do Hotel da Aldeia onde esta orquestra esteve hospedada.
Para além dos vários ensaios intensivos, houve tempo ainda para alguns e bons momentos de convívio entre os músicos.
Acompanharam a orquestra Avelino Subtil, Helder Santos, Pedro Lopes e Fernando Frazão.
Em 2007, a Orquestra Típica comemorará as bodas de prata. Em breve serão anunciados os eventos comemorativos do grupo fundado em 1982 pelo maestro Armando Rodrigues.

10 Milhões de Estrelas - Um gesto pela paz

"10 Milhões de Estrelas - Um gesto pela paz", a campanha da Cáritas para o Natal de 2006 já foi lançada.
Esta campanha visa motivar cada cidadão para a aquisição de uma vela que, quando acesa (dia 6 de Dezembro em manifestação pública e dia 24 por iniciativa de cada pessoa ou família), simbolize a adesão de toda a população portuguesa à causa da Paz.
Das verbas recolhidas pela campanha, 30% ficarão para a Cáritas Portuguesa e serão aplicadas no apoio a um país em vias de desenvolvimento (este ano será o Brasil), apoiando um projecto da Cáritas Brasileira especialmente pensado para dar resposta às necessidades/urgências de idosos carenciados . Os restantes 70% ficarão para cada Cáritas Diocesana, sendo já certo que todas elas irão igualmente apoiar projectos nacionais no âmbito desta temática.
O lema da campanha para este ano é "O valor do idoso no mundo contemporâneo".

Bombeiros de Fátima: Direcção volta a procurar terreno para quartel

"Digamos que voltou tudo à estaca zero". A direcção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Fátima vai continuar a procurar um novo local para a construção do quartel.
"Todas as diligências têm-se gorado, muito embora se reconheça o empenho das várias instituições, nomeadamente Câmara municipal, Junta de freguesia e Santuário", pode ler-se no plano de actividades para o ano de 2007.
Um dos locais apontados para a construção do novo quartel foi um terreno situado junto à rotunda sul mas acabou por ser abandonado em virtude desta ser agora uma zona de intervenção da SRU e de haver outros usos previstos.
De qualquer modo - garante a direcção – "mantém o compromisso de, apenas, utilizar as receitas provenientes do cortejo na construção do novo quartel".
"Enquanto se prevê a demora naquele projecto, tem-se procurado a melhoria de condições dentro do actual quartel, quer de trabalho, quer de alojamento dos bombeiros. Muito mais não se poderá fazer devido ao exíguo espaço", é referido.
As melhorias vão ser realizadas no parqueamento das viaturas, irão realizar-se obras em frente ao quartel, terreno e lojas que serão cedidas gratuitamente por Joaquim Clemente. Neste espaço ficarão parqueadas quatro viaturas pesadas e algumas ligeiras. O objectivo é assim permitir que o quartel possa albergar as ambulâncias e deixar algum espaço livre.
No próximo ano, a direcção vai diligenciar para que seja assinado um protocolo de colaboração permanente com o Santuário de Fátima. O objectivo é "atenuar os encargos mensais que a Associação suporta com os funcionários" e pelo facto de "não cobrar qualquer valor pelos serviços prestados àquela instituição. A Associação não deixa de reconhecer os apoios significativos que esporadicamente tem recebido do Santuário".
Das actividades propostas para o novo ano, a direcção pretende levar a cabo uma festa popular para bombeiros, sócios e população.
No plano de objectivos, a direcção pretende, seguindo a sugestão da Secção desportiva e cultural dos bombeiros, "apoiar a aquisição de uma viatura" para transporte dos bombeiros aquando das actividades desportivas e culturais.
Os bombeiros irão realizar em 2007 um conjunto de acções como o rastreio de saúde à saída das missas, a romaria ao cemitério a 1 de Maio e a festa de Natal para bombeiros e famílias.

Casos de polícia

A 28 de Novembro, uma colisão entre dois ligeiros, em Várzea do bispo resultou em danos materiais.
Uma pessoa ficou ferida sem gravidade, na sequência de um choque entre um veículo ligeiro e um ciclomotor em Mosqueiro, Seiça.
Do despiste de um veículo ligeiro em Cardal, Freixianda, resultou um ferido, embora sem gravidade. De um outro despiste, desta feita, na Estrada Real, em Várzea do bispo, resultaram apenas danos materiais. Do choque entre um veículo ligeiro e um pesado, no cruzamento dos Matos, em Nossa Senhora da Piedade, resultaram danos.
A 30 de Novembro, um despiste de um veículo ligeiro, na zona de Ourém resultou em danos materiais.
Duas pessoas ficaram feridas na sequência do despiste de uma viatura ligeira, em Óbidos, Olival, a 2 de Dezembro. Do choque entre dois ligeiros em Carregal, Nossa Senhora das Misericórdias resultaram danos.
Danos é o balanço das várias ocorrências registadas a 3 de Dezembro, pela GNR. Do despiste de um ligeiro em Espite, de um outro despiste em Lagoa do Grou bem como das duas colisões: uma entre dois ligeiros, em Aldeia Nova, Olival e outra, também entre duas viaturas em Cacinheira, Casal dos Bernardos.

29 novembro 2006

Associação Terra do Móvel apresenta : Cinco projectos inovadores



Cinco empresas de Ourém/Vilar dos Prazeres aceitaram o desafio de desenvolver novas linhas de mobiliário que apresentaram a outros empresários e à comunicação social, a 23 de Novembro.
Estes projectos de associados da Terra do Móvel, estão integrados no projecto COOPMOB – iniciativa de cooperação transnacional EDDT – Reforçar o desenvolvimento económico.
Guisephe Bianchi, director do centro Sperimentale del Mobile, especialista italiano assinalou que este projecto se insere num muito mais amplo. E "apesar das dificuldades iniciais de equilíbrio", o responsável apontou a importância de "dar continuidade a este tipo de acção".
Joaquim Mendes, em nome da direcção da Associação Terra do Móvel salientou que "temos que apostar na cooperação" e por outro lado "continuar a apostar nas empresas" para que daqui a "a 20, 30 anos se fabriquem móveis de qualidade".
Este responsável salientou ainda que o mobiliário de Ourém/Vilar dos Prazeres tem preço e tem design, além da qualidade.
Piergiorgio Robino, um dos consultores do projecto assinalou que este projecto partiu da ideia base de criar uma identidade portuguesa para uma linha de móveis. E isolando os elementos que digam algo aos portugueses: azulejos, móveis tradicionais, calçada portuguesa, madeira, entre outros, as cinco empresas lançaram mãos ao projecto.
Cozinha em ilha – Movior
Vânia Faria apresentou o projecto de cozinha em ilha, um móvel de cozinha que possui aplicações de azulejo, elemento que recupera o azul tradicional da azulejaria portuguesa. A madeira foi escurecida para dar o tom "tosco" e "ir buscar o que era feito pelos marceneiros".
Os azulejos são pintados à mão e o inox é um elemento que serve de ligação entre a madeira e o azulejo. A versatilidade reside, acentuou esta responsável, no facto de se poder escolher o motivo a pintar no azulejo. Esta ilha que pode ser montada em módulos onde podem ser aplicados os electrodomésticos. "O objectivo é ir buscar as origens: convívio à mesa", referiu Vânia Faria.
Móvel de sala - Megamóveis
A "tendência é o revivalismo e a interpretação da linguagem no futuro", assinalou Simão Gibelino que apresentou o projecto de um móvel de sala.
As linhas rectilíneas e os códigos do passado são evocados para um móvel rectangular, de cor preta, maciço, reinterpretando um conceito de móvel antigo "com rádio para o novo mundo". O dourado, os arabescos e o azulejo, tendências do passado são aplicados num novo modelo linear.
A empresa está à procura de parceiros para desenvolver uma peça deste tipo, em termos comerciais.
Móvel de sala - Vilarmóvel
Bruno Baptista apresentou um móvel de sala que faz a ligação entre a nova tecnologia digital aliando-a a um conceito que móvel que recupera algum do desperdício de madeira na feitura de outro mobiliária. As aparas e outros restos de madeira impregnam a peça de um feitio mais robusto apresentando estrutura simples. A peça é decorada com arabescos e motivos florais.
Linha de quarto – Madeivilar
A qualidade, a versatilidade, a criatividade a simplicidade fazem parte desta nova linha de quarto que Sónia João apresentou. A partir de uma linha base, a Versus, de linhas direitas e robustas para mobiliário de quarto, a Madeivilar possui uma versão "Equilíbrio" com a mesa-de-cabeceira e cómoda suspensas.
A linha "Design" junta também a opção funcionalidade além de acabamentos redondos enquanto que a linha "Simplicidade", mais jovem.
Móvel – Seiva/MTM
Nuno Inácio apresentou uma linha de mobiliário de quarto que aposta em "fortes espessuras, robustez do conjunto, linearidade, simetrias, simplicidade", num móvel inspirado numa igreja e que recupera também o elemento azulejo e o pinho. "Toda a linha obedece a uma linguagem que obedece a uma lógica e coerência".

Lions e Leos comemoram aniversário



Lions e Leos de Ourém comemoraram, respectivamente, o décimo primeiro e o segundo aniversário da entrega da carta constitutiva.
Duas companheiras do Lions clube de Ourém foram homenageadas no jantar comemorativo, realizado a 25 de Novembro, onde estiveram presentes amigos e companheiros Lions vindos de diversos pontos do país.
João Silva, presidente dos Leos frisou o empenho do clube oureense em realizar e programar actividades ao longo do ano, mais do que as até agora concretizadas. "Vamos tentar estar mais activos", afirmou. E salientou aos responsáveis dos clubes Leo e Lions contar com a colaboração.
Fábio Martins, presidente do distrito Leo, assinalou que é necessário ultrapassar a actual situação em que se encontram os clubes Leos e Lions. "Talvez, ainda, haja maneira de dar a volta a isto. O problema não são só os Leos, mas também os Lions".
E, segundo este responsável "não existe ligação entre os Lions e os Leos". A falta do símbolo dos Leos no pequeno livro que assinalava este aniversário não passou despercebido ao jovem que pediu aos Lions para que calcem as sapatilhas, vistam os jeans e participem nas actividades de campo e "entrem no nosso espírito irreverente e imaturo". Mas que, nas horas certas, também saibam, repreendê-los.
Este responsável anunciou a formação de conselheiros Leos, em Fevereiro de 2007 aconselhando que "qualquer conselheiro leo tem a responsabilidade de cá estar".
Aos leos incentivou-os a apresentarem propostas e a participarem em actividades com outros clubes leos, a "inserirem-se nos outros clubes e na comunidade lionística". "Não deixem o vosso clube morrer", afirmou pedindo aos Lions que "não abandonem e apoiem" os leos.
O presidente do Lions clube de Ourém, Filipe Mendes salientou o trabalho desenvolvido ao longo dos anos com actividades em prol "dos idosos, deficientes, instituições de carácter social e para conforto dos mais necessitados".
Aos companheiros, Filipe Mendes pediu a presença dos companheiros, na próxima iniciativa organizada pelos Lions, o baile da pinhata, a 24 de Fevereiro. Os fundos reverterão a favor da Casa da criança – Dr. Alves, para apoio a meninas desprotegidas.
O presidente dos Lions agradeceu, publicamente ao presidente de Câmara, a cedência das instalações para a sede, que funciona na Casa dos magistrados.
Por seu turno o autarca salientou que "é bom que haja estruturas de apoio e solidariedade aos mais desprotegidos" e a quem os Lions apoiam. E sobre a cedência de espaço assinalou que "as organizações da cidade quando prosseguem fins nobres contam com a disponibilidade para, em parceria, ajudar aqueles que mais precisam".
Vítor Melo, governador do distrito 115 compartilhou as preocupações adiantadas pelo companheiro Fábio Martins. "Não podemos continuar a tapar o sol com a peneira" pedindo, também a participação e trabalho de todos. "Seremos capazes de renovar o espírito dos clubes, fazer mudanças e atingir novas pessoas".
Com o lema "Mais excelência em espírito de missão", defendeu que "vamos por os pés a caminho com trabalho, preserverança e certeza de vencer". Aos companheiros presentes na sala deixou o desafio da "abertura de um Lions clube de Fátima".
As homenageadas
Regina Fernandes, past presidente do Lions clube de Ourém foi homenageada pelo past governador Guerra Maneta, pelo empenho e serviço prestado à comunidade, ao longo dos anos.
A companheira Isabel Queiroz recebeu também um diploma, pelo apoio prestado, aquando do campo internacional da juventude. "A Isabel foi uma grande mãe", salientou Júlia Lima, dos Lions Clube de Faro.